Seguidores

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

AGRADECIMENTO!

Por José Mendes Pereira

Agradeço imensamente ao professor Pereira lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba pelo presente dos livros abaixo para minha pequena biblioteca. 

Os interessados poderão adquiri-los através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br



e Flores do Pajeú História e Tradições de Belarmino de Souza Neto.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A FILOSOFIA EM TESE

Autor: José Ribamar Alves

No seio da Grécia antiga
Nasceu a filosofia
Ciência que se difunde
Pelos céus do dia a dia
Fortalecendo o alcance
Da luz da sabedoria.
               
Há séculos antes de Cristo
Essa genialidade
Surgiu e galgou espaço
Mudando a realidade
De áreas importantíssimas
Do saber da humanidade.     
                 
Tornou-se um Campus de língua,
Religião e cultura,
Dando vida e força à música,
Artes e literatura,
Pra nossa expressividade
Tornar-se mais bela e pura.
                 
Foi na figura de Sócrates
Que ela centralizou-se,
Pelo mundo da memória
Das pessoas espalhou-se
E na maior das ciências
Da palavra, ela tornou-se.
                  
No período pré-socrático
Fora da forma melhor
Usada pra explicar
Com o esforço maior...
A origem deste mundo
E as coisas ao seu redor.  
               
Os pré-socráticos buscavam
Através de muito estudo,
Um princípio que pudesse
Estar como conteúdo
Presente em todo momento
Da existência de tudo.
                
Talles de Mileto e Sócrates
Que Atenas reverencia, 
Heráclito e Anaximandro
Com esplêndida horaria
Tornaram-se os mais ilustres
Nomes da filosofia.
                
Parmênides também fez parte
Do elenco já citado
Assim como fez Xenófones
Outro ser iluminado
Pela luz do infalível
Conhecimento sagrado.
                
A filosofia grega
Apesar de dividida
Em três fases, não deixou
De ser lida e inserida
Nos essenciais estudos
Sobre a origem da vida.
               
Filosofar é um dom
Que tem quem tem vocação
Pra saber dilucidar
Qualquer interpretação
Da realidade em tese
Esclarecendo a razão. Fim

Enviada pelo autor

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

OSMAR SANTOS LOCUTOR ESPORTIVO

por Marcelo Rozenberg

Osmar Santos nasceu em Osvaldo Cruz, interior de São Paulo, em 28 de julho de 1949.

Passou a infância em Marília, para onde seus pais Romeu e Clarice se mudaram. Foi também na cidade do interior paulista que começou a trabalhar no rádio, veículo que o tornaria conhecido no Brasil inteiro pelo estilo incomparável nas transmissões esportivas.

Era inovador, cheio de jargões e criativo, capaz de ditar moda entre os amantes do futebol e deixar inúmeros discípulos. No entanto, um acidente ocorrido no dia 22 de dezembro de 1994, na estrada que liga Marília a Lins, no interior de São Paulo, encerrou sua brilhante carreira. Ao acordar no hospital, estava com a parte direita do corpo paralisada, consequência de traumatismos no cérebro.

Após muitas sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, voltou a pronunciar palavras, além de ter recuperado parte da coordenação motora. Mas jamais retornou ao microfone. Atualmente, comanda a equipe de esportes da Rádio Globo de São Paulo, ao lado de seu irmão Oscar Ulisses. Além disso, utilizando-se da mão esquerda, pinta quadros que já foram expostos em inúmeros eventos.

Adotada como terapia logo após o acidente, esta manifestação não-verbal o fez receber vários elogios. Suas telas foram avaliadas por mestres da pintura como poéticas, com cores vibrantes e iluminadas.

Osmar fez história em algumas das maiores emissoras paulistanas como Jovem Pan, Record e Globo. Extremamente ágil e tecnicamente perfeito nas narrações, ganhou notoriedade pelos jargões que caíam facilmente na boca do povo, tais como "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha", "é lá que a menina mora", "é fogo no boné do guarda", "pisou no tomate" e "bambeou mas não caiu". Sem falar, é claro, do inesquecível "iiiiiiii que golllllllllllllllll", a cada vez que a bola balançava as redes.

No auge, chegava a pronunciar 100 palavras por minuto sem engasgar nenhuma vez. A dramaticidade que empunhava a cada lance era capaz de prender o ouvinte durante a partida inteira. Conseqüência direta de sua veia poética aguçada. Osmar devorava obras de nomes como Carlos Drumond de Andrade, Camões e Eça de Queirós.

Osmar trabalhou também na televisão. Passou pelas redes Globo, Record e Manchete, mas vale destacar sua participação no inesquecível "Balancê", programa de variedades que fez história. Em 1984, ficou conhecido como o "locutor das Diretas" devido ao seu engajamento na campanha que pretendia instituir novamente as eleições diretas para presidente do Brasil. Subiu no palanque ao lado de ícones da política nacional como Franco Montoro, Leonel Brizola e Luís Inácio Lula da Silva.

