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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

ASCRIM/ACADEM – PRESIDÊNCIA – NOTA DE PESAR – OFÍCIO Nº 012/2020 MOSSORÓ-RN, 03 de AGOSTO de 2020.


EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS JURIDICAS E SOCIAIS-ACJUS 

DR. JOSÉ WELLINGTONS BARRETO 

“VOSSA PROFUNDA AFEIÇÃO POR SUA MÃE, MESMO NA SAUDADE, SERÁ O CABEDELO QUE O AFASTARÁ DA DOR ! 
A SUA FÉ INABALÁVEL EM DEUS É O SUSTENTÁCULO MAIOR QUE O FARÁ SUPORTAR A PERDA DO BEM MATERNAL !  

LAMENTANDO PROFUNDAMENTE, NESTA DATA O DESAPARECIMENTO DA SENHORA SUA MÃE, MARIA ALICE BENTO DA SILVA, REGISTRAMOS CONSTERNADOS NOSSOS PÊSAMES NESSE DOLOROSO MOMENTO ! 

ELEVAMOS NOSSAS PRECES AO ONIPOTENTE, INVOCANDO O MELHOR CONFORTO, NESTA HORA E EM MOMENTOS FUTUROS, JUNTO AOS SEUS FAMILIARES E AMIGOS, DESEJANDO SEJAM SEMPRE A FORTALEZA DE CONFORMAÇÃO, ENQUANTO SANGRAM NA TRISTEZA, MAS A REVERTERÃO NA LEMBRANÇA DOS BONS MOMENTOS VIVIDOS AO LADO DA SUA AMADA MÃE !  

RETRANSMITIMOS, SENSIBILIZADOS, ESTA NOTA DE PESAR, EM NOME DE TODO O CORPO SOCIAL DA ASCRIM, BEM ASSIM EM NOME DOS POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS DA ASCRIM E ACADEM, E A TODOS QUANTOS O ADMIRAM E DESEJAM OFERTAR, NESTA HORA DIFÍCIL, AS CONDOLÊNCIAS, TÃO NECESSÁRIAS PARA ACEITAR E VENCER O SOFRIMENTO QUE O ATINGE !  

AMIGO ZÉ WELLINGTON, PERMITA-NOS, RESPEITOSAMENTE, JUNTAR NOSSAS PRECES E FICAR AO TEU LADO, MESMO DISTANTES FISICAMENTE, MAS PERTO DO CORAÇÃO, PARTILHANDO SUA DOR PORQUE SABEMOS VC PRECISA !    

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS 

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 
-PRESIDENTE DA ASCRIM E ACADEM- 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 
-VICE-PRESIDENTE EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM- 

VANDA MARIA JACINTO 
-1ª SECRETÁRIA EXECUTIVA DA ASCRIM 

P.S.: 1. IMPRESCINDÍVEL DIVULGAR, NA COMUNIDADE INTELECTUAL, OS PRINCÍPIOS (DO SIMPLES AO COMPLEXO) QUE PRECEITUAM O FUNCIONAMENTO DE UMA INSTITUIÇÃO CULTURAL.  

P.S.: 2. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS INSIGNES DIGNITÁRIOS: 
   
 EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES. 
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS. 
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES. 
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS. 
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES. 
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES EDUCACIONAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES. 
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA. 
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES. 
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.  
C/CÓPIA PARA PESSOAS, EM GERAL, DA SOCIDADE, 
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM. 
DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM. 

Enviado pela ASCRIM

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A PRISÃO DO CANGACEIRO "BEZOURO" DO BANDO DE LAMPIÃO.


BEZOURO ESTÁ NO XADREZ – Orphão de pae e mãe – Novato no grupo.

S. SALVADOR, 23 (Succursal).

- Está preso no xadrez da delegacia auxiliar, um Cabra de Lampeão, há dias agarrado pelas forças volantes.

... Nosso repórter lá esteve e falou ao bandido. É um moço robusto de 22 anos de idade, estatura mediana e de cor morena, possuindo vasta cabelleira.
Crivamol-o, então com uma série de perguntas:

- Pode nos contar a sua história?

- Pois não, meu senhor. Eu me chamo José Soares e nasci em Bebedouro (Bahia). Distrito de Cajueiro, neste estado, Sou orphão de pae. Minha mãe chama-se Baldoina Soares. Em novembro passado, um grupo de Cabras do capitão Virgolino passou por minha terra, chefiado por “Balão” e “Moreno” e me convidou a tomar o “mescla”.

