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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

JOSÉ MENDES PEREIRA E OS CANGACEIROS...

 Por Juh Gurgel Diniz

Este abaixo é o meu amigo e vizinho de bairro e de rua, o cangaceirólogo José Mendes Pereira, um apaixonado pela leitura cangaceira, principalmente quando se refere ao casal de cangaceiros Virgolino Ferreira da Silva, o capitão Lampião, e sua rainha Maria Gomes de Oliveira, a verdadeira Maria Bonita.

José Mendes Pereira e cangaceiro.

Alguns anos já se passaram e José Mendes Pereira continua com a mesma mania de estudar o cangaço. Ele é o administrador do Blog do Mendes e Mendes - http://blogdomendesemendes.blogspot.com, blog este que já ultrapassou um total  de 14 milhões de acessos. Se você pretende entrar no estudo cangaceiro, procura comprar livros cangaceiros que você irá gostar. 

José Mendes Pereira e cangaceira.

E para adquiri-los, entre em contato com o professor Pereira, lá de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste endereço eletrônico: 


franpelima@bol.com.br

Que receberá com urgência qualquer livros que você solicitar.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A SAGA DA MENINA ZEFINHA

 Por Rogério Santos


No estudo do cangaço, os pesquisadores sempre definiram hipotéticos graus de importância entre os objetos de pesquisa. Os leitores, por conseguinte, acabam seguindo religiosamente estes professores e definindo que um rastejador tem importância menor que um cangaceiro. Reles engano, todos tem sua história, independentemente de seu credo, cor, idade, sexo e posição social. A diferença mais visível, nada é mais que o tempo que passamos com os holofotes sobre um personagem em específico. Assim foi a história da menina Zefinha, ora citada como sequestrada, outrora como adotada. Mas, sem dúvidas foi uma das personagens mais importantes da história do cangaço, mesmo 78 anos sendo reduzida a “uma menina que estava com Corisco” na maioria dos livros.


Minha missão, há anos, era de saber mais sobre Zefinha. Cada livro que eu conseguia sobre Corisco, ocasionalmente poderia me dar esperança de saber mais um pouco sobre o assunto. Algumas fotos dela povoavam o universo do Google, mas ainda era muito pouco, a qualidade menos ainda de imagens retiradas de cópias das cópias de jornais de muito antes de meu nascimento. Eu precisava de mais, queria mais e obtive muitas coisas logo em seguida.

Com a chegada do canal O Cangaço na Literatura comecei a intensificar as buscas sobre Corisco e Dadá, mas meu foco era Zefinha, algo me prendia a ela. Num jornal antigo, A Tarde da Bahia, de 1940, estampava a foto da garota sorridente e uma breve entrevista, onde alegava ser da cidade baiana de Bebedouro, atual Coronel João Sá. Em minha mente, a pobre garota havia sido sequestrada pelo casal de cangaceiros, levada à força. Ao ler a entrevista, percebe-se que havia um carinho por parte da “raptada”, ela chamava Cristino de “dindinho” abreviação carinhosa de “padinho”, aquilo me deixou confuso. Síndrome de Estocolmo? Não parecia ser. Neste mesmo tabloide definia que Corisco era amigo e compadre do homem de prenome Brás, onde numa de suas passagens por Bebedouro, pediu para levar a filha para uma cidade melhor do sul, com a promessa de trazê-la de volta um dia já mulher feita, estudada e prendada. Eu definitivamente gelei com a informação, precisava localizar familiares dela, saber mais e teria que ir primeiro a Coronel João Sá.

Durante os preparativos para ir à cidade baiana, encontro o amigo advogado Leandro Gois, na cidade de Itabaiana-SE. Como sabia que ele era de João Sá, compartilhei meu interesse e que iria em breve lá na cidade nata dele. Ouvi o primeiro sinal de alerta “Robério, Zefinha é minha parenta ainda”. Aquilo me fez gelar pela segunda vez e ao mesmo temo começar a perturbar Leandro para saber mais informações.


