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sábado, 8 de setembro de 2012

Para quem não o leu ainda - Os 70 anos da morte de Lampião

Por: Alcino Alves Costa
Juliana Ischiara e Alcino Alves Costa

No alvorecer daquela quinta-feira, do dia 28 de julho de 1938, naquele socavão ressequido e árido do Riacho do Angico, então jurisdição do território de Porto da Folha, e hoje após o desmembramento de suas terras em 23 de novembro de 1953, pertencendo ao município de Poço Redondo, foi morto pelas armas do 


tenente João Bezerra da Silva e sua volante, um dos maiores personagens da história nordestina e brasileira, o famoso Virgulino Ferreira da Silva, celebrizado com o nome fantástico de Lampião, ainda a sua amada companheira Maria Bonita e mais nove de seus parceiros de desdita.
               

Lá se vão 70 anos daquele fabuloso acontecimento. Num Brasil que se carrega a cultura de não se preservar a História causa admiração à chama viva e ardente que teimosamente não para de arder no sentimento do povo brasileiro que entra ano e sai ano e a saga do rei dos cangaceiros é pesquisada, esmiuçada e continua a ser escrita e comentada em verso e prosa por todo Brasil e além fronteira. 

É deveras motivo de admiração à magia desse caipira das barrancas do Riacho São Domingos, nas terras da antiga Vila Bela, hoje Serra Talhada, que com uma força portentosa continua a dominar e enfeitiçar todos os segmentos sociais e culturais de nossa nação.

O seu poder de persuasão chega às raias do inacreditável. O seu domínio sobre seus semelhantes foi e é imenso e envolvente. E assim, Lampião coloca sobre os que procuram enfadonhamente pesquisá-lo um campo recheado de intransitáveis e misteriosos labirintos que deixa todos zanzando pra lá e pra cá sem alcançar a verdade do que aconteceu em Angico.

 
Aqui foi onde Lampião, Maria Bonita e mais nove integrantes de seu bando foram executados e decapitados.

Em meu livro “Lampião Além da Versão”, no subtítulo “Mentiras e mistérios de Angico”, eu discorro sobre o medonho mistério que o titã da Passagem das Pedras espalhou naquela grota do riacho, e ainda, as descomunais mentiras que as mais diversas testemunhas – coiteiro, soldado, cangaceiro – fizeram chegar até as páginas dos incalculáveis livros que tem como finalidade registrar a epopéia cangaceira e em especial a chacina de Angico. 

 
Jornalista Jacques Cerqueira, e o Diretor do Foro, Juiz Federal Danilo               

Os exemplos são muitos. Jaques Cerqueira, subeditor do Viver do Jornal Diário de Pernambuco, é o autor de um artigo intitulado “A outra morte de Lampião”, que saiu no jornal Página Certa, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, afirmando com convicção de que Lampião não morreu em Angico, e sim em setembro de 1981. No livro “Lampião e Zé Saturnino – 16 anos de luta”, de autoria de José Alves Sobrinho, que era sobrinho em segundo grau de José Saturnino, o inimigo número 1 de Lampião, este respeitável senhor atesta com convicção que Lampião não morreu em Angico, e sim aos 83 anos de idade, na fazenda Ouro Preto, em Tocantinópolis, Goiás. 
               
José Alves ainda afirma: “O Capitão Virgulino tinha o olho esquerdo com pálpebra arriada, e não o olho direito fechado como o da cabeça decepada pela Polícia e mostrada no Museu”.
                                                               
Quase sempre, é certo, aparecem livros que se enveredam pelas versões e mistérios que estão fincados na Grota de Angico. Existe um boato de que ainda neste ano de 2008 serão lançados dois livros que com fundamentos poderosos desejam provar que Lampião não morreu em Angico.

Tenho certeza absoluta de que tudo que se registrou sobre o cerco e o combate de Angico não passa de uma grotesca e quase que ingênua mentira. Aliás, as mais variadas mentiras que não se deve dar por elas nenhum crédito. Todavia, mesmo acreditando que tudo pode ter acontecido naquele histórico riacho, jamais eu me arriscaria em afirmar que Lampião não morreu naquele célebre combate com as “forças” alagoanas. No entanto, o que é deveras muito estranho é a maioria dos historiadores e estudiosos do cangaço não querer nem ouvir falar no que possa ter acontecido de real e verdadeiro em Angico e que venha contrariar a versão oficial mesmo que ela comprovadamente tenha sido edificada em cima de depoimentos absolutamente mentirosos.

Todos sabem, e isto não é nenhuma novidade, que os testemunhos dos que participaram de corpo presente, inclusive João Bezerra, do dia final de Lampião, são absurdamente falsos e mentirosos.

Não consigo compreender qual a razão de muitos ainda continuar a dar crédito aos depoimentos que estão registrados sobre o dia final de Lampião e do cangaço quando os mesmos não oferecem nenhuma sustentação que se possa alcançar a mais simples fundamentação. 
              
