Por José G. Diniz
Uma beata disfarçada
Caminha pelo desvio
Nega o seu semelhante
A água do seu cantil
Deus sente o sangue na veia
E enxerga um grão de areia
No fundo do leito do rio.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por José G. Diniz
Uma beata disfarçada
Caminha pelo desvio
Nega o seu semelhante
A água do seu cantil
Deus sente o sangue na veia
E enxerga um grão de areia
No fundo do leito do rio.
Por José Ribamar Alves (José Di Rosa Maria).
Doença
nunca foi coisa
Para pessoa guardar.
A medicina garante
Sem receio de errar,
Que é melhor prevenir
Do que arremediar.
1
Então você que é homem
Procure se precaver,
Evite o câncer de próstata,
É melhor se proteger
Do que descobrir depois...
Que tem um pra combater.
2
Cuidar da própria saúde
Pelo bem do próprio bem
E não deixar pra cuidar
Depois que a doença vem,
É atitude de homem
Que ama a vida que tem.
3
Não deixe pra ir ao médico
Só quando estiver doente,
Para você que não sabe
Cuidar do corpo e da mente
Aqui neste mundo é coisa
Pra quem é inteligente.
4
Em toda Unidade Básica
De Saúde do Estado,
Você procurando tem
Como ficar informado
Sobre o que deve fazer
Pro câncer ser evitado.
5
Informações preventivas
Você vai ter sem pagar,
Faça todos os exames
Que o médico solicitar
Que o mal descoberto cedo
É mais fácil de curar.
6
Nosso corpo tem mistérios
Pra entender me concentro!
Comparemos com um ovo
Que a gema fica no centro,
De fora não dá pra gente
Saber como está por dentro.
7
Hoje em dia o Ministério
Da Saúde Nacional
Oferece uma política
De Atenção Integral
À Saúde Masculina,
Para os homens, nada mal!
8
Depois dos quarenta e um
Procure quem lhe ajude,
Faça o exame do toque,
Prime por essa atitude,
Não faz vergonha nenhuma
Cuidar da própria saúde.
9
Hoje o PSA
Também é recomendado
E em caso de suspeita
O médico tem o cuidado
Redobrado de cuidar
Do que deve ser cuidado.
10
Não deixe pra se cuidar
Tarde demais, por favor!
A próstata depois que vira
Um perigoso tumor
Tira mais de 100 por cento
Do prazer do portador.
11
O intuito das políticas
Públicas, hoje na verdade,
É trazer os homens para
Dentro da nossa Unidade
De Saúde, pra tira-los
Da invisibilidade.
12
Próstata fica na parte
Mais baixa do abdômen.
Por razões que não conheço
Só nasce no bicho homem
E em seu estado avançado
Causa dores que não somem.
13
Do mal da próstata, conheça
Os verdadeiros sinais.
Um é a polaciúria
Que faz urinar demais
E o outro a hematúria
Que urinar sangue, faz.
14
Tem mais a incontinência
Urinária, com poder
De fazer o portador
Se urinar sem saber
E a interrupção
Do jato que traz sofrer.
15
O câncer de próstata é
Diz a ciência de cor,
O sexto tipo no mundo
Mais comum e de maior
Incidência no ser, homem,
Dentre outros o pior.
16
Três quartos dos casos hoje
No mundo, eu li nos jornais,
Que ocorrem, justamente,
Em homens que já têm mais
De sessenta e cinco anos,
Esses dados são reais!
17
Deve ser triste pro homem
Molhar a roupa sem ver
Ou não poder controlar
A vontade de fazer
Xixi, estando num canto
Que está lhe dando prazer. FIM
Enviado em 2017, pelo saudoso professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso
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Clerisvaldo B. Chagas, 24 de abril de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.036
Fiquei devera
feliz com a homenagem recebida pela prefeitura local através da Escola
Durvalina Pontes. Uma turma de nono ano, atenta e estudiosa, era a plateia
preparada para homenagem ao escritor Clerisvaldo B. Chagas. Apresentação do
autor, observações diversas e curtas, perguntas e respostas e um resumo
relevante de passagens do autor pela história santanense. Alguns alunos também
apresentaram seus dotes poéticos e foram apontados aqueles que nutrem vontade
de se tornarem escritor no futuro. As homenagens aos escritores estavam
distribuídas pelas diversas escolas municipais neste dia que antecede a
Emancipação Política do município. Além de um diálogo franco e sereno, trouxe
para casa um troféu relativo à cidade, uma camiseta estampada com várias obras
da minha autoria, uma chuva de aplausos que bem tocou meu coração e o
reconhecimento literário do autor.
