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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Morre na Paraíba compositor de Luiz Gonzaga, Frei Marcelino

Por Ney Vital - Jornalista(*)
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Morreu sábado (8), aos 79 anos, o ex-deputado Francisco Muniz de Medeiros, o frei Marcelino de Santana. Frei Marcelino estava internado desde o dia 2, no Hospital Napoleão Laureano, por conta de um câncer de próstata. 


Frei Marcelino é o compositor do baião "Meu Padrim", em 1960, tornando-se a primeira gravação de Luiz Gonzaga com o tema Frei Damião. 


A gravação é de disco 78 rpm e foi digitalizado em CD selo Revivendo em 2007. Detalhe: A música "Meu Padrim" contem um protesto, critica social. 

Frei Marcelino foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na Paraíba e fez campanha para o ex-presidente Lula no Sertão do estado.


O religioso foi deputado estadual de 1974 a 1978, período em que chegou a ocupar a 2ª Vice-Presidência da Casa de Epitácio Pessoa. Ele também foi presidente da Comissão de Negócios Municipais e Serviço Público da ALPB, em 1978.


Francisco Muniz de Medeiros era professor de Filosofia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Fundou com a ajuda de jovens professores o Colégio Técnico Dom Vital (1959), em Catolé do Rocha, onde foi vigário da paróquia local por mais de 20 anos. No mesmo ano, fundou o Sindicato de Trabalhadores Rurais da Paraíba. Foi professor de Português, Inglês, Grego e Latim, Educação Artística, Sociologia, Psicologia e Filosofia da Educação.

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

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domingo, 9 de junho de 2013

Raimunda Paiva Fernandes - Véspera dos 93 anos

Por Polyanna Fernandes

Raimunda Plácida de Paiva nasceu fruto do amor entre Geraldo Franklino da Costa e Francisca Nobilina de Paiva, em 05 de Outubro de 1920, na residência dos seus pais, uma casa humilde no sítio Tanques, na zona rural, entre os municípios de Patu e Umarizal-Rn, onde residiu até 1942. Filha de pai agricultor e mãe doméstica; viviam basicamente da agricultura. Tinham vida simples e difícil. Família grande de muitos irmãos. Brincavam com bonecas de pano, sabugos de milho, panelinhas de pedra, brincavam de roda. Meninos e meninas brincavam juntos. Escutavam estórias de Trancoso nos finais de tarde, após a ceia.


A educação das crianças era de responsabilidade dos padrinhos, que a disponibilizava através de professores contratados para ensinar o bê-a-bá. Depois, foi matriculada numa escola no município de Rafael Godeiro-Rn, onde estudou até a primeira série. Nesta época, vestia-se de chita.

Já mocinha, divertia-se com os bailes nos sítios em dias de casamentos, que eram arranjados pelos pais e avós. Às vezes, juntavam-se na casa de parentes, aos domingos para dançar ao som de uma sanfona.

Impossível esquecer a seca que assolava a região e a dificuldade financeira da família, o que resultou na ida para a zona rural do município de Mossoró-RN, Alagoinha. Pra tentar uma vida melhor. No entanto, com pouco tempo de nova moradia, seus pais, juntos com alguns irmãos, retornaram ao município de Patu-Rn, ela permanecendo na casa de sua irmã, Elisa que já estava casada.

CASAMENTO

Meses depois, conheceu em Alagoinha Domingos Fernandes Pimenta, natural do sítio João Pereira, zona rural do município de Patu-Rn. Um senhor viúva e pai de 20 filhos, alguns já falecidos na época.

Uniu-se em matrimônio em 26 de Setembro de 1949, com apenas 28 anos, na Catedral de Santa Luzia – “Mossoró”, com “Seu Domingos”. A partir dessa data tornava-se a senhora Raimunda Fernandes Pimenta.

Após o casamento eles foram ao município de Caraúbas-Rn para buscar os filhos dele para morar com eles. Ela foi muito bem recebida pelos filhos de “SEU DOMINGOS”. E os tinha como filhos.

