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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

LAMPIÃO TINHA SETE FÔLEGOS?

 Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=2ky2K49m6Os&ab_channel=FolhaPE

Não se sabe quantas invencionices ainda serão criadas daqui para frente sobre a morte do famoso, perverso, sanguinário e rei do cangaço capitão Lampião. São histórias totalmente fundidas na mente de quem não tem nenhum compromisso com a verdade, quase sem pé e sem cabeça, assim como diz o dito popular, que Lampião escapou do ataque feito pelas volantes policiais aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Fazenda Forquilha, em terras de Porto da Folha, hoje denominada Poço Redondo, no Estado de Sergipe. 

Corpo de Lampião na Grota do Angico no dia 28 de julho de 1938

Os criadores de histórias sobre o rei do cangaço capitão Lampião dizem que, ao sair da Grota do Angico  o facínora tomou rumo para o Estado de Minas Gerais, e por lá, morreu de morte natural no ano tal, tal e tal. Todas estas histórias já inventadas são verdadeiras "aberrações", assim como diz o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira.

Se você quiser adquirir este livro entre em contato com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Já falaram tanto da sua morte e que muitos destes não pesquisaram absolutamente nada, inventaram o que bem quiseram, que Lampião morreu ali, acolá, menos na Grota do Angico. Mas nós que estudamos o movimento social dos cangaceiros acreditamos plenamente, que ele foi abatido lá na Grota naquela madrugada triste do dia 28 de julho de 1938.  

Ninguém mais conta a verdade do que os pesquisadores, escritores e cineastas que fazem os seus trabalhos com seriedades, que enfrentaram e ainda continuam enfrentando os cerrados e a caatinga para fazerem as suas pesquisas, apanhando os dados na fonte, isto é, no meio de quem presenciou todo desenrolar dos perversos e sanguinários bandidos nos sertões nordestinos. 

As datas da morte de Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião apontadas pelos depoentes, nenhuma bate com as outras que foram citadas por outros criadores de histórias fantasiadas, mas isto faz parte  de  qualquer estudo, simplesmente por quererem aparecer no mundo cultural. 

Neli Conceição filha dos cangaceiros Moreno e Durvinha e José Geraldo Aguiar.

O saudoso escritor e fotógrafo José Geraldo Aguiar que nasceu na Vila do Morro (município de São Francisco), em 16 de outubro de 1949, e escreveu um livro sobre o suposto Lampião que residia em Buritis, no Estado de Minas Gerais, revela que ele morreu no ano de 1993. 

Vamos ler estes pequenos parágrafos que escreveu o autor: 

(...)

"Há quatro anos e meio, Aguiar recolhe dados sobre um fazendeiro, dono de 300 hectares, que se instalou no início dos anos 50 na margem esquerda do rio São Francisco, na cidade que leva o mesmo nome do rio, em Minas Gerais. Alguns fatos estranhos cercaram a vida do fazendeiro. Aguiar identificou pelo menos dez nomes diferentes usados por ele. Tanto que o conheceu como João Lima, os amigos tratavam-no por Luís, na lápide do cemitério está escrito Antônio Teixeira Lima e na certidão de óbito consta o nome Antônio Maria da Conceição.

O fazendeiro morou em pelo menos 15 cidades diferentes com Maria Lima (supostamente Maria Bonita), em quatro Estados (Minas Gerais, Bahia, Alagoas e Goiás) - além de São Francisco, ele morou em Montes Claros, Irecê e Buritis, entre outros municípios. A tendência foi sempre morar às margens do rio São Francisco. 

Com Maria Lima teve dez filhos, o mais velho hoje com 63 anos. Em uma viagem à Bahia, conheceu Severina Alves Moraes a Firmina, com quem teve uma filha, hoje com 22 anos. Depois da morte de Maria Lima, o fazendeiro passou a morar com Firmina.

Segundo Aguiar, o fazendeiro temia represálias pelos crimes atribuídos a Lampião e, por isso, além de se esconder durante todo esse tempo, só autorizou que sua história fosse contada após sua morte".

(...)

