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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A RAINHA AFRICANA QUE LIDEROU RESISTÊNCIA AOS PORTUGUESES E SE TORNOU SÍMBOLO

Por Marcos González Díaz - BBC Mundo

A rainha africana que liderou resistência aos portugueses em Angola.

Os livros a definem como uma guerreira valente e inteligente que se tornou uma das figuras-chave da resistência dos povos africanos ao colonialismo no século 17.


Mas há também aqueles que a descrevem como uma mulher cruel, que teria sido capaz de acabar com a vida de seu irmão para tomar o poder.
Ou até mesmo de matar os homens de seu harém depois de obter deles o prazer sexual que estava buscando.

As façanhas e lendas que cercam a vida da Rainha Njinga (também conhecida como Ginga ou Nzinga) de Angola são tão fascinantes quanto desconhecidas para muitos, especialmente fora do continente africano.
Embora sua figura divida opiniões, historiadores concordam que ela foi uma das mulheres africanas mais famosas por sua fervorosa luta contra a ocupação europeia e a escravidão de seu povo por quatro décadas.

Njinga Mbandi era líder do povo Mbundu e rainha de Ndongo e Matamba, no sudoeste da África.

Seu verdadeiro título em kimbundu, o idioma local, era 'Ngola'. E esse era o termo que os portugueses costumavam usar para chamar precisamente a região tal como a conhecemos hoje: Angola.



Exploração

Tal denominação passou ser difundida em 1575, quando os soldados de Portugal invadiram o Ndongo em busca de ouro e prata.

Quando não encontraram as minas que procuravam, decidiram mudar sua estratégia e começaram a capturar escravos para garantir mão de obra no Brasil, sua então nova colônia.

Nascida oito anos após a invasão, Njinga integrou a resistência contra os portugueses junto com seu pai, o rei Ngola Mbandi Kiluanji, desde que era muito jovem.

Quando Ngola morreu, em 1617, um de seus outros filhos, Ngola Mbandi, assumiu o poder. No entanto, ele não tinha o carisma de seu pai ou a inteligência de sua irmã Njinga.


Temendo um levante popular em favor dela, Ngola Mbandi ordenou a execução do filho único de sua irmã.

Mas quando ele se viu incapaz de lidar com os europeus, que estavam ganhando terreno e causando mais baixas entre a população local, Mbandi acabou aceitando a sugestão de seus conselheiros mais próximos.

Nesta história em quadrinhos criada pela Unesco, Njinga descobre que Luanda se tornou um dos maiores centros de exportação de escravos da África.

A negociação com Portugal

O rei cedeu e delegou o poder à irmã, grande estrategista e fluente em português graças à educação recebida pelos missionários, para negociar com Portugal e assinar um acordo de paz.

Quando Njinga chegou a Luanda para iniciar as negociações, encontrou uma cidade povoada por pessoas negras, brancas e mestiças que nunca tinha visto antes. Mas essa não foi a imagem que mais a surpreendeu.

Escravos enfileirados eram vendidos e colocados em grandes navios. Em apenas alguns anos, Luanda tornou-se um dos maiores pontos de venda e distribuição de escravos em toda a África.

Quando foi ao palácio do governador português João Correia de Sousa para iniciar as tratativas de paz, Njinga protagonizou uma cena carregada de simbolismo que mais tarde seria amplamente destacada pelos registros históricos.

Ela notou que, enquanto Correia de Souza estava sentado em uma confortável poltrona, não havia para ela nada mais do que um tapete no chão.

Sem falar uma palavra sequer e com apenas um olhar, uma de suas criadas ajoelhou-se e reclinou-se à frente do governador. Njinga sentou-se em suas costas, ficando na mesma altura que a autoridade portuguesa.

AROLINA THWAITES (BBC) - Image caption Njinga foi uma das mulheres africanas mais famosas por sua fervorosa luta contra a ocupação européia e a escravidão de seu povo por quatro décadas.

Era sua maneira clara e direta de expressar que falaria com ele em pé de igualdade.

