O programa mexicano Chaves marcou a infância e adolescência de muita gente! A comédia foi exibida por décadas pelo SBT, chegando a ganhar bonecos, um programa de animação e vários outros produtos licenciados.
Em 2020, Chaves deixou de ser exibido pela emissora de Sílvio Santos e pelo Multishow. Segundo o SBT, o programa infantil teve que deixar a grade de programação por questões envolvendo direitos autorais pendentes.
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Como as gravações e exibição original de Chaves ocorreram entre os anos 70 e 80, muitos membros do elenco já faleceram – mas continuam vivos na mente de inúmeros fãs no mundo inteiro.
Confira abaixo os grandes nomes do elenco de Chaves que já nos deixaram!
Roberto Gómez Bolaños ficou conhecido mundialmente como Chespirito, nome artístico que significa “Pequeno Shakespeare”. O ator e comediante, além de interpretar Chaves e Chapolim, foi responsável pela direção, roteiro e produção das séries, sendo considerado até hoje um dos humoristas mais influentes da América Latina.
Bolaños faleceu em 28 de novembro de 2014, após sofrer um ataque cardíaco como complicação da doença de Parkinson. O eterno Chavinho tinha 85 anos.
Ramón Valdés – Seu Madruga
Ramón Valdés é reconhecido até hoje como um dos maiores comediantes da história do México. O intérprete de Seu Madruga – Don Ramón no original – nasceu em um bairro humilde da Cidade do México e começou sua carreira artística ainda nos anos 50.
Valdés se despediu de seu personagem mais icônico em 1981, ano em que gravou seu último episódio em Chaves. O astro morreu em agosto de 1988 devido a um câncer no estômago, aos 64 anos.
Rubén Aguirre – Professor Girafales
Rubén Aguirre é conhecido no mundo todo como o Professor Girafales de Chaves. Além de atuar na comédia e em O Chapolin Colorado, Aguirre contou com uma prolífica carreira como ator, produtor, comediante, roteirista e diretor na TV mexicana.
Aguirre faleceu em 17 de junho de 2016, por complicações de uma pneumonia. O ator se despediu da família em sua casa em Puerto Vallarta, morrendo 2 dias após seu aniversário de 82 anos.
Angelines Fernández – Dona Clotilde
Antes de interpretar a Dona Clotilde em Chaves, Angelines Fernández foi considerada uma das atrizes mais belas da Espanha. A estrela emigrou do país europeu para Cuba após se envolver na luta contra a ditadura de Francisco Franco. Depois, a eterna Bruxa do 71 se mudou para o México e começou a atuar em produções de sucesso da TV do país.
Fernández morreu em março de 1994, aos 71 anos. A causa da morte foi um câncer relacionado às décadas de fumo constante. A atriz está enterrada no mesmo cemitério que Ramón Valdés, o Seu Madruga.
Horácio Gómez Bolaños – Godinez
Conhecido por interpretar o avoado Godinez em Chaves, Horácio Gómez Bolaños era o irmão mais novo de Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito. Embora tenha atuado como Godinez em diversas produções do irmão, Horácio preferia lidar com os aspectos logísticos dos projetos.
O ator e produtor morreu em 21 de novembro de 1999, após sofrer um ataque cardíaco durante as gravações de uma homenagem a Chespirito na Televisa.
Raúl Padilla – Jaiminho
Raúl Padilla passou a integrar o elenco principal de Chaves em 1979, após a saída inicial de Ramón Valdés. O ator ganhou o coração de fãs no mundo inteiro como o atrapalhado e preguiçoso carteiro Jaiminho, conhecido por seu bordão “quis evitar a fadiga”.
Padilla morreu em fevereiro de 1994 aos 75 anos, após sofrer um ataque cardíaco. Raul Padilla Jr, o filho do ator, também trabalhou com Chespirito e faleceu em 2013.
Próximo dia 28, quando se rememoram os 83 anos do massacre em Angico, o jornalista Humberto Mesquita estará lançando seu mais novo trabalho, “Raízes do Cangaço”.
Com 360 páginas é um livro que aborda o movimento como consequência das desigualdades no sertão nordestino, onde o coronel era dono de todas as decisões.
Sua pesquisa foi até a raiz dos problemas e traz à tona as revoltas ocorridas no Nordeste desde a época da colonização.
