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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

CONCLUÍDO. DOCUMENTÁRIO: "OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA".


Por Geraldo Júnior
https://www.youtube.com/watch?v=cHgx4dZ_vUw&t=77s&fbclid=IwAR1TmopZGPIXjxnEtay0hFLQersS7TX4RJtBM_DRTMNG2nIT0k2EIVF4Q_A

Entrevista com o escritor e pesquisador Moacir Assunção. Autor do renomado livro "Os homens que mataram o facínora".

Nessa entrevista o escritor e pesquisador Moacir Assunção fala sobre os acontecimentos e os personagens que participaram do evento que acarretou na morte do representante máximo do cangaço nordestino.


Virgolino Ferreira da Silva "Lampião".

Uma imperdível entrevista que todos os estudiosos e simpatizantes do tema devem assistir.

Assistam e ao final deixem suas opiniões, críticas e sugestões.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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OITO ANOS SEM A DERCY GONÇALVES


Dolores Gonçalves Costa, artisticamente conhecida como Dercy Gonçalves (Santa Maria Madalena23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro19 de julho de 2008), foi uma atrizhumorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista,[2] notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960. Foi reconhecida pelo Guinness Book como a atriz com maior tempo de carreira na história mundial (86 anos).[3]

Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil.[4]

Biografia

Originária de família pobre, nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro em 1905, tendo sido registrada em 1907. Na época era muito comum registrar os filhos mais tarde, pela falta de acesso a cartórios e informações da importância de um registro. Era filha de um alfaiate, chamado Manuel Gonçalves Costa e de uma lavadeira, chamada Margarida Gonçalves Costa. Sua mãe abandonou o lar e os sete filhos ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy, abandonada pela mãe ainda pequena, foi criada pelo pai alcoólatra. A menina, que foi crescendo, teve que conviver com um pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícia.

Sofria preconceitos na infância, sendo constantemente chamada de "negrinha", por ser neta de negros.

Para ajudar nas despesas de casa junto com os irmãos, Dercy foi trabalhar em uma bilheteria de cinema. Vendo os filmes nas horas de expediente do serviço, aprendeu a se maquiar e atuar como as artistas. Seu grande sonho era seguir carreira artística. Mesmo não sendo ainda atriz profissional, apresentava-se em teatros improvisados para hóspedes dos hotéis em sua cidade natal.

Aos dezessete anos fugiu de casa para Macaé embaixo do vagão de um trem, pois queria se juntar à uma trupe de teatro mambembe que lá estava, diversos atores de circo experientes no qual ela poderia trabalhar, a Companhia de Maria Castro.[5]

Após um tempo morando em Macaé e trabalhando no teatro circense, o circo teve que partir para se fixar em outra cidade e fazer apresentações novas. Então, ela foi junto com a Companhia de Circo para Minas Gerais, onde estreou em 1929, em Leopoldina, integrando o elenco da Companhia Maria Castro. Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de "Os Pascoalinos".[4]

Dercy se apaixonou por Eugênio Pascoal, que foi seu primeiro namorado, aos 23 anos, no papel, e 25 na vida real. Dercy dissera uma vez em entrevista que, fora enganada por seu primeiro namorado, Pascoal, que a violentou sexualmente. Dercy conta que na noite em que perdeu a virgindade, usava uma camisola feita de saco de arroz: "Tinha escrito no peito: Indústria Brasileira de Arroz Agulhinha, arroz de primeira", contou. Anos depois, a atriz disse que, inocente na época, não sabia o que estava acontecendo e não entendeu por que estava sangrando. Ela foi convencida a fazer sexo e não sabia que esse convencimento, mediante ameaça de término do namoro, configura-se como estupro. Após alguns anos convivendo junto com ele, por causa de ciúmes violentos por parte dele, eles se separaram.

Enquanto excursionava com a trupe pelo interior de Minas Gerais, Dercy contraiu tuberculose, tendo que se afastar de sua maior paixão, o circo. Um exportador de café mineiro chamado Ademar Martins Senra a conheceu quando passava próximo à tenda do circo e se encantou por ela, apesar de ter ficado com pena da pobre moça doente. De bom coração, pagou todas as contas do sanatório para a internação da atriz, que não tinha dinheiro suficiente para custear o tratamento.