Uma pergunta que jamais será respondida vez que o escritor já faleceu: Por que o fotógrafo José Geraldo Aguiar pediu às autoridades mineiras o direito de exumação dos restos mortais do suposto Lampião de Buritis, quando seria bem mais fácil colher o material necessário para o "DNA" com a filha de Severina Alves Moraes a Firmina, que é ou era também filha do Lampião de Buritis? Confira clicando no link abaixo:

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/11/13/brasil/22.html#:~:text=Segundo%20Aguiar%2C%20o%20suposto%20Lampi%C3%A3o,%2C%20em%20Buritis%20(MG).:


Para fazer o "DNA" dos restos mortais deste senhor que foi enterrado em Buritis no Estado de Minas Gerais não seria tão difícil, porque a filha do suposto Lampião com Severina Alves de Morais a Firmina que por lá reside, tem o material necessário, sem necessidade de abrir túmulo para fazer a exumação da ossada dele. 

Mas até hoje a gente não sabe o que é que impede que as autoridades não têm interesses para colocarem um ponto final nesta dúvida, que o cangaceiro capitão Lampião teria morrido em Buritis, e não no Sertão nordestino, no Estado de Sergipe. 

Colorida por Rubens Antonio. - 
Foto feita pelo Benjamin Abraão.

Este outro senhor abaixo, ex-volante que aparece no vídeo acima, no início do texto, de nome Andrelino Pereira Filho, que serviu entre o ano de 1922 e 1938, na Corporação policial do Estado de Pernambuco, e é o único policial ainda vivo (não sei se já faleceu porque a entrevista foi em 2018), do período da chacina aos cangaceiros na Grota do Angico, afirma que o capitão Lampião morreu no ano de 1963, numa  propriedade denominada "Fazenda São Francisco", lá no Estado de Minas Gerais.

Andrelino Pereira Filho, único policial ainda vivo com 104 anos em 2019.

No vídeo, o sargento aposentado Andrelino diz que foi um amigo seu que falou da morte do capitão Lampião, e que  naquele momento que lhe falara, ele estava vindo do seu enterro.

As suas informações não têm segurança, porque elas não detalham o lugar do sítio da fazenda onde supostamente o capitão Lampião teria falecido, e nem tão pouco a cidade deste sítio. Toda fazenda pertence a um sítio, e todo sítio está localizado nas terras de uma cidade, e qualquer cidade tem o seu Estado. O Estado foi dito que era em Minas Gerais. E por que o sítio e a cidade não foram revelados pelo policial aposentado?

O seu Andrelino fala também que Lampião passava em sua casa para tomar café, e chamava a sua mamãe de comadre. Mas depois ele percebe que foi muito além da verdade, e tenta se livrar do que disse ao cineasta sobre o capitão, e fala que eram os cangaceiros que passavam por lá, não Lampião, porque ele só andava sozinho. 

Pelo o que eu sei e aprendi no estudo sobre os cangaceiros o capitão Lampião não andava sozinho, sempre estava rodeado de facínoras, como vive uma abelha-rainha de uma colméia, que ali está segura pelas suas comandadas. Assim era o rei do cangaço, que em todos os lugares que estava, ou mesmo nos locais que fazia o seu amado coito, no intuito de descansar da fadiga e fazer seus planejamentos de invasões aos sítios, propriedades e até mesmo em pequenas cidades, o capitão permanecia rodeado de desordeiros.

Por respeito ao senhor volante policial, pela sua idade além dos 100 anos vividos, e principalmente pela respeitada e gloriosa corporação da polícia militar do Estado de Pernambuco, que ele pertenceu, e não quero aqui tirar os méritos do seu Andrelino, mas tenho a dizer que, me parece ser invencionice as informações que ele cedeu ao cineasta que fez as suas gravações.  

O disse me disse é uma expressão que se relaciona a boatos não verdadeiros. Assim fez o policial seu Andrelino, que acreditou cegamente no seu amigo, que disse que vinha do enterro do capitão Lampião. O policial ouviu um chocalho tocando, mas não procurou saber bem o local que estava o animal chocalhado.

Suposto Ezequiel Ferreira da Silva

O caso do suposto Ezequiel que morava no Piauí e que em 1984 chegou à Serra Talhada, antiga Villa Bella, no Estado de Pernambuco, se dizendo ser o verdadeiro Ezequiel Ferreira da Silva, irmão mais novo dos Ferreiras, e que tinha ido lá tirar seus documentos para uma possível aposentadoria, disse que Lampião morreu no ano de 1981, mas lamentavelmente, as suas informações, para mim e para os que pesquisam a vida criminosa do capitão, nada verdadeira, tudo mentira. 