Lampião morreu em Angico? Acredito que sim. Mas, me pergunto: por que os estudiosos, os historiadores, os pesquisadores, enfim a sociedade brasileira, não aceita sob hipótese alguma desfazer as terríveis mentiras que foram plantadas naquele pedacinho histórico de sertão? E se Lampião não morreu em Angico, como é que fica a história?

Não me surpreende o comportamento de muitos estudiosos do cangaço quando eles apresentam versões que atestam não ter Lampião sido morto em Angico. Não desdenho e nem fico fazendo chacota das mais diversas afirmações nesse sentido saídas de pessoas de gabarito, responsabilidade e respeito, mas que, dominados pela incomparável inteligência e habilidade de Lampião se vêem reféns de sua misteriosa estratégia que tem envolvido por todos os anos de sua vida e morte aqueles que nunca se cansaram de rastejá-lo.  

Nota: Este artigo é do escritor Alcino Alves Costa, e infelizmente eu não tenho a fonte. Realmente eu o adquiri em um blog, mas ao passá-lo para o World, coisa que é muito difícil acontecer, esqueci-me de pegar a fonte pesquisada.    

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VIRGULINO FERREIRA DA SILVA


Conhecido como o rei do cangaço e o governador do sertão, Virgulino Ferreira da Silva nasceu no dia 7 de julho de 1897, na Fazenda Ingazeira, situada no município de Vila Bela (hoje, Serra Talhada), no sertão de Pernambuco. Foi o terceiro filho de José Ferreira da Silva e de Maria Sulena da Purificação. O seu nascimento, porém, só é registrado no dia 7 de agosto de 1900. Tinha como irmãos: Antônio, João, Levino, Ezequiel, Angélica, Virtuosa, Maria e Amália. Todos cresceram ouvindo e/ou presenciando estórias de cangaceiros, e Antônio Silvino lhes serve de exemplo maior.


Naquela época, o sertão quase não possuía escolas e estradas, viajava-se a pé, a cavalo, em burro e em jumento. Os denominados coronéis (os proprietários de terras) imperavam sob o peso da prepotência como os verdadeiros chefes políticos, sem nunca sofrer represálias, porque a força do Estado estava sempre do seu lado. Neste sentido, eram eles que davam a palavra final, ou seja, elegiam, destituíam, perseguiam, condenavam, absolviam, torturavam e matavam.

Em períodos de crises econômicas, os coronéis recebiam ajuda do Poder Público. Isto era uma recompensa, um benefício recebido, por causa dos eleitores que controlavam mediante os "votos de cabresto" - aqueles votos fornecidos a um candidato, e garantidos pela palavra-de-ordem dos poderosos, que impõem nomeações e asseguram a hegemonia da classe política local, sem se importar com a competência profissional dos nomeados.

Apesar de muito inteligente, Virgulino abandona a escola para ajudar a família no plantio da roça e na criação de gado. Torna-se famoso nas vaquejadas. Gosta muito de dançar, de tocar sanfona, compõe versos e adora um rifle. Sabe costurar muito bem em pano e couro e confecciona as próprias roupas.

Primeiro inimigo de Lampião - José Saturnino

Ele tinha 19 anos quando entrou para o cangaço. Dizem que tudo começou através de disputas com José Saturnino, membro da família Nogueira e vizinha de terras. Lutando contra essa família durante muitos anos, Virgulino e seus irmãos já se comportavam como futuros cangaceiros, não tardando a entrar em conflito com a polícia. A decisão de viver e morrer como bandido, contudo, só foi tomada, mesmo, quando a polícia mata José Ferreira da Silva - o patriarca da família - enquanto ele debulhava milho.

Floro Bartolomeu e Padre Cícero

Virgulino consegue realizar seu maior sonho, com a intermediação do Padre Cícero Romão Batista: adquirir a patente de capitão, no Batalhão Patriótico do deputado Floro Bartholomeu, o batalhão das forças legais. Além de alimentar sua vaidade pessoal, a patente funcionaria como uma espécie de salvo-conduto, permitindo o bando circular pelas divisas dos Estados do Nordeste.

Lampião e Antonio Ferreira

Aproveitando aquela oportunidade, Virgulino solicita, também, para os companheiros Antônio Ferreira e Sabino, os postos de 1o. e 2o. tenentes. 

O cangaceiro Sabino Gomes

Acatada a solicitação, os membros do bando abandonam as roupas costumeiras, vestem a farda de soldado e, como autoridades constituídas, passam a ter o dever - por mais irônico que isto possa soar -, de defender a legalidade e proteger a população nordestina.

Tudo isso foi redigido pelo Padre Cícero e assinado, a pedido deste, no dia 12 de abril de 1926, pelo engenheiro-agrônomo do Ministério da Agricultura, Dr. Pedro de Albuquerque Uchoa. Feliz da vida aos 28 anos de idade, o jovem Capitão Virgulino reúne a família para tirar fotografias.

