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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

BREVE TEREMOS NOVIDADES NO CANAL "CANGAÇOLOGIA" (YouTube).



Um depoimento que será exibido pela primeira vez. Inédito. Exclusivo. Onde José Mutti de Almeida "Mutti" ex-comandante de Volante baiana, fala a respeito da "caça" aos coiteiros no sertão baiano e o encontro de sua tropa com o cruel cangaceiro Ângelo Roque o vulgo "Labareda".

Imperdível.
Breve.
Cortesia: Rubens Antonio


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LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO MENTIRAS E MISTÉRIO DE ANGICO


Um ótimo livro da lavra do mestre Alcino Alves Costa. 
Pedidos: 

franpelima@bol.com.br e 
whatsapp 83 9 9911 8286.

Este foi o primeiro livro que li sobre cangaço. Uma bela obra. Solicite-a, você não se arrependerá.

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NO SÃO JOÃO DO BARRO VERMELHO

Por Anildomá Willians de Souza

Florentino e Amélia saíram de São Sarafim e vieram morar em São João do Barro Vermelho, pertencente à Vila Bela, atual Serra Talhada. Em lá chegando entraram no ramo comercial adquirindo um estabelecimento de esquina já todo montado, com várias prateleiras, um balcão imenso que tomava conta da metade do salão, ficando a outra parte para os frequeses serem despachados. Como a povoação prosperava cuidou de adquirir outros produtos necessários para a população, como tecidos em várias opções em cores e águas de cheiro, gêneros alimentícios e medicamentos, enfim, como diz na região, um armazém sortido de tudo.


Certo dia Lampião estava na fazenda Ponta da Serra quando soube da chegada desse novo morador e do sucesso que estava fazendo com seu comércio repleto de novidades e bugigangas da moda. Mas soube também de coisas que não deveria saber, que a esposa do proprietário, dona Amélia, dizia vez em quando a uns e a outros “que os cangaceiros eram vagabundos, deveriam trabalhar ao invés de pedir o que é alheio”. 

Deixa que Lampião queria pra mandar buscar ao casal um conto de réis e duas caixas de bala de rífle. O marido até que não era de muita conversa, mas a mulher mandou a resposta sem muita diferença dos comentários que já fazia.

Passaram-se algumas semanas. Até que numa tarde risca no largo na única rua do povoado uns vinte cavaleiros em possantes cavalos. Uns amarram os animais no tronco de uma árvore frondosa, outros levam pra o oitão da igreja, onde não falta a meninada que se prontifica logo em dar água e comida às montarias. De dentro das casas e bodegas começam a sair as pessoas se dirigindo para os recém chegados abraçando e dando boas vindas aos cangaceiros e em especial a Lampião.

Todos foram arriando os chapéus e folgando as cartucheiras caminhando para o estabelecimento de secos e molhados de Seu Umbelino saborear suas bebidas mais chegadas, ao mesmo tempo a molecada corria acompanhando os cabras para receberem doces, bolacha, moedas e escutar histórias. Lampião juntamente com Antonio Rosa e Meia Noite foram direto ao comércio do Florentino. Cumprimentaram-se sem rodeios e com a educação natural dos sertanejos. Ao mesmo tempo Lampião corria a vista pelas prateleiras a modo de verificar o estoque e que produtos dispunha na loja que pudesse lhe interessar.

Os dois cangaceiros que acompanhavam o chefe começaram a pedir algumas mercadorias, e o dono ia colocando em cima do grande balcão: u
ma peça completa de tecido cáqui, mais uma peça azul mescla, uma caixa de linha e assim ia avolumando a compra, quando a mulher do dono aparece avexada entrando no comércio vindo de uma casa vizinha. Vendo o marido já embrulhando aquela quantidade de produtos, pergunta em tom desafiador:

- Quem vai pagar?

Lampião responde:

- Estava aguardando a senhora chegar pra dizer que quem vai pagar tudo isso vai ser a sua língua mal criada!

