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quarta-feira, 16 de março de 2011

O Combate da Fazenda Ipueiras - Serrita Por:Ivanildo Silveira


Cel. Pedro Xavier das Ipueiras

             No dia 03 de fevereiro de 1927, na Fazenda Ipueiras, hoje município de Serrita/PE, naquela época município de Leopoldina, hoje Parnamirim, no alto sertão pernambucano,  ocorreu um grande combate entre a Família do Cel. Pedro Xavier e Lampião e seu bando.
 
Lampião

             Ipueiras, de certo modo, possuía uma situação privilegiada, de solo fértil, água; lá se produzia cana-de-açucar, para fazer moagens, arroz, batata e demais produtos da terra destinados á alimentação da população, a pescaria nos açudes e a atividade agropecuária. O excedente era comercializado na feira semanal localizada na Vila de Ipueiras, encravada na Fazenda de mesmo nome.

             O Coronel Pedro Xavier, homem flexível, hospitaleiro e generoso, exerceu também o cargo de juiz  interino de direito na vacância do titular da comarca de Leopoldina. Morava no casarão da Fazenda Ipueiras e teve numerosa prole. Os descendentes, os familiares dos Xavier; uns moravam na Fazenda  e outros na Vila de Ipueiras – uma incipiente urbanização com um pequeno mercado semanal, uma escola, uma agência de correio, farmácia, mercearia, padaria, loja, que na sua maioria, pertenciam aos próprios membros da família, uma espécie de feudo.

 Serrita em detalhe

              Na década de vinte , do século passado, eram comuns as andanças de bandos de cangaceiros, por todo o nordeste. Lampião perambulava pelas caatingas, assaltando, matando, extorquindo, pequenos, médios e grandes proprietários de terra.

             De início, Lampião e o seu bando passaram em “paz” pela Ipueira, em 26 de maio de 1925, quando o Cel. Pedro Xavier não fugindo da costumeira hospitalidade,  mandou fornecer-lhe comida, roupas e lenços tirados da loja de um de seus filhos Gumercindo.
 
             Naquela oportunidade,  as filhas e as noras do Cel. Pedro Xavier foram proibidas de se apresentarem para conhecer Lampião e seu bando, para evitar que os cabras cometessem algum atrevimento.
 
             O Cel. Pedro Xavier, um tanto constrangido de ter dado guarida a Lampião, pois soube de algumas bobagens que seu bando andou fazendo com outras pessoas dali, firmou o propósito diante da família, de que, na próxima vez que ele passasse, o “ receberia na bala “. Para isso, mandou um recado para Lampião:

             “Não volte mais a Ipueiras, do contrário, será recebido a bala”.Ao tomar conhecimento do fato,  Lampião mandou a seguinte resposta:“ Quando passei por Ipueiras, respeitei você e sua gente, agora com seu recado atrevido a coisa vai mudar, prepare-se que haver choro".

             O momento fatídico estava para acontecer a qualquer instante. Até que no dia 03 de fevereiro de 1927, alguns membros da família do Coronel Pedro Xavier estavam reunidos na casa da fazenda para almoçar, esperando os demais que se encontravam na Vila de Ipueiras. Encontravam-se na casa sede da fazenda apenas: a matriarca Josefa Xavier (esposa do coronel); José Saraiva Xavier (Dezinho), um dos baluartes do combate; Aparício Xavier que na época era seminarista em Petrolina-PE, e estava de férias na Fazenda; Mário Saraiva Xavier, o mais novo dos filhos e ainda menino; Francisca Xavier (nora do Coronel); Pedro; e amigos da família como Napoleão Pereira e Naninha (esposa); e Tosinha ( de Jardim-Ce); Manoel Preto ( afilhado de d. Josefa) e Pedro Dama, este, por sinal, cego de um olho, homens de confiança da família.
   
              Estavam na Vila de Ipueiras na hora do cerco e foram subindo para a casa da fazenda, atirando: o Coronel Pedro Xavier, o patriarca da família, Gumercindo, Antonio, Aristides e Amélia (filhos do coronel), João Sampaio Xavier (genro e sobrinho), Luiz Teixeira (genro), Pedro Saraiva (genro). Dos filhos só faltou Francisco Xavier Sobrinho, filho mais velho do coronel Xavier, que estava em um fazenda distante, e não chegou a tempo.

