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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Nísia Floresta - Uma homenagem literária à Vila de Papary - REGIÃO AGRESTE


A pesca sempre farta dentro das lagoas e as terras de boa qualidade para o plantio de várias lavouras serviram de impulso para o progresso econômico do povoado, que até hoje se mantém baseado na agricultura, na pecuária, na pesca e também na força turística de suas praias e lagoas.

Os primeiros habitantes da região de Papary, conhecida desde 1607, foram os índios Tupis. O Nome Papary originou-se de uma lagoa de pesca abundante, existente no território, ao lado das lagoas Guaraíras e Papeba.

No livro “Nomes da Terra”, Luís da Câmara Cascudo escreve: “Selvagens que ali demoravam, ignorantes de meios de armadilhas de pescar, organizavam pequenas balsas de madeira, amarradas em cipós; punham sobre elas ramos de cajueiros e então, aparelhados, vadeavam a lagoa e agitando com as varas, provocavam o salto do peixe ‘pari’ que caía entre os ramos sobre as balsas, fendo desse modo os indígenas as suas pescarias, que quer dizer ‘salto de peixe’. Com a fusão das línguas tupi e portuguesa, o nome modificou para o Papary, com o qual foram denominada a Lagoa e a Vila”.

Em 1703, já com a presença portuguesa, o povoado começou a erguer a igreja de Nossa Senhora do Ó, concluída somente 52 anos depois, em 1755. Foi pela Lei Provincial que o povoado desmembrou-se de São José de Mipibu, tornando-se município com o nome de Vila Imperial de Papary. A atual denominação Nísia Floresta foi dada pelo Decreto-lei, em de 23 de dezembro de 1948, em homenagem à sua mais ilustre filha, a escritora Nísia Floresta.

O município de Nísia Floresta está localizado na Região Litoral Agreste do Estado, a 43 quilômetros, onde residem cerca de 20 mil pessoas. Nísia Floresta conta com a beleza da praia de Búzios, Pirangi do Sul, Barra de Tabatinga, Barreta e Camurupim.

Ainda há o encantamento das lagoas Boágua, Carnaúba, Carcará, Redonda, Bomfim e Ferreira. A gastronomia da cidade oferece o famoso camarão da região, prato predileto na culinária potiguar.


O Gigante Baobá - Um dos maiores do Brasil, com um tronco de quatro metros de diâmetros, 13 metros de circunferência e uma copa de aproximadamente 19 metros de altura, plantada em 1877 por Manuel de Moura Júnior e tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, no ano de 1965. O baobá, mundialmente conhecido pelo livro “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Saint Exupéry, é uma árvore natural do continente africano e virou um dos ícones de Nísia Floresta.


Estação de Papary -Edificada em 1881 pelos ingleses da companhia Great Western. Feita em estilo neoclássico, com arcos em estilo gótico, ela foi tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual do Meio Ambiente, em dezembro de 1984. Atualmente, abriga o restaurante Marinas Camarões.


Igreja de Nossa Senhora do Ó - Erguida pelos portugueses em estilo barro, a Igreja foi concluída em 1755. Num altar folheado a ouro se destacam duas imagens bem antigas, vindas de Portugal: São Benedito e a padroeira Nossa Senhora do Ó.


Igreja de Nossa Senhora do Ó - Erguida pelos portugueses em estilo barro, a Igreja foi concluída em 1755. Num altar folheado a ouro se destacam duas imagens bem antigas, vindas de Portugal: São Benedito e a padroeira Nossa Senhora do Ó.


Quem foi Nísia Floresta?

Ela nasceu em Papary, mais precisamente no Sítio Floresta em 1810. Filha de uma das mais importantes famílias da região, Dionísia Gonçalves Pinto, seu nome de batismo, entrou para história como uma escritora que teve coragem de pensar e defender suas idéias, consideradas revolucionárias pela sociedade conservadora da época. Ela entrou para o mundo literário com um pseudônimo que se tornou internacionalmente conhecido, o de Nísia Floresta Brasileira Augusta. A escritora de Papary tornou-se famosa, sendo admirada por muitos e questionada por outros tantos. Era tida como extraordinária, notável, ao mesmo tempo em que era considerada mestiça e indecorosa.


