À noite, se atirarem um ovo
no para-brisa de seu carro (reconhecível pelo amarelo da gema)
* Mantenha a calma e a VELOCIDADE
* Não use o limpador de para-brisas!
* NUNCA coloque água no para-brisa!
* Aumente a velocidade porque os
LADRÕES estão por perto. Explicação: O ovo e a água ao se unirem, formam uma
substância viscosa, tal como o leite, e você vai precisar parar, pois bloqueará
a sua visão em cerca de 90%. Fuja dali o mais depressa possível! Este é
o ultimo método que eles inventaram.
2º. - AVISO DA POLÍCIA CIVIL - NOVA MODALIDADE DE ASSALTOS A VEÍCULOS
Imagine que você vai para o seu carro que deixou estacionadobonitinho, abre a porta, entra, tranca as portas para ficar emsegurança e liga o motor.Você não faz sempre assim?
Entretanto, olhando pelo espelho interno, você vê uma folha de papelno vidro traseiro, que te bloqueia a visão.
Então, naturalmente, xingando quem colocou um maldito anúncio no seuvidro traseiro, você põe o carro em ponto morto, puxa o freio de mão,abre a porta e sai do carro para tirar o maldito papel, ou o que sejaque esteja bloqueando a sua visão.
Quando chega na parte de trás, aparece o ladrão, vindo do nada, terende, entra e leva o seu automóvel c/ a chave na ignição, o motor queestava ligado (se tiver bloqueador já vai estar liberado), c/ a suacarteira, documentos e o que mais houver lá.
Assim, se houver alguma coisa bloqueando a sua visão, não desça do carro.
Arranque o seu veículo usando os espelhos retrovisores externos,espere e desça em outro local, mais à frente, c/ total segurança.
REPASSE!!! Esta é quente! Muito cuidado e atenção!Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende.Boa sorte, boa prevenção, e fiquem atentos.
3º. - AVISO DA POLÍCIA CIVIL
CUIDADO em BARES, RESTAURANTES, IGREJA e outros locais de encontros coletivos.
Bandidos estão dando de 10 x 0 em criatividade em nós e na Polícia,portanto, vamos acabar com isso...Vejam: Você e seus amigos oufamiliares estão num bar ou restaurante, batendo papo e se divertindo.
De repente chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, complaca tal, estacionado na rua tal, solicitando que o proprietário dêum pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando asaída de outro carro.
Você, bastante solícito vai, e ao chegar até o seu carro, anunciam oassalto e levam seu carro e seus pertences, e ainda terá sorte se nãolevar um tiro...
Numa mesma noite, o resgate da Polícia Militar atendeu a três pessoasbaleadas, todas envolvidas no mesmo tipo de história.
Repasse esta notícia para alertar seus amigos... O jeito, em casosemelhante ir acompanhado! Chame alguns amigos para ir junto, e delonge verifique se é verdade.
Isto também pode acontecer, quando se está na igreja, supermercado...ou em outros locais de encontros coletivos.
'MENSAGEM TRANSMITIDA PELO ATENDIMENTO 190 '
REPASSEM-O!
Informação adquirida no facebook, na página de Aline Fernandes
Num clima de
alegria e esperança provocado pela ascensão ao pontificado petrino, do papa
Francisco, iniciamos mais uma Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus na
cidade de Jerusalém. Aí começa uma nova fase na história do povo de Israel,
quando todos se voltam para a sena da paixão, morte na cruz e ressurreição de
Jesus Cristo.
A Semana Santa
deve ser um tempo de recolhimento, de interiorização e de abertura do coração e
da mente para o Deus da vida. Significa fazer uma parada para reflexão e
reconstrução espiritualidade, essencial para o equilíbrio emocional e segurança
no caminho natural da história de vida, com mais objetividade e firmeza.
As
dificuldades encontradas não são fracasso e nem um caminho sem saída. Elas nos
levam a firmar a esperança na luta por uma vida sem obstáculos intransponíveis.
Foi o que aconteceu com Cristo no trajeto da paixão, culminando com a morte na
cruz. Em todo esse caminho ele passou por diversos atos de humilhação.
A estrada da
cruz foi uma perfeita reveladora da identidade de Jesus. Ele teve que enfrentar
os atos de infidelidade e de rebeldia do povo que estava sendo infiel ao
projeto de Deus, inclusive sendo crucificado entre os malfeitores. Jesus
partilha da mesma sorte e dos mesmos sofrimentos dos assassinos e ladrões de
sua época.
Na Semana
Santa devemos associar ao sofrimento de Cristo o mesmo que acontece com tantas
famílias e pessoas violentadas em nossos tempos. Podemos dizer da violência
armada, dos trágicos acidentes de trânsito, das doenças que causam morte, do
surto da dengue, dos vícios que ceifam muita gente etc. Jesus foi açoitado,
esbofeteado, teve a barba arrancada, foi insultado e cuspido.
