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segunda-feira, 29 de março de 2021

VACINA, SIM

 Clerisvaldo B. Chagas, 29 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.499





     E vamos nós para o Bairro e Rua São Pedro onde estava havendo vacinação, 24 de março. Chegada a nossa vez, não podíamos vacilar na bênção da Ciência, embora encarando tudo com normalidade. No sistema drive-thru, a Saúde bem organizou o lugar e o trânsito. Os automóveis seguiam pela Rua Antônio Tavares, atingiam a Rua São Pedro, abaixo da praça onde se encontrava a equipe da Saúde, vacinavam seus idosos e seguiam em frente até o final da do trajeto onde subiam pela primeira ladeira e escolhiam suas opções. 15 horas, o movimento estava fraco e apenas pegamos um automóvel na frente, nenhum atrás de nós. Uma tranquilidade.  Documentos à mão, rapidamente atendidos e a expectativa da agulhada. Sorte de encontrar alguém da mão de seda. Apenas uma picada de mosquito, nenhuma reação, como se não tivéssemos sido vacinados. Agradecimentos ao pessoal da Saúde, ao santo do bairro; dever e direito cumpridos, retorno a casa e espera da segunda dose.

Tudo isso fazia lembrar a vacinação contra a varíola, acontecida no tempo de criança no Grupo Escolar Padre Francisco Correia. Naquela ocasião, nós, os alunos, fomos vacinados por uma equipe volante da Saúde e que era usada para “arranhar” o nosso braço, uma espécie de pena de escrever (ainda hoje carrego a cicatriz). Lembro-me ainda de uma única pessoa da equipe de Vacina que era o primo Zé Chagas. A epidemia da varíola foi tão aterrorizante quanto o Covid de hoje. No rio Ipanema já havia uma loca natural para onde eram conduzidos os infectados. Ali, ou escapavam ou morriam.

Tempos difíceis aqueles. Vi muitas pessoas pintadas com as manchas na pele. Cenas desagradáveis, principalmente quando se tratava de pessoas da pele negra quando se acentuavam as marcas terríveis da doença. Há alguns anos atrás, subi o rio Ipanema e fui até o lugar denominado Poço Grande, onde havia “a loca dos bexiguentos”. Fica numa ilha do rio onde o Ipanema se divide em dois braços. Afirma um místico santanense que aquilo é uma pirâmide construída por alienígenas e que até já recebera equipe da Sociedade Rosa-Cruz do Paraná que atestaram às rochas místicas.

Nunca mais andei por aquelas bandas.

Xô, xô... Epidemias!

SÃO PEDRO, PRAÇA DA VACINA (FOTO: ACERVO B. CHAGAS)


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AMOR E TRAGÉDIAS FEMININAS NO CANGAÇO

Por João Costa

Às mulheres do cangaço pode-se atribuir a base do arquétipo da mulher sertaneja por terem sido elas responsáveis pela mudança do paradigma feminino numa região de poucos recursos naturais, assolada por estiagens duradouras, fanatismo religioso, violência extrema, padrões medievais de moral; sem vitimização, lançadas à própria sorte numa “guerra suja” tiveram fins violento, à exceção de Durvinha e outras.

Comecemos pela trajetória da famosa baiana Durvalina Gomes, a Durvinha, que se apaixonou e fugiu de casa com Virgínio Fortunato, um cangaceiro bonitão e viúvo, cunhado de Lampião. Após a morte do amado não deixou o cangaço, tornando-se companheira de Moreno até o fim da vida, vivendo na mais absoluta clandestinidade – nem os filhos sabiam do seu passado.

Virgínio foi morto em um tiroteio provavelmente atingido por “fogo amigo”; pois recentemente, uma filha de Durvinha atribuiu a seu pai, Moreno, a autoria do disparo mortal no rival para ficar com a moça. Durvinha foi uma mulher de muitos segredos!

No fim do cangaço pós-Angico foi trágico para Delmira, de Calais, a segunda mulher do cangaceiro João Calais. O casal caiu numa emboscada urdida pelo coiteiro Totonho Preá. Calais levou um tiro na mão e se escafedeu, Delmira foi ferida no abdome, recebeu socorro, mas não resistiu ao ferimento.

No massacre de Angico em 38, estava por lá uma cangaceira chamada Dinda, que escapou, desapareceu sem deixar rastro ou mandar notícia; Dinha foi outra mulher do cangaceiro Delicado e Doninha, de Boa Vista, casal que se entregou e sobreviveu.

