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domingo, 4 de março de 2018

BELA MATÉRIA


Por Antonio Corrêa Sobrinho

Amigos,


Vejam que matéria interessante, esta do "Diário de Pernambuco" de 24/05/1936 - um relato quase por acaso dos crimes praticados pelo cangaceiro Virgínio (Moderno) e comparsas, na região de Buíque, sertão pernambucano, em 1936. Virgínio que foi um dos lugares-tenente de Lampião, além de seu cunhado. São relatos de extorsões, sequestro, assassinatos e emasculação. curiosamente, pouco temos sobre esta história. eu conheço apenas um trabalho, assinado por Frederico Pernambucano, disponível na internet.


CHEGOU AO RECIFE UMA DAS VÍTIMAS DE LAMPIÃO

Manoel Bezerra relata à reportagem do DIÁRIO DE PERNAMBUCO sua dolorosa história – Novas atrocidades do famigerado bando pelos sertões – Receio dos coiteiros – O roteiro da malta sinistra.

Foi divulgada pelo DIÁRIO DE PERNAMBUCO a notícia de que uma das vítimas de Lampião viajaria para esta capital no trem do horário que vem de Rio Branco. O pobre homem, que fora barbaramente emasculado pelo facínora, quando visitou a fazenda Catimbau, nos arredores de Buíque, vinha internar-se num dos hospitais daqui e submeter-se a um tratamento que lhe conservasse a vida. Sua jornada dolorosa do alto sertão até aqui, viajando sem o mínimo conforto durante o dia inteiro num carro de segunda classe, foi alvo de atração da reportagem desta folha, que resolveu, também, ouvir dos próprios lábios de Manoel Bezerra, o relato da dolorosa atrocidade.

Neste intuito um representante do DIÁRIO DE PERNAMBUCO viajou para Vitória a fim de (...) passagem no mesmo trem em que viajava o ferido e acompanha-lo até o Recife. Essa medida foi motivada principalmente pelo receio de que o pobre homem, dados seu estado de gravidade e a prolingada viagem, aqui chegasse agonizante, impossibilitado de relatar-nos o ocorrido.

EM VITÓRIA

Chegamos a Vitória com bastante antecedência. Percorremos ligeiramente a cidade e á hora do trem, já aguardávamos na estação há longo tempo sua chegada.

À aproximação do comboio divisamos a plataforma do carro de segunda classe um soldado de polícia. Logo que os carros pararam, a ele nos dirigimos e, à nossa pergunta, o militar levou-nos ao interior do vagão onde, efetivamente, prostrado ao longo de um dos bancos, estava Manoel Bezerra num estado de lamentável penúria. Vestia camiseta branca e calça de brim comum. Aparentava ter uns 22 anos de idade. Seu rosto moreno de vez em quando se contraia num rictos de dor.

Ao dar sinal de partida o trem e afastarem-se os curiosos para saltar, pois na maioria eram da cidade, aproximamo-nos dele, que estava de olhos fechados. A essa altura, o comboio iniciava sua marcha e o pronunciado mal cheiro que se sentia no interior do carro, com o deslocamento do ar tornou-se menos intenso, permitindo respirar-se melhor. O condutor aparece para marcar as passagens. Ao receber a nossa, diz espantado:

- “Mas essa passagem é de primeira classe... A primeira é no carro da frente...”

Explicamos nossa função de repórter, ao que ele pilheria: Enquanto muitos compram de segunda e querem ir para a primeira com o senhor deu-se o contrário: comprou de primeira e veio para a segunda...”

Um passageiro atalha:

- “Ele veio ouvir as desgraças deste pobre homem para contá-la a toda gente... Pode ser que assim tenham pena do sertanejo e resolvam acabar com Lampião...”

A TRISTE HISTÓRIA

Manoel Bezerra recostava, agora, a cabeça na mão. Aproveitando um momento em que descerrou os olhos, pedimos que nos contasse tudo como se dera. Ele, num esforço, começou a murmurar e depois a falar mais alto. A cada momento interrompe a narrativa para gemer.

Contou que era solteiro, noivo, e possuía pequena propriedade. Na terça-feira passada voltava da roça para a sua casa quando, ao entrar na sala, ouviu vozes num falatório que vinha da vizinhança. Ali residia seu amigo Pedro Firmino Cavalcanti e, receando tratar-se de alguma anormalidade contra ele, decidiu verificar o que havia. Ao sair de casa, divisou uma aglomeração de pessoas. Destacou-se do grupo um homem que lhe acenou com a mão. Uma vez que o chamavam, não suspeitando tratar-se de bandidos, foi verificar o que queriam de sua pessoa.

Ao chegar mais perto, o malfeitor gritou:

- “Venha cá!”

Continuou ele:

- Quando cheguei lá vi que a casa estava cercada. Oito homens e duas mulheres estavam armados até os dentes. Tinham todos a cara de assassinos. Uma delas, a quem chamaram de Maria Bonita, me deu logo duas chibatadas. Um homem dos olhos vermelhos chegou para perto de mim e disse: ‘Vá buscar meu cavalo ali’. Esse homem era Virgínio, cunhado de Lampião. Fui buscar o animal que estava a uns trinta metros e quando o entreguei ao tal Virgínio, ele, então, sem me deixar fugir, realizou seu intento.”


Relatou-nos, então, Manoel, que por mais que implorasse, o bandido não o atendeu. Disse-lhe: “Não tem santo que lhe acuda”, e utilizando um trinche-te que pedira a um cabra, mutilou-o desalmadamente. Depois de emasculá-lo, mandou que pusesse pimenta, sal e cinza na ferida e fosse para casa.