O cineasta José Geraldo Aguiar escreveu em seu livro Lampião, O Invencível..., que a data do falecimento de Lampião foi em 1993 em Minas Gerais. O seu Andrelino confirma a morte do capitão em 1963, também em Minas. Já o suposto Ezequiel Ferreira diz que o seu irmão (caso seja) Lampião faleceu no ano de 1981. Mas os cangaceirólogos afirmam com convicção que Lampião morreu na Grota do Angico no Estado de Sergipe, na madrugada de 28 de julho de 1938, que realmente é a pura verdade.

Cabeça do capitão Lampião. Você acha que não é?

E de quem seria esta cabeça que foi arrancada do corpo de um indivíduo  e levada para Alagoas, no dia da chacina feita contra aos cangaceiros que se encontravam na Grota do Angico? Já que insistem em dizer que ele não foi morto lá na Grota, teria sido assassinado um outro indivíduo, digamos assim, um infeliz sósia do capitão Lampião, levaram-no e lá amarraram-no para aguardar o momento certo do ataque aos facínoras? 

Lampião e Maria Bonita. - Foto feita pelo Benjamin Abraão.

Mas é assim mesmo. Cada um cavaleiro com o seu cavalo no hipódromo em posição de corrida. E quem lá não estiver presente, não será famoso em lugar nenhum. Assim foi o policial aposentado seu Andrelino Pereira Filho que levou o seu cavalo e o posicionou para participar das corridas dos cangaceiros. Mas o mais importante é se apresentar aos jornalistas e pesquisadores como um volante que era mesmo de verdade da época de Lampião. Acredite quem quiser o que ele falou a este cineasta. Eu não sou nenhuma autoridade no assunto, mas foram mais palavras fantasiadas que saíram da boca do seu Andrelino, do que vocábulos verdadeiros.

Bando de Lampião - Foto feita pelo Benjamin Abraão.

Ser famoso pelo menos por um momento não é qualquer um que poderá ser, porque, precisa imaginar o que será o bicho do dia seguinte, para jogar na roleta da fama. A fama faz o indivíduo feliz e conhecido no país que mora ou mesmo em outros países, mas para ser famoso tem que ser bom com as suas invencionices.

Mesmo eu discordando de algumas informações do volante seu Andrelino Pereira Filho, eu desejo a ele mais e mais anos de vida! Felicidade para o senhor, seu Andrelino! 

Informação ao leitor: 

O que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, e nem tão pouco prejudicará o que os cineastas gravaram, e o que os pesquisadores e escritores escreveram. Apenas eu apresentei as falhas dos depoentes e não dos que fizeram as entrevista e as gravações.

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LIVROS SOBRE CANGAÇO



Através do e-mail abaixo dê um pulinho até Cajazeiras no Estado da Paraíba para saber se o professor Pereira tem estes livros.

franpelima@bol.com.br

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domingo, 29 de novembro de 2020

PADRE JOSÉ KEHRLE E OS CANGACEIROS

 Por Beto Rueda

Padre José Kehrle, homem admirável, culto, proveniente de família Judia, nasceu em 19 de maio de 1891, na cidade de Rheinstetten, Alemanha. Cursou medicina na Universidade de Munique tendo desistido da carreira no último ano de faculdade para ingressar no seminário e tornar-se sacerdote. Veio para o Brasil em 1909, optando pela vida religiosa e ordenou-se em 14 de março de 1914, no Mosteiro de São Bento, em Olinda-PE.

Transferiu-se no ano seguinte para Quixadá-CE., onde chegou a ter contato com o Pe. Cícero, em Juazeiro do Norte. Foi encarregado de assumir a secretaria do bispado de Floresta, onde ficou por quatro anos. Tornou-se o primeiro pároco de Rio Branco, atual Arcoverde.

Assumiu a paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Vila Bela (atual Serra Talhada), ficando também responsável pela paróquia de São José do Belmonte.

Conheceu Virgolino Ferreira, o Lampião, ainda no começo de sua vida como cangaceiro, sendo inclusive seu conselheiro. Ainda em sua missão pelo Sertão pernambucano, o padre alemão passou pelas cidades de Venturosa, Afogados da Ingazeira, Brejo da Madre de Deus e Moxotó. Por fim, chegou em Buíque no ano de 1947.No ano de 1967, a pesquisadora e escritora Aglae Lima de Oliveira, foi a Buíque e coversou com ele: segundo Oliveira(1970, p.126)."Tive a satisfação de conhecê-lo pessoalmente. Pesquisador do banditismo, inteligente, forte sotaque germânico, estimadíssimo na cidade. Conta com 76 anos de idade. Possui vasto documentário sobre o cangaço. Conheceu de perto todos os problemas desse fenômeno. Recorda-se de Lampião como cangaceiro iniciante em Vila Bela.Perguntei:

- Padre, Lampião e os cabras confessavam-se com o senhor?

