Morreu sábado (8), aos 79 anos, o
ex-deputado Francisco Muniz de Medeiros, o frei Marcelino de Santana. Frei
Marcelino estava internado desde o dia 2, no Hospital Napoleão Laureano, por
conta de um câncer de próstata.
Frei Marcelino é o compositor do baião "Meu Padrim", em 1960,
tornando-se a primeira gravação de Luiz Gonzaga com o tema Frei Damião.
A
gravação é de disco 78 rpm e foi digitalizado em CD selo Revivendo em 2007.
Detalhe: A música "Meu Padrim" contem um protesto, critica social.
Frei Marcelino foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na Paraíba e
fez campanha para o ex-presidente Lula no Sertão do estado.
O religioso foi deputado estadual de 1974 a 1978, período em que chegou a
ocupar a 2ª Vice-Presidência da Casa de Epitácio Pessoa. Ele também foi
presidente da Comissão de Negócios Municipais e Serviço Público da ALPB, em
1978.
Francisco Muniz de Medeiros era professor de Filosofia da Universidade Federal
da Paraíba (UFPB). Fundou com a ajuda de jovens professores o Colégio Técnico
Dom Vital (1959), em Catolé do Rocha, onde foi vigário da paróquia local por
mais de 20 anos. No mesmo ano, fundou o Sindicato de Trabalhadores Rurais da
Paraíba. Foi professor de Português, Inglês, Grego e Latim, Educação Artística,
Sociologia, Psicologia e Filosofia da Educação.
Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas
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Raimunda Plácida de Paiva nasceu fruto do amor entre
Geraldo Franklino da Costa e Francisca Nobilina de Paiva, em 05 de Outubro de
1920, na residência dos seus pais, uma casa humilde no sítio Tanques, na zona
rural, entre os municípios de Patu e Umarizal-Rn, onde residiu até 1942. Filha
de pai agricultor e mãe doméstica; viviam basicamente da agricultura. Tinham
vida simples e difícil. Família grande de muitos irmãos. Brincavam com bonecas
de pano, sabugos de milho, panelinhas de pedra, brincavam de roda. Meninos e
meninas brincavam juntos. Escutavam estórias de Trancoso nos finais de tarde,
após a ceia.
A educação das crianças era de responsabilidade dos
padrinhos, que a disponibilizava através de professores contratados para
ensinar o bê-a-bá. Depois, foi matriculada numa escola no município de Rafael Godeiro-Rn,
onde estudou até a primeira série. Nesta época, vestia-se de chita.
Já mocinha, divertia-se com os bailes nos sítios em
dias de casamentos, que eram arranjados pelos pais e avós. Às vezes,
juntavam-se na casa de parentes, aos domingos para dançar ao som de uma sanfona.
Impossível esquecer a seca que assolava a região e a
dificuldade financeira da família, o que resultou na ida para a zona rural do
município de Mossoró-RN, Alagoinha. Pra tentar uma vida melhor. No entanto, com
pouco tempo de nova moradia, seus pais, juntos com alguns irmãos, retornaram ao
município de Patu-Rn, ela permanecendo na casa de sua irmã, Elisa que já estava
casada.
CASAMENTO
Meses depois, conheceu em Alagoinha Domingos Fernandes Pimenta, natural do sítio João Pereira, zona rural do município de Patu-Rn. Um
senhor viúva e pai de 20 filhos, alguns já falecidos na época.
Uniu-se em matrimônio em 26 de Setembro de 1949, com
apenas 28 anos, na Catedral de Santa Luzia – “Mossoró”, com “Seu Domingos”. A partir
dessa data tornava-se a senhora Raimunda Fernandes Pimenta.
Após o casamento eles foram ao município de Caraúbas-Rn
para buscar os filhos dele para morar com eles. Ela foi muito bem recebida
pelos filhos de “SEU DOMINGOS”. E os tinha como filhos.
