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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A vida nem sempre bela de Maria Bonita

Por: Ronaldo Pelli
Maria Bonita nasceu em 1911 e morreu em 1938 / Fonte: Wikimedia-cc

No ano de seu centenário, pesquisador lança segunda edição de biografia da pioneira do cangaço

Maria Gomes de Oliveira foi uma mulher polêmica. De temperamento forte, foi pioneira no seu métier. Isso lhe trouxe fama e uma série de histórias controversas, além de um apelido que assustava as pessoas: Maria Bonita.

Neste ano, a mulher de Lampião teria completado cem anos, se viva, no dia da mulher, 8 de março. Aproveitando a data, João de Sousa Lima, pesquisador do cangaço, já organizou um evento sobre a primeira mulher a ser cangaceira, e agora lança a segunda edição de seu “A trajetória guerreira de Maria Bonita, a rainha do cangaço”.

João de Sousa Lima

João, que tem outros livros sobre o assunto, diz que o livro “narra a vida de Maria Bonita, desde seu nascimento até a morte na Grota do Angico”. Segundo o escritor, a obra passa “por histórias acontecidas na infância, no casamento atribulado com o sapateiro José Miguel, ‘o Zé de Nenê’, os bailes na juventude e a apresentação pelo um tio ao Rei do cangaço”.

O pesquisador afirma que Maria Bonita entrou no cangaço com 18 anos, “no finalzinho de 29” e morreu menos de nove anos depois, em 28 de julho de 1938, junto com Lampião e mais nove cangaceiros na Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe.

Durante esse período, ela, junto com o grupo de cangaceiros, é associada a situações escabrosas, como assassinatos e torturas cheias de crueldade, como se pode ver na reportagem da RHBN de maio, “Fascinantes facínoras”. Por outro lado, há muita gente que a considera um ícone. João tenta fugir da polêmica ao explicar que o mais importante é recontar a história, independentemente dos julgamentos: “Maria Bonita e por consequência a história do cangaço tem que ser passada pelo contexto histórico acontecido no Nordeste brasileiro.”
Leia abaixo uma entrevista com o autor:

Revista de História: Como Maria Bonita conheceu Lampião?João de Sousa Lima: Ela conheceu Lampião em 1929. Foi apresentada pelo tio Odilon Café e estava separada do antigo marido havia 15 dias. Com o cangaceiro, teve quatro filhos: dois abortos, a Expedita e o Ananias, o qual morreu no ano passado tentando provar esta paternidade - o resultado do DNA corre em segredo de justiça.

Capa do livro sobre Maria Bonita escrito por João de Sousa Lima.

RHBN: Heroína ou bandida? É possível responder a essa questão?

JSL: Maria Bonita se tornou um nome mais conhecido por ser a mulher do comandante supremo do cangaço. Maria Bonita, e por consequência a história do cangaço, tem que ser passada pelo contexto histórico acontecido no Nordeste brasileiro. A questão de bandido ou herói tem dividido opiniões, porém o mais importante é o registro dos fatos acontecidos, não podemos julgar a história de um povo, de uma raça, de uma comunidade. Toda a história desde a criação é repleta de momentos sangrentos, de guerras e de lutas. Precisamos levar para as gerações vindouras esses fatos, sem nada alterar ou modificar como fazem os historiadores irresponsáveis. A polícia, que era quem devia proteger a população, o sertanejo, foi muito pior que os homens e mulheres que viviam à margem da lei. A polícia matou mais, estuprou mais, roubou mais. Muitos desses crimes foram creditados aos cangaceiros. É importante que escritores e estudiosos do tema saibam manter a imparcialidade na hora de retratar os casos e deixem que a história e o tempo decidam essas questões polêmicas e que não cabem no olhar individual de algum analista.

RHBN: Por que a rainha do cangaço se transformou em uma espécie de ícone do movimento feminista brasileiro?

JSL: Ela não se tornou símbolo do feminismo brasileiro, ela se tornou sinônimo de mulher corajosa, decidida, que rompeu parâmetros de uma época para seguir um grupo comandado por um homem que vivia à margem da lei. Pode ter se tornado exemplo para algumas outras mulheres, porém não foi intencional, ela foi para o cangaço apenas por ter se apaixonado por Lampião.

RHBN: Você poderia descrever, em poucas palavras, a personalidade de Maria Bonita?

JSL: Maria Bonita era uma mulher corajosa, decidida, acima de tudo apaixonada pelo homem que ela decidiu seguir. Foi menina, criança, amiga, companheira  e mãe. Tomou banho de chuva, se molhou em biqueiras e barreiros, fez bonecas de pano e de milho, correu, caiu levantou, amou, sofreu, sorriu, chorou, colheu flores, sentiu o calor causticante do sertão, divisou o verde em certos momentos, foi amada, ferida, feliz e sofrida, foi mulher sertaneja, de brio, forte, serena, severa, amamentou, partiu, voltou, tombou crivada de balas, uma mulher comum, porém com uma história diferenciada de todas as outras de sua época e de seu convívio.

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/entrevista/a-vida-nem-sempre-bela-de-maria-bonita

Matéria Dominguinhos Doente

Por: Gilmar Teixeira

Amigos Mendes e Severo:

O cantor e maior sanfoneiro do Brasil, Dominguinhos está muito mal É importante passarmos esta notícia para quem é fã desse grande artista e realizarmos uma grande corrente de oração, para o pronto restabelecimento dessa grande figura humana, que é Dominguinhos.