O casal empalideceu, engoliram saliva, arreganharam os olhos ao verem Lampião lentamente puxando um facão da cintura.

Seu Umbelino vinha entrando nesse exato momento e interviu, pedindo que Lampião não fizesse nada com Amélia, que era uma pessoa boa e que não conhecia todo mundo no São João, mas ajudava no zelo da igreja e da escolinha. 

Lampião ponderou, devolveu o enorme facão afiado de morte a bainha, entendeu resmungando qualquer coisa, mas disse que as conversas desaforadas daquela senhora iam custar alguma coisa. 

Os cangaceiros chamaram então as pessoas mais humildes que estavam por ali, mandou formar uma fila e destribuiram boa parte da mercadoria estocada. Por fim, quando não havia mais a quem entregar produtos, atearam fogo nuns rolos de tecidos que estavam na parte mais alta das prateleiras. 

Quando as labaredas começaram a se alastrar pra casa vizinha, os próprios cangaceiros cuidaram de apagar as chamas pra não gerar prejuízos aos que nada tinham haver com a história.

No meio da rua, os cangaceiros com garrafas na mão, rodeados de meninos, dançavam xaxado, cantando:

Livino é prata fina
Lampião cordão de ouro
Amélia é mala velha
Florentino surrão de couro
Olê Mulher Rendeira
Olé mulher rendá...

Essa história é escutada por qualquer pessoa que chega no São João do Barro Vermelho. Foi Ritinha Gomes, neta de dona Especiosa Gomes da Luz, comadre e costureira de Lampião, quem me narrou conforme está aqui.

Extraido do livro LAMPIÃO E O SERTÃO DO PAJEÚ, de Anildomá Willans de Souza.


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BANDA DO EXÉRCITO AMERICANO CANTA FORRÓ DE JACKSON DO PANDEIRO.


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O RASTREADOR - SOBREVIVÊNCIA NA CAATINGA



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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

CARIRI CANGAÇO...MAIS QUE UM EVENTO, UM SENTIMENTO !

Por Cangaceiros Cariri
Kydelmir Dantas, ..., Manoel Severo e ...

..., ... e Amtonio Vilela

Manoel Severo, ... Wescley Rodrigues, ... e ...

Kydelmir Dantas

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"MULHERES DA TERRA" EXIBE A HISTORIA DE DONA ZEFA NA SERRA DA GUIA

Dona Zéfa da Guia

O documentário "Mulheres da Terra" é o resultado de um projeto idealizado pela então estudante de obstetrícia Mayara Boarreto e foi exibido na noite de ontem, dia 16, na comunidade Quilombola da Serra da Guia. Há 8 anos, Mayara busca por parteiras tradicionais no Brasil, o que acabou se tornando uma jornada de aprendizados e encontros pelo mundo. Hoje, Mayara Boarreto é aprendiz de parteira tradicional e formada em obstetrícia pela Universidade de São Paulo.

O documentário Mulheres da Terra é o resultado de um projeto que busca dar visibilidade para as histórias de mulheres que desenvolvem papéis sociais importantes em suas comunidades. Muitos são seus nomes, elas são parteiras, benzedeiras, raizeiras, xamãs e líderes sociais. Histórias de mulheres da terra aparecem no documentário, como: Suely Carvalho, professora e parteira tradicional; Maria d'Ajuda, parteira e pajé indígena; Mamãe Zezé, parteira e líder comunitária; e Zefa da Guia, parteira, benzedeira e líder quilombola.

