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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

História Cangaceira


Por: Enéas Athanázio

É curioso observar como o cangaço continua a despertar o interesse dos pesquisadores em geral. No momento em que escrevo tenho conhecimento de que pelo menos dois livros importantes acabam de ser publicados sobre o tema, existe um filme em andamento e são várias as matérias de jornal abordando o assunto. Isso se justifica, em parte, pelo fato incontroverso de que o cangaço foi um fenômeno brasileiro por excelência, com características próprias, sem similar na história ou no mundo, o que talvez explique a razão de tal interesse, inclusive de investigadores estrangeiros de várias áreas. E falando em cangaço, uma figura emerge da história e se alteia sobre as demais, qual seja Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, cognominado o Rei do Cangaço. Tido como modelo da coragem, inteligência e liderança do homem sertanejo, enfrentou por quase duas décadas a vida errante de bandoleiro, à frente de seus homens, desafiando a perseguição das volantes de sete estados nordestinos e só foi eliminado graças a uma traição, enquanto dormia, no interior da chamada Grota do Angico, em Sergipe.

Acrílico, de J. Batista

Homem duro, implacável com os inimigos, ninguém jamais se atreveria a colocar em dúvida sua hombridade e nunca pairou a menor sombra a respeito de sua condição de homem-macho. Mas eis que de repente, quando menos se esperava, e, ao que parece, inspirado pelo antropólogo Luís Mott, surge o livro “Lampião, o Mata Sete”, de autoria do magistrado aposentado Pedro de Morais, onde o autor sustenta que Lampião foi afeminado desde mocinho e teria sido homossexual, além de manter uma “ménage a trois” com Maria Bonita, sua mulher, e Luís Pedro, integrante de seu grupo, em plena caatinga. Não bastasse isso, sustenta que Maria Bonita manteve relações com outros homens na vigência do casamento. As teses do autor se baseiam em indícios e informações que, segundo ele, comprovariam os fatos, ainda que contrariando a imensa bibliografia sobre o assunto, a opinião dos estudiosos e o testemunho de incontáveis pessoas em diversas épocas. O livro vem provocando verdadeiro terremoto, uma vez que, na opinião geral, Lampião pode ter sido tudo, ou quase tudo, exceto um homossexual.


A reação não tardou e começaram a surgir manifestações em contrário, avultando entre elas o livro-contestação “Lampião contra o Mata Sete”, de autoria de Archimedes Marques (Info Graphics Gráfica e Editora – Aracaju – 2012). Estudioso do assunto de muito tempo, leitor aficionado da bibliografia existente e com pesquisas realizadas in loco, o autor se debruçou sobre a obra de Pedro de Morais, examinando-a capítulo a capítulo, página a página, parágrafo a parágrafo em cotejo com as opiniões de numerosos outros autores para concluir que as teses nele defendidas são improcedentes e não encontram qualquer amparo em provas, mesmo indiciárias, tudo não passando de verdadeira ficção. Para tanto, buscou subsídios em numerosos autores de várias épocas, desde aqueles que foram contemporâneos de Lampião até os mais modernos, sem esquecer os ensaístas consagrados cujas obras constituem referências. Numa espécie de operação desmonte, tudo foi submetendo a uma análise crítica implacável, muitas vezes contundente, rebatendo as afirmações com cerrada argumentação. Ao longo de 550 páginas densas e pensadas, esmiuçou a obra em questão de tal forma a não deixar pedra sobre pedra, recolocando tudo nos devidos lugares e devolvendo a Lampião a masculinidade que jamais lhe fora negada.

Embora não seja especialista no assunto, tenho lido bastante sobre o cangaço e Lampião e até escrito a respeito. Nessas leituras nunca deparei com qualquer insinuação sobre a homossexualidade do chamado Rei do Cangaço, suas relações com outros homens ou a triangulação com  Maria Bonita e o cangaceiro Luís Pedro. Em livro recente, denominado “De olho em Lampião: violência e esperteza”, de autoria de Isabel Lustosa, pesquisadora titular da Fundação Casa de Rui Barbosa, não encontrei qualquer referência ao assunto. Como se trata de obra visivelmente contrária ao cangaceiro, não creio que silenciasse sobre o fato caso houvesse sustentação para tanto. Também na obra “Lampião – Entre a espada e a lei”, de autoria do magistrado potiguar Sérgio Augusto de Souza Dantas, trabalho criterioso e exaustivo sobre a vida e os feitos de Lampião, nada encontrei a respeito. Como não seria possível esconder essa pretensa homossexualidade de todos e por tão dilatado espaço de tempo, ainda mais em se tratando de personagem histórico tão estudado, acredito que tudo não vai além do terreno da mera suposição.