Nísia Floresta no Cinema

A produtora cultural Izabela Camilo, depois de pesquisar durante mais de dez anos sobre a vida e obra de Nísia Floresta, pretende contar essa história através das telas de cinema. A pesquisadora convidou a atriz Lucélia Santos para a direção do filme, que antes seria dirigido por Luiz Carlos Lacerda, o mesmo diretor de “For All, Trampolim da Vitória”. De acordo com Izabela Camilo, parte das tomadas no Rio de Janeiro também servirá para ambientar o período em que Nísia passou em Paris, lugar onde a poetiza potiguar teve um contato estreito com o escritor Auguste Comte, o pai do positivismo. Segundo Izabela, a idéia de lançar o filme, cujo título é “Nísia Floresta, a Brasileira Augusta”, partiu do pressuposto de que poucas pessoas no Brasil, e no próprio Estado do Rio Grande do Norte, conheçam esse ícone feminino da cultura. “Tudo pelo qual ela lutou, ao longo de sua vida, foi e continua sendo atual”, afirmou.


O município é um grande produtor de camarão. Água de boa qualidade garante o cultivo da carcinocultura.


Lagoa do Carcará, uma das várias lagoas de Nízia Floriesta.


Lazer e descanso na Lagoa do Carcará, atraindo turistas de todo o Brasil.


Vista parcial da cidade de Nísia Floresta, guardando uma atmosfera interiorana.


Detalhes da fachada do cemitério público.


Casarão colonial guardando histórias de Nísia Floresta.


Estação de trem Papary transformou-se num restaurante aconchegante, onde serve comidas típicas e o melhor camarão da região.

http://chaopotiguar.blogspot.com.br

Apresento-lhes O Silêncio de Deus em e-book.


Autor: José Carlos Mendes Brandão

http://blogdomendeseemendes.blogspot.com

25 de dezembro de 1929, no “Diario Oficial do Estado da Bahia”

Por: Rubens Antonio
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SECRETARIA DA POLICIA

Portaria

O Secretario da Policia e Segurança Publica, no uso de suas attribuições, tendo em vista o art. 11 da Lei n.1897, de 2 de agosto de 1926, resolve designar o bacharel em direito João Mendes da Costa Filho, delegado de policia do termo séde da comarca de Maragogipe, para em commissão proceder o inquerito de referencia aos crimes commetidos na Villa de Queimadas, da comarca do Bomfim, por 

Lampião e o cangaceiro Juriti

Virgolino Ferreira da Silva, vulgo “Lampeão” e outros, para onde deverá se transportar, afim de apurar as responsabilidades dos seus auctores e bem assim, de quantos prestaram auxilios para a practica desses crimes.

Secretaria da Policia e Segurança Publica, em 24 de Dezembro de 1929
Bernardino Madureira de Pinho

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
Rubens Antonio

htp://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cangaceiro Barra Nova

Por: João de Sousa Lima

Esta foto mostra no centro o cangaceiro Barra Nova, tendo à direita de quem olha, o cangaceiro Luiz Pedro.

..., Barra Nova e Luiz Pedro

O verdadeiro nome do cangaceiro Barra Nova era Manuel Maurício. Esta fotografia estava em seu bornal quando foi morto pelo tenente 

Tenente Zé Rufino

Zé Rufino e o próprio Zé Rufino a deu de presente, na década de 60, a João Maurício, filho do cangaceiro. Em breve teremos um capítulo sobre a história de Barra Nova. Agradeço a fotografia a João Maurício e José Aldino.