O detalhe
principal é que nenhum sofrimento fez Jesus desistir de sua missão e nem ter
atitude de vingança. Ele deixou claro que o perdão é mais forte do que a
vingança. Devemos aprender com ele e olhar a vida de forma positiva, sabendo
que seu destino é projetado para a eternidade em Deus.
Hoje cedo por
uma dessas vontades estranhas que vez por outra nos invade a alma me pus a
ler, talvez pela milionésima vez, o raríssima cordel – “A
identidade de um ébrio”(foto abaixo), de autoria do inesquecível poeta,
violeiro e cordelista missãovelhense
Fco. Pereira da Silva - o famoso poeta BIU PEREIRA
Fco Pereira da Silva - Biu Pereira, já
falecido. Um tanto quanto envelhecido, sobretudo pelo papel jornal
em que fora confeccionado, o velho cordel foi um presente a me ofertado pelo
próprio vate nos idos dos anos 80 quando ainda era estudante do ginásio
paroquial.
Nos anos em
que comecei a visitá-lo, de quando em vez, na sua humilde moradia - uma
minúscula casinha de taipa, localizada na chamada "baixa do
tinguizeiro" meio escondida abaixo da rodovia na entrada da cidade. Logo
após a chamada curva da Gameleira na direção de quem vai na direção do
Juazeiro.
Numa época em
que aquele pequeno 'bairro', era por assim dizer, também vítima de um
imenso preconceito social, visto que ficava contíguo à chama zona do bairro
meretrício, ou "cabaré" como se chamava naquele tempo.
Jamais me
esqueço da primeira vez que avistei o poeta, sentado no banco, pernas
estranhamente entrelaçadas, tocando viola na conhecida bodega de Chico André.
Estudante
adolescente, já tocado por um certo arroubo literário, resolvi escrever algo sobre
o poeta, falando do seu sofrível isolamento, da sua vida, das agruras, da
doença e da suas antigas lidas poéticas pelo oco do mundo. A matéria havia sido
publicada no jornal ‘A Classe Operária’ informativo do PC do B
editado em São Paulo, mas que recebíamos com certa regularidade.
Lembro-me da
peleja e do esforço que foi convencermos o saudoso
fotógrafo Pio Luna a se deslocar a pé, do centro da cidade até o local onde
morava o poeta para fazer a fotografia que ilustraria a tal reportagem.
Cordel
do Biu Pereira
Recordo-me
como se fosse hoje, do poeta posando para a foto: A viola pendurada num toco da
parede, como que denunciando o abandono daquele ambiente. E o velho poeta
curvado com seus braços em cruz sobre a meia porta da sua residência.
Estavam lá, além do fotógrafo, Eu, Jesualdo(Dedu), Dedé de Quinco e o também
saudoso José Mago. Dedé de Quinco, inclusive, foi
quem pagara o preço da foto.
Diante dos
inúmeros cordéis que estavam em poder do poeta, resolvemos fazer uma campanha
para vendê-los nas ruas e nas escolas. E assim, arrecadarmos um pouco de
dinheiro para o velho Biu que estava em dificuldade, sobretudo para comprar os
seus remédios. Naquela época, tudo era muito mais difícil. E o abandono em que
se encontrava o poeta, já debilitado pela doença que lhe atacava os pulmões e
as vias respiratórias, era algo penoso e lamentável.
Ele fumava com
sofreguidão. "Não posso mais adiar o meu encontro com a morte. Por isso
não posso deixar de fumar agora", disse-me ele com um certo sorriso
amarelo no canto da boca e o cigarro no dedo. Olhando a fumaça, disse me certa
feita que era a poesia sua última alegria na vida. Sem ela, o mundo não tinha
mais nenhum sentido, dizia.
Muito da sua
poesia, era resultante das suas próprias vivências de cantorias em
cantoria pelo mundo, inclusive pelas quebradas da Aurora. Ele falava muito do
riacho do Pau Branco onde cantou por diversas vezes em noites enluaradas
propícias à fina flor da poesia popular dos nossos sertões.
Falava da
contribuição e da amizade fraterna do radialista folclorista mestre
Elói Teles ante a publicação dos seus cordéis, bem como da sua
participação na rádio Araripe e Educadora do Crato onde fez programas durante
alguns anos. Falava ainda, com orgulho e como saudade, do tempo das suas
andanças em que fez parceira com o próprio Patativa e Pedro Bandeira. Dos
programas da rádio Iracema do Juazeiro e Salamanca de Barbalha. Da vida boêmia e
da saúde que naquele instante lhe faltava.
No meu
primeiro livro “Ecos da Saudade”, lançado em 1993 resolvi fazer-lhe uma
pequena homenagem ao dedicar a ele o poema – Biu sempre Biu. Tanto em
Jaguaruana, Granja e Aurora sempre recebi algumas cartas manuscritas pelas mãos
do poeta. Algumas tristes e melancólicas, outras alegres e lisonjeiras,
inclusive recheadas de poesias. Pela forma como me escrevia, sabia como estava
o seu estado de saúde, seu espírito e a sua alma de vate, amigo, humano e
valente.