Sanfoneiro Dominguinhos está internado em estado grave no Recife

O sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano Dominguinhos, 71 anos, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) coronariana do Hospital Santa Joana, no bairro do Derby, área central do Recife. Ele deu entrada na unidade na segunda-feira (17). O artista luta contra um câncer de pulmão.

De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade de saúde na manhã desta quinta-feira (20), ele foi "admitido com quadro de infecção respiratória e arritmia cardíaca. Está em tratamento antibioticoterápico e cuidados intensos".

Através da nota do hospital, a família do artista pediu apoio. "Neste momento, a família do artista pede a todos por orações e pensamentos positivos. O apoio do público que sempre admirou e acompanhou o seu trabalho é de grande importância", diz o texto.

Dominguinhos (Foto: Luna Markman / G1)
Dominguinhos, em entrevista ao G1 no último dia 13 de
dezembro, em Exu, Pernambuco. (Foto: Luna Markman / G1)

Na última quinta-feira (13), Dominguinhos fez show em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, em Exu, no Sertão pernambucano. Também deu entrevistas e tirou fotos com fãs.

José Domingos de Morais, mais conhecido como Dominguinhos, é natural de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Conheceu Luiz Gonzaga com oito anos de idade. Aos 13 anos, morando no Rio de Janeiro, ganhou a primeira sanfona do Rei do Baião, que três anos mais tarde o consagrou como herdeiro artístico.

Instrumentista, cantor e compositor, em 2002 ganhou o Grammy Latino com o "CD Chegando de Mansinho". Ao longo da carreira, fez parcerias de sucesso com Gilberto Gil, Chico Buarque, Anastácia, Djavan, entre outros. Atualmente, Dominguinhos é considerado o sanfoneiro mais importante do país.
Para ler mais notícias do G1 Pernambuco, clique em 

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 G1 - Sanfoneiro Dominguinhos está internado em estado grave no Recife - notícias em Pernambuco.

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/12/sanfoneiro-dominguinhos-esta-internado-em-hospital-no-recife.html

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Cartão de Natal Família

Gilmar Teixeira Santos

Desejamos a todos os irmãos (s), familiares e companheiros (as) de jornada, um Feliz Natal e um belíssimo Ano Novo.


 São os votos de Gilmar Teixeira Santos  e família.

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Viagem p/Congresso!!!!!!!!

Por: Paulo Medeiros Gastão

Caros amigos, estamos preparando as condições ideais para participarmos do III Congresso Nacional do Cangaço/2013, a se realizar em outubro na cidade de Vitória da Conquista.

Gostaríamos de saber da sua posição para providências inerentes ao evento.
Aguardamos sua posição o mais breve possível.
Aguarde instruções para confirmação da inscrição.

Grande abraço.
Paulo Gastão p/SBEC.

Enviado pelo autor: 
Paulo Medeiros Gastão

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Neco da Pautília lança suas Memórias na cidade de Floresta Por:GECC

Neco da Pautília, ou: Manoel Cavalcante de Souza, ao lado do pesquisador e escritor Sérgio Dantas
  
O GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, informa:

Lançamento do livro
"Lembrar e Escrever, não é só querer" -
Memórias do ex-volante Neco de Pautília.
Nesta Sexta-feira
Dia 21/12/2012
Espaço Cultural João Boiadeiro
Floresta-Pernambuco

Angelo Osmiro Barreto
PRESIDENTE DO GECC
Fortaleza-CE

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Em 1929 jornais baianos registravam...

Por: Rubens Antonio
[Rubens+2.jpg]

O mais antigo filme sobre Lampião

Aproveitando a puxada dos nossos amigos Guilherme Machado e Robério Santos no grupo cangaceirólogos, aqui cenas do mais antigo filme realizado sobre o Cangaço... 1ª matéria Publicado em 27 de novembro de 1929, no “Diario de Noticias”, Salvador, Bahia..
Ele procurava mostrar ações do bando de Lampeão já ocorridas, até então, na Bahia. A equipe de filmagem e atores se deslocaram até os locais dos eventos e, com base nos testemunhos locais, filmaram. Não sei onde foi parar, mas parece que chegou a ser apresentado em Salvador.

A Cinematographia grava os crimes do Bandido

Nesta imagem, à esquerda, a câmera, à direita, reconstituição de um tiroteio.

