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sábado, 25 de setembro de 2021

AS TURBULÊNCIAS POLITICAS EM TRIUNFO E O ASSASSINATO DO CEL DEODATO MONTEIRO

 Por José Tavares de Araujo Neto

Coronel José Pereira, de Princesa

Em 1919, parte da imprensa pernambucana apontou o envolvimento do coronel José Pereira e do empresário João Pessoa de Queiroz no assassinato do coronel Deodato Monteiro, chefe político de Triunfo.  No dia 24 de junho daquele ano, Deodato Monteiro havia sido morto em emboscada nas proximidades da cidade de Flores por um grupo composto por cerca de 15 homens, reconhecidamente sob o comando do seu desafeto, o bandoleiro Luiz Leão.

Havia entre coronel Deodato Monteiro e Luiz Leão uma desavença que perdurava desde os trágicos acontecimentos ocorridos nos dias 22 e 23 janeiro de 1910, quando Triunfo foi transformada em uma sangrenta praça-de-guerra, palco de confronto entre dois grupos políticos, que também davam nomes a dois blocos carnavalescos, o “Fumos” e o “Garras”, que protagonizaram horrendas cenas de selvagerias, tendo como resultado diversas vítimas, entre mortos e feridos.

Neste triste episódio, dentre outros, foram mortos Belarmino de Sousa Lima, delegado de Flores, mais conhecido por seu Belo, irmão do delegado de Triunfo, o truculento Joaquim de Sousa Lima, mais conhecido por Né da Barra. Seu Belo foi acertado por uma bala alvejada por Luiz Leão; e, também foi a óbito, o médico dr. Agostinho de Araujo Jorge, membro do grupo de oposição, que teve sua casa invadida por correligionários do coronel Deodato Monteiro.

Dr. Agostinho Luiz era acusado de ter fornecido uma arma ao alfaiate Manuel Antonio para se defender de agressão do delegado Né da Barra, que já o havia agredido e ameaçado de prisão. Em torno das 17 horas do dia 22, Né da Barra manda três homens surrar a cacete Manuel Antonio, que reage disparando contra seus agressores, inclusive acertando um deles. Né da Barra e seu irmão Belo vem ao ataque a Manuel Antonio, neste momento Luiz Leão atira em Belo, que, baleado, é removido para a residência do coronel Deodato Monteiro, onde vai a óbito pouca mais de uma hora depois. Após uma rápida conferência, o grupo que estava no velório, fortemente armado e bem municiado, decide atacar a casa do médico e de outas figuras importantes da oposição. 

José Tavares de Araujo Neto, autor.

Neste ínterim, outro grupo de cidadãos, constituído por major Isaías Lima, Pedro Alves, José Vieira e outros oito integrantes do “Garras”, se refugia na Casa de Caridade, lugar que acharam ser mais seguro para se proteger da fúria dos componentes do Grupo “Fumos”, os correligionários do coronel Deodato Monteiro.  O cerco à Casa de Caridade só foi encerrado na manhã do dia 23, graças à intervenção do coronel José Pereira, que deslocando-se da cidade de Princesa, e, juntando-se ao comerciante Manuel de Siqueira Campos (Dudu) e seu sócio Carolino de Arruda de Campos, conseguiu, em conversação com os sitiantes Deodato Monteiro, Né da Barra e Cândido Cajazeiras, negociar o cessar fogo.

À medida que o tempo foi passando foi acentuando ainda mais a contenda entre o coronel Deodato Monteiro e Luiz Leão. Notadamente após o assassinato de Arthur Leão, irmão de Luiz, cujo crime ele atribuía ao chefe político de Triunfo. E, mais recentemente, em um dos dias da festa de carnaval próximo passado, quando o delegado João Gomes, genro de Deodato Monteiro, havia tentado efetuar a prisão de Luiz Leão, que estrategicamente fugiu da cidade, e, à noite, retornou com um grupo, que abriu fogo contra o destacamento policial local. 