Dr. Pedro de Albuquerque Uchoa

Oficialmente, ele recebe a missão de combater a Coluna Prestes - um grupo de comunistas liderados por Luís Carlos Prestes -, grupo que vinha percorrendo o país durante o governo do presidente Artur Bernardes. 

No bando de Lampião tinha indivíduos de todos os tipos: gordos, magros, ruivos, louros, morenos, altos, baixos, negros e caboclos. Alguns, inclusive, eram jovens demais: Volta Seca (11 anos), Criança (15 anos), Oliveira (16 anos). O mais idoso era Pai Velho, com 71 anos de idade.

Lampião arranjava, facilmente, armamentos e munições, mas, como o fazia, era um segredo que não contava a ninguém. Uma parte das armas automáticas, para combater a Coluna Prestes, foi adquirida através do Deputado Floro Bartolomeu e do Padre Cícero. Os demais armamentos do bando foram arranjados mediante a intervenção de amigos.

Um acidente provocado pela ponta de um pau cega o olho direito do Capitão Virgulino, um órgão que, anteriormente, já se apresentava problemático devido à presença de um glaucoma. Enxergando com um olho, apenas, Lampião se vê obrigado a ficar sempre enxugando, com um lenço, as lágrimas que pingam do olho vazado. A despeito dessa deficiência, ele nunca deixou de ser um excelente estrategista.

Quando sabia da existência de um coronel perverso, Lampião não perdia a oportunidade de queimar-lhe as fazendas e matar-lhe o gado. Nas incursões em vilas e povoados, o grupo saqueava, dizimava e matava. As violências cometidas pelo bando eram inúmeras: tatuagem a fogo, corte de orelha ou de língua, castração, estupro, morte lenta, entre outras. Muitos habitantes abandonavam definitivamente as suas propriedades, tornando desertas as caatingas, já que elas estavam entregues a soldados e cangaceiros.

Virgulino Ferreira era bastante impulsivo. Às vezes, passavam-se meses sem se ouvir falar nele, pensando-se, inclusive, que tinha morrido. Mas, de repente, ele surgia do nada com o seu bando, como um tremendo furacão, lutando contra as volantes, incendiando fazendas, roubando e matando com a maior naturalidade. Em algumas ocasiões, seus gestos eram generosos: confraternizava com as pessoas, organizava festas, distribuía dinheiro, pagava bebida para todos.

Vale deixar registrado que o bando de Lampião resistiu durante quase 20 anos, brigando com grupos de civis que o perseguiam e com a polícia de 7 estados nordestinos. Por todo esse tempo, assaltou propriedades de grandes fazendeiros, atacou povoado, vilas e cidades, roubou, pilhou, torturou e matou os seus adversários.

Apesar de ter sido baleado nove vezes, Lampião sobreviveu a todos os ferimentos, sem contar com qualquer tipo de assistência médica formal. Naquela época, desconheciam-se os antibióticos e as sulfas. Para estancar o sangue e curar os ferimentos, por exemplo, usavam-se mofo, pó de café e, até, excrementos de gado. Eram usadas, ainda, ervas medicinais e rezas dos curandeiros, que nem sempre funcionavam como se esperava. Um ferimento em seu pé, neste sentido, condenou Virgulino a mancar para o resto da vida.

Extremamente jeitoso, além de dotado de grande capacidade de improvisação, era o Capitão Virgulino que fazia os curativos, encanava pernas e braços quebrados dos feridos e fazia os partos das mulheres dos cangaceiros. Super dotado de inteligência, ele era médico, farmacêutico, dentista, vaqueiro, poeta, estrategista, guerrilheiro, artesão. Desconfiado, só ingeria algo depois que alguém tivesse provado o alimento. Por outro lado, só entregava o dinheiro após ter recebido a mercadoria. Entretanto, não conseguiu se livrar da traição dos falsos amigos.

Fontes: www.fundaj.gov.br

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/lampiao/lampiao-3.php

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Luiz Gonzaga em Paulo Afonso


Em conjunto com o livro 100 anos de Luiz Gonzaga e sua passagem em em Paulo Afonso foi lançamento o vídeo-documentário que conta essa passagem.

 

O filme que tem a direção de João de Sousa Lima e produção da GAL VÍDEO, narrado pelos amigos que Luiz Gonzaga deixou em Paulo Afonso e conta incríveis histórias do Rei do Baião, em seus shows, por essa cidade.O filme tem quase uma hora de duração e depoimentos que se tornaram fontes documentais.

O valor do filme é 
R$ 15,00 
e com o envio por carta registrada totaliza em
R$ 20,00.
Para adquirir é só depositar na seguinte conta:

JOÃO DE SOUSA LIMA
B. BRASIL
AG-0621-1
C/C-25293-X


Depois envie o endereço por telefone ou por e-mail.

75-101-2501 / 88074138
joaoarquivo44@bol.com.br

A Independência do Brasil - 07 de Setembro de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

É um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Foi uma luta de muitos num processo demorado e sangrento que tem como mártir Tiradentes, que foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira. E como se deu o processo de Independência do Brasil?