Conselheiros Cariri Cangaço, Rangel Alves da Costa e Manoel Belarmino
Mayara Boarreto

Os quilombolas da Serra da Guia se aglomeraram na frente da tela, ou melhor, na frente da parede caiada da igreja da comunidade que serviu de tela para a exibição do documentário Mulheres da Terra. Homens, mulheres, meninos e meninas, quilombolas, de olhos arregalados para ver as imagens da comunidade Serra da Guia e as histórias de Dona Zefa da Guia e das outras mulheres da terra. O pátio da capelinha da Nossa Senhora da Guia transformou-se, na noite de ontem, num cinema a céu aberto. Eu , Rose Sousa, Rangel Alves da Costa, Binho do Mercadinho e Ricardo, estivemos presentes para prestigiar Dona Zefa da Guia, Sandro, o povo da comunidade e a equipe do documentário Mulheres da Terra coordenada pela parteira obstetrícia Mayara Boarreto.

Por ocasião de nossa grande Edição do Cariri Cangaço Poço Redondo em 14 de junho de 2018, o Conselho Alcino Alves Costa concedeu solenemente Diplomas de Honra ao Mérito a várias "personalidades de destaque da vida sertaneja". Na noite de abertura do Cariri Cangaço, dona Zefa da Guia recebeu seu diploma das mãos do 
Conselheiro Cariri Cangaço Ivanildo Silveira. 


Manoel Belarmino, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço - Poço Redondo, SE


Quilombo Serra da Guia...
O Quilombo Serra da Guia está localizado no município de Poço Redondo, na região chamada Sertão do São Francisco, no estado de Sergipe. Cerca de 200 famílias ocupam historicamente um território localizado entre o povoado de Santa Rosa do Ermínio, em Poço Redondo, Sergipe, e o município de Pedro Alexandre, na Bahia. A Serra da Guia, que dá nome à comunidade, faz parte do complexo da Serra Negra, cadeia de morros situada na divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. O direito sobre o seu território de 9.013,18 hectares foi validado por decreto de desapropriação publicado em 22 de novembro de 2012. Quem é do Quilombo Serra da Guia reconhece que seu nome faz referência ao passado de resistência à escravidão. A Serra é chamada “da Guia” porque foi usada pelos escravizados como marcação de uma rota de fuga. “Da Guia” também serve para identificar o grupo, adjetivando os nomes dos moradores ou daqueles originários do Quilombo, como no caso de D. Zefa da Guia. As atividades cotidianas são divididas entre dois espaços do território: o Alto e o Pé da Serra da Guia. Na Serra estão localizados as fontes de água, as áreas agrícolas e o cemitério da comunidade. No Alto da Serra também são realizadas as festas mais importantes, em homenagem à Santa Cruz e a N. Sra. da Imaculada Conceição: “A novena é a tradição dos escravos aqui”, diz D. Zefa. “Também fazem um samba de coco. Samba de roda.” O povoamento colonial da região do Sertão do São Francisco começou no século 17, quando as primeiras sesmarias foram distribuídas na margem direita do Rio São Francisco. A Freguesia de São Pedro do Porto da Folha, região onde Poço Redondo está situado, surgiu no século 18 e seus limites chegaram a abranger a maior parte do Sertão do São Francisco.

Fonte: Coleção Terras de Quilombo
Sergipe


ENCONTRO DOS POETAS DA CHUVA...


Acontecerá neste sábado, 11, em Quixadá, no Sertão Central, a 24ª edição do Encontro dos Profetas da Chuva, evento que se tornou tradição e acontece sempre no segundo sábado de janeiro, e que atrai profetas e participantes de diversas regiões do Estado. 

Com realização do Instituto de Violas e Poesia do Sertão Central, este ano, pela segunda vez consecutiva, o encontro ocorrerá no auditório da Faculdade Cisne. As atividades terão início na sexta-feira, 10, na Praça da Cultura, onde ocorrerá XIV Encanta Quixadá – Festival de Violeiros, a partir das 20h.

