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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

NUDEZ.

 Por José Di Rosa Maria



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É DUREZA.

 Clerisvaldo B. Chagas, 6 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3444

Domingo passado até que tive vontade de fazer uma visita, mas o tempo estava muito quente, abafado, com o Sol queimando instantaneamente. Quase 40 graus, quando abri o portão da rua e a atmosfera agiu como fogo no braço, Recolhi-me. “Quem for doido que vá fazer a visita a pé”. Naquele momento passou um motoqueiro, mangas compridas, capacete e a coragem de ganhar o pão desafiando o tempo. Com essa temperatura, para qualquer pessoa ter um “troço” é ligeiro se não se cuidar. A vegetação faz pena. A caatinga pelada vista nos montes circundantes, desanima qualquer um. Os céus ameaçaram trovoada e ainda arrotaram com alguns   trovões, mas eu disse após examinar o espaço: “Poderá acontecer uma trovoada daqui para às 17 horas, mas se vier, o grosso não será em Santana”. E assim aconteceu. Alguns trovões longe, uns respingos no telhado e a trovoada, em outro município.

VEGETAÇÃO NOS MONTES (FOTO: B. CHAGAS).

E seja La Ninã, El Ninõ, ou seja, lá o que for, que esteja acontecendo, temos que levar os costumes sertanejos adiante, sem pestanejar. Ô tempo bom para quem vende picolé, sorvete, ventilador, ar-condicionado e mais coisas que refrescam. O que é ruim para uns, é bom para outros. Duvido que o vendedor de água de coco esteja reclamando do calor. Em compensação vi o toró assustador que deu em Pão de Açúcar, através de vídeo postado na Internet. É ou não é a Lei da Compensação? E digo como o escritor Oscar Silva diante dos brutos do Batalhão: Só me resta adaptar-me. Ê, “rapadura é doce, mas não é mole não!

E com o tempo seco assim, faz nos lembrar das aulas de ciências, como aluno do Ginásio Santana, em que o livro nos ensinava a medir a quantidade de chuva caída numa região, caseiramente. E procurei fazer um pluviômetro doméstico com o que fora ensinado. E já trabalhando no IBGE, também ia pegar nos correios todos os dias, o resultado da quantidade de chuvas diárias, pois ali estava instalado um pluviômetro do governo. Mas, levando-se em consideração que um clima se consolida com 30 anos, está havendo uma mudança climática geral e nós deveremos ficar atentos, para tentar entender o negócio.

São coisa do Mestre, amigo.

São coisa do Mestre, minha amiga.

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AS BELEZAS DO RIO SÃO FRANCISCO.

 Por José Mendes Pereira

https://escolakids.uol.com.br/geografia/rio-sao-francisco.htm

Já que nós não estamos fazendo nada,vamos passear lá pras bandas doRio São Francisco, para vermos assuas belezas?!!!!












https://acdmin.com.br/2024/04/monumento-natural-do-rio-sao-francisco-al-ba-e-se/
https://acdmin.com.br/2024/04/monumento-natural-do-rio-sao-francisco-al-ba-e-se/

Que paisagens belas!

Todas as imagens foram adquiridas na internet.

Ainda tem gente que duvida da existência de um ser supremo.
Mas quando está enfermo, fica pedindo auxílio a Deus.

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES:

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

O RAPOSA DAS CAATINGAS CONTINUA COM SUCESSO NACIONAL

 

Se você ainda não comprou este fantástico trabalho do escritor José Bezerra Lima Irmão, só restam poucos livros. Então procura adquiri-lo o quanto antes, pois os colecionadores poderão comprar os poucos que restam. Seja mais um conhecedor das histórias sobre cangaço, para ter firmeza em determinadas reuniões quando o assunto é "cangaço". 

São 736 páginas.
29 centímetros de tamanho. 
19,5 de largura. 
4 centímetros de altura.
Foram 11 anos de pesquisas feitas pelo autor 

É o maior livro escrito até hoje sobre "Cangaço". Fala desde a juventude  e namoro dos pais de Lampião. Quem comprou, sabe muito bem a razão do "Sucesso a nível nacional do Raposa das Caatingas". 

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:

Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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FELIZ ANO NOVO!

  

São os sinceros votos dedicados aos seus leitores, pela família de blogs administrada por José Mendes Pereira.


http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
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QUEM FALOU A VERDADE, VILA NOVA OU O CANGACEIRO BALÃO?