 


Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : \\\"Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.\\\" Essa data ficou conhecida como O Dia do Fico.

Depois desse dia, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram à metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembleia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o \\\" cumpra-se \\\", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
               
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
               
Estas notícias chegaram às mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga levantou a espada e gritou: \\\" Independência ou Morte !\\\". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
                

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento
Fontes:

O JAGUNÇO DE BATINA (Crônica)


Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

O JAGUNÇO DE BATINA

Nas terras do Mundaréu e arredores, até por toda região de Labareda todo mundo conhece essa história. Muitos não gostam de falar por medo, receio que algo ruim lhe aconteça, ainda que o tal episódio tenha acontecido já desde quase cem anos.

Sobre o assunto só falavam baixinho, às escondidas, olhando de canto a outro. Mentira ou verdade, fato é que a lenda do jagunço de batina ou do padre jagunço se firmou de tal modo na consciência do povo que, de geração a geração, foi sendo repassado o baú sempre acrescido dos estranhos acontecimentos.

Não sou besta de dizer quem me contou, pois o homem me pediu por tudo na vida que não revelasse sua identidade nem em qual circunstância relatou o que sabia. Mas sobre isso, coisa que não mereça ficar no túmulo do esquecimento, digo logo que foi num botequim afastado, num canto de balcão, tendo à frente uma garrafa da mais autêntica aguardente. Pinga da boa, casca de pau. Angico. Ou umburana?


Tanto faz. Não lembro bem. Também tomei umas duas. Mas vamos lá. Contou-me o homem que ouviu dizer de quem já tinha ouvido dizer de boca passada a boca, que nos tempos mais antigos, ali mesmo naquele lugar e região vivia um poderoso coronel sertanejo, sujeito analfabeto de pai e mãe, mas com poderio desmedido sobre tudo que havia ao redor, incluindo os andantes e os rastejantes. De sua moradia senhorial ditava a vida e a morte de toda criatura existente ao redor.

À mesma época, os serviços religiosos eram comandados por um vigário muito querido pelo povo, pois homem que não se contentava apenas com a igreja e fiéis e de vez em quando se embrenhava nas matas para viver, como aclamava em sermão, o verdadeiro sentimento do povo matuto, a realidade do humilde sertanejo trabalhador. Conhecendo aquela gente de perto, seria mais fácil de pedir a Deus que intercedesse diante de cada situação.

Contudo, logo se descobriu que aquelas andanças do vigário nada tinham a ver com visita ao povo mais afastado para conhecer suas dificuldades, vivenciar a sua labuta de sol a sol e os seus sofrimentos de lua a lua. Não. Nada disso. E muito pelo contrário. O vigário se dirigia mesmo, às escondidas, cortando vereda e amolando espinho, para o casarão do coronel, onde sempre entrava pela porta dos fundos.

Era uma relação muito estranha aquela entre o coronel e o vigário. Uns diziam que o religioso ia até lá com a incumbência de tentar afastar parte dos incontáveis pecados do mandachuva. Afirmavam até que as visitas envolviam procedimentos de exorcização e de muita coisa esquisita. Outros diziam que estavam mancomunados na prática do mal e que o sacerdote não passava de verdadeiro mentor das tantas crueldades praticadas pelo poderoso algoz.

Mas um dia, meio sem querer, a verdade foi sendo descoberta. Eis que um desempregado pistoleiro do coronel, cabra pau pra toda obra, depois de tomar uma cachaça sem freio acabou falando demais e disse que ia matar não só o coronel mas também aquele que havia tomado seu lugar de jagunço, de matador, de tocaiador e derrubador de qualquer um. Então, um ouvido ouviu, mandou descer outra garrafa de pinga e o revoltado acabou dizendo quem era o novo jagunço do coronel: o vigário.
Logicamente que o espanto foi geral. E uma dose mais e outra a mais, e o ex-pistoleiro acabou revelando tudo de vez. Então disse que o sacerdote não só era bom de pontaria, experiente na emboscada, exímio na espera do inimigo, como fazia tudo vestido de batina. Usava a batina quando ia fazer emboscada porque se fosse surpreendido em atitude suspeita logo arrumava uma desculpa pra todo mundo acreditar.

Por isso mesmo tentava confundir os humildes fiéis e alardeava que andava pelo meio do mato visitando os pobres, conhecendo a fundo a realidade empobrecida daquelas distâncias. Mas não. Quando não estava na cozinha do coronel planejando a próxima morte, discutindo valores perante a fama e o poder do marcado para morrer, era porque já estava embrenhado na mataria à espreita da vítima.

Levando debaixo da batina uma carabina de cano curto, depois que apertava o gatilho certeiro, esperava um pouquinho e seguia até o local do estrebuchamento da vítima. E ali mesmo dava a extrema-unção. Tirava o chapéu, um rosário do bolso, e de aspecto contrito, como se estivesse sofrendo diante da situação, balançava o rosário por cima do caído e encomendava a alma às profundezas. Se a pessoa ainda estivesse se mexendo, dava o tiro de misericórdia e depois entrava novamente no mato.