No sábado, o encontro na Faculdade Cisne ocorrerá a partir das 9h. Todos os anos, o momento é um dos mais aguardados pelos cearenses, que esperam dos estudiosos da natureza, previsões animadoras de chuvas para o sertão.
Dia dos Profetas...
A Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) aprovou em junho do ano passado o Projeto de Lei nº 29/19, que institui o Dia Estadual dos Profetas da Chuva. Com a aprovação, ficou instituído que o dia deve ser comemorado, anualmente, no segundo sábado do mês de janeiro.
Repórter Ceará



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GENTE FEIA E GENTE BONITA

*Rangel Alves da Costa

Há gente feia e há gente bonita. Mas a beleza aqui tratada não diz respeito a dotes físicos, a feições mais ou menos simpáticas, a beleza ou imperfeição corporal, mas sim do se expressa no ser e torna a pessoa feia ou bonita.
Algo assim como expressões de simpatia ou antipatia, de humildade ou de soberba, de singeleza ou de arrogância. Dependendo de como a pessoa seja, logo se terá sua beleza ou sua feiura.
Gente feia não tem amigos. E não os tem pela falsidade, pelo gosto pela mentira, pela aleivosia, pelo desfazimento do outro, pela rede de intrigas que a todo instante procura tecer. Uma gente que age assim é sempre feia.
Gente bonita procura fazer amizades, estende a mão sem orgulho ou hipocrisia, abraça um abraço apertado e verdadeiro, dialoga em igualdade com o próximo, não leva consigo nem a vaidade nem o egoísmo. Uma gente assim sempre se mostra agradável e de boa companhia.
Gente feia coloca defeito em tudo. Nada está bom para uma pessoa assim. Tudo do outro se torna objeto de críticas, de ciúmes, de olho grosso, de descabidos julgamentos. Sempre encontra um motivo para criticar, para dizer que o do outro não presta.
Gente bonita sabe ouvir, sabe falar, sabe silenciar. Gente bonita dá importância ao outro, ouve atentamente o que diz e, mesmo discordando, contesta educadamente. Não procura provocar, não se diz dona da verdade e até volta atrás quando reconhece que errou por algum motivo.
Gente feia passa como se fosse um trator, por cima de tudo e de todos. Possui olhar que mais parece uma metralhadora de guerra. Mira o outro como se estivesse perante um inimigo que precisa dizimar naquele mesmo instante. É uma gente recalcada, de mal com a vida e com o mundo.
Gente bonita abre a janela ao amanhecer, caminha pelos canteiros, alegra-se perante as flores e borboletas, conversa com passarinhos e presta atenção em cada detalhe da natureza. Canta canções ao vento, risca poesia na areia, avista sonhos nas nuvens, possui um fácil e belo sorriso na face.


Gente feia não dá bom dia nem boa noite. Torce para que o outro pise em casca de banana e caia. Sempre torce para que nada dê certo na vida do próximo. Festeja por dentro quando algum conhecido não consegue aquilo tanto almejado. Olha pelas frestas na esperança que todos estejam infelizes.
Gente bonita possui coração bondoso. Convida para uma visita, abre a porte e recebe com satisfação, possui diálogo positivo e faz com que o outro se sinta confortável e bem. Nada do que faz é forçado ou forjado. Demonstra com a verdade o que sente, e até na verdade do sentimento, a pessoa se mostra amável.
Gente feia não tem sentimentos. Tanto faz como tanto fez que morra uma pessoa de sua comunidade. Menos um, é o que logo diz. Não derrama uma lágrima sequer, não demonstra qualquer comoção, petrifica-se pela maldade no coração.
Gente bonita é logo reconhecível. O rosto de gente bonita é bonito, independente que tenha beleza física ou não. O sorriso de gente bonita é bonito, pois suave, espontâneo, terno, meigo e carinhoso. Até a proximidade com gente bonita é bonito. Faz o outro se sentir sempre bem.
Gente feia faz do olhar uma arma. Puxa a escada para o outro cair, puxa a cadeira para o outro desabar, torce sempre pelo pior. O outro nunca presta. O outro só faz coisas erradas. E só ela vive na perfeição. Que coisa mais feia uma gente assim!
Gente bonita é poeta sem escrever poesia. Sabe amar, sabe compreender, sabe sentir o sentimento do outro. Não finge a lágrima, não finge a tristeza, nada finge. Por isso que é tão bonito compartilhar a vida com gente bonita assim!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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LAMPIÃO NO RASO DA CATARINA