- O que é mescla?

- É a farda que elles fornecem a todos os que entram no grupo. Apresentei algumas desculpas e recusei o convite.

Pensei logo em minha pobre mãe. Os bandidos, depois de roubarem muito no arraial, foram embora e eu fiquei. Mas depois...

- Elles voltaram...

- Foi, “doutor”. Cinco dias não eram decorridos, quando “Balão”, “Moreno” e “Creança” voltaram a minha residência e me disseram que a minha presença no grupo era indispensável. Mesmo porque, em caso contrário, eu poderia denuncial-os à policia. Ameaçaram-me de morte e tive de acompanhar os três bandidos, no dia 3 de novembro.

- O bandido apoia a fronte pela mão esquerda, fita depois o repórter e prossegue:

- “Balão”, quando chegamos no acampamento, próximo a Várzea da Ema, reuniu os seus companheiros e declarou que eu precisava ter um nome de guerra. “Creança” propoz que eu fosse appellidado por “Cabelludo”, porque tenho muito cabello na cabeça.

Moreno era de opinião que eu passasse a me chamar “Novato”, porque era o mais novo do grupo. Houve discussão e até punhaes desembainhados.

Afinal, “Balão” disse que era autoridade e mandava que todos me conhecessem por “Bezouro” allegando que eu tinha a fala muito Gross...

- Você tomou parte em algum combate?

- Tomei somente no que se verificou no dia 4 deste mez, quando o nosso grupo se dirigia para Curaçá. Fomos surprehendidos pela polícia.

Os soldados estavam na moita e a gente não viu. Quando menos esperávamos, os tiros partiram. “Balão” gritou: - “Home é home”.

- Que significa isso?

É o sinal para a turma abandonar os animaes e se entrincheirar. Fazemos isto e respondemos ao fogo. Mas, “doutor”, nunca vi tanta bala! Não nego não. Tive medo.

- Houve mortos e feridos?

- Não senhor. Nem signal de sangue. O nosso grupo fugiu e eu fiquei escondido num cipoal.

No dia seguinte, resolvi entregar-me á policia, em Geremoabo. Eu não queria ser bandido...

- E entregou-se?

- Não cheguei a fazer isso, porque o sargento commandante do destacamento de Geremoabo mandou me prender perto da Várzea da Ema.

- Que aconteceu depois disso?

- Elle me entregou a dois soldados, que me trouxeram para aqui.

Tenho gostado muito da capital. Que coisa bonita! Nunca vi assim!

Por onde anda Lampião?

- Ninguém sabe. Nunca se encontrou com o nosso grupo. “Balão” e “Moreno” sabem onde elle vive, mas não nos dizem.


OS COMPONENTES DO FAMIGERADO GRUPO.

Prosseguindo nas suas narrativas, o bandido prestou-nos ainda, as seguintes informações:

O grupo se compõe das seguintes pessoas: “Balão”, “Sereno”, “Creança”, “Bezouro, “Mergulhão”, “Bom de Vera”, “Marinheiro”, “Ponto-Fino”, “Cajazeira”, “Santa Cruz”, “Cuidado” e “Colchette”.

Durante as horas de descanso, os bandidos jogam baralho e quando chegam em qualquer logar gastam contos de réis. Pagam as despezas e na hora de saírem vão tomar “os “cobres” outra vez.

Fonte: Jornal "Diário da Noite".

Obs: O texto foi transcrito obedecendo a ortografia empregada na época.

Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior


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RESPEITA JANUÁRIO NOS "GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO"


Falar de Nordeste e de sertão, é falar de um dos maiores ícones de nosso chão e para todo o sempre: Seu Luiz; Luiz Lua Gonzaga; o Rei do Baião! O Cariri Cangaço te convida para ao lado de Manoel Severo receber os convidados; pesquisadores renomados do universo "Gonzaguiano", Wilson Seraine Filho, Paulo Vanderley e Rodrigo Honorato, para numa Sala de Reboco bater um papo pra la de especial sobre Luiz Gonzaga.

Grandes Encontros Cariri Cangaço
RESPEITA JANUÁRIO:
 Vida e Obra de Luiz Lua Gonzaga,
SEXTA FEIRA, as 20h 
Canal do Cariri Cangaço  YouTube.
Inscreva-se e Ative as Notificações



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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Solicite através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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DULCE

Por Mateus Brandão de Souza‎

Era motivo de atenção devido sua formosura... No mínimo descuido de seu companheiro atento aos oponentes cobiçosos, não teve quem não embebedasse as retinas ao contemplar os traços delicados de uma moça bonita naquele ambiente de machismo extremo.