Mas por que um homem da igreja se prestava a um serviço desses, quebrando todos os seus preceitos e se transformando num jagunço frio e desumano do coronel? Isto foi perguntado ao pistoleiro desempregado, mas ele disse que preferia não responder. Estaria cometendo um pecado grande demais, infinitamente maior do que todos que já havia cometido. Mas depois que viu duas notas dobradas por cima do balcão acabou revelando mais.


E disse que a intenção do coronel não era só, pagando caro, submeter o vigário e transformá-lo em jagunço, em perigoso matador, como acabou acontecendo. A intenção do homem era de uma astúcia sem precedentes. Transformando o religioso num bandido, mais tarde o entregaria à justiça. E foi assim que também fez. Armou emboscada em cima de emboscada, e enquanto o vigário soprava o cano disparado foi cercado pela polícia.

O coronel mandava em tudo, e mandou também a polícia praticar o flagrante. E depois pegou a batina do desafortunado pecador e se fez padre na igreja. E dizem que durante mais de dez anos, até sua morte, celebrou missa, casamento e batizado. E mandava dizer aos fiéis que se não comparecessem ao templo corriam grande perigo. E mais de dez morreram por afirmarem que não se submeteriam a uma heresia daquelas.

Depois de cada serviço religioso montava no seu alazão e seguia tranquilamente até seu casarão. E se danava a pecar, a violentar, a fazer ecoar o grito de sofrimento em todos aqueles que rezavam na cartilha de sua chibata. Só pausava as brutalidades e as arrogâncias quando recebia o amigo bispo para um carteado regado a uísque.
E dizem que foi assim. Acredito...
  
(*)Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com





quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Material do acervo do Dr. Ivanildo Alves da Silveira


Clique no link abaixo, e depois vá clicando nas fotografias dos cangaceiros e cangaceirólogos, para você ver as atuais e do tempo do cangaço


Nota:
Este material pertence ao acervo do Dr. Ivanildo Alves da Silveira.

 http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=3576836947407549387

A moda que vem do cangaço

Por: Thabata Alves

Lampião e Maria Bonita, o casal que ditou moda no cangaço

Lampião e  Maria Bonita se tornaram mitos em todo o nordeste brasileiro ao misturar riqueza, extravagância e barbárie. Para o ”Rei do cangaço”, vestir-se bem era essencial para triunfar. Ele foi o primeiro cangaceiro a cuidar da sua imagem, aí reside sua originalidade. A partir do estilo ”criado” por Lampião e adotado por seu bando era reconhecido entre os demais. O vaidoso cangaceiro tinha um estilo pessoal e costumava entre outras roupas e acessórios usar um colar de prata e ouro, chapéus bordados, lenços de seda inglesa ou em tafetá, broches e camisas com botões de ouro.

Sempre preocupado com a aparência – bem antes de sua entrada no cangaço, Lampião costurava suas roupas e sabia bordar a máquina com perfeição – e soube elaborar um personagem singular para ele, utilizando efeitos visuais para valorizar a vida que levava com seu grupo e transmitir a imagem de bandido rico e poderoso que exercia fascínio e respeito sobre o povo do sertão.

Fotos dos cangaceiros Dadá e Corisco

Dadá, mulher de Corisco, companheiro de Lampião, teve papel importante na história do cangaço, não só por participar ativamente das lutas, mas, sobretudo por ter sido a “estilista” dos cangaceiros. Ela mudou radicalmente os motivos e a confecção das roupas e acessórios usados pelo bando.

A partir de 1932, lançou a moda dos motivos bordados em couro branco sobre os chapéus – foi a criadora da famosa estrela de oito pontas -, das flores em tecido colorido bordadas sobre as bolsas, dos peitorais e dos cinturões largos e de couro.

A nova indumentária criada por Dadá era também utilizada para diferenciar status e poder. Os motivos e as estrelas dos chapéus variavam de um cangaceiro para outro e permitiam reconhecer a sua importância dentro do grupo.

Geralmente, o lenço dos cangaceiros era feito em seda inglesa ou em tafetá francês e traziam sempre monogramas. O lenço de Lampião era em seda vermelha, bordada nos quatro cantos, fixado por diversos anéis – geralmente de ouro – em volta do pescoço. As bolsas bandoleiras eram feitas em tecidos resistentes e tinham vários bolsos fechados por diversos botões, com a parte externa ricamente bordada com motivos florais.

Enquanto os cangaceiros usualmente vestiam uma camisa cáqui ou azul, Lampião, como chefe, às vezes se diferenciava, usando camisas listradas ou estampadas, com botões de ouro. As calças de cintura alta eram geralmente curtas, obrigando os cangaceiros a usar tornozeleiras em couro e ornamentadas com botões e bordados para proteger da vegetação espinhenta. Por causa também da vegetação, os cangaceiros usavam luvas; as de Lampião eram bordadas.