Depois de curada, em 1934, tendo largado o circo, teve um romance com o exportador de café mineiro Ademar Martins, mesmo ele sendo casado. Desse relacionamento de 2 anos, nasceu sua única filha, em 1936,[6] Dercimar.[7]

Sua filha, Maria Dercimar Gonçalves Senra,[8] ainda é viva. O nome Dercimar é uma mistura do apelido de Dolores, Dercy, com o nome do pai dela, Ademar. Ademar descobriu que Dercy engravidou e, mesmo casado, decidiu assumir o filho fora do casamento e colocou Dercy em uma casa decente para se viver e ficou a ajudando nas despesas. Quando o bebê nasceu, Ademar registrou a criança e às vezes ia visitar Dercy e a neném. No entanto, não podiam morar juntos pelo fato de ele ser casado e o romance deles ser secreto. Um dia, porém, não apareceu mais, o que fez Dercy sofrer muito, além de ter que criar a filha sozinha. Ela, então, voltou a trabalhar em teatro.

Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra", em 1943, de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.
Na década de 1960 iniciou sua carreira-solo. Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquistavam um público cheio de moralismo. Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos. Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.

Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark. De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, Dercy de Verdade (1966-1969), que acabou saindo do ar com a intensificação da censura no país após o AI-5. No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Silvio Santos, e até aparições em telenovelas da Rede Globo. No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.

Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso — o que a fez retomar a carreira, já octogenária.

Recebeu, em 1985, o Troféu Mambembe, numa categoria criada especificamente para homenageá-la: Melhor Personagem de Teatro.

Em 1991, foi enredo ("Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o retrato de um povo") do desfile da Unidos do Viradouro, na primeira apresentação da escola no Grupo Especial das escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, Dercy causou polêmica ao desfilar, no último carro, com os seios à mostra.

Sua biografia se intitula Dercy de Cabo a Rabo (1994), e foi escrita por Maria Adelaide Amaral.

Dercy de Verdade é o título dado à minissérie sobre a vida da atriz, que também foi escrita por Maria Adelaide Amaral e direção de Jorge Fernando. A minissérie estreou no dia 10 de janeiro de 2012 e teve 4 capítulos.

Em 4 de setembro de 2006, aos 99 anos, recebeu o título de cidadã honorária da cidade de São Paulo, concedido pela câmara de vereadores desta capital.

Centenário

No dia 23 de junho de 2007, Dercy Gonçalves completou cem anos com uma festa na Praça Coronel Braz, no centro do município de Santa Maria Madalena (sua cidade natal), na região serrana do Rio de Janeiro. Na festa, Dercy comeu bolo, levantou as pernas fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar a comemoração. Embora oficialmente tenha completado cem anos, Dercy afirmava que seu pai a registrou com dois anos de atraso, logo teria completado 102 anos de idade.[9]

Foi este também o mês em que Dercy subiu pela última vez num palco: foi na comédia teatral Pout-PourRir (espetáculo criado e dirigido pela dupla Afra Gomes e Leandro Goulart), onde comemorou "Cem Anos de Humor", com direito à festa, autógrafos de seu DVD biográfico e um teatro hiperlotado por um público de fãs, celebridades e jornalistas. À noite, inesquecível para quem estava presente, onde Dercy foi entrevistada por uma personagem interpretada pelo ator Luís Lobianco, ainda deixou para a história duas frases memoráveis. É perguntado à atriz se ela tem medo da morte, e Dercy, sempre de forma irreverente responde: "Não tenho medo da morte, a morte é linda... (ela repensa) ...mas a vida também é muito boa!", e no fim, após cortar o bolo com as próprias mãos e atirar nos atores, diretores e plateia, faz o público emocionar-se ainda mais, dizendo: "Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha".
Morte

Dercy Gonçalves morreu no dia 19 de julho de 2008, aos 101 anos de idade,[nota 1][1] no Hospital São Lucas, em Copacabanazona sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada durante a madrugada. A causa da morte teria sido uma complicação decorrente de uma pneumonia comunitária grave que evoluiu para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória.[10] O estado do Rio de Janeirodecretou luto oficial de três dias em memória à atriz.[11] Encontra-se sepultada em sua terra natal em Santa Maria Madalena. Na mesma semana, Afra Gomes e Leandro Goulart e o elenco de Pout-PourRir prestaram, em cena, uma última homenagem à Dercy.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dercy_Gon%C3%A7alves

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GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DO CEARÁ

Por Aderbal Nogueira

As Minas do Coxá / Dr. Floro/ Padre Cícero: foi o tema de hoje do GECC (Grupo de estudos do cangaço do Ceará), em sua reunião mensal, cujo presidente é o Dr. Angelo Osmiro Barreto.