- Não.

Nunca se confessaram comigo, os outros padres, tenho certeza, não os receberam no confessionário.

- Fale padre, sobre a personalidade de Lampião, pois tão bem o conheceu.

- Eu fui vigário em Vila Bela, conheci Lampião quase menino. Ele me obedecia. Tomava-me a benção, desarreado e desarmado. Todos os cangaceiros assistiam a Santa Missa, com os chapéus na mão, respeitosos.

No momento que chegavam às capelas, as armas eram ensarilhadas, guardadas e trancadas na sacristia.

Os cabras não perdiam missa, principalmente se incursionassem nas fazendas e povoados pertencentes a paróquia onde eu era vigário. Eram fiéis as missas celebradas por mim. Prestavam atenção ao aviso das próximas, fitavam-me com respeito e absoluto silêncio.

- A polícia sabia que Lampião assistia a missa nas capelas da sua Paróquia?

- Sabia, e nunca foram procurá-los nas igrejas.

- Padre, fale sobre Sinhô Pereira.

- Conheci muito. Era de família nobre, neto do barão Andrelino Pereira do Pajeú. Teve suas razões para entrar no cangaço.

- Padre Kehrle, conheceu outros cangaceiros?

- Conheci todos em minha região, até 1940.

- O que achava da personalidade deles, da religião, costumes e da vida que levavam?

- Observava que o meio e as injustiças sociais foram responsáveis por todos os bandidos do Nordeste. Sobre a religião, eu ficava impressionado diante da fé e da confiança. Não desviavam a atenção das imagens e da minha pessoa. Ouviam o meu sermão cabisbaixos. Rezavam rosários e orações fortes.

- Padre Kehrle, fico impressionada com a personalidade complexa dessa gente. Eles não temiam a surpresa de as volantes cercarem as capelas?

- Não.

As volantes também me respeitavam e jamais escolheriam as igrejas para cercar bandos desarmados. A polícia também nunca castigou padres. Lembro-me de que, depois da missa, eu retirava do bolso da minha batina a chave da sacristia e Lampião distribuía as armas e os arreios.

Anotei os costumes e a vida que levavam e consegui encher uma mala cheia de documentários.

- Padre, o senhor aparenta gostar também do assunto?

- Imensamente.

Sou alemão de nascimento mas amo profundamente o Brasil. É a minha segunda pátria, vivo a muitos anos nos sertões.

- O que mais o impressionou em Lampião?

- Seus modos. Era calmo. Falava manso. Atendia aos meus pedidos.

- O senhor lhe solicitava que abandonasse o cangaço?

- Sim. Várias vezes.

Ele baixava a cabeça, segurava o fuzil e dizia:

- Padre José, não tem mais jeito."

José Kehrle faleceu em Buíque no dia 06 de agosto de 1978, aos 87 anos. Sua grandiosa contribuição é lembrada para a história do interior de Pernambuco.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA. Aglae Lima de. Lampião, cangaço e Nordeste. 2.ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1970.

MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa, 2004

https://cariricangaco.blogspot.com/2020/11/padre-jose-kehrle-e-os-cangaceiros.html

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LOUSADA: VIDA DE ZÉ DO TELHADO RETRATADA EM MOSTRA DOCUMENTAL

 Por valsousa.tv - Vale do Sousa TV

https://www.youtube.com/watch?v=45MMDVqo1wU&ab_channel=valsousa.tv-ValedoSousaTV

José Teixeira da Silva mais conhecido como Zé do Telhado. Chefe de quadrilha e responsável por inúmeros assaltos pelo Norte de Portugal. Zé do Telhado roubava aos ricos para dar aos pobres. Luís Peixoto recuou mais de 100 anos na história e recriou a vida desta personagem histórica através da exposição “Zé do Telhado: presente, passado e futuro”.