Depois de árduas negociações, os dois lados concordaram com a retirada das tropas portuguesas do Ndongo e com o reconhecimento de sua soberania. Em troca, o território seria aberto aos portugueses para criar rotas comerciais.

Numa tentativa de melhorar as relações com Lisboa, Njinga até aceitou a conversão ao cristianismo e foi batizada de Ana de Souza. Ela tinha então 40 anos de idade.

Mas as relações cordiais não duraram muito e os confrontos recomeçaram.


Mulher, guerreira e rainha.

Em 1624, seu irmão se recolheu a uma pequena ilha onde morreu em circunstâncias estranhas. Não se sabe se ele cometeu suicídio ou se foi envenenado por Njinga como vingança pelo assassinato de seu filho.

A única certeza é que, apesar da oposição de Portugal e de parte de seu próprio povo, Njinga fez algo impensável na época: tornou-se a nova rainha do Ndongo.

"Njinga Mbande serve como exemplo para contrariar o discurso de submissão das mulheres africanas ao longo do tempo", diz João Pedro Lourença, diretor da Biblioteca Nacional de Angola, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Algumas fontes atribuem a Njinga uma atitude implacável para se tornar rainha. Ela teria recorrido, por exemplo, à ajuda de grupos de guerreiros de Imbangala, que viviam na fronteira do reino, para amedrontar rivais e fortalecer sua posição.

De uma liderança reafirmada ao longo dos anos, Njinga conquistou o reino vizinho de Mutamba e defendeu ativamente seus territórios.

CAROLINA THWAITES (BBC) Image caption Quando foi negociar paz com autoridade portuguesa, Njinga sentou-se sobre as costas de sua criada para falar com ele em pé de igualdade

"A rainha Njinga não era apenas uma grande guerreira no campo de batalha, mas também um grande estrategista e diplomata", diz à BBC José Eduardo Agualusa, escritor de ascendência luso-brasileira e autor do romance A Rainha Ginga.

Nascido em Angola quando o país ainda estava sob domínio português, Agualusa assinala que Njinga "lutou contra Portugal, aliando-se com os holandeses quando achava conveniente e buscando apoio dos portugueses para lutar contra outros reinos da região sempre que serviam a seus interesses".

O combate de seus escravos sexuais.

O fascínio pela personagem de Njinga chegou a cativar o próprio Marquês de Sade, embora não por suas habilidades como guerreira, mas porque ele a considerava um modelo de luxúria selvagem.

Sade se referiu a Njinga em A Filosofia na Alcova, baseado nas histórias do missionário italiano Giovanni Cavazzi, que alegou que a rainha "imolava seus amantes" depois das relações sexuais.

Isso acontecia com aqueles homens que faziam parte do grande harém da rainha, conhecido como "chibados" e forçados a se vestir com roupas femininas.

Quando a rainha queria ter relações sexuais, seus homens tinham de lutar entre si até a morte. Mas o sobrevivente não tinha um futuro promissor: depois de passar a noite com ela, era assassinado violentamente na manhã seguinte.

Lourenço diz que a publicação de Cavazzi é importante, mas lembra que todas suas histórias antes da chegada a Angola, em 1640, são baseadas em testemunhos de outras pessoas.

"É importante lembrar que essas histórias foram contadas por inimigos de Njinga, ou seja, os portugueses, criando uma imagem negativa dela, como parte da guerra psicológica", diz.

Nas histórias sobre seus amantes, o historiador lembra que existem outras versões.

"Na obra Monumenta Missionaria Africana, do Padre Brásio, há uma carta de Njinga em que afirma que tais 'amantes' eram simbólicos e que ela só tinha um marido, então, temos que continuar investigando e discutindo", diz o pesquisador.

MARCOS GONZÁLEZ DÍA ZImage caption Considerada uma personalidade única na história da África, Njinga é uma figura eminente e reconhecida na Angola até hoje.

Personalidade única

Seu reinado foi longo. Por 40 anos, Njinga liderou pessoalmente uma forte oposição às tentativas de conquista portuguesas por meio de operações militares.