FILHOS DO CASAL

Nada mais natural que gerar seus próprios filhos. Sendo assim, aos 29 anos, em 1950, no sítio Bom Destino, deu a luz a primeira filha do casal, Luzimar Paiva Fernandes . Em 1951, nasce Domingos Fernandes Pimenta Filho, e em 1952, nasce Francisca Paiva Fernandes. Com o passar dos tempos as crianças foram crescendo e começaram a ajudar na lida da casa e também na colheita do sítio.

Não existia luxo, mas quanto à alimentação sempre foi muito farta e todos gostavam da vida que tinham. Depois de ajudarem no roçado e na lida de casa, as crianças brincavam em baixo de um pé de cajarana.

Depois de um ano, em 1953, vieram para Mossoró, no bairro Alto de São Manoel, com a promessa de emprego para o patriarca, na função de vigia no saneamento, hoje CAERN. Mas o emprego só deu certo por dois anos, e a família retorna à Alagoinha. Nessa estadia em Mossoró, em 1954, nasce Antonio Paiva Fernandes, e em 1955, Rita Paiva Fernandes.

De volta ao sítio, em 1956, nasce Geraldo Paiva Fernandes. E em 1957, Luzia Paiva fernandes. Em 1958, Pedro Nascimento Paiva Fernandes, E em 1961, nasce o último filho do casal, Sebastião Paiva Fernandes.

Após voltarem ao sítio Alagoinha o marido caiu pela primeira vez de uma carroça e quebrou o pé. Como já estava com idade avançada, começou também a apresentar sinais de algumas doenças. Então, costumava ir à Mossoró para tratamentos.

EDUCAÇÃO DOS FILHOS:

Para estudarem, alguns dos filhos vieram para Mossoró, sobre a responsabilidade de uma tia – Dona Osana, no bairro Baixinha. Logo depois, alugaram uma casa em Mossoró, na Rua 06 de Janeiro, pertencente ao Sr. Toinho de Caboclo. Depois, os irmãos moraram 30 dias na Rua Pedro Velho, na casa de Maria Panema e, em seguida, na Avenida Alberto Maranhão.

Em 1970, ainda na Alagoinha, casou-se a primeira filha Luzimar. Nesse mesmo ano, o casal teve a alegria de receber a primeira neta: Cleide Fernandes de Sousa. Em seguida casaram-se a Rita e a Francisca. Com a continuação dos anos, os outros filhos foram se casando, Domingos, Pedro, Luzia, Geraldo, Antônio e por último, o caçula Sebastião.

MUDANÇA DE ALAGOINHA PARA MOSSORÓ

Insatisfeitos com a rotina que levava, dias em Mossoró, dias em Alagoinha, o casal decidiu vender o sítio e morar de uma vez por toda em Mossoró, comprando a primeira casa na Avenida Melo Franco, de propriedade do Sr. Henrique Mendes, morando apenas sete meses, pois tendo em vista “Dona Mundica” não ter se adaptado ao local, por motivos de saúde; compraram outra casa na Rua Juvenal Lamartine, que pertencia ao casal Chailton e Marlene, pois as coisas seriam mais fáceis no centro, vez que a família estaria junta, e as visitas aos médicos se tornaram mais constantes.

SEU DOMINGOS SOFRE ACIDENTE

Em 1980, quando ainda moravam na Juvenal Lamartine, enquanto caminhava até ao Hospital dos Salineiros, na Avenida Alberto Maranhão, em frente à Escola Dix-Sept Rosado, Seu Domingos sofreu um acidente, sendo atropelado por um carro táxi, de propriedade do Sr. Manoel Peru, ficando em cadeira de rodas.

CUIDADOS DOS FILHOS AO PATRIARCA

Nessa nova época, era necessária a ajuda e a compreensão dos filhos, pois, devido a dependência física, fazia-se necessário alguém, o tempo todo para ajuda-lo nas atividades mais simples. Aos poucos, ele foi se restabelecendo e começou a andar de muletas.

ACIDENTA-SE NOVAMENTE ENQUANTO RECEBIA FILHO

Meses depois, caiu de uma cadeira quando levantara para receber o filho Antonio Paiva, que chegara de viagem; o que agravou o seu estado de saúde. Apesar de toda a debilidade, Seu Domingos, em nenhum momento reclamava do que ocorrera com ele, e continuava sendo a pessoa doce e maravilhosa que sempre fora. Ele continuou frequentando as missas todos os domingos, na Igreja São José. E a vida continuava sem maiores problemas. Em 1981, ainda passou por uma cirurgia de próstata.