             De repente, se ouviu um tiro.Dezeinho Xavier teve a impressão de ser tropa do governo, e indagou: “ Quem vem aí, é da polícia?“. A resposta foi um tiro disparado pelo cangaceiro ‘Tempero' que vinha á frente do grupo. Por um triz não alvejou Dezinho, que, sem perda de tempo, respondeu ao tiro, atingindo o aludido bandoleiro á altura de uma das orelhas, que caiu ali, sem vida.

 
              Lampião e seus cabras iniciaram o grande tiroteio, com mais rancor, diante da morte de um dos integrantes do grupo. Verdadeira batalha estava sendo travada, entre os Xavier e os Cabras de Lampião, cujos tiros quebraram jarras d´agua, derrubaram paiol e jirau de queijo. Dezinho Xavier, Manoel reto e Pedro Dama seguraram o fogo de frente evitando que Lampião chegasse ao terreiro da casa, enquanto esperavam pelo pessoal que estava na Vila de Ipueiras, mas que já vinham ás carreiras para  sustentar o fogo.

              Enquanto o combate prosseguia, com tiros de ambos os lados, as mulheres rezavam e os homens, não tinham tempo nem  de urinar. Napoleão Pereira, em alto e bom desafiava Lampião, dizendo: “ Cabra safado, um bandido como tu, eu te dou de peia no umbigo, você está falando com Napoleão Pereira do Jardim do  Ceará “. No meio da aflição, Manoel Preto acalmava Dona Zefinha; “ Madrinha Zefinha, enquanto a senhora ver este negro aqui, só tenha medo dos castigos de Deus “.

             Lampião trazia como refém, um camponês, amigo dos Xavier, Sr. Vicente Venâncio, além de Pedro Vieira Cavalcante da cidade de Jardim-Ce, tendo exigido da família desse último, 5 contos de réis para soltá-lo.

             A hora crucial se aproxima, o quadro torna-se dramático e nunca se sabia como iria terminar tudo aquilo, apesar da resistência dos Xavier se fazer forte, com poucos homens lutando e uma coragem inusitada.

             Com a chegada, na casa da Fazenda, dos  que se encontravam na Vila de Ipueiras, entre eles, destacou-se Gumercindo Xavier, homem de caráter admirável e coragem a toda prova, a reação aumentou.
 
 
 Imagens da Fazenda Ipueiras, Serrita-PE

              Só que os recursos se exauriam, a cada minuto. O Cel. Pedro Xavier temendo a munição se acabar e Lampião ir ganhando terreno em direção á casa da fazenda, e ai seria o fim da epopéia, mandou seus serviçais selar cavalos e avisar aos parentes e amigos, a exemplo do Coronel Chico Romão, de Serrita/PE.

              Segundo depoimento de um dos reféns de Lampião, Sr. Vicente Vitorino, no momento do tiroteio,  “Havia se quebrado o Rosário de Lampião", e, como os cangaceiros eram por demais supersticiosos, o rei do cangaço manifestou-se receoso com o fato: era  mal sinal num combate, quebrar-se um rosário. Por sua vez a bala certeira dos Xavier havia matado o cangaceiro “Tempero”. Lampião ficou cabreiro com o episódio e disse:

             “ os homens estão fortes, o rosário quebrou e já perdemos nosso melhor fuzil, referindo-se á perda de “Tempero” ( que era um dos melhores atiradores do grupo),vamos dar o fora“.

A cruz mostra o local onde foi assassinado Pedro Vieira

              Naquele dia Lampião estava endiabrado. Como a esposa do refém Pedro Vieira Cavalcante (de Jardim-Ce) não pagou o resgate exigido pelo facínora, ali mesmo, na Faz. Ipueira, ele foi morto.  O tenebroso bandido, também, matou um popular, um rapaz jovem chamado Lino, que ia cavalgando num jumento, próximo ao local do combate.
 
              O refém Vicente Vitorino teve melhor sorte. Lampião se dirigiu ao mesmo e disse-lhe:“ Velho, se você nos desviar de um "Piquet" dos Xavier, eu lhe solto, se não você morre “.E, então, o camponês sabiamente, os conduziu por percursos estranho aos percorridos normalmente pelos Xavier, e, lá longe, na Macambira, Lampião soltou o velho que voltou á casa dos Xavier e narrou todo o acontecido.