No momento
estamos fazendo essa crônica de agradecimento, mas esse trabalho diário irá
escasseando diariamente uma vez que agora que lançamos o livro O BOI, A BOTA E
A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA, voltamos nossas atenções
para deixar no ponto de publicações os quatro romances ainda inéditos: DEUSES
DE MANDACARU, FAZENDA LAJEADO, PAPO-AMARELO (rifle) e O OURO DAS ABELHAS, todos
do ciclo do cangaço, assim como os dois já publicados RIBEIRA DO PANEMA E
DEFUNTO PERFUMADO. Quem não adquiriu O BOI, A BOTA E A BATINA, não adquire
mais. Foram todos vendidos. Estão esgotados. Também não se cogita uma 20
edição. Vamos para mais um ditado popular sertanejo: “Quem viu vovó, viu; que
não viu não mais verá!”.
Também estamos
trabalhando com o documentário: O FANTÁSTICO MUNDO RURAL SANTANENSE, trabalho
inédito no Brasil e tão profundo e de alto nível quanto o BOI e a BOTA. Daí a
falta de tempo para se dedicar totalmente a crônicas diárias. Entretanto, o
reconhecimento aos nossos trabalhos, nos dá forças para continuarmos a produzir
o conhecimento e o belo para deleite das almas brasileiras.
Agradecemos
profundamente aos que nos ajudaram a publicar a História de Santana, aos que
esgotaram o nosso estoque e aos que nos homenagearam. Abraços e beijos!
ESTAMPA EM CAMISETA DE HOMENAGEM (FOTO: B. CHAGAS).
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2024/04/homenagem-clerisvaldo-clerisvaldo-b.html
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Por Robério Santos
Por Robério Santos
Era a mulher mais alta do mundo nos deixou hoje. Maria Feliciana que fez tanta história em Sergipe e em todo Brasil. Vá com Deus, minha amiga imortal, sempre lembraremos de suas proezas.
https://www.facebook.com/groups/205271909509842/?multi_permalinks=7399909306712697¬if_id=1714309295242829¬if_t=group_highlights&ref=notif
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Por No Rastro do Cangaço
Por No Rastro do Cangaço
Por No Rastro do Cangaço
Lampião, o Rei do Cangaço, comandando o seu Bando de cangaceiros, é informado por um coiteiro que uma volante policial está no seu rastro, à sua procura. Virgulino então, com muita estratégia, arma uma emboscada mortal para os militares. O Tenente Geminiano, comandante da Força, não percebe e cai numa esparrela fatal. Sem desconfiar das informações fornecidas pelo coiteiro, a volante cai numa cilada e é fuzilada pelos cangaceiros.
Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações.No Rastro do Cangaço
Frei Damião de
Bozzano, nascido Pio Giannotti, OFMCap foi um frade italiano radicado no
Brasil. Está em processo de beatificação, tendo recebido os títulos de servo de
Deus e venerável.
Nascimento: 5
de novembro de 1898, Massarosa, Itália
Falecimento:
31 de maio de 1997, Paissandu, Recife, Pernambuco
Local de
enterro: Convento de São Félix, Recife, Pernambuco.
https://www.facebook.com/groups/893614680982844/user/100002818033461
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Por Robério Santos
Por Mulheres no Cangaço
“Esconde essa
aliança e casa com outro. Chico já morreu”. Era o que Jardelina Nóbrega
ouvia das pessoas aconselhando-a a desistir de se casar com Chico Pereira, que
virou cangaceiro. Jarda, como era chamada começou a namorar com Chico aos
12 anos, noivou aos 13, casou aos 14 e ficou viúva aos 17 anos de idade,
com três filhos pequenos. O caçula tinha apenas seis meses.