DONA MUNDICA ABRAÇA COM GARRA A SITUAÇÃO DO MARIDO

Incansavelmente, “Dona Mundica” estava sempre ao lado do marido, cuidando e o zelando. Passava noites e noites acordada ao seu lado. Nesse período, o seu filho PEDRO e a família foram morar com eles para ajudar à mãe. Os outros filhos também se reversavam, já que ela sozinha não podia cuidar do marido. Entre os anos de 1983 e 1984, foram morar no Abolição IV, por um ano, indo depois para o Abolição III.

MORTE DE SEU DOMINGOS FERNANDES PIMENTA

Visivelmente fragilizado e debilitado, em 26 de Dezembro de 1985, Domingos Fernandes Pimenta veio a falecer. Momento muito triste e doído, tanto para Dona Mundica como para sua família. Hoje, ainda dói falar nele. Ela se esquiva de falar nesse assunto, pois sente um vazio enorme.

Seu Domingos foi uma pessoa muito importante na vida dessa mulher. Ela o respeitou e o amou a sua maneira até o último dia de vida. A gratidão, dedicação, respeito que ela tinha e tem por ele até hoje e tocante. Ela tinha uma eterna gratidão por Seu Domingos, como se fosse um favor ele ter casado com ela.

DONA MUNDICA - AGORA É A MÃE E O PAI DOS SEUS FILHOS

Após a morte do marido dedicou-se a comandar e cuidar da sua família e a frequentar as suas missas. Foi um período muito difícil e de adaptação, qual contou com a ajuda da família. Afinal, foram 36 anos de convivências. Mas, a vontade de viver é muito grande, pois mesmo diante da perda do marido, ela continua firme.

FELICIDADE COM A CHEGADA DOS BISNETOS

Em 1995, ela tem o prazer de conhecer Daniel Francisco da Silva Filho, seu primeiro bisneto. Em meio a tantas dificuldades, tristezas e momentos felizes na sua vida, ela pode realizar  em 2010, um grande sonho, que sempre cultivava em seu coração. Voou pela 1ª vez e foi a São Paulo-SP, conhecer Aparecida do Norte.


RAIMUNDA significa AQUELA QUE É PODEROSA E PROTEGE A TODOS. E esse é o papel dessa mulher que completará em Outubro deste ano, 93 anos de vida. Proteger, zelar, acompanhar, guardar, orientar e amar a todos nós, familiares e amigos, papel que ela desempenha com todo carinho. É uma grande mulher frágil e forte, determinada, durona e sabe como defender suas vontades.

No decorrer dos anos essa família cresceu e hoje, tem 86 pessoas, entre filhos, filhas, noras, genros, netos, netas, bisnetos e bisnetas agregados. Pode-se dizer que são “A GRANDE FAMÍLIA”. E como diz a letra da música de Dudu Nobre:

Esta família é muito unida...
E também muito ouriçada...
Brigam por qualquer razão...
Mas acabam pedindo perdão.

Assim é a família Paiva Fernandes, tem a sua diferença como toda família, mas os membros desta família estão sempre juntos e prontos para nos ajudar. A forma simples e humilde de ser dessa grande mulher, sua sabedoria, sua vontade de viver é um exemplo de vida para toda essa família. As marcas do tempo no seu rosto sinalizam as experiências de vida. Mas, na alma essa mulher tem a alegria de uma criança que pula e brinca que sonha, mesmo diante das dificuldades.


Nada mais justo que, estarmos aqui, hoje, para homenageá-la, como fazemos todos os anos. Não importa a distância, sempre damos um jeito de estarmos reunidos na data do seu aniversário, que é tão especial. E esse ano de 2013, novamente estaremos reunidos para comemorarmos, não só os seus 93 anos, mas também a sua história de vida.