 Severo, Dr. Napoleão e Ivanildo Silveira

             Logo após o cambate, chegaram á Fazenda Ipueiras, o Coronel  Chico Romão, de Serrita, com 50 homens, armas e munições, Aparício e Alfredo Romão com 30 homens; Luiz Pereira de Jardim-CE (genro do Cel. Pedro Xavier) com 30 homens. Em face do acontecido, as filhas do coronel Pedro Xavier, a idéia foi de Adalgisa ergueram uma Capela na fazenda, cujo patrono é São José.

Um abraço  a todos
IVANILDO ALVES SILVEIRA
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC
Natal/RN

                NOTA CARIRI CANGAÇO: Esse episódio, tão bem narrado pelo confrade Ivanildo Silveira, foi exatamente um dia após a chacina de Guaribas, onde tombou morto Chico Chicote, também objeto de postagem neste blog.
 
Este texto foi extraído do Blog: "Cariri Cangaço"
cariricangaco.blogspot.com

terça-feira, 15 de março de 2011





Chiquinha Gonzaga
Foto de: paulostudio2002.com 
 
                A redação do Jornal  "Diário de Pernambuco"  anunciou hoje, dia 15 de Março de 2011, que a cantora e compositora  Francisca Januário dos Santos, Chiquinha Gonzaga, irmã do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, primeira mulher a tocar os oito baixos, faleceu  esta madrugada, aos 85 anos de idade, no Hospital Moacir do Carmo, em Duque de Caxias (RJ).
 
             Segundo a família, ela sofria de Mal de Alzheimer e vinha sofrendo com complicações nos últimos nove meses. Chiquinha Gonzaga era  a última dos 10 irmãos de Luiz Gonzaga que ainda viva, lutava contra o Alzheimer.
 
Morre Chiquinha Gonzaga, irmã do Rei do Baião, primeira mulher a tocar os oito baixos Imagem: Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
Imagem: Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
dpnet.com.br
 
               Residia  na cidade de Santa Cruz da Serra, no Estado do Rio de Janeiro. Ela passou mal e foi levada ao  hospital com quadro de pneumonia e infecção urinária, onde veio a falecer por volta das 5h. O corpo deve ser transferido para o Recife, já que a maior parte dos seus familiares é pernambucana.
 
             Chiquinha Gonzaga dividia o  nome artístico com a pianista e compositora brasileira. Chiquinha, a forrozeira sempre batalhou  para manter viva a alma musical da família, principalmente  do maior compositor e representante da cultura nordestina, o seu irmão Luiz Gonzaga.

Foto de: Jailsonmanoel.blogspot.com

                  Com o Gonzagão, ela aprendeu o baião e o xaxado, e tinha plena certeza que  a fama não cai do céu, tem que fazer  sacrifício. Ela teve que se virar sozinha para firmar o nome que carrega.

              Ela foi a primeira  mulher a tocar os oito baixos, tendo recebido  a admiração do cantor e compositor  Gilberto Gil. Ela deu continuidade à tradição familiar, principalmente do pai.

            "É preciso manter a tradição de meu pai Januário, o maior sanfoneiro que o Nordeste já teve", disse ela, que não deixou de cantar os versos que tanto gostava.

"Luiz, respeita Januário
Luiz, respeita Januário
Luiz, tu pode ser famoso
Mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, Luiz
Respeita os oito baixo do teu pai".
            
             O sepultamento de Chiquinha Gonzaga será realizado na tarde desta quarta-feira (16), no mausoléu da família, no Cemitério Tanque do Anil, no Rio de Janeiro.

 

Morros e a "Gruta de Lampião"

            Por esse local cercado pelas águas do Rio Jaguaribe a memória local registra que até Lampião pediu passagem.
 
 
             Oportunizando aos banhistas uma linda paisagem com águas correntes, uma ilha de pedras, algumas grutas submersas e várias outras expostas completam a beleza da natureza do lugar rochoso de maciços antigos.
 
 
              Quem vai aos Morros, não perde a oportunidade de saltar na água direto de uma oiticica de 20 metros.
 
 
Lampião
                
                Segundo a história local, Lampião e seu bando, fugidos de uma batalha em Mossoró (RN), passaram por uma gruta nos Morros, que até hoje é conhecida por “Gruta de Lampião”.