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JOSÉ DO TELHADO - A LENDA BANDIDA DE PORTUGAL

 

https://www.youtube.com/watch?v=sAEaeCDyxK4&ab_channel=FernandaEsteves

Vídeo narrado sobre a história de José do Telhado, um bandido famoso do início do século dezenove em Portugal.

https://www.youtube.com/watch?v=sAEaeCDyxK4&ab_channel=FernandaEsteves

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O GRANDE COMBATE DA MARANDUBA

Por Paulo Dias Pereira
 

Apesar da inferioridade numérica, os bandoleiros contavam com um chefe experimentado nas guerrilhas das caatingas. Figura polêmica, tido por uns como um vingador, por outros como um verdadeiro monstro, Lampiao era reconhecido por todos, como um fantástico estrategista. conhecia como poucos o território sertanejo e sabia colocar os seus homens em locais adequados, o que os deixava praticamente ocultos e inacessíveis.

Além disso os cangaceiros supersticiosos e aguerridos, pareciam ser, no calor da batalha, combatentes mais ousados. combatiam soltando pilhérias, provocando incessantemente os seus rivais, desmoralizando-os.

Desafiavam a morte, e ao soltar berros e insultos, queriam semear o pavor entre os seus antagonistas, o que geralmente ocorria (a misteriosa vida de Lampião).

https://www.facebook.com/groups/179438349192720

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ANTIGO REDUTO DE MARCOLINO PEREIRA DINIZ E COITO DE LAMPIÃO.

Por Geraldo júnior

https://www.youtube.com/watch?v=YV_vUj5vK0k&feature=share&fbclid=IwAR3xNLy25ynuuzgQ3Vl7T_sRyNEWT0eZzU6_Oev7W2DEL-Hx3u2W2RPCUU0

SACO DOS CAÇULAS

Antigo reduto de Marcolino Pereira Diniz e coito seguro de Lampião.

Lembrando que nessas terras foi assassinado e enterrado o temível e destemido cangaceiro Meia-Noite I (Antônio Bagaço).

Cangaçologia

O Sítio Saco dos Caçulas que fica localizado no município paraibano de São José de Princesa, pertenceu no passado ao célebre Marcolino Pereira Diniz, sobrinho e cunhado do coronel Zé Pereira de Princesa (Paraíba). O Sítio Saco dos Caçulas engloba uma grande faixa de terras, onde muitas vezes Lampião e sua gente permaneceram acoitados sob a proteção de Marcolino Pereira Diniz, que por sua vez mantinha uma estreita relação de amizade com o afamado chefe cangaceiro. Outro cangaceiro famoso que utilizava a região como refúgio e esconderijo era o cangaceiro Meia-Noite I (Antônio Bagaço), tendo inclusive sido morto e enterrado nas terras do Sítio Saco dos Caçulas. Histórias que em breve contaremos aqui no canal... Cangaçologia. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! 

Atenciosamente: GERALDO ANTÔNIO DE SOUZA JÚNIOR

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EM MÃOS O PUNHAL QUE PERTENCEU AO CANGACEIRO MEIA-NOITE I...

 Por Geraldo Júnior

... personagem da história cangaceira que estou há mais de dois meses no encalço.

Meia-Noite que foi morto e enterrado nas terras do Sítio Saco dos Caçulas no município de São José de Princesa na Paraíba.

Peça pertencente ao acervo do confrade Louro Teles. - (Calumbi - Pernambuco).

Geraldo Antônio De Souza Júnior

https://www.facebook.com/photo?fbid=1752918031538752&set=gm.3634645366592410

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PESQUEIRA: EX-POLICIAL MILITAR MAIS ANTIGO DE PERNAMBUCO É HOMENAGEADO PELA 8ª CIPM

 Por Carlos Britto

Foto/Divulgação

Uma solenidade na tarde da última sexta-feira (13) foi marcada por uma homenagem especial do 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) a Andrelino Pereira Filho. Aos 104 anos de vida, ele é o ex-PM mais antigo da corporação do Estado de Pernambuco.

Seu Andrelino nasceu em 18 de março de 1914, no município de Cabrobó (PE), Sertão do São Francisco. Em 1° de junho de 1936, ingressava nas fileiras da Polícia Militar.

Alçado ao estatus de sargento, trabalhou nas cidades de Gameleira do Moxotó, Águas Belas, Recife, Pesqueira, São José do Egito, Serra Talhada e Arcoverde, participando de muitas operações. Inclusive chegou a integrando as chamadas ‘Forças Volantes’, que combatiam o cangaço no Interior do Nordeste Brasileiro. Aposentou-se em 22 de junho de 1966, após cumprir 30 anos de serviços.