Ela arrancava suspiros, povoava devaneios, fôra cobiçada em silêncio e também assunto nas amistosas e confiáveis confabulações entre um cangaceiro e outro...

Foi assim em seus verdes tempos, assim foi caracterizada no cangaço a bela Dulce de Criança...


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O ESTUPRO DO SABIÁ E O JUSTIÇAMENTO DO CAPITÃO - CONTOS DO CANGAÇO


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NA PRAÇA VIGÁRIO ANTONIO JOAQUIM ESTÁ FALTANDO ELE.

Por Lúcia Rocha

Naquela praça está faltando ele. Emery Jussier Costa Costa com Dom Élder Elder Heronildes Heronildes , retratados por Ricardo Lopes Marcelino

Adendo:

"Jornalista Lúcia Rocha, lembro do Emery Costa no casamento do Nicolau que foi uma grande festa promovida pela Diocese e Rádio Rural de Mossoró. Eu também estava lá. O Nicolau faleceu recentemente. Natália sua irmã mora em Natal, mas já com a idade bem avançada. Conceição viúva do Nicolau faz muitos anos que eu não a vejo. - J. Mendes Pereira".


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COMO O TEMPO PASSA RÁPIDO!

Por Aderbal Nogueira

Meus amigos, os 106 anos de Candeeiro se aproxima e após a live sobre a bibliografia do Cangaço com Archimedes Marques, Ângelo Osmiro Barreto e Junior Almeida dia 12, e a live com os Florestanos e Nazarenos Cristiano Ferraz, Zinho Flor e Netinho Flor sobre a guerra entre eles e Lampião dia 25, teremos uma especial sobre Candeeiro. 

Minha amiga Elisa, filha de Candeeiro, e outra convidada especial estarão falando muitas curiosidades sobre sua vida no cangaço, na selva amazônica como soldado da borracha e muito mais, aguardem.


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CANGACEIROS CARIR


Por Manoel Severo

Falar de Nordeste e de sertão, é falar de um dos maiores ícones de nosso chão para todo o sempre: Seu Luiz; Luiz Lua Gonzaga; o Rei do Baião !!! O Cariri Cangaço te convida para ao lado de Manoel SeveroWilson Seraine Da Silva FilhoRodrigo Honorato e Paulo Vanderley, participar na Sala de Reboco de um bate papo pra la de especial sobre Luiz Gonzaga nos "Grandes Encontros Cariri Cangaço" , RESPEITA JANUARIO: 

Vida e Obra de Luiz Lua Gonzaga, é NESTA SEXTA FEIRA, as 20h no Canal do Cariri Cangaço no YouTube.


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ALMOCREVE - VEREDAS E PROGRESSO

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de agosto de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.360


Vereda é um caminho estreito na mata, primeiramente feito pelos índios, pelos animais silvestres e pelos bodes da caatinga. Cabe somente uma pessoa ou várias em fila indiana, isto é, um atrás do outro. Os de menor estudo chamam varedas, o que dá no mesmo. Os modernos chamam as veredas mais alargadas de trilha. Inicialmente o transporte de mercadorias era feito nas costas do próprio índio. Com o surgimento de burros, no Brasil, as veredas foram exploradas em lombo de muares que também alargaram esses caminhos de bode como precursores do carro de boi. O carro de boi alargou mais ainda as estradas, abrindo alas para o futuro caminhão e o automóvel. O caminhão e o trem foram a grosso modo, concorrentes entre si.