Depois de chegar à conclusão de que nada poderia ser feito contra a força de uma rainha já idosa, Portugal acabou renunciando ao desejo de conquistar Ndongo em um tratado ratificado em Lisboa no ano de 1657. O documento permitia que Njinga permanecesse comandando, desde que cedesse boa parte de seu poder.

Njinga morreu em 17 de dezembro de 1663. Ela tinha 82 anos e havia passado metade de sua vida liderando a resistência contra projetos coloniais que os europeus queriam impor à região.

Com sua morte, Portugal perdeu seu principal adversário e passou a acelerar a ocupação da área.

Considerada uma personalidade única na história da África, Njinga é uma figura eminente e reconhecida em Angola até hoje.

Seu nome batiza de ruas a escolas pelo país. Já seu rosto estampa a moeda de 20 kwanzas. Njinga também inspirou filmes, livros e fez parte de uma série de publicações de ilustrações da Unesco sobre mulheres africanas históricas.

Segundo Lourenço, "Njinga Mbande é um exemplo de luta para manter a soberania do povo de Ndongo e dos que compõem a República de Angola (...). Hoje, seu exemplo serve para promover a dignidade do povo angolano, o compromisso com a nação e a defesa da integridade territorial ".

História de Njinga serve para "contradizer discurso de submissão da mulher africana", segundo diretor da Biblioteca Nacional de Angola, João Pedro Lourenço.

Questionado sobre a veracidade de algumas das lendas mais marcantes sobre a vida da rainha, Agualusa lembra que o maior erro é tentar analisar uma era histórica baseada em nossas crenças atuais.

"A crueldade era global, os europeus queimavam pessoas vivas, escravizavam não só os africanos, mas também outros europeus; os africanos eram igualmente cruéis", reflete o escritor.

"À luz do nosso tempo, a rainha Njinga era uma déspota, mas qual rei europeu daquela época não era?", conclui.

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44361821?SThisFB&fbclid=IwAR3pVflNNsZl73-7LORZdp8XRZqvtbCfISBR4ef0Ym-qJ2gnMtfm2iEUXkQ

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

PROJETO JOÃO MOSSORÓ - TOCANDO EM FRENTE

https://www.youtube.com/watch?v=_OfXk5C9Mu4

Publicado em 16 de jul de 2015
João Mossoró, Cantor e Compositor, interpreta a música do Compositor: Renato Teixeira
Categoria
Música neste vídeo
Música
Tocando em Frente
Artista
Thássio Oliveira
Álbum
Tocando em Frente
Licenciado para o YouTube por
ONErpm (em nome de Thássio Oliveira); ONErpm Publishing (Brazil) e 1 associações de direitos musicais.

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ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA AMARP “SOLENIDADE MAGNA DE POSSE DOS ACADÊMICOS” - OF. Nº 071/2018.


MOSSORÓ-RN, 03 de DEZEMBRO de 2018.
“REENVIADO A PEDIDOS”

RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).” 

   É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO(VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE, DIGNAR-SE RESPONDER AOS ECLÉTICOS CONVITES DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES DE SUAS CO-IRMÃS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE PRESTIGIAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.
   NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS/SOLENES E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS, RECÍPROCA DOS PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE, O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.

   DESTA FORMA, AGRADECENDO PELO CONVITE, A EXCELENTÍSSIMA DRA. FRANCI FRANCISCA DANTAS, M.D. PRESIDENTE DA ACADEMIA MOSSOROENSE DE ARTISTAS PLÁSTICOS(AMARP), RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA HONRA CONFIRMAR PRESENÇA AO “SOLENIDADE MAGNA DE POSSE DOS ACADÊMICOS: Franci Francisca Dantas Ednaldo de Oliveira Bezerra(cadeira 02), Maria Freire da Costa(cadeira 03), Hebert Luis Regis de Menezes(cadeira 04), Maria José Guimarães(cadeira 05), Marlúcia Almeida da Silva(cadeira 06),Maria das Dores Almeida da Silva(cadeira 07), Yáscara Samara Oliveira da Silva(cadeira 08),Janilce da Silva Falcão(cadeira 09)”. 
    A REFERIDA SESSÃO SOLENE ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DIA 07.12.2018(SEXTA-FEIRA), ÀS 19H00MIN, no AUDITÓRIO DA ESTAÇÃO DAS ARTES ELIZEU VENTANIA. centro, NESTA URBE.
        
   PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”,-OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS-, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.  
    CONCLAMANDO AOS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS DA ASCRIM, QUE COMPARECEREM E SE APRESENTAREM COMO ACADÊMICOS DA ASCRIM NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, COMUNICO, PODEM, POR OPÇÃO PESSOAL, USAR O UNIFORME OFICIAL DA ASCRIM, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM
P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.
DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.

LEMBRETE: LEIAM O SITE PROVISÓRIO DA ASCRIM CLICANDO NO LINK https://assocescritoresmossoroenses.com/ (MATÉRIAS IMPORTANTES ENTRE OUTRAS: DETALHES DA ATIVAÇÃO DA ACADEMIA DOS ESCRITORES DA ASCRIM, POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS,ETC

Enviado pela Ascrim

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O CAMINHEIRO

lerisvaldo B. Chagas, 2 de dezembro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.018
B. CHAGAS, AO 72 ANOS. (FOTO: GUILHERME).
Deus resolveu dar uma caprichada no dia de hoje aqui no Sertão das Alagoas. Pintou o céu com nuvens de chuvas, mas nada de enviar o líquido precioso. Pareceu que o tal efeito estufa estufou mesmo o espaço, segurando forte o cabresto do vento. Foi um dia abafado em Santana do Ipanema sem arrego das frondosas árvores que refrescam a zona rural. Dia marcado para o Clero velho de guerra refletir no abrigo da caverna. 72 anos de estrada, escalando serras, vadeando rios, aspirando flores e arrancando espinhos. Para o velho a vida é curta, para o jovem, cumprida. Assim vai desfilando os arcanos nos mistérios infinitos mapeando os passos do caminheiro, suas dores, suas angústias e seus triunfos. E a reflexão da idade é boa ou ruim conforme o estado de espírito do navegante.
Estou agradecendo a Deus mais um ano de existência no privilégio da vida. E agradecendo também por não ter sido um inútil vindo a passeio ou revoltado querendo retorno. Sou grato aos milhares de ex-alunos que me deram sentido à existência. Sou grato aos milhares de leitores que seguiram comigo nos enlevos dos escritos. À infância feliz e cheia de interrogações que me forjaram para árduas e reluzentes jornadas. O clima da vida muda constantemente, assim como muda o tempo no dia atrás do outro. E quando as corujas crocitam nas noites mais escuras, é sinal que o galo logo anunciará a luz que ilumina o mundo. Para quem caminha à sombra do Mestre, não há o que temer. Assim vamos, matulão às costas, pisando as areias, a relva, o regato... Vista no horizonte, olhos nas estrelas.

Para quem passou a vida em desafio
Com suor na conquista do seu pão
Jorrando o amor do coração
Venceu da maldade o poderio.
Da bem-aventurança fez um rio
Para uso sem tempo e sem horário
As virtudes ganharam o campanário
        Elevando essa voz estremecida
        Se a vontade do Pai marcou-me a vida
Sou feliz em mais um aniversário

FIM.