 Por José Mendes Pereira


No dia 14 de novembro de 1938 Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938. Vejam o que ele fala:


“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (ele fala no tenente Ferreira, nas ele quis se referi ao tenente Bezerra). 

Tenente João Bezerra

Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor. 

O cangaceiro Zé Sereno

Depois da fuga fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. 

Ele fala que junto com o capitão haviam morrido mais 11 cabras. Verdade, lógico que lá morreram contando com Lampião 12. 11 cangaceiros e o volante Adrião Pedro de Souza.

O cangaceiro Balão - fonte pesquisada - http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

Já o cangaceiro Balão afirmou à “Revista Realidade” em novembro de 1973 sobre Luiz Pedro o seguinte:

Luís Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus.

As duas entrevistas destes dois cangaceiros cedidas ao Jornal A Noite e à Revista Realidade ficam meio confusas, que cabe aqui esta pergunta? 

O cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões no momento em que tentava fugir do cerco policial? 

O cangaceiro Vila Nova disse que pegou o mosquetão do Luís Pedro e deu no pé. O Balão também afirma a mesma coisa.

Também as duas afirmativas deles deixam a gente novamente confuso sobre a morte de Luís Pedro. Por quê?

Volante Mané Veio que segundo ele, assassinou o cangaceiro Luíz Pedro

O volante Mané Veio disse aos pesquisadores e repórteres que foi ele quem assassinou o cangaceiro Luís Pedro, e pelo que ele diz, levou um bom tempo para matá-lo, saiu perseguindo, perseguindo entre pedras e ele tentando salvar a sua vida, mas finalmente o assassinou.


Sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro você poderá ler em ”Lampião Além da Versão Mentiras e Mistério de Angico”, escrito por Alcino Alves Costa.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

TRÊS PRIMOS ENTRE SI.

Por José Mendes Pereira
José Mendes Pereira e seu primo Júlio Batista Pereira, na ponte de trem em Mossoró

No dia 15 de março de 2019, Mossoró - no Rio Grande do Norte, completou 167 anos de emancipação política, cidade que fez o bando de cangaceiros (EMPRESA DE CANGACEIROS LAMPIÔNICA & CIA.), do capitão Lampião, inclusive ele sair daqui às carreiras sem levar nada do que tinha planejado. Parabéns, Mossoró!


Em 1927, no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, Lampião esteve aqui em Mossoró, e o cangaceiro Jararaca que foi preso e posteriormente assassinado dentro do Cemitério São Sebastião, foi capturado bem próximo a esta ponte de trem. cuja, ainda resiste estes anos todos intacta, apenas precisando de alguns cuidados nas ferragens, mas sem muito estrago. 

A ponte ferroviária de Mossoró, também conhecida como Ponte de Ferro João Ulrich Graff, foi construída e inaugurada em 1915. A ponte fazia parte da Estrada de Ferro Mossoró-Sousa e foi um marco importante para o desenvolvimento e crescimento da cidade, facilitando o escoamento de produtos como sal e algodão. Os trens de passageiros operaram na linha férrea até 1991, e a ponte é considerada um patrimônio histórico da cidade. - https://www.google.com/search?q

Eraldo Xaxá nosso primo na ponte de trem em Mossoró

Se você quiser conhecer Mossoró de Norte ao Sul e de Leste ao Oeste, clique no link abaixo: Não é uma cidade melhor do que as outras, mas é uma beleza conhecê-la.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mossor%C3%B3

Rio Mossoró

Igreja de São Vicente que apoiou os defensores de Mossoró contra o bando de Lampião. Há quem diga que Lampião chamou esta igreja de bunda redonda.

Esta é a sua frente

Este é o Palácio da Resistência vizinho à Igreja de São Vicente.

Painel no Museu da Resistência de Mossoró.

Catedral de Santa Luzia em Mossoró

http://defato.com/mossoro/71964/encerramento-da-festa-de-santa-luzia-com-procisso-emociona-fiis

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2011/11/assim-nasceu-mossoro.html

Lamentável: O primeiro ao meu lado direito era meu primo legítimo, filho de Chico Néo irmão do meu pai Pedro Néo, e infelizmente faleceu agora em 2025. 
O Eraldo Xaxá que está só em uma fotografia, era meu primo de segundo grau, e infelizmente também faleceu em 2021, e a causa da morte, foi covid-19. Eu não sou Xaxá da gema, mas  a minha avó paterna, sim.

Ambos trabalharam comigo durante alguns anos na Editora Comercial S.A.