Fui até João Sá gravei o programa sobe o suposto rapto da menina e conheci o coveiro, que coincidentemente se chama Robério Santos. Depois de uma busca de uma tarde inteira, encontramos mais de 100 Josefas, mas nenhuma Josefa Erundina de Almeida. Procurávamos uma pessoa nascida por volta de 1928/29 já que a maioria dos livros alegavam que ela tinha 11 anos no dia 25 de maio de 1940 em Barra do Mendes quando ela foi capturada pela Volante de Zé Rufino. Meu xará me prometeu procurar o túmulo dela, trocamos telefone e aguardei com ansiedade.

Leandro me dá uma dica importante, era para eu procurar um povoado chamado “Lagoa do Badico” na cidade de Novo Triunfo na Bahia, ele alegava que lá haviam parentes de Zefinha. Para completar a informação, recebo uma mensagem da neta de Josefa, a Patrícia Matos, moradora de Feira de Santana-BA. Ela me deu detalhes sobre os filhos de Zefina e que ela era filha do caçula e também me deu a dica do povoado Lagoa do Badico, mas desta vez com a promessa de que lá estava vivo e de ótimo acesso, o filho mais velho, o Antônio Luiz de Almeida, o “Tonho de Luiz” e que seria melhor obter mais respostas com ele. Uma fotografia rara de Zefinha com os filhos me foi encaminhada e tudo mudaria naquele instante. Meu coração quase para, eu estava sendo pressionado pelos seguidores do canal, eles precisavam de um desfecho.

Fui com o incansável Nininho até o referido povoado, não foi difícil encontrar aquele senhor sorridente e que nos recebeu muito bem. Contou-nos o que sabia sobre os irmãos, a Mãe, o pai Luiz e sobre os avós. Por fim nos trouxe o direcionamento de onde Zefinha estava enterrada: Coronel João Sá! A cobra mordeu o próprio rabo... tomamos café, batemos papo e montamos na moto em direção ao capítulo final da jovem menina.

Robério Santos nos mostrei (SIC) seu túmulo: era baixo, arrancado um pedaço e com a lápide mostrando os detalhes de nascimento e morte (24/11/1928 a 09/01/1954) . Gravamos tudo e percebemos que ela faleceu jovem, aos 25 anos e não deixou muitas informações sobre os padrinhos. Talvez se Zefina não tivesse sido levada, Dadá e Corisco na companhia de Rio Branco e Florência poderiam ter sido pegos bem antes, já que a menina ajudava a camuflar um pouco as suspeitas sobre eles; mas, em contraponto, sem a menina poderiam ter parado menos e se distanciado com mais facilidade, levando-os a terem escapado de Zé Rufino (Rio Branco e Florência escaparam).

Zefinha ainda é um mistério, os livros de história em suas novas edições, acrescentar um pouco mais sobre esta menina que entrou no cangaço com a mesma idade que Volta Seca, e que se Corisco marca o fim do cangaço, Zefinha foi sim cangaceira, afilhada de Corisco e protegida dele. Negar este fato é negar que com a morte de Corisco marcou o fim do cangaço. Negar isso (por causa da pouca idade) também é negar Volta Seca como Cangaceiro. Será que se ao invés de uma menina de 12 anos fosse um rapaz de mesma idade, como ele seria tratado na historiografia atual? Portanto, a sorte está lançada e Zefinha como cangaceira, sem dúvida, ela se tornaria a mais bela do cangaço. Quem mandou Lídia não ter tirado retrato???

https://www.facebook.com/OCangacoNaLiteratura/photos/a.472996196184869.1073741828.472994219518400/1017269991757484/?type=3&theater&ifg=1

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CARIRI CANGAÇO FORTALEZA!

Por Juliana Pereira 


Com as figuras encantadas do cariri cangaço: Célia Maria Quirino Silva Lucas do Crato, Juliana Pereira, Jonas Luiz de Icapuí..., numa festa de Cultura!






https://www.facebook.com/juliana.ischiara

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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

MINHA FILOSOFIA...

https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/19015959-professor-e-alunos-estao-estudando-na-sala-de-aula-vetor-de-desenho-animado

"Se os bons professores que são muitos, não conseguirem ajudar os poucos que não prepararam os seus espíritos para enfrentarem a profissão que exercem com amor, jamais conseguirão a igualdade de todos e uma educação de boa qualidade".