Extraído do blog do escritor e pesquisador do cangaço:
João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com

Centenário do Nascimento de Luiz Gonzaga O Rei do Baião


No dia 13 de dezembro de 1912, nasceu em Exu, cidade do estado de Pernambuco, na Fazenda Caiçara, o maior representante da música popular nordestina, Luiz Gonzaga do Nascimento.

Filho de Januário José dos Santos, o Mestre Januário, e de Ana Batista de Jesus, conhecida como Santana, Luiz Gonzaga cresceu auxiliando os pais, mas, sobretudo, admirando o pai, que era sanfoneiro, conhecido como Mestre dos 8 Baixos. Antes de adquirir sua primeira sanfona, fole Kock, de oito baixos, marca Veado, em 1924, Luiz Gonzaga já tocava e animava bailes, forrós e feiras, acompanhado do pai.

EBCT - Selo do Centenário_José Leite Primo e Kydelmir Dantas

Não se registra momento sem impacto na vida de Luiz Gonzaga. Sua cronologia é repleta de fatos e acontecimentos marcantes, num ritmo acelerado, assim como sua música. Seu guarda-roupa artístico era composto de sanfona e chapéu de couro, à vaqueiro ou à cangaceiro.

Deixou sua terra natal em 192 (1930 – grifo nosso) em função de um namoro interrompido por discordância dos pais da noiva e represália de seus pais. Após vender sua sanfona, já no estado do Ceará, viajou para Fortaleza, ingressando no Exército.

Em 1930, por causa da Revolução, viajou a serviço militar pelo País e, em 1933, estabeleceu-se no estado de Minas Gerais, onde se tornou soldado tambor-corneteiro, apelido “bico de aço”. Sem que tenha se desligado da música durante o período no Exército, ainda em Minas Gerais, aprendeu a tocar sanfona de 120 baixos com o amigo, o soldado Domingos Ambrósio.

Após deixar as Forças Armadas e instalar-se na cidade do Rio de Janeiro, no então bairro boêmio do Mangue, já portador de sua sanfona branca, Hohner, iniciou sua carreira musical, tocando vários ritmos de sucesso na região em que se encontrava. Apoiado por estudantes cearenses, mudou o seu repertório, obtendo sucesso no programa de calouros da Rádio Tupi com a música Vira e Mexe, atuando, posteriormente, no programa A Hora Sertaneja, com a ajuda do sanfoneiro Zé do Norte.

Foi na gravadora Victor, em 1941, que, numa participação com a dupla Genésio Arruda e Januário França, Luiz Gonzaga consegue sua primeira gravação. A partir de então, o sucesso do “maior sanfoneiro do Brasil” só foi crescendo. Carismático, teve grandes nomes musicais como parceiros. Com o cearense Humberto Teixeira, em 1944, a primeira parceria foi com o xote No meu pé de serra. Esta parceria perdurou até 1952.

Em 1945 já tinha 25 discos gravados como sanfoneiro e um como cantor. Neste ano, também, fruto de sua convivência com a cantora Odaléia Guedes, nasceu seu filho, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, artisticamente conhecido como Gonzaguinha. O final da década de 40 foi repleto de conquistas, marcada pelo casamento com Helena das Neves Cavalcanti, e a gravação de um dos seus maiores sucessos, Asa Branca.

Na década de 50, o casal Luiz Gonzaga e Helena tiveram a filha Rosa Maria. Neste período, o Rei do Baião lançou, gravou e cedeu várias de suas composições a outros cantores, que se tornaram clássicos da MPB.

Com o título de Rei do Baião, incansavelmente, Luiz Gonzaga compôs muitas músicas, sozinho e em parceria, recebendo uma infinidade de prêmios. Vários espaços foram criados em sua homenagem. Morreu aos 76 anos de idade, em 1989, deixando-nos imensurável legado cultural, que é vivido pelo povo, pelos artistas e gravadoras, em qualquer recanto do País.