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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

CHUVARADA NO SERTÃO E O RIACHO QUE VEM BONITO

*Rangel Alves da Costa

Infelizmente já não estou no sertão de Poço Redondo para apreciar, para sentir de pertinho, esses momentos mágicos e encantadores vindos do alto como dádiva sagrada maior.
Como sopro de Deus, de repente as alturas nubladas, prenhes, gordas de aguaceiro, começaram a cair sobre a terra.
E se derramaram em forma de chuvarada, de trovoada, de cheia, de aguaceiro se despejando e se espalhando por cima da terra seca e triste, por cima dos barreiros secos e barreados, por cima das nascentes e dos cursos magros e sujos dos pequenos rios e dos riachos.
Ponho-me, aqui, a imaginar o brilho no olhar sertanejo ao abrir a porta e avistar os horizontes tomados de milagres molhados.


Imagino - e é como se eu estivesse presenciando - a meninada correndo pelas ruas, indo porta afora pelas malhadas, envolvendo-se com os pingos caídos e bebendo dessa magia que alimenta o sertão de tudo e em tudo.
Menino sertanejo gosta mesmo é de goteira, de biqueira, de calçada lisa e molhada, de poça ‘água para fazer espanar alegria.
E o sertanejo em si, aquele sofrido e alquebrado das dores do mundo, agora se refazendo na fé que jamais faltou.
As mãos que passam o rosário em preces de agradecimento, novos e velhos se ajoelhando no chão molhado e levantando ao alto as mãos para dizer “Obrigado, Senhor!”.
E desde ontem aquele barulho estranho e esperançoso vindo de longe, anunciando que o riachinho Jacaré começava a correr desde suas nascentes e já avançando pelos quintais.
Águas primeiras que escorrem grossas, escurecidas, tomadas de sujeiras, pois levando tudo para purificar a passagem para a as águas novas.
E passando e passando mais, de repente o leito tomando volume cada vez maior e com águas já clareadas pela força das correntezas. Uma festa indescritível perante o sertão, ante os solhos e corações sertanejos.
Não há visão mais bonita e cativante que do alto da ponte avistar o riacho em cheia e com água muita de lado a outro.
O barulho das águas é como música, como suave valsa ao coração sertanejo. Não há som mais prazeroso que o das águas ao longe, que o das águas chegando e passando.
Noutros tempos, cada cheia do Jacaré era motivo de festa. A noite inteira e pessoas acorrendo às suas margens para o encantamento.
E hoje não é diferente, e talvez ainda mais comovente. Comoção que chega pela descrença de que aquele leito já tão feio e magro, infectado e devorado pelas mazelas humanas, já não conseguisse acolher tamanho volume de água, já não botasse cheia como antigamente.
Mas o inesperado acontece pelo passo e desejo da natureza. Tudo com o seu tempo e a sua hora, segundo os mistérios sagrados.


E eis a revelação por todos conhecida e tão pouco acreditada: Quando é desejo de Deus, o leito seco se transforma em rio, o sertão esturricado mata sua sede para verdejar e alimentar os seus.
Não estou agora no sertão, mas é como em Poço Redondo estivesse. E neste momento estou bem ao lado do riacho, bem na beirada das águas tantas, e maravilhado e comovido como aquela Rangel menino de outros tempos.
Obrigado, Senhor!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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"O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.
O livro tem 710 páginas. 


Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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A ESCOLA RURAL DA VILA DE CARACARÁ

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Na década de 1960, a Escola Rural de Caracará era a única escola existente naquela vila. Tinha cerca de 30 alunos, que estudavam no turno da manhã, sob as orientações e ensinamentos da professora Mariinha Silva, que ensinava a ler, escrever, contar e trabalhos manuais. A escola localizava-se ao lado da Igreja (Igreja de Santo Antônio) e funcionava em um prédio adaptado, ou seja, na sala da frente de uma casa residencial. O proprietário permitia o funcionamento da escola em sua casa, sem cobrar aluguel. O quadro negro e as carteiras conjugadas para dois alunos foram fornecidos pela Prefeitura Municipal de Sobral. A Professora Mariinha Silva recebia mais ou menos o equivalente a meio Salário Mínimo da Prefeitura de Sobral, mas não era funcionária municipal. Ela era Professora Leiga, sem curso superior (Pedagogia) e sem curso de nível médio profissionalizante (Curso Normal). Ela tinha apenas o antigo curso ginasial (ensino fundamental completo) e fez um treinamento de um mês em Sobral para ser professora. 

Na sala tinha um estrado de madeira e sobre ele uma mesinha de imburana não envernizada, de um metro e vinte centímetros de comprimento por 80 centímetros de largura, com uma cadeira de pau-branco, com tampo de couro cru, para a professora se sentar. Sobre a mesa ficava uma pesada palmatória de aroeira, uma caixa de giz branco, um globo terrestre e uma flanela vermelha, para apagar o quadro negro. Na parede, atrás da mesa, tinha um crucifixo pendurado e ao lado da mesa, sobre um suporte de madeira, ficava a bandeira do Brasil. Nos fundos da sala tinha uma cantareira com um pequeno pote com água de beber, uma caneca de zinco com cabo, para tirar água do pote e uma caneca de alumínio de uso coletivo. O pote era coberto por um pano de coar água e uma tampa de madeira. 

Cada aluno levava seu material escolar , constituído por uma taborda, uma carta de ABC ou uma cartilha, um caderno feito em casa com papel almaço, costurado com linha zero, um lápis grafite com uma borracha acoplada na extremidade e uma gilete ou canivete bem amolado, para fazer a ponta do lápis. Às 7 horas, os alunos ficavam perfilados na calçada da escola e entravam na sala dois a dois. Dentro da sala, em frente a Bandeira Nacional, cantavam duas ou três estrofes do Hino Nacional e rezavam um Padre Nosso e uma Ave Maria. A professora corrigia o dever de casa, tomava a tabuada, fazia um ditado e depois passava para copiar um pequeno texto. Quando os alunos iam fazer o ditado e a cópia do texto, eles faziam um cabeçalho com o nome da escola, o nome do município, a data e o nome do aluno. 

Os alunos eram dos dois sexo, masculino e feminino (sala mista) e de idades que variava de 7 aos 12 anos e com diferentes graus de conhecimento (classe multisseriada ), ou seja, uns sabiam assinar o nome e já estudavam pela cartilha, enquanto outros ainda estavam na carta de ABC. A professora sabia o nível escolar de cada aluno. Alguns alunos que tinham letra ruim eram obrigados a ter caderno de caligrafia. A tabuada, a carta de ABC, a cartilha, o caderno de caligrafia, o lápis e a borracha eram comprados na bodega do Seu Raimundo Galdino. O recreio iniciava às nove horas e se prolongava até às nove e meia e era anunciado por uma sinetinha, que a professora mantinha em cima da mesa. No recreio, as mulheres brincavam de jogar pedras e de macaca (amarelinha), que era feita com giz, pelas próprias alunas no patamar cimentado da igreja. Os meninos brincavam com uma bola de meia, em um campinho de terra, ao lado da igreja. Os meninos chegavam suados e com muita sede. 

Os membros da comunidade, na medida do possível, ajudavam a escola. Seu Chico Carpinteiro presenteou a escola com a mesinha e o proprietário da casa emprestou a cadeira para a professora sentar. O bodegueiro, Seu Raimundo Galdino, doava diariamente, uma rapadura e um pacote de bolachas para os alunos merendarem. Meu avô, sempre que ia a Vila Caracará, levava um queijo de coalho grande e algumas rapaduras, que ele produzia em seu Sítio Frecheiras, na Serra da Meruoca. Outros fazendeiros da redondeza, também doavam queijo para a merenda dos estudantes. 

Após o recreio, os alunos entravam em fila dupla na classe. A professora colocava na lousa o dever de casa e lembrava o dia da prova escrita para os que estavam na cartilha. 