Ninguém sabe que fim levou Dória, de Arvoredo, assim como Dulce, de Criança, que também esteve em Angico; Teve a jovem Maria do Santo, chamada de Dussanto, que viveu com Alecrim, cangaceiro que gostava de banhar-se me perfume e que mereceu o apelido de erva aromática

Chocante foi a trajetória das irmãs Eleonora e Aristéia. A primeira casada com Serra Branca encerrou sua vida fuzilada e decapitada; Aristéia sobreviveu para contar história, falecendo aos 98 anos.

Um tribunal formado por cangaceiros sob chefia de Lampião condenou à morte a cangaceira Cristina, de Português, por adultério. Lídia, de Zé Baiano, teve a mesma desventura.

Todos cochichavam, mas não há registro sobre uma cangaceira, “amiga próxima” de Virgulino Ferreira, chamada de Eneida. Ninguém sabe se gostou ou viveu com alguém, mas sua amizade com Lampião ninguém esqueceu. Quem foi a cangaceira Eneida? Ou não foi cangaceira?

O cangaceiro Cobra Viva (seria Cobra Verde?) também tinha mulher e se chamava Estrelinha, e Elétrico vivia com Eufrozina e Veado Branco casou com Idalina; Jacaré que casou Joana Gomes, e esta, depois de ficar viúva contraiu núpcias com o cangaceiro Antônio de Engrácia.

Uma sina feminina: a moça era raptada ou saía de casa em busca de aventura, seguindo o cangaceiro amado, ou o seu raptor, ficava viúva, mas não podia deixar o cangaço nem voltar pra casa de mainha, pois isso significava morte certa. O melhor mesmo era se arranjar com um novo amor.

O famoso cangaceiro Sabonete, guardacosta de Maria Bonita, tinha uma companheira de nome Josefina Maria, já o cangaceiro Relâmpago gostava e vivia com uma tal Josefa Maria. Josefina escapou e ninguém sabe que destino tomou

O bando de Lampião também teve uma Julinha, mulher de sangue quente e de ascendência indígena da tribo Pankararé; não estava só e ingressou no cangaço ao lado das irmãs Catarina, Joaquina, Joana, uma Chamada Rosa e a mais nova que se chamava de Sabrina.

Dizem que faziam o tipo “eram de todos e não pertenciam a ninguém”. Logo, não podiam criar raízes porque não havia vaga para solteiras no bando.

Como eram estas irmãs? Se amavam ou seguiam alguém, não há relatos, como também nada se sabe sobre uma bela cangaceira chamada Luazinha, tratada assim no diminutivo por ser mignon, biótipo de mulher pequena, bundinha empinada, seios modestos e rosto angelical.

As Marias foram muitas, mas para fechar, abrindo um destaque para Maria Doréa, ou Dora, de Azulão.

Contam que Azulão, ao ver o capitão Virgulino retornar ao bando depois de um percurso na Malhada da Caiçara, trazendo uma mulher, já casada e apartada do marido, chamada Maria de Déa e a apresentou como sua, Azulão não se fez de rogado, imediatamente foi em busca de sua Maria e a incorporou no bando.

O casal teve vida breve no cangaço. Azulão era chegado a fazer suas razias liderando poucos cangaceiros, separados do bando de Lampião. E numa dessas Azulão e seu bando deram de cara com o implacável Zé Rufino e sua volante.

Nesse tiroteio escaparam Arvoredo, Calais e um mulher, mas os cangaceiros Cangica, Zabelê, Azulão e sua Maria foram crivados de balas e suas cabeças levadas pelo tenente Zé Rufino como prova e prêmio para Geremoabo.

Baseado nos livros “Amantes Guerreiras”, de Geraldo Maia Nascimento, e “Lampião: As mulheres e o cangaço”, de Antônio Amaury Correia.

Fotos de Benjamim Abraão.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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MANDACARU - Capítulo 01 - Novelas Antigas Completas

 https://www.youtube.com/watch?v=DNSLjiZ9688&ab_channel=RoyceMelborn

Royce Melborn

Aqui está o Primeiro capítulo COMPLETO da novela mandacaru, espero que gostem! Se gostou de um like e compartilhe, mais pessoas adorariam ver novamente essa grande Novela!