Região dos índios Pankararé, cheia de mistérios, lendas e sob a proteção dos guardiões “encantados”, onde Lampião encontrou o seu refúgio ideal, uma espécie de santuário guerrilheiro, no qual descansava de suas idas e vindas, cansado das léguas tiranas do sertão. Um aspecto deve ser ressaltado: 

Lampião não invadiu o território dos índios Pankararé, não impôs o seu estilo de vida e nem desorganizou os costumes ancestrais da tribo. Ao contrário. Os índios Pankararé convidaram-no e ao seu grupo de cangaceiros para que transformassem o Raso da Catarina num abrigo seguro contra as perseguições policiais. O convite feito pelos índios e aceito por Lampião, demonstra que houve uma perfeita identidade cultural entre as duas partes. 


A correspondência cultural e o nível de confiança entre os Pankararé e Lampião tornaram possível que o Raso da Catarina, mais precisamente onde está localizado o desfiladeiro de Trindade, se transformasse numa retaguarda segura e num ponto de apoio logístico de extrema importância para o chefe guerrilheiro. Durante quase uma década , Lampião e seu bando tiveram a proteção, o apoio e a inabalável lealdade dos Pankararé. 

Dadá, viúva de Corisco e uma das sobreviventes do ciclo do cangaço, declarou que o melhor período de sua agitada vida no cangaço foi passado no Raso da Catarina. Disse ela: “Aquilo é que foi uma maravilha ... Não faltava nada. Todo dia tinha caça para comer, era cutia, tatu, peba, caititu. Do mato eles traziam as plantas para a gente fazer remédio e comer ... Hoje, quando ouço falar que o povo por lá passa fome, não acredito. Naquele tempo, no Raso, ninguém morria de fome. Só de tiro.”
Do livro: Sertão Sangrento - Luta e Resistência
De: Jovenildo Pinheiro de Souza


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O ESTUPRO DO SABIÁ E O JUSTIÇAMENTO DO CAPITÃO.


Por João Filho de Paula Pessoa

Em 1930, Lampião foi convidado pelo coiteiro Chico Gordo para comer um peru em sua casa, com isto deixou seu bando na casa de outro coiteiro chamado Silvestre, em Lagoa do Rancho/Ba, e foi atender ao convite. Ao retornar à casa de Silvestre deparou-se com uma cena horrível, a filha de seu amigo, de 13 anos, estava estuprada, em estado lastimável de agressão, aos prantos de choro e seus pais em sofrimento, impotentes e revoltados, e se queixaram dolorosamente à Lampião, que imediatamente perguntou à seus cabras quem tinha feito aquilo, sendo informado que tinha sido Sabiá e que este tinha fugido e encontrava-se entrincheirado ali próximo. 

Lampião mandou Volta Seca e Gavião buscá-lo e pouco tempo depois, estes retornam sem Sabiá e informam que o encontraram e lhe disseram que o Capitão queria lhe falar, mas ele se negou a acompanha-los, ameaçou atirar nos dois e disse:

- Pois eu não vou e vocês não se aproximem! Se o Capitão quer falar comigo que ele mesmo venha me buscar!. 

Lampião ao ouvir isso, reinou de raiva e rapidamente seguiu em direção à Sabiá, furioso, feito um touro raivoso. Ao chegar perto de Sabiá este aponta seu rifle para Lampião e grita:

- Pare Capitão, senão eu atiro, ninguém vai me pegar!

Lampião seguiu andando em direção à Sabiá, inabalavelmente e gritando:

- Atira Cachorro, atira Cachorro!