       FOTO: DE ARTIGO DE DANIEL ANTUNES JÚNIOR/REPRODUÇÃO

Vereda é um caminho estreito na mata, primeiramente feito pelos índios, pelos animais silvestres e pelos bodes da caatinga. Cabe somente uma pessoa ou várias em fila indiana, isto é, um atrás do outro. Os de menor estudo chamam varedas, o que dá no mesmo. Os modernos chamam as veredas mais alargadas de trilha. Inicialmente o transporte de mercadorias era feito nas costas do próprio índio. Com o surgimento de burros, no Brasil, as veredas foram exploradas em lombo de muares que também alargaram esses caminhos de bode como precursores do carro de boi. O carro de boi alargou mais ainda as estradas, abrindo alas para o futuro caminhão e o automóvel. O caminhão e o trem foram a grosso modo, concorrentes entre si.
Em outras regiões, o almocreve era chamado tropeiro, isto é, condutor de tropas de burros. Com dez, doze, animais, o almocreve do sertão fazia intercâmbio com a Zona da Mata. Levava cereais, carne de sol, couros, peles, queijos... E trazia rapadura, mel de engenho, aguardente, tecidos, mel de abelha.... Não esquecer que gente famosa também fazia esse serviço, como Virgolino Ferreira, antes de virar o Lampião. Desse modo, o progresso brasileiro, mesmo nos sertões nordestinos, não parava nunca por falta de transportes. O tal feijão tropeiro é referência ao modo como o almocreve ou tropeiro preparava suas refeições nos acampamentos.
Em Santana do Ipanema, já no final dessa atividade, quando criança conheci o senhor Cirilo, talvez o último almocreve da região. Para as pessoas mais jovens de Santana. Era pai do senhor José Cirilo, avô do amigo tão conhecido Erasmo do recente bar da Rua São Pedro. O saudoso Lelé, tio do senhor Erasmo, orgulhava-se de ter sido tropeiro com seu pai, Cirilo. Lelé decorou muita geografia física, mas aí é outra história. Seu Cirilo morava na chamada Rua de Zé Quirino (atual prof. Enéas) na esquina do primeiro beco que dava para o rio Ipanema. Ao chegar das suas viagens, soltava sua burrama nas areias do rio seco.
Os almocreves são páginas coloridas e adormecidas dos nossos sertões.   Foi lembrado pelo Trio Nordestino:   
                                    “Tropeiro...
vai parti de madrugada não vê mais a sua amada,
E apressado saía
Tropeiro, é muito longe a estrada põe na frente a burrarada,
E amanhece o dia

Já bem distante o descampado, anoitece
Tropeiro não esquece o seu grande amor
Vê as estrelas no céu brilhando
E o tropeiro ficando cheio de langor

Para o rebanho já cansado de andar
E vai descansar lá no canto sozinho
Pensa na vida cheio de amargura
Essa criatura vive sem carinho”


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RESPEITA JANUÁRIO: Vida e Obra de Luiz Lua Gonzaga. IMPERDÍVE...

Por Manoel Severo

Nesta próxima SEXTA, dia 07 de agosto de 2020, O Rei do Baião é o convidado especial do Canal do Cariri Cangaço no YouTube, na Sala de Reboco; Manoel Severo Barbosa, Wilson Seraine da Silva, Paulo Vanderley e Rodrigo Honorato, num bate papo pra la de especial: 

RESPEITA JANUÁRIO: Vida e Obra de Luiz Lua Gonzaga. IMPERDÍVE...

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

LIVRO CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

Por Francisco Pereira Lima

A recomendação bibliográfica de hoje: 
CORISCO: A Sombra de Lampião, de Sérgio Augusto S. Dantas. 
Um excelente livro sobre essa figura emblemática do Cangaço. 
CORISCO. Livro Novo. Preço 50,00 Com frete incluso. Pedidos: 

franpelima@bol.com.br e 
whatsapp 83 9 9911 8286.

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PESQUISEI E ENCONTREI!


Por Antônio Corrêa Sobrinho

AMIGOS,

Andei pesquisando sobre qual a mais antiga citação, nos jornais brasileiros, do termo "macaco", como designativo pejorativo dado pelos cangaceiros ao policial militar.

O Dicionário de Antonio Houaiss traz o ano de 1937 como referência.

Descobri, contudo, o uso do apelido "macaco" em 1930, no jornal carioca A Batalha, na reportagem do dia 02 de outubro de 1930 - AS ÚLTIMAS PROEZAS DE BANDITISMO DE VIRGULINO “LAMPIÃO” – AS TROPELIAS DESSE BANDOLEIRO NOS SERTÕES BAIANOS, no seu tópico "UM RECADO INTERESSANTE", transcrito a seguir:

"O mais interessante de tudo isso, foi o recado que o chefe dos bandoleiros mandou ao capitão comandante da força policial de Bonfim. O despacho era concebido nos seguintes termos:

[Capitão Macaco”. Estou em Queimadas. Pegue a sua m..., ponha nela uma sela, calce as esporas, monte nela e venha prender-me. Do seu superior, capitão Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião.


Geralmente, os recados que o bandido manda, é nesse diapasão, terminando sempre com a expressão: - “do seu superior".