A par do debate sobre o tema em todas suas minúcias, o autor Archimedes Marques fornece inúmeras informações a respeito de Lampião, seu grupo, o cangaço em geral e o meio sócio-econômico onde se desenvolveu. Apenas esse conjunto de elementos paralelos já faria do livro “Lampião contra o Mata Sete” uma grande obra.

Enéas Athanázio; Contista, crítico, biógrafo com extensa bibliografia, é um dos escritores mais publicados e conhecidos de Santa Catarina. Reside em Balneário Camboriú e é dos fundadores de Literatura – Revista do Escritor Brasileiro, na qual tem colaborado assiduamente.






Tu já tem o teu?

Por: Ivanildo Silveira

Lampião As mulheres e o Cangaço de Antonio Amaury.


Nos últimos anos, é grande a produção literária sobre o ciclo do cangaço. Alguns, classificamos como medíocres, outros como indispensáveis, que procuram retratar a verdadeira história do cangaço e de seus personagens... É  o caso desse livro...


O Dr. Antônio Amaury, maior pesquisador  do cangaço no Brasil, com mais de 60 anos de estudos sobre o tema, e autor de mais de 10 obras e   de dezenas de artigos publicados em jornais/revistas, além de prestar consultoria em filmes, etc.. nos brinda com a  reedição de uma de suas principais obras.

Um abraço e, parabéns ao mestre por mais essa obra reeditada...Sucesso..!!

Ivanildo Alves da Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e Cariri -Cangaço

Quem já leu, recomenda!


Pessoal, pra quem não conhece a obra eu a indico de olhos fechados ...Um dos melhores livros que já li sobre o tema. Eu já pedi a minha nova edição...(tenho a 1ª e consegui a muito custo, porém a obra já está bastante deteriorada pelo tempo... Mais uma vez, vos digo, vale a pena!!!

Grande abraço ; ) Felipe Passos, Macaé, RJ.
 
Serviço 

Livro Lampião: as Mulheres e o Cangaço, de Antônio Amaury Corrêa de Araújo, 2ª Edição, 2012 Editora Traço - 400 Páginas.  Preço R$ 50,00 (Cinquenta reais) "Com frete incluso".  Adquira com o próprio autor pelo email: aamaurycangaceiro@gmail.com ou fones: (11) 2979 7757/ 2979 24824.


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O respeitado Lampião


Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.

domingo, 2 de setembro de 2012

João Bezerra

Volante alagoana posando ao lado dos corpos
dos cangaceiros mortos

Durante vinte anos, foram várias as investidas realizadas pelas polícias de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará sem êxito, até o dia 28 de Julho do ano de 1938, quando uma volante composta por 49 homens, comandado pelo Tenente PM João Bezerra da Silva, na época, delegado e morador do município de Piranhas/AL, auxiliado pelo Aspirante a oficial PM Francisco Ferreira de Melo e o Sargento Aniceto Rodrigues e mais quarenta e seis homens que faziam parte de um contingente de verdadeiros heróis, entre eles: Cabo Bertoldo, Cabo Juvêncio (irmão do afamado rastejador Gervásio da volante de Zé Rufino), Soldado Elias Marques Alencar (último membro da Volante a falecer), Soldado Panta de Godoy (matador de Maria Bonita), Soldado Zé Gomes, Soldado Noratinho, Soldado Abdon, e o destemido Soldado Manoel Marques da Silva (matador do cangaceiro Luis Pedro) famosamente conhecido pelas alcunhas de Mané Véio e Antonio Jacó. Todos munidos de fuzis e metralhadoras conseguiram acabar de vez com Lampião e seu bando.

Tenente João Bezerra à esquerda, Aspirante Ferreira de Melo ao centro e Sargento Aniceto Rodrigues à direita

Obs.: Os três militares acima após Angico foram promovidos ao próximo posto e graduação, como forma de reconhecimento pelo grandioso feito. João Bezerra da Silva: De 1º Tenente a Capitão, Francisco Ferreira de Melo: De Aspirante a Oficial à 1º Tenente e Aniceto Rodrigues dos Santos: De 3º Sargento a Aspirante a Oficial, conforme Boletim Regimental nº 179, de 12/08/1938.