Por tudo que construiu ao longo de sua vida, Dona Mundica, pode ser considerada uma Boa Pastora, que cuida do seu rebanho, guia as pastagens, as águas vivas e ao descanso, protegeu o seu rebanho das feras devoradoras. Em contra partida, suas ovelhas, conhecem a sua voz e seguem-no por onde quer que ele vá. “O bom pastor procura sempre o melhor para o rebanho que o segue, o qual se beneficia do seu amor e dos seus conhecimentos, (livro dos salmos)”.

Diante disso, só temos a agradecê-la por tudo que nossa “DONA MUNDICA” tem feito por todos nós. E são por essas e outras que é impossível tentar explicar esse imenso amor que carregamos. E tudo que dissermos, ainda será bem pouco, perto desse imensurável amor que temos por essa grande mulher. Então, usamos em vídeo as palavras do rei Roberto Carlos para tentar expressar o que sentimos.


Só desejamos que a senhora viva muito mais e esperamos que, essa reunião que acontecerá em Outubro, comemoração ao seu nonagésimo terceiro aniversário não se resume só a essa data, e que a nossa família continue unida e que o espírito de paz reine, mesmo diante das diferenças existentes.

Autora: Polyanna Fernandes

Dona Mundica é a sogra do administrador deste blog.

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sábado, 8 de junho de 2013

Todos a Mossoró !!!


PROGRAMAÇÃO

Dia 10/06/13 – Segunda-Feira

19h15min
Local: Salão nobre do Museu Histórico Lauro da Escóssia
Solenidade de abertura

20:00h
Conferência de abertura
Tema: Modos de cura: a medicina nos tempos do cangaço
Conferencista: Dr. Leandro Cardoso Fernandes 


Leandro Cardoso ao lado de Sousa Neto

21:00h
Programação cultural
Poema – Poetas e Prosadores de Mossoró

Dia 11/06/13 – Terça-feira

08:00h
Palestra:
Tema: A ilusão do cangaço
Palestrante: Aderbal Nogueira Simões

Ângelo Osmiro

Representante do 3º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, o Sr. Ângelo Osmiro Barreto


Aderbal Nogueira e Manoel Severo

08h45min
Debate

Debatedor
Manoel Severo Barbosa

Moderador

Geraldo Maia do Nascimento


15:00h
Reunião das entidades culturais de Mossoró
Pauta:
- Sistema Municipal de Cultura
- Sede própria para as entidades

Dia 12/06/13 – Quarta-feira

08:00h
Palestra:
Tema: O cangaço e a literatura popular:
Palestrante: Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira
2º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço


Kydelmir Dantas e Emanuel Braz

08h45min
Debate

Debatedor
Josué Damasceno Pereira

Moderadora
Elizabeth Oliveira Amorim

Dia 13/06/13 – Quinta-feira

08:00h
Palestra: 20 anos da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
Conferencista: Paulo de Medeiros Gastão
1º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

Debatedores:


Antônio Vilela de Souza


e Emanuel Pereira Braz


Paulo Gastão

15:00h
Lançamento do livro: Religião e cangaço na cidade de Mossoró
Autor: Cláudio José Alves Viana
Fonte Editorial

Promoção SBEC
Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

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OS ESCRITORES DE PAULO AFONSO JOÃO DE SOUSA LIMA E RUBINHO LIMA REALIZAM PALESTRAS NO 11º SALIPI- SALÃO DO LIVRO DO PIAUÍ

Por: João de Sousa Lima
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Rubinho Lima

João de Sousa Lima e Rubinho Lima participaram do 11º SALIPI - Salão do Livro do Piauí.

João de Sousa Lima, Rubinho Lima e o professor Wilson Seraine

O evento é um dos mais concorridos do Brasil e o trabalho dos dois pesquisadores e escritores de Paulo Afonso atraiu grande plateia. As palestras aconteceram no Espaço Língua Viva  e no Bate Papo Literário, no Clube dos Diários, na Praça Pedro II.

Depois das palestras foram lançados os livros dos dois escritores, trabalhos que enfocam o cangaço na região de Paulo Afonso.