Os Correios prestam uma homenagem ao protagonista de uma história de lutas, batalhas e sucessos, assinalando o centenário do seu nascimento em selo postal, pequena ilustração de grande valor histórico e cultural, que circulará mundo afora contando a trajetória de quem soube “sanfonar” a própria existência.

Daniel Gonzaga
Cantor, Músico e Instrumentista, neto de Luiz Gonzaga

SOBRE O SELO
Na composição da imagem do selo, o artista utilizou vários elementos retratando a vida sertaneja do cantor e, sobretudo, a música Asa Branca, um de seus grandes sucessos. Em primeiro plano, a imagem do cantor vestido com a tradicional roupa de vaqueiro nordestino e chapéu de couro, segurando uma sanfona; acima de seu braço, a ave branca voando em direção às nuvens, simbolizando a harmonia musical do cantor. No canto inferior direito, os olhos verdes e a plantação, presentes na letra da música Asa Branca. O símbolo da Maçonaria indica a participação do homenageado naquela sociedade. Ao alto, no canto direito, a coroa representa a majestosa obra do cantor, cujos fãs o batizaram merecidamente de “Rei do Baião”. Foram utilizadas as técnicas de desenho a nanquim e pintura.

Detalhes Técnicos

Edital nº 21 
Arte: Jô Oliveira
Processo de Impressão: of-set
Folha com 24 selos
Papel: cuchê gomado
Valor facial: R$ 1º Porte Carta Comercial
Tiragem: 300.000 selos
Área de desenho: 33mm x 33mm
Dimensão do selo: 38mm x 38mm
Picotagem: 11,5 x 11,5
Data de emissão: 13/12/2012
Locais de lançamento: Exu/PE, Recife/PE, Juazeiro do Norte/CE, Brasília/DF, Campina Grande/PB e Entre Rios/BA
Impressão: Casa da Moeda do Brasil
Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2015

Código de comercialização do selo: 852009356
http://www.correios.com.br/selos/selos_postais/selos_2012/selos2012_21.cfm

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador:
 Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Praça Bento Praxedes, 1918. Mossoró,RN

Praça Bento Praxedes, 1918

Esta praça, localizada na zona central da cidade, no distrito 602, tem o seu quadrilátero formado pelas ruas, a leste, Rua José de Alencar; a oeste, Rua Tiradentes, em foco nas imagens apresentadas; ao sul, Rua Alfredo Fernandes, e ao norte, a rua Francisco Izódio, situada no distrito 601, que aliás, no mapa Google, a rua está grafada errada; está  como Francisco Sódia.

A partir da década 50 do Século XX,  popularmente, a praça tornou-se intitulada, de modo depreciativo, de  Praça do Codó, que nas crendices populares, a palavra codó significa algo que dar azar. O patrono desta praça, até a presente data, é Bento Praxedes Fernandes Pimenta,  (31/01/1871-29/04/1922), nascido na cidade de Maioridade, hoje Martins-RN, e mossoroense deste 1890. Foi abolicionista, político hábil, inteligente, governista com mentalidade de tolerância; Coletor Federal, e dirigiu o Comércio de Mossoró, escrevendo fluentemente de 1904 a 1917.

É provável que em 1918, esta praça possuísse outra nomenclatura, já que faz parte do perfil do político brasileiro a eterna atração pela SANU-Síndrome de Alteração da Nomenclatura Urbana, demonstrando, inúmeras vezes, a indigência cultural e o desconhecimento da história do país, e o resultado destas alterações não poderia ser pior, a destruição da nossa memória.

Em outros países, não se vê este troca-troca de patronos dos seus logradouros públicos, estes patronos estão lá, há décadas ou séculos, como se fossem verdadeiros defensores da História. Imaginemos chegarmos a Buenos Aires, e não mais localizarmos a Plaza San Martin, porque alguém achou, de uma hora para outra,  trocar o patrono do logradouro, ou ainda, o cidadão chegar a Paris e não conseguir localizar a Place de la Concorde porque algum maluco resolveu mudar sua denominação. Seria um crime contra a História.