Naquela manhã do dia de São João de 1919, quando o veículo que transportava o coronel Deodato Monteiro foi abordado pelo grupo capitaneado por Luiz Leão, este, antes de executá-lo, perguntou-o pelo delegado de Triunfo João Gomes, estranhando a ausência do genro do coronel, que certamente também seria alvo da operação criminosa. Aliás, é oportuno registrar, que o delegado João Gomes foi destaque na imprensa nacional por dar proteção ao seu irmão José Gomes, um dos indiciados no assassinato do industrial Delmiro Gouveia, crime ocorrido em 10 de outubro de 1917.

Parte da imprensa pernambucana atribuiu motivação política no atentando contra o coronel Deodato Monteiro. Na época, o Jornal do Comércio de Recife, propriedade João Pessoa de Queiroz vinha publicando uma série de acusações contra o coronel Deodato Monteiro, que pretendia ser candidato a prefeito de Triunfo, cargo que já havia ocupado. Por outro lado, o coronel José Pereira tornou-se suspeita porque, segundo dizia-se, após o crime o bando havia se homiziado em uma de suas propriedades no município de Princesa, no vizinho Estado da Paraíba.

O promotor, dr. José Carlos Cavalcante Borges, denunciou Luiz Leão como responsável material intelectual pelo crime, alguns dos seus companheiros que foram identificados como executores e o coronel José Pereira Lima como conivente moral do crime, por haver facilitado a fuga e homiziado os criminosos em sua propriedade. Não apurando absolutamente nada que incriminasse o empresário João Pessoa de Queiroz.

O Juiz de Direito, dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade Lyra, pronunciou como responsaveis pelo referido crime os indivíduos de nome Luiz Leão, Cabral de tal, Cicero Manoel Romão, vulgo Cícero Ventania, Salú Leovigildo, Nezinho Leovigildo e Jonas Gabriel, sendo julgada improcedente a denúncia contra Odilon de tal, Dionísio e coronel José Pereira Lima.

Segundo o Juiz, não ficou comprovado que houvesse conveniência do coronel José Pereira, mesmo porque todas as testemunhas ouvidas garantiram ou desconheciam que existisse qualquer tipo de desentendimento entre os chefes políticos de Princesa e o de Triunfo. O máximo que se comprovou durante as oitivas foi que Luiz Leão, após ser indiciado em crimes praticados em Triunfo, Estado de Pernambuco, sob o pretexto de ser vítima de perseguições políticas, teria ido residir no lado paraibano da serra da Baixa Verde, em propriedade pertencente ao coronel José Pereira, na região do povoado de Patos, município de Princesa.

José Tavares de Araujo Neto, pesquisador , Pombal-PB 

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/09/as-turbulencias-politicas-em-triunfo-e.html

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Dr. ARSÊNIO MOREIRA

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de setembro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.59?

Já falei sobre isso. Para marcar o início do Século XX, foi erguido um cruzeiro de madeira no topo do serrote do Cruzeiro, em Santana do Ipanema. Quinze anos após, como motivo de promessa, foi levantada uma capela em homenagem a Santa Terezinha, por trás do cruzeiro. O autor foi o sargento de polícia Antides Feitosa, casado com Dona Hermínia Rocha, florista da cidade. As intempéries destruíram o templo. Em torno dos anos 60, o deputado santanense Siloé Tavares, ergueu a segunda capela sobre as ruínas da primeira. No pé do serrote muita zabumba com banda de pífanos, feijoada e foguetório para animar trabalhadores e devotos que subiam o serrote, conduzindo material de construção. Com o tempo, a segunda capela ruiu e aproximadamente em 1990 ? abnegados santanenses construíram a terceira capela até com arquitetura estanha à nossa região. Continua de pé.

Uma foto antiga mostra alguns visitantes na igrejinha original, entre eles, um caçador e um homem de branco que parece indivíduo importante. Por acaso, descobri tratar-se do primeiro médico de fora a clinicar em Santana do Ipanema: Dr. Arsênio Moreira.  Não era mais aquele rapaz simpático do início da carreira, mas sim, um cidadão de meia idade, forte e completamente outro. Arsênio viera da Bahia convidado para servir às forças policiais em Mata Grande. Depois viera para o 7 Batalhão de Polícia de Alagoas chegado em Santana do Ipanema, em 1936. Passou a servir ao Batalhão e depois particularmente onde hoje é o casarão do museu da cidade. Foi ele quem examinou o veneno que Lampião conduzia. Isso após a chacina acontecida em Angicos, em 1938