 
Morros
 
               Situados à margem direita do Córrego de Areia – um braço do rio Jaguaribe – as formações rochosas designadas como Morros e, que dão nome à comunidade próxima, forma um ponto turístico de Limoeiro do Norte. Estas elevações rochosas estão localizadas ao sul do município, na zona rural, tendo como comunidades vizinhas Quixaba, Córrego de Areia e Socorro.
 
               Para chegar até lá, pode-se deslocar de qualquer rua do centro da cidade em direção ao Sítio Socorro ou Pitombeira, por estradas vicinais.
A travessia do rio é feita através de uma val, ou então a nado, pois a profundidade chega em alguns pontos a altura do pescoço para pessoas do porte de 1,70m. Segue, depois por trilha entre campos plantados de feijão e outras culturas. O lugar encontra-se bastante ressecado após a estação chuvosa, pois se encontra no semi-árido nordestino. Mas os montes aparecem imponentes e dominam a paisagem.
 
Foto de : jfce.jus.br
Vista do edifício sede da Subseção da Justiça Federal em Limoeiro
 
              Ao chegar ao sopé do morro podemos observar que há vegetação rasteira e até árvores de pequeno e médio porte entre as rochas que o constituem. A subida não oferece muita resistência, mas deve-se ter o cuidado de não tocar nos ramos de urtiga e escorregar nas folhas secas entre os pedriscos soltos. Há uma variedade de plantas espinhosas, entre elas: malícia, xerófitas, macambiras, etc.
 
limoeirodonorte.blogspot.com
Prefeitura Municipal de Limoeiro do Norte
Foto de: Alex Chaves Monteiro
Um lindo projeto
 
            Ao chegar ao topo podemos observar uma parte do Vale Jaguaribano, avistando o centro de Limoeiro do Norte e, ao longe, Tabuleiro do Norte. Várias e enormes pedras parecem ter sido colocadas ali propositadamente, intrigantemente é perfeito o encaixe entre elas.
 
              Há uma caverna sob as rochas, que segundo alguns, o bando de Lampião esteve acampado, em 1927. Prática que ainda se faz entre banhistas, escassos ali na região.
 
Foto de: embaixada-portugal-brasil.blogspot.com
Limoeiro do Norte, Ceará - Igreja Matriz. Espinho
 
             Pode-se ver ainda o descaso que a população tem com a preservação do meio ambiente, pois encontramos lixo, marcas de fogueira e o pior, a pichação de nomes de pessoas nas pedras (em diferentes épocas) descaracterizando a natureza do lugar.
 
Texto: Marcelo Giovanni

Tsunami do Japão em 11 de Março de 2011

Veja o vídeo

Uma destruição da natureza

 
Notícias Internacionais
 
             Uma equipa de pessoas que ajuda na busca de sobreviventes, no massacre da natureza ao Japão,  que abalou o país na sexta-feira conseguiu resgatar dos escombros  uma mulher de 70 anos de idade, na cidade de Otsuchi, anunciou a televisão NHK.
            Foi detectado na manhã desta terça-feira em Tóquio um nível de radioatividade levemente superior ao normal, segundo as autoridades locais, que descartam, no entanto, qualquer risco para a saúde humana.
 
 
A bola.PT

segunda-feira, 14 de março de 2011

História do Ceará - Lampião em Limoeiro do Norte

Extraído do Blog: "Coisa de Cearense"
Postado por: Jaqueline Cordeiro
 
http://1.bp.blogspot.com/_LLy5HkM_Ck8/THbnmD2UvbI/AAAAAAAACtQ/3lPU-q82b7U/s1600/bando+de+Lampi%C3%A3o.jpg

            Poucos acontecimentos de apenas algumas horas perpetuam na história do Ceará, como a passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, por Limoeiro do Norte. O cabra foi posto para correr de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde até hoje festejam a resistência ao cangaceiro. Depois de receber a “chuva de balas” dos potiguares, aceitou os cumprimentos “tensos” dos limoeirenses, no dia 15 de Junho de 1927. O rebuliço foi consolado pela “visita em paz” do rei do cangaço nas terras de seu Padim Ciço. Nunca mais Limoeiro foi o mesmo.
 