No dia 22 de dezembro de 2014, 20 anos após o terrível acidente, Osmar conversou com a reportem do Portal UOL, confira:

20 anos após acidente que mudou sua vida, Osmar Santos fala em conta-gotas

Adriano Wilkson
Do UOL, em São Paulo

Hoje faz vinte anos que Osmar Santos não fala uma frase completa sem sobressaltos.

Seu raciocínio continua afiado, tão afiado quanto no tempo em que ele era um dos narradores mais conhecidos do Brasil, tão afiado quanto no tempo em que conjurava bordões que marcaram a história da crônica esportiva, tão afiado quanto no tempo em que seus discursos o tornaram a voz oficial da abertura política do país.

Mas desde o dia 22 de dezembro de 1994, desde o grave acidente que machucou justamente a parte de seu cérebro responsável pela comunicação, os lábios de Osmar Santos não acompanham seu pensamento rápido.

Ele pensa em enxurrada, mas fala em conta-gotas.

Uma entrevista com ele é quase uma sessão do jogo da mímica. Você faz uma pergunta, e a resposta vem resumida em uma ou duas palavras-chaves misteriosas.

"Você continua acompanhando futebol?", pergunta a reportagem.

"Penalty. Gorduchinha", ele responde.

Com um pouco de contexto fica fácil deduzir o que ele quer dizer. Um dia antes da entrevista, a Penalty anunciara que a bola batizada de Gorduchinha, apelido imortalizado por Osmar, será usada no Campeonato Paulista de 2015. O ex-narrador sorri empolgado, confirmando a dedução. "Penalty, gorduchinha", ele repete. "Gol!"

***

Mas às vezes não é tão simples assim.

Quando não se consegue fazer entender, Osmar pede a intercessão de Toninha, sua assistente pessoal, que trabalha com ele há quase uma década. Eles se veem todos os dias, e ela o entende mais do que a própria mãe dele, Clarice.

Toninha quase sempre é capaz de interpretar com sucesso as palavras-chaves de Osmar. Mas quando nem ela consegue, é preciso escrever o conceito em um papel. Depois disso, as mímicas se tornam mais frequentes. Quando ainda assim não o compreendem, Osmar apela aos universitários.

Ou, no caso, a amigos que ele alcança pelo celular.

Por exemplo, quando Osmar quer comunicar que em tal dia ele vai almoçar com seu amigo Botafogo (alguns dos amigos ele chama não pelo nome, mas pelo clube do coração), ele disca a Botafogo e passa o telefone ao interlocutor. O amigo do outro lado da linha explica quando será o almoço, o que eles vão comer, de que assunto irão tratar...

É como se os amigos de Osmar, por um momento, virassem o próprio Osmar, ajudando-o a superar as limitações da comunicação, falando por ele, sendo a voz que ele não consegue conjurar.

Na casa de Osmar Santos não se joga conversa fora, porque lá as palavras são um item raro, precioso. Cada palavra, cada significado, leva a outra palavra e a outro significado. Percorrendo a cadeia lógica que se forma entre eles, você tenta (e quase sempre consegue) conversar com o ex-narrador.

Eu faço alguma pergunta com meu sotaque carregado na letra S ao final de uma palavra. Osmar pula do sofá e pergunta: "Rio?" Respondo que não sou carioca, mas nasci em Belém do Pará.

O olhar de Osmar Santos se ilumina e ele começa a sorrir. "Fafá. Música." Osmar e a cantora Fafá de Belém foram personagens centrais dos comícios das Diretas Já.

Ele leva o dedo aos lábios. Seu pensamento sai como uma correnteza que se vê obrigada a passar pela estreiteza de um funil: "Música. Diretas. Fafá. Lula. FHC. Ulysses [Guimarães]. Viagens. Sul. Norte."

Uma longa história contada em fragmentos de sentido

Clarice, sua mãe, que vive com ele durante dois ou três meses por ano, lembra ainda emocionada do dia em que o filho falou pela primeira vez a palavra mexerica depois do acidente. Foi um pouco antes de Osmar, sem aviso, decidir que conseguia descascar e comer a fruta sem ajuda de ninguém – uma vitória inesquecível para quem perdeu quase todos os movimentos do braço direito e sempre foi destro.

Com o tempo, Osmar precisou reaprender a fazer tudo apenas com a mão esquerda. Amarrar o cadarço, abotoar a calça, abotoar a camisa, tomar banho, tomar banho de mar, escrever seu nome, pintar quadros... Cada avanço era uma felicidade que ele não consegue descrever (quem conseguiria?).

Clarice lembra que chorou no dia em que, meses depois do acidente, o filho apareceu na sala do apartamento caminhando. Foi um acidente tão grave que muitos acreditaram ter sido um milagre só o fato de Osmar não ter morrido.