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ANTÔNIO AMAURY, NOSSO MESTRE

Por: Kydelmir Dantas

Amaury e Kydelmir, entrega do Diploma de sócio efetivo da UNES

Conhecemos o mestre Antônio Amaury quando chegamos em Mossoró, no ano de 1987, através de seus livros adquiridos na Livraria Independente, ali na Praça da Matriz. Foi onde comprei os 2 primeiros: Assim Morreu Lampião (1982) e Gente de Lampião: Sila e Zé Sereno (1982). Em 13 de junho de 1993, juntamente com Paulo Gastão e mais 14 pesquisadores e admiradores do tema, fundamos a SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; no ano seguinte o II Fórum do Cangaço teve como homenageada Dadá de Corisco; para este vieram nomes importantes do tema que nem José Umberto Dias – com o documentário A MUSA DO CANGAÇO - e Antônio Amaury com seus livros e palestra. Daí começamos nossa amizade.

Quando foi publicado, em 1996, Lampião: Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço, adquirimos o exemplar encadernado e, para nosso acervo, fizemos uma capa própria com a foto do Mestre no Museu Histórico Lauro da Escóssia folheando um jornal de 1927, sobre a resistência mossoroense ao ataque do bando comandado por Virgolino-Lampião. De lá pra cá foram 20 anos de uma amizade e respeito mútuos; de Mestre passou a amigo e colaborador em nossas pesquisas; encontramo-nos em diversas edições do Cariri Cangaço e a alegria era recíproca. Neste momento, após 30 dias de seu encantamento, só temos a dizer: Ave, Amaury! Os que vão continuar bebendo de tua fonte de pesquisas te saúdam!

Kydelmir Dantas, pesquisador, escritor, poeta e cordelista

Conselheiro Cariri Cangaço

Membro e ex-presidente da SBEC

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/03/antonio-amaury-nosso-mestre-por.html?fbclid=IwAR2kEFBEWAOsxTF38tagpmmzOQc_hbVLTro4tOOV1siROQBIAE5guPjlNAA

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GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

 Por Manoem Severo

GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO, 31 de Março às 19h30 trazendo o maior combate da historia do ciclo coronelístico e do cangaço na região sul do Ceará... FOGO DAS GUARIBAS - A Tragédia de Chico Chicote. 

É nesta quarta no Canal do You Tube do Cariri Cangaço. Ate la !

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1611716642370607%2C1610260549182883%2C1610309675844637%2C1609736259235312&notif_id=1616791885473721&notif_t=group_activity&ref=notif

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LAMPIÃO... CORISCO...

 Por Kydelmir Dantas

LAMPIÃO e CORISCO em fotos do bando comandado pelo Capitão. 1 - Em Sergipe (acervo de Ivanildo Silveira); 2 - Em Ribeira do Pombal-BA (1928), fonte: https://www.google.com.br/... Coincidentemente, Corisco está em último lugar à direira nas duas fotos.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/

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domingo, 28 de março de 2021

LIVROS DO ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO

 



Adquira-os através deste e-amil: 

franpelima@bol.com.br

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CERTIDÃO DE ÓBITO DE CORISCO

 Por Sandro Rios

Certidão de óbito de Corisco. Enterrado em minha terra. Miguel Calmon Bahia.

https://www.facebook.com/photo?fbid=1804955343009008&set=gm.809010709702887

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ARIANO SUASSUNA VS BANDA CALYPSO

Por Zeca Del Bueno
 https://www.youtube.com/watch?v=0BWdtnTj40E&ab_channel=AgnonFabiano

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( FUZILADOS DO LEITÃO ).

 Por Luís Bento


Leitão é um sítio nos arredores de Barbalha-Ce, cortado pela chamada " Estrada da Feira ", que demandava Crato e Juazeiro. De tanto ser pisoteada pelos cascos dos animais dos feirantes, a estrada se transformou em um " Barrocão ou valado, que ainda hoje perdura. É lugar triste e sem atrativos.

Ao lado esquerdo da estrada, a mais ou menos 3 km de Barbalha-Ce, há montículos de terra e pedras, encimados nos quais foram executados os " Fuzilados do Leitão ".

Fuzilados:

1) " Lua Branca ", que era um adolescente, o único Cangaceiro dos cinco Fuzilados, o mais jovem dos três Marcelinos, que entraram no cangaço pelo abuso de autoridade do delegado de polícia Ioiô Peixoto, da vila de Caririzinho, distrito do município pernambucano de Moreilândia, atualmente.

2) Pedro Miranda, que Luiz Ayres de Alencar no seu diário " Notas Cronológicas ", classifica que apenas " um rapaz aparvalhado ", um debilóide que se comprazia em ser moleque de recado dos Marcelinos. Sob nenhuma hipótese era Cangaceiro!

3) Manoel Toalha, um vendedor de pão pelos sítios, usando uma surrada toalha sobre o balaio de pão, o que lhe valeu o epíteto de Toalha. Não era Cangaceiro, mas apenas outro moleque de recados dos Marcelinos!