Estamos numa epocha em que factos de tamanha sensação não podem ter a sua descripção limitada ao registro da imprensa; elles, graças á divulgarização da cinematographia, são mostrados, ao vivo, ao povo.
Em todo o mundo civilizado assim occorre, com a modernização dos novos processos de reportagem. Todo o mal que o bandoleiro faz ás nossas populações sertanejas é salientado, mediante uma reconstituição de scenas verdadeiras, honestamete feitas, nos proprios locaes onde ellas se verificam e mediante o testemunho de pessoas sabedoras dos factos. A empresa Nelli–Film, bahiana, se incumbe da organização dessa pellicula sensacioal.
É dificil distinguir–se qual o crime mais perverso
O reporter soube da confecção desse “film” e tranto investigou que acabou encontrando o sr. José Nelli, chefe da empresa. Palestraram. O industrial relatou as difficuldades que teve de vencer, da deficiencia de personagens aos trabalhos de reconscituição.
– Qual o crime de maior sensação?
Fica–se na duvida. Virgolino tem cem requintes de malvadez. E não é um valente nem um heroe. Assassina covardemente, para roubar ou por mero prazer.
– Posso, porém, dissenos o sr. Nelli, dizer–lhe que a morte da mulherqueimada que se avantaja a tudo. Pretendera ella envenenar Lampeão, que, desconfiado, descobriu o ardil e ordenou que, amarrada a uma arvore, della fizessem uma tocha humana. Realizou–se, assim o homicidio. No cinema, isso é de grande effeito.
 A enguia da caating
– E por onde andou filmando:
– Pela zona do Rio do Peixe, Queimadas, Serrinha, etc. Apanham–se os factos “in loco”, sob o rigor da verdade.
– Que diz da acção da policia?
– Que procura atacar o grupo.
Essa caça faz–se com grandes sacrificios, porque Lampeão é como a enguia: some–se sempre na caatinga, fugindo.
– Tem reproduzido combates?
– Oh! diversos, bem como passagens curiosissimas, a que serve de moldura uma excellente natureza, prodiga em scenarios. E claro que teremos de solicitar o auxilio da Policia. Mostrado o bandido, é indispensavel divulgar o que tem sido a acção dos seus perseguidores implacaveis."
 27 de novembro de 1929, no “A Tarde”:
No Rastro dos Bandoleiros. As proezas de Lampeão e de seu sinistro bando num film

O sr. José Nelli, conhecido operador cinematographico, resolveu fazer um grande film de divulgação das façanhas de Lampeão e do seu terivel bando.
O intuito do sr. Nelli é, revivendo os moticinios e scenas de vandalismo do faccinorara apresental–o tal qual elle é: simplesmente um animal senguinario. Para isso o sr. Nelli esta percorrendo todo o nordeste reconstituindo os crimes de Virgulino. Os clichês acima mostram a estação de Rio do Peixe e uma scena do film.


Os clichês acima mostram a estação de Rio do Peixe e uma scena do film.

Adendo Lampião Aceso 

O título deste filme não foi citado na matéria do jornal pois estava em fase de produção. Concluído, ele foi batizado de LAMPIÃO, A FERA DO NORDESTE e outra remetência foi LAMPIÃO, O TERROR DO NORDESTE. Tratou-se de um longa-metragem silencioso.
Chegou a ser exibido em São Paulo no ano de 1931: de 20 a 22.de novembro no Royal; 1º de dezembro no Colombo; 2 de dezembro no São José; a 03.de dezembro no Cambuci; 04 de dezembro, no Glória. e nos dias 22 e 23.março de 1932 no Oberdan.

Sinopse

"... Meia dúzia de apanhados da capital (Salvador) atoamente. Uma vista de Ilhéus da mesma forma. Um horrível apanhado da feira de gados em Feira de Santana. Um cafezal. Um canavial. Uma locomotiva chegando a Juazeiro. Um apanhado do Rio São Francisco. Uma vista péssima de Bom Jesus da Lapa. (...) Lampião ataca um rancho qualquer. Ataca Riacho Seco. (...) Outra cena Lampião cerca uma fazenda. Aparece a casa do 'coronel'. O coronel e a filha estão na sala de visitas. Ele de pés descalços, assentado num frangalho de cadeira, lê um retalho de jornal. A moça lava roupas num caixão de gasolina. Lampião entra na sala. O coronel protesta. Assassinam-no pelas costas. Lampião entra para um quarto. Vem lambendo os beiços...".(Cinearte, 16 de Abril de 1930)

As locações foram: Salvador; Ilhéus; Feira de Santana; Juazeiro; Rio São Francisco; Bom Jesus da Lapa; e Riacho Seco cidades do estado da Bahia.

Observações e resenha:

A revista Cinearte de 30 de Abril de.1930 informa que o filme estava programado para o Teatro Olímpia, de Salvador, mas teve a sua exibição proibida pela polícia. "Filme de enredo e cenas documentárias, com um ator no papel do Capitão Virgolino". muito provavelmente o primeiro filme de enredo rodado na Bahia".

A revista ainda publicou o seguinte comentário:

“Tudo filmado com a pior fotografia do mundo, sem noção alguma de arte e realidade. A interpretação é pavorosa! Tudo horrível! Como filme Lampião é mais prejudicial à Bahia que o próprio bandoleiro”.
As pesquisas de Dídimo em seu livro "O cangaço no cinema Brasileiro" não apontaram referências aos nomes dos atores que trabalharam na obra. Em alguns sites há uma referencia de direção para Guilherme Gáudio porem o Dicionário de Filmes Brasileiros (longa-metragem), de Antônio Leão Neto, traz apenas a menção de José Nelli como produtor e Antônio Rogato na fotografia.

Pioneiros do tema cangaço

Quem pesquisar sobre os primórdios do cinema de cangaço vai identificar o filme Filho sem mãe, de Tancredo Seabra no ano de 1925, o primeiro em que aparece um grupo de cangaceiros e alguns de seus sinais de identidade, tais como trajes, armas, acampamentos etc.
Sangue de irmão de Jota Soares em 1926.