Considerei a data de 1918 para o registro fotográfico, pelo fato da foto apresentar as mesmas características técnicas desta outra foto. Observa-se que o fotógrafo priorizou as questões urbanísticas, tendo o cuidado em destacar o casario, os postes da eletrificação urbana. Observa-se um novo estilo arquitetônico presente nas fachadas das casas, rompendo de fato com o estilo colonial. Contudo, as ruas ainda não eram pavimentadas, notam-se vestígios de poças d'água ao longo do chão da rua.

Casarões da Pça. Bento Praxedes, 1948

A segunda foto, a casa em destaque é a de nº 98, mencionada pelo historiador Raimundo Soares de Brito: o Palacete construído em 1918, pelo banqueiro Sebastião Fernandes Gurgel, proprietário da Casa Bancária S Gurgel.Em 1928, este palacete foi vendido para o comerciante e industrial local, Miguel Faustino do Monte.

Em 13 de setembro de 1933, este Palacete entrou para a História Oficial, foi o Catete Mossoroense, pois, nesta data, nele instalaram-se o Presidente Getúlio Vargas e sua comitiva presidencial, após  a solenidade do hasteamento da Bandeira Nacional, foi dado como instalado o Governo Provisório da República do Brasil. Portanto, esta praça faz parte tanto da história local como da nacional.Mossoró no Diário de Getúlio Vargas apresenta outras informações sobre este fato histórico.

Em 1945, novamente o Palacete foi vendido ao Sr. Dix-Neuf Rosado, industrial e político local, permanecendo em poder da família até a presente data.

Casarões da Pça. Bento Praxedes, 1948

O casarão da terceira foto, foi residência do comerciante e industrial local, Sr. Quincas Duarte. Inclusive a terceira imagem, com base na posição do automóvel  nada mais é do que um prolongamento da segunda imagem, a qual sofreu um corte mal feito e desnecessário, gerando perdas de detalhes.

Estas  fotos devem fazer parte de um conjunto de imagens oficiais, que ao disponibilizarem, não fizeram as devidas referências às origens das mesmas, e tampouco ao autor destas, e consequentemente, quando a utilizamos, somos obrigados a atribuir o trabalho a fotógrafo anônimo. É lastimável, o manuseio incorreto de arquivos históricos, em nosso país.

Infelizmente, o descuido urbanístico, por parte de nossas autoridades constituídas, é uma febre nacional, pois esta praça encontra-se abandonada e sem manutenção, como pode-se constatar neste artigo do Franklin Jorge. Concluindo, a partir desta pequena memória fotográfica, interligamos os mais diferentes pontos da história.

Governantes locais/nacional do período:

- Presidente da República: Wenceslau Braz Pereira Gomes (1868-1966). Mandato: 1914-1918;
- Governador do RN: Joaquim Ferreira Chaves Filho (1852-1937). Mandato: 1914-1918;
- Em Mossoró, RN: Presidente do Conselho: Jerônimo Rosado. Intendente:Sebastião Fernandes Gurgel. Mandatos: 1917-1919;
- Padrão monetário vigente: Réis.

Fontes:  BRITO, Raimundo Soares de.Ruas e Patronos de Mossoró (Dicionário), Vols I e II, Coleção O Mossoroense, Fundação Vingt-un Rosado, setembro de 2003;  CASCUDO, Luís da Câmara. Notas e Documentos para a História de Mossoró, Coleção O Mossoroense, Fundação Vingt-un Rosado, 4a. Edição, maio de 2001; COSTA, Andréa Virgínia Freire. Lugares do passado ou espaços do presente? Coleção O Mossoroense, Fundação Vingt-un Rosado, Mossoró-RN, abril de 2009; Centro de Memória-TRE-RN; Hemeroteca Pe. Sátiro; Memorial do Ministério Público do RN; Fonte do arquivo fotográfico P&B.

http://telescope.zip.net/arch2009-11-01_2009-11-30.html



O SERMÃO DO BOM LADRÃO, PADRE VIEIRA

Do blog de Ricardo Noblat
Pe. Antônio Vieira

(...) O que eu posso acrescentar pela experiência que tenho é que não só do Cabo da Boa Esperança para lá, mas também da parte de aquém, se usa igualmente a mesma conjugação.