Mesmo os objetos mais simples eram enfeitados, por exemplo, o cantil de alumínio de Lampião era recoberto por tecido bordado. As bainhas dos punhais, as cartucheiras, as alças dos fuzis completavam a riqueza dos trajes. Até os cães dos cangaceiros não escapavam a essa moda de ostentação: Dourado, o cão de Lampião usava uma coleira feita de ouro e prata.

As companheiras dos cangaceiros adaptaram-se a esse novo estilo de vestimenta. Havia dois tipos de indumentária feminina: a roupa típica das mulheres dos cangaceiros, usada durante as longas caminhadas na caatinga; e um vestido à moda da cidade, que as mulheres usavam geralmente nos refúgios, quando sabiam que estavam protegidas das forças policiais e podiam desfrutar de algum descanso.

A estética da extravagância de Lampião e seus cangaceiros já influenciou muitos estilistas. Zuzu Angel apresentou em seu primeiro desfile em Nova York, em 1970, uma coleção inspirada em Maria Bonita.

Em 2002, o universo do cangaço inspirou Tufi Duek e as roupas e acessórios da “Forum” foram enfeitados por pespontos ou tachas que recriavam os desenhos dos artesãos da caatinga. Amir Slama, da Rosa Chá, e Ronaldo Fraga também já se deixaram seduzir pelo estilo do cangaço brasileiro.

Fonte:


LANÇAMENTO DE LIVROS

Clerisvaldo B. Chagas - Crônica Nº 858
Clerisvaldo B. Chagas

LANÇAMENTO DE LIVROS

NEGROS (DEBRET). (fonte: Wikipédia).

Já oferecemos ao povo de Santana do Ipanema, Alagoas e Brasil, as seguintes obras:

1.    “Ribeira do Panema” – romance do ciclo do cangaço;
2.    “Geografia Geral de Santana do Ipanema” – didático;
3.     “Carnaval do Lobisomem” – Conto popular;
4.    “Defunto Perfumado” – romance do ciclo do cangaço;
5.    “O Coice do Bode” – humor maçônico;
6.    “Floro Novais, herói ou bandido?” – documentário romanceado;
7.    “A Igrejinha das Tocaias” – episódio histórico em versos;
8.    “Dez Poemas Humorísticos” (CD);
9.   “Santana do Ipanema; conhecimentos gerais do município” - didático;
10.         “Ipanema Um Rio Macho” – geográfico/histórico/sociológico - paradidático;
11.         “Sebo nas Canelas, Lampião Vem Aí!” – peça teatral;
AGUARDANDO NA FILA
12.  “Negros em Santana” – histórico paradidático;
13.  “Lampião em Alagoas” – Histórico;
14.  “Deuses de Mandacaru” – romance do ciclo do cangaço;
15.  “Fazenda Lajeado” – romance do ciclo de cangaço;
16.  “Colibris do Camoxinga; poesia selvagem”;
17.  “O Boi, a Bota e a Batina; história completa de Santana do Ipanema”.

Todos os que estão aguardando na fila estão prontos. Já se encontra nas oficinas da editora o primeiro da fila, NEGROS EM SANTANA, parceria com os estreantes na Literatura, professores Marcello Fausto e Pedro Pacífico V. Neto. 


LAMPIÃO EM ALAGOAS, parceria com o professor Marcello Fausto, já se encontra em fase de negociação com outra editora e, no mais tardar, estará nas oficinas na próxima semana. O lançamento de ambos talvez ocorra junto fazendo parte da programação da Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas, com o término da sua reforma, onde atuam os professores Clerisvaldo e Marcello.

O terceiro, quarto e quinto da fila, deverão ser lançados juntos. E o último, isoladamente, na gestão do novo prefeito da cidade.  

NEGROS EM SANTANA será importante documento nas mãos dos professores da região. Conta sobre a chegada dos negros no município, lugares habitados por eles, tipos interessantes e a grande contribuição social. Puxa pelo Quilombo dos Palmares, até o Olho d’Água do Amaro, zona rural de Santana do Ipanema. Ao ser elaborados os convites, publicaremos as capas de Negros em Santana e Lampião em Alagoas. Só um pouco mais para LANÇAMENTO DE LIVROS.


Faça uma visitinha ao blog: "FATOS E FOTOS", para você ler as crônicas e poesias dos escritores:
Rangel Alves da Costa e 
Clerisvaldo B. Chagas


http://sednemmendes.blogspot.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Feira do Livro do Seridó - Homenagem a Gonzagão


Centenário de Luiz Gonzaga vai ser comemorado em Caicó


O ano de 2012 marca uma importante data na história da música brasileira: o Centenário de Luiz Gonzaga, que nasceu em 13 de dezembro de 1912. Dono de uma voz e de composições inconfundíveis, o eterno Rei do Baião não poderia deixar de ser homenageado na IV Feira do Livro do Seridó.