Segundo Luiz Felipe Miranda em “Cinema e Cangaço – História” (1997), houve ainda um curta,chamado  Lampião, o banditismo no Nordeste, “do qual se desconhecem autoria e procedência [...] apresentado por volta de 1927” (1997, p.93).
Em Lampião, A fera do Nordeste, uma ficção com cenas documentais. o rei cangaceiro já teria o papel de protagonista e, provavelmente, é o primeiro filme a abordar o cangaço como tema central. O filme relata o episodio da chacina do Rio do Peixe, na Bahia, mostrando Lampião monstruoso e sanguinário que matava ate criancinha, lançando ao ar e aparando com seu punhal.

Estes quatro títulos citados estão infelizmente desparecidos.

Fontes:

1) Cinemateca.gov.br
2) NORDESTE: MISERABILISMO LOCAL/SUMMA NACIONAL
Estudo de Sebastião Guilherme Albano da Costa.
Disponivel no: Razony Palabra
3) Revista Fenix O cangaço no cinema brasileiro: Um olhar panorâmico estudo de Anderson R. Neves - Universidade Federal de Uberlândia – UFU.Disponível na: Revista Fênix

http://cangaconabahia.blogspot.com.br
http://lampiaoaceso.blogspot.com

Cartaz palestra Centenário Luiz Gonzaga


Por: Múcio Procópio

MEMÓRIA DA TV E DO CINEMA  ONG - CULTURAL DE RESGATE E PRESERVAÇÃO DE IMAGENS DA TV E CINEMA NO BRASIL

OBRIGADO, AMIGO!

COMO DEVE SABER TEMOS VÁRIOS DVDS RAROS COM O SAUDOSO "REI DO BAIÃO"..
LUIZ GONZAGA 1984 especial da tv  “MOSAICOS A LUZ DOS SERTÕES” - 1 dvd
LUÌZ GONZAGA  imagem amadora - dvd foi gravado em 1988 em Caruaru, o Luíz já estava doente, andando de moletas, então, alguns artista de pé de serra prestam uma homenagem ao rei do baião como o cantor Azulão e outros, e de vez em quando Luíz Gonzaga dá uma palhinha nas canções... no começo do dvd ha uma espécie de bastidores onde o ''rei do baião'' reunido com pessoas da alta sociedade da época,como o prefeito de Caruaru e outros... magobardo@yahoo.com DVDs raros
LUIZ GONZAGA SHOW DE DESPEDIDA  1 DVD
LUIZ GONZAGA “DANADO DE BOM” musical raro 1 dvd – você só acha aqui!!
LUIZ GONZAGA GLOBO REPÓRTER 1984 ESPECIAL RARO 1 DVD
LUIZ GONZAGA 1) 20 Anos da Morte – da série Arquivo N.    2) Seu Lula – da série Nomes do Brasil. 3) Uma Homenagem a Luiz Gonzaga – da série Globo News Especial (2008).                                                                                                             
LUIZ GONZAGA BAR ACADEMIA 1985
LUIZ GONZAGA – ESPECIAL "AQUARELA BRASILEIRA" (Band -1987)
LUIZ GONZAGA  AS SANFONAS DO LUA - DOCUMENTÁRIOS
LUIZ GONZAGA  (21/8/72 ESPECIAL “PROPOSTA”-TV CULTURA) – 1 DVD
LUIZ GONZAGA DOCUMENTÁRIO CAMINHOS DA REPORTAGEM - GONZAGÃO   
SOM BRASIL- GONZAGÃO    LUIZ GONZAGA      
LUIZ GONZAGA ARQUIVO N 
GONZAGÃO E GONZAGUINHA MUSICODRAMA 1 DVD
(VEJA EM FILMES NACIONAIS RAROS,ABAIXO,ALGUNS FILMES COM O “REI DO BAIÃO”)

TFA!
JC.'.

Parte acervo de DVDs raros para trocas 
http://memoriatvcinema.net46.net
 ALAN MOORE SENHOR DO CAOS-
http://alanmooresenhordocaos.wordpress.com

Enviado pelo capitão Alfredo Bonessi

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Livros sobre "Cangaço"


1938 - Angico

Autor: Paulo Medeiros Gastão


Lampião de A a Z


Autor: Paulo Medeiros Gastão

Os livros 1938 - Angico e Lampião de A a Z podem ser adquiridos através deste e-mail:
paulomgastao@hotmail.com
Diretamente com o autor (não está a venda em livrarias).
Preço por exemplar: R$ 20,00 (vinte reais+ frete).

A outra face do cangaço


Autor: Antonio Vilela de Sousa


PARA AQUISIÇÃO DO EXCELENTE  LIVRO:
A presente obra custa R$ 20,00 (Vinte reais) + frete a consultar. Tem 102 páginas, fotos inéditas e está sendo comercializado exclusivamente pelo autor
Via e-mail:
incrivelmundo@hotmail.com
ou telefones: (87) 3763 - 5947 / 8811 - 1499/ 9944 - 8888 (Tim)

Ivanildo Alves da Silveira
Natal-Rn

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Centenário de Manuelito Pereira, o fotógrafo número 1 (I)

Imagem 01 - Manuelito Pereira, 1942

Esta matéria é uma justa homenagem àquele, que através de suas lentes, por quase meio século, elaborou um registro visual inquestionável, e, de valor incalculável para a História da cidade de Mossoró-RN, o fotógrafo Manuelito Pereira, (17/08/1910-10/08/1980). O centenário de nascimento deste artista do clique e do flash:  17/08/2010.