Quando deixou Queimadas, obrigou um rapaz a acompanha-lo, como guia. E o moço teve que exercer, forçosamente, esse mister, durante vários dias.]

Numa outra matéria, no mesmo ano de 1930, do jornal O Globo, do RJ, no dia 24 de outubro, assinada pelo famoso Leonardo Motta, sob o título e subtítulos - EPISÓDIOS DA VIDA DOS CANGACEIROS – UMA SEMANA DA VIDA DE LAMPIÃO – A TRAGÉDIA DE BREJÃO DE DENTRO, sobre este desdenhativo "macaco", num dos seus trechos lemos o seguinte:

"(...)

[A horda penetra na casa e Lampião, não saciado, indaga se não resta escondido por ali mais algum “macaco” do governo. Alfredo Monteiro responde que os soldados todos foram mortos e implora compaixão para si e os seus. Lampião grita-lhe que nunca mais dê rancho a “macaco” e volta ao terreiro.]

Caso alguém disponha de citações mais antigas a respeito, traga-nos, a fim de que possamos nos aproximar ao máximo da época em que os policiais, notadamente os volantes, passaram a ser chamados de "macacos" pelos cangaceiros.

Imagem de José Rufino e sua tropa volante.


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REPENSANDO SANTANA E A HISTÓRIA

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de agosto de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.359

     No início dos anos 30 houve uma seca braba nordestina. Até mesmo Lampião e seu bando sofreram os rigores do Sol causticante, a ponto de o chefe jogar irado o seu fuzil ao chão e dizer mais ou menos assim: “Que seca da peste! Tomara que não chova mais nunca! O que teve o aparte do cangaceiro Labareda: “Não diga isso, capitão, assim o senhor ofende a Nosso Senhor Jesus Cristo”.


No início dos anos 30 houve uma seca braba nordestina. Até mesmo Lampião e seu bando sofreram os rigores do Sol causticante, a ponto de o chefe jogar irado o seu fuzil ao chão e dizer mais ou menos assim: “Que seca da peste! Tomara que não chova mais nunca! O que teve o aparte do cangaceiro Labareda: “Não diga isso, capitão, assim o senhor ofende a Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Em Santana do Ipanema, Alagoas, a seca impiedosa botou o futuro escritor Oscar Silva para correr. O leito seco do rio Ipanema, recebeu centenas e centenas de retirantes descidos do sertão pernambucano. Foi então que o padre Bulhões movimentou-se junto à comunidade para assistir aquelas levas e levas de famílias de retirantes famintos.
Foi esse mesmo sacerdote que recebeu o bebê, filho do cangaceiro Corisco, para criá-lo e educá-lo. Foi ele quem realizou a grande e maior reforma da Matriz de Senhora Santa Ana; participou ativamente para a fundação do Ginásio Santana, uma das primeiras escolas da Rede Cenecista de Alagoas. Montado a cavalo, dava assistência a toda Paróquia da zona rural. Detestava encontrar uma casa no sítio, sem alpendre. Dizia abusado: “Casa sem alpendre é casa de matuto besta”. Formou uma dupla incrível com o coronel José Lucena Albuquerque Maranhão – a bota e a batina - que comandaram com prestígio a terra de Senhora Santana por boa fatia de tempo. Foi ele ainda um dos organizadores da defesa contra um possível ataque de Lampião à cidade.
No final da vida, Bulhões estava doente, nervoso e falava repetindo a palavra: compreendeu? Compreendeu, quando resolvia administrar um esbregue em algum filho de Deus desavisado. Certa feita estava atento na igreja, quando entrou um matuto ingênuo, desinformado e foi até um dos vários altares em que havia. Pegou um cigarro de fumo grosso, botou na boca e o aproximou da vela acesa do santo. O padre vendo aquilo, foi até lá e indagou ao matuto: “Você é de onde? E o Jeca, referindo-se ao sítio onde morava, respondeu prontamente: “Sou do Mundo Novo”. O padre livrou-o de um esporro, mas respondeu com ironia: “Logo vi, logo vi, pois no mundo velho de meu Deus essas coisas não acontecem.
Páginas reviradas do território santanense.

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RUBEM BRAGA E LAMPIÃO - CONTOS DO CANGAÇO

Contos do Cangaço

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REVENDO - ESTE MARAVILHOSO CONSELHO !