Na ocasião da homenagem, foi entregue pelo Major Lúcio Flávio, comandante  8° CIPM, uma placa alusiva à passagem de  seus 104 anos e agradecimento pelos 30 anos de serviço prestados  à corporação e a sociedade pernambucana, além do título de Cidadão Pesqueirense, reconhecido pela Câmara Municipal, e mais duas placas de homenagens dadas respectivamente pelos presidente da Associação dos Militares da Reserva Remunerada (AMERRPE); a outra, pelo chefe de Instrução do Tiro de Guerra de Pesqueira, o 1° Sargento Hamilton. Prestigiaram a homenagem o deputado estadual João Eudes, a prefeita Maria José, além de vereadores, secretários e familiares de Seu Andrelino.

https://www.carlosbritto.com/pesqueira-ex-policial-militar-mais-antigo-de-pernambuco-e-homenageado-pela-8a-cipm/?fbclid=IwAR1uH3OMoZ_4OVr87TZaZNtEwCdvXQ6_PIbVrusVc-9oJCNhhgq1o3mnvGU

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ANTONIO FRANCISCO

 Por Kydelmir Dantas

PRECONCEITO... Na visão do poeta ANTÔNIO FRANCISCO... Do livro VEREDAS DE SOMBRAS...


https://www.facebook.com/memories/?source=promotion_feed_story&story_id=1773481412763035&qp_h=AZLdibez4wAABjtqGvo

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sábado, 28 de novembro de 2020

CASA DE DONA JOCOSA AVÓ DE LAMPIÃO

 Por José Mendes Pereira

 O sertão que Lampião pisou. Márcio Vasconcelos. Reprodução

Algumas pessoas afirmam que esta foto abaixo é dona Jacosa avó do sanguinário e carrasco Lampião, mas não é. Esta é dona Francisca conhecida por Chica Jacosa, que era filha de dona Jacosa.


Nesta foto abaixo que foi desenhada por Lauro Villares (a primeira na parte superior do desenho) era dona Jacosa avó de Virgolino Ferreira da Silva o Lampião, e era a mãe de dona Maria Sulena da Purificação e de dona Francisca Jacosa.

Não confundir. Dona Jacosa está no desenho na parte superior. Se existe foto de dona Jacosa feita por fotógrafo eu desconheço.

Infelizmente eu não tenho muito o que falar sobre ela, como por exemplo: quem eram seus pais, irmãos e onde nasceu.  Sei que ela residia a 200 metros da casa de José Ferreira dos Santos e dona Maria Lopes os pais de Lampião. 

Mas se você quiser saber um pouco sobre dona Chica adquira o livro "Lampião a Raposa das Caatingas" do escritor José Bezerra Lima Irmão.

Afirmam os pesquisadores do cangaço que desde menino Virgolino Ferreira da Silva vivia mais na casa da avó, costume de algum neto viver mais agregado aos avós que moram perto da casa dos pais.

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( CARTA DO PADRE CÍCERO A LAMPIÃO ).

Por Luiz Bento

Na Fazenda Malhada Grande no município de São José do Belmonte, antes Manissobal, morava José Simplício Pereira o " Pereirão " casado com Virginia filha do Major José Inácio do Barro Ce. A Fazenda Malhada Grande é divisa com Fazenda Baixa Grande no município de Jati-Ce antes Macapá, as duas Fazendas dividem os dois municípios, Belmonte - Pe e Jati - Ce, também fronteiras dos Estados: Pernambuco e Ceará. Nos arredores da Fazenda Malhada Grande no final de fevereiro do ano de 1926, Lampião recebeu uma carta do Padre Cícero Romão Batista convidando que fosse até Juazeiro junta-se aos homens do padre para dá combate aos revoltosos da " Coluna Prestes ". Movimento dos Jovens Tenentetista do Brasil, liderado por Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. O tenente Francisco das Chagas Azevedo comandante do Batalhão Patriótico de Juazeiro, foi o Portador da referida " Carta ". Lampião, desconfiado com sempre levou até Manoel Pereira Lins, Né da Carnaúba no Pageú, pudesse averiguar a autencidade da assinatura. Em resposta a desconfiança imposta por Lampião, o Coronel Né Pereira afirma ser a letra e assinatura do padre Cícero. Disse a Lampião, então eu vou a Juazeiro atender seu chamado, mandou seus companheiros se prestarem e pé na estrada.