Em 2001 já
bastante enfermo e vivendo sob a caridade alheia o Dr. Edilson Santana e a
professora Hilma Freira organizaram o livro “Versos Populares: Antologia
Poética do poeta Biu Pereira” contendo o melhor da produção
poemática do decano poeta da poesia missãovelhense.
Em virtude
das freqüentes crises de asma que o atacavam, quase não mais recitava os
seus improvisos poéticos como antigamente e, tampouco dedilhava sua
viola e nem escrevia seus cordéis. Era triste quando o encontrava nestes 'dias
ruins' como ele mesmo chamava. Tinha um poema sobre o cajueiro e o sapo que eu
gostava muito quando recitava de memória para mim.
A vida me
levou para longe. Eis a velha luta pela sobrevivência. Anos depois fui
informado por telefone do desencarne do meu amigo poeta. Tristonho
fiquei por vários dias literalmente de mal com o mundo e com a
poesia. Posto que ambos, a meu ver, foram extremamente ingratos e cruéis como o
poeta Biu.
Como a vida é
má e hipócrita: Bil Pereira precisou sofrer e morrer para ser
reconhecido e ficar famoso...
Entretanto,
conforta-me a lídima constatação de que Biu foi poeta e, poeta sendo,
viverá eternamente por entre nós.
Viva Bil
Pereira! Porque toda poesia sempre será eterna...
Força
Dominguinhos... Estamos contigo! Registro da apresentação histórica de
Dominguinhos, Liv Moraes (Filha) e Guadalupe Mendonca (esposa),no Manhattan
Cafe Theatro em Recife, nos dias 05 e 06 de julho de 2012, acompanhados por
Sandro Haick, Nenem Zabumbeiro e Quartinha.
Antonio Kydelmir Dantas de Oliveira As duas feras da música popular brasileira. Dominguinhos e o rei do baião Luiz Gonzaga do Nascimento http://www.facebook.com/ChorinhoBrasil http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Um
vídeo/documentário, feito pelo cinegrafista Júnior Telmo, e publicado no You
Tube, mostra a dura realidade de quem vive na zona rural de Pombal, situação
não diferente de outros municípios do Nordeste.
Na gravação,
são mostrados cenários da seca, em sítios do município, além de declarações de
agricultores – um deles de 80 anos de idade – falando sobre a dificuldade
enfrentada por eles, para sobrevivência dos próprios e dos animais.
O documentário
foi levado pela prefeita Polyana Dutra, e entregue à Presidência da República,
na sua viagem à Brasília, na última semana.
Enviado pelo professor universitário José Romero Araújo Cardoso
Nasceu
no sítio Capim Grosso, no atual município de Upanema, em 13 de junho de 1927,
dia em que o bando de Lampião invadiu Mossoró. Devido a um erro, ele foi
registrado como se tivesse vindo ao mundo em 13 de janeiro do mesmo ano. Seus
pais eram o trabalhador braçal Luis Rodrigues de Carvalho e a lavadeira Cosma
Martiniano de Carvalho. Casou-se com uma descendente da Família Camboa, D.
Maria Augusta Filgueira, esta bisneta de Augustino Filgueira de Melo,
neta de Antonio Augustino Filgueira, e filha de Vicente Justino Filgueira e D.
Heliza Fernandes Filgueira.
O menino que viria a ser prefeito de Mossoró em dois
mandatos chegou a cidade aos 7 anos, em 1934, trazido no lombo de um burro por
tropeiros a pedido de duas irmãs que trabalhavam na cidade como empregadas
domésticas.
O ex-prefeito cursou o primário em escolas públicas. Ao chegar ao
antigo ginásio, ele se viu em dificuldades porque na década de 1930 apenas o
Colégio Diocesano Santa Luzia oferecia o curso. Próximo ao então vereador
Manoel João, Antonio Rodrigues de Carvalho mandou uma carta ao então governador
Rafael Fernandes que conseguiu uma bolsa de estudos para ele. Ao concluir mais
essa fase nos estudos, Antonio Rodrigues de Carvalho teve que se mudar para
Natal para cursar o científico. Ele morou na Casa do Estudante e estudou no
Ateneu onde também foi professor.
Morador da Casa do Estudante, Antonio Rodrigues entrou para o
movimento estudantil integrando a Associação Potiguar dos Estudantes. Logo sua
boa oratória lhe fez chegar a política. Convidado para completar uma chapa para
deputado estadual ele chegou a Assembléia Legislativa aos 21 anos de idade.
Ao longo do primeiro mandato foi preciso conciliar os trabalhos
legislativos com o curso de Direito em Maceió ( o Rio Grande do Norte não
oferecia estudos jurídicos na década de 1940) e as aulas no Ateneu.