Arsênio foi homenageado com seu nome no título do primeiro hospital de Santana. Sua enorme foto que ilustrava a parede de recepção da unidade, atualmente encontra-se no Museu Darras Noya, onde morou e clinicou. Com a fundação do novo hospital na Cajarana, o antigo ficou desativado e quase vira ruínas. Com isso perdeu-se a homenagem do homem que tanto fez por Santana do Ipanema e a todo o sertão de Alagoas. Era carismático, humano e competente, dizem todos os que precisaram dos seus serviços médicos. Mesmo assim, ainda tem pedaços de avenida com seu nome.

A foto abaixo, portanto, deve ter sido tirada em torno do final dos anos 50.


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MEMÓRIA DO CANGAÇO.....NO POVOADO SERROTA COM AS IRMÃS DO CANGACEIRO PASSARINHO...EM 1999

 Por João de Sousa Lima


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MEMÓRIA DO CANGAÇO....NO DIA QUE A ATRIZ VANJA ORICO CONHECEU OS CANGACEIROS MORENO, DURVINHA E ARISTEIA....

 Por João de Sousa Lima


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DEFENSORES NA SEDIÇÃO DE JUAZEIRO, 1914.

Acervo do Beto Rueda

Fonte:

OLIVEIRA, Xavier. beatos e cangaceiros. Rio de Janeiro: S.n., 1920.

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DICA DE LIVRO DO CANGAÇO.. ....VÍDEO

Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=t_5l-dVs5AI&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Lampião o último cangaceiro, de Joaquim Góis

Ângelo Osmiro Barreto, pesquisador e escritor das histórias do cangaço possui uma das maiores, senão a maior, biblioteca com o tema Cangaço, no Brasil.

Já foi presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e hoje é presidente do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará.


Toda sexta-feira, às 19:15h, fique com a Dica de Leitura do Prof. Ângelo Osmiro.

Mais um excelente vídeo com o selo e qualidade, Aderbal Nogueira e Angelo Osmiro Barreto..

 https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=2031743560323083&notif_id=1632523468911408&notif_t=group_activity&ref=notif

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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

LA VEM SABINO MAIS LAMPIÃO CHAPÉU DE COURO E FUZIL NA MÃO , FOTO EU MONTEI.

 Por Samuel Silva Biel

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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

NÓS, IMBU E IMBUZADA

  Clerisvaldo B. Chagas, 22/23 setembro

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.587


O IMBU, fruto do imbuzeiro, é um dos mais gostosos do sertão nordestino. É agrodoce, arredondado, verde e adorado pelos sertanejos. O falso letrado o chama de umbu. Aqui no sertão é IMBU mesmo, cabra véio. No sertão alagoano o imbuzeiro não faz parte da agricultura, mas sim da vegetação. Isso quer dizer que a árvore e nativa e nunca ouvimos dizer que alguém tenha plantado um imbuzeiro num sítio qualquer. Ao contrário. Durantes as coivaras nas fazendas, imbuzeiros são chamuscados pelo fogo e morrem; além dos fazedores de doce da sua raiz (muito saboroso) que termina eliminando a árvore, cuja batata acumula água para os tempos difíceis. A safra do imbu coincide bastante com o tempo de Semana Santa, quando a atração imbuzada, é feita nos lares do semiárido. Come-se a imbuzada em prato sopeiro ou em copo como vitamina, uma delícia!

O imbuzeiro (Spondias tuberas) é um nome de origem Tupy e nativo do bioma caatinga.  Quando alguém chupa muito imbu, pode se queixar que os frutos “desbotaram” os seus dentes. Já a imbuzada é feita cozinhando os imbus, passando-os na peneira e levando-os ao fogo com leite e açúcar. Iguaria inigualável sertaneja. Na Bahia existe até cooperativa dos catadores de imbu que se espalham pela caatinga, coletam os frutos caídos ou subindo pelo seu tronco e galhos e os conduzem à cooperativa onde serão transformados em picolé, geleia, doce e mais transformação. Isso faz gerar renda para os agricultores, emprego na cooperativa e temporário no campo. Não temos essa iniciativa em Alagoas. Quando existe interesse, tudo é possível.