Por meio de um arquivo disponibilizado pela Color Filmes de Mossoró-RN, acessei a esta pequena auto-biografia do fotógrafo, escrita numa linguagem simples, direta e coloquial, a qual transcrevo, na íntegra, e que apenas inseri mínimas correções para torná-la mais clara ao leitor.


Dados pessoais: "Meu nome é Manuelito Pereira dos Santos Magalhães Benigno, ou mais simplesmente Manuelito Pereira. Nasci em Fortaleza a 17 de agosto de 1910,  e cheguei a Mossoró no dia 4 de outubro de 1933, já como profissional da fotografia, a convite da família Escóssia, para trabalhar no Foto Escóssia, que na época, era o fino da cidade. Casado com D. Maria Silva Barbosa Pereira, também cearense, das macambiras de Canindé. Constituí uma família de 5 filhos, dos quais somente dois estão vivos,  e 6 netos,  todos estudando na capital do Estado, sendo que quatro deles já são acadêmicos de engenharia , em diversos ramos. Estou, portanto, aqui há quase 44 anos e com 47 de profissão."

A imagem 01, de  1942, retrata o fotógrafo Manuelito, em seu próprio estúdio, localizado na Praça Vigário Antonio Joaquim, Mossoró-RN. . A autoria da imagem é desconhecida, é provável que venha ser de algum outro funcionário daquele estúdio.

Da iniciação na arte fotográfica: "Iniciei-me na arte fotográfica em Fortaleza-CE, era aprendiz do “Foto Sales”. Depois passei por diversos outros estúdios,  e,  em 1930,  já era considerado um profissional.
Recebi convite de Augusto da Escóssia para trabalhar no foto de propriedade de Louro da Escóssia e para aqui (Mossoró-RN) me desloquei fixando-me até hoje, (1977).

Depois do “Foto Escóssia”,  ainda trabalhei com José Otávio,  para finalmente instalar-me por conta própria.

Foi no ano de 1942, num sábado de carnaval, que inaugurei meu estúdio próprio, na praça Vigário Antonio Joaquim, onde está até hoje, com o nome de “Foto Manuelito”.  Consegui, ao longo dos anos,  ser considerado o “fotógrafo n° 1 da cidade” o que só me dá motivos de satisfação e orgulho. Até hoje, mesmo depois de arrendado o estúdio, continua com a mesma denominação, mantendo a tradição do nome feito com muito trabalho, sacrifício e amor e arte.

Também para mim é motivo de orgulho poder dizer que encomendei muito dos meus ex-empregados que hoje são donos de estúdios fotográficos, aqui (Mossoró-RN) e em outros lugares.

Este Foto realmente me envaidece, e faço votos que todos progridam e sejam felizes. Mesmo com a minha aposentadoria,  continuo sendo um amante da arte, pois a fotografia é uma coisa que empolga a gente,  e faz  gente gostar e se apaixonar pelo que ela pode dar e ensinar."

Imagem 02 - 1. Estúdio de Manuelito, em 1953

A imagem 02, de 02/07/1953, de autoria de Manuelito Pereira, mostra  o local do Foto Manuelito, cuja edificação está assinalada com o número 1, situada no prosseguimento da R. 30 de Setembro, na Praça Vigário Antonio Joaquim. Para realizar esta perspectiva aérea, é provável que o fotógrafo tenha escolhido o campanário da Catedral como ponto de tomada para a realização da imagem. Infelizmente, esta edificação histórica, de acordo com informações dos locais, a mesma está sendo demolida, e só Deus sabe que monstrengo irão construir neste espaço. Falar em destruição do patrimônio histórico edificado, é falar em Brasil .... triste aquele país que não preserva a sua memória.

A imagem 03, de 1949, mostra o local de residência do fotógrafo, na cidade de Mossoró, na R. Dr. Manoel Hemetério - Centro; sendo provável que deva ter sido a primeira residência. Deduz-se que a citada imagem seja de autoria do Manuelito Pereira.

 Imagem 03 - Casa de Manuelito Pereira, R. Dr. Manuel Hemetério. Mossoró, 1949.

Memórias: "Tenho muitas lembranças acumuladas de minhas atividades como fotógrafo nesta cidade, que quero, com muito carinho,  através de um arquivo de várias chapas que contam uma grande parte da vida de Mossoró.

Acompanhei, através da fotografia, o desenvolvimento social, político, cultural e econômico do município durante quase meio século.

Registrei a passagem de diversos Presidentes da República entre eles Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Eurico Dutra, Jânio Quadros, João Goulart, Costa e Silva, etc, Ministros de Estados, Governadores, Prefeitos, Políticos em geral, Misses e diversas personalidades do mundo artístico e cultural, pela terra de Santa Luzia.

Imagem 04 - Adalgisa Colombo, 1958.

Este artigo não tem preço porque faz parte da minha vida, e é a minha verdadeira memória oficial; não é em vão que dizem que a fotografia são os olhos da memória.

Fotografei a vida e a morte, alegrias e tristezas".  Manuelito - 1977.