Lampião
 
             “Prefeito de Limoeiro, Urgente. Lampião acaba atacar Mossoró. Depois forte resistência conseguimos rechaçá-los, ficando um morto outro prisioneiro. Saudação. Rodolfo Fernandes, Prefeito Municipal”. O recado do prefeito de Mossoró chegou em telegrama às mãos de Custódio Saraiva, Juiz de Paz em Limoeiro e responsável por defender o município, dada à ausência do prefeito. Naquela hora seu Custódio almoçava, não comeu mais. Telegrafou para a Secretaria de Polícia, em Fortaleza, que devolveu a batata quente para que “agisse como pudesse”. A cidade foi evacuada imediatamente.

              Como era de seu feitio, Lampião entrou no Ceará guiando os fios do telégrafo. O “cabra” cavalgou com seus quarenta e tantos homens (o número é incerto) pela Estrada da Solidão, na Chapada do Apodi. Anísio Batista, morador da Lagoa do Rocha, teria sido o primeiro a ver Lampião e, inclusive, anunciado sua chegada. “Então disse Lampião/ vá até Limoeiro/ pergunte às autoridades/ se recebe um forasteiro/ desprovido de maldades/ como um nobre cavalheiro”, poetizou Irajá Pinheiro, memorialista local e também membro da Academia Limoeirense de Letras, sobre o encontro inusitado.

 
              Lampião fugiu de Mossoró carregando dois reféns: Dona Maria José do Catolé do Rocha e o Coronel Gurgel, sogro do gerente do Banco do Brasil potiguar. O cangaceiro queria, telegrafando de Limoeiro, cobrar de Mossoró 80 contos de réis como pagamento do resgate dos reféns. “Passei o telegrama para Mossoró, em caráter de urgência, e dentro de poucas horas obtive a resposta: ‘prefeito de Limoeiro, urgente. Seguiu portador, montado a cavalo, conduzindo numerário resgate prisioneiros’”. A informação é do próprio Custódio Saraiva, juiz de Paz, em entrevista ao boletim “Campus”, da Universidade Estadual de Londrina, em 1979, 52 anos depois da visita “ilustre”.

              O bando de cangaceiros famintos foi “presenteado” com jantar no Hotel Lucas, no Largo da Igreja Matriz. A Prefeitura mandou matar um boi e sinhá Arcanja, escrava de Custódio, ficou de servir a tropa. Lampião, que não era besta nem nada, mandou gente da cidade provar da comida, pois poderia estar envenenada. Até pensaram em colocar algum negócio no “vinho”, mas desistiram, que bandido é cabra esperto. Lampião, então, admirador que era de Napoleão Bonaparte, era “gato escaldado”.
 
 
Padre Cícero
               Dizendo estar em paz, já que em terra de Padre Cícero mal algum ele faria, Lampião passeou pela pequena cidade, e, na bodega de Getúlio Chaves, até comprou lenços vermelhos - à época adornavam a indumentária cangaceira. O bandido também levou uma ruma de perfume Quinta-Feira – tinha esse nome por fazer parte da tradição casamenteira e os matrimônios aconteciam nesse dia especial da semana.

              Conta dona Lirete Saraiva, filha viva de seu Custódio, que seu pai “foi um homem forte, de encarar Lampião sem arma nem nada, defendendo a cidade”. De outro modo, o jornal “O Ceará”, de Fortaleza, reclamava “humilhação” porque passou Limoeiro por não enfrentar Lampião, enquanto Mossoró havia botado o homem pra correr sob balas.

              Lampião era destemido e temido, mas o certo é que estava cercado pelos cearenses. Do telefone do Telegrafo, do qual se “apossou” para mandar seus avisos, ouviu o soar da corneta em Russas. Era a Polícia que já estava pronta para ir para Limoeiro. Não podendo mais esperar a chegada dos 80 contos de réis de resgate dos reféns, os cangaceiros fugiram pela banda dos Morros, onde havia umas pedras identificadas como “Gruta de Lampião”.

              No município de Palhano, abandonaram os dois reféns, quando do embate contra os volantes da Paraíba e Rio Grande do Norte. Em seguida, Lampião deixava a região jaguaribana rumo ao Cariri de seu Padim Ciço, dado como o “salvador” do povo de Limoeiro..