José Mendes Pereira

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AQUELA SANFONA BRANCA...

  Por Contribuição: Compadre Lemos


Lá vou eu, com mais uma...

Contam que, um dia, Luiz Gonzaga chegou, de avião, ao Rio de Janeiro.

Numa mão, uma sacola com roupas e na outra, a inseparável sanfona. Ele não andava sem ela!

No hall do aeroporto, algumas pessoas o cercaram, pedindo autógrafos. Ele já era famoso, naquele época.

Depois de atender todo mundo, como sempre fazia, notou que um adolescente alto e magro, cabelos compridos, ficara timidamente a uma certa distância, olhando insistentemente para ele. Lua se aproximou e perguntou, com seu jeitão espontâneo:

- Ôxente! E ocê, mô fi? O que que tu qué?

- Seu Luiz... - disse o jovem - eu queria... carregar sua sanfona, até o carro. Posso?

- E tu vai me cobrar quanto? - perguntou Luiz, estranhando o pedido do rapaz.

- Nada, Seu Luiz. Só pelo prazer de carregar ela mesmo. O senhor deixa?

- Ôxente... a gente vê cada uma!... Então tá. Qué carregá... carrega! Mais ói, faz besteira não, que eu tô de olho em tu, viste?

E o jovem, alegremente levou a famosa Sanfona Branca de Luiz do hall do aeroporto até o táxi, que o esperava.

- Obrigado, mô fi. Essa danada dessa sanfona é bem pesada mêrmo, né não?

- De nada, Seu Luiz. Foi uma honra!

- Iscuta... como é o seu nome? Perguntou Luiz, curioso.


- Benito! - disse o rapaz.

- Benito de que? Tu nun tem sobrenome não, peste?

- Benito de Paula, Sêo Luiz. Benito de Paula!...

Anos depois, "estourava" no Brasil inteiro uma canção do Benito de Paula, provavelmente inspirada naquele dia tão feliz, da sua adolescência. E Benito encantou nosso povo, cantando:

" Aquela sanfona branca,
aquele chapéu de couro,
é quem meu povo proclama,
Luiz Gonzaga é de Ouro ".

https://www.youtube.com/watch?v=V4AAzs97FQ4

 
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PRACINHA DO AMOR.

 Clerisvaldo B. Chagas, 29 de outubro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.303

PRACINHA DO AMOR (FOTO: B. CHAGAS).

Existe uma técnica urbana para fazer marcações antecipadas do que será feito depois. Como exemplo temos um terreno que será uma praça, mas primeiro os técnicos deixam que as pessoas transitem bastante no terreno e de um sof´acordo com a tendência das veredas que deixam, a praça é construída com estas passagens já consolidadas pelo povo.  Nem sempre isso é feito, porém, já se usa esta técnica, sim. Semana passada estivemos transitando pela rua Joel Marques, no Bairro Paulo Ferreira. O ponto de referência para onde fui era a Praça do amor, que oficialmente não existe, mas eu já sabia da sua existência a muito mais de um ano.

Na época, sem área de lazer na via comprida, os moradores aproveitaram um pequeno barranco à margem da rua, colocaram ali um sofá velho, um ou dois bancos de madeira e fizeram como um acampamento de sem Terras e Sem tetos. Sempre se reúnem ali para deixarem a conversa em dia, para um joguinho de dominó ou de outra coisa e aguardarem. Aguardarem o que não vem. Ainda não houve sensibilidade das autoridades em darem um retoque verdadeiro na iniciativa popular.  Necessitando de título de identificação, o logradouro improvisado recebeu uma placa de papelão ou outro material, escrito “Pracinha do Amor”.