A imagem 04, de 1958 e de autoria de Manuelito Pereira, comprova parte desta afirmação, pois, aqui, ele fotografou a vida desabrochada, a beleza, a alegria,  a Miss Brasil 1958 - Adalgisa Colombo, quando de sua visita a Mossoró-RN. A fonte de origem desta imagem: Blog de Josselene Marques.

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos. Télescope. Autoria das  imagens 02,03 e 04: Manuelito Pereira, 1910-1980; Fonte dos arquivos fotográficos P&B 01, 02 e 03- Site Azougue. - Índice das Matérias Publicadas em Memória Fotográfica.

http://telescope.zip.net/arch2010-07-01_2010-07-31.html





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

PROF. GILSON PEREIRA É CAMPEÃO MOSSOROENSE DE XADREZ DE 2012

Por: Honório de Medeiros
Professor Gilson Pereira

GILSON RICARDO DE MEDEIROS PEREIRA, 55, professor-doutor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) é o Campeão Mossoroense de Xadrez de 2012.


Mossoroense da gema, GILSON PEREIRA é neto de Manuelito Pereira, o histórico fotógrafo de Mossoró.

Fotógrafo Manuelito Pereira - http://telescope.zip.net

Após treze rodadas, com partidas acirradas e muito bem jogadas, o enxadrista Gilson Pereira sagrou-se vencedor invicto, com dez vitórias e dois empates, e uma rodada de antecipação.

O segundo lugar ficou com Carlan Amorim que marcou nove pontos e meio e o terceiro lugar ficou com Márcio Barbosa que marcou oito pontos e meio.

http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br

Lampião contra o mata sete


Autor: Archimedes Marques


Preço: R$ 50,00
BANCO DO BRASIL
Agência: 3088-0
Conta: 33384.0
Em nome de Elane Lima
Marques (Minha esposa).
E-mail
archimedes-marques@bol.com.br

http://blogdomendesemendes.blogsapot.com

Recado do Presidente

Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

Caros Sócios e amigos


A diretoria da SBEC representrada pelo Presidente e Tesoureiro esteve presente nos dias 10 e 11 de dezembro em Vitória da Conquista/BA. Na ocasião definiu-se o cronograma de atividades e programação para o III Congresso Nacional do Cangaço que ocorrerá no periodo de 22 a 25 de outubro de 2013 nas dependências da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB e no Centro Cultural de Vitória da Conquista.

Participaram da reunião representantes da:

UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 

UNEB - Universidade Estadual da Bahia
IFBA - Instituto Federal da Bahia
CATROP - ONG - Carreiro de Tropa

A programação com informações/orientações de prazos para inscrições estarão a disposição no site do evento e das instituições parceiras a partir da segunda semana de janeiro de 2013.

Contamos com a participação e divulgação de todos os sócios e interessados.

O III Congresso Nacional do Cangaço terá como tema: Sertões: memórias, deslocamentos, identidades.


Saudações
Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente

http://lampiaoaceso.blogspot.com

Frederico Lança Benjamim Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros Por:Narciso Dias


O GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, esteve prestigiando no dia 13.12.2012 na cidade do Recífe o lançamento do lívro, do grande pesquisador e escritor, Frederico Pernambucano de Mello. Onde membros do grupo representados por Narciso Dias, Jorge Remígio e Jair Tavares; participaram da sessão de autógrafos. "Lá encontramos os amigos Paulo Brito (filho de João Bezerra), Fábio Menezes, Sandra Queiros e seu irmão José Ferreira Júnior (Netos de Dona Mocinha irmã de Lampião).

Frederico Pernambucano de Mello e Narciso Dias

O autor ao lado de Jorge Remigio

Paulo Britto e Jorge Remigio

Frederico elogiou a iniciativa do grupo em preservar a história na Paraíba,e mandou recomendações ao nosso curador do Cariri Cangaço Manoel Severo e ao presidente GECC nosso amigo Angelo Osmiro e ao pesquizador paraibano João Bezerra da Nóbrega, demonstrando satisfação com esses mantenedores da história. O evento foi realizado na livraria cultura do shopping RioMar.

Narciso Dias - Presidente do GPEC e

membro do Conselho Consultivo do Cariri Cangaço



http://cariricangaco.blogspot.com.br

Cem anos de Luiz Gonzaga

Por: João de Sousa Lima

ERA O DIA DO REI

Cem anos se passaram, chegou o dia de dezembro de 2012, nesse dia, se vivo, o cantor Luiz Gonzaga completaria cem anos de idade. Durante todo o ano de 2012 o Brasil se mobilizou em torno da figura e da grandiosidade do Rei do Baião. Trabalhos escolares, grupos teatrais, culturais e musicais, cantores repentistas, xilógrafos, escritores e radialistas homenagearam o cantor. Em universidades, teses, trabalhos de graduação e trabalhos de conclusão de cursos, tiveram por tema o artista e sua arte. Vários projetos foram finalizados enaltecendo Luiz Gonzaga. O Rei do Baião representa para o nordeste brasileiro a valorização dos nossos costumes, das nossas tradições, das nossas raízes culturais, artísticas e históricas.  A cidade de Paulo Afonso teve o privilégio de sediar vários shows de Luiz Gonzaga; Aqui ele cantou, encantou, fez amigos, foi querido e amado, recebeu titulo de cidadão Pauloafonsino, cantou em troca de alimentos para ajudar os sertanejos que enfrentavam a terrível seca de 1983. Aqui ele foi fotografado, cortejado, adorado, acolhido, venerado.