O passo seguinte na carreira política foi chegar à Prefeitura de
Mossoró. Ele sucedeu Jerônimo Vingt Rosado Maia ( 13/01/1918 - 02/02/1995) ,
eleito em 05 de janeiro de 1958, pela legenda do PTB, tomando posse a 31 de
março do mesmo ano, se tornando o mais jovem prefeito da segunda cidade do Rio
Grande do Norte, aos 31 anos. Da Assembléia Legislativa, ele partiu para a
maior proeza de sua carreira política: ser, em 1968, o ultimo prefeito de
Mossoró eleito sem o apoio da família Rosado.
Eram tempos do Regime Militar, sem eleição direta para a escolha
de governadores e prefeitos de capitais, a escolha do prefeito de Mossoró era o
pleito mais importante do Rio Grande do Norte.
No pleito de 15 de novembro de 1968, de um lado estava Jerônimo
Vingt-un Rosado Maia e do outro Antonio Rodrigues de Carvalho na mais
emocionante e equilibrada eleição já vista em Mossoró. A disputa ficou
conhecida como o embate do ¨Touro¨( Vingt-un) e do ¨Capim¨(Antonio) que venceu
por 98 votos. Ao encerrar seu mandato em 1973, largou a política para realizar
seu grande sonho: se formar em medicina, atuou como clinico geral até o seu
falecimento.
O ex-prefeito de mossoró faleceu aos 82 anos de idade em Natal,
deixando dois filhos, três netos e a viúva Maria Augusta Filgueira.
Fiquei
impressionado com o imóvel e, resolvi estacionar o veículo nas imediações para
pedir informações da referida casa. No local se encontrava um senhor que estava
enchendo com água alguns tonéis. Ele me relatou que desde criança que mora na
comunidade.
Me
apresentei-me e pedir algumas informações da referida fazenda, a casa e o poço.
Ele me citou que essa casa pertenceu há um antigo fazendeiro, respeitosamente
chamado pelos seus trabalhadores e moradores de Seu João. Segundo ele o seu
João era proprietário de muitos hectares de terras nas redondezas e a casa era
a sede da fazenda. No determinado momento de sua vida, seu João se encontrando
muito enfermo, teve que se desfazer da fazenda para realizar tratamentos de
saúde, que na época era muito caro e com o dinheiro que possuía da exploração
da terra, não dava pra custear suas despesas. Segundo informações colhidas do
senhor, o seu João como todos o chamavam, foi obrigado a se desfazer da fazenda
para começar a realizar seus tratamentos de saúde.
Vendeu a fazenda
ao médico Pediatra Sr. Tarcísio de Vasconcelos Maia, natural de Brejo do
Cruz-PB, localizado na microrregião de Catolé do Rocha-PB, nascido em 26 de
agosto de 1916. Pertencia a famílias de grande influência política e econômica
no estado da Paraíba, com origens no sertão paraibano e no Rio Grande do Norte.
Também tinha parentesco com outra família importante, com raízes em Sousa-PB,
os Mariz.
Tarcísio de
Vasconcelos Maia
Ocupou a
Secretaria de Educação no governo Dinarte Mariz (1955-1960), elegendo-se
Deputado Federal para o período de 1959-1963. Como deputado suplente, ocupou o
cargo em curto período de 1957 e algumas vezes entre 1963 e 1965, sempre pela
UDN.
Faleceu no mês
de outubro de 1988, no Rio de Janeiro. Após seu falecimento, seus filhos ficaram
responsáveis para administrar a fazenda São João e os muitos hectares de
terras.
No interior de
um dos cômodos da velha casa, existem diversos livros didáticos de autoria de
vários autores esquecidos pelo povo da comunidade. O senhor me informou que atualmente
a casa é utilizada para reuniões mensais entre o INCRA e a comunidade local.
Próximo do
antigo casarão da fazenda São João, existe um poço datado do ano de 1932, com
as iniciais I.F.O.C.S (Inspetoria Federal de Obras Contra a Seca), órgão
integrante do Ministério da Viação e Obras Públicas, diretamente subordinado ao
Ministro de Estado. Com a atualização do novo decreto, Art. 2º, da Lei de nº
175, de 7 de janeiro de 1936, passa a ser chamado D.N.O.C.S (Departamento
Nacional de Obras Contra Secas.
POÇO
ALTO DO VALDEMAR
A
finalidade desse órgão é a realização de todas as obras destinadas a prevenir e
atenuar os efeitos das secas nas regiões consideradas críticas do nordeste.
No ano de
2004, foi publicado no Diário Oficial Decreto Presidencial que declara de
interesse social para fins de reforma agrária as três fazendas do complexo da
Fazenda São João (São João, Riacho Grande/São Pedro e Alagoinha), de
propriedade dos descendentes do Deputado citado acima. Ver nota abaixo
publicada em 04 de março de 2004 no jornal O Mossoroense.