“Existiram muitas, todas elas provocadas pela ação nefasta dos colonizadores que quiseram escravizar inicialmente os silvícolas, e como não conseguiram, foram buscar os negros africanos. Essa introdução só trouxe consequências mais danosas e as desavenças se multiplicaram” comentou o autor.
Humberto faz um relato desses acontecimentos. Essas rebeliões criaram o cenário para a grande revolta que foi o Cangaço de Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino e Lampião, além de todos os outros protagonistas que fizeram parte desse cenário.
Novos personagens se incorporaram aos conflitos com a chegada das volantes. O coronel esteve no centro de tudo ao lado dos Cangaceiros, ora lutando contra eles, mas sempre participando do conflito.
Esse livro é robusto porque fala do cangaço, mas traz suas raízes. O autor mostra também a odisseia que foi a busca para encontrar os fugitivos de Angico.
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Também no dia 28 ele promove em seu canal no YouTube “O encontro dos descendentes do Sertão”. Não perca !
Natural de
Sergipe morava com sua família em uma fazenda no sertão desse Estado. Entrou
para o Cangaço após a visita de um bando de cangaceiros a fazenda onde morava.
De forma pacífica eles realizaram uma festa onde Cristina e outras mulheres
começaram a dançar e algumas a flertar com os cangaceiros. Cristina com o
desejo de correr o mundo e iludida com a vida no Cangaço seguiu o cangaceiro
Português que se tornou seu companheiro.
Com um olhar
marcante que tinha como principal característica suas sobrancelhas grossas e
bem arqueadas que muito lembram a pintora Frida Kahlo e um sorriso encantador,
Cristina logo chamou a atenção do Cangaceiro Gitirana com quem teve um um
envolvimento amoroso. Gitirana era conhecido por ser repentista
habilidoso.
Maria Bonita e
Cristina - Foto: Benjamim Abraão
Após a
descoberta da traição Cristina pede desesperada para ficar no grupo de Corisco
e alega gostar de Gitirana, o que foi negado por Corisco que alegou que seria
mais um ponto de discórdia sua permanência . Permitiu que a mesma ficasse por
uns dias e em seguida seria devolvida a família em Propriá em
Sergipe.
No dia 20 de
Julho Cristina seguiu viagem montada num cavalo acompanhada por um coiteiro de
confiança . Foi assassinada a facadas por Luiz Pedro, Candieiro e Vila Nova.
Oito dias depois, no dia 28 de Julho aconteceria a tragédia de Angicos que
ceifou a vida do rei do Cangaço e de alguns companheiros. A traição feminina significava
desonra e desmoralização do Cangaceiro e era paga com sangue. No intuito de
lavar a honra do traído. O assassinato da mulher
traidora também era uma forma de demonstração do poder masculino
sobre sua companheira.
Adendo - http://blogdomendesemendes.blogspot.com
O Gilvan Gonçalves diz que quem matou
Cristina, foi Lampião. Segundo o próprio Português, em entrevista ao Jornal de
Alagoas, 10 de janeiro de 1939. Ângelo Roque conta caso semelhante, em O Estranho
Mundo dos Cangaceiros, de Estácio Lima. Fonte - http://cariricangaco.blogspot.com/2016/05/cristina-de-portugues-e-gitirana.html
Noádia Costa,
Teresina-PI
Fonte de
pesquisa: Lampião As Mulheres e o Cangaço, de Antonio Amaury
Nascida em
Santana de Ipanema, Bahia (Bahia ou Alagoas?), Jovina filha de agricultores namorava com Lino
de Souza. Ele, mesmo sendo pacato resolveu entrar no Cangaço e pouco tempo
depois, já era chefe de um subgrupo de Lampião. Sentindo-se importante, foi
buscar a namorada no ano de 1936. Lino recebeu o apelido de Pancada (não se
sabe o motivo) e sua jovem companheira passou a chamar-se de Maria de Pancada.
Era
comunicativa e de personalidade forte, mas a sua característica principal era a
libertinagem, na linguagem do bando. Tida como a mais fogosa do bando, traiu
Pancada várias vezes com os companheiros do bando e numa das ocasiões, Corisco,
quis matá-la, pois esse tipo de comportamento não era permitido no Código de
Honra Cangaceiro. Dizem que o seu companheiro vivia mal-humorado…
Entretanto, o
apetite sexual de Jovina falava mais alto. Após a morte de Lampião, ela se
entregou à polícia e voltou para a família. Escapou da morte várias vezes. Um
caso raro no Cangaço. Aqui, ela está junto de Pancada.