"Eu tinha pedido a Deus para Ele me levar no lugar do meu filho", disse ela. "Mas quando vi meu filho caminhando de novo, aqui mesmo nesta sala, agradeci a Deus por ter me permitido vê-lo de pé outra vez."

A vida tem sido generosa com Osmar Santos, a julgar pelas várias gargalhadas que ele solta em uma hora e meia de entrevista. Sua agenda está tão ou mais movimentada do que na época em que trabalhava narrando futebol. Suas obras estão expostas em várias galerias da capital e do interior de São Paulo.

Seus filhos estão felizes, orgulhosos do pai que têm. Seus amigos o convidam para almoços e jantares, e não tem dia em que ele passe mais tempo em casa do que na rua, indo ao shopping, a salas de cinema, teatros, viagens e visitas a amigos.

Em vários sentidos, ele aprendeu um novo jeito de viver.

Mas algumas coisas permanecem as mesmas de 20 anos atrás. Osmar Santos é um homem à moda antiga. Prefere ouvir jogos no rádio a vê-los na TV. Pinta quadros de árvores, periquitos, peixes, nada muito moderno, nada muito abstrato.

Não costuma acessar a internet – torce o nariz quando digo que trabalho para um portal. Usa o celular com frequência, mas diferentemente da maioria das pessoas que usam celular hoje em dia, não faz ligações procurando nomes na agenda do aparelho: ele digita o número de cada amigo. Ou seja, sabe de cor o número de seus melhores amigos.

Ele também não perdeu a capacidade de criar bordões. Quem convive muito com ele começou a usar com frequência uma palavra que não sai de sua boca, uma palavra que já virou uma espécie de certeza nas conversas com Osmar Santos. Um verbo no passado, mas que significa uma vontade de futuro. Três letras que não são apenas o comunicado de um desejo, mas o anúncio de uma decisão.

Quando está entediado, quando está cansado, quando o assunto acaba ou quando ele apenas quer ir embora, Osmar Santos diz simplesmente: "Fui." E, simplesmente, vai.

por Marcelo Rozenberg e Milton Neves

Um dos maiores homens de comunicação do Brasil em todos os tempos, Fausto Corrêa da Silva, o grande santista Fausto Silva, nasceu em Porto Ferreira, interior paulista, em 02 de maio de 1950.

Seu pai era chefe da coletoria local, denominação que caiu em desuso e que denominava a Receita Federal.

Radialista, jornalista e apresentador de televisão, começou a carreira como repórter da rádio Centenário, de Araras.

Passou depois pelas rádios Cultura, de Campinas, Record, Jovem Pan (quando iniciou a trajetória de repórter de campo), e Globo. Passou também pelo jornal ? Estado de S.Paulo?. Atualmente apresenta o "Domingão do Faustão", na Rede Globo. Casado, mora em São Paulo e tem três filhos, Lara e João Guilherme do relacionamento atual, e Lucas.

No início da década de 1980, começou a apresentar na rádio Excelsior o saudoso programa "Balancê", que reunia grandes nomes do rádio, televisão e teatro e contava com o humor de Nelson Tatá Alexandre e Carlos Roberto Escova. Foi a partir de seu envolvimento neste projeto que Faustão foi para a televisão, passando a comandar o "Perdidos da Noite".

Sua carreira ganhou uma proporção muito maior quando transferiu-se para a Rede Globo, em 1989, e assumiu o comando do Domingão do Faustão aos domingos à tarde, até hoje no ar.

Fausto Silva, odeia a divulgação, mas, milionário, é o profissional mais humano da TV brasileira. Ajuda artistas, cantores, atores, operadores e técnicos de som em má situação financeira. E não se esquece principalmente de seus ex-companheiros de rádio esportivo e de profissionais que o ajudaram no "Perdidos na Noite".

Em 03 de junho de 2016, Milton Neves exaltou Vital Battaglia em sua coluna semanal no Portal Terceiro Tempo e também citou Osmar Santos. Veja abaixo, na íntegra:

FIFA PICARETA: VITAL BATTAGLIA, O PRIMEIRO A DENUNCIAR!