FILHOS DO
CASAL
Nada mais natural que gerar seus próprios filhos.
Sendo assim, aos 29 anos, em 1950, no sítio Bom Destino, deu a luz a primeira
filha do casal, Luzimar Paiva Fernandes . Em 1951, nasce Domingos Fernandes Pimenta Filho, e em 1952, nasce Francisca Paiva Fernandes. Com o passar dos
tempos as crianças foram crescendo e começaram a ajudar na lida da casa e
também na colheita do sítio.
Não existia luxo, mas quanto à alimentação sempre foi
muito farta e todos gostavam da vida que tinham. Depois de ajudarem no roçado e
na lida de casa, as crianças brincavam em baixo de um pé de cajarana.
Depois de um ano, em 1953, vieram para Mossoró, no
bairro Alto de São Manoel, com a promessa de emprego para o patriarca, na
função de vigia no saneamento, hoje CAERN. Mas o emprego só deu certo por dois anos, e a família retorna à Alagoinha. Nessa estadia em Mossoró, em 1954, nasce Antonio Paiva Fernandes, e em 1955, Rita Paiva Fernandes.
De volta ao sítio, em 1956, nasce Geraldo Paiva Fernandes. E em 1957, Luzia Paiva fernandes. Em 1958, Pedro Nascimento Paiva Fernandes, E em 1961, nasce o último filho do casal, Sebastião Paiva Fernandes.
Após voltarem ao sítio Alagoinha o marido caiu pela primeira
vez de uma carroça e quebrou o pé. Como já estava com idade avançada, começou
também a apresentar sinais de algumas doenças. Então, costumava ir à Mossoró
para tratamentos.
EDUCAÇÃO DOS
FILHOS:
Para estudarem, alguns dos filhos vieram para Mossoró,
sobre a responsabilidade de uma tia – Dona Osana, no bairro Baixinha. Logo
depois, alugaram uma casa em Mossoró, na Rua 06 de Janeiro, pertencente ao Sr.
Toinho de Caboclo. Depois, os irmãos moraram 30 dias na Rua Pedro Velho, na
casa de Maria Panema e, em seguida, na Avenida Alberto Maranhão.
Em 1970, ainda na Alagoinha, casou-se a primeira filha Luzimar. Nesse mesmo ano, o casal teve a alegria de receber a primeira neta: Cleide Fernandes de Sousa. Em seguida casaram-se a Rita e a Francisca. Com a
continuação dos anos, os outros filhos foram se casando, Domingos, Pedro, Luzia, Geraldo, Antônio e por último, o caçula Sebastião.
MUDANÇA DE
ALAGOINHA PARA MOSSORÓ
Insatisfeitos com a rotina que levava, dias em Mossoró,
dias em Alagoinha, o casal decidiu vender o sítio e morar de uma vez por toda
em Mossoró, comprando a primeira casa na Avenida Melo Franco, de propriedade do
Sr. Henrique Mendes, morando apenas sete meses, pois tendo em vista “Dona
Mundica” não ter se adaptado ao local, por motivos de saúde; compraram outra
casa na Rua Juvenal Lamartine, que pertencia ao casal Chailton e Marlene, pois as
coisas seriam mais fáceis no centro, vez que a família estaria junta, e as
visitas aos médicos se tornaram mais constantes.
SEU DOMINGOS
SOFRE ACIDENTE
Em 1980, quando ainda moravam na Juvenal Lamartine, enquanto
caminhava até ao Hospital dos Salineiros, na Avenida Alberto Maranhão, em
frente à Escola Dix-Sept Rosado, Seu Domingos sofreu um acidente, sendo
atropelado por um carro táxi, de propriedade do Sr. Manoel Peru, ficando em
cadeira de rodas.