Conhecida como a Joana d’Arc da Caatinga, Maria bonita era vista como uma heroína do cangaço. Era destemida, empoderada, bem humorada. Companheira do cangaceiro Lampião, foi responsável por lutar contra a ação de coronéis e o governo.
O nome Maria Bonita só veio a se popularizar depois de sua morte, em 28 de julho de 1938, aos 28 anos de idade. Antes disso, a rainha do cangaço era chamada por familiares de Maria de Déa.
Desta forma, Maria Bonita era uma mulher que estava à frente do seu tempo. Assim, vista como guerreira por não se calar, por lutar ao lado de lampião, Maria Bonita começou a fazer parte do bando dos cangaceiros por livre espontânea vontade.
Porém, por mais que Maria fosse uma mulher transgressora, ela não tinha consciência de gênero e da importância de defender outras mulheres. Assim, não se incomodava com agressões e a opressão que outras mulheres sofriam.
A história de Maria Bonita
O nome completo era Maria Gomes de Oliveira, nascida no dia 8 de março de 1911. Assim, seu lar era a fazenda Malhada do Caiçara, próximo à localidade Santa Brígida, no Estado da Bahia. Além disso, era chamada pelos pais, os fazendeiros Maria Joaquina da Conceição e José Gomes de Oliveira, de Maria Déia.
Maria Bonita, primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Fonte: Medium
Todavia, Maria Bonita se casou logo cedo, aos 15 anos. Porém, seu marido, o sapateiro José Miguel da Silva, era estéril e o casal não podia ter filhos. Por conta disso, as brigas eram constantes e logo Maria Déia se separa e volta à morar perto de seus pais.
Por coincidência, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, passou pelas redondezas e Maria o viu. De fato, alguns dizem que antes mesmo de conhecê-lo Maria Déia já sentia algo pelo Lampião. Porém, a jornalista Adriana Negreiros, autora da biografia Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço, acredita o contrário.
Dessa forma, Lampião era apenas o “homem do momento”, o que teria atraído Maria Bonita. Porém, com a passar do tempo e a convivência, a jornalista acredita que o sentimento de afetuosidade tenha crescido entre os dois.
Maria Bonita foi a cangaceira mais importante, a mais famosa e a pioneira. Fonte: Correio 24 horas
O que era pra ser só alguns dias de Lampião na fazenda Malhada do Caiçara, se tornaram dez. Assim, os dias com Maria Bonita foram de grande proveito. Logo, a cangaceira via em Lampião uma forma de se livrar da vida rotineira e do marido que não a satisfazia na vida.
O cangaço feminista
Maria Déia partiu com Lampião para a caatinga, depois de se despedir dos familiares. Assim, deixou a vida de casada e foi a primeira mulher a fazer parte do bando de cangaceiros. Logo, os de mais integrantes do bando passaram a chamá-la de Dona Maria, Maria de Lampião ou Maria do Capitão, como forma de respeito.
Em síntese, a rainha do cangaço tinha 20 anos e o ano era 1931. Por consequência, outras mulheres se viram inspiradas a seguir o mesmo caminho e também entraram para o bando. Dessa forma, começa ali no cangaço uma revolução feminista por respeito e mais espaço.
Dessa forma, as mulheres tinham armas, eram fortes aliadas em negociações e reuniões. Porém, não era sempre que podiam participar dos combates, mas estavam sempre com armas para defesa pessoal. Além disso, eram parte das brigadas, cuidavam dos feridos e eram companheiras dos cangaceiros.
Além de Maria e Lampião, outros casais também se formaram no cangaço. Assim, Corisco e Dadá; Gato e Inacinha; Moita Brava e Sebastiana; José Sereno e Cila; Labareda e Maria; José Baiano e Lídia; e Luís Pedro e Neném foram alguns deles.
Mulheres e homens no bando de cangaceiros de Lampião. Fonte: Luz de Fifó
Contudo, por mais que as cangaceiras lutassem por melhores condições elas ainda sofriam em algumas questões. Assim, quando ficavam grávidas, eram obrigadas a andarem por longas estradas para fugirem de soldados. Além disso, sofriam com as condições extremas da caatinga.