Manoel, que perdera muito sangue, se cansava na sua narrativa. Calou-se, fechou os olhos e continuou deitado.

OUVINDO UM SOLDADO

Deixamos o enfermo e fomos em busca de outras informações.

O soldado Manoel Basílio, que acompanhava o doente, informou-nos que o grupo de bandidos, após a sangrenta pousada em Catimbau, saiu pela estrada de Buíque e, à distância de uma légua, entrou pela cerca de arame de propriedade do senhor P. França.

Virgínio atirou o trinche-te dentro do canavial.

- “Mais adiante – continua o soldado – os bandidos prenderam um parente deste rapaz.”

Manoel Bezerra abriu os olhos e perguntou de que se falava. Ciente da narração do soldado, acrescentou:

- “Virgínio prendeu o meu primo legítimo Firmino Salvador e por ele mandou procurar o trinchete, dizendo que ‘se encontrasse algum macaco (policial), morresse mas não lhe entregasse o seu instrumento.’

Meu primo foi e correu até Buíque, entregando o trinche-te ao delegado de polícia. De Firmino eles levaram três cavalos. Depois é que foram a Catimbau.” 

Deixamos o emasculado e o soldado, e fomos ouvir o condutor do trem, que nos prometera algo.

ATERRORIZADOS

O condutor levou-nos a um passageiro. Este se reuniu a outros e cercaram o repórter. Contaram-nos outras atividades de Lampião. Como indagássemos os nomes dos nossos interlocutores, eles, como que estivessem unidos pelo mesmo terror, negaram-se a decliná-los, alegando “precisar viver”; que “ se dissessem os nomes lá no sertão havia alguns “coiteiros’ que forneceria a lista aos bandidos, e que pagariam caro.

- “Saindo de Buíque, os cangaceiros estiveram em Malhada – informou-nos um passageiro. No caminho encontraram o sr. Agenor Tenório, que viajava em companhia de outro. Procediam da fazenda França (...). Os cabras de Virgínio perguntaram logo si tinham dinheiro e como responderam negativamente, os bandidos pediram que desmontassem e levaram seus cavalos, deixando-os a pé.

QUASE ATACADOS PELA POLÍCIA

- “Quinta-feira, pela madrugada – continua o nosso informante – o grupo deixou Malhada, a 9 quilômetros de campo de aviação de Rio Branco. Atravessou a linha de ferro entre as estações de Tigre e Pinto Ribeiro e foram à fazenda Estrela D’ Alva de propriedade da Cia Pastoril do São Francisco. Deixaram ali uma carta para o gerente, dr. Gumercindo pedindo 10 contos. A carta tinha a assinatura: Virgínio, cunhado de Lampião.

Saquearam a cidade e chegaram até mesmo a levar alianças do dedo de algumas pessoas. Os facínoras deixaram os cavalos em que viajavam e escolheram outros para prosseguir a viagem.”

Um outro passageiro nos diz:

- “Às 16 horas do mesmo dia entraram em Umbuzeiro. A população, tendo aviso da aproximação dos facínoras, havia abandonado a cidade, ficando somente uma casa de negócio aberta.

Deram um saque e numa venda tomaram muita aguardente num engenho de alambique de barro.”

ASSASSÍNIOS

Saíram de Umbuzeiro sem cometer nenhum assassinato. No caminho, porém, encontraram Pedro de Alcântara e Sebastião Sebas, na fazenda Matanças. Perguntaram sobre os seus destinos, ao que responderam sempre estar comprando queijo para revender. Desconfiados da veracidade das palavras dos transeuntes, conduziram-nos à casa do fazendeiro conhecido por José Cobra, nas proximidades. Este vacilou em responder. Mas, sob ameaças de pontas de punhais, confessou que Pedro de Alcântara e Sebas tinham ido lhe avisar da presença do bandido. Como também a Satiro Feitosa. Irritados, os bandidos mataram Sebas no terreiro da casa e Pedro na sala, com um tiro de pistola máuser na cabeça. Em seguida, intimaram José Cobra a dar-lhes 2:500$000, no que foram satisfeitos. Dali rumaram para a fazenda Ribeirão Fundo, de propriedade de Satiro Feitosa. Já nas terras da fazenda, entraram na casa de Gedeão Hypólito, e amordaçaram sua esposa. Estiveram depois na casa de Satiro. Um cabra procurou o proprietário e lhe disseram que havia se retirado. Então, perguntou por Gedeão.

Um homem declarou ser o próprio.”

MATOU E SANGROU A VÍTIMA

“O bandido bradou:

- “Aqui está um presente que lhe mandaram porque foi avisar a seu patrão.”

- “O presente foi um tiro na cabeça” – aparteou outro passageiro que até o momento não havia dito nada.

O primeiro continuou:

- “Em seguida sangrou sua vítima. Indo ao interior da casa, encontrou o negro velho José Lourenço, cozinheiro. Como respondesse que nada sabia, mataram-no. Também sangraram este. Entre Umbuzeiro e Malhada os bandidos haviam conseguido cercar os vaqueiros, que pastavam o gado de uma fazenda, para roubar-lhes os cavalos com os arreios. Dois dos cavalos estavam cansados, quando chegaram a Ribeirão Fundo. Por isso, Virgínio entregou-os a um morador da fazenda para leva-los ao coronel de Arcelino Brito.” 

Soubemos que o tenente Manoel Neto chegou a Tigre quando os bandidos estavam em Umbuzeiro. A polícia ia a caminhão, mas a estrada não deu passagem. Foi necessário que o tenente fosse por outra estrada e assim não encontrou mais cangaceiros. 