"Autorizada
a desapropriação de três fazendas do complexo São João.
Publicado no
Diário Oficial de ontem o Decreto Presidencial que declara de interesse social
para fins de reforma agrária as três fazendas do complexo São João (São João,
Riacho Grande/São Pedro e Alagoinha), de propriedade da família do senador José
Agripino (PFL/RN). Em linhas gerais, significa dizer que a partir da publicação
do decreto o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) fica
autorizado a promover a desapropriação dos três imóveis rurais.
Serão
desapropriados cerca de 3,9 mil hectares de terra de boa qualidade, localizada
próxima a um dos maiores mercados consumidores do Estado, que é Mossoró. Dos
três imóveis citados o maior é a fazenda São João, com aproximadamente 2,3 mil
hectares. O complexo ainda é formado pelas fazendas Riacho Grande/São Pedro,
212 hectares, e Alagoinha, que tem 1.464,06 hectares.
A desapropriação
do complexo São João permitirá ao Incra assentar ainda este ano cerca de 300
famílias naquele imóvel. Somando as 100 famílias assentadas em Mossoró em 2003
e as mil famílias que serão beneficiárias do assentamento Eldorado dos Carajás
II (Maisa), o instituto deverá assentar até o final do ano cerca de 1.400
famílias na região de Mossoró. Este número corresponde a quase totalidade das
famílias assentadas pelo Incra nos últimos 20 anos no município, que foi de
1.600 famílias".
QUADRO
DEMONSTRATIVO
IMÓVEL ÁREA
(ha) FAMÍLIAS BENEFICIADAS
São
João 2.293,30 190
São
Pedro 212,50 30
Alagoinha 1.446.06 80
Segundo me foi
relatado pelo senhor que é antigo morador do assentamento a prioridade na hora
da divisão e distribuição das terras foram para os trabalhadores que
trabalhavam desde a época do primeiro proprietário. Depois seria distribuído
para os trabalhadores que não trabalharam na fazenda e que faziam parte do MST.
Com essa atitude os antigos trabalhadores da fazenda não ficariam desamparados.
Conclusão
Apesar de não
trafegar em todas as áreas do assentamento Nova Esperança (antiga fazenda São
João), notei que em algumas comunidades dentro do assentamento, há várias
irrigações e plantações de diversos tipos.
Falei para o
senhor que me recepcionou na casa que os livros que se encontram abandonados no
interior de uns dos cômodos do casarão, são de suma importância para as
crianças do assentamento, como forma de estimular a leitura. Falta o apoio dos
moradores da comunidade para limpar os livros e guardar em um local que o
mantenha em um bom estado de conservação.
De acordo com
o senhor, a casa é usada pelo INCRA uma vez ao mês para reuniões com os
moradores. Sugerir que ele fala-se com o líder da comunidade e reforçar-se a
possibilidade de a casa ser usada pelas crianças para leitura de livros
juntamente com um responsável (professor) durante o período que não houvesse
reunião. Com essa atitude iria incentivá-las a leitura e com certeza ajudaria e
muito na educação e no futuro dessas crianças.
O fogo de uma
metralhadora Hot Kiss estrategicamente postada ceifou, em uma madrugada
enevoada, a vida de um dos maiores mitos do sertão brasileiro. Na grota de
Angicos, município de Poço Redondo (SE), um labirinto de pedras ao lado do rio
São Francisco, morriam, em 28 de julho de 1938, Virgulino Ferreira da Silva, o
Lampião, sua companheira Maria Bonita e outros nove cangaceiros. Considerado
"enfeitiçado" e imoral pelos sertanejos, Lampião, que já havia
escapado de inúmeros combates e tocaias, morreu sem dar um tiro sequer. Sua
fama de imortalidade ficou, junto com o corpo retorcido, no chão do riacho seco
que cruza Angicos. As 11 cabeças foram levadas pelos algozes para exposição e
estudos no Instituto Nina Rodrigues, de Salvador.
Sessenta anos
depois de sua morte, que praticamente pôs termo ao cangaço, a figura de
Lampião, morto pelo comandante de volante (grupos móveis de policiais que
atacavam os cangaceiros na caatinga) João Bezerra, cresceu muito, até atingir a
dimensão de mito.
Personalidade
contraditória, Lampião não foi, embora tenha sido pintado dessa forma,
inclusive pelos prestigiados jornais "The New York Times" e
"Paris Soir", um bandido social. Apesar disso, pesquisadores como
Antonio Amaury Corrêa de Araújo, autor de seis livros sobre o cangaço, afirmam
que ele teve, algumas vezes, atitudes de Robin Hood, ao dividir o produto de
seus saques com a população carente. Ao mesmo tempo em que agia assim, o
cangaceiro celebrava acordos espúrios com os reacionários coronéis nordestinos.