Saiu na mídia do mundo: mais 80 milhões de dólares embolsados em cinco anos pela “Trinca Fifista” Blatter, Valcke e Kattner!
Que trio fantástico de ataque ao dinheiro do futebol do mundo, hein?
Fora as outras “milhares” de rapinagens já descobertas até pelo FBI.
E, depois dessa, aumenta ainda mais minha saudade de Vital Battaglia, auto aposentado do jornal, do rádio, da TV e da internet.
Uma pena.
Ele foi o nosso primeiro algoz da FIFA, então “entidade santa”.
Que falta faz Battaglia!
Foi em 1975 que conheci pessoalmente e para valer a Vital Battaglia.
Ele já era estrela da mídia impressa há anos e de vez em quando participava no estúdio do “Jornal de Esportes”, de Cândido Garcia, na Rádio Jovem Pan I AM.
Naquele jornal, que já foi épico, Paulo Machado de Carvalho, humildemente serviu de padrinho de inauguração em 1973 na avenida Miruna, 713, Aeroporto.
Nele, eu era locutor-cuco: só podia dar a hora certa e não me era permitido fazer perguntas ao entrevistado no estúdio ou por telefone, algo então espécie de novidade, coisa rara.
“Você é ainda calça branca (novato), procure aprender que te deixo perguntar. Mas escreva a pergunta antes que verei se é boa ou simplória”, dizia sempre o saudoso Cândido Garcia, o Morcego, meu doce censor.
E Battaglia, quando aparecia, basicamente fazia perguntas “padrão Joaquim Barbosa”: só porrada!
Era o mais combativo jornalista esportivo do então top “Jornal da Tarde”, do Grupo Estado.
Ele foi levado para a Jovem Pan pelas mãos de Osmar Santos, no auge da carreira.
Osmar era um Neymar!
Antes, em 1973, Osmar me colocou também no futebol da emissora no lugar de Fausto Silva, hoje “Faustão”.
Virei o “Plantão Esportivo Permanente”, como reserva de Narciso Vernizzi.
Até então, era apenas repórter rodoviário aos sábados e domingos e setorista de trânsito no Detran e nas ruas de São Paulo, no início das manhãs e finais de tarde.
E aí veio para a equipe Vital Battaglia, contratado.
Logo de cara, sempre austero e azedo, o “Geraldo Bretas moderno, mais novo e erudito”, como eu o chamava, marcou território com seu “jornalismo investigativo”.
Como comentarista, no lugar de Leônidas da Silva, estreou no Parque Antártica, dia 9 de outubro de 1975, quinta-feira, naquele Corinthians 0 x 0 Sport do Recife, ao lado da novidade José Silvério, outro filho de Osmar Santos.
Substituto do curitibano Willy Gonser, que foi para Belo Horizonte, Silvério estreou “voando” e impressionou a Vital Battaglia: “Nunca a bola rolou tão rápido no rádio”, escreveu no Jornal da Tarde.
Mas aí, também em 1975, em rara entrevista ao vivo por telefone, o todo poderoso João Havelange foi confrontado por Battaglia ao final de seu primeiro ano como presidente da FIFA.
“A sua FIFA me lembra o Vaticano, antes duas entidades acima de quaisquer suspeitas, mas agora sustento que nem tudo é tão honesto. E pergunto se a FIFA não vem fazendo negociatas em direitos e patrocínios, e até conchavos políticos que o elegeram no lugar de Sir Stanley Rous, sem parceiro, no ano passado”, perguntou na lata.
Havelange, antes de bater o telefone, encerrando a entrevista, só respondeu que “quem é o maior acionista da Viação Cometa não precisa e não faz negociata financeira ou conchavos”.
Assustado com aquilo, o “calça branca” aqui “brigou” fora do ar com Battaglia: “Você é muito bom, mas foi desrespeitoso com o homem. A FIFA é muito séria, como o Vaticano”, disse a ele.
Battaglia, com aqueles lábios de italiano tipo “boca de cabrito”, resmungou que eu precisava crescer.
Ele tinha razão, e como tinha, e hoje pergunto se Stanley Rous e Havelange não fizeram um acordo para o Brasil não ganhar a Copa de 1966 e “estragar o produto Copa do Mundo”, que seria desvalorizado com nossa seleção tri em 58, em 62, em 66 e fazendo o Mundial “ perder a graça”?
Sei lá, mas a verdade é que um cartola (Havelange) sucedeu o outro (Stanley Rous) na segunda Copa seguinte e o Brasil “jogou mesmo” para perder a Copa de 66, “não é possível”!
É “a única explicação” para a seleção brasileira ter viajado para Liverpool sem o ícone e dispensado Paulo Machado de Carvalho, por ciúmes de Havelange, e sem Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Roberto Dias, Dino Sani, Rivellino, Servílio e Ademir da Guia.
Foram só veteranos superados, jogadores comuns como Fidélis, uns bons como Gérson, Lima e Tostão, ao lado do baleado Pelé e de um magistral Edu, não escalado.
Jogamos para perder, Vital Battaglia?
Mas duro mesmo foi o jornalismo ter perdido você!


Veja abaixo Osmar Santos em três momentos inesquecíveis:

1. No comício das "Diretas Já", no Vale do Anhangabaú-SP, em 1984;
2. Narrando o gol de Basílio na final do Campeonato Paulista em 13/10/1977 (Corinthians 2 x 0 Ponte Preta).
3. Narrando o gol de Raí, na final do Mundial Interclubes em 13/12/1992. (São Paulo 2 x 1 Barcelona).