CUIDADOS DOS
FILHOS AO PATRIARCA
Nessa nova época, era necessária a ajuda e a compreensão
dos filhos, pois, devido a dependência física, fazia-se necessário alguém, o
tempo todo para ajuda-lo nas atividades mais simples. Aos poucos, ele foi se
restabelecendo e começou a andar de muletas.
ACIDENTA-SE NOVAMENTE
ENQUANTO RECEBIA FILHO
Meses depois, caiu de uma cadeira quando levantara
para receber o filho Antonio Paiva, que chegara de viagem; o que agravou o seu
estado de saúde. Apesar de toda a debilidade, Seu Domingos, em nenhum momento
reclamava do que ocorrera com ele, e continuava sendo a pessoa doce e
maravilhosa que sempre fora. Ele continuou frequentando as missas todos os
domingos, na Igreja São José. E a vida continuava sem maiores problemas. Em
1981, ainda passou por uma cirurgia de próstata.
DONA MUNDICA
ABRAÇA COM GARRA A SITUAÇÃO DO MARIDO
Incansavelmente, “Dona Mundica” estava sempre ao lado
do marido, cuidando e o zelando. Passava noites e noites acordada ao seu lado.
Nesse período, o seu filho PEDRO e a família foram morar com eles para ajudar à
mãe. Os outros filhos também se reversavam, já que ela sozinha não podia cuidar
do marido. Entre os anos de 1983 e 1984, foram morar no Abolição IV, por um
ano, indo depois para o Abolição III.
MORTE DE SEU
DOMINGOS FERNANDES PIMENTA
Visivelmente fragilizado e debilitado, em 26 de
Dezembro de 1985, Domingos Fernandes Pimenta veio a falecer. Momento muito
triste e doído, tanto para Dona Mundica como para sua família. Hoje, ainda dói
falar nele. Ela se esquiva de falar nesse assunto, pois sente um vazio enorme.
Seu Domingos foi uma pessoa muito importante na vida
dessa mulher. Ela o respeitou e o amou a sua maneira até o último dia de vida.
A gratidão, dedicação, respeito que ela tinha e tem por ele até hoje e tocante.
Ela tinha uma eterna gratidão por Seu Domingos, como se fosse um favor ele ter
casado com ela.
DONA MUNDICA - AGORA É A
MÃE E O PAI DOS SEUS FILHOS
Após a morte do marido dedicou-se a comandar e cuidar
da sua família e a frequentar as suas missas. Foi um período muito difícil e de
adaptação, qual contou com a ajuda da família. Afinal, foram 36 anos de
convivências. Mas, a vontade de viver é muito grande, pois mesmo diante da
perda do marido, ela continua firme.
FELICIDADE
COM A CHEGADA DOS BISNETOS
Em 1995, ela tem o prazer de conhecer Daniel Francisco
da Silva Filho, seu primeiro bisneto. Em meio a tantas dificuldades, tristezas e
momentos felizes na sua vida, ela pode realizar
em 2010, um grande sonho, que sempre cultivava em seu coração. Voou pela
1ª vez e foi a São Paulo-SP, conhecer Aparecida do Norte.
RAIMUNDA significa AQUELA QUE É PODEROSA E PROTEGE A
TODOS. E esse é o papel dessa mulher que completará em Outubro deste ano, 93
anos de vida. Proteger, zelar, acompanhar, guardar, orientar e amar a todos
nós, familiares e amigos, papel que ela desempenha com todo carinho. É uma grande
mulher frágil e forte, determinada, durona e sabe como defender suas vontades.
No decorrer dos anos essa família cresceu e hoje, tem 86
pessoas, entre filhos, filhas, noras, genros, netos, netas, bisnetos e bisnetas
agregados. Pode-se dizer que são “A GRANDE FAMÍLIA”. E como diz a letra da
música de Dudu Nobre:
Esta família é muito unida...
E também muito ouriçada...
Brigam por qualquer razão...
Mas acabam pedindo perdão.