Os escritores contaram com o apoio dos artistas Jadilson Ferraz ( de Petrolândia, Pernambuco), do músico e  médico Leandro Cardoso Fernandes ( Teresina, Piauí), do Professor Wilson Seraine ( Teresina), do cantor  e pesquisador da música de raiz Wagner Ribeiro (Teresina), Professor Romero (Teresina) e do coronel e escritor Marcelo Leal (Fortaleza).


Professor Wilson Seraine, Rubinho Lima e João de Sousa Lima

Jadilson Ferraz cantou na abertura da palestra de João de Sousa  Lima

João de Sousa Lima e o professor Wilson Seraine.

Professor Romero e o coronel Marcelo Leal.

Professor Romero, Jadilson e João de Sousa Lima

Dr. Leandro Cardoso durante a palestra de João de Sousa Lima


Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/2013/06/os-escritores-de-paulo-afonso-joao-de.html

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Extra - Roberto Carlos - O Cadillac


São poucas pessoas que conhecem esta música de Roberto Carlos - "O Cadillac". Envolvido com o calhambeque, que é um dos seus maiores sucessos, gravou uma canção com o título "O Cadillac".

Veja Vídeo abaixo:


Roberto Carlos Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941) é um cantor e compositor brasileiro. Um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, ele foi um dos pioneiros no Brasil do movimento rock'n'roll surgido nos Estados Unidos ao longo da década de 1950.

Embora tivesse iniciado a carreira sob influência da Bossa Nova, no início da década de 1960, Roberto mudou seu repertório para o rock. Com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o amigo Erasmo Carlos, e versões de sucessos do então recente gênero musical, fundando as bases para o primeiro movimento de rock feito no Brasil.

Clique no link abaixo para continuar lendo a biografia do rei Roberto Carlos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Carlos

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

LAMPIÃO E O HERÓI DE ANGICOS

Por: Clerisvaldo B. Chagas, 7 de junho de 2013 - Crônica Nº 1030

Nascido em Quebrangulo (AL) no dia 18.01.1906, filho de José Ferreira de Méllo e de Leonor Ferreira de Méllo (Mãe Nô) Chico Ferreira, como ficou mais conhecido, também morou em outros lugares como Água Branca, Penedo, Maceió e Pilar. Em Penedo, teve comércio, em Poxim, povoado de Coruripe, uma pequena propriedade.

ASPIRANTE CHICO FERREIRA, homenageado na primeira página do livro "Lampião em Alagoas".

Francisco ingressou na polícia militar ainda muito novo, chegando à patente de coronel. Entretanto, sua fama atingiu o clímax na condição de aspirante, ocasião em que era delegado em Penedo e foi deslocado para a vila da Pedra (de Delmiro). Sua missão secreta era espionar as ações suspeitas do chefe das volantes, o tenente João Bezerra, denunciado ao governo de coiteiro de Lampião. Homem valente e íntegro, rígido e excelente atirador, Chico Ferreira soube cumprir o seu papel. No dia 27 de julho de 1938, na Pedra, o aspirante formou sua própria volante composta de quinze homens. 


Quando Bezerra recebeu o telegrama de Aniceto “Boi no Pasto” Francisco Ferreira tomou emprestadas quatro metralhadoras aos nazarenos que chegaram a Pedra, dizendo ser para uma diligência contra ladrões de cavalos. Bezerra ao partir para Angicos via Piranhas, não queria levá-lo. Houve bate-boca, mas o aspirante levou sua volante, tornando-se com ela o verdadeiro herói que exterminou o cangaço no Nordeste. Não fora ele e suas sucessivas investidas em Bezerra – que por diversas vezes tentou fugir ao combate – e Lampião teria ido embora. Foi auxiliado nessa loucura de emboscar Lampião pelo apoio inflexível de sua volante completa e mais a praça da volante de Bezerra, o endemoniado Antônio Jacó (Mané Véi) e ainda o sargento chefe de volante Aniceto que, apesar dos conchavos com Bezerra e Lampião, naquela noite incentivava a investida a Angicos, querendo combater.