4) Joaquim e João Gomes, irmãos, que também não eram Cangaceiros, como os anteriores. " Não passavam de espoletas, leva-e-traz, Coiteiros se quiserem ", segundo José Peixoto júnior, no Livro " Bom de Veras e seus Irmãos ".

Dos cincos Fuzilados, somente um foi Cangaceiro. Isto aumenta a culpabilidade do Sargento José Antônio, frio executor do " Fuzilados do Leitão", todos mortos, obviamente, como queima de arquivo, para esconder da imprensa o sujo relacionamento Coronéis-Cangaceiros-Policias. Os truculentos comandante de volantes polícias " casavam e batizaram ", absolutamente certos de que não seriam investigados e muito menos punidos!

É bom acrescentar que os Fuzilados cavaram suas próprias sepulturas, um valado na terra dura e vermelha daquele histórico sítio, não ficando daquele inusitado episódio sequer um registro, nos órgãos polícias do Ceará. Foi como se fuzilassem bichos e não homens indefesos, com o agravante de quatro dos cinco não serem Cangaceiros!

Os Marcelinos:

" João 22 " nasceu em 1903 e recebeu este epíteto por ser parecido com tigre do número 22 da roleta de Caririzinho.

" Bom de Vera " nasceu em 1905 e recebeu este apelido do próprio Lampião quando, no sítio Serra do Mato, o Coronel Santana o apresentou dizendo: "Este é um cabra bom de vera, perseguido pela polícia de Pernambuco" - bom não confundir com outro do mesmo nome, do grupo de Lampião

" Lua Branca " também recebeu este nome do próprio Lampião, por ser branquelo, descorado. Foi fuzilado aos 18 anos de idade, jovem ainda, de fisionomia assustadiça e infeliz.

Fonte: Napoleão Tavares Neves

Cariri: Cangaço, Coiteiros e Adjacências

Pág - 44 - 46.

LUÍS BENTO

JATI 28/03/21/.

https://www.facebook.com/groups/471177556686759/?multi_permalinks=1166015693869605&notif_id=1616945554460562&notif_t=group_activity&ref=notif

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LAMPIÃO - ENTREVISTA COM ANTÔNIO AMAURY

 https://www.youtube.com/watch?v=3Mj2TzWq7Yk&ab_channel=augustoqm5

augustoqm5

Lampião Entrevista de Antônio Amaury para Otávio Mesquita. Fala de Lampião e dos cangaceiros.

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FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELLO: VIDA E MORTE DE LAMPIÃO | EM DISCUSSÃO

 


https://www.youtube.com/watch?v=6QDlfYOGTto&ab_channel=Alepe

Alepe

Lampião figura central do Cangaço, é o objeto de estudo do historiador Frederico Pernambucano de Melo, uma das maiores autoridades do assunto no Brasil. Ele é autor, entre outras obras sobre o tema, do livro "Apagando o Lampião: vida e morte do Rei do Cangaço".

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VIRGULINO E CÍCERO - AMIZADE?

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=rUHaXHiUw5Y&t=333s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

A antropóloga Luitgarde Barros fala um pouco sobre a controversa amizade entre Cícero e Virgulino.

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CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA_03

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=em_wRxzzXnk&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN

 Por Luiz Ruben F. A. Bonfim

É com alegria que compartilho meus gêmeos. São dois livros resultado de pesquisa de longo tempo e organizado nessa reclusão a que estamos todos obrigados a viver.

De um total de 21 livros lançados, esses são o 13º e 14º publicados sobre a temática Cangaço.

1 – Lampião e a Revolução de 1930

2 – Lampião e seus Cangaceiros – Caderno de Anotações

Estes e outros títulos lançados anteriormente estão a venda com o professor Pereira.

Whats App.: (83) 9 9911-8286

Email: fplima1956@gmail.com 

ou franpelima@bol.com.br

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sábado, 27 de março de 2021

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"

 


Adquira-o através deste e-mail: 

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"O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".

 

O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: 

franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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LEGAL INFORMAÇÃO

Por Beto Rueda 

Lula Branco, o homem que assistiu um filme acompanhado de Lampião sem saber. Bom conselho - PE, e Tenório Cavalcante.

FONTE:

JUNIOR, Euclides José de Almeida. Lampião, o cangaço e outros fatos no agreste pernambucano. Capoeiras: Impressione, 2018.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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ENCONTRO...