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/osmar-santos-2171

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CHOCALHO DA DISCÓRDIA


Por Ruy Lima

Lampião e seu Inimigo nº 1

O que tem um chocalho a ver com a intensa rivalidade entre Virgulino Ferreira (mais tarde o famoso Lampião, o Rei do Cangaço) e José Alves de Barros (nome de registro de José Saturnino ou Zé Saturnino) seu vizinho e companheiro de vaquejadas e farras? Tudo!

O chocalho é um instrumento, tipo sineta, fabricado artesanalmente, que se põe no pescoço de animais, para que, com o movimento destes, se produza um som. Nenhum chocalho tem som igual ao outro. Daí a sua particularidade para identificar o animal, ao longe, bem como a quem ele pertence.

A inimizade entre Virgulino e Zé Saturnino teve início em 1914, tendo como elemento principal a quebra de um acerto por parte de Zé Saturnino na pega de uma novilha indomada, solta na caatinga. 

Os dois haviam feito um pacto que só pegariam a novilha quando estivessem juntos. Tratava-se de uma questão de honra, ficando acertado que na terça-feira seguinte os dois iriam pegar o animal.

“Naquela segunda-feira , Virgulino foi à feira em Vila Bela e Zé Saturnino foi ao campo. De repente, defrontou-se com a novilha. Sem pensar em nada, muito menos no trato que havia feito com seu companheiro, partiu para cima da mesma. Nem precisou correr muito, derrubou-a no chão, pondo na mesma o chocalha da garupa da sua sela. Depois que soltou o animal foi que se deu conta de que teria descumprido o combinado com Virgulino. Enquanto pensava no que iria dizer ao seu amigo, a danada da garrota, num piscar de olhos, desapareceu na caatinga, que nem mesmo o tinido do chocalho se ouvia mais.”

“Zé Saturnino sabendo que o seu par de vaquejada, desde menino pequeno, queria ser o maior em tudo e não admitia perder para ninguém, ficou apreensivo com a reação desse quando soubesse do que tinha acontecido.

A essas alturas, o melhor seria dizer a verdade e justificar a sua falha. Mas, o difícil mesmo seria o seu parceiro aceitar as suas desculpas.”

Ele sabia que Virgulino iria ficar irritado, chamá-lo de tudo quanto fosse de impropérios, como já era de seu costume.

“Virgulino era assim, desde criança. Se as coisas não fossem de seu jeito, disparava fortes agressões verbais contra as pessoas envolvidas. Não era um sujeito benévolo.”

“Realmente, Virgulino não acreditou no companheiro e foi direto para o local onde pastavam os animais da fazenda Pedreira, de Saturnino.

“Logo que adentrou à caatinga escutou o som de um chocalho, reconhecendo sem demora tratar-se do chocalho da garupa da sala de seu amigo Zé. Foi lá conferir. Para sua surpresa estava o objeto no pescoço da tal novilha. Não ficou nada satisfeito com o que viu, como sempre, queria ser o melhor em tudo e, para provar que também seria capaz de pegar aquele animal arredio, não pensou duas vezes, em poucos minutos já estava com a bicha braba no chão. Todavia, estranhou que a mesma não tivesse corrido tanto, a ponto de chegar a pensar que ela estava doente e, por essa razão, Zé Saturnino havia conseguido pegá-la. Já iria soltá-la quando se lembrou que não valia a pena dizer que também teria derrubado a novilha, pois haveria de provar. Foi aí que teve a ideia de amassar o chocalho, como prova da sua ação, e assim o fez, sem pensar que a melhor opção seria tirar aquele gizo e entregá-lo para o seu dono e, quem sabe, tudo poderia ter ficado em paz. 

Todavia, não foi o que aconteceu. Virgulino julgou, erradamente, que o amigo estava passando-o para trás e, por isso, não o perdoou. Tinha mania de perseguição.”

Em resumo, Zé Saturnino não ficou nada satisfeito com a atitude agressiva do amigo em ter amassado o seu chocalho de estimação. Teve uma cerrada discussão com Virgulino, chegando a quase se atracarem, não fosse a intervenção dos seus pais. A partir dali, a amizade de ambos se arrefeceu, em relação também aos irmãos de Virgulino.

Ruy Lima 03/11/2018
Fonte: “PEGADAS DE UM SERTANEJO – Vida e memórias de José Saturnino” – Antônio Neto e José Alves Sobrinho

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2154171927938565&set=gm.2066291250350042&type=3&theater&ifg=1

http://bogdomendesemendes.blogspot.com

domingo, 4 de novembro de 2018

SONHOS DE PEDRA.

Autor: José Ribamar Alves 


Os meus dias verdes
O sol do verão...
Do tempo escondeu,
Só me deixou marcas
Dos sonhos de pedra
Que a vida me deu.

Perdido no ermo
Do próprio destino
Caminho sem calma,
Das auroras vivas
Só lembranças mortas
Conduzo na alma.

No vale do nada
Nas tardes de angústias
Lanço o meu queixume
Ensaiando as sátiras,
Do meu infortúnio
Que não se resume.