Macapá atual Jati - CE em 02 de março do ano de 1926, foi porta de entrada a receber Lampião e seu numeroso grupo de 49 Cangaceiros a caminho de Juazeiro para incorpora-se ele e seu grupo no batalhão em defesa de uma possível ataque a terra do Padre. " Luís Bento ".

CASA DA CULTURA

APOIO, Prefeitura Municipal de Jati-Ce

DIRETOR DE CULTURA

Luís Bento de Sousa.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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CASA DE DONA JOCOSA AVÓ DE LAMPIÃO

Por José Mendes Pereira

 O sertão que Lampião pisou. Márcio Vasconcelos. Reprodução

Algumas pessoas afirmam que esta foto abaixo é dona Jacosa avó do sanguinário e carrasco Lampião, mas não é. Esta é dona Francisca conhecida por Chica Jacosa, que era filha de dona Jacosa.


Nesta foto abaixo que foi desenhada por Lauro Villares (a primeira na parte superior do desenho) era dona Jacosa avó de Virgolino Ferreira da Silva o Lampião, e era a mãe de dona Maria Sulena da Purificação e de dona Francisca Jacosa.

Não confundir. Dona Jacosa está no desenho na parte superior. Se existe foto de dona Jacosa feita por fotógrafo eu desconheço.

Infelizmente eu não tenho muito o que falar sobre ela, como por exemplo: quem eram seus pais, irmãos e onde nasceu.  Sei que ela residia a 200 metros da casa de José Ferreira dos Santos e dona Maria Lopes os pais de Lampião. 

Mas se você quiser saber um pouco sobre dona Chica adquira o livro "Lampião a Raposa das Caatingas" do escritor José Bezerra Lima Irmão.

Afirmam os pesquisadores do cangaço que desde menino Virgolino Ferreira da Silva vivia mais na casa da avó, costume de algum neto viver mais agregado aos avós que moram perto da casa dos pais.

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O JOGO E O RABO

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 de novembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.425


Antônio Honorato ou Tonho de Macelon, tinha um bar no Comercio de Santana do Ipanema, ponto de encontro da juventude social da época. Era o maior decifrador de charadas de Alagoas. Gostava muito de poesia e apreciava ouvir um programa de repentistas no rádio chamado “Onde Está o Poeta?”. Em seu bar discutiam-se, principalmente, futebol e política.

José Maximiano era um senhor, aposentado, que gostava muito de poesia, futebol e jogo de baralho. Era apologista do repente e amigo de Tonho de Macelon, assíduo ouvinte do mesmo programa “Onde Está o Poeta?” Mas nem sempre a pessoa está no momento exato do humor para apreciar poesia.

José Maximiano morava à Rua Nova e, o bar de Antônio Honorato, vizinho à entrada do hotel de Maria Sabão, à Praça Senador Enéas Araújo, atual.

A jogatina do baralho ficava nos fundos do bar de sinucas de Manoel Barros, (fora chefe político no governo Arnon de Melo e dono de cartório) na mesma praça acima, esquina Comércio/Rua Nilo Peçanha, onde também havia uma saída da casa de jogo.

José Maximiano era doce e explosivo conforme a ocasião. Certa noite descera até o bar de sinucas, atravessara as mesas e fora direto para o jogo querendo aventurar alguma coisa no baralho. Mas àquela noite a sua sorte não estava por perto. Perdia uma parada atrás da outra na roda dos veteranos.

A cada parada perdida, Maximiano inchava de raiva igual a sapo cururu.

Já era quase madrugada quando Tonho Macelon entrou no bar de sinucas e se dirigiu até o antro. Na mesa de jogo conheceu José Maximiano, seu amigo apologista. Estava de costas e não deu para o desavisado Tonho contemplar o seu semblante. E assim, o charadista chegou perto do amigo jogador, agachou-se e disse baixinho, perto da nuca, referindo-se ao programa que ambos sempre ouviam:

-- “Onde está o poeta?”.

Má hora para o charadista. Zé Maximiano meteu as duas mãos na mesa de jogo, levantou-se para explodir e respondeu gritando, olhos arregalados e babando de raiva:

-- Tá no rabo da mãe, seu fio da peste.

Um silêncio pesado tomou conta da jogatina após o rabo da mãe.

SANTANA SOBRE TELHADOS. (FOTO: B. CHAGAS).