ESTATUTO DO SERTANEJO

*Rangel Alves da Costa Republicado a pedido

O povo sertanejo, este compreendido como os habitantes da região semiárida do Nordeste brasileiro, numa extensão de 868 mil quilômetros, abrangendo o norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e uma parte do sudeste do Maranhão, inspirado por Deus na convicção de que na terra o homem é o dono do seu próprio destino e

Considerando que sobre a terra sertaneja todos nascem iguais em direitos e obrigações, sem distinção de origem, raça, sexo, cor, naturalidade e quaisquer outras formas de discriminação,

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família sertaneja deve prevalecer sempre na consciência dos demais brasileiros e de outros povos, dos governantes, autoridades e gestores públicos,

Considerando ainda que “o sertanejo é antes de tudo um forte”, e nesta qualidade busca através do trabalho sua digna sobrevivência, através do respeito ao próximo sua pacificação social e através de suas lutas suas conquistas,
Convencionou o seguinte:

ARTIGO I

Denomina-se sertão toda a extensão semiárida de terra concedida por Deus ao homem nascido no lugar misturado às plantas e animais, tendo como limites ao norte o sol ardente da agonia, ao sul a esperança renovada com as nuvens carregadas que molham o chão, a leste o latifúndio improdutivo e a oeste as plantas que brotam do esforço do pequeno agricultor.
Denomina-se sertanejo o habitante desses limites, ser humano sem fronteiras na força e na coragem, ilimitado na sua constante busca por dias melhores em meio às intempéries da natureza e do abandono dos governantes.

ARTIGO II

Na sua condição de cidadão, deve ser finalidade de todo sertanejo praticar o bem e viver em paz, uns com os outros, como bons vizinhos, e unir as forças para manter respeitado o nome do sertão em toda e qualquer situação que possa haver desonra ao seu povo, sua história, sua geografia, seus aspectos econômicos e sociais, seus costumes, lendas, tradições e religiosidade.

ARTIGO III

O sertanejo desfrutará de todos os direitos gerais e inalienáveis relativos à pessoa humana enunciados na Constituição Federal do Brasil e nas demais legislações, garantindo-lhe o ideal comum do respeito à sua dignidade, integridade, educação, saúde, trabalho, moradia, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, ambiente sadio e preservação de seu patrimônio cultural, dentre outros.
O desrespeito a quaisquer desses direitos será tido como crime de lesa-pátria sertaneja e crime por omissão, considerando-se ainda a circunstância agravante do preconceito e discriminação.


ARTIGO IV

A propriedade da terra, de animais e outros bens que constituam o seu patrimônio, e deste possa usar, gozar, dispor e reaver, deve constituir o fruto maior do trabalho de quem luta de sol a sol, vencendo as dificuldades impostas e realizando-se com o pouco ou muito construído.
A posse da terra para nela morar, criar, plantar e colher, deve ser considerada verdadeira bandeira de luta do sertanejo excluído do poder de dispor desse bem maior que garanta o sustento próprio e de sua família.
Na luta pela terra, deverá ser abolida a mera detenção do bem em nome de outro ou sob instruções suas, de modo que o dono seja realmente aquele que nela trabalha e produz.

ARTIGO V

As secas e estiagens, ao lado de serem consideradas como fenômenos da natureza causados pela falta ou insuficiência de chuvas, devem também ser vistas como processos gerados pelo próprio homem, sertanejo ou não, que desmata desnecessariamente grandes extensões da vegetação nativa, destrói as matas ciliares, descaracteriza a geografia da região e interfere no curso natural das coisas em nome do progresso e do desenvolvimento.

ARTIGO VI

No cotidiano de convivência com as secas e estiagens e no combate aos problemas por estas causados, o sertanejo se valerá de suas próprias forças e das reservas que necessariamente faz para enfrentar situações de falta de alimentos e de água, e jamais será submetido ou deixará se submeter aos favores escusos dos ricos e às esmolas desmoralizantes dos políticos e governantes.

ARTIGO VII

O poder de votar e ser votado do sertanejo, na condição de cidadão no pleno exercício de seus direitos e deveres políticos, deve significar atuação ativa, crítica e consciente, e não expressão de submissão a partidos, grupos políticos ou candidatos.
O voto, enquanto instrumento democrático eletivo, sob hipótese alguma poderá ser objeto de troca por qualquer bem ou vantagem que seja entregue ou oferecida por candidato.
Deverá ser dada preferência de voto ao candidato que já tenha demonstrado ou efetivamente demonstre compromisso com a solução dos problemas que afligem a região sertaneja. Quem não possua esse perfil deverá ser expurgado da escolha do sertanejo.