A dor da revolta
De um expatriado
Não supera a dor
De quem tem mil sonhos
Mas nenhum dos mil
Dá sorte no amor.

Meus sonhos de pedra
Me desaproximam
Da realidade
Sou eu o poeta
Que deixando o mundo
Não deixa saudade.

Enviado pelo poeta José Ribamar Alves

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANTÓNIO SILVINO EM SANTA MARIA



Naquela época, Santa Mana era apenas um pequeno povoado pertencente ao município de Taquaritinga, onde todas as segundas-feira era realizada uma feirinha. O homem mais influente do lugar era o senhor José Braz, político, proprietário de terras e criador de gado.. Naquele tempo o Governador do Estado era o General Dantas Barreto. A pressão sobre os cangaceiros se intensificava, embora o Capitão António Silvino reagisse, como sempre fizera com outros governos. Considerava-se "Governador do Sertão" e não admitia comentários a respeito de sua pessoa. Apesar de viver ocultamente dentro das caatingas, sabia de tudo que se comentava ao seu respeito e do seu próprio grupo. Sabemos que o Capitão António Silvino e o Coronel José Braz eram amigos, porém, foi o Coronel obrigado a fornecer animais selados, redes, dormida e alimentação de primeira para a tropa de soldados, comandada pelo Sargento João Nunes e o cabo António Tetéu, que em perseguição aos cangaceiros haviam acampado em Santa Maria. Após iniciada a desavença o senhor José Braz não demonstrou medo de António Silvino, afirmando que se ele tivesse a audácia de vir a Santa Maria, não seria recebido com banda de música e fogos, como foi numa cidade do Rio Grande do Norte, mas seria sim, recebido à bala porque era o que merecia diante de sua prepotência e de todo o mal que fizera no Nordeste. Não demorou muito tempo para o Capitão António Silvino ficar sabendo das ideias e propósitos do senhor Braz a

157 

seu respeito. Mandou um portador saber se era verdade o que lhe disseram. A resposta do proprietário e criador de gado foi afirmativa. Então, o mesmo portador que levara a resposta voltou dizendo que a qualquer hora o Capitão visitaria o povoado, para ter certeza da valentia do chefe do lugar. Nesse povoado não havia soldados para manter a ordem e garantir a segurança dos moradores. Havia apenas um subdelegado civil e um inspetor de quarteirão. Depois que a notí. cia espalhou-se, o povo ficou bastante apreensivo, querendo inclusive abandonar suas atividades. Porém o chefe (Zé Braz) tranquilizou a todos dizendo que o senhor Pequeno, inspetor do povoado, era um homem muito disposto e que de modo algum tinha medo dos cangaceiros. Além disso, haviam contratado dez homens corajosos para defender o povoado. Diante das precauções tomadas, não havia razão para ninguém retirarse. O senhor Pequeno não iria permitir que bandidos desmoralizassem aquele povo. Os voluntários recebiam um salário acima do normal, naquele tempo, e em virtude de ser uma missão perigosa recebiam café, almoço e ceia. armas de fogo e munição para enfrentar os foras-da-lei. A expectativa era grande nos primeiros dias, mas os cangaceiros não deram sinal de vida durante meses. Ninguém dava notícia do Capitão. A feira que quase acabara estava voltando ao seu ritmo normal. Além do senhor José Braz, se destacavam ainda os senhores José Patrício e José Alvino de Queiroz, sem falar no senhor Pequeno que dizia a todos com plena convicção, que os cangaceiros não iriam cumprir o recado enviado pelo Capitão, garantindo ao senhor Zé Braz que "dois bicudos não se beijam". O senhor José Braz todavia, tinha suas dúvidas, e como chefe, repetia as mesmas instruções de sempre para o inspetor, perguntando se os voluntários enfrentariam mesmo os bandidos, correndo o risco de morrer lutando. O inspetor sempre respondia: "Vá dormir descansado, que cangaceiro só entra aqui depois que eu estiver morto com meus companheiros, o que é muito difícil". Entretanto, o senhor José Braz não duvidava da audácia de António Silvino e esperava-o a todo momento. Dizia sempre que António Silvino era audacioso e felino como um gato selvagem, e que a qualquer instante apareceria. Ficava de prontidão em sua residência. Seus colegas José Patrício e José Alvino, também aguardavam nas suas casas.

158

Quando a maioria já pensava que o Capitão desistira de invadir o povoado, num dia de segunda-feira, na hora em que a feira estava repleta de pessoas, surgiram por trás do cemitério os cangaceiros, fazendo alguns disparos para o ar, amedrontando os feirantes. O senhor Pequeno e seus homens romperam fogo contra os invasores. O Capitão António Silvino revidou com tamanha violência e rapidez que impressionou o inspetor, de maneira que o mesmo, tomado de medo, fugiu com os seus companheiros voluntários, enquanto os outros, sem comando, abandonaram o campo de luta. Os senhores Alvino e Patrício ocultaram-se diante do perigo, haja vista que naquele momento o povoado estava entregue aos "fora-da-lei". O senhor José Braz ficou sozinho, entrincheirado num prédio de primeiro andar que era a sua residência, sustentando o tiroteio até a munição acabar. 