Lembra-me que quando levamos nossos alunos da então, Escola Estadual Helena Braga das Chagas à Reserva Tocaia, no sítio Tocaias, subimos uma colina dentro da Reserva onde havia uma clareira com um pé de imbu. Pense na corrida dos estudantes em busca dos frutos do imbuzeiro. É fácil de subir no tronco dessa arvoreta copada. Primeiro o interessado perscruta de baixo e o imbu escolhido irá ser coletado em uma das três formas seguinte: na pedra, na vara ou na escalada ao tronco. Sua sombra não é bem fechada, contudo aceita bem uma rede a se balançar à sua sombra. Muito melhor ainda se a vegetação estiver bem verdinha quando o cheiro intenso de mato toma conta.

Ô vida de gado!


Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/09/nos-imbu-e-imbuzada-clerisvaldob.html

O PUNHAL DO CANGACEIRO SOFRÉ OU SOFREU.

Por Sandro Lee

Com uma fotografia original, e outra fotografia colorizada, pelo amigo é Mestre, Rubens Ântónio.

Com o total a poio do grande curador, e colaborador: Guilherme Machado, historiador, é Escritor...


https://www.facebook.com/sandro.lee.9883/posts/864302214459721?comment_id=864308707792405&notif_id=1632417374053845&notif_t=comment_mention&ref=notif

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APAGANDO O LAMPIÃO: VIDA E MORTE DO REI DO CANGAÇO

Capa - Apagando o Lampião Vida e Morte do Rei do Cangaço.

Sinopse

O personagem da história brasileira que é tema deste livro já foi apontado por muitos como bandido e por outros como produto das injustiças sociais. Polêmicas à parte, não restam dúvidas de que Lampião permanece magnetizando a curiosidade de todos que já dele ouviram falar.

Mito ainda em vida, sua morte só fez aguçar toda a mística que cerca sua trajetória. Afinal de contas: quem matou Virgulino Lampião? Muita tinta já foi gasta procurando dar conta deste imbróglio.

E o historiador Frederico Pernambucano de Mello traz aqui ao leitor um retrato vivo e completo deste homem de coragem e inteligência cuja trajetória já foi objeto de música, filme, novela e tantas outras manifestações da arte.

Através de uma linguagem certeira e ancorado por caudalosa documentação escrita e ampla gama de depoimentos orais, o autor deste livro contextualiza historicamente as ações de Lampião e seu bando nas primeiras décadas do século XX e desata o nó que até então existia a respeito do assassinato de uma das figuras mais admiradas e, ao mesmo tempo, temidas de nossa história.

Sopro renovador na historiografia do cangaço brasileiro, Apagando o Lampião – Vida e morte do Rei do Cangaço joga luz definitiva sobre um dos enigmas que ainda persistiam na rica seara da história nacional.

Apagando o Lampião - Vida e Morte do Rei do Cangaço

Frederico Pernambucano de Mello

Nasceu no Recife, em 1947. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, sua especialização profissional abrange, além do Direito, Administração de Assuntos Culturais. Em 1988, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras (APL).

É membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Foi procurador federal no Recife e, de 1972 a 1987, integrou a equipe do sociólogo Gilberto Freyre na Fundação Joaquim Nabuco, que o reconhecia, já em 1984, como “mestre dos mestres em assuntos de cangaço”.

Dentre outros livros, é autor de Guerreiros do Sol – violência e banditismo no Nordeste do Brasil (A Girafa), Estrelas de couro – a estética do cangaço (Escrituras) e A guerra total de Canudos (Escrituras).

ARMAS USADAS NO TEMPO DO CANGAÇO..!....VÍDEO ( armas brancas e de fogo ). Com o pesquisador e escritor LOURO TELES..

 Por Fabinho filho do sertão

https://www.youtube.com/watch?v=tawqe3FB5I4&ab_channel=FABINHOFILHODOSERT%C3%83O

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COM FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELLO EM RECIFE, ENTREGANDO MEU LIVRO “1927 – O CAMINHO DE LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE”

Rostand Medeiros – IHGRN

Depois de quase sete meses recluso na minha residência em Natal devido ao atual problema da pandemia, por esses dias eu tive a grata oportunidade de pegar a estrada BR-101 e seguir para Recife, onde visitei o amigo Frederico Pernambucano de Mello.