O grupo dirigiu-se para a serra de Ipojuca, rumo a Mimoso, estação próxima a Rio Branco.

EM ALAGOA DO MONTEIRO

A última hora soubemos que o grupo esteve na fazenda Raposa, de propriedade de José Branco.

Roubaram dali 15:000$000 em dinheiro. Enquanto uma turma de cangaceiros realizava esse roubo, uma outra atacara Angico, em (...) onde mora Fortunato Reinaldo.

Desse fazendeiro exigiram 10 contos e como só tivessem seis, levaram um seu filho de nome Anfrizio, como garantia dos 4 contos. Fortunato mandou pedir emprestado o dinheiro em Poção, o qual não foi entregue aos bandidos. Estes não compareceram ao local marcado para a entrega da quantia referida, que era a serra de Jurema.

A malta esteve por último no Fundão, na Paraíba. Aí os facínoras assassinaram duas moças e uma velha de 84 anos de idade.

Sexta-feira o grupo internou-se na serra do Franco para o lado da serra Pendura e não foi mais visto. Segundo nos informou um sertanejo de Alagoa do Monteiro, ele estava para os lados de Brejo do Jatobá.

Adiantou-nos que sobem a 75 contos de réis somente em dinheiro os saques no município de Alagoa do Monteiro.

OS GUIAS

Ao entrar no estado da Paraíba até o saque de Umbuzeiro serviu de guia aos bandidos Malaquias Batista, genro do sr. Fernandes, e preso na ocasião em que os cangaceiros ‘visitaram’ a casa deste, de onde roubaram 13 contos. De Umbuzeiro por diante, Sebastião Tavares foi preso por Virgínio para indicar-lhe o caminho.

AS VÍTIMAS

Gedeão Hypólito deixou 9 filhos menores. Pedro de Alcântara, 4. Sebes, 5.

Foram mortos mais as duas moças, a velha, dois homens, dos quais um cadáver não foi encontrado.

Sobre a morte de Pedro de Alcântara corre outra versão. É a de que ele fugia para salvar o dinheiro que estava em caixa na Mesa de Rendas.

MARIA BONITA E O GRUPO

Diz um morador de Malhada que o grupo de Virgínio é composto de 7 homens e duas mulheres.

Os nove se dividem em três, sendo que as mulheres ficam com Virgínio. 

Cada grupo anda distanciando do outro 500 metros. Os cabras esperam sempre pelo chefe para decidir qualquer questão.

Maria Bonita, a amasia do chefe do grupo, usa calça culote, dois parabéluns à cinta e cartucheira.

A outra mulher viaja em (...) 

- Manoel Bezerra, logo ao chegar à Estação Central, foi internado no Pronto Socorro, onde ficou em tratamento. Apresenta algumas melhoras.

SEGUIU PARA O SERTÃO O DELEGADO

Anteontem seguiu para Rio Branco o delegado auxiliar, Sr. Ranulfo Cunha. Dali esta autoridade comunicar-se-á com o secretário da Segurança Pública pelo telégrafo da Greal Western, transmitindo-lhe as últimas notícias sobre os grupos dos bandoleiros.

“Diário de Pernambuco” – 24/05/1936
Imagens de Manoel Bezerra, ilustração do próprio jornal, e do cangaceiro Moderno.

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sábado, 3 de março de 2018

CANGAÇOLOGIA



Cabroeira essa é a nossa nova logomarca.
Um novo projeto que nasce de cara nova.

Um trabalho que será produzido com seriedade, responsabilidade e sem fins lucrativos.

A marca CANGAÇOLOGIA (Grupo / Comunidade / Canal Youtube / Blog) foi criada com o objetivo de unificar todos os nossos trabalhos em torno de uma única e exclusiva marca e com a exclusiva finalidade de levar aos amigos (as) estudiosos do assunto o conhecimento da história cangaceira e auxiliar no resgate, preservação e divulgação da nossa história e cultura.

Sejam todos bem vindos ao universo cangaceiro.