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O LEITE DA JUMENTA

 Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3343


      Depois de servir o Brasil durante séculos, o jumento nordestino acha-se em fase de extinção. A substituição do animal por motores populares, fez decrescer o uso do carro de boi e jumento como meio de transportes cargueiros. Soltos pelas estradas nordestinas o jumento passou a ser motivo de transtorno. Foi aí que aproveitadores imaginaram capturá-los e transformá-los em carne de charque, tanto no Brasil quanto no exterior. E se existe, não conhecemos nenhum estudo técnico para salvaguardar a espécie brasileira. Quanto ao seu leite, sempre foi desvalorizado porque o leite da vaca – criada em todo território brasileiro sempre foi a prioridade. Quando muito se recomendava leite da cabra para os alérgicos ao leite bovinoEm Alagoas mesmo existe no Agreste, aprisco para fornecimento de leite a hospitais.



Mas se com esse despertar para o leite da jumenta com valor em que um litro pode chegar a 280,00 e o abastecimento para a saúde aos pacientes necessitados para esse tipo de leite, então, praticamente estaria solucionado o problema do jegue nordestino. Muitos criadores iriam formar rebanhos especiais de jumentas, inclusive selecionadas para aumentar a renda, salvando assim o bicho da extinção. Levando-se em conta que uma jumenta produz de 200 ml de leite/dia. Até 2.500 l. vê-se que o produto é raro e consequentemente caro. Inclusive, boa parte do leite produzido vai para o jumentinho. Ao comparar com o caprino, a cabra pode produzir   2 litros a 8 litros de leite/dia.

Como bom sertanejo nordestino, torcemos para que tudo de bom aconteça com jumentos, burros e éguas, animais cargueiros que juntos ao bois de carro carregaram por séculos esse Brasil nas costas. E prosseguem as curiosidades, principalmente pelas novas gerações que talvez não saiba da história do Brasil. Muita coisa do passado ressurgem com força para resolver alguns problemas do presente. O leite da jumenta, então seria um deles, mas quantas pessoas ainda procuram nas plantas medicinais, a cura para os seus males, exatamente com faziam bisavós, avós e pais do interior! E se é para ficar bom dos seus problemas que somente são curados com leite de jumenta, prepare o dinheiro e vamos a ele.

JUMENTA (DIVULGAÇÃO).


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/01/o-leite-da-jumenta-clerisvaldo-b.html


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MANÉ VÉIO MATADOR DE LAMPIÃO AMEAÇA SU1C1DAR-SE!

  Pesquisa: Guilherme Velame Wenzinger.

Transcrição do texto:

SÃO PAULO (CS) — O ex-caçador de cangaceiros, Euclides Marques da Silva, vulgo “Manoel Velho”, que integrava a volante que liquidou Lampião e seu bando, em carta enviada ao seu advogado, ameaça suicidar-se caso seja adiado, mais uma vez, seu julgamento, marcado para a próxima segunda-feira, perante o 1.º Tribunal do Júri. Na ocasião, será julgado também seu irmão, Josafá Marques da Silva. Ambos são acusados de coautoria de duplo homicídio qualificado, o que os sujeita à pena máxima de até 60 anos de reclusão cada um.

O CRIME

Por ordem de Euclides, que pagou 30 cruzeiros novos pela empreitada, Josafá, de encomenda, por volta das 13 horas do dia 13 de junho de 1966, na rua Piratiningui, assassinou a tiros de revólver a esposa e a filha do mandante, Maria Bosco da Silva e Jovina Marques da Silva. Euclides estava se separando da esposa e mandou matar as duas mulheres por entender que elas estavam onerando o seu orçamento. Há vinte e dois anos, em Jeremoá, na Bahia, eliminara a primeira esposa a tiro de fuzil por suspeitar de sua fidelidade. Permaneceu foragido até a prescrição do delito.

QUATRO ADIAMENTOS

O julgamento dos dois irmãos já foi adiado 4 vezes, principalmente por falta de número regulamentar de jurados. Tudo indica, porém, que tal fato não voltará a se repetir agora. Na carta que enviou ao advogado Flavio Markman (que deverá requerer cisão do julgamento, a fim de que seu constituinte seja julgado separadamente), Euclides, referindo-se aos sucessivos julgamentos diz que “aos poucos já me mataram quatro vezes”.

Afirmou que “isso não é modo de tratar um homem que ajudou o povo a se ver livre dos cangaceiros. Se não for julgado desta vez, eu dou cabo da vida. Eles vão ter que arrastar meu cadáver para o tribunal”.