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UM POUCO DA HISTÓRIA DO SÍTIO QUINTOS ANTIGO- EQUADOR RN

Por Hellyo Viturino

#Cangaço #História #Antiguidade Augustinho é um antigo morador e herdeiro no Sítio Quintos município de Equador RN, fala sobre as coisas antigas, passagem de cangaceiros e outras coisas contadas pelos mais velhos. O Sítio Quintos fica em Equador, divisa Com Parelhas no RN

https://www.youtube.com/watch?v=ZdiQIEP0XMw&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3PFh_Qd8e1GF3jack6pJR0DBXgXFghs2puYiv_SH9ZYglM03gMHpYKS9A

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HISTÓRIA DO BRASIL REPUBLICANO 1889-1934

Volante alagoana subindo em direção à Grota do Angico, na divisa de Alagoas com Sergipe, em 1938, no fatídico 28 de julho que culminaria com o tiroteio que deu cabo de Lampião, o Rei do Cangaço, e parte de seus cangaceiros (Foto: Arquivo – Autor Desconhecido)

Fonte: https://tribunahoje.com/.../07/30/lampiao-morte-recontada/

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1522482861293986%2C1522309871311285%2C1521916081350664%2C1521721454703460%2C1521613008047638&notif_id=1606438394905199&notif_t=group_activity&ref=notif

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CASSIMIRO HONÓRIO LIMA, VALENTÃO E CHEFE DE CANGAÇO LENDÁRIO NA RIBEIRA DO NAVIO, PERNAMBUCO.

 Beto Rueda

Fonte:

MELO. Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa, 2004.

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CANGACEIRO CASSIMIRO HONÓRIO X JOSÉ DE SOUSA 

A AÇÃO NOBRE DE UM RUDE

Por Ângelo Osmiro Barreto

Em 1910, durante o período da Semana Santa, o lendário Cassimiro Honório do Navio, velho cangaceiro do alto sertão pernambucano, da afamada região do Navio, promoveu formidável cerco ao seu inimigo José de Sousa.

Melânia filha de Cassimiro Honório havia sido “roubada” por José de Sousa. O pai da moça, inconformado com a atitude do jovem sertanejo, arregimenta um grande contingente de cangaceiros e retoma a filha do jovem apaixonado. O episódio cria grande rivalidade entre os dois sertanejos, homens valentes e acostumados às lutas, numa época em que as divergências eram resolvidas à bala. A justiça, pouco ou nada fazia para resolver essas pendengas.

Durante um grande cerco promovido por Cassimiro Honório à fazenda de José de Sousa que durou sete dias, um fato interessante chamou a atenção de todos.

Dentre muitos homens valentes de ambos os lados, um iria se destacar pela sua atitude nobre. José Rajado, sertanejo rude com sangue no olho como se diz até hoje naqueles sertões, brigava entrincheirado ao lado dos comandados de Cassimiro Honório.

Passados três dias de luta renhida, José Rajado escuta um choro de criança vindo de dentro da casa sitiada. O choro persistente chamava a atenção do cangaceiro. Aquela criança aos prantos só poderia estar com fome, pensa o cangaceiro naquele momento da luta. Em ato repentino José Rajado levantou as mãos e aos gritos pediu para que o tiroteio fosse suspenso.

Surpresos com a atitude pouco comum do bravo sertanejo, os contendores pararam os tiros, o silêncio tomou conta do lugar por alguns momentos, o cangaceiro propôs aos sitiados que se prometessem não alvejá-lo, iria ao curral, ordenharia umas cabras e levaria o leite para a criança que estava chorando com fome.

José de Sousa prometeu todas as garantias a José Rajado que confiando na palavra empenhada do inimigo, foi ao curral encheu um balde de leite e deixou-o em frente à porta da casa sitiada. Retornou ao seu local de combate e após estar novamente seguro, o tiroteio recomeçou. O cangaceiro José Rajado, apesar de toda sua rudeza, acabara por praticar um ato da mais alta nobreza.

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CANGACEIRAS DA "EMPRESA DE CANGACEIROS LAMPIÔNICA & CIA." DO AFAMADO E SANGUINÁRIO CAPITÃO LAMPIÃO.

Trabalho sublime de Luci Guimarães

De pé: Dadá, Dulce, Moça, Maria Jovina, Cristina, Adília, Sila e Durvinha. 
Sentadas: Inacinha, Dona Maria Bonita e Nenén do Ouro.

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