Duas vezes por semana, no turno da tarde, a professora Mariinha Silva, dava aula de Trabalhos Manuais (artesanato), que se resumia em ensinar a fazer artesanato de palha de carnaúba, como chapéu, esteira, uru, surrão, abano e outras peças. Como o Rio Aracatiaçu, que banha a região, tinha muitas carnaubeiras em suas margens, para estes artesanatos havia matéria prima em abundância. O chapéu tinha comprador na própria vila, pois Sobral era um grande exportador de chapéu de palha, especialmente para os Estados Unidos, México e Espanha. Interessante era a exigência de tamanho do chapéu feito por cada País comprador, uns exigiam carapuça (forma) maior e outros chapéus menores. A feitura de chapéu de palha era uma atividade generalizada na região, pois era difícil encontrar uma casa na Vila Caracará que não produzisse chapéus. Era um artesanato feito principalmente, por mulheres. Elas usavam um banquinho baixo, para não mostrar as pernas, quando estavam fazendo chapéu. Para a confecção de chapéus, usava-se palha do olho. A palha era riscada com a ponta de uma pequena faca e as tiras estreitas eram entrelaçadas com muita sincronia e rapidez. Era impressionante a habilidade e a rapidez das mulheres da região na confecção de chapéu de palha de carnaúba.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes.

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OS ENTERROS NO RIACHO DO QUARTAVO EM POÇO REDONDO



O riacho do Quartavo, um pequeno afluente do Rio Jacaré, está no município de Poço Redondo. Nas margens daquele riacho estão as Pias das Panelas. Na época do Cangaço aquelas terras pertenciam à fazenda Paus Pretos do coronel Antônio Caixeiro.

Ali, nas proximidades das Pias da Panelas, estão enterrados os corpos de três mulheres e dois homens, todos barbaramente assassinados no tempo do Cangaço. Os corpos enterrados ali são: de Rosinha Soares, a Rosinha do cangaceiro Mariano, assassinada pelos cangaceiros, com a ordem de Lampião; do vaqueiro Zé Vaqueiro, aquele mesmo vaqueiro que tentou matar para roubar o cangaceiro Novo Tempo; e de Preta, cruelmente assassinada pelo seu marido Zé Paulo, filha adotiva de Dona Maria das Virgens do Alto Bonito, daquela mesma Maria das Virgens que foi ferrada e teve seus dois filhos marcados pelo ferro do cangaceiro Zé Baiano. Ali também foi morto pelos cangaceiros o cangaceiro Coqueiro, o delator da traição de Lídia. O que ainda não se sabe é se o corpo de Coqueiro também foi enterrado ou deixado exposto em tempo aberto para que os urubus o devorassem.


No fim do cangaço, depois dessas mortes, alguns caçadores da região evitavam passar ali nas Pias das Panelas à noite, principalmente nos locais onde estão as covas dos mortos. Alguns caçadores afirmavam ter ouvido coisas estranhas ali próximo das pias, como vozes, gemidos ou gritos macabros.

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SE O SINAL DE INTERNET AJUDAR...


Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

... ainda hoje estarei publicando no Canal YouTube "Cangaçologia" o documentário "Os homens que mataram o facínora" de minha autoria.

Uma sensacional entrevista com o escritor, pesquisador e Jornalista Moacir Assunção, autor do renomado livro "Os homens que mataram o facínora", que conta a história dos grandes inimigos de Lampião e dos homens que colocaram fim em sua trajetória de crimes.

Assistam e ao final deixem suas críticas e sugestões.

Imperdível!


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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA


Por Francisco Pereira Lima

Na próxima semana irei receber este livro: "Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço" de Frederico pernambucano de Mello, que será lançado hoje 05/12. A expectativa sobre a obra é grande. 

Vamos adquirir ao preço de R$ 60,00 com frete. 
Reserva: 
franpelima@bol.com.br e 
Whatsapp 83 9 9911 8286.