              Fonte:
              Foto: abelhudonews.blogspot.com
              coisadecearense.blogspot.com
Jornal Diário do Nordeste

John Lennon - Beatles


John Lennon

          John Winston Lennon nasceu no dia 09 de Outubro de 1940, em Liverpool, na Inglaterra. Era filho de Julia e Alfred Lennon, que por pouca sorte não foi acompanhado pelo pai, abandonando-o muito cedo, sendo  criado por uma tia, Mimi, irmã de Julia, sua mãe.


Tia Mimi, irmã da sua mãe

              Apesar de não ter sido criado sobre o domínio do pai, mas tinha um padrão de vida superior a dos outros componentes dos Beatles.


Julia, a mã de John Lennon

             Estudou na Quarry Bank Grammar School, escola que, com seus companheiros viu o nascimento do “Quarrimen”, que mais tarde deu origem aos Beatles. John Lennon gostava de escrever poemas, e alguns o fizeram  famoso.


           O início de tudo isso, adquiriu através da mãe, a Júlia, que o ensinou a tocar guitarra. Mas para desespero de John Lennon, a mãe veio falecer atropelada, quando ele ainda era adolescente. Isso o fez se aproximar de Paul McCartney, que também havia perdido sua mãe, na mesma época.

        
           No ano de 1957, John Lennon ingressou na Liverpool Art College, onde conheceu Cynthia Powel, que veio a ser sua primeira esposa, casando-se no dia 23 de Agosto de 1962. Nesse mesmo período os Beatles deram início a sua fama.


Cynthia Powel - Primeira esposa de John Lennon

            John Lennon sem dúvida, nunca perdeu a sua liderança intelectual dos Beatles, e durante a 1ª fase, ele foi o grande responsável pela maioria das canções da banda, fato que iria reverter em prol de Paul McCartney de 1966 em diante.


Paul McCartney

              Em 1965, John Lennon escreveu dois famosos livros, os quais são: “In His Ows Write” , em março de 64, e “A Spaniard in The Works”, em 1965. Em 1966, John Lennon perdeu um pouco a fé, talvez pela inexperiência de sua juventude, chegou a dizer que eles, os Beatles eram mais famosos do que Jesus Cristo.


 Yoko Ono - esposa de John Lennon

             Ainda em 1966, numa exposição de artes na “Indica Gallery”, em Londres, John Lennon conheceu Yoko Ono, e começou ao uso de drogas. No final deste mesmo ano, foi  para a Espanha filmar 'How I Won The War', de Richard Lester, diretor dos dois primeiros filmes dos Beatles.

            Em 1968 o casamento de John e Cynthia finalmente chegou ao fim, e John Lennon passa a viver com Yoko Ono, com a qual se casaria em Gibraltar em 20 de Março de 1969.


John Lennon e Chintia Powel

           No ano de 1970, finalmente os Beatles anunciaram o seu rompimento, Lennon ficando apenas na companhia de Yoko Ono, e juntos gravaram vários discos. 

            No final de 1971, o casal foi morar em Nova York, onde estabeleceu residência. Em 1973, John e Yoko fazem uma breve separação  e John passa a viver em Los Angeles com sua secretária May Pang.

           Em 1975, John Lennon e Yoko Ono voltaram a viver novamente juntos. Compraram vários apartamentos no edifício Dakota, em NY, e lá John Lennon se tornou pai pela 2ª vez. Sean Ono Lennon nasceu no mesmo dia do aniversário de John, em 09 de Outubro de 1975. Nesse período, John Lennon deixou a música durante cinco anos, fazendo pão e vendo seu filho crescer. A empresa passou a ser administrava por Yoko.


John Lennon e Yoko Ono

          Mas infelizmente a carreira de John Winston Lennon terminou. Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque, no edifício Dakota, em frente ao Central Park, John foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota. O rapaz é Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou disparando 5 tiros com revólver calibre 38, os quais 4 acertaram em John Lennon.


O sonho acabou!

            
O túmulo de John Lennon

Teclado virtual
John Lennon foi o cantor mais famoso do mundo.
Fonte de pesquisa:
 
letras.terra.com.br
Wikipedia

domingo, 13 de março de 2011

Passarinho: Um ex-cangaceiro de Lampião

por Eudes Donato

             Marcos de Lima (Passarinho) nasceu em Santa Cruz, antes distrito de Triunfo-PE, em 22 de setembro de 1903. Começou cedo no cangaço com idade de 16 anos em 1919, ainda no comando do cangaceiro Sinhô Pereira (Lampião ainda não havia formado o seu bando).
 