Assim é a família Paiva Fernandes, tem a sua diferença
como toda família, mas os membros desta família estão sempre juntos e prontos
para nos ajudar. A forma simples e humilde de ser dessa grande mulher, sua
sabedoria, sua vontade de viver é um exemplo de vida para toda essa família. As
marcas do tempo no seu rosto sinalizam as experiências de vida. Mas, na alma essa
mulher tem a alegria de uma criança que pula e brinca que sonha, mesmo diante
das dificuldades.
Nada mais justo que, estarmos aqui, hoje, para
homenageá-la, como fazemos todos os anos. Não importa a distância, sempre damos
um jeito de estarmos reunidos na data do seu aniversário, que é tão especial. E
esse ano de 2013, novamente estaremos reunidos para comemorarmos, não só os
seus 93 anos, mas também a sua história de vida.
Por tudo que construiu ao longo de sua vida, Dona Mundica, pode ser considerada uma Boa Pastora, que cuida do seu rebanho, guia
as pastagens, as águas vivas e ao descanso, protegeu o seu rebanho das feras
devoradoras. Em contra partida, suas ovelhas, conhecem a sua voz e seguem-no por
onde quer que ele vá. “O bom pastor procura sempre o melhor para o rebanho que
o segue, o qual se beneficia do seu amor e dos seus conhecimentos, (livro dos
salmos)”.
Diante disso, só temos a agradecê-la por tudo que nossa
“DONA MUNDICA” tem feito por todos nós. E são por essas e outras que é
impossível tentar explicar esse imenso amor que carregamos. E tudo que
dissermos, ainda será bem pouco, perto desse imensurável amor que temos por
essa grande mulher. Então, usamos em vídeo as palavras do rei Roberto Carlos
para tentar expressar o que sentimos.
Só desejamos que a senhora viva muito mais e esperamos
que, essa reunião que acontecerá em Outubro, comemoração ao seu nonagésimo
terceiro aniversário não se resume só a essa data, e que a nossa família
continue unida e que o espírito de paz reine, mesmo diante das diferenças
existentes.
Autora: Polyanna Fernandes
Dona Mundica é a sogra do administrador deste blog.
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Rubinho Lima
João de Sousa
Lima e Rubinho Lima participaram do 11º SALIPI - Salão do Livro do Piauí.
João
de Sousa Lima, Rubinho Lima e o professor Wilson Seraine
O evento é um dos mais concorridos do Brasil e o trabalho dos dois
pesquisadores e escritores de Paulo Afonso atraiu grande plateia. As palestras
aconteceram no Espaço Língua Viva e no Bate Papo Literário, no Clube dos
Diários, na Praça Pedro II.
Depois das palestras foram lançados os livros dos dois escritores, trabalhos
que enfocam o cangaço na região de Paulo Afonso.
Os escritores contaram com o apoio dos artistas Jadilson Ferraz ( de
Petrolândia, Pernambuco), do músico e médico Leandro Cardoso Fernandes (
Teresina, Piauí), do Professor Wilson Seraine ( Teresina), do cantor e
pesquisador da música de raiz Wagner Ribeiro (Teresina), Professor Romero (Teresina)
e do coronel e escritor Marcelo Leal (Fortaleza).
Professor
Wilson Seraine, Rubinho Lima e João de Sousa Lima
Jadilson
Ferraz cantou na abertura da palestra de João de Sousa Lima
João
de Sousa Lima e o professor Wilson Seraine.
Professor
Romero e o coronel Marcelo Leal.
Professor
Romero, Jadilson e João de Sousa Lima
Dr.
Leandro Cardoso durante a palestra de João de Sousa Lima
Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: João de Sousa Lima
São poucas pessoas que conhecem esta música de Roberto Carlos - "O Cadillac". Envolvido com o calhambeque, que é um dos seus maiores sucessos, gravou uma canção com o título "O Cadillac".