A vida
Após ingressas no bando de cangaceiros, Maria ficou grávida de Lampião. Porém, pelas condições extremas em que vivia, perdeu o feto. Assim, vários foram os abortos espontâneos, até que em 1932 conseguiu dar a luz. Dessa maneira, foi à sombra de um umbuzeiro em Porto de Folha, no Estado de Sergipe, que Expedita nasceu.
Porém, as leis do cangaço determinavam que as crianças não podiam faziam parte do bando. Assim, logo que nasciam, eram entregues à parentes ou à pessoas próximas como padres, coronéis, juízes, militares, ou fazendeiros. Desta forma, Expedita não pôde ser criada pelos pais, pois a vida no cangaço já estava traçada.
Maria e Lampião com os cães de estimação. Fonte: El País
Lampião era visto como um homem de muitas qualidades. Assim, no meio da caatinga conseguia ser guerrilheiro, médico, farmacêutico, dentista, vaqueiro, poeta, estrategista e artesão. Desta forma, era prestativo, confeccionava suas próprias vestimentas e ajuda no parto das mulheres do cangaço.
O tiro
Em uma das batalhas do cangaço, m Garanhuns (PE), Maria foi baleada. Assim, Lampião ordenou que a luta fosse encerrada e pegou Maria em seus braços para que a levasse ao município de Buíque, onde ela tratou os ferimentos na vila de Guaribas.
Porém, a recuperação não pôde ser comemorada por muito tempo. Assim, em um dos esconderijos considerados por Lampião como um dos mais seguros, o bando foi atacado pela volante, no dia 27 de junho de 1938. Era o acampamento Angicos, no Sertão do Sergipe.
Dessa maneira, o ataque foi implacável sem chances de escapatória. Assim, Lampião foi baleado e o destino de Maria não foi diferentes. Logo, sem forças para se levantar, ela se arrastou até se companheiro. Porém, foi capturada pelos cabelos e degolada pelo soldado José Panta de Godoy.
Após a morte da maioria do bando de cangaceiros, a volante ainda saqueou o grupo pegando todo o ouro e objetos de valor. Assim, morria junto ao cangaço a história da primeira mulher à participar do bando.
Por consequências, os corpos e as cabeças degoladas foram expostos pelos soldados e eram motivos de risadas. Assim, os restos mortais atraíam pessoas de vários lugares, não importasse onde fossem expostos.
O fim
Após a morte dos cangaceiros, os crânios foram analisados pelo Instituto de Medicina Legal de Maceió que alegava que um indivíduo normal, não se tornava bandido. Porém, a hipótese não foi sustentada pois pesquisadores confirmaram que as cabeças estavam em estado normal.
Desta maneira, as famílias dos cangaceiros queriam um enterro para seus familiares e lutaram junto à Justiça pelo dirito. Porém, só conseguiram os direitos aos seus familiares com o Projeto de Lei nº 2.867, de 24 de maio de 1965.
Assim, no dia 6 de fevereiro de 1969, após muitos anos de anos de exposições e estudos as cabeças de Maria e Lampião foram sepultadas no cemitério da Quinta dos Lázaros, em Salvador.
Maria e Lampião são importantes figuras da arte, sendo representados na literatura, no cinema, na fotografia. Os familiares do casal vivem em Aracaju (SE) e a filha de Maria e Lampia, Expedita, se casou com Manuel Messias Neto. Se estivesse viva, a rainha do cangaço teria quatro netos, Djair, Gleuse, Isa e Cristina.
Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço
A jornalista Adriano Negreiros é a autora da biografia mais detalhista sobre a rainha do cangaço. O livro é um relato sobre o que foi aquela época pela ótica das mulheres que vivenciaram o cangaço. Assim, por mais que a história preze em mostrar a força que as mulheres do cangaço adquiriram, a verdade é que elas também sofriam muita opressão.
Além disso, as mulheres podiam ser fortes e guerreiras, porém, não defendiam o direito de outras mulheres. Assim, compactuavam ainda mais com a opressão e o sacrifício de algumas cangaceiras.