Como já aconteceu em outras oportunidades e apesar do distanciamento em relação a questão do COVID-19, eu fui muito bem recebido pelo amigo e a conversa foi bastante ampla e excepcional. E só tiramos as máscaras para bater uma chapa e registrar o momento!

Sempre é bom encontrar alguém com amplo conhecimento em determinados temas e mais ainda quando essa pessoa, como é o caso de Frederico, possuí algumas qualidades simples e que parecem faltar nos dias de hoje – Transmitir conhecimentos de forma clara e objetiva, além de escutar com atenção ideias e opiniões. Isso tudo em meio a muita simplicidade, algo que lhe é próprio e normal. Pude aprender mais sobre a História do nosso querido Nordeste.

Na ocasião lhe ofertei um exemplar do meu novo livro “1927 – O Caminho de Lampião no Rio Grande do Norte”. Fiquei muito agradecido pela atenção, respeito e fidalguia dispensada a esse potiguar.

Realmente valeu a viagem!

Segundo o Wikipédia, Frederico Pernambucano de Mello nasceu na cidade do Recife, capital do estado brasileiro de Pernambuco, é Procurador federal aposentado, é formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Faculdade de Direito do Recife e em 1988 foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras e foi superintendente da Fundação Joaquim Nabuco. Tem entre suas obras Rota Batida: escritos de lazer e de ofício, Guerreiros do sol: o banditismo no Nordeste do Brasil, Quem foi Lampião, A Guerra Total de Canudos, Delmiro Gouveia: desenvolvimento com impulso de preservação ambiental, Guararapes: uma visita às origens da pátria, A tragédia dos blindados: um episódio da Revolução de 30 no Recife, Estrelas de couro: a estética do cangaço, Benjamin Abrahão: Entre Anjos e Cangaceiros, Na trilha do cangaço: o sertão que Lampião pisou, Guerra em Guararapes & outros estudos, Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço. 

https://tokdehistoria.com.br/2020/09/21/com-frederico-pernambucano-de-mello-em-recife-entregando-meu-livro-1927-o-caminho-de-lampiao-no-rio-grande-do-norte/

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O ARREGO DA VOLANTE CONTO NOVO - 22/09/2021

 Por Contos do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=7-3U1GJfBIM&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

https://www.facebook.com/groups/508711929732768/?multi_permalinks=912155556055068%2C910954782841812%2C910620792875211%2C910134532923837&notif_id=1632051084381709&notif_t=group_activity&ref=notif

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MEMÓRIA DO CANGAÇO....COM A CANGACEIRA ADILIA... POÇO REDONDO, EM 1997...

 Por João de Sousa Lima


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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

VISITA AO TÚMULO DO CASAL CANGACEIRO SILA E ZÉ SERENO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=-Jro9DAEHv8&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Visita realizada no último dia 28 de julho de 1938, data em que se comemorou 82 anos da morte de Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um soldado da Força Policial Volante alagoana, fato ocorrido na Grota do Angico na época pertencente ao município de Porto da Folha no estado de Sergipe e atualmente anexada ao município de Poço Redondo/SE. Vamos conhecer o local onde está sepultado o casal cangaceiro. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. 

Valeu... Cabroeira! Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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SERRA TALHADA FAZENDA SERRA VERMELHA E A MORTE DE ZÉ NOGUEIRA - FINAL.

Por Cangaçologia 

https://www.youtube.com/watch?v=lpuU7OM2BCA

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SERRA TALHADA FAZENDA SERRA VERMELHA E A MORTE DE ZÉ NOGUEIRA - PARTE I.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=mbpMe5ZAi6A&t=22s&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

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https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

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LAMPIÃO. SINHÔ PEREIRA E AS QUESTÕES SANGRENTAS COM A FAMÍLIA NOGUEIRA. PARTE I.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=qfFhXkn30jA&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Algumas das histórias envolvendo as antigas questões entre Lampião, Sinhô Pereira e a família Nogueira, que tantas mortes causaram no sertão do Pajeú pernambucano, sendo contadas pelo senhor Saturnino Alves Nogueira bisneto do Major João Nogueira que no passado sustentou combates contra o bando de Sinhô Pereira e Luiz Padre do qual Lampião e seus irmãos Antônio e Livino Ferreira faziam parte e neto de Zé Nogueira da Serra Vermelha, no município pernambucano de Serra Talhada, que foi assassinado por Antônio Ferreira no dia 26 de fevereiro de 1926.