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CADERNO DE FILOSOFIA

*Rangel Alves da Costa

As filosofias que nascem insones. Pensamentos vagos que tomam forma e viajam. E de repente o pensador já saiu de si para meditações no alto do monte. Na mente um livro e na ideia uma estrada. E avista-se o profeta nos nossos vazios.
Ser ou não ser, ter ou não ter, o que sou e o que somos nós, o que fazemos aqui e para onde vamos? Perguntas e dúvidas, respostas sem fim e quase nada encontrado que responda o que se deseja saber: sou a metade cheia ou a metade vazia do copo?
Numa metade a dúvida e na outra o nada. Mas em tudo a ideia querendo ser preenchida. Tudo o que se sabe é um nada saber, toda ignorância é um saber demais, afinal de contas o livro do homem continua em branco, assim como sua vida e como deva ser.
Já não sei se quero ilhas ou quero multidões. Também não sei se quero distâncias ou proximidades, convívio ou desolação. Talvez bastasse estar em paz em qualquer lugar. Mas em qual lugar?
Prefiro os silêncios às vozes, aos barulhos, aos murmúrios. Porém sei que é impossível calar o mundo. Sempre haverá um grito por todo lugar. À noite, quando mais desejo a calma silenciosa, eis que os gatos ecoam seus gemidos de dor e prazer.
Tomo um café forte, quente, sem açúcar, pelo simples prazer da bebida. Não apenas um, mas muitos cafés desde o acordar ainda antes do cantar do galo. Depois acendo um cigarro e fico meditando sobre as dores do mundo.
Nietzsche tinha razão. Schopenhauer também. Tudo é ilusão. Não há, no viver, nada além de uma tábua de faquir e de um braseiro lanhando de fogo a pele. Daí que não há profeta ou filósofo que não chore à beira do rio.
Mas refletir muito atormenta a alma já transtornada até mesmo pelas simplicidades. Nada mais parece causar prazer, contentamento, a paz merecida. Em tudo, apenas o medo, a agonia, a angústia, a ficção. Um mundo acorrentado e sem saída.
Gosto quando chove na madrugada por que o seu som toma a voz de todos os outros sons. Mas também pela sua feição melancólica a cada pingo. Certamente que são lágrimas desprendidas de qualquer face oculta. Que pode ser a minha ou de qualquer um.
Queria pegar o sol com a mão e sentir seu calor. Talvez seja frio demais se espalhado na mão. Já a lua eu sei que é quente, chamejante, ardente demais. E sei por que não há luar que não traga na sua luz uma nostalgia profundamente angustiante.
Delírios, insanidades, distúrbios, enlouquecimento? Não. Ou sim. Ora, a razão se perdeu e em seu lugar permaneceu apenas a conveniência. E não há como ter sanidade se ao redor tudo enlouquece e em pesadelo se transforma.
Ainda assim eu gosto de meditar. Os pombos e as folhas mortas da amendoeira sabem bem disso. Logo ao amanhecer, mas principalmente ao entardecer, sento-me no velho banco defronte aquilo que um dia já foi um jardim.
As horas passam que nem sinto. Os pombos me chegam e contam segredos. As folhas mortas me recobrem como se desejassem esconder os meus olhos molhados. Em instantes assim, talvez até eu converse sozinho, dialogue comigo mesmo, mas nunca me perguntei sobre o que tanto falo.
Então vem a ventania e deixa tudo ainda mais entristecido. As folhas são levadas como se fossem apenas restos. E realmente são. Os outonos são enfermidades que abrem túmulos e provocam tristezas e dores. Pelos arredores, uivos e murmúrios de outras folhagens e dos ocultos que permanecem como almas encantadas.
Além da tristeza mais triste, muito triste é conviver com jardins desolados, ressequidos, sem flores. Pelos canteiros apenas as recordações, as saudades, as relembranças. Talvez seja por isso que a janela adiante não é mais aberta. Não há mais borboletas, pássaros, gafanhotos. Nada. Somente o entristecimento da solidão.
Talvez um dia eu escreva alguma coisa sobre o nada no ser. O livro do nada contando tudo sobre o absolutamente nada. Mas nem tudo vazio assim. Certamente que numa página estará escrito que à frente havia uma porta esperando ser aberta. Noutra página, dizendo sobre uma estrada adiante. E noutra mais sobre a distância de tudo.
Mas não há folha de papel onde vivo e as folhas da amendoeira já foram levadas ao vento. Nada posso guardar no olhar. Tudo se molha, tudo escorre, tudo se vai. Nada posso guardar em mim ou dentro de mim. A solidão tomou todos os espaços.
E assim a vida vai. Um viver, apenas... Ou não.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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GUERRA DE CANUDOS 2 DE MARÇO DE 1897 - O TERCEIRO ATAQUE


No dia 02 de março de 1897, durante a GUERRA DE CANUDOS, um terceiro ataque é realizado pela expedição do coronel MOREIRA CÉSAR, contando com 1200 homens.

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CECÍLIA DO ACORDEON



CECÍLIA DO ACORDEON, a nossa linda Pimentinha do Forró, também estará presente no Cariri Cangaço Poço Redondo 2018. Puxe o fole Cecília Do Acordeon, dê som e sentido ao sertão, solte a voz menina bonita: “Fumo de rolo, arreio e cangalha, eu tenho pra vender quem quer comprar. Bolo de milho, broa e cocada, eu tenho pra vender quem quer comprar...”. Poço Redondo já de corações e braços abertos para Cecília e todos que baterem à sua porta. E vocês, cangaceiros e atrevidos, avante!

OBS:
Que maravilha..! Cecília Do Acordeon vai arrebentar no Cariri cangaço em Poço Redondo-SE. Ela é uma das mascotes que foi adotado pelo movimento cultural Cariri cangaço. Não é isso, Dr. Manoel Severo Barbosa? (adendo por Volta Seca).

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1827582783928192&set=a.476409229045561.113151.100000294638614&type=3&theater&ifg=1

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SOBRE O CANGACEIRO ANTONIO SILVINO


Por Antonio Corrêa Sobrinho

AMIGOS,

Fui às páginas do jornal “O Estado de S. Paulo” e trouxe para este espaço praticamente tudo o que este importante diário brasileiro trouxe a lume a respeito do famoso cangaceiro ANTONIO SILVINO.