 Por Rivanildo Alexandrino

Anos 90, com Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, e o saudoso Antônio Amaury, o maior pesquisador e escritor sobre o tema cangaço, falecido recentemente, com quem tive o prazer de me tornar amigo e conversarmos muito sobre o assunto quando morava em São Paulo.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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"SEU TONHO DA PIÇARRA ". - ( Antônio Teixeira Leite )

 Luíz Bento

Nos 50 anos de morte de (Lampião), ouve uma mesa de debates na " Rádio Educadora do Cariri " na Cidade do Crato, programada pelo jornalista Antônio Vicelmo, quando fiquei vizinho de " Seu Tonho " e, assim tive oportunidade de conversar logamente com o venerando ancião, sempre muito simpático e afável. Foi aí que lhe perguntei, sem mais delongas: Por que o senhor foi Coiteiro de Lampião?

Resposta: " para o sertanejo abandonado pelos governos, no interior dos sertões, é melhor ser amigo do que ser inimigo de Lampião. Além do mais, Lampião fazia menos mal do que as volantes polícias. Era só morar no sertão para saber disto!"

A resposta de " Seu Tonho " foi lógica e convincente. Depois de responder-me, ele me chamou a parte e me disse: " eu gostava mesmo de cangaceiro, porque sempre gostei de armas e mesmo achava bonito um Cangaceiro bem arreado ", como Lampião ".

" Seu Tonho " da Piçarra foi o mais inofensivo dos Coiteiros de Lampião no Cariri.

Fonte, Napoleão Tavares Neves

Cariri-Cangaço, Coiteiros e Adjacências

Pág - 89 - 90

LUÍS BENTO

JATI 27/03/21/.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/

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GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO...

 Por Manoel Severo

Um dos episódios mais sangrentos do ciclo do cangaço e coronelismo no nordeste nos idos dos anos 20. Era fevereiro de 1927 quando as volantes do tenente Zé Bezerra e Arlindo Rocha, formada por mais de 100 homens cercam a fazenda Guaribas, de Chico Chicote, no sul do Ceará. Ao final de um fogo de mais de 30 horas, Chico Chicote ao lado de mais tres cabras, é vencido e morto. Consolidava-se ali uma das mais covardes tramas entre as elites mandatárias dos rincões do cariri cearenses.

Para nos contar essa história, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os pesquisadores e escritores Bruno Yacub e Hérlon Fernandes, numa programa eletrizante. Vem com a gente

QUARTA, DIA 31 DE MARÇO AS 19H30, Entra lá, se inscreve e ativa as notificações. Aguardamos você !!!

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=1889816251182482%2C1884148145082626%2C1886451684852272&notif_id=1616257607482916&notif_t=group_activity&ref=notif

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O ENCONTRO COM EXPEDITA FERREIRA - FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA.

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=hf44lavfJPM&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Conheçam também: https://www.youtube.com/channel/UCjSU...

 Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

 No final da década de 1960 o então casal Humberto Mesquita (Jornalista) e a historiadora Maria Christina Russi da Mata Machado resolveram produzir um trabalho tendo como foco principal o cangaceirismo nordestino e para isso seria necessário localizar e entrevistar pessoas que fizeram parte do cangaço, direta ou indiretamente, para que o trabalho, no caso uma tese de doutorado que se tornou livro, saísse o mais aproximado possível da realidade. 

Após uma longa investigação o casal conseguiu localizar e entrevistar vários ex-cangaceiros a exemplo de Zé Sereno e Sila, Balão II, Criança III, Marinheiro, Dadá, Saracura e Labareda. 

Faltava agora encontrar Expedita Ferreira, filha do casal Lampião e Maria Bonita, que naquela ocasião, por razões justificáveis, se recusava a receber estranhos e a conceder entrevistas a jornalistas e demais interessados no assunto e convencê-la a prestar seu depoimento e participar do maior encontro de ex-cangaceiros que seria posteriormente realizado na capital paulista. Após muita insistência do casal Humberto Mesquita e Maria Christina R. da Mata Machado, 

Expedita Ferreira resolveu falar e aceitar o convite para participar daquele que seria o maior encontro de ex-cangaceiros realizados em toda a história e que foi abrilhantado com a presença da filha do casal cangaceiro Lampião e Maria Bonita. Quer saber o resto da história e como foi o encontro com Expedita Ferreira? 

Assistam ao vídeo. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. 

INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste.

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FOTOGRAFIA INÉDITA DO CANGACEIRO JANDAIA.