Capa da biografia de Maria Bonita. Fonte: Revista Trip
Além do mais, muitas mulheres entregaram para o cangaço não por vontade própria. Assim, diferente da rainha do cangaço, muitas mulheres eram capturadas e obrigadas a fazerem parte do bando. Além disso, quando engravidavam, eram obrigadas a entregarem os filhos à parentes ou a conhecidos que não faziam parte do cangaço.
Martins Coelho
é um dos mais antigos e capacitados radialistas de Mossoró, que desde os anos
sessenta, período em que começou a sua intimidade com a comunicação, continua
na Rádio Difusora de Mossoró, apresentando o seu programa semanal.
Dos muitos que
com ele começaram no rádio, alguns já partiram para a eternidade, Seu
Mané Alves, Emery Costa, Every Costa, Edsom Maritns, Edmilson Lucena, coronel Pereira e outros estão engajados em emissoras
pelo Brasil afora, por exemplo o Jacó, que se encontra em emissoras na
capital do Brasil, Brasília, o único radilaista de Mossoró que fez rádio fora do Brasi, passando pelo Japão. Mas alguns deles abandonaram o rádio e partiram para outras atividades
Os radialistas Aldenor Evangelista Nogueira e Jacó Morais
O casamento do
locutor Martins Coelho com o rádio foi pela primeira vez na Emissora de
Educação Rural de Mossoró - "Rádio Rural", tendo sido o seu
padrinho
Monsenhor
Américo Vespúcio Simonetti foi uma das figuras mais importantes da igreja nas
últimas décadas no Rio Grande do Norte e que dirigia as emissoras rurais, uma em Natal,
outra em Caicó e outra em Mossoró.
O programa que
durante muitos anos o locutor Martins Coelho apresentou na Rádio Rural de
Mossoró, ao deixar esta, levou para Rádio Difusora, e como é um programa
popular, sempre conservou e continua aumentando a sua audiência em toda Mossoró
e nas regiões adjacentes.
Como é um
locutor que sempre gostou de animar o seu programa para não se tornar chato,
sem graça, certo dia era 1º de Abril (não me recordo o ano), e acreditando que
os seus ouvintes não iriam acreditar na sua informação, já que era o dia da mentira
- 1º de Abril, assim que chegou à Rádio Rural, no seu programa, Martins
Coelho avisou que em frente à Rádio Rural, na Praça
Vigário Antonio Joaquim, havia estacionado uma carreta cheia de mercadorias, as
quais seriam distribuídas com os mais carentes de Mossoró.
O mais
engraçado foi que muitos não se lembraram que aquele dia - 1º de Abril - era
dia da mentira. Logo a Praça Vigário Antonio Joaquim encheu de gente. E já que
ali não havia nenhum tipo de automóvel com carga, todos queriam saber para onde
haviam levado a dita carreta com as mercadorias.
Mas aconteceu
que o nosso grande locutor Martins Coelho pagou caro por isso, e foi castigado
pelo seu padrinho de casamento com a comunicação, o Monsenhor Américo Vespúcio
Simonetti, que o demitiu dos registros da Rádio Rural de Mossoró.
Como grande
profissional que é, Martins Coelho registrou pela segunda vez a sua Carteira
Profissional, e esta segunda vez, foi na Rádio Difusora de Mossoró,
permanecendo até os dias de hoje, como locutor.
Mas você acha
que Martins Coelho errou, em ter publicado este aviso, que em frente a Rádio
Rural tinha uma carreta cheia de mercadorias?
A população
foi quem errou, já que ela sabe muito bem, que o locutor Martins Coelho faz o
seu programa com muita graça e simplicidade.
Parabéns ao
locutor Martins Coelho, pela sua capacidade profissional no rádio mossoroese.
Com seu bando
de cangaceiros, Lampião aterrorizou o sertão nas décadas de 1920 e 1930 - Biblioteca Nacional
Ao longo das
décadas de 1920 e 1930, Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, espalhou o
terror pelo Nordeste. Com seu bando, percorreu o sertão atacando vilas, matando
inocentes, saqueando mercearias, achacando fazendeiros, roubando gado, trocando
tiros com a polícia.
A carreira do
criminoso brasileiro mais célebre de todos os tempos chegou ao fim há 80 anos.