São informações publicadas na época de atuação deste cangaceiro, portanto, ainda livres do processo natural de mitificação e romantização desta extraordinária figura do velho banditismo nordestino
Com a licença do coordenador, postarei o pequeno trabalho, em partes, sob o título ANTONIO SILVINO NAS PÁGINAS DO “ESTADÃO”.
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ANTONIO SILVINO NAS PÁGINAS DO “ESTADÃO”
PARTE I
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PARAÍBA
Quatro salteadores do grupo capitaneado por Antônio Silvino foram cercados pela força estadual, no lugar denominado Mulunguzinho, na comarca de Campinas.
Os bandidos opuseram resistência, armando tiroteio, do qual resultou ficar ferida uma praça.
Finalmente, os salteadores foram mortos.
(Dos nossos correspondentes)
05.02.1901
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OS CANGACEIROS
Há poucos dias, o senhor General-comandante do distrito recebeu do capitão João Carlos Formel, que se acha no interior do estado da Paraíba, em perseguição ao grupo de cangaceiros chefiados por Antônio Silvino, um despacho telegráfico pedindo aumento de forças.
Sua Excelência respondeu incontinente, avisando-o de que desta guarnição não poderia expedir o reforço pedido, mas que daria as necessárias providências a respeito.
Para o tenente-coronel Febronio de Brito, comandante da guarnição do Rio Grande do Norte, expediu S. Exc.ª Ordens para que dali fossem retiradas as necessárias praças para auxiliar o capitão Formel.
Às ordens do senhor general Rocha Calado, imediatamente cumpridas, partiram do Rio Grande do Norte 40 praças do segundo batalhão de infantaria, bem municiadas e sob o comando de dois oficiais.
Tomadas essas medidas necessárias, o governador da Paraíba, monsenhor Walfredo, que ainda não as conhecia, telegrafou igualmente ao senhor general, secundando o pedido do capitão Joao Carlos Formel.
S. Exa., respondendo, fez sentir as últimas providências tomadas, declarando que o pedido do capitão Formel fora atendido.
Em carta, o capitão Formel declara achar-se na pista dos bandidos, acrescentando que, com o auxílio de forças, conseguirá a captura.
- Perseguido pela força volante, apresentou-se, há poucos dias, ao delegado de Bom Jardim o célebre cangaceiro Barra Nova, companheiro de Antônio Silvino.
Barra Nova, durante o tempo em que fez parte do grupo desse facínora, tornou-se célebre pelas suas perversidades.
Em S. Vicente, na ocasião de um ataque do grupo, foi Barra Nova quem atirou no sargento José Pedro, subdelegado local.
Atualmente está ele recolhido à cadeia de Bom Jardim, devendo ser em breve transportado para a casa de detenção.
- Pessoa vinda de Caruaru trouxe a desagradável notícia de que naquela cidade acaba de praticar mais uma de suas costumadas façanhas o célebre facínora Antônio Silvino, acompanhado de um grupo de 14 bandidos.
O ponto escolhido para a prática das novas perversidades foi a fazenda do tenente-coronel Manuel Emygdio da Silva Oliveira, subprefeito em exercício do município de Caruaru.
“Santa Maria”, que é o nome dessa fazenda, dista da cidade apenas oito léguas.
O bandido, ao aproximar-se, procurou um morador do tenente-coronel Emygdio e intimou-o a acompanhá-lo até à residência do patrão.
O infeliz relutou e tanto bastou para que o perverso o assassinasse.
Praticado o crime, dirigiu-se o famigerado para a residência do tenente-coronel Emygdio, onde praticou as mais horríveis cenas de selvageria.
29.01.1907
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Comunicam da Paraíba do Norte que a força federal, que anda em perseguição de Antônio Silvino, prendeu o célebre bandido Bento Quirino e espera capturar brevemente o outro facínora.
Um novo grupo de cangaceiros, chefiado pelo celerado Antônio Felix, vulgo “Tempestade”, tem praticado muitos roubos e assassinatos, no interior do estado de Pernambuco.
22.02.1907
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Atribui-se ao célebre cangaceiro pernambucano Antônio Silvino, em cujo encalço anda atualmente uma força federal, a autoria de 56 assassinatos e muitos roubos.
26.02.1907
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ANTÔNIO SILVINO
A propósito deste já famoso bandido que enche de pavor os sertões de Pernambuco e dos estados vizinhos, um redator da “Gazeta do Norte”, do Recife, teve uma entrevista com dois oficiais do Exército que estiveram em diligência contra o temido cangaceiro.
Eis como esses oficiais explicam por que ele ainda não foi capturado:
“- E o governo consente que os lugares do interior estejam sem destacamento bem municiado?
- Há lugares frequentemente visitados por Silvino e nos quais existem, apenas, 3 ou 4 praças!
- Então esse é um meio indireto de proteger a audácia do celerado...
- Mais ou menos; se as autoridades e os chefes locais se dispusessem a cumprir as ordens do governo, ou se este mudasse chefes e autoridades, talvez que o célebre assassino já houvesse sido capturado. Mas infelizmente assim não sucede e, até ouvimos dizer que o comandante de uma força que anda em procura do bandido almoçou numa casa em que este se achava oculto!”
AINDA OS CANGACEIROS
Contando novas proezas de Antônio Silvino, escreveu de Taquaritinga à “Província” do Recife:
“Por volta das 8 horas da noite de sábado, 20 de janeiro findo, Antônio Silvino, com o seu grupo de 12 bandidos, assaltou a povoação de Barra de S. Miguel, do vizinho estado da Paraíba e limites deste Estado, povoado que dista desta cidade oito léguas, e dirigiu-se o grupo à mesa de rendas, repartição fiscal paraibana, criada ali há alguns anos para o recebimento de impostos – os tão perniciosos e inconstitucionais impostos interestaduais.
Na casa contígua estavam quatro soldados, que ali se acham destacados, aos quais o bandido tomou o fardamento, armas e munições, obrigando-os em seguida a acompanhá-lo à residência do subdelegado do lugar, que, também sob ameaças de morte, acompanhou o mesmo bandido.
Antônio Silvino, com o subdelegado e as quatro ex-praças, estas em camisa e ceroula, dirigiu-se à casa de alguns negociantes da localidade e, no seu modo de roubar, fez uma colheita de um conto de réis, aproximadamente. Terminando essa ‘visita’ voltou a repartição fiscal que invadiu e ali encontrou pequena quantia que embolsou e em seguida deu suas ordens para a destruição, ordens que foram prontamente cumpridas, pois todo o arquivo inclusive estampilhas e selos e outros papéis foram destruídos.
O chefe da repartição achava-se ausente na vila de São João. Pouco depois retirava-se essa horda de salteadores tendo antes o celerado chefe dado uma grande surra em um dos pobres soldados, que ficou semimorto!
Numa outra carta publicada pelo “Jornal do Recife”, o prefeito da vila de Umbuzeiro, estado da Paraíba, relata assim novos crimes de Antônio Silvino e seu bando:
José Candinha e Manuel Coco saíram daqui na tarde de anteontem para Serra Verde, a fim de assistirem a uma novena em casa de Wenceslau.
Contam pessoas que eles se achavam, por volta de 2 horas da madrugada de ontem, estando José Candinha sentado, apreciando um jogo, o Manuel Coco dormindo, foi o primeiro inesperadamente agredido, recebendo pelas costas diversos tiros, que o prostraram logo sem vida.
Um dos bandidos desfechou-lhe sobre o ouvido direito, à queima roupa, um tiro, cujo projetil lhe arrancou o pavilhão do ouvido e grande parte dos músculos da face.
Os sicários, sedentos de sangue e de vingança, cravaram-no de punhaladas, deixando a cabeça quase separada do tronco, por um grande golpe dado na parte anterior do pescoço.
- Antônio Silvino, depois que cometeu os assassínios, seguiu em direção ao (...), ocultando-se no lugar Jararaca, em casa de um tal Francisco Muniz. Nesta ocasião passava o Antônio Galdino, procurador do município, pela estrada, quando o perverso Muniz o apontou a Silvino, como morador em Umbuzeiro. Silvino prendeu-o e ia assassiná-lo pois já havia garantido matar a todos os habitantes do Umbuzeiro que encontrasse; Galdino, porém, afirmou não morar no Umbuzeiro e ser parente do capitão Henrique, de S. Vicente. Esta afirmativa livrou-o de ter morrido às mãos do sicário; mas Silvino roubou-o todo o dinheiro que levava. Horas antes já Silvino havia atacado o coronel Eduardo Gomes, de quem roubou 500$000 réis.
O nosso bom amigo alferes José Caetano que, antes da sua saída daqui se achava destacado em Queimadas, logo que teve conhecimento dos assassinatos transportou-se, doente como se acha, a esta vila, dando todas as providências que o triste acontecimento exigia.
"O ESTADO DE SÃO PAULO" - 01/03/1907