            Posteriormente, Sinhô Pereira confia entregar o comando a Lampião e vai embora para Goiás onde seus familiares tinham propriedades, isso mais ou menos por volta de 1921. Logo em seguida, são formados novos grupos de cangaceiros para dar sustentação ao grupo de Lampião.
 
             Passarinho entra num desses grupos comandado por Cícero Costa, ou Ciço Costa (um Paraibano) que agia na região de Conceição de Piancó PB. Eles e Ciço Costa participaram do bando de Lampião em várias ocasiões. Esse seu chefe imediato era um grande conhecedor de farmácia natural, o médico do bando.
 
             Muitas pessoas acham que Passarinho conviveu diretamente com Lampião. Não, ele teve vários encontros com o rei do cangaço, inclusive participando de alguns ataques como na propriedade de José Trajano, localizada no município de Conceição PB, com o seu chefe tomando-lhe rifle e dinheiro em 06 de Julho de 1921.
 
            Existiram dois Passarinhos no cangaço, por isso que algumas publicações citam: Passarinho l e Passarinho 2, (era costume quando algum morria ou era preso, se colocar o nome de outro que estava chegando e com semelhança ao mesmo, batizar de fulano l e fulano 2, e este Passarinho é claro e evidente foi o nº l.
 
              Nessa vida tirana, Passarinho viveu 3 anos e 7 meses no cangaço, até quando foi preso em 24 de dezembro de 1923. Foi recolhido a cadeia de *Princesa e sendo condenado pelo júri local a 29 anos e 9 meses de prisão.
 
             Fora preso e condenado por haver assassinado naquele ano, mais precisamente no dia 17 de dezembro do corrente ano, num local chamado Caracol do município de Conceição do Piancó PB, Raimundo Nogueira a quem roubara-lhe sua roupa e algum dinheiro. Seis dias após o acontecido, o irmão de Raimundo surpreende Passarinho nas adjacências da povoação de Patos, município de Princesa.
 
           Passarinho estava justamente com as roupas do seu irmão Raimundo, este saca de uma arma e atinge Passarinho. O seu companheiro Juriti, num vacilo de Raimundo, por trás dá-lhe uma pancada na cabeça e termina o ato dando-lhe várias facadas. Passarinho, ferido, entra na povoação gritando: - Acabam de matar um homem e me feriram também, (pra ver se enganava os soldados). Banhado de sangue dos ferimentos, recebe voz de prisão, não por obediência a lei, pois era valente, mas pelos disparos recebido.
 
            Recebendo ameaças de morte é transferido para João Pessoa onde cumpriu 7 anos e 9 meses de prisão. Vem pra Campina Grande, depois Pocinhos (é quando conhece sua futura esposa dona Petronilha, mais conhecida por dona Pitu.
 
             Casa-se em Campina Grande e vem morar em Areial, pois dona Pitu tinha familiares residindo aqui. Não teve filhos, mas criou um filho adotivo (Arinaldo) do qual ganhou três netos (uma mulher e dois homens ).

              Em Areial, viveu por mais de sessenta anos. Faleceu no dia 15 de agosto de l998, aos 95 anos, e seus restos mortais estão no cemitério local. Sua esposa dona Petronilha Maria de Araújo, nasceu no dia 23 de setembro de 1917 e faleceu em 19 de Agosto de 2004 em Areial, aos 86 anos e onze meses, e seu sepultamento também foi no cemitério local.
 
               São vários livros e jornais que citam o nome ou fizeram manchete com o nome de Passarinho.
 
             Trecho extraído do livro: “Passarinho: um ex-cangaceiro de Lampião em Areial” (ainda em acabamento de autoria do pesquisador, Eudes Donato)
 
             Eudes Donato é Filho de Antônio Apolinário Gonçalves e Hilda Donato Gonçalves, Funcionário Público da Empresa de Correios e Telégrafos, pesquisador, colecionador de vários itens, como gibis antigos, discos de vinil, livros sobre o cangaço, e grande acervo esportivo. Colaborador em pesquisas para a revista Placar da Editora Abril, Revista da Esperança, livro sobre o América Futebol Clube da cidade de Esperança, etc.
 