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INFORMAÇÃO IMPORTANTE - MEDICAMENTO PARA HIPERTENSÃO E CONTROLE DE EDEMAS PODE CAUSAR CÂNCER

AGÊNCIA BRASIL

AGÊNCIA BRASIL


Por meio de comunicado, a Anvisa solicitou que os profissionais de saúde informem aos pacientes tratados com hidroclorotiazida sobre o risco.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (4/11) um alerta para o aumento do risco de câncer de pele não-melanoma decorrente do uso cumulativo do medicamento hidroclorotiazida, utilizado para tratamento da hipertensão arterial e para controle de edemas.

“A descoberta foi realizada por meio de estudos epidemiológicos que demonstraram uma associação dose-dependente cumulativa — que ocorre quando a dose utilizada de um determinado medicamento está diretamente relacionada com seus efeitos — entre o medicamento em questão e o câncer de pele não-melanoma”, informou a Anvisa.

De acordo com a agência, em um dos estudos, foi possível notar também uma possível associação entre câncer de lábio e a exposição ao medicamento. “Ações fotossensibilizadoras da hidroclorotiazida, que facilitam a sua absorção pela pele, podem atuar como um possível mecanismo para a doença”.

RECOMENDAÇÕES:

Por meio de comunicado, a agência solicitou que os profissionais de saúde informem aos pacientes tratados com hidroclorotiazida sobre o risco de câncer de pele – sobretudo aqueles que já fazem uso do fármaco em longo prazo. Eles também devem ser orientados a verificar regularmente a pele quanto a novas lesões e a notificar imediatamente o profissional sobre qualquer tipo de lesão cutânea suspeita.

A orientação da Anvisa é que o tratamento não seja interrompido antes que os pacientes consultem o médico. “Lesões cutâneas suspeitas devem ser prontamente examinadas, incluindo exame histológico de biópsias. Medidas preventivas, tais como limitação da exposição à luz solar e aos raios ultravioleta, podem ser realizadas no intuito de minimizar o risco de câncer de pele. O uso de hidroclorotiazida pode ser revisto em pacientes com histórico de câncer de pele não-melanoma”.

A inclusão das novas informações de segurança nas bulas de todos os medicamentos que contêm o princípio ativo hidroclorotiazida será imediatamente solicitada pela agência.

Câncer de pele

O câncer de pele não-melanoma compreende os tumores mais comuns, que ocorrem principalmente em pessoas de pele clara, após exposição solar por longo tempo. Geralmente, apresentam apenas crescimento local, mas não cicatrizam ou se curam sem tratamento e tendem a aumentar com o tempo, podendo causar deformação, dor e sangramento.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que esse é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Se detectado precocemente, a doença apresenta altos percentuais de cura. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e de mais baixa mortalidade.

Monitoramento

A Anvisa informou que monitora continuamente os medicamentos comercializados no Brasil e reforçou que profissionais de saúde e pacientes notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento.

A comunicação de suspeitas de eventos adversos pelos pacientes pode ser feita por meio do formulário, pela Central de Atendimento ao Público (0800 642 9782) ou pela Ouvidoria (ouvidori@tende). Para os profissionais de saúde, a Anvisa disponibiliza o sistema Notivisa em caso de notificação de eventos adversos.

MAIS SOBRE O ASSUNTO


A ANVISA CONSIDEROU AINDA AS RECOMENDAÇÕES DO COMITÊ DE AVALIAÇÃO DE RISCOS EM FARMACOVIGILÂNCIA DA AGÊNCIA EUROPEIA DE MEDICAMENTOS PARA CLASSIFICAR COMO PLAUSÍVEL A ASSOCIAÇÃO ENTRE O AUMENTO DO RISCO DE CÂNCER DE PELE NÃO-MELANOMA E O USO EM LONGO PRAZO DE MEDICAMENTOS CONTENDO HIDROCLOROTIAZIDA.

RECOMENDAÇÕES

https://www.metropoles.com/brasil/saude-br/medicamento-para-hipertensao-e-controle-de-edemas-pode-causar-cancer?utm_source=push&utm_medium=push&utm_campaign=push

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BINGOS PEQUENOS É JOGAR DINHEIRO NO MATO. NÃO CAIA MAIS NESSA, AMIGO!

Por José Mendes Pereira

Quem não gosta de participar de bingos ou outros jogos de azar?