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CORDEL DO MUSEU DO SERTÃO


Cordel sobre o Museu do Sertão, de autoria do poeta Expedito de Assis Silva, que será lançado na XXII Manhã de Cultura e Lazer do Museu do Sertão, no próximo dia 10 de março (sábado).

Enviado pelo professor, escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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LIVRO DE ESTUDO SOBRE O CANGAÇO


Preço: R$ 37,00

Exemplar do livro "Dos mitologemas na imortalidade do passado lampiônico..."

Edição 2017 sobre psicologia do cangaço em que a temática principal revela traços à luz da psicanálise de Virgulino Ferreira, o Lampião e Maria Bonita.

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Categoria: Livros e revistas
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Município: Recife
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Bairro: Madalena
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sexta-feira, 2 de março de 2018

LAMPIÃO EM ALAGOAS E AUTORES SANTANENSES NA TV EDUCATIVA

Clerisvaldo B. Chagas, 2 de fevereiro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.853
ESCRITORES CLERISVALDO, JOÃO MARCOS E MARCELLO FAUSTO. Foto: (Zezinho).
     Representando a 6GERE, os escritores Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto, da Escola Estadual Profa.Helena Braga das Chagas estiveram na quarta-feira passada, em Maceió, em visita à TV Educativa. É que entre todos os títulos sobre o famoso cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva, o livro “Lampião em Alagoas”, dos autores santanenses, foi o escolhido para um documentário sobre os 80 anos da morte de Lampião.
     Os preparativos para as filmagens do Último Dia de Lampião, quando o bandido foi surpreendido e morto na Grota dos Angicos, Sergipe, em 28 de julho de 1938, já estão em andamento.
     Sob comando do insigne João Marcos, jornalista, escritor, cineasta e diretor da TV Educativa, o documentário abordará o episódio em que três volantes alagoanas, saindo da Pedra de Delmiro (hoje cidade de Delmiro Gouveia) chegaram a Piranhas, desceram pelo rio São Francisco, durante a noite e, surpreenderam o bando acampado, no amanhecer do dia 28 de julho. A TV Educativa, por sugestões dos escritores santanenses, também filmará documentário simultâneo da movimentação da Última Viagem de Lampião e o encontro do combate na Grota.
     A convite do diretor João Marcos, com intuito de dirimir as últimas dúvidas da filmagem, Clerisvaldo e Marcello conversaram mais de duas horas com o cineasta. Muitas histórias sobre o cangaço foram contadas entre a dúvida, a lógica e às gargalhadas de fatos narrados pelo trio. Além da parceria firmada para Lampião em Alagoas, romances do ciclo do cangaço de Clerisvaldo B. Chagas como “Ribeira do Panema”, “Defunto Perfumado” e os inéditos “Deuses de Mandacaru”, “Fazenda Lajeado” e “Papo-Amarelo”, poderão fazer, futuramente, novas parcerias para longa-metragem.
     Satisfeitos com os resultados, os autores santanenses vislumbram nova dimensão para a obra, “Lampião em Alagoas” e vibram pelo nome de Santana do Ipanema no cenário nacional.
     Santana sediou o Batalhão que originou as forças volantes na caça aos cangaceiros em território alagoano. A atual Escola Cenecista, antes foi a sede do Batalhão e, nos degraus da Igrejinha de Nossa Senhora Assunção, foram expostas as cabeças de Lampião, Maria Bonita e mais noves asseclas.
Aguardemos a filmagem no sertão alagoano.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2018/03/lampiao-em-alagoas-e-autores.html

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NOTA DE PESAR


É com enorme pesar que a ADUERN comunica o falecimento do docente aposentado João Bosco de Queiroz Fernandes.
O velório do professor será realizado durante a tarde de hoje (02/03) no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, Parnamirim. Às 17h será realizada uma missa e às 18h o sepultamento, no mesmo local.
A ADUERN deixa suas mais sinceras condolências a amigos e familiares.