             Desculpem por alguma parte do texto. Para compreender melhor faço adendos:
 
            1º. Como a biografia está em grande resumo da história, vamos adiantar apenas que existiram vários sub-grupos ao comando de sinhô Pereira. Um desses sub-grupos era comandado por Ciço Costa, mas sempre cumprindo ordem de seu chefe sinhô Pereira, do qual Passarinho também fazia parte, ora com Ciço, ora com sinhô Pereira.
 
             2º. Sinhô Pereira já conhecia a trajetória de Lampião e por isso lhe tinha muita confiança.
 
            3º. Sinhô Pereira ao deixar definitivamente o cangaço em 1922 (antes a pedido de Padre Cícero, deixou o cangaço), mas logo voltou atrás.
 
             4º. No começo do ano de 1921 não havia cangaceiro nenhum com esse pseudônimo de Lampião. Surge o apelido em maio de 1921.
 
             5º. No texto, falo "mais ou menos" sinhô Pereira deixa o cangaço em 1921 (primeira vez). Na segunda vez, mais precisamente em março de 1922 e imediatamente Virgulino Ferreira da Silva, já com a alcunha de Lampião, assume o cangaço no mesmo mês.
 
             6º. O irmão de Raimundo era o boiadeiro Amaro Nogueira do qual vinha acompanhado de um comparsa.
 
             7º. Passarinho ao ser surpreendido, estava acompanhado também do cangaceiro Juriti (este Juriti I, irmão do cangaceiro Batista, o outro Juriti II chamava-se João Soares, em outra época mais a frente).
 
            8º. No encontro, Passarinho ainda estava com as vestes de Raimundo, irmão de Amaro.
 
            9º. Amaro dispara três tiros em Passarinho o atingindo (Passarinho ao falecer em 1998 ainda continha uma bala alojada em seu corpo, proveniente deste acontecido).
 
            10º. Juriti ao bater na cabeça de Amaro, este ao cair fica preso aos estribos da sela e Juriti saca do punhal e lhe desfere 36 punhaladas.
 
            11º. O comparsa que estava com Amaro sai em disparada carreira e logo atrás Passarinho, mesmo ferido também corre e nesse momento usa sua astúcia e grita que era o indivíduo que tinha matado um homem e também ferido ele. Foi aí que se descobriu a farsa e Passarinho foi preso.

         
Este material eu o adquiri no blog "LAMPIÃO ACESO" do amigo KIKO MONTEIRO
    
             

As Torres Gêmeas do 11 de Setembro de 2001

Por: José Mendes Pereira
Torres Gêmeas - Uma destruição total

Os atentados de 11 de setembro de 2001 as Torres Gêmeas nos Estados Unidos, todos  ataques foram praticados contra alvos civis. Os atentados  aconteceram numa manhã do dia 11, quando quatro aviões comerciais foram tomados pelos terroristas, e desviados para tentarem suas vinganças, sendo que dois deles foram jogados contra as torres do World Trade Center em Manhattan, Nova York.

 
Vizinhas à Estátua da Liberdade 

O terceiro avião, mesmo os Estados Unidos American Airlines Flight 77, foi reportado pelas autoridades norte-americanas como tendo sido intencionalmente derrubado contra o Pentágono pelos sequestradores, no Condado de Arlington, Virgínia. 

Uma maldade humana

Já o quarto avião, United Airlines Flight 93, os seus destroços foram encontrados  espalhados num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia.

 
O país foi humilhado por Bin Laden             

A versão oficial  do governo norte-americano, reporta que os passageiros enfrentaram os supostos sequestradores, e que durante este assalto o avião caiu.

Um homem à beira da morte

Nestes atentados morreram  2.973 pessoas. Desde a Guerra de 1812, esse foi o primeiro ataque de efeitos psicológicos e altamente corretivos imposto por forças inimigas em território americano.


O país em chamas

Os sequestradores humilharam os Estados Unidos com a força da  covardia, deixando o  país decepcionado. 

 
As Torres Gêmeas antes de serem derrubadas.

Os Estados Unidos não querendo ficarem impunes, responderam aos ataques. O país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da Al-Qaeda.


WTC smoking on 9-11.jpeg
Ali, o desespero de quem ainda estava vivo

Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei.

Ficheiro:UA Flight 175 hits WTC south tower 9-11 edit.jpeg
O país coberto por fumaça

Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e de seguro.

 
Tudo isso foi ao chão
             
O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower Manhattan, Nova Iorque.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com