Conjugam por todos os modos o verbo rapio, não falando em outros novos e esquisitos, que não conhecem Donato nem Despautério (a).

Tanto que lá chegam começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos práticos, é que lhes apontem e mostrem os caminhos por onde podem abarcar tudo.

Furtam pelo modo imperativo, porque, como têm o misto e mero império, todo ele aplicam despoticamente às execuções da rapina.

Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quanto lhes mandam; e para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos.

Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem; e gabando as coisas desejadas aos donos delas por cortesia, sem vontade as fazem suas.

Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito; e basta só que ajuntem a sua graça, para serem, quando menos, meeiros na ganância.

Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões.

Furtam pelo modo infinito, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes, em que se vão continuando os furtos.

Estes mesmos modos conjugam por todas as pessoas; porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados e as terceiras quantas para isso têm indústria e consciência.

Furtam juntamente por todos os tempos, porque o presente (que é o seu tempo) colhem quanto dá de si o triênio; e para incluírem no presente o pretérito e o futuro, de pretérito desenterram crimes, de que vendem perdões e dívidas esquecidas, de que as pagam inteiramente; e do futuro empenham as rendas, e antecipam os contratos, com que tudo o caído e não caído lhes vem a cair nas mãos.

Finalmente nos mesmos tempos não lhes escapam os imperfeitos, perfeitos, plusquam perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais, se mais houvesse.

Em suma, o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar.

E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles, como se tiveram feito grandes serviços, tornam carregados e ricos: e elas ficam roubadas e consumidas...

Assim se tiram da Índia quinhentos mil cruzados, da Angola, duzentos, do Brasil, trezentos, e até do pobre Maranhão, mais do que vale todo ele.

Padre Antonio Vieira, sacerdote jesuíta, professor de retórica, pregador, confessor, embaixador e escritor português. Trecho do Sermão do Bom Ladrão, escrito em 1655. Proferido na Igreja da Misericórdia de Lisboa (Conceição Velha), perante D. João IV e sua corte. O retrato que apresenta o autor é de Cândido Portinari.

Postado por: Honório de Medeiros
http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br

Convite!



Convite Rio - Mostra Luiz Gonzaga

Exposição sobre Luiz Gonzaga  - O Imaginário do Rei.
 local: Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro 
Data: 17 de dezembro 2012 a até 24 de fevereiro 2013. 
Curador: Bené Fonteles

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Curiosidade - Lampião


Por: Jobeno

No bando de Lampião, conta-se que passou mais de mil cangaceiros. No Auge de Virgulino ele tinha mais de 200 cabras vivos, mais pode haver controvérsias pois alguns cangaceiros nunca chegaram a ver todos os homens, como é o caso de 

O cangaceiro Volta Seca ainda jovem

Volta Seca que afirma ter visto até 120 homens... Esse monte de cabra era dividido em subgrupos como o de, Zé Sereno, Ângelo Roque (Labareda), Moreno, Mariano, Moita Brava, Português, Corisco e por ai vai...Esses subgrupos eram importantes para expandir o cangaço, pois cada subgrupo ficava em locais diferentes ou até estados diferentes, também era essencial para não chamar tanta atenção, imagine só mais de 100 homens juntos em um só local? Se jogassem uma bomba matavam todos e fim no cangaço.