São histórias de um passado sangrento e sofrido pelo qual passou o sertanejo daquela época. Um sertão onde as leis existentes não prevaleciam, onde quem mandava era quem tinha mais influência, poder financeiro e bélico e ao povo restava a submissão, ainda que contra a vontade. Fatos que causaram contendas, mortes e sofrimentos por todo o sertão.

Que essas histórias sirvam como fonte de conhecimento e aprendizado para que o passado jamais se repita. Em breve a segunda parte. Continuem nos acompanhando. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:

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VÍDEO 14 MINUTOS DE LAMPIÃO

 Por Victor Hugo Oliveira Bin

https://www.youtube.com/watch?v=O33Flqcp5B4&ab_channel=VictorHugoOliveiraBin

Este vídeo é uma gravação feita por Benjamin Abrahão com o Lampião em carne e osso.

Vídeo histórico (sem áudio) com 4 minutos de cenas inéditas desse que, sem dúvidas, foi um dos mais polêmicos personagens que o Brasil já teve.

Este vídeo faz parte da obra "Iconografia do Cangaço", da editora Terceiro Nome, com organização do Ricardo Albuquerque.

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NO COITO DA PIA DAS PANELAS, SERTÕES DE POÇO REDONDO.

Por Rangel Alves da Costa

Aqui, sentado na beirada de uma das panelas abertas na pedra, de vez em quando olhando ao redor para avistar pedreiras, funduras, trincheiras, locas e esconderijos, então me vejo – até entristecido – matutando: Aqui foi templo e pedestal cangaceiro. Aqui serviu tanto como coito para repouso e ocultamento bandoleiro como para sentenças de mortes dos próprios cangaceiros. A cangaceira Lídia foi morta ali, o cangaceiro Coqueiro foi morto acolá, a cangaceira Rosinha um pouco mais adiante. E eu aqui em meio ao livro aberto no passado. Aqui rodeado de memórias tristes, de sombras medonhas de antigamente, de horrores e de ecos aflitos que o tempo jamais silencia. É como se o sangue ainda estivesse amolecido por cima das pedras e ao redor. É como se lá dentro, lá dentro da fundura da panela da pia, vultos se movessem procurando saída. Bem ali ao fundo, logo depois do velho umbuzeiro, há uma cova. É a sepultura de Lídia. As pedras juntadas por cima talvez tenham sido ali despejadas pelas mãos odiosas do algoz Zé Baiano, seu traído companheiro. Lampião estava por aqui, mas deixou que tudo acontecesse pela mão do ódio, da vingança e da violência. Mas não foi só culpa de Lampião, e sim da hostilidade do tempo e da desesperança na luta, do ódio entrincheirado nos corações e das incertezas em cada passo. Em meio a tanta morte, a tanto sofrimento e a tanto sangue derramado, de nenhuma valia seria uma vida a mais ou a menos. Mas é melhor deixar pra lá. Avisto Lampião saindo detrás de um tufo de mato e vindo em minha direção. Eu teria muito a falar com ele, pois muita pergunta a fazer, mas é melhor deixar isso pra lá. Aqui no coito é assim, um reencontro com o cangaço e sua história, mas também uma tristeza danada pelo que aqui aconteceu. E que parece tão presente como naquele mês de julho do ano de 34.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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OS 10 CABRAS MAIS CRUÉIS DE LAMPIÃO

 Por Helton Araújo

https://www.youtube.com/watch?v=iwjntyrE1Oo&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

LIVRO

    Por Francisco Pereira Lima

Indicação Bibliográfica. Nova e caprichada reedição, com Xilogravuras, do excelente livro VELHOS COSTUMES DO MEU SERTÃO, de Juvenal Lamartine. 