ARTIGO VIII

Nenhum sertanejo poderá ser objeto de perseguição política no seu exercício profissional, ou em qualquer outra situação, em virtude de suas opiniões, preferências de voto, vinculação a grupos políticos ou filiação partidária.

ARTIGO IX

Fica decretado que doravante todo sertanejo deve ser o responsável maior pelo zelo e preservação do nome de sua região, denunciando situações de desvirtuamento dos fins da administração pública, prática da corrupção, enriquecimento ilícito, proliferação da violência e aumento da miséria e das degradantes condições de vida da população, dentre outros fatores que maculam ainda mais a imagem desse sertão já historicamente sofrido.

ARTIGO X

O presente Estatuto entrará em vigor na data em que cada sertanejo, livre e conscientemente, quiser acatar suas disposições.


Escritor
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NO TEMPO DE LAMPIÃO / NOVO GRUPO



Um Novo grupo de estudo e pesquisa sobre o Cangaço está surgindo no Facebook:

NO TEMPO DE LAMPIÃO - MEMÓRIAS DO CANGAÇO


Convido os amigos desta maravilhosa página Ofício das Espingardas, a conhecerem este novo espaço dedicado ao tema que fascina a todos nós, o fenômeno do Cangaço. Obrigado.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2072501639506864&set=gm.1175360612628053&type=3&theater&ifg=1

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CHEFE DO GSI DIZ QUE BOLSONARO SOFREU NOVAS AMEÇAS NOS ÚLTIMOS 15 DIAS

IGO ESTRELA/METRÓPOLES

General Etchegoyen recomendou cautela na cerimônia de posse e disse que desfile em carro aberto ainda está sendo negociado

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, recomendou que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), tenha “cautela” em toda a organização da sua segurança, inclusive em relação ao uso de carro aberto em sua posse.

Etchegoyen, depois de declarar que “até há 15 dias” novas ameaças foram feitas ao presidente eleito, e que elas continuam, disse que não está decidido se Bolsonaro irá ou não em carro aberto para o Palácio do Planalto. Segundo o ministro, “certamente, a segurança do presidente eleito, na nova administração exigirá cuidados mais intensos e mais precisos” e isso, na sua avaliação, “terá, como consequência”, o aumento do efetivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

“A segurança do presidente eleito exige mais cuidado? Certamente exige. Nós temos um presidente que sofreu um atentado, que vem sofrendo agressões frequentes, basta ver mídias sociais”, declarou Etchegoyen ao informar que a atual coordenação de segurança de Bolsonaro e a equipe de transição estão em contato com a equipe do Planalto, “negociando as condições” para o trabalho, no dia da posse.

CLIQUE NO LINK ABAIXO E LEIA A MATÉRIA COMPLETA

https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/chefe-do-gsi-diz-que-bolsonaro-sofreu-novas-amecas-nos-ultimos-15-dias?utm_source=push&utm_medium=push&utm_campaign=push

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"NÃO SOU EU. É O SAXOFONE, EU SOPRO E SAI MÚSICA, ELE É A CHAVE PARA MEU COFRE DE MEMÓRIAS" #SAXSOPRANO

Cantora Francine Maria

"Não sou eu. É o saxofone, eu sopro e sai música, ele é a chave para meu cofre de memórias"
#saxsoprano

https://www.facebook.com/francine.mariacanta/photos/a.1428020777255258/1869043896486275/?type=3&theater

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O ENCONTRO DE PE CÍCERO E LAMPIÃO



Nova pintura do Aquarela Cangaço:

"A visita de Lampião a Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, em março de 1926, é um dos mais polêmicos capítulos do cangaço. Na ocasião, foi concedida ao “fora da lei” a patente de capitão do Exército." (Fonte: Diário do Nordeste).

Aquarela disponível pra venda
Para mais aquarelas sobre o Cangaço só seguir:



https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2244272475669344&set=gm.2084150915230742&type=3&theater&ifg=1

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