O cangaceiro Corisco

Corisco era sim do bando de Lampião e ele era o líder de um subgrupo, após alguns desentendimentos com Lampião, Corisco se separou e formou o seu próprio bando, mais esses desentendimentos não afetaram muito a amizade dos dois. Após a morte de Virgulino no dia 28 de Julho de 1938, Corisco passa a rei do cangaço riscando o sertão, só que quase dois anos depois é morto pela volante de Zé Rufino...

http://www.orkut.com/

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Floresta esteve em festa


Centenário de Neco de Pautília

No ultimo dia 21 de Dezembro o povo desta bela cidade tava nem aí proconverseiro de fim de mundo. Era dia de prestigiar um ilustre filho.  

Além do lançamento de "Lembrar e escrever não é só querer" livro que resguarda para sempre suas memórias, nosso amigo Manoel Cavalcanti de Souza, completou 100 aninhos de vida, e 78 de matrimônio com dona Maria Ribeiro. 
Veja alguns flagrantes. Por Alaíde Cavalcanti, (Filha)




Móveis, objetos, utensílios e ferramentes de trabalho que ajudam a contar a trajetória de vida do seu Neco.


Impossibilitado de escrever por conta da perda da visão seus filhos se encarregaram das dedicatórias.



Homenagem de parentes e amigos.



Nosso enviado especial foi o amigo professor Pereira,
(6º da esquerda para a direita).



Bote o homi pra falar...




Derrama senhor, derrama sobre eles o seu amor...



Neco de Pautília é o que podemos chamar de uma celebridade anônima. Sendo um dos últimos soldados da volante pernambucana ainda vivo, e com o mérito de ter lutado no front em cinco combates.

O velho guerreiro também foi homenageado pelos seus familiares com uma música do poeta alagoano Zé de Almeida. São 14 minutos contando toda a sua história, inclusive alguns dos combates que teve com Lampião. Destaque para o terrivel Fogo de Maranduba emjaneiro de 1932 aqui no Sergipe.

Uma outra peleja não menos importante resultou de uma emboscada mal sucedida ao seu comércio onde o bravo Neco teve de encarar sozinho um pequeno grupo de cangaceiros.

Então, aumente o volume, conheça uma saga de alegrias, tristezas,mas sobretudo de muita coragem!

Feliz Natal minha gente... E tome xote!!!


Para adquirir o livro, falar com Alaíde Cavalcanti (filha de Seu Neco), Contatos (87) 9927 5853. ou pelo email:alaidecavalcanti@hotmail.com
Vídeo pescado no Canal do YouTube de Carla Rogéria Rosa Ferraz.

http://lampiaoaceso.blogspot.com

Feliz Natal

Por: Clerisvaldo B. Chagas

FELIZ
NATAL

CLERISVALDO B. CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA
ROMANCISTA – CRONISTA – HISTORIADOR - POETA

Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo ( Rua Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antonio Tavares, nº 238, onde passou toda a sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase em 1966.Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol Concluído o Curso Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital paulista. Retornou novamente a sua terra onde foi pesquisador do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casou em 30 de março de 1974 com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na AESA - Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, em Pernambuco (1991). Fez Especialização em Geo-História pelo CESMAC – Centro de Estudos Superiores de Maceió (2003). Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História, Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as escolas: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das Chagas, São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei.
  Sua vida social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º  teatro de Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes; criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do diário Jornal do Sertão (encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL.
Em sua trajetória, Clerisvaldo Braga das Chagas, adotou o nome artístico Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B. Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance - 1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem (conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado – 1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão Brabo CD (10 poemas engraçados).



Até setembro de 2009, o autor tentava publicar as seguintes obras inéditas: Ipanema, um Rio Macho (paradidático); Deuses de Mandacaru (romance); Fazenda Lajeado (romance); O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema(história); Colibris do Camoxinga - poesia selvagem (poesia).
Atualmente (2009), o escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas também escreve crônicas diariamente para o seu Blog no portal sertanejo Santana Oxente, onde estão detalhes biográficos e apresentações do seu trabalho.

(Clerisvaldo B. Chagas – Autobiografia)

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br

LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE


Autor: Kydelmir Dantas


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