Soldado Manoel Marques da Silva conhecido como Mané Véio e Antonio Jacó
(matador do cangaceiro Luis Pedro)

Após dias no encalço e com informações detalhadas sobre a localização dos cangaceiros, colhidas quando o sargento Aniceto Rodrigues recebeu a informação do coiteiro Joca Bernardo e de um cidadão chamado Pedro Cândido, sobre a presença de Lampião na fazenda Angico, imediatamente telegrafa ao seu superior imediato, o Tenente João Bezerra, transmitindo a mensagem de forma ‘cifrada’, a fim de não levantar qualquer suspeita. Naquele fim de manhã, o oficial estaria com sua tropa estacionada em Pedra (hoje Delmiro Gouveia, alto sertão de Alagoas), descansando de uma ‘batida’ policial realizada em possíveis esconderijos de cangaceiros na região de Mata Grande. 

Mantido o contato com o seu comandante, o sargento requisita um caminhão e parte de imediato até um local predeterminado por Bezerra, o sítio Riacho Seco, fincado entre a cidade de Piranhas e a antiga Vila de Pedra, onde de lá saíram em duas canoas com destino à grota de angicos, no outro lado do Rio São Francisco, no antigo distrito de Porto da Folha, hoje município de Poço Redondo, Estado de Sergipe, à cerca de 15 Km de Piranhas.

A Volante da PMAL fez então o cerco e, durante às quatro horas daquela madrugada de quinta-feira, começa a batalha que põe fim à vida de Lampião, sua companheira Maria Bonita e mais nove cangaceiros, deixando ainda o militar Adrião Pedro de Souza morto e o Tenente João Bezerra ferido com um tiro que transfixou a mão e um outro na coxa, que ficou alojada no seu quadril. 

Após o combate, que durou cerca de 20 minutos, como de costume na época, para provarem o grandioso feito, os cangaceiros tiveram suas cabeças decepadas, salgadas e colocadas em latas de querosene, contendo aguardente e cal para conservá-las, para que pudessem ser expostas em várias cidades de Alagoas; sendo levadas em seguida para Salvador/BA e de lá para o Rio de Janeiro, de onde retornou à capital baiana para a realização de estudos científicos, e onde permaneceram no Museu Antropológico do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues por mais de trinta anos, até que seus sepultamentos fossem autorizados pelo governo.

Os corpos mutilados e ensanguentados foram deixados a céu aberto, atraindo urubus, para evitar a disseminação de doenças. Dias depois foi colocada creolina sobre os corpos.

Tenente João Bezerra à esquerda, Aspirante Ferreira de Melo ao centro
e Sargento Aniceto Rodrigues à direita

O enterro dos restos mortais dos cangaceiros (cabeças) só ocorreu depois do Projeto de Lei nº 2.867, de 24 de maio de 1965. Tal projeto teve origem nos meios universitários de Brasília (em particular, nas conferências do poeta Euclides Formiga), após o reforço das pressões de suas famílias e da igreja. As cabeças de Lampião e Maria Bonita foram sepultadas no dia 6 de fevereiro de 1969.

Em 22 de dezembro de 1939, João Bezerra recebeu do interventor federal em Alagoas, um prêmio instituído referente à coluna que extinguiu “Lampião”, assim distribuído: pelo estado de Alagoas – 5:000$000 (Cinco contos de réis), pelo estado da Bahia – 20:000$000 (Vinte contos de réis), somando ao todo 25:000$000 (Vinte e cinco contos de réis). Conforme Boletim nº 289, da Polícia Militar de Alagoas.

Após a morte de Lampião, o cangaceiro Corisco, que era natural de Água Branca/AL, assumiu o posto de vingador, mesmo não sabendo quem realmente havia informado a localização do bando. A vingança caiu sobre o vaqueiro Domingos Ventura (avô da esposa de João Bezerra) que foi assassinado pelo "Diabo Louro" com outras duas mulheres, que também foram decapitadas e suas cabeças enviadas em um saco para o comandante da Volante.

Mais ou menos trinta dias depois do massacre de Angicos, a maioria dos cangaceiros remanescentes de outros bandos já haviam se rendido ou sido capturados, permanecendo na ativa apenas os grupos de Labareda e de Corisco, mas sem realizarem grandes ações, sendo este último morto em 25 de maio de 1940, fechando então o ciclo do cangaço no Nordeste.

http://www.terceirobpm.com.br/p/ten-joao-bezerra.html 

sábado, 1 de setembro de 2012

Prenúncio de Uma Guerra Anunciada, Nasce Sinhô Pereira

Por: Manoel Severo

Sem dúvidas é imperioso antes mesmo de continuarmos o estimulante esforço em contar um pouco da história de Virgulino e sua saga cangaceira, procurarmos contextualizar o ambiente no qual ele nasceu, as oligarquias dominantes da região e suas implicações no destino do filho de Zé Ferreira; aqui abriremos um parêntese para falarmos da histórica disputa entre os Pereiras e os Carvalho.