Adendo Lampião Aceso

Aspecto da casa em que Mané Véio morou em Piranhas,AL (2023).

Foto: Kiko Monteiro

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DOIS RANCOROSOS PATENTEADOS SE ENCONTRAM PARA AMENIZAREM RIXAS PASSADAS.

   Por José Mendes Pereira 

Coronel Joaquim Resende e Melchiades da Rocha

Conta o escritor Alcino Alves Costa em seu livro: “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico”, que o rio São Francisco foi um grande agasalhador do povo sertanejo. E lá, o povoamento foi se formando nos alarmados declives de sua margem.

Já no ano de 1611, um minúsculo povoado nascera lá, onde os sofridos sertanejos construíram as suas barracas, na intenção de sobreviveram através da pesca, uma vez que as dificuldades alimentares eram presentes. Como o rio era favorável à pesca, mesmo faltando-lhes outros alimentos necessários à sobrevivência, todos preferiam viver ali mesmo, no intuito de não morrerem de fome em outras regiões. E nessa época, o lugarejo pertencia ao município de Mata Grande, conhecido em todas as regiões adjacentes por Jaciobá. Os tempos foram se passando, e a cada ano eram construídas mais casinholas, fazendo com que o lugarejo fosse se expandindo gradativamente. E no ano de 1881, no dia 18 de junho, através da lei nº. 756, finalmente o lugarejo foi emancipado, tomando posse como primeiro intendente, ou seja, prefeito, um senhor chamado Serafim Soares Pinto. E assim que passou a ser cidade, começou a se desenvolver mais ainda, tornando-se um importante município nas terras alagoanas. Mas posteriormente, este valoroso município passou a ser chamado definitivamente de Pão de Açúcar. 

E já no século XX, o município passou a ser comandado pelo coronel Joaquim Resende, um senhor de grande força política que chegou a ser odiado por alguns e admirado por outros. Era um homem rancoroso ao extremo, uma vez que não temia a ninguém. Mas apesar de ter seus adversários, mesmo assim, era um homem muito respeitado por todos que moravam lá, e pelos povoados adjacentes. O coronel Joaquim Rezende tinha as suas intrigas, tendo como inimiga, a família Maia, uma das mais tradicionais que também não se rendia ao patenteado.
           
No ano de 1935, dois rancorosos e poderosos, pela primeira vez se encontraram, ambos patenteados. Por um lado, o poderoso e zeloso da sua patente militar, o coronel Joaquim Resende. E pelo outro, o afamado e considerado o governador dos sertões, o amante das armas, o perverso e sanguinário capitão Lampião. No encontro marcado para os afamados, a única finalidade era discutirem os desejos de ambos, como donos da lei.

Lampião

Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão, e o coronel Joaquim Resende, achando que o rei não podia lhe dar ordem, e o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja, fazia invasões com depredações, e ainda praticava mortes. 

Sendo disposto e exigente com a sua soberania, o coronel Joaquim Resende dizia abertamente, que os arrufos de qualquer ser humano não lhe metiam medo. E nem tão pouco de cangaceiro, assim como Lampião.
                                                            
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa, o capitão Lampião resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque aos amigos do coronel, este não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregue às vontades do perigoso Lampião, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
                                               
Com a decisão tomada por Joaquim Resende, tanto os amigos do patenteado, como os do rei Lampião, ficaram bastante preocupados, afirmando que, se o oficial não medisse as palavras que soltava ferindo o rei do cangaço, a vingança não tardaria acontecer. E a partir dessa desavença entre os poderosos, os protetores das duas autoridades deram início a uma forma de a quieta, a quieta, na finalidade de acabarem com a briga entre as suçuaranas humanas. O medo que eles tinham era se Joaquim Resende continuasse usando certos termos desrespeitando a majestade, uma vez que este não o perdoaria, e com certeza, a sua vingança seria devastadora. 

Na verdade, quem não quisesse ser desmoralizado ou derrotado não adiantava criar problemas com Lampião, pois além de ser destemido, era altamente perigoso e vingativo. E quando não conseguia dominar os seus inimigos e perseguidores iniciava uma destruição em massa, sem reservar ninguém e nem a quem, tentando vencê-los na força, com combates e na coragem. Mas era do conhecimento de todos que o rei Lampião sempre dizia: 

“-Tenho respeito por juízes e coronéis. E só brigo com estes patenteados quando eles querem, pois se depender de mim, eu não brigo”.

Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões. 