DONA JOSEFA LUCENA HERÁCLIO RELATA ESSE FATO 

Dona Santa Heráclio conta que esse acontecimento ocorreu no dia 12 de junho de 1912. António Silvino invadiu o povoado de Santa Maria, acompanhado de vinte e quatro cangaceiros. Após dominar o lugar, ocupou o mercado público como se fosse legalmente um oficial do governo. O irmão de Dona Santa, Miguel Braz Pereira de Lucena, temendo ir pela rua, foi de telhado em telhado até conseguir chegar no mercado para conversar com o Capitão, na esperança de que ele mudasse de ideia e não matasse seu pai. Os cangaceiros ficaram admirados com a audácia do Dr. Miguel (era advogado), especialmente pela eloquência e maneira de falar com o Capitão, dizendo-se amigo e na certeza que pouparia, a vida do seu genitor. Soltando gracejos, os cangaceiros disseram que teria sido ótimo caso o tivessem visto andando por cima das casas, pois certamente receberia uma bala muito certeira. António Silvino ordenou que seus cabras terminassem as brincadeiras e disse para o Dr. Miguel: - "Foi até bom você vir se entregar, porque ficou mais fácil de sangrar seu pai. Você ficará aqui enquanto eu vou matar seu velho". Ordenou aos companheiros não fazerem nada com o advogado e nem deixá-lo fugir, o que os cabras cumpriram à risca, e foi com outros capangas matar o Coronel José Braz que se encontrava com a família, no primeiro andar de sua residência. O Capitão, aos gritos, perguntava se José

159

Braz preferia morrer em cima, no sobrado, ou na calçada da rua. Nesse momento, José Braz desceu a escadaria acompanhado de sua filha Santa, dizendo: "Você só chegou à minha porta, porque as balas acabaram e já não tenho com que me defender". Os cangaceiros fizeram um círculo, dentro do qual ficaram António Silvino, o Coronel José Braz, Jararaca e Santa. O Capitão iniciou, dizendo: "José Braz, você sabia que não podia comigo e por que ficou contra mim? Agora vai morrer sangrado como um porco". Com um punhal chamado "bico de lavandeira" na mão, colocava a ponta do mesmo na garganta do Coronel. Santa, que de tudo participava, tomou posição entre o cangaceiro e seu pai, sustentando a lâmina da arma, e pediu: "Mate-me, mas deixe meu pai vivo, eu lhe suplico" O Capitão retirou o punhal, no entanto continuou torturando-o com sua arma, que encostava ora no peito, ora na barriga do seu inimigo, ouvindo as súplicas da moça. Já estavam sem condições de suportar tanto sofrimento e humilhação, quando António Silvino afastou-se um pouco e o cangaceiro Jararaca aproximou-se de Santa, dizendo baixinho no seu ouvido: — "Não tenha medo, moça. Seu pai não vai morrer. Quando ele quer mesmo matar, não judia". 

MOMENTO DE CORAGEM DA MENINA SANTA

Atualmente, ao relatar esse fato, D. Santa diz que as palavras de Jararaca, naquele momento, foram mesmo que uma injeção energética, tornando-a mais tranquila e ao mesmo tempo afoita, chegando a dizer ao Capitão: —"Você só mata Papai, porque o meu noivo não está aqui". Ele observando-a, sem maltratar o Coronel, perguntou: —"Quem é seu noivo, menina?". Ela respondeu: - "É Jerônimo Heráclio". O Capitão, muito sério, guardou a arma e disse para José Braz: "Você não vai morrer agora; agradeça à sua filha, que me impressionou com tanta coragem. E além disso, não quero encrencas com os Heráclios, Agora, tem uma coisa: mande para mim dois contos de réis, pelo Coronel António Farias". Naquele tempo, dois contos de réis era muito dinheiro, mas o Coronel foi obrigado a cumprir a palavra. O senhor Jerônimo Heráclio foi de opinião que o seu futuro sogro mandasse o dinheiro imediatamente, servindo ele mesmo de portador para entregar a importância ao Coronel

160

António Farias (pai do senhor Severino Farias e avô do Dr António de Arruda Farias, ex-Prefeito do Recife) 