A música Paulo Afonso foi a maior prova de amor entre a cidade e o artista. Quando em 1989 o cantor faleceu, a cidade em peso chorou, hastearam a meio maestro suas bandeiras em luto; Referencias e comoções tomaram conta da cidade.  Agora, em seu centenário, realizamos algumas homenagens ao Rei do Baião. Eu escrevi um livro narrando a passagem de Luiz em nossa cidade, resgatando imagens e histórias acontecidas com nosso povo. Sebastião Carvalho que foi a pessoa encarregada pela loja Maçônica São Francisco para fazer o contato convidando Luis Gonzaga para fazer o show beneficente em 1983 prestou sua homenagem ao velho amigo e em seu Haras Estrada da Vida, colocou dezessete sanfoneiros tocando músicas do Rei do Baião. O evento que comportou cento e trinta convidados foi embalado pelo autêntico forró, regado a emoção e a lembrança do inesquecível cantor.

No dia 13 de dezembro, nesse dia, Eu, Sebastião e Carlos Galindo acordamos com o raiar do sol e seguimos para os festejos em Exú, Pernambuco, lugar onde nasceu Luiz Gonzaga. Cruzamos Petrolândia, Floresta, Salgueiro, Bodocó e chegamos à terra do Rei do Baião. Uma multidão aglomerava-se no Parque Aza Branca e no centro da cidade. Na entrada do parque o cantor Alcimar Monteiro gravava programa para um canal de televisão. Mais na frente encontramos o comediante e maior imitador de Luiz Gonzaga, João Cláudio Moreno. Fizemos algumas fotografias com João e com ele nos dirigimos ao mausoléu do Rei do Baião. Dentro do mausoléu João Cláudio entrou em profundo silêncio, encostou a cabeça no mármore frio da lápide e em oração se emocionou e chorou. Eu e Sebastião ficamos de longe olhando a cena e depois deixamos João Cláudio em seu momento intimo. À tarde, várias autoridades civis e militares chegaram ao parque onde aguardavam o governador Eduardo Campos. Uma orquestra militar tocava músicas do Gonzagão. Entre as autoridades destacava-se Joquinha Gonzaga, sanfoneiro e sobrinho de Luiz Gonzaga. Quando começou o protocolo Joquinha Gonzaga foi agraciado com a comenda de Cidadão Pernambucano, recebendo o Titulo das mãos do governador Eduardo Campos. Depois o governador inaugurou uma estátua dourada de Luiz Gonzaga em frente ao Museu.

Com o cair da noite, lateral ao palco principal surgiu um cinema ao ar livre. Nas cadeiras lotadas ouvimos um discurso emocionado e emocionante do governador que tão justo falou da importância de Luiz Gonzaga para a cultura do Brasil. A casa da moeda do Brasil lançou a medalha em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga nas versões ouro, para e bronze. Consegui para meu acervo a versão em bronze e Sebastião Carvalho adquiriu as versões em prata e bronze. Em público o governador quebrou as cunhas das moedas. Os correios lançaram um selo em homenagem aos cem anos de Luiz Gonzaga. Mesa das autoridades desfeita começou a obra de arte do cineasta Breno Silveira: Gonzaga, de pai para filho. O filme traça um perfil das turbulências afetivas entre Gonzagão e Gonzaguinha, sem perder a ternura jamais. A película é de uma emoção pouco vista nas telas brasileiras, um verdadeiro retrato do que se passa no mais profundo sertão, sentido nos corações de dois grandiosos artistas ligados por uma áurea divina.

Depois do filme ouvimos o show de João Silva, um dos parceiros de Luiz Gonzaga. Algumas músicas mais e fomos procurar um local para descansarmos do dia estafante. Percorremos os quilômetros que separam Exú do Crato, pois em Exú os hotéis e pousadas estavam lotados. No Crato ficamos no hotel pasárgada, de onde saímos cedo, depois de um fato café matinal. Visitamos o Horto e o Museu do Padre Cícero Romão Batista. Muito próximo a estátua do padre Cícero cruzava em vôos rasantes um avião azul, depois ficamos sabendo pelo próprio piloto, o sanfoneiro Waldonys, que ele tinha ido lá, em suas acrobacias, tomar benção ao famoso Padre.
    