Descoberto numa fazenda em Sergipe, Lampião foi morto pela polícia a tiros de
metralhadora, ao lado de outros dez cangaceiros, incluindo Maria Bonita, sua
companheira. Até o New York Times deu a notícia do histórico 28 de julho de
1938.
Os senadores e
os deputados da época olhavam o cangaço com preocupação. Documentos guardados
nos Arquivos do Senado e da Câmara mostram que os parlamentares trataram do
tema na tribuna em inúmeras ocasiões. Em 1926, o senador Pires Rebello (PI)
discursou:
— Quem vive
nesta capital da República [Rio], poderá achar que o governo tem feito a
felicidade completa dos brasileiros. Ofuscados pelos brilhos da luz elétrica, é
natural que os cariocas não saibam que naquele vasto interior existem
populações aquadrilhadas fora da lei que zombam da Justiça e ridicularizam
governos.
Muitos
cangaceiros haviam assustado o Nordeste antes de Lampião, como Cabeleira,
Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino e Sinhô Pereira, mas nenhum foi tão temido
quanto o rei do cangaço. As investidas de Lampião eram tão brutais que, na
Assembleia Nacional Constituinte de 1934, deputados nordestinos — a Assembleia
não teve senadores — redigiram cinco propostas para que a nova Constituição
previsse o combate ao cangaço como obrigação do governo federal.
A repressão
cabia às volantes, batalhões itinerantes das polícias dos estados. O que parte
dos constituintes desejava era que o Exército reforçasse a ação das volantes. O
deputado Negreiros Falcão (BA) afirmou:
— Os Lampiões
continuam matando, roubando, depredando, desvirginando crianças e moças e
ferreteando-lhes o rosto e as partes pudentas sem que a União tome a menor
providência. Os estados por si sós, desajudados do valioso auxílio federal,
jamais resolverão o problema.
Justiça
privada
O deputado
Teixeira Leite (PE) lembrou que os governos estaduais eram carentes de verbas,
armas e policiais:
— A força
policial persegue os bandoleiros, prende-os quando pode e mata-os quando não
morre. Hostilizados de todos os lados, recolhem-se à caatinga e se tem a
impressão de que o bando se extinguiu. Mera ilusão. O vírus entrou apenas num
período de latência. Cessada a perseguição, os facínoras repontam mais
violentos e sequiosos de sangue e dinheiro, apavorando os sertanejos e a
polícia.
Leite explicou
por que seria diferente com o Exército em campo:
— Que bando se
atreveria a aproximar-se de uma zona onde estacionassem tropas do Exército, com
armas modernas, transportes rápidos e aparelhos eficientes de comunicação?
Outra vantagem
era que as tropas federais podiam transitar de um estado a outro. As estaduais
não tinham tal liberdade — e os cangaceiros tiravam proveito disso. Uma vez
encurralados em Alagoas, por exemplo, os bandidos escapavam para Sergipe, Bahia
ou Pernambuco, estados nos quais as volantes alagoanas não podiam atuar.
Nenhuma das
propostas que davam responsabilidade ao governo federal vingou, e a
Constituição de 1934 entrou em vigor sem citar o cangaço.
— Na nova
Constituição, vamos invocar o nome de Deus. Vamos também constitucionalizar
Lampião? — ironizou o deputado Antônio Covello (SP).
Para o
deputado Francisco Rocha (BA), o cangaço exigia “remédio social”, e não
“remédio policial”:
— As causas do
cangaceirismo são a falta de educação, estrada e justiça e a organização
latifundiária preservando quase intactas as antigas sesmarias coloniais, para
não mencionar a estúpida ação policial dos governos.
Segundo o
jornalista Moacir Assunção, autor de Os Homens que Mataram o Facínora, sobre os
inimigos de Lampião, o cangaço surgiu na Colônia e tinha a ver com o isolamento
da região:
— O sertão
ficava separado do litoral e mantinha uma ligação muito tênue com Lisboa e,
depois, com o Rio. O que prevalecia não era a justiça pública, mas a justiça
privada. Era com sangue que o sertanejo vingava as ofensas. Muitos aderiram ao
cangaço em razão de brigas de família ou abusos das autoridades. Uma vez cangaceiros,
executavam a vingança contando com a proteção e a ajuda do bando.
Lampião entrou
no cangaço após a morte de seu pai pela polícia, em 1921.