Capitão do
exército e interventor federal em Alagoas, quando Lampião ainda estava vivo,
Eronildes de Carvalho, acusado de fornecer armas e munição modernas ao
bandoleiro, foi um dos seus mais notórios defensores. Na Paraíba, Lampião
contava com o providencial apoio do coronel José Pereira, personagem central da
Revolução de 30, com quem posteriormente se indispôs. Em Alagoas, o cangaceiro
também podia ficar tranqüilo. Era protegido por membros da família Malta,
antepassados da ex-primeira-dama Rosane Collor de Mello, que davam excelente
cobertura a Lampião. Em troca de tanta "generosidade", os cangaceiros
eram usados na política local, protegendo coronéis e suas fazendas e, em alguns
casos, eliminando adversários incômodos.
Para o
pesquisador Frederico Pernambucano de Mello, um dos grandes especialistas
brasileiros no assunto, o fenômeno do cangaço é resultado da colonização
violenta e do isolamento cultural do sertão, região semi-árida que corresponde
a 49% do território nordestino. "Os homens que colonizaram o sertão, terra
ignota até metade do século passado, foram os rudes soldados que derrotaram o
poderoso exército holandês da época, negros vindos das minas do sul e
bandeirantes paulistas que mal falavam o português. Ao chegar, defrontaram-se
com os índios tapuias, que, ao contrário dos mansos tupis do litoral, eram
bravos e sanguinários. O choque desses dois grupos só poderia gerar uma raça
habituada ao cheiro de sangue", sustenta o pesquisador, que tem um punhal
de prata, com detalhes em ouro, que pertenceu a Lampião.
Em alguns
momentos, a violência da figura do cangaceiro e o poder de persuasão do líder
religioso, outro personagem importantíssimo do sertão, se aproximam. Exemplo
típico é a Guerra de Canudos, na qual multidões de sertanejos, entre eles
temíveis bandidos vindos das lavras de diamante de Lençóis (BA), reuniram-se em
torno do beato Antônio Conselheiro. Aproximações semelhantes ocorreram também
com Lampião. Em Juazeiro do Norte (CE), em 1926, o líder messiânico padre
Cícero, que já enfeixava considerável poder político, ofereceu, para espanto de
autoridades e militares, o título de capitão dos Batalhões Patrióticos ao
cangaceiro para que ele enfrentasse um inimigo muito mais temido pelos
coronéis: a Coluna Prestes, que circulava pela região. O bandoleiro teve apenas
algumas escaramuças com patrulhas do Cavaleiro da Esperança, Luís Carlos
Prestes.
Em 1927, após
ser derrotado em Mossoró (RN), Lampião cruzou o rio São Francisco e internou-se
na Bahia, justamente no Raso da Catarina, área onde atuara Antônio Conselheiro.
Grandes guerreiros de Canudos, Pajeú e João Abade, sob cujo comando sertanejos
derrotaram três expedições militares, usaram em seus combates táticas de
guerrilha semelhantes às que viriam a ser usadas pelos cangaceiros de Lampião
décadas depois. Apesar de ser um
personagem arcaico, que usava patuás e rezas bravas característicos da religiosidade
medieval, Lampião, cuja inteligência e bravura eram reconhecidas até pelos
inimigos, utilizou vários ardis para se manter tanto tempo no cangaço. As
táticas iam desde o suborno de comandantes de volantes até a conquista da
simpatia e apoio da população com boas ações isoladas, como fazem, nos dias de
hoje, os traficantes dos morros cariocas. "Conversei com vários ex-chefes
de volantes que me confirmaram ter recebido dinheiro de Lampião para fugir ao
combate", revela o pesquisador Antonio Amaury. Espremida entre os
cangaceiros e a polícia, quase sempre tão brutal quanto os bandidos, a
população civil não sabia a quem recorrer.
Lampião se
sentia tão seguro do seu poder que, em 1925, chegou a mandar um telegrama ao
governador de Pernambuco propondo que esse dominasse o estado até Arcoverde
(então Rio Branco), enquanto ele governaria o sertão. Embora o fato tenha sido
apenas uma brincadeira do Rei do Cangaço, dá uma idéia da sua certeza de
impunidade ao atacar vilas do interior.
Polêmica
As
comemorações pelo centenário de Lampião e a proposta, aprovada por unanimidade
pela Câmara de Triunfo (PE), de construção de uma estátua em homenagem ao
cangaceiro dois metros mais alta que o Cristo Redentor serviram para reacender
antigos rancores. Um dos mais tenazes inimigos do bandoleiro, Davi Jurubeba
passou oito anos perseguindo os cangaceiros na caatinga e se irrita à simples
menção da ideia. "Lampião foi um bandido cruel e estuprador. Como podem
querer homenagear alguém como ele?", pergunta Jurubeba, que perdeu 17
parentes nas mãos dos cangaceiros. O pernambucano, que garante jamais ter
fugido dos bandidos, jura que, se fosse mais jovem, impediria a construção do
monumento. Com certeza, obteria sucesso. Quem teria coragem de contrariar o
homem que jamais fugiu de Lampião?