 
Serra Talhada, antiga Vila Bela

Conta-se que tudo começou, ainda em 1838, quando vivíamos a época do império; um representante do Partido Liberal, membro da família Carvalho, Francisco Aves de Carvalho foi acusado de mandante do assassinato do Coronel Joaquim Nunes Magalhães, do Partido Conservador, ligado à família Pereira. Ali começaria a guerra que seria nos idos de 1910 até 1922 pano de fundo para o surgimento deste que seria conhecido por Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira. 


Dentre as tantas “pelejas” entre as duas ilustres famílias, nos deteremos ao dia 15 de outubro de 1907 quando foi morto a tiros, o coronel Manoel Pereira da Silva Jacobina; o “Padre” Pereira, um ex-seminarista, daí o apelido, filho do barão do Pajeú, patriarca do Clã dos Pereira, esposo de Dona Chiquinha e pai de Luiz Padre; Padre Pereira era irmão de outro Manoel Pereira, esse, pai do jovem Né Pereira, mais conhecido por Né Dadu e do menino Sebastião, futuro Sinhô Pereira.

Sinhô Pereira - Ex-chefe de Lampião

O assassinato de Padre Pereira a mando de João Nogueira, da família Carvalho, teve como motivo a disputa pela partilha de bens de sua própria esposa, uma Pereira, Dona Benuta, que era sobrinha do referido coronel, o que deveria vir a ser um elo para a pacificação das duas famílias acabou sendo a origem da fase mais sangrenta da luta entre os dois lados.Padre Pereira, assumiu o comando da família após a morte de seu pai, o Barão do Pajeú, era tido como um homem de paz, caridoso, que sempre estava fazendo o bem aos sertanejos do Vale do Pajeú. Por sua condição social, e seu caráter de liderança e conciliação, tinha a casa sempre cheia de amigos e agregados, por ser uma figura extremamente querida no seio da região, teria sido escolhido para ser morto pelo Clã adversário.

Dona Chiquinha a viúva, incutia no seio da família o desejo incontrolável da vingança e o ódio foi sedimentando ainda mais o coração dos membros do clã Pereira, principalmente a partir de seu filho único, 

Sinhô Pereira e Luiz Padre - em pé

Luiz Padre, na época com 16 anos. Ainda no mesmo mês de outubro, seu sobrinho, Né Dadu, cunhado de João Nogueira, matava dois membros da família: Joaquim, irmão de Nogueira e um primo deste. Ato seguido João Nogueira emboscava o cunhado com cerca de 20 homens em sua propriedade na Serra Vermelha, o fato é que também João Nogueira acabou sendo morto e a sanha de Né Dadu e seu grupo não parou por ai, ainda sob as ordens de D. Chiquinha mataram outro membro da família Carvalho, Eustáquio Carvalho, proprietário da fazenda Catolé, fato que trouxe ainda mais combustível para a ferrenha luta.

Zé Saturnino; ligado ao Carvalho; foi o primeiro inimigo de Virgulino

Em março de 1908 eclodia a resposta dos Carvalho que sob o comando de seu patriarca Coronel Antônio Alves do Exu ataca a vila de São Francisco, berço dos Pereira, à frente de mais de 300 cabras e jagunços. A defesa dos Pereira fica novamente a cargo de Né Dadu e pouco mais de 25 homens.

O combate teria tido outro desenrolar se não fosse a chegada para ajudar os Pereiras de Manuel Pereira Lins, o Né da Carnaúba com cerca de 70 homens e do Coronel Antônio Pereira com mais de 60 cabras, que acabou com a fuga dos Carvalhos liderados pelo Coronel Antônio do Exu.

Naquela época os dois clãs dominavam a política do Vale do Pajeú, de um lado os Carvalho sob a liderança do Coronel Antônio Alves do Exu e seus familiares e agregados. De sua fazenda Barra do Exu, comandava vários outros coronéis de barranco, distribuídos em várias fazendas das redondezas de Vila Bela e outros municípios, com destaque para a fazenda Umburanas de Sindário e seus irmãos Antonio e José. Já os Pereira tinham em Manuel Pereira Lins, da fazenda Carnaúba seu líder maior, o Né da Carnaúba, que sucedia o Coronel Antônio Pereira, forçado a fugir para o Ceará em função de perseguições políticas.