— O cangaceiro
não era herói. Era bandido mesmo — esclarece Assunção. — A aura de herói tem a
ver com um atributo valorizado pelo sertanejo do passado: a valentia. O
cangaceiro enfrentava a polícia sem medo, de peito aberto. Isso era heroísmo.
Em 1935, com a
nova Constituição já em vigor, o senador Pacheco de Oliveira (BA) apresentou um
projeto de lei que destinaria 1,2 mil contos de réis aos estados para repressão
ao cangaço. O dinheiro sairia do orçamento da Inspetoria Federal de Obras
contra as Secas, responsável pela abertura de açudes, poços e estradas no
sertão.
A grande
preocupação de Oliveira eram os criminosos que atacavam os trabalhadores e
atrasavam as obras.
— Um
engenheiro avisou sobre o risco que corria seu pessoal. Como não lhe chegassem
recursos, lançou mão do único expediente que lhe era praticável: armou os
trabalhadores.
Os cangaceiros
matavam os operários por terem ciência de que a chegada do progresso ao sertão
colocaria em risco o futuro das quadrilhas nômades.
Amigo de
coronéis
O historiador
Frederico Pernambucano de Mello, autor de Quem Foi Lampião, diz que havia
motivos não confessos para que o governo federal e os estados pouco fizessem
para acabar com o bandido de uma vez por todas:
— Lampião
vivia fora da lei, mas mantinha excelente relacionamento com os poderosos. Era
protegido por coronéis e políticos. O governador de Sergipe, Eronildes Ferreira
de Carvalho, tinha amizade com Lampião e lhe fornecia armamento e munição.
A boa vida de
Lampião acabou quando Getúlio Vargas deu o golpe de 1937 e instaurou o Estado
Novo. Uma das bandeiras da ditadura era a modernização do país. Nesse novo
Brasil, que deixaria de ser agrário para se tornar urbano e industrial, o
cangaço era uma mancha a ser apagada.
A gota d’água
foi um documentário mudo que revelou ao país a rotina do bando de Lampião na
caatinga. O que se via eram cangaceiros alegres, bem vestidos e com joias. Nem
pareciam fugitivos. Sentindo-se afrontado, Vargas ordenou aos governadores do
Nordeste que parassem de fazer vista grossa e aniquilassem o rei do cangaço.
Assim se fez.
Lampião e seus subordinados foram mortos e decapitados em 1938, e o governo
expôs as cabeças em cidades do Nordeste. Bandidos de outros grupos correram
para se entregar, de olho na anistia prometida a quem delatasse companheiros.
Corisco, o último dos pupilos de Lampião, foi morto em 1940, e o cangaço enfim
se tornou passado.
"Em 9 de
julho de 1922, Angelines nasceu na Espanha. Na juventude, fez
parte de uma milícia anarquista antes de se tornar uma atriz de renome mundial,
principalmente por interpretar a "bruxa de 71" no programa do
Chaves.
Ela viveu na
Espanha revolucionária nos anos 30, juntando-se ao lado anarquista em defesa da
república durante o golpe de Estado de Francisco Franco, quando os fascistas
venceram a guerra civil espanhola.
Quando viu que
sua vida estava em perigo na Espanha, decidiu viajar para o México em 1947.
Segundo um comunicado da CNT espanhola “sendo jovem, quase uma criança, foi uma
lutadora revolucionária, uma mulher tão valente que arriscou a vida durante
quase dez anos pela nobre causa de ajudar a expulsar o tirano do governo".
Seu Madruga
Quem lhe deu
seu papel cativante na série chespirito foi Ramón Valdés, mais conhecido como
Seu Madruga. Além de ser seu amor eterno na série, na vida real foram grandes
amigos. Ramón morreu em 1988 de câncer. Miguel Valdés, seu neto, comentou que
Angelines foi a única do elenco que foi ao seu velório e que chegou a ficar mais
de duas horas junto à sua lápide, abatido pela perda do amigo.
Já em seus
últimos anos de vida pede um último desejo: ser enterrada ao lado de seu amigo
Ramón. Ele morreu em 1988 de câncer devido ao seu vício em tabaco e os dois
imortalizados como vizinhos no bairro do chavo, hoje repousam juntos no
cemitério "mausoleos del anjo" da capital mexicana.