Retornamos a Exú e ainda cedo, na antiga residência de Luiz Gonzaga, vimos uma aglomeração e seguimos até lá; Na entrada da casa estava exposto um veraneio verde que pertenceu a Luiz Gonzaga. Dentro da casa pessoas fechavam um circulo ao redor de uma pessoa. Entrei com Sebastião e descobrimos que no meio daquela gente toda estava o Mestre Dominguinhos. Velhos e crianças cercavam o herdeiro musical do Velho “Lua”. Dominguinhos sorridente e ao mesmo tempo visivelmente abatido atendia todos com a simpatia que sempre dedicou a seus fãs e que fez parte de sua carreira artística. Com Dominguinhos estava Paulo Wanderley, um amigo que fiz em Fortaleza quando realizava palestra sobre o cangaço para o festival de Cinema daquela capital. Tiramos algumas fotos ao lado de Dominguinhos e seguimos a casa de Joquinha Gonzaga. Na casa de Joquinha deixamos alguns presentes com ele e seguimos para o lugar onde nasceu Luiz Gonzaga. Na antiga residência onde morou Januário, pai do rei do Baião, podemos degustar um carneiro na brasa e conhecermos o dono do restaurante, o senhor Junior. Junior nos levou para vermos o local do nascimento de Luiz Gonzaga. Fotografamos o lugar e seguimos até a  casa  da heroína Bárbara de Alencar. Da casa de Barbara fomos até a outra casa onde Luiz Gonzaga morou e que fica vizinha a casa do Barão de Exú. Na casa do Barão encontramos seu trineto Francisco, que muito educadamente se deixou ser fotografado com sua mãe e nos proporcionou a oportunidade de visitar os cômodos da antiga mansão que ainda mantêm móveis e utensílios de época. No pátio na frente do casarão situa-se a majestosa igreja que também foi construída pelo Barão. Lateral a igreja uma roda de sanfoneiros chamou nossa atenção. O sanfoneiro Amazan gravava o programa “Sala de Reboco” e desfrutamos de uma tarde memorável ouvindo Targino Gondim, Robertinho do Acordeom, Erivaldo de Carira e Joquinha Gonzaga.
    
Muitas músicas depois e chegou a hora de retornarmos. Carro na estrada e nas lembranças uma Asa Branca clareando os pensamentos; No coração a satisfação de ter ido lá, de ter prestado essa ho0menagem ao inesquecível Luiz Gonzaga e de ter participado desse momento histórico. Nas terras do Rei do Baião vivi emoções, senti pulsar nas veias o sangue nordestino dos homens invencíveis que se quebrantam na musicalidade e no aboio do vaqueiro, na canção que ecoa daquela sanfona branca que eternizou a bandeira em canto que influencia gerações e se torna marco indestrutível nas estradas cravadas com a arte de Luiz Gonzaga. Pela maestria de Luiz o transformamos no “Embaixador do Nordeste”, cujo canto é paz, é vida, alegria e emoção. Na felicidade de ter vivido tudo isso, deixei minhas preces em cada canto desses cantos que passei e que foram motivos de inspirações que saíram em forma de músicas nos acordes das teclas daquela sanfona branca e que hoje vaga no imaginário de uma nação que derrama em prantos a saudade deixada por Luiz Gonzaga do Nascimento, o eterno Rei do Baião.

João de Sousa Lima
Paulo Afonso, Bahia, madrugada do dia 15 de dezembro de 2012.


João de Sousa Lima, João Cláudio Moreno ( comediante e imitador de Luiz Gonzaga ) e Sebasteão Carvalho.


Sebastião e João de Sousa Lima no veraneio que pertenceu ao Rei do Baião.


João de Sousa Lima, Sebastião e Carlos Galindo na estátua de Luiz Gonzaga inaugurada pelo governador Eduardo Campos.


Sebastião, a filha do cantor Josa Vaqueiro do Sertão, João de Sousa Lima e Edilson do Acordeom.


João de Sousa Lima, o cantor Waldonys e Sebastião.


O cantor Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga, recebeu das mãos do Governador Eduardo Campos, o Título de Cidadão Pernambucano.


A casa de Januário guarda suas características originais.


O local exato da casa onde nasceu Luiz Gonzaga.
Na foto:  João de Sousa Lima, Sebastião,  Carlos e Júnior (proprietário das terras onde fica o marco de identificação da antiga residência)


A segunda casa onde morou Luiz Gonzaga.


Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: 
João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com










Ao Chefe de Polícia de Pernambuco, em 28/08/1927

Por: Rubens Antonio

Telegramma, em 28 de agosto de 1927.

“As ordens que vossencia me transmittiu no telegramma do dia 15, foram pontualmente executadas, sendo continuo e prompto para cumprir as instrucções de vossencia, sem, neste particular, medir a consequencia. Conforme scientifiquei a vossencia, em telegramma da mesma data tinha incumbido o tenente Hygino de effectuar uma diligencia para captura dos bandidos José Torto, vulgo “Caneta”, e José Rosa, vulgo “Candinho”. 

O dito official, incansavel no cumprimento do dever e das nossas determinações, acaba de chegar a esta cidade. O resultado da empresa que fôra confiada excedeu a minha espectativa, na importancia pois, capturou os  bandidos seguintes: “Caneta”, “Candinho”, João Torto e Nicodemos Cordeiro de Moraes, vulgo “Nico”, todos pronunciados por morte em Taracatú, Alagoas, conforme a exposição de vossencia, e mais Bezerra vulgo “Luiz Helena” e Manoel Luiz, vulgo “Manoel Helena”, criminosos de morte, este no municipio de Marcos; Gaudencio Sá, vulgo “Maçarico” criminoso de morte em Triumpho, afora os crimes praticados em outros municipios, o que vou syndicar, Querino Neto, criminoso de morte no municipio de Flores, sendo assim ao todo oito scelerados.

É mais uma prova do interesse excessivo dos nossos auxiliares, no intuito da completa extinção do banditismo na zona sertaneja de acordo com os desejos de vossencia, 

Major Theophanes Torres

O tenente Hygino informa que a na zona do Riacho do Navio não existe o menor roteiro do grupo do famigerado Lampeão. Major Theophanes Torres, de Villa Bella.

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
Rubens Antonio

http://cangaconabahia.blogspot.com