 Por O Cangaço na História

https://www.facebook.com/groups/471177556686759/?multi_permalinks=1165230787281429%2C1164573037347204%2C1163911497413358%2C1164138647390643&notif_id=1616701162046127&notif_t=group_activity&ref=notif

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A PRISÃO DO CANGACEIRO RIO PRETO DO BANDO DE ANTONIO SILVINO E SUA PASSAGEM EM MOGEIRO E INGÁ: DEPOIMENTO DE UM BANDOLEIRO

 Por Alexandre Ferreira

Antonio Silvino e seu bando de cangaceiros

Vários são os relatos em jornais do século XIX E XX da presença e permanência de bandos de cangaceiros famosos, e, não tão conhecidos nas terras de Mogeiro e Ingá. Entre eles podemos citar: Antonio Silvino e seu bando, Zé de Totó e Zé Luiz entre tantos outros anônimos e não tão famosos.

A dinâmica do cangaço no período em que se instalou nas terras do nordeste, e, especificamente, nas terras do agreste paraibano, era exaltada na literatura de cordel e narrada por penas de poetas populares como João Martins de Athayde, de maneira tão formidável que comparados com os roteiros dos filmes de Hollywood, ganham em superioridade, realismo e originalidade.

As noticias sobre o cangaço eram  constantes nos jornais da época. Pra se ter uma ideia, haviam jornalistas especializados em pesquisar, acompanhar e escrever a saga do cangaço no sertão.

Leia abaixo, na integra, uma reportagem do jornal O DIARIO DE PERNAMBUCO, (Recife, quinta-feira, 29 de marco de 1906. Pag. 01), que narra o episodio da prisão do Cangaceiro Rio Preto.

RIO PRETO

SEU DEPOIMENTO

“Damos abaixo o depoimento do famigerado cangaceiro Rio Preto.

Algumas outras declarações fez elle perante o dr. chefe de policia.

Estas, porem, precisam, por emquanto ficar em segredo de justiça.

Eis o depoimento:

* Firmo José de Lima, 24 annos, natural  de S. Vicente, solteiro, não sabe ler, nem escrever.

Declarou o seguinte;

Ere trabalhador de Manoel Francisco, no logar Junco, do municipio de Umbuzeiro, ! na Parahyba, quando ha quatro annos, Antonio Silvino, em companhia de nove cangaceiros, assaltou a casa de seu patrão, roubando-o e espancando-o barbaramente

Terminando o assalto, Antonio Silvino obrigou-o a acompanhal-o, afim de fazer parte do grupo.

Desde esse dia, começaram as suas relações com o celebre bandido Silvino, relações que conservou até dois annos passados, quando teve necessidade de abandonar' o grupo, levado por uma discussão havida entre elle e Silvino, da qual não resultou funestas consequencias, devido à intervenção do seu companheiro Cocada

Motivou a discussão querer Silvino obrigal-o a espancar tres homens que passaram no Mogeiro de Cima, desobedocendo ordens que neste sentido tinham sido dadas.

Cocada, tomando parte da discussão, colocou-se de seu lado, dando-lhe razão e separando-se, em companhia de Relampago, do grupo de Silvino.

Algum tempo depois, ao novo grupo se reuniram Nevoeiro e Barra Nova, ficando o grupo do Silvino composto pelos cangaceiros Tempestade, Ventania, Balisa e Dois Arros.

Depois da separação, Silvino procurou novos companheiros, constituindo forte  grupo.

Esta separação não trouxe, porem, entre os dois grupos intriga séria, tanto que, quando Silvino tinha necessidade de dar om assalto perigoso, convidava o seu grupo, do qual era chefe Cocada, sendo sempre attendido.

Todas as vezes que se separavam combinavam encontros em logares determina dos.

Há mais de um anno, achando-se com Cocada no logar Gitó, ahi encontrou-se com Silvino.

Nessa occasião, o famigerado bandido convidou seu chefe para, reunidos os dois grupos, assaltarem o estabelecimento de Manoel Bello, em Macapá, afim de não so roubarem tudo quanto podessem, como tambem assassinal-o.

Recusou-se elle e igualmente Cocada a acompanharem Silvino, porque este tinha o firme proposito de assessinar Manoel Bello.

Em vista da recusa por elles apresentada, comprometteu-se Silvino não matar a Bello, acceitando então elles a proposta

Entraram em Macapá, Silvino, Cocada Relampago, Balisa e Tempestade, cantando modinhas.

Procuraram o cabo de policia ali destacado, dssarmaram-no e o obrigaram a ensinar onde ficava o estabelecimento do Manoel Bello.

Chegando a porta de Bello, bateram, declarando que era uma força do governo, vinda de Timbauba, sob o commando do sargento Lopes de Maceio, e que desejavam que o sr. Bello lhes fornecesse o promettido café.