O ano é 1915 quando vamos reencontrar Né Dadu, retornando de Triunfo após ser absolvido de crime de morte de João Jovino. Naqueles dias uma volante se formava para capturar um dos maiores desafetos da família Carvalho. Sob o comando do Tenente Teófanes Ferraz Torres e contando ainda com os Carvalho: Antonio e José da Umburana e João Lucas das Piranhas, atacam São Francisco , mas não encontram Né Dadu, espancando fortemente uma negra de nome Antonia Verônica, governanta do lugar, conhecida por “Mãe Preta” e prendem o mais novo dos filhos de D. Constança, irmão de Né Dadu: Sebastião Pereira, então com 16 anos.A represália dos Pereira veio logo em seguida, quando é morto José da Umburana em emboscada de Vicente de Marina, o morticínio continua, desta feita mais um Pereira tomba, Né Dadu morre em 16 de Outubro de 1916, vítima de covarde traição de um ex-cabra dos Carvalho, Zé Rodrigues, Zé Grande ou simplesmente “Zé Palmeira” que o matou com seu próprio rifle no lugar Poço do Amolar, na fazenda Serrinha.

A morte do irmão empurrou definitivamente o mais jovem da família para o mundo do crime, nascia ali aquele que seria o mais valente de todos os cangaceiros, segundo o próprio Virgulino Ferreira: Sebastião Pereira, vulgo Sinhô Pereira.Partindo na sanha da formação de seu grupo, Sebastião Pereira partiu em busca do Coronel Zé Inácio, do Barro, conhecido coiteiro e protetor de bandidos, dali saiu com um grupo de 20 cabras, tendo como seu lugar tenente seu primo, Luiz Padre, rumo a Vila Bela, no Vale do Pajeú.

Invadindo São Francisco, depredou e queimou a loja de Antonio da Umburana e tomou a pequena vila, partindo dali para as fazendas dos Carvalho, Umburanas e Piranhas, depredando, queimando, matando animais, destruindo cercas, arrasando tudo. Os Carvalhos diante de tanta fúria se retiraram para a cidade, finalizando assim a primeira grande investida do grande cangaceiro.

Virgulino e Antônio Ferreira, pertencentes ao Bando de Sinhô Pereira

Sobre a eterna peleja entre os clãs vamos ter o episódio da invasão à fazenda Piranhas, narrado por inquérito na própria delegacia de Vila Bela, como segue: “... no dia 1º corrente apresentaram-se voluntariamente a prizão os indivíduos José Alves de Barros e José de tal conhecido por José Caboclo e Francisco Alves de Barros, Cincinato Nunes de Barros, Antonio Carvalho de Barros, conhecido por Antonio da Umburana, Antonio Alves Frazão, José André, Feliciano de tal, João Ferreira, Francisco Porphirio, Antonio Teixeira, Antonio Pedro da Costa Neto, Antonio Pequeno, José Flor e João Tapia todos denunciados neste município como incursos no artigo 294 por terem morto ao cangaceiro Paixão na ocasião em que os mesmos se defendiam do ataque feito a fazenda Piranhas pelo grupo chefiado por Sebastião Pereira e Luiz Padre dos qual fazia parte o referido Paixão (Informe ao Chefe de Polícia pelo delegado de Vila Bela, 5/9/17).

Algum tempo depois Sebastião Pereira mataria o assassino de seu irmão Né Dadu, o indivíduo Palmeira, na localidade de Viçosa em Alagoas, tendo Luiz Padre sangrado o matador de seu pai Padre Pereira, Luis de França, em São João do Barro Vermelho. Em outra oportunidade na localidade de Queixada, sob a proteção do Coronel Pedro da Luz, acabou encontrando Antonio da Umburana que foi sangrado e morto, assim se configurava a vingança dos primos, Sebastião e Luis Padre.

Manoel Severo

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Hoje na História de Mossoró - 01 de Setembro de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 01 de setembro de 1701 era concedida ao Convento do Carmo, de Olinda/PE, sesmarias de terras no rio Upaneminha. Dava-se ai o início da povoação do que seria o município de Mossoró.

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As trincheiras de Rodolfo, em 1927: V - Miguel Faustino do Monte & Cia.


A Imagem 01, de autor desconhecido, mostra o conjunto arquitetônico que sediou a firma Miguel Faustino do Monte & Cia, Mossoró-RN, em 1915, a qual serviu como a quinta trincheira de defesa da cidade contra o ataque de 


Lampião, (1900-1938), em 13/06/1927. Esta firma estava situada à Praça dos Fernandes, que o autor informa, em 1978, ser a atual Praça Getúlio Vargas, nº 6.