O Coronel António Farias era amigo do Capitão, e párente do senhor José Braz, que forçado pelas circunstâncias, continuou amigo do Capitão, que recebeu o dinheiro, dizendo: "Só perdi a amizade de José Braz por causa daqueles macacos safados", referindo-se ao Sargento João Nunes e ao Cabo António Tetéu. Por ter dado pousada aos soldados, o Capitão achou que o Coronel havia se tornado inimigo seu, daí os recados desaforados e os preparativos que culminaram com o encontro e invasão do povoado por vinte e quatro cangaceiros, juntamente com seu chefe, quando incendiaram quase todas as casas comerciais, após retirar e fazer entrega ao povo de tecidos, géneros alimentícios e tudo que encontraram. Somente o dinheiro em cédulas António Silvino guardava. Níquel, prata e cobre eram distribuídos com os curiosos que já haviam invadido o lugar a chamado do "bandido-chefe". Foi verdadeiramente um dia de juízo para os moradores do povoado. Os amigos do Coronel José Braz, que tanto o incentivaram, sem falar no senhor Pequeno, se omitiram de aparecer na hora difícil. Eram eles José Patrício e José Alvino de Queiroz que, tempos depois, demonstraram tanta audácia sob o comando do alferes Teófanes Ferraz Torres. O senhor Pequeno, ex-inspetor, com vergonha de apresentar-se ao chefe político (o único a enfrentar os cangaceiros) , demorou muito tempo a aparecer, e quando voltou não era mais o valentão de antes. O senhor José Braz (que também ocupava o posto de sub-delegado) demitiu-o. 

DONA SANTA NÃO ESQUECEU A BOA AÇÃO DO CANGACEIRO JARARACA

Após afastar-se da senhorita Santa e do Coronel, Antonio Silvino foi para o mercado público onde o Dr. Miguel Braz Pereira de Lucena se encontrava sob a guarda incómoda de vários cangaceiros. Ao chegar, chamou seus companheiros para irem embora, dizendo ainda: "Não matei José Braz, nem vou matar o Dr. Miguel". Enquanto o Dr. Miguel esteve com os cangaceiros aguardando o desfecho daquele triste dia, não demonstrou muito medo, mas o contrário, conversando com eloquência, impressionando aos bandoleiros.

161

O Capitão disse ao Dr. Miguel: "O seu pai sabia que não podia comigo". Após esse encontro, retirou-se com seu grupo, deixando os habitantes do povoado sofrendo os prejuízos material e moral por muito tempo. Santa ficou muito grata ao cangaceiro Jararaca e ainda hoje tem gravado na mente o perfil do mesmo: homem preto, de estatura elevada, timbre de voz bonito e olhos verdes. Apesar de sua cor preta não era feio, e pareceu-lhe até bonito naquela hora tão amargurada. Ainda hoje ela comenta: "agradeço e ainda ouço aquelas palavras de esperança, pronuncia, das por um bandido num momento tão difícil. Diariamente, faço preces a Deus por sua alma". Era um verdadeiro inferno na época de António Silvino, naquelas regiões. Naqueles dias ela contava com apenas 16 anos de idade. No ano seguinte, em 1913, com 17 anos casou-se com o senhor Jerônimo Heráclio do Rego, homem azogado, muito trabalhador e honesto.

Infelizmente por motivo de internet perdi a fonte.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FAZER CULTURA É O QUE O BRASIL PRECISA VALE CONHECER A ARTE DE SILDOMAR GOMES


Por Luiz Serra

O artista popular Sildomar Gomes é de Serrinha dos Pintos, sertão do Rio Grande do Norte. Nos espaços culturais de seu pequeno município, iniciou suas exposições que tiveram a alegria e a plena atenção de todos.Um seguidor da iconografia sertaneja de Mestre Vitalino.

A Mostra no meio da rua em Ceilândia, Brasília, detalhes da vida no sertão...Sildomar Gomes (2018)

Nestes dias a Mostra de Sildomar Gomes está na cidade-satélite de Ceilândia, próximo de Brasília, mesmo sem apoio substancial, sua mostra de uma casa do sertão está despertando a atenção dos visitantes (fotos).

Reciclados que viram arte do povo... Sildomar Gomes

Ideia da reciclagem

Sua estratégia está no reaproveitamento de materiais de sucata, o barro de rebocos, ferro, azulejos, a ideia da reciclagem é a sua marca criativa, e, nesta exposição aberta, pois está sendo exibida na rua, compõem-se de 37 peças. Numa faixa estão os dizeres:

“Recicle Tudo Aquilo Que Pode Se Tornar Arte”.

A Mostra no meio da rua em Ceilândia, Brasília, detalhes da vida no sertão...Sildomar Gomes (2018)

Notícias

“O artista plástico utiliza uma série de técnicas para criar obras que transmitem emoções para outras pessoas. Com o intuito de embelezar o nosso setor O, o artista plástico Sildomar Gomes, construiu uma réplica de uma casa de pau a pique, também conhecida como taipa de mão. Em tamanho real, típica do sertão brasileiro, também é dele a decoração e ambientação com peças que casam com o conjunto da obra”.  Diário Literário da Sally

Vale a pena prestigiar essa arte de inegável valor humano e cultural.

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.bogspot.com