Sempre que transito por ali, nunca vi nenhuma mulher na pracinha, só marmanjos. Isso quer dizer que o amor escrito no título rude, não é sobre homem e mulher, mas sim, de amor ao local, de amor à rua, de amor à comunidade. É de fato emocionante a iniciativa, o apoio e a dedicação de pessoas humildes em busca de seus próprios espaços. Recentemente a rua, calçada com paralelepípedos, foi asfaltado como corredor primordial de acesso a pontos turísticos. Entretanto, não temos conhecimentos se algum vereador teve alguma sensibilidade pela obra improvisada e se abraçou a causa dos humildes, junto a seus pares e a prefeitura local.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/10/pracinha-do-amor-clerisvaldo-b.html

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CAPITÃO JOSÉ PEREIRA DA CARNAÚBA

Por Valdir José Nogueira de Moura

“...O finado capitão José Pereira da Silva, da Carnaúba, era fazendeiro abastado, de valor e brioso; que numa família pobre, protegeu e mandou educar, com parte de seu dinheiro, três filhos de um seu compadre e amigo, que foram: doutores Joaquim Gonçalves Lima, Miguel Gonçalves Lima e o padre Antônio Gonçalves Lima, da mesma família; através do dr. Estevão, auxiliou a ordenação do cônego Pinto de Campos. Tanto, que todos estes, por um dever de gratidão , eram como irmãos dos filhos do capitão José Pereira.
A vida e bondade do capitão José Pereira está escrita pelo mesmo cônego Pinto de Campos.
Faleceu o capitão José Pereira da Silva em sua fazenda Carnaúba, de Vila Bela no ano de 1837; foi sepultado na Vila Bela (naquele tempo Serra Talhada).”
O texto acima foi transcrito para o livro “Entre Rezas e Bacamartes – Valdir Nogueira - 2021”, de acordo com uma publicação do Diário de Pernambuco, de autoria do major João Gregório Ferraz Nogueira, residente na fazenda Ema em Floresta, sendo este correligionário ferrenho da família Pereira, tendo um dos seus filhos por nome Sigismundo Gregório de Souza Ferraz casado com Idelídia Pereira, filha primogênita do tenente-coronel Antônio Andrelino Pereira da Silva, da fazenda “Pitombeira”.
O casamento entre José Pereira da Silva e Jacinta Osséria de Santo Antônio, filha do abastado fazendeiro José Carlos Rodrigues e de Ana Joana Pereira da Cunha é considerado o tronco genealógico da família Pereira do Sertão do Pajeú tendo gerado os ramos “Pereira da Silva, Pereira Araújo, Pereira de Menezes, Pereira Maranhão, Pereira Aguiar, Pereira Gama, Pereira Jacobina, Pereira Nunes, Pereira Lins, Conrado de Lorena e Sá, Pereira Valões, Pereira Santos, Cassiano Pereira, Pereira França, Pereira Terto e Pereira da Luz dentre outras.
No contexto do Brasil Imperial a família Pereira do Pajeú teve também participação crucial na repressão aos fanáticos da Pedra do Reino Encantado no ano de 1838. Este evento ganhou força no imaginário popular nas mãos do saudoso escritor Ariano Suassuna, ao escrever o Romance da Pedra do Reino.
Valdir José Nogueira de Moura
Imagem (I.A.): Na Fazenda Carnaúba o capitão José Pereira, sua esposa Jacinta Osséria de Santo Antônio e a velha Tomásia

https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
 
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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INTELIGÊNCIA...

 

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CORISCO E VELOCIDADE II - 1939

Por LH O Restaurador

Foto restaurada

Nesta rara fotografia de 1939, aparecem Corisco, o temido Diabo Loiro, e Velocidade II, ao lado de um homem ainda não identificado.


A cena foi registrada no sertão da Bahia ou Sergipe, pouco tempo depois da morte de Lampião, quando o cangaço já se despedia de suas últimas forças.
Corisco, agora fugitivo, carregava no olhar o peso da vingança e o fim iminente de uma era.
🜚 O retrato de um tempo em que a poeira, a coragem e a morte caminhavam lado a lado no sertão.


https://www.facebook.com/roberio.santos

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Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
 
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