Na noite do sábado, 21, o Palco do Pavilhão, da Ilha de Santana receberá os convidados Francisco Alves, Múcio Procópio e Kydelmir Dantas para um bate papo.

Eles falarão sobre a trajetória de Luiz Gonzaga e do legado que ele deixou à nossa sociedade. Músicas, a relação do cantor com o estado do RN e tantas outras curiosidades será abordada na Feira do Livro do Seridó. A mesa começará às 19h, no sábado, 22.

Logo após a mesa temática, a Banda Filarmônica de Cruzeta se apresentará e tocará para os visitantes da feira, um vasto repertório “gonzagueano”.


Atenciosamente,
Bethânia Lima

Assistente de Eventos

84. 3201-0501 / 3212-5553


Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ: PRIMEIRA TEORIA ACERCA DA INVASÃO

Por: Honório de Medeiros

OS MISTÉRIOS DO ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ: PRIMEIRA TEORIA ACERCA DA INVASÃO:


TEORIA: O ataque a Mossoró resultou da ganância do Coronel Isaías Arruda e Lampião, no que foram secundados por Massilon

(PRIMEIRA PARTE) 
                
Esta é a versão, digamos assim, “oficial”, encontrada em quase todos os textos acerca do cangaço.
                                   
Em Raul Fernandes, por exemplo, em seu clássico “A MARCHA DE LAMPIÃO” (2ª edição; Editora Universitária – UFRN; 1981; Natal), lê-se:

A notória fama de riqueza de Mossoró aguçava a cobiça dos bandidos. A falta de força policial os estimulava. Criminosos e aventureiros se movimentavam. Das ribeiras do Moxotó, do Navio e do Pajeú afluentes da grande bacia do rio São Francisco, e dos arredores das vilas de Nazaré e Flores, na hinterlândia de Pernambuco, Lampião formou o bando.

                                   (...)

Os mais esclarecidos entraram na empreitada desejosos de fugir com o produto dos roubos para o Sul do País, ou qualquer lugar onde pudessem viver impunes.


Essa teoria não se sustenta. Não foi assim que aconteceu, muito embora seja inegável que a ganância foi um dos combustíveis que acionou todos os envolvidos.

O que se quer dizer é que o primeiro passo do projeto da invasão, a “causa causarum”, não pode ser atribuída a Lampião, tampouco ao Coronel Isaías Arruda.

E é fácil inferir essa conclusão, meramente interpretando os textos “canônicos” acerca do tema.

Sérgio Dantas, por exemplo, em outro clássico da literatura do cangaço, “LAMPIÃO E O RIO GRANDO DO NORTE” (1ª edição; Cartgraf – Gráfica Editora; 2005; Natal), ao ressaltar a resistência do Rei do Cangaço ao assédio do Coronel Isaías Arruda, para realizar a empreitada do ataque a Mossoró, cita uma fonte inquetionável:

O cangaceiro Jararaca, testemunha da conversa (entre Isaías e o cangaceiro) lembrou com fidelidade, dias mais tarde, a resistência de Lampião ao assédio ferino do Coronel Arruda:

“Lampião nunca tencionara penetrar nesse Estado porque não tinha aqui nenhum inimigo e se por acaso, para evitar qualquer encontro com forças de outros Estados, tivesse que passar por qualquer ponto do Rio Grande do Norte, o faria sem roubar ou ofender qualquer pessoa, desde que não o perseguissem”.

Um pouco mais adiante o mesmo escritor, nas notas ao Capítulo do qual se extraiu o texto acima transcrito, lembra outro depoimento:

Uma segunda referência encontra-se em Lucena (1989, p. 99), onde o cangaceiro Manoel Francisco de Lucena Sobrinho, o “Ferrugem”, também em entrevista, afirma textualmente: “Lampião não queria atacar Mossoró, alegando que não conhecia o Rio Grande do Norte”.

Esses depoimentos são suficientes para inutilizar a teoria da qual Raul Fernandes foi um dos mais importantes porta-voz. Não é verdade que em decorrência da riqueza de Mossoró Lampião tenha formado um bando para a atacar.

Teria sido então o ataque a Mossoró uma idéia nascida no cérebro do Coronel Isaías Arruda?

Coronel Isaías Arruda

Sérgio Dantas crê que sim. Em sua obra já citada, na parte denominada “O PARTO DE UM PLANO MACABRO”, encontramos o seguinte:

Arruda tinha interesse em Mossoró, cidade rica, centro comercial de incontestável notoriedade no cenário sertanejo. De forma inicialmente sutil começou a sondar o cangaceiro. Lembrava-lhe a todo instante o êxito obtido por Massilon em dias passados.

(...)

Arruda mostrava-se indiferente aos argumentos do zanaga(Lampião). Mantinha-se particularmente interessado na pilhagem de Mossoró. A cidade potiguar – reafirmava o Coronel – tinha fama de prosperidade.