Sabiá não atirou e foi desmontado por uma coronhada de fuzil de Lampíão, que arrebentou-lhe a boca e quebrou-lhe os dentes e mandou seus cabras, que assistiam a tudo admirados, levassem Sabiá de volta à fazenda, seguindo à frente em passos vexados, largos e firmes. 

Ao chegarem mostrou o agressor ao pai da jovem violentada, mandou dois empregados da fazenda cavarem uma cova e levou Sabiá para lá e disse-lhe:

- Vai morrer porque não prestas, cão! E por causa dessas coisas que falam mal da gente por aí! Mas eu te dou um exemplo pra todos saberem que o bando de Lampião tem vergonha!

Em seguida deu um tiro na cara de Sabiá e mais uns quinze tiros seguidos, gritando:

- Vai-te pros infernos, cão!", grito característico seu. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 30/12/2019.


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O CANGACEIRO 97 - ÓTIMO FILME NACIONAL


MARY CINE

Um bando de cangaceiros espalha medo e terror saqueando cidades do Nordeste. Após sequestrarem Olívia, a sobrinha do prefeito, eles são duramente perseguidos pelas volantes policiais com intensos tiroteios, onde os policiais são mortos e decapitados gerando uma guerra maior. 

O bando é liderado pelo Capitão Galdino e sua mulher Maria Bonita, ela é apaixonado por Teodoro que por sua vez se apaixona por Olivia. Esse quarteto amoroso acaba em tragédia. O filme é fictício, uma mistura de aventura, drama e romance com a ação violenta do cangaço no nordeste. 

O cantor Dominguinhos participa do filme cantando e alegrando o cangaço. 

• Direção: Anibal Massaini Neto • Elenco: Paulo Gorgulho ... Galdino Alexandre Paternost ... Teodoro Luíza Tomé ... Maria Bonita Ingra Liberato ... Olívia Otávio Augusto ... Coronel Aniceto Jece Valadão ...Joca Leitão Joffre Soares ... Tico velho Othon Bastos ... Raimundo Aldo Bueno ... Zé Macaco Jonas Mello ... diretor do presídio Dominguinhos ... Zé Domingues Cláudio Mamberti ... padre Paulo Borges ... Labareda João Ferreira ... Quirino Nilza Monteiro ... filha de Quirino Tom do Cajueiro ....Tico jovem ...

Aviso
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OS ÚLTIMOS CANGACEIROS


https://www.youtube.com/watch?v=EzK-RcnkGg8&fbclid=IwAR0OyGFcHhfXHqWf1njn6uA7NzLV1YYhehFMr1p8M4y3GPGeA5WRxBcEGK4


Fonte: TV DOC-ANIMEFULL Os Últimos Cangaceiros, Jovina Maria da Conceição e José Antonio Souto são dois senhores que levam uma vida bem comum pelos últimos 50 anos. O que ninguém sabe, incluindo seus filhos, é que estes nomes são falsos. A dupla, na verdade, é conhecida como Durvinha e Moreno. Eles integraram o bando de Lampião, o mais controverso e famoso líder do cangaço. A verdade só vem à tona quando Moreno, aos 95 anos, resolveu compartilhar suas lembranças com os filhos, além de sair a procura de seu parentes vivos, incluindo seu primeiro filho.

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MORTE NO MOCAMBO


Por Sálvio Siqueira

No dia 9 de novembro de 1936, alguns cangaceiros tomam chegada na casa de um coiteiro, nas terras conhecida como Algodãozinho, próximo ao povoado Mocambo. Esse povoado localizava-se na estrada condutora as cidades de Itabaiana e Carirra, no Estado Sergipano. Os ‘cabras’ estavam na comemoração da mais nova cangaceira, Cila, que tinha como companheiro o cangaceiro Zé Sereno. Estavam juntos, os ‘cabras’ de dois dos subgrupos do “Rei”. Os subgrupos de Zé Sereno e Luiz Pedro. Durante o dia, aja farra... comida e bebida a vontade pra todo mundo... além disso tudo, ainda tinha um forrozinho. O dia passa sem maiores contratempos. Quando a penumbra da noite encobre aquela localidade, trás em seu manto negro o perigo... Os chefes dos subgrupos não descuidam da segurança e colocam vigias. 