Manoel Bello, acreditando realmente tratar-se de uma força legal, não hesitou em abrir a porta.

Todos elles precipitaram-se para o estabelecimento, donde roubaram grande quantidade de mercadorias, conduzindo-as em um cavallo, que para este fim tinha levado Silvino.

Após a pratica do roubo, retiraram-se para Piraná, onde novamente se separaram os grupos, tomando cada uma direcção opposta.

Antonio Silvino, ao sair, levou o cavallo carregado com as mercadorias, dando antes da partida uma gratificação, em dinheiro, a Cocada, gratificação que foi dividida entre os companheiros.

Depois de um tiroteto que soffreu com Cocada, tiveram necessidade de se separarem, o que fez.

Deixando Cocada, foi para o engenho, Barrocas, com recommendações do major Philemon Nestor e de José Rezende.

Em poder de Rezende deixou uma comblain, de que Nestor lhe havia feito presente.

Cocada, depois da sua saida, foi homisiar-se no engenho Paggi, em Nazareth.

Passado algum tempo, receiou ser preso no engenho, constando-lhe já ser conhecida a sua permanencia naquelle logar

Deixou o engenho indo para Aroeiras, da Parahyba, onde se encontrou com Silvino e Cocada.

Reunidos, seguiram juntos para Fagundes, onde mataram um empregado de José Alves, por desconfiarem ter este rapaz denunciado ás autoridades do Ioga o esconderijo de Papa Mel, que pela policia havia sido morto.

Ainda reunidos, dirigiram-se ao Surrão, onde Antonio Silvino tomou um rifle ao negociante Manoel de Mello, delle fazendo lhe presente.

Em seguida, dirigiram-se para Figueiras, onde, pelas 5 horas da manhan, do dia 15 de fevereiro de 1903, assaltaram a casa do subdelegado Francisco Antonio Sobral, matando-o em seguida

Este assassinato teve como causa desconfiar Silvino que um tiroteio soffrido tinha sido promovido pelo Sobral.

Pouco tempo depois da morte do Papa Mel, foi, a convite de Silvino e acompanhado de Cocada, á casa de Marcos dos Pinhões, a quem assassinaram, por ter constado que Pinhões os perseguia.

Após o assassinato, dirigiram-se todos para a casa de Antonio Poggy, em Guaribas, onde almoçaram.

Não tomou parte, nem Cocada, no assassinato de Severino de tal, facto este occorrido em Aroeiras

Motivou este assassinato desconfiança de que Sevorino denunciara Silvino á força que o atacara em Torres, pouco acima de Aroeiras, em casa de Manoel Perrera.

Depois do assassinato, fugiram todos e occultaram-se em casa de João de tal, vaqueiro do João Barbosa, no logar Tamandua.

Ha dois annos passados, se achava em companhia de Cocada e Antonio Sllvino na residencia do major No, logar Mogeiro, quando passou Manoel Paes, ex-sargento de policia e inimigo deles

Antonio Silvino chamou-o e, reconhecendo o disparou contra elle o rifle, matando-o instantaneamente.

Tendo o grupo informações de que a forca policial não se achava no Pilar da Parahyba, resolveram dar ali um assalto, o que levaram a effeito.

Ao chegarem á cidade, mandaram cha. mar o carcereiro da cadeia e ordenaramlhe a entrega das respectivas chaves.

De posse das chaves, soltaram todos os presos, desarmando dois soldados que ali encontraram, prendendo-os, em companhia do carcereiro.

Em seguida sairam pelas ruas, angariando dinheiro das pessoas dalli, entre ellas o sr. commendador Napoleão.

Pouco tempo demoraram, levando o armamento dos soldados

Cocada tinha sob a sua protecção uma menina de 12 annos de edade, a qual foi offendida por Francisco Paes.

Chegando esse facto ao conhecimento do seu companheiro, esse escrevera ao offensor, pedindo 500$00 para resgatar a falta que commettéra.

Francisco Paes, ao receber a carta, consultou ao vigario da freguezia. que o acon. selhou a enviar pelo menos 200$00 .

Elle, porém, não acceitou o conselho, respondendo que para Cocada tinha balas.

Em vista disso, Cocada resolveu ir á sua casa, encontrando-o em companhia de um filho.

Contra o rapaz, que fugiu, dispararam as armas, vendo-o cair, a pouca distancia.

Antes de assassinarem Francisco, obrigaram a dar 100$000.

Em dezembro de 1903, combinaram almocar em casa do velho Felismino em Mano elos, na Parahyba.

Na occasião, estava elle e Cocada e, ao entrarem na casa do velho, viram um offcial de policia, que depois souberam ser o capitão Caetano com alguns soldados.