Filho de João
Bezerra, o comandante da volante que matou o Rei do Cangaço, o administrador de
empresas Paulo Brito, acredita que há uma tentativa de transformar Lampião em
um herói. "Reconheço sua valentia, mas ele foi um bandido, que jamais
poderia servir de exemplo para ninguém", diz ele, que já hospedou em sua
casa, em Recife, Vera Ferreira, neta do bandoleiro. Brito lembra que seu pai,
apelidado de Cão Coxo pelos cangaceiros, admirava Lampião, que também o
respeitava, apesar da inimizade de ambos.
Cangaceiros,
como Ilda Ribeiro de Souza, a Sila, e Manuel Dantas Loiola, o Candeeiro,
morador de Buíque (PE), participaram das homenagens na época; que, na opinião
deles, estão corretas. Ambos escaparam da batalha de Angicos. Quando fugia sob
cerrado tiroteio, Sila viu a amiga Enedina ser morta com um tiro na cabeça
pelos soldados. "Em meus dois anos no cangaço, vi Lampião matar traidores
e inimigos em combate, quando as chances são iguais para os dois lados, mas
nunca tive notícias de que ele assassinasse inocentes ou desrespeitasse
famílias", afirma.
Aproveite e assista a entrevista de Candeeiro ao cineasta Aderbal Nogueira.
Hoje um pacato
comerciante, Candieiro, anos atrás se encontrou, no local do massacre, com o
velho inimigo Panta de Godoy, matador de Maria Bonita, lembra que Lampião
aparentava estar cansado das lutas no sertão. "Ele dizia que só brigava se
estivesse num apuro muito grande e não tivesse outro jeito", revela. Vera
Ferreira diz ver o avô famoso como um homem que não podia agir de outra forma
diante das circunstâncias que o levaram ao cangaço. O pai, José Ferreira, foi
morto pelo delegado Amarílio Vilar, inimigo de Lampião. "Ele não foi herói
nem bandido. Foi um homem valente, que, junto com seus cangaceiros, enfrentou a
injusta ordem social vigente. Se não fizesse isso, seria um omisso, como tantos
da época", afirma.
- O matador de
Lampião, João Bezerra, morto em 1970, tinha, curiosamente, uma trajetória muito
semelhante à de sua vítima. Acusado de ter sido um dos fornecedores de armas
aos cangaceiros, Bezerra, entre outras coincidências, nasceu no mesmo dia e ano
de Lampião.
- Apesar de
ter vivido tanto tempo no cangaço, em alguns casos exterminando famílias
inteiras, como os Gilo e os Quirino, Lampião jamais conseguiu matar Zé
Saturnino, seu primeiro grande inimigo, e Zé Lucena, responsável indireto pela
morte de seu pai, e pela sua própria, como comandante de João Bezerra.
No ano de 2011, no evento que comemorava os "100 anos" de nascimento
de Maria Bonita, na cidade de Paulo Afonso BA, evento promovido pelo nosso
amigo e grande pesquisador, o escritor João de Sousa Lima, eu, e o Carlos
Megale, aproveitamos para fazer o lançamento do livro, "Lampião. Sua morte
passada a limpo", que escrevemos em parceria. Alguns participantes do
evento, insistiram em perguntar por que "os cachorros treinados" que
estavam em Angico, não deram o alarme alertando assim os cangaceiros da chegada
da volante que então se aproximava. De fato, diversos bandos de cangaceiros possuíam cachorros, mas é preciso que
se diga que em Angico só havia um cão, o "Guarani", que era de Lampião e que não era treinado coisa nenhuma, aliás, cangaceiro nunca teve
cães treinados, adestrados ou seja lá o que for.
O cão
Guarani à direita
Ângelo Roque chegou a dizer em depoimento que os cães dos cangaceiros só não
falavam porque Deus não permitia, mas, isso era mania de vários cabras
sobreviventes tentarem engrandecer as coisas do cangaço, e não economizavam
para aumentar e engrandecer tudo que se relacionava com o cangaço. E Ângelo
Roque, também conhecido como "Labareda" usou e abusou do direito de
não dizer a verdade, caprichou em dizer coisas que ele jamais presenciou,
e lugares que nunca esteve durante todo o tempo que esteve no cangaço. De acordo com o ex cangaceiro Candeeiro, os cães que acompanhavam os
cangaceiros, igualmente a qualquer cão, tinham naturalmente a percepção muito
mais apuradas que o homem, mas nada de adestrados ou coisa parecida. Talvez o
cão de nome Guarani, que durante o combate foi morto pelo soldado Santo em
Angico, devido o friozinho que fazia naquela madrugada, tenha dormido junto a
algum cangaceiro e não tenha notado a aproximação dos soldados. Guarani poderia
também ter acompanhado os quatro cabras que pouco antes haviam deixado o coito
e ido buscar o leite na fazenda Logradouro de Júlio Félix, e ao ouvir os
tiros, tenha retornado para junto do dono como é costume desse tipo de animal.