Sua vida daria
um filme, como já tentaram fazer. Tudo começou em 1920, na localidade de
São Gonçalo, Sertão da Paraíba, quando Jarda conheceu Chico, então com 20
anos, um pacato comerciante de cal. Filho do coronel João Pereira, pessoa
bem relacionada na redondeza. De repente, o coronel viu-se envolvido numa briga
na sua mercearia. E nela, foi morto o coronel. Uma morte
encomendada por questões políticas. Agonizante, João Pereira pediu aos filhos
que não queria vingança como ditava o código de honra da época.
Chico, o filho
mais velho conseguiu prender Zé Dias, que matou seu pai e o entregou à polícia
achando que assim a justiça seria feita. Mas na semana seguinte, Zé Dias estava
solto, para revolta de todos. Chico era insuflado pelo povo a vingar-se e ao
mesmo tempo não queria revidar, mas percebia a má vontade da polícia em prender
Zé Dias. Tinha receio de ser chamado de frouxo.
Então, o jeito
foi fazer justiça com as próprias mãos, como fez Virgolino. A cidade de Souza
perdeu a tranquilidade e a briga entre famílias Pereira e Dias
ganhava corpo. Chico vingou a morte do pai e tornou-se cangaceiro. Formou
um bando e sua vida mudou totalmente e a de sua noiva também. Passou a ser
foragido da polícia.
Entretanto,
sua preocupação maior era Jarda, sua noiva adolescente. Após uma longa
conversa com ela, alertou para o tipo de vida que levava e, se ela quisesse
desistir do casamento prometido, ele iria entender. “É com você que quero me
casar” , foi a resposta. E como seria esse casamento?
Conseguiram
celebrar por meio de procuração, na manhã de 26 de maio de 1925, na
igreja de Pombal. Jarda continuou morando com a família e os encontros com o
marido eram escondidos. Nasceu o primeiro filho, Raimundo. Depois vieram Dagmar
e Francisco. Houve uma menina, mas morreu prematura. Jarda teve uma vida
marcada por mortes trágicas: pai, sogro, cunhado e marido.
Chico Pereira
comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros de Lampião. Passou seis anos
nessa vida até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Rio Grande do
Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de agosto de 1928. Uma morte até hoje não
esclarecida.
Jarda, com
três filhos pequenos, pensava o que seria dela. E dos filhos? Futuros
cangaceiros? Como iria educar os meninos com salário de professora rural? A
solução foi deixar cada um com um parente. Periodicamente viajava a cavalo para
ver os filhos. Uma vida sacrificada. Os três irmãos só se
encontraram bem mais tarde.
Certo
dia, recebeu um bilhete anônimo por meio de um cavaleiro desconhecido
montado num cavalo branco, quando estava pensativa no alpendre da casa. O
bilhete dizia:” Se queres ser feliz, perdoa seus inimigos”. Uma cena
quase irreal. E Jarda tinha muito a quem perdoar. Decidiu queimar todas
as cartas, livros de cordel, jornais, tudo que falava de Chico Pereira. Estava
queimando seu passado para salvar o futuro dos filhos, escreveu
Francisco no seu livro “Vingança, não”.
Os anos foram
passando e a primeira alegria veio com Raimundo que se formou em
engenharia civil no Recife. Depois, foi a vez de Dagmar, que se tornou frade
franciscano com o nome de frei Albano. Surpresa maior veio com
Francisco, ordenado padre em Roma, onde estudou. Com ele, a
alegria de Jarda foi maior, pois assistiu sua ordenação, recebeu bênção
especial do papa e a comunhão pelo próprio filho na sua primeira missa.
Jarda encontrou a felicidade através do perdão.
Dos três
filhos, apenas frei Albano está vivo, no Convento de São Francisco, em
Salvador, Bahia. Jarda ficou viúva para sempre e morreu em João Pessoa onde
morava e o filho Francisco também.
Jarda foi uma
Maria Bonita.
NOTA –
Conheci e convivi com dona Jarda desde menina até a idade adulta, na minha casa
e na da minha irmã mais velha, Wanice, casada com Raimundo com que ela
morou durante muito tempo. Dona Jarda, muito alva, cabelos castanhos, bonita e
vaidosa que me pedia para comprar batons de cores claras. Falava baixinho,
gostava de conversar e contava com naturalidade sua vida com Chico Pereira.
Demonstrava serenidade e nem parecia ter um passado sofredor. Os filhos diziam
que ninguém conseguiu ver Jarda chorar. Gostava dela.
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