Quem desejar adquiri-lo entrar em contato com o Professor Pereira. Whatsapp 83 9 9911 8286, ou ainda franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1720730074802596%2C1720457008163236%2C1720434674832136&notif_id=1630233395090042&notif_t=group_activity&ref=notif

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LIVROS DO RUBENS ANTONIO

  Por Edinardo Marques

https://www.facebook.com/photo/?fbid=5400397820000468&set=a.5228106547229597

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A VINGANÇA DO TENENTE ANTÔNIO DE AMÉLIA

 Por Histórias da Vida Real

https://www.youtube.com/watch?v=Hq3ojhpjIOY&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidareal

Veja, A VINGANÇA DO TENENTE ANTÔNIO DE AMÉLIA, Corisco cangaceiro de Lampião e seus cabras assaltam um velho amigo e sócio do tenente Antonio de amélia... que jurou vingança, e prometeu aniquilar quem deu fim ao seu amigo. detalhes no vídeo. vamos ver??? #historiasdavidareal 

Contato: artehoraciomoura@gmail.com

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Documentário MULHERES NO CANGAÇO - 2.000/SP.....V Í D E O

 Por Dimas Oliveira Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=_g91L5q9ggI&ab_channel=Dimasoliveirajunior

Através de depoimentos da ex-cangaceira Ilda Ribeiro (SILA), o universo feminino das mulheres dos grupos de Lampião e Corisco, são cantadas e decantadas neste documentário. Apresentação de Rejane Marques e Eldo Mendes. Produção Branca Regina Rosa. Ano: 2000/SP - Rede Sesc Senac de Televisão.

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JOÃO DE SOUSA LIMA

 Por Odisseia Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=57BRfZm3u9M&ab_channel=ODISSEIACANGA%C3%87O

O Odisseia Cangaço de hoje será uma conversa com o pesquisador João de Sousa Lima. Vamos conhecer um pouco da história desse ícone da pesquisa e vamos conhecer algumas das peças de sua coleção de itens do cangaço. Vamu que vamu! Se increva no canal e fique ligado no Odisseia Cangaço.

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CANGAÇO E EU - JOÃO DE SOUSA LIMA

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=uVe26e_saKg&t=342s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

O pesquisador João de Sousa Lima fala um pouco de sua vida no mundo do cangaço. Contatos de João de Sousa Lima Telefone/Whatsapp: (75) 98807-4138 e-mail: joaoarquivo44@bol.com.br Blog: www.joaodesousalima.blogspot.com Link desse vídeo: https://youtu.be/uVe26e_saKg

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O CANGACEIRO QUE NUNCA EXISTIU

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=WWLYdk3wu7c&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Padre Frederico Bezerra Maciel e o nó que ele deu na história com a criação do suposto cangaceiro Paturi no evento de Angico. Além disso outras criações sobre o fato que são uma verdadeira obra de ficção. 

Vale ressaltar que a obra do padre como um todo é muito boa, e se não fossem essas invencionices seria sem dúvidas uma das melhores sobre Lampião. 

Link desse vídeo: https://youtu.be/WWLYdk3wu7c

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SATURNINO E OS FERREIRAS

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=GDSoi3LWct8&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Luiz Cazuza fala sobre Saturnino e a amizade de sua família com Lampião Link desse vídeo: https://youtu.be/GDSoi3LWct8

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A HISTÓRIA DE SEVERINO JANUÁRIO

 Por Almeida Júnior Locutor

https://www.youtube.com/watch?v=lCQwiyfAub8&ab_channel=AlmeidaJuniorLocutor

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O MASSACRE E AS HISTÓRIAS DO CALDEIRÃO DA SANTA CRUZ DO DESERTO. PARTE I.