Raul Fernandes, na obra referenciada, assim descreve esta trincheira: "Miguel Faustino, o dono da firma, adquiriu uma dúzia de rifles, e no dia  12 de junho, armou dez funcionários e dois trabalhadores, cabendo dez balas a cada um. Ficaram de vígilia, nos armazéns e, no escritório, os funcionários Antônio Coelho, Francisco Matos Rolim, Joaquim Gregório da Silva, José Domício do Couto, José Soares de Góis, José Alencar, João Abel, Miguel Menezes, Moacir Monte e Raimundo Ramalho. À noite, Vicente Sabóia e Raimundo Leão visitaram esta trincheira. No dia seguinte, o diretor da firma Antônio Teodoro Soares e a maioria dos funcionários deixaram a cidade com suas famílias. Na hora do assalto, a trincheira estava praticamente abandonada, sem comando, entregue a meia dúzia de trabalhadores. (..) Durante a noite, um trabalhador ficou de vigia em cima da caixa d"água, atrás do escritório da firma, imitando o canto do galo, avisaria da aproximação dos cangaceiros. Ganhou a alcunha de Zé do Galo, para o resto da vida."

Próxima trincheira a ser postada: VI

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos. Télescope.Fontes: FERNANDES, Raul. ( 09-09-1908-1998). A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró. 7a. edição, Coleção Mossoroense, Volume 1550,  Fundação Vingt-un Rosado, outubro de 2009; Índice das Matérias Publicadas em Memória Fotográfica



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Hoje na História de Mossoró - 31 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 31 de agosto de 1875 o Decreto n. 5881, oriundo do Gabinete do Visconde do Rio Branco, aprovando o regulamento do recrutamento para o Exercito e Armada, teve repercussão desfavorável na Província do Rio Grande do Norte, onde várias comunidades se levantaram em sinal de protesto.

Ninguém desejava que seus filhos fossem apanhados para o serviço militar, notadamente quando era sabido das intenções dos chefes políticos dominantes em darem sua preferência a filhos de adversários, como no caso em tela aconteceu nesta cidade. Assim é que, mirando em acontecimento idêntico desenrolado em municípios desta Província, as mulheres mossoroenses promoveram uma manifestação e conseqüente passeata pelas ruas da cidade, rasgando os editais afixados, na Igreja, indo à redação do jornal O MOSSOROENSE, destruindo cópias dos mesmos que ali estavam para ser publicados. Partiram daí para a Praça da Liberdade e se engalfinharam com um grupo de soldados da Força Pública, mandados para dominar a rebelião. Houve luta ente mulheres e soldados, saindo algumas feridas, não mais se agravando a situação, graças à interferência de outras pessoas.

O Juiz de Direito, Dr. João Antônio Rodrigues comunicou o fato ao Presidente da Província, Bacharel João Bernardo Galvão Alcanforado Júnior, que mandou instaurar inquérito contra as promotoras do Motim das Mulheres, cuja peça processual desapareceu do arquivo do Departamento da Segurança Pública. Estavam envolvidas no movimento das Evas mossoroenses, cujo número de participantes se elevava a 300, Ana Floriano, mãe do jornalista Jeremias da Rocha Nogueira, Maria Filgueira, esposa do Cap. Antônio Secundes Filgueira e Joaquina Maria de Góis, genitora do historiador Francisco Fausto de Souza.

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Jornalista Geraldo Maia do Nascimento 
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Memorial Padre Cícero com a Festa da Avant Premier do "Sedição de Juazeiro".

Jonas Luis da Silva de Icapuí, entre os confrades GECC - Cariri Cangaço: Sousa Neto e Pedro Luiz, em noite de Avant Premier em Juazeiro

Juazeiro do Norte recebeu na noite de ontem a Avant Premiere do "Sedição de Juazeiro" , uma produção da FGF Tv sob o comando de Jonas Luis da Silva de Icapuí, co-produção da Laser Vídeo de nosso amigo Aderbal Nogueira e Direção do grande Daniel Abreu. O Memorial Padre Cícero recebeu grande público à convite da FGF Tv, Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, APEC, Coelce e Prefeitura de Juazeiro do Norte para acompanhar a mais completa obra cinematografica sobre um dos mais importantes episódios da história de nosso Ceará e de nosso nordeste.

Co-produtor Aderbal Nogueira, Memorialista Huberto Cabral e Jonas Luis, em Crato, por ocasião das filmagens do "Sedição".