Por Manoel Severo
Manoel Severo curador do Cariri Cangaço

Ao longo de minha vida trilhei inúmeros caminhos; trilhas fáceis e algumas extremamente árduas, aprendi muitas vezes e a muito custo que não nos bastam apenas a boa vontade e as boas intensões. Na verdade a vida acabou me ensinando que é necessário o caminhar, o agir, a atitude, e dai transformar verdadeiros sonhos em realidade, fica fácil. Ah Vida ! Essa tal de vida... Essa verdadeira universidade cheia de tantas lições, engrandecedoras, desconcertantes, magnânimas ! A ela me entrego com todas as minhas forcas, com uma paixão e um entusiasmo que muitas vezes me assusta, me toma de assalto. Ah vida ! Quanta coisa boa, quanta Gratidão. 

Lições, e quantas lições, e ai aprendi que nada se constrói só e que a verdadeira harmonia se consolida na união equilibrada e respeitosa de elementos opostos, numa teia de talentos e força, muita força e ai... Nasceu o Cariri Cangaço. Todo o corpo possui cabeça, tronco, membros... E cérebro. Todo o movimento nasce a partir do sincronismos perfeito entre todos esses componentes, e tudo acaba acontecendo, ganhando vida, mas... o que seria dos movimentos se não fosse a vibração de seu grande mentor, o cérebro ? 

Alcino Alves Costa, o patrono do `cérebro`

Em nosso caso temos um espetacular cérebro , tao cheio de talentosos e valorosos neurônios, que fica difícil acreditar que conseguimos reunir dentro dessa humilde caixa craniana... A esse cérebro chamamos de Conselho...  E a esse Conselho estabelecemos uma Missão e a ele demos um Patrono: Alcino Alves Costa, e na tarde do ultimo dia 21 de setembro de 2013, na cidade de Barbalha, uma das anfitriãs do Cariri Cangaço realizamos a posse de seus ilustres membros.

Parece ter sido a toa a escolha da cidade de Barbalha, mas como poderia ter sido? Ali, na terra dos verdes canaviais está o primeiro, aquele a quem buscamos no primeiro de todos os momentos para irrigar todo esse cérebro , todo esse sonho, seu nome: Napoleão Tavares Neves.

Napoleão Tavares Neves

E assim o Conselho Consultivo Cariri Cangaço Alcino Alves Costa, assume novamente o desafio de pensarmos juntos os próximos passos de nosso sonho, 2014, 2015...2016. De seu berço o Ceará, tomamos emprestado na capital, Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, lá do centro roubamos uma menina valente pra peste: Juliana Ischiara, descemos para nosso amado cariri e chegamos a Crato com Pedro Luiz Camelo, de Aurora veio o determinado José Cicero, do Barro, o sensacional Sousa Neto, do portal Missão Velha , reverendíssimo padre Bosco Andre, da terra de Fidera, mais uma mulher arretada, Cristina Couto que unidos ao Mestre Napoleão Tavares Neves formam a seleção alencarina do Conselho.

Teresina nos permitiu o talento de Leandro Cardoso que abriu alas para outra seleção: a potiguar, com os nomes de peso de Honório de Medeiros, Paulo Gastão, Kydelmir Dantas, Ivanildo Silveira e Múcio Procópio, haja folego !!! A Paraíba nos presenteou com Narciso Dias e os incansáveis Wescley Rodrigues, verdadeira revelação  e o  professor Pereira, Mestre dos mestres em matéria de literatura do sertão !


A terra de Virgulino nos trouxe os Pernambucanos; o volante Geraldo Ferraz e o homem das sete colinas, Antonio Vilela, alem da doce Ana Lucia Granja. Cruzando o Velho Chico a trilogia final nordestina com os Sergipanos, Kiko Monteiro o fantástico Lampião Aceso e Archimedes Marques, o alagoano da bela Piranhas, Jairo Luiz e o baiano valente que só a gota, João de Sousa Lima... 


Eita !!!! 25 conselheiros? ou seriam 25 mil ? Certamente a ordem dos fatores não altera o resultado, o fato é que esses homens e mulheres se juntam não apenas em torno de um evento, de um projeto, mas em torno de um sentimento, o sentimento de profundo amor as coisas do sertão, do nordeste, amor esse que nasce do fundo de nossa alma, por isso chegamos ate aqui. 

Parabéns Nação Cariri Cangaço e abraçando a esses queridos irmãos do Conselho, abraçamos a todos que fazem parte desta grande família espalhada por todo o Brasil; 
feliz 2014 e que venham 2015,2016,2017...

Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço
Fortaleza, Ceará
Incorrigível Sonhador


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