Jornalista
Cláudio Palheta Jr.
Telefones Pessoais :
(84) 96147935
(84) 88703982 (preferencial)  
Telefones da ADUERN: 
ADUERN

Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidenta da ADUERN

Rivânia Moura

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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UMA CONSTRUÇÃO DE MUITAS MÃOS

Por Manoel Severo
A terra de Iracema receberá o Cariri Cangaço em abril...

O desafio encantador de construir mais um Cariri Cangaço, sobretudo em nossa casa; Fortaleza, a capital do Ceará, nos enche de entusiasmo. Primeiro definimos o período: Abril, depois chegamos a uma data, 26 a 29, aos temas, aos personagens, aos parceiros, a infraestrutura necessária, os debates, as visitas, os convidados...A programação. Já são mais de 4 meses unindo as ideias, as sugestões, construindo cenários, cuidando de cada detalhe para que nosso encontro possa ser, como todos os outros, momentos de celebração à verdadeira Alma Nordestina.

Daqui até lá vamos passo a passo divulgando tudo o que acontece e que refere a esse que para mim é um dos mais importantes momentos da marca Cariri Cangaço. Definimos uma Comissão Organizadora Local que tem como Presidente a escritora e Conselheira Cristina Couto, presidente da Academia Lavrense de Letras, a seu lado teremos mais uma mulher, Ingrid Rebouças já tão apaixonada pelas coisas de nosso sertão e comprometida como eu, com o sucesso do evento. Além dessas duas sensacionais mulheres, dois mestres: Ângelo Osmiro, escritor, presidente do GECC, vice-presidente da SCGH e o espetacular documentarista Aderbal Nogueira, ambos Conselheiros do Cariri Cangaço, esse quarteto tem a responsabilidade de ao nosso lado proporcionar um Cariri Cangaço inesquecível !

Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Fortaleza 2018

Os temas serão 3: Messianismo e Religiosidade, Cangaço e Coronelismo. As bases de nossa programação terão de saída tres ilustre cearenses; Padre Ibiapina, Antônio Conselheiro e Padre Cícero; passando por Virgulino e a polêmica da Patente de Capitão concedida em Juazeiro do Norte, não sem antes trazermos dos tempos de Accioly e Franco Rabelo a grande Sedição. Os coronéis estarão bem representados por uma plêiade de personagens marcantes: Coronel Santana, coronel Izaias Arruda, coronel Gustavo Augusto, Floro Bartolomeu, coronel Cândido Pavão,  Major Zé Inácio do Barro e as não menos espetaculares; Dona Fideralina e Marica Macedo... Então o que nos resta dizer ? O Cariri Cangaço Fortaleza promete mostrar alguns dos principais personagens de nossa historia ao mundo.

Honório de Medeiros, Manoel Severo, Ivanildo Silveira e Nivaldo Pereira

As confirmações começam e a cada dia estaremos divulgando por aqui, um a um. Dessa forma confrades; escritores, pesquisadores, e vaqueiros da historia; de todo o Brasil, se somam a este sentimento forte de construirmos um Cariri Cangaço eletrizante. Iniciamos a semana com confirmações de peso: Jonas Luis da Silva, de Icapuí; o talentoso e inquieto cineasta cearense, diretamente do Jardim do Éden começa a tomar assento em nossa "banca" de conferencistas; logo em seguida do Rio de Janeiro uma das mais brilhantes pesquisadoras do Brasil, a alagoana Luitgarde de Oliveira Barros marca com luxo a segunda confirmação. 

Ainda no mesmo final de semana estivemos em Natal, terra dos reis magos e de lá trouxemos as confirmações dos mestres Honório de Medeiros e Ivanildo Silveira que se somam aos que estarão em nossas mesas de debates, além do pesquisador Nivaldo Pereira.  A cada dia a cada hora estamos convencidos de nossa grande responsabilidade e isso é o que nos faz bem e o que faz nosso olho brilhar, vamos em frente... Sempre. Que venha o Cariri Cangaço Fortaleza 2018.


O cineasta Jonas Luis da Silva, de Icapuí, uma das confirmações do Cariri Cangaço 2018
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros confirmada para Fortaleza 


De norte a sul a imensa família Cariri Cangaço começa a confirmar presença. Recebemos todos os dias solicitações de informações sobre programação, onde é melhor hospedar, sobre os locais do evento, enfim, sem duvidas cada detalhe esta sendo pensado para proporcionar o melhor para todos, dessa forma após o carnaval teremos todas as informações divulgadas. Avante !

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço
Fortaleza, 08 de fevereiro de 2018

https://cariricangaco.blogspot.com.br/2018/02/uma-construcao-de-muitas-maos-pormanoel.html

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A UERN NÃO SERÁ MESMA SEM VOCÊ, HUGO MOURA.