As metralhadorasforam fatores preponderantes no extermínio do bando e pânico causado no grotão. Após a hecatombe, o aspirante Francisco, diante do saque da tropa em ouro, dinheiro e joias, não quis um só centavo “daquele dinheiro impregnado do que não presta”. Da parte dele, tudo era do governo. O mais graduado pegou a fama de ter acabado com o bando de Lampião. O aspirante, Francisco Ferreira de Méllo, porém, é reconhecido por todos os pesquisadores sérios que foi o verdadeiro herói daquela madrugada inesquecível de 28 de julho de 1938, na Grota da fazenda Angicos, no estado de Sergipe.

Chico Ferreira galgou o posto de coronel e veio a falecer de morte natural na cidade de Pilar (AL) em 11.04.1967 (...).

· Pag. 54-56 do livro “Lampião em Alagoas”.

Autobiografia

CLERISVALDO B. CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA
ROMANCISTA – CRONISTA – HISTORIADOR - POETA

Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo ( Rua Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antonio Tavares, nº 238, onde passou toda a sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase em 1966.Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol Concluído o Curso Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital paulista. Retornou novamente a sua terra onde foi pesquisador do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casou em 30 de março de 1974 com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na AESA - Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, em Pernambuco (1991). Fez Especialização em Geo-História pelo CESMAC – Centro de Estudos Superiores de Maceió (2003). Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História, Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as escolas: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das Chagas, São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei.

Sua vida social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º  teatro de Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes; criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do diário Jornal do Sertão (encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL.

Em sua trajetória, Clerisvaldo Braga das Chagas, adotou o nome artístico Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B. Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance - 1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem (conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado – 1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão Brabo CD (10 poemas engraçados).
  

Até setembro de 2009, o autor tentava publicar as seguintes obras inéditas: Ipanema, um Rio Macho (paradidático);Deuses de Mandacaru (romance); Fazenda Lajeado(romance); O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema (história); Colibris do Camoxinga - poesia selvagem (poesia).

Atualmente (2009), o escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas também escreve crônicas diariamente para o seu Blog no portal sertanejo Santana Oxente, onde estão detalhes biográficos e apresentações do seu trabalho.

(Clerisvaldo B. Chagas – Autobiografia) 
 http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br

Ariano Suassuna recebe Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana de Adriano Marcena


Em recente reunião, realizada em sua residência, em Casa Forte, tradicional bairro do Recife, Ariano Suassuna recebeu das mãos do pesquisador e historiador pernambucano, Adriano Marcena, um exemplar do seu Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana, obra reconhecida, por unanimidade, pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, como referência para a cultura pernambucana.
  
O livro, uma fonte de conhecimento e consulta sobre a cultura pernambucana em toda a sua extensão, é fruto de 11 anos de exaustiva pesquisa e representa, segundo Marcena:

“o registro de valores materiais e simbólicos que compõem a memória da pluralidade cultural pernambucana, resultado do amálgama étnico entre os povos que por mais de cinco séculos fervilhou em Pernambuco e serviu de base para sua invenção cultural”.

Adriano Marcena e Ariano Suassuna

Ariano também recebeu um exemplar do novíssimo Dicionário Escolar da Diversidade Cultural Pernambucana, atualmente em processo de avaliação na Secretaria de Educação de Pernambuco. A versão, especialmente desenvolvido para ser utilizado como material de apoio pedagógico a partir do 4º (quarto) do Ensino Fundamental, em breve vai ser apresentada às Secretarias municipais de educação de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo e demais municípios da RMR. 

Embora já tivesse recebido referências elogiosas sobre o Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana, em especial, de Carlos Newton Júnior, poeta, professor e chefe do Departamento de Letras da UFPE, Ariano ficou impressionado ao ter contato com a envergadura da obra e apoiou a iniciativa de adaptar o seu conteúdo para o ambiente escolar visando possibilitar às atuais e futuras gerações uma fonte de consulta sobre sua identidade cultural.

Finalizando a reunião, recheada de causos e curiosidades sobre a cultura pernambucana e nordestina, ao comentar sobre as dificuldades de produzir e divulgar no nosso estado obras do porte do Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana, Adriano Marcena arrancou sonoras risadas do criador do Movimento Armorial e de todos os presentes, ao afirmar que “se fosse um dicionário sobre a cultura baiana já tinha saído no Fantástico e no Jô.”.  

Fontes:

http://cariricangaco.blogspot.com
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