Os amigos de ambas as partes marcaram uma reunião, e decidiram que o importante para os dois se entenderem, seria organizar um encontro entre as duas feras humanas. 

- E quando seria este encontro? 

- Logo no início do ano de 1936. 

- E o local do encontro?  

- Seria na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar. 

- E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até à fazenda? 

- O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda. 

- E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende? 

- Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida. 

- E de quem seria esta canoa? 

- Seria a canoa  de um senhor de nome João de Barros porque apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança. 

Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim.

João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida, partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.    

Mas, desconfiado, sagaz e cuidadoso com a sua vida e as dos seus comandados o rei Lampião achando que poderia existir alguma armadilha na fazenda Floresta, antes de chegarem ao local combinado, mandou que o João de Barros encostasse a canoa à beira do rio. Este obedeceu a sua ordem. O assecla incumbiu que o Messias descesse e fosse até à fazenda Floresta, e lá, fizesse uma rigorosa vistoria, olhando todos os cômodos da casa, revistasse tudo, tim-tim por tim-tim. Assim que terminasse a revista por dentro da mansão, fosse vistoriar as suas laterais, e não deixasse nada por revistar. E ainda o rei o advertiu que não queria nenhuma novidade inesperada, pois se isso acontecesse contra ele e os seus asseclas Messias já sabia muito bem que ganharia uma penalidade horrorosa. Ou o rei o mataria com um tiro, ou o enfiaria o seu longo punhal na sua clavícula.
                                                              
Messias ao entrar na casa deu início à revista.  E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser  uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.   

O coronel Joaquim Resende não tendo nada a opor disse-lhe que Lampião tinha razão, pois ele estava mais do que certo. É claro que o coronel não iria tirar a razão de Lampião em mandar alguém para uma averiguação, pois a majestade precisava de proteção, tanto para ele como para os seus comandados.  E sem querer usar os seus poderes, apesar de ser uma autoridade, disse ao coiteiro que naquele momento aquela mansão estava entregue a ele. Autorizando lhe que percorresse todos os cômodos e dependências, inclusive revistasse as laterais da residência.  Terminada a revista o Messias retornou ao local onde estava a majestade e os seus valiosos asseclas.           

Mas o capitão Lampião podia ficar tranquilo pois o coronel Joaquim Resende e os seus comandados não eram covardes para prepararem uma armadilha contra ele. O que ali iria acontecer era simplesmente um acordo entre os dois arrogantes, e jamais seria feita uma traição. O rei quando dava uma palavra, cumpria. E por que Joaquim Resende não poderia cumprir a sua? Assim que o coiteiro retornou à presença do rei, ainda meio preocupado com a segurança, e  não acreditando, Lampião exigiu que o coronel fosse até a beira do rio São Francisco onde ele se encontrava. 

Não temendo o chamado, mas o respeitando, o coronel Joaquim Resende dirigiu-se para o local sem se sentir inferiorizado e sem nenhum problema. Na hora do encontro, todos foram abraçados pelo assecla, principalmente o patenteado. Em seguida, tomaram rumo ao palacete do oficial. Lá, foi necessário que o Zuza Tavares se retirasse do local, pois Lampião precisava conversar com o famoso coronel Joaquim Resende  um assunto a dois.  A reunião muito se demorou e só terminou lá pela madrugada. E com certeza, foi de grande interesse entre os dois poderosos.

Quando terminou o encontro os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas, e as amizades foram vistas com carinho, bons olhos e reconquistadas.

O coronel Joaquim Resende que se tornou amigo de Lampião, prefeito de Pão de Açúcar e chefe político do partido UDN foi assassinado numa manhã do mês de setembro do ano de 1954 em São José da Tapera. Na época este era um pequeno povoado do município de Pão de Açúcar. Foi morto com tiros de parabelum. 

Seus assassinos foram Elísio Maia e seu irmão Luiz Maia que se diziam perseguidos pelo mesmo. Inclusive, conforme declarações do próprio Elísio Maia, feitas na fase do inquérito policial, a vítima vinha armando várias emboscadas para matá-lo, que era Prefeito na época do ocorrido. Após ter  assassinado o coronel Joaquim Resende Elísio Maia abandonou o  mandato de Prefeito e se mandou  para o Sul do Brasil.

Fonte de pesquisa: "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico".

Informação ao leitor: Os fatos que ocorreram não sofreram, apenas os fiz enfeitando-os, colocando canoa bem cuidada etc..., para se tornar uma leitura mais prazerosa. 

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