Por Dália Morais

A UERN não será mesma sem você, Hugo Moura, pois a sua simplicidade e felicidade faziam todos a sua volta felizes. Guardarei comigo todas as nossas lembranças, quando estava na aula e você mandava mensagem.  Estou aqui em Geraldo, venha... quando eu passava o dia na UERN e você da AeC e passava a toda no laghe (Laboratório de Geografia Humana - DGE/FAFIC/UERN) conversando comigo e as meninas, a nossa viagem de Ubajara sempre será lembrada por mim e por todos que foram à viagem. Eu dizia: Hugo traga sua caixinha depois da aula, vamos para Geraldo, Você sabe que eu só gosto da sua caixinha porque para mim são as melhores músicas. No dia do meu aniversário foi um dia tão alegre, todos nós tão felizes. Eu mandei uma mensagem: venha comer bolo, guardei o seu. Você logo chegou depois de apresentar um seminário, são tantas lembranças, risadas, momentos tão felizes, éramos tão parecidos, as nossas conversas eram tão boas, passar a tarde com você e as meninas no laghe era tão divertido. Porem, são os planos de Deus para a nossas vidas. O que nos resta é aceitar e confiar que você estará em um lugar melhor. Te Guardarei para sempre em meu coração. 



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso.

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LUIZ GONZAGA - PROGRAMA PROPOSTA COMPLETO (1972)

https://www.youtube.com/watch?v=E6fsItmgm9k

Publicado em 19 de fev de 2013

Entrevista completa de Luiz Gonzaga, na programa "Proposta" da TV Cultura. Com Júlio Lerner, Gonzaguinha, Dominguinhos e Quinteto Violado. Vídeo raro! Compartilhem e visitem o blog: 

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Acervo do José João Souza

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PAULO AFONSO

Helio Faustino Sarafim

Paulo Afonso, terra da energia. Lugar abençoado por Deus, cidade linda onde fui muito feliz e até hoje ainda me traz felicidade. Terra de Lampião, mas o povo é calmo e hospitaleiro. 

Obrigado Paulo Afonso!


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EX-CANGACEIRA DULCE..95 ANOS DE IDADE..!


Por: Silvana Anastácio ( matéria compartilhada )

Não tem como esquecer nossas raízes, onde convivemos com nossos Pais, tantos anos, e ainda ter o prazer de termos nossa mãe conosco, com quase 95 anos.

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PARA DESCONTRAIR (PIADA DE MATUTO) O CORONÉ E O BOMBO


Por Ruy Lima

No tempo do Cangaço, um grande fazendeiro, que era chamado por todos de “coroné”, após um farto almoço, deitou-se na sua rede, pendurada no alpendre do seu casarão, para um bom cochilo, como fazia todos os dias.

De repente, “bum!bum!bum!” um barulho estrondoso de um tambor, quase derrubava o “véi” da rede.

“Qui zuada da bobônica é essa?” – Gritou o coroné, “p” da vida. E o tambor não parava de tocar, feito cantiga de grilo. 

“Essa peste não tá muito longe. Bastião, vai lá e manda o desgraçado que tá tocando o bombo parar agora mermo!” Ordenou o coroné a um dos seus vaqueiros.

Entretanto, passaram-se meia-hora, uma hora, e o bombo não parava de tocar e nada de o vaqueiro voltar.

“Ôxe! Qui foi que houve com o miserável do Bastião? Por que a peste do bombo não parou?” – Dizendo assim, o coroné mandou o seu capataz, que era um sujeito mais disposto e metido a valente, para acabar com a zoadeira do tambor. “Se preciso for, enfia tua faca no couro do mardito bombo!” – Esbravejou o coroné.

Passaram-se mais de uma hora, a barulheira continuava e mais alto ainda e nem sinal do capataz.

De repente, o coroné entrou na casa e retornou com um revólver numa cartucheira pendurada no cinto. “Quem vai acabar com essa porcaria sou eu!”.

A esposa dele ficou olhando pela janela, muito preocupada.

Duas horas depois, já no final da tarde, a zoadeira continuava e o coroné não voltou para casa, assim como os outros.

Muito aflita, a sua mulher resolveu ir lá onde vinha a batucada.

Ao chegar bem próximo, ela viu o marido, o vaqueiro e o capataz sentados no chão e um bando de cangaceiros e cangaceiras dançando o xaxado e Lampião tocando o tambor com todo vigor.

Ao ver a esposa, o coroné falou, todo meloso:

“Oi, muié, vem pra cá, apreciar o capitão Virgulino tocar tambor!”

Ruy Lima – 01/03/18

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CHOVE 121.5 MM EM SÃO SEBASTIÃO DO UMBUZEIRO


Por Milton Didi Milton

Na noite da última quinta-feira de 01 março de 2018, São Pedro abriu as torneiras com força em São Sebastião do Umbuzeiro, a precipitação, de acordo com dados da Emater, foi de 121.5, milímetros. A precipitação é a maior registrada no município desde os últimos dezoito anos.


Foi registrado precipitação em várias localidades, todas acima de 120 milímetros, a exemplo do Assentamento Maria Bonita, 126.8 e do Sitio Baixa de Cupira 146 m.m.


É de extrema importância para os agricultores que estão muito satisfeitos, alguns reservatórios que estavam sem água voltou a receber o precioso líquido.


Com as chuvas forte a Barragem do Vereador Chico de Marino se rompeu.

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OS BEATLES RETRATADOS COM VISUAL NORDESTINO EM QUADRO DO ARTISTA PLÁSTICO EDUARDO LIMA



Os Beatles retratados com visual nordestino em quadro do artista plástico Eduardo Lima, natural de Capim Grosso e atualmente radicado em Barreiras, intitulado "Beatles Nordestinos". Aqui é Bahia!

Observe, que o chapéu cangaceiro está lá presente. Indaga-se. Por que nas artes, o aludido chapéu quase sempre é uma representação do nordeste?

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