Diretor do Filme, Daniel Abreu e Manoel Severo, por ocasião das filmagens do "Sedição" na cidade de Missão Velha.

Sedição...além fronteiras,
por: Jonas Luis da Silva de Icapuí

"Mesmo com agenda cheia, o meu amigo Bill Clinton deu uma passadinha aqui em casa para me cumprimentar pela SEDIÇÃO DE JUAZEIRO, que nesta quinta foi exibida em AVANT-PREMIRERE no Memorial Padre Cícero em Juazeiro as 19 horas em Juazeiro do Norte. Clinton viu e gostou. Falta só você..." Jonasluis DA SILVA, de Icapui


O polêmico caudilho, médico baiano depois deputado federal por Juazeiro e braço armado de Padre Cícero, Floro Bartolomeu e o Santo de Juazeiro, personagens principais desta verdadeira Saga que foi o episódio da "Sedição de Juazeiro", épico que marcou o embate entre a "força romeira" dos seguidores de Padre Cícero contra o governo estadual de Franco Rabelo; do Ceará, em 1914. A guerra de 14 marcou para sempre a força  de Padre Cícero e sua forte influencia na politica nordestina do inicio do século passado.

O incomparavel Ary Sherlock, em dois momentos: Como o Santo Padre em "Sedição" e na noite de ontem no Memorial Padre Cícero por ocasião da Avant Premier.


Do site Miséria...

"Mais um filme sobre Juazeiro do Norte e o Padre Cícero, cujas histórias se confundem, foi lançado na noite desta quinta-feira no auditório do Memorial Padre Cícero. “Sedição de Juazeiro” tem duração de 140 minutos e é dirigido por Daniel Abreu com roteiro de Jonas Luís da Silva e produção de Jeanne Feijão. O ato reuniu autoridades, profissionais liberais, historiadores e acadêmicos e se inseriu na programação do Encontro de Culturas do Cariri que termina nesta sexta-feira.

Jonas Luis da Silva de Icapuí, apresentando o Sedição...

Esse evento é promovido pelo Ministério da Cultura e reúne, desde ontem, 32 municípios da região com o objetivo de fortalecer políticas culturais e discutir a adoção do Sistema Municipal de Cultura, que prevê o gasto de parte da arrecadação na área cultural. Quanto ao filme, o elenco conta com atores como Ary Sherlok (Padre Cícero), Magno Carvalho (Floro Bartolomeu), Fernando Cattony e outros cerca de 200 atores, entre coadjuvantes e figurantes.

Ary Sherlock e a platéia que lotou o Memorial na noite de ontem 

Na época, o Padre Cícero se tornou um grande líder político na região do Cariri e a cidade que o mesmo fundou ficou poderosa. O filme já foi lançado em Fortaleza, no último dia 22, tendo como lugar um dos auditórios da Assembléia Legislativa do Ceará. Ele detalha sobre o movimento sedicioso quando as tropas do governador Franco Rabelo enviadas da capital, foram derrotadas em Juazeiro. Nisso, as lideranças locais foram lá e o depuseram do cargo."

Fonte - http://www.miseria.com.br

Relembrando o Cariri Cangaço 2011...


"A manhã do terceiro dia do Cariri Cangaço 2011; dia 22 de setembro; seria um dia inesquecível. A Meca nordestina de Juazeiro do Norte, sob as bençãos da Mãe das Dores e do Padre Cícero recebeu no SESC Juazeiro, o grande lançamento do primeiro capítulo da Minisérie "Sedição de Juazeiro", uma produção da FGF Tv e Laser Vídeo.

"Sem dúvidas um momento inesquecível, por toda a beleza plástica do lugar e da solenidade de lançamento, pela qualidade do debate e pela maravilhosa oportunidade de conhecermos em primeira mão esse grande lançamento, sem dúvidas o mais esperado do ano", ressalta a Secretária de Cultura de Crato, Danielle Esmeraldo. Para Ângelo Osmiro, presidente do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, "O filme é simplesmente sensacional, e hoje o Cariri Cangaço, disse a que veio, promovendo um evento sem igual no lançamento da Minisérie".

Manoel Severo comandou o debate sobre o "Sedição" no SESC de Juazeiro, que contou as presenças de Jonas Luis da Silva de Icapuí, Renato Casimiro, Daniel Walker, Renato Dantas, Aderbal Nogueira e Capitão Marins.