Mas a verdade, é que hoje é muito difícil saber o que realmente tenha ocorrido
com esse cão antes dele ser morto. Alguns daqueles que nos fizeram tal pergunta, deixavam transparecer que pelo
fato "dos cães" não terem dado o alarme, teria havido alguma
"maracutáia" entre coiteiros, cangaceiros e policiais, ou seja, os
cangaceiros teriam sido envenenados, ou então teria havido uma trama entre a
polícia e coiteiros para Lampião sair com vida naquela ocasião. Parece mentira,
mas depois de tanto tempo, depois de tanta informação, tanta pesquisa, ainda
tem gente que acredita que Lampião não tenha morrido em Angico, que tenha sido
envenenado, ou então tenha morrido de maneira completamente diferente e talvez
em outro local e claro, e em outra data. É de lascar! Os cangaceiros sempre tiveram cães que os acompanhavam, e por inúmeras vezes as
volantes atacaram os cangaceiros de surpresa, mas, não se tem conhecimento que
sequer uma única vez, qualquer cão tenha dado o alarme avisando os cabras da
aproximação do inimigo, salvando assim qualquer grupo de cangaceiros. Em
fevereiro de 1938, na fazenda Grande, (e não Grade com já disseram) situada na
região de Inhapi AL, parte da volante do tenente João Bezerra chefiada pelo
cabo Juvêncio, eliminou os cangaceiros Serra Branca, Ameaça e Eleonora.
Corisco
ladeado por "Seu Colega" e a cadela "Jardineira".
Nessa ocasião,
os soldados foram alertados da aproximação do pequeno grupo de cangaceiros,
pelo cão que pertencia aos cabras que caminhavam em direção a uma cacimba onde
coincidentemente estavam os soldados. Quando os soldados viram o cão que estava
com uma coleira, logo desconfiaram que pudesse pertencer a cangaceiros,
desconfiaram e acertaram em cheio, tomaram posição e quando os cabras
apareceram foram alvejados pela pequena volante. É evidente, que os cangaceiros como a maioria das pessoas, possuíam cães por
gostar desse tipo de animal, por gostar de sua companhia, e não pela
utilidade de guardiões que eles poderiam ter para o bando.
Sabino
Bassetti é paulista da cidade de Salto. Está no encalço de Lampião desde
os tempos da brilhantina e é um dos responsáveis por uma das melhores
pesquisas de toda literatura cangaceira, cuja capa está aí ao
lado. Um livro que você precisa ter ou ao menos ler. Tem 192 paginas,
custa R$ 40,00 (Quarenta reais) com frete incluso para todo o Brasil. E você
pode adquiri-lo através do email franpelima@bol.com.br ou pelos
tels. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI).
Material adquirido no Jornal "O Imparcial" - Bahia, publicado no dia 22 de Maio de 1935.
É o que menos
se poderia acreditar, mas aconteceu. Quatro ex-cangaceiros que assolavam o
sertão, espalhando o terror por toda parte foram soltos e enviados para Ilhéus
e Itabuna, para trabalharem (honestamente, já se vê) nos campos do Sul...
Manoel
Raymundo Correia, Sebastião Valentim dos Reis, Pedro Vieira da Silva (Alecrim),
e Horácio Teixeira Junior (Bananeira)
chegaram já a Ilhéus. Os dois primeiros eram bandoleiros de um Virgilino,
bandido de Ituassu, e os dois últimos do celebérrimo Virgolino Ferreira, o
Lampião, condenado a morrer de velho...
Dois desses
bandoleiros foram enviados a Itabuna, ficando os outros em Ilhéus sob a vigilância
da polícia...
Ora, essa “bôa
gente” estava aqui na Penitenciária há cerca de um anno, tendo agora essa
liberdade “devido ao bol procedimento que tiveram naquele presidio, e atendendo
a outras circinstancias que militam em seu favor...”
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Quaes serão
estas circunstancias favoráveis aos presos, e como teria sido essa rápida regeneração
que durou só um anno, depois de ninguém sabe quantos crimes?
Um criminoso comum
pode, por um só crime, levar 30 annos na Penitenciaria; uns bandoleiros que
foram o terror do sertão, de cujos crimes, ninguém sabe o numero certo se
arrependem assim depressa, no espaço de um anno, e são postos em liberdade,
embora vigiada!
Bandoleiros habituados a correr no matto denso
trabalhando “vigiados” nas mattas do Sul!...
É curioso, mas
parece também perigoso... E ninguém é capaz de atinar com a razão dessa
concessão aos bandoleiros.