Todos nós gostamos, mas nem todas às vezes o jogo está acontecendo com responsabilidade, porque alguém que foi convidado para ser responsável pelo prêmio (que será dos organizadores do bingo), possa ser premiado ao término das chamadas das bolas, as quais estão dentro de um cubo, sacola de pano ou outra coisa semelhante.

Por que fazer bingo é proibido?

A proibição de bingo é devido as desonestidades (lógico que nem todas as pessoas são desonestas), que acontecem durante o processo, geralmente pelos organizadores que usam todas as maneiras de falsificarem o resultado, para que o objeto seja arrematado pela própria equipe que o organizou.

Existem várias maneiras de ludibriar os concorrentes de bingos, e uma delas é muito simples e lucrativa para quem é responsável pelo o sorteio.


Quando o bingo é chamado com bolas que são colocadas em sacolas de pano, um dia antes, as pedras da cartela escolhida pela equipe serão colocadas no congelador de uma geladeira, justamente para deixá-las geladinhas, e só irão para a sacola quando iniciar o sorteio, e no momento em que o chamador do bingo enfia a mão na sacola, vai encontrando as bolas geladinhas. As bolas que ficaram dentro do congelador não gelarão as outras, porque são redondas e jamais encostarão por completo nas de mais.

No meio dos participantes tem uma pessoa que foi convidada para este fim, marcando a cartela que tem todos os números (pedras) que foram congelados, e sem sombra de dúvidas, o prêmio sairá para a equipe organizadora.

E dos concorrentes do prêmio quem será capaz de descobrir este roubo ou falsificação? Ninguém perceberá a alteração do resultado, porque a equipe convidou uma pessoa que os presentes não a conhecem, e às vezes, reside em outro bairro, bem distante de onde está acontecendo o bingo.

Outro meio de roubar o bingo para a equipe quando as bolas são fabricadas de plástico.

As bolas são colocadas em globos, geralmente pequenos, e, escolhida a cartela da equipe para que o objeto fique com ela, faz-se da seguinte maneira o trambique:

Todas as bolas que têm na cartela da equipe através de uma seringa, injeta-se água nelas, e assim que o encarregado de chamar as bolas roda o globo, quem cairá na caçapa é a bola mais pesada que contém água. E assim sucessivamente.

Quando as cartelas de bingos eram feitas em tipografias e carimbadas manualmente (em anos remotos), geralmente, alguns organizadores de bingos (não todos) queriam algumas cartelas em branco, para que eles mesmos colocassem os números através de carimbos, e assim seria muito fácil fazer a trambicagem (trambique). Um sujeito convidado para roubar o objeto rifado ficaria escondido em um lugar qualquer, e, cada pedra ou bola que fosse saindo do globo ou da sacola, garrafa etc... dispondo dos números (tipo carimbo), ficaria carimbando a cartela de acordo com a bola chamada. E aí o resultado fora alterado.


A gente sabe que não são todos, mas até o jogo de bichos, o proprietário do jogo que tem roletas próprias tem malandragem.

Alguns proprietários de casas de jogos de bicho quando um determinado bicho está muito carregado, isto é, foi muito jogado, fazem a alteração no resultado, anunciando outro bicho que foi menos jogado.
Um sujeito nunca tinha jogado no jogo do bicho, e nem tinha a mínima ideia os bichos que participam deste tal jogo. Ele achava que este jogo era feito com uma infinidade de bichos.


Numa noite anterior sonhou que o bicho do dia seguinte seria tigre, porque sonhou vendo um tigre. E lá, no cambista, fez o jogo no tigre (suponhamos de 100,00 reais que tira 2.000,00 Mil Reais) dizendo ao cambista que iria jogar, mas não entendia de nada sobre ele. E à tarde não deu outro bicho. Tigre na cabeça. Como ele descobriu ao cambista que não entendia do jogo o cambista de vivo, resolveu ficar com o dinheiro do sujeito, que eram 2.000,00 Reais. Mais tarde chegou o indivíduo para saber o resultado:

- Que bicho deu, seu moço?

- Deu onça. - Disse o cambista.

- Oh, rapaz! Faltou um pouquinho para que eu tirasse no tigre. E no sonho eu via um enorme tigre, e mais atrás, uma onça com uma das patas acenando para mim, como se estivesse me dizendo que ela seria o bicho de hoje.

Jogo é jogo! Sorte não existe!

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