"Olhem, participar do lançamento de um filme simplemente lindo e de uma riqueza e fidelidade históricas impressionantes; desse debate, ouvindo essa Mesa sobre a Sedição de Juazeiro, foi um grande presente, nunca havia tido um momento como esse, e agradecemos ao Jonas, ao Renato Casimiro, ao Daniel Walker, ao Aderbal, ao Renato Dantas e principlamente a Severo, por esse dia que ficará em nossa memória para sempre" confirma a universitária Paula Monteiro, de Juazeiro do Norte.

Conheça um pouco mais da "Sedição"...

 

A Revolta ou Sedição de Juazeiro foi um confronto ocorrido em 1914 entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX. Ocorreu no sertão do  cariri, interior do Ceará, mas precisamente na cidade de Juazeiro do Norte e centralizou-se em torno da liderança de Floro Bartolomeu e o padre Cícero Romão Batista.

O conflito consolidou a figura de Padre Cícero; já  a maior liderança religiosa do nordeste; com uma das maiores  lideranças politicas do inicio do século; confirmando o "santo" do Juazeiro como eminencia parda da política cearense por mais de uma década.

Manoel Severo
Cariri Cangaço

O canto do Acauã


Das memórias do Cel. Manoel de Souza Ferraz (Coronel Manuel Flor)-
A luta das Forças Volantes contra os cangaceiros

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Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Hoje na História de Mossoró - 30 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 30 de agosto de 1941 era criado pela Lei n. 109, do Governo do Estado, o 3ª Cartório Judiciário da Comarca de Mossoró, sendo nomeado titular o acadêmico Nelson Deodato Fernandes de Negreiros.


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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:


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Crônicas e poesias dos escritores: 

Rangel Alves da Costa e 
Clerisvaldo B. Chagas

Juazeiro recebe depois 100 anos, a Sedição !!!


Em grande estilo o município de Juazeiro do Norte e toda a região do Cariri recebem nesta quinta-feira, logo mais as 19 horas, no auditório do Memorial Padre Cícero, a Avant Premier da mais esperada produção da televisão cearense: "A Sedição de Juazeiro".

À frente Jonas Luis da Silva de Icapuí e a produção da FGF TV conta ainda com o apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, APEC e COELCE.


Avant-Premiere Sedição de Juazeiro
Hoje, dia 30 de Agosto - 19 horas
Memorial Padre Cícero
Juazeiro do Norte-Ceará

Cariri Cangaço
http://cariricangaco.blogspot.com

Em: "Lampião de A a Z"

Por: Paulo Medeiros Gastão
Manoel Severo, Aderbal Nogueira, Paulo Gastão e Antônio Vilela

Lampião Dançarino

Nos bailes que promovia, dançava com as moças da localidade sendo disputado, por ser considerado "pé de ouro".


Sempre que possível o sanfoneiro arrastava o fole a noite inteira ou esperava que o chefe mandasse parar. Existem relatos que em muitas oportunidades mandava todo o povo tirar as roupas e dançavam nus, no chão de terra batida.
Lampião estrategista

É considerado um dos maiores estrategistas nascidos no Brasil. Sua conduta em guerrear é analisada por estudiosos entendidos no assunto. Muitas vezes se colocava de cócoras, riscando no chão, o traçado do próximo ataque à polícia. Os cabras de sua inteira confiança ocupavam a vanguarda, meio e retaguarda. Em pleno tiroteio estudava a melhor forma de o grupo bater em retirada. Na qualidade de militar, teria sido o vilabelense, um grande estrategista?

Lampião Exigente

Bebia cachaça, conhaque, vinho, cerveja, porém, em muitas oportunidades tornava-se exigente e só consumia whisky de marca White House (Cavalo Branco). Bom cigarros e perfumes oriundos da França. Para não morrer envenenado, exigia que um companheiro tomasse a bebida antes dele e usava uma colher de prata para detectar a presença de algum veneno. 

Lampião Hábil


No uso das mãos para costurar, fazer partos, manejar armas de fogo, planejar ataques ou fugas em plena caatinga.

Lampião Importante

O filho do Pajeú considerava-se um homem importante, senão vejamos as fotos que fazem parte da história da sua vida, que expressam a realidade. 


Para ele mencionar determinados nomes, que ocupavam posição relevante em determinadas localidades, o projetava como homem importante, junto aos grupos de cangaceiros, como também frente aos coiteiros e administradores.

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Extraído do livro: "Lampião de A a Z"
Páginas: 32, 38, 39, 45 e 46
Autor: Paulo Medeiros Gastão
Ano de publicação: 2011

http://blogdomendesemendes.blogspot.com