O sargento Deluz, pernambucano, comandante de uma volante de outro Estado, tido como um dos maiores assassinos da região na época... ele, por diversas vezes, amarrou as mãos e os pés de prisioneiros e, colocando-os em uma canoa ou barco, amarrava a outra ponta da corta uma pedra, e, ao chegarem no meio do rio, lançava-os sobre as águas, onde afundavam e morriam afogados...

Manhosamente a volante, por ordens de seu comandante, chega de mansinho, mas, uma das sentinelas dá o alarma.

Neném do Ouro e seu companheiro Luiz Pedro

A pipoqueira começa numa trovoada de estampidos ensurdecedores. A fumaça, levada pelo vento, leva o cheiro de pólvora queimada pra longe... nos dois grupos só estavam duas mulheres, Cila, companheira de Zé Sereno e Neném, companheira de Luiz Pedro. Volantes atacam, cangaceiros defendem-se. Neném, com mais tempo no cangaço, pega Cila pela mão e corre para um curral que existia no oitão da casa, a fim de protegerem-se. Para que a fuga desce certa, os ‘cabras’ seguram o fogo, e outros começam a transpor uma cerca de arame farpado, para adentrarem na mata. De repente escuta-se um baque surdo, algo grande cai por terra. O irmão da cangaceira novata, Gumercindo, grita avisando a Luiz Pedro que sua companheira fora baleada. Luiz, ao ouvir que seu amor estaria ferida, trinca os dentes e volta para socorrê-la... nesse momento um de seus companheiro o derruba e começa a arrastá-lo para dentro do mato... Luiz tenta soltar-se, a coisa tornasse uma briga a parte, Luiz tentando ir onde sua companheira estava e seu companheiro, sabendo que ela estava morta, tentava evitar que ele fosse ferido... Luiz grita com todas as forças que há em suas cordas vocais: “-Fios da puta! Mato tudo, um pur um, raça disgraçada!” (“Lampião – A Raposa das Caatingas”- IRMÃO, Bezerra Lima Irmão. 2ª edição, pg 520. JM Gráfica & Editora LTDA. Salvador – BA, 2014).

Os cabra conseguem evadirem-se do ataque e vão procurar refúgio nas terras da fazenda Lagoa Comprida, cujo proprietário é o coiteiro Napoleão Emídio.

Dentro do cercado, curral onde estava estirado o corpo inerte da cangaceira Neném do Ouro, companheira de Luiz Pedro... Os soldados profanam seu corpo, fazendo sexo nele e, achando pouco, ainda colocam um cão para que faça o mesmo.

Luiz Pedro, como um alucinado, esperneia, chora e grita, pela dor da separação pela morte da sua amada.

Os cangaceiros começam a retirada de onde estão, pois, tem pressa de afastarem-se da Força Policial. Seguem em direção às terras da Pedra D’água, pois era lá na casa de Rosalvo Marinho que se encontrava Lampião.

Fonte Ob Ct.
Foto Benjamin Abrahão
Lampião - o Cangaço seus Segredos - BASSETTI, José Sabino. pg 141. 1ª edição. Nova Consciência. Editora EME. Salto , SP, 2015


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CERTAMENTE SEU PROFESSOR DE HISTÓRIA NÃO TE ENSINOU ISSO NA ESCOLA


Por Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

✔ Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.

✔ A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.

✔ A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os imóveis da família. 

✔ D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.

✔ A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

✔ D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

✔ D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.

 Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.

 Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.

✔ Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.

✔ D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.

✔ 
Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.

 Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.

• Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.

Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

• A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

• (1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

• (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

• (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.

• (1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

• (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

• (1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.

• (1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

• (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

• A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.

"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho. 
Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.

• O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

• Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

• Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

• A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

• D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho.


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