Mas é muito pouco provável que tenha sido do Coronel Isaías Arruda a concepção da idéia do ataque a Mossoró. Assim como não foi dele a concepção da idéia do ataque a Apodi, realizado dias antes, sob o comando de Massilon, com um propósito eminentemente político, como há de se ver mais adiante.

CONTINUA QUARTA-FEIRA DA PRÓXIMA SEMANA COM A SEGUNDA PARTE DESTE TEXTO. 

Extraído do blog do advogado, professor e pesquisador do cangaço:
Honório de Medeiros



ECOS DO EVENTO "N. SRA. DAS DORES - NA ROTA DO CANGAÇO"

Por: João Paulo História

No dia 31 de agosto de 2012, na Câmara de Vereadores, o cangaço entrou na pauta do Projeto Memórias, através do Simpósio e Exposição “N. Sra. das Dores na rota do cangaço: história, cultura e turismo” que contou com exibição do documentário “N. Sra. das Dores nas memórias do cangaço”, que mostra lugares do município ligados à história do cangaço, 


palestra do escritor Archimedes Marques (que abrilhantou o evento com o lançamento do seu livro “Lampião contra o Mata Sete”, uma obra lúcida de contestação da tese do "Lampião gay" e embasada em pesquisas históricas nas mais variadas fontes, que veio à público em tempo oportuno). 


Tudo isso ao som de forró-pé-de-serra. O evento teve continuidade no dia 1º de setembro, com visita guiada a lugares de memória do cangaço em Dores, como a Mata da Serrinha e as fazendas Tabua, Salobro e Candeal, bem como à residência de dona Isaura Lopes (memória viva) num trabalho de educação patrimonial com alunos das oficinas do projeto. Nestas visitas, foram ressaltadas as figuras de alguns dorenses ligados à história do cangaço, como José Elpídio dos Santos, um mártir assassinado com requintes de crueldade pelo bando de Lampião em 1930, no Candeal, por não delatar seu pai e outros membros da volante que guarnecia Dores, evitando assim nova invasão da sede do município e prováveis atrocidades dos bandoleiros com seus cidadãos.

Elane Marques

Agradecemos ao escritor Archimedes Marques e a sua esposa Elane Marques pelas presenças, sem as quais nosso evento não teria o sucesso alcançado; aos alunos do Colégio Estadual Professor Fernando Azevedo, que junto aos seus professores Edivaldo e Jorge participaram atentamente do evento e marcaram presença no fértil debate incitado pela palestra do Dr. Archimedes; aos nossos colaboradores Secretaria de Estado Cultura/Governo de Sergipe, Ministério da Cultura/Governo Federal, Bazar da Arte, Paper e Co., Secretaria Municipal de Educação, JVS Vídeo digital e Sintec contabilidade; à primeira dama Iracema Rodrigues, que esteve representando o prefeito municipal, e a Messias do IBGE, representando nossa memória viva dona Isaura; aos alunos do Projeto Memórias, que participaram do evento com a exposição de algumas obras de arte produzidas nas nossas oficinas e que enfocam o cangaço; e a todos os presentes.

Em nosso blogodoprojetomemorias.blogspot.com acompanhe ao longo da semana os registros fotográficos das atividades do evento, hoje já está disponível o capítulo 1, e leia o texto LAMPIÃO EM N. SRA. DAS DORES, do escritor e pesquisador Archimedes Marques.

Cordialmente,
Projeto Memórias

Enviado por: João Paulo História 

As trincheiras de Rodolfo, em 1927: VI - Francisco Marcelino Holanda

Imagem 01 - Edificio Marcelino, 1968

A imagem 01 mostra o local da sexta trincheira de defesa da cidade ao ataque de Lampião, (1900-1938), à cidade de Mossoró-RN, em 13/06/1927. Esta edificação, até a presente data, ainda encontra-se erguida, à Praça Rodolfo Fernandes.

Raul Fernandes, na obra abaixo, assim a descreve: "No sobrado, à Praça Rodolfo Fernandes, 95, ficaram nove civis armados de rifles, municiados com setenta balas cada homem. Compuseram a trincheira: Antônio Cordeiro, Basílio Silva, Estevão de Tal, José Matias da Costa, Manoel Ferreira, Luiz Mendes de Freitas, Noberto de Souza Rego, Severino de Aquino e Tertuliano Aires Dias, conhecido por Terto Aires, proprietário de uma fundição na cidade."

Próxima Trincheira a ser postada: VI

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos. Télescope.Fontes: FERNANDES, Raul. ( 09-09-1908-1998). A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró. 7a. edição, Coleção Mossoroense, Volume 1550,  Fundação Vingt-un Rosado, outubro de 2009; Fonte do  arquivo fotográfico P&B - Azougue. Provável autor da fotografia 01: Manuelito Pereira, (1910-1980);  Índice das Matérias Publicadas em Memória Fotográfica.


http://blog.i.uol.com.br/mdl/4dot_s7.gif Escrito por: Copyright@Télescope

Fonte: 




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