Logo que deram com a presença da força fugiram precipitadamente.

Pouco adiante, encontraram Silvino, que declarou não ter ido porque recebêra aviso de que a força se achava à sua espera, em uma moita proxima á casa do velho Falismino.

Nesse momento, Silvino contou que ha annos tinha travado um forte tiroteio na usina Santa Filonilla, do qual resultou a morte de uma menina, facto que lamentara.

Sendo apresentada na chefatura u'a macaca, confesou Rio Preto conhecel-a, dizendo que pertencia á Balisa e não a Antonio Silvino, macaca, que fora deixada em Taquaretinga, quando ali houve um tiroteio Com o destacamento.

impossivel precisar as datas dos factos em que esteve envolvido, sendo natural não se lembrar de todos eles.

Alguns factos são attribuidos ao grupo de que fez parte, porém indevidamente.

Quando Cocada assaltou a casa de Francisco Paes, foi por elle acompanhado e por Nevoeiro e Relampago.

Relampago foi quem, á ordem de Cocada, atirou no filho de Francisco.

Em dezembro do anno passado, separouse de Cocada em Piraus, donde, em companhia de uma moça, com quem pretendia casar dirigiu-se para o norte em procura de trabalho, pois já se achava aborrecido da vida de cangaceiro.

Um mez e oito dias passou em Mamanguape, em companhia da moça, trabalhando em terras de u'a mulher conhecida ali I por Dona Anninha.

Todo tempo em que ali esteve, conservou-se incognito. retirando-se por desconfiar ser preso pela subdelegado, que desconfiava ter ele raptado a moça que o acompanhava.

Seguiu para o norte. Cheganda em Goyanninha no dia 10 do corrente.

Ahi procurou trabalho, sendo finalmente acolhido no engenho Jardim, onde foi preso no dia seguinte á sua chegada.

O nome verdadeiro de Cocada é Manoel Marinho, sendo sua idade 49 annos e natural da Guarila termo de Itabayanna.

Antonio Silvino conseguiu, por intermedio do coronel Belém, residente no Crato, do Ceará, assentar praça em tres cangaceiros de seu grupo, conhecidos pelos nomes de Dois Arros, Pau Revesso e Manoel Ventura.

Ha cinco annos passados, uma força do Estado do Parahyba. commandada pelo tenente Paulino Pinto, unida a outra força deste Estado, commandada pelo capitão Angelim encontrou, no logar Surrão, Silvino, Antonio Francisco, Formigão, actualmente separado do grupo, e muitos outros cangaceiros, em numero superior a 50, sob a chefia de José Gato.

Resultou do encontro renhido combate, do qual sairam muitos cangaceiros mortos e outros feridos.

Na ocasião do combate estava doente, o que motivou não tomar parte nelle.

Ao terminar o fogo, Antonio Silvino fugiu, indo a ele reunir-se”. (DIARIO DE PERNAMBUCO, Recife, quinta-feira, 29 de marco de 1906. Pag. 01)

 http://www.oingaense.com.br/2021/03/a-prisao-do-cangaceiro-rio-preto-do.html?spref=fb&fbclid=IwAR14DywB7xp1c8Xlzo2gGjGCAFSGO0i93mQhj1qE-XxBGqoYYDI1BopB5Gg

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ATUALIZAÇÃO DO QUADRO DE ENFERMIDADE DE NOSSO QUERIDO PROFESSOR ROBÉRIO SANTOS.

Ontem, no final da tarde ele deu entrada no hospital São Lucas, na capital Aracaju-SE. Durante os últimos 8 dias havia sido acompanhado em Itabaiana-SE na SEMEDI por Dr. Victor Mecenas Albuquerque, e na Bioclinica pelo Dr. Airton Peixoto. 

Com agravamento do caso e todos os resultados dos exames em mãos, foi encaminhado para a capital e teve o auxílio dos médicos Hellen Dutra Passos e Luciana Kalliopi. 

Feitos novos procedimentos, recebeu alta durante a madrugada e se encontra medicado e isolado. Um pedido feito pelo próprio Robério é que não indiquem remédios nas postagens, pois no desespero outros podem ler e acabar piorando o quadro da doença ingerindo remédios ineficazes. 

Tenham respeito com a vida. Por mais que tenham boa intenção, não é sábio fazer isso. 

Assim que tivermos mais notícias, avisaremos sobre. Att: Equipe CNL

Adendo:

O blogdomendesemendes, seu administrador e todos os leitores desejam a ele que a sua saúde seja recuperada o mais breve possível.

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