 Por Arquivo Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=7k1Urn6JsAI&ab_channel=ArquivoNordeste

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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

JOSÉ FERREIRA SOBRINHO DE LAMPIÃO

 Por Rubens Antonio

Recuperando, aos poucos, a imagem de José Ferreira, sobrinho de Lampeão, a partir de imagem de jornal. Ele chegou preso, a Salvador, em março de 1939.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6293042340736007&set=a.4837797889593800

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CORONEL JOÃO MARIA DE CARVALHO

 Por Rubens Antonio

Coronel João Maria de Carvalho, de Pedro Alexandre. Imagem retificada por mim, a partir de original de propriedade de sua família gentilmente disponibilizado por Guilherme Machado,

https://www.facebook.com/photo?fbid=6395509427155964&set=a.4837797889593800

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MEMÓRIA DO CANGAÇO.....COM O CANGACEIRO ALECRIM, DO BANDO DE ÂNGELO ROQUE.....EM 1998

 Por João de Sousa Lima

https://www.facebook.com/photo/?fbid=4507277079293075&set=a.414751525212338

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CASARÃO DO BANCO

Clerisvaldo B. Chagas, 20/21 de setembro de 2021 

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica; 2.588

Aproveitando a ocasião em que escrevemos a Unidade 3 do livro pertencente à Prefeitura local, “Santana do Ipanema, Terra da Gente”, ficou circulando na cabeça os edifícios nossos, patrimônios materiais, inclusive o casarão do banco. Foi um dos vários edifícios da cidade, construído para o mundo comercial como tantos outros que ficaram famosos. Muitas dessas construções foram construídas no tempo de Santana vila, isto é, antes de 1920. Nesse caso específico entra em foco o prédio do Centro Comercial, vizinho à direita da tão conhecida “Casa o Ferrageiro”. Suas paredes são tão largas que parecem feitas para ocasião de guerra. Descobrimos por acaso quem teria construído tão pomposo casarão: o comerciante Tertuliano Nepomuceno, mas não temos nenhuma outra informação, isto é, o período exato em que foi construído.

Não tendo como identificá-lo de outra maneira, nós o chamamos de Casarão do Banco, porque ali funcionaram várias repartições públicas, inclusive dois bancos. Quem não se lembra do PRODUBAN, Banco da Produção do Estado de Alagoas, dos tempos do governo Divaldo Suruagy? Funcionou naquele prédio e era motivo das gozações do funcionário do Banco do Brasil João Farias que falava: “Banco é do Brasil, esse é tamborete”. Pois bem, também no casarão, depois, funcionou o Banco do Brasil, a Exatoria Estadual, a Biblioteca Pública, e inúmeras outras atividades que honraram a pujança do edifício. Fotografias do Comércio do início dos anos trinta já registravam a presença do edifício em questão. Vai acompanhando a evolução da Praça Cel. Manoel Rodrigues da Rocha.

Apesar da pujança do Casarão do Banco, não chama atenção de ninguém, a não ser do curioso ou do pesquisador atento. Os transeuntes passam na calçada todos os dias, para cima e para baixo e nem percebem a sua presença com décadas e décadas de história para contar. E como o hóspede mais ilustre foi o Banco do Brasil, vale salientar que este construiu sua sede própria no Bairro do Monumento onde permanece até a presente data. Lembro ainda do caminhão do senhor Arnóbio Chagas, despejando pastilhas para revestir sua fachada singular.

Santana histórica!

Santana revivendo!

CASARÃO DO BANCO (FOTO: LIVRO 230, DOMÍNIO PÚBLICO).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/09/casaraodo-banco-clerisvaldob.html

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CORTAR A CABEÇA DE CANGACEIRO...O POR QUÊ !

 Por Yaperi Araújo

Cortar cabeças, ou morte por degola ou a separação da cabeça do corpo é uma prática muito antiga. Ela tem um significado politico, ou seja, o da subjugação do vencido. Sob, o aspecto religioso cristão, a cabeça separada do corpo, não permitiria a ressurreição do morto. A bíblia fala do corte da cabeça de João Batista, a pedido de Salomé. Em Canudos, após a derrota de Conselheiro a degola, foi geral (triste página de nossa história...). Mesmo, após sua morte, foi procedida a exumação e o corte de sua cabeça.

Em 1926, quando da passagem da Coluna Prestes pelo nordeste, ocorreram casos de degola tanto feita pelos revoltosos, quanto pelos legalistas. No cangaço, esse procedimento teve uma ocorrência muito grande, sobretudo na 2ª fase do fenômeno, em que as cabeças eram apresentadas às