Veja Vídeo abaixo:
Roberto Carlos
Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941) é um cantor e compositor brasileiro. Um dos
primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, ele foi um dos pioneiros no Brasil do
movimento rock'n'roll surgido nos Estados
Unidos ao longo da década
de 1950.
Embora tivesse
iniciado a carreira sob influência da Bossa Nova,
no início da década de 1960, Roberto mudou seu repertório para o
rock. Com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o amigo Erasmo
Carlos, e versões de sucessos do então recente gênero musical, fundando as
bases para o primeiro movimento de rock feito no Brasil.
Clique no link abaixo para continuar lendo a biografia do rei Roberto Carlos
Por: Clerisvaldo B.
Chagas, 7 de junho de 2013 - Crônica Nº
1030
Nascido em
Quebrangulo (AL) no dia 18.01.1906, filho de José Ferreira de Méllo e de Leonor
Ferreira de Méllo (Mãe Nô) Chico Ferreira, como ficou mais conhecido, também
morou em outros lugares como Água Branca, Penedo, Maceió e Pilar. Em Penedo,
teve comércio, em Poxim, povoado de Coruripe, uma pequena propriedade.
ASPIRANTE
CHICO FERREIRA, homenageado na primeira página do livro "Lampião em
Alagoas".
Francisco ingressou
na polícia militar ainda muito novo, chegando à patente de coronel. Entretanto,
sua fama atingiu o clímax na condição de aspirante, ocasião em que era delegado
em Penedo e foi deslocado para a vila da Pedra (de Delmiro). Sua missão secreta
era espionar as ações suspeitas do chefe das volantes, o tenente João Bezerra,
denunciado ao governo de coiteiro de Lampião. Homem valente e íntegro, rígido e
excelente atirador, Chico Ferreira soube cumprir o seu papel. No dia 27 de
julho de 1938, na Pedra, o aspirante formou sua própria volante composta de
quinze homens.
Quando Bezerra recebeu o telegrama de Aniceto “Boi no Pasto”
Francisco Ferreira tomou emprestadas quatro metralhadoras aos nazarenos que
chegaram a Pedra, dizendo ser para uma diligência contra ladrões de cavalos.
Bezerra ao partir para Angicos via Piranhas, não queria levá-lo. Houve
bate-boca, mas o aspirante levou sua volante, tornando-se com ela o verdadeiro
herói que exterminou o cangaço no Nordeste. Não fora ele e suas sucessivas
investidas em Bezerra – que por diversas vezes tentou fugir ao combate – e
Lampião teria ido embora. Foi auxiliado nessa loucura de emboscar Lampião pelo
apoio inflexível de sua volante completa e mais a praça da volante de Bezerra,
o endemoniado Antônio Jacó (Mané Véi) e ainda o sargento chefe de volante
Aniceto que, apesar dos conchavos com Bezerra e Lampião, naquela noite
incentivava a investida a Angicos, querendo combater.
As
metralhadorasforam fatores preponderantes no extermínio do bando e pânico
causado no grotão. Após a hecatombe, o aspirante Francisco, diante do saque da
tropa em ouro, dinheiro e joias, não quis um só centavo “daquele dinheiro
impregnado do que não presta”. Da parte dele, tudo era do governo. O mais
graduado pegou a fama de ter acabado com o bando de Lampião. O aspirante,
Francisco Ferreira de Méllo, porém, é reconhecido por todos os pesquisadores
sérios que foi o verdadeiro herói daquela madrugada inesquecível de 28 de julho
de 1938, na Grota da fazenda Angicos, no estado de Sergipe.
Chico Ferreira galgou
o posto de coronel e veio a falecer de morte natural na cidade de Pilar (AL) em
11.04.1967 (...).
· Pag.
54-56 do livro “Lampião em Alagoas”.
Autobiografia
CLERISVALDO B.
CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA
ROMANCISTA –
CRONISTA – HISTORIADOR - POETA
Clerisvaldo
Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo ( Rua
Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do
Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antonio Tavares, nº 238, onde passou toda a
sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da
professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove
irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental
menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o
Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase
em 1966.Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o
Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os
dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol Concluído o Curso
Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital
paulista. Retornou novamente a sua terra onde foi pesquisador do IBGE –
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casou em 30 de março de 1974
com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas
filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de
Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na AESA
- Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, em Pernambuco (1991). Fez
Especialização em Geo-História pelo CESMAC – Centro de Estudos Superiores de
Maceió (2003). Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e
Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto
Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e
passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola
Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser
aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em
várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História,
Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em
vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as
escolas: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das
Chagas, São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco
lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e
ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei.
Sua vida
social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º teatro de
Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em
Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio
do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor
à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de
Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes;
criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do
diário Jornal do Sertão (encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor
eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da
Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL.
Em sua
trajetória, Clerisvaldo Braga das Chagas, adotou o nome artístico Clerisvaldo
B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B.
Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras
do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance -
1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem
(conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor
maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado –
1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão
Brabo CD (10 poemas engraçados).
Até setembro
de 2009, o autor tentava publicar as seguintes obras inéditas: Ipanema, um
Rio Macho (paradidático);Deuses de Mandacaru (romance); Fazenda
Lajeado(romance); O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana
do Ipanema (história); Colibris do Camoxinga - poesia
selvagem (poesia).
Atualmente
(2009), o escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas também escreve crônicas
diariamente para o seu Blog no portal sertanejo Santana Oxente,
onde estão detalhes biográficos e apresentações do seu trabalho.
Em recente
reunião, realizada em sua residência, em Casa Forte, tradicional bairro do
Recife, Ariano Suassuna recebeu das mãos do pesquisador e historiador
pernambucano, Adriano Marcena, um exemplar do seu Dicionário da Diversidade
Cultural Pernambucana, obra reconhecida, por unanimidade, pelo Conselho
Estadual de Cultura de Pernambuco, como referência para a cultura pernambucana.
O livro, uma
fonte de conhecimento e consulta sobre a cultura pernambucana em toda a sua
extensão, é fruto de 11 anos de exaustiva pesquisa e representa, segundo
Marcena:
“o registro de
valores materiais e simbólicos que compõem a memória da pluralidade cultural
pernambucana, resultado do amálgama étnico entre os povos que por mais de cinco
séculos fervilhou em Pernambuco e serviu de base para sua invenção cultural”.
Adriano
Marcena e Ariano Suassuna
Ariano também
recebeu um exemplar do novíssimo Dicionário Escolar da Diversidade Cultural
Pernambucana, atualmente em processo de avaliação na Secretaria de Educação de
Pernambuco. A versão, especialmente desenvolvido para ser utilizado como
material de apoio pedagógico a partir do 4º (quarto) do Ensino Fundamental, em
breve vai ser apresentada às Secretarias municipais de educação de Recife,
Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo e demais municípios da RMR.
Embora já
tivesse recebido referências elogiosas sobre o Dicionário da Diversidade
Cultural Pernambucana, em especial, de Carlos Newton Júnior, poeta, professor e
chefe do Departamento de Letras da UFPE, Ariano ficou impressionado ao ter
contato com a envergadura da obra e apoiou a iniciativa de adaptar o seu
conteúdo para o ambiente escolar visando possibilitar às atuais e futuras
gerações uma fonte de consulta sobre sua identidade cultural.
Finalizando a
reunião, recheada de causos e curiosidades sobre a cultura pernambucana e
nordestina, ao comentar sobre as dificuldades de produzir e divulgar no nosso
estado obras do porte do Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana,
Adriano Marcena arrancou sonoras risadas do criador do Movimento Armorial e de
todos os presentes, ao afirmar que “se fosse um dicionário sobre a cultura
baiana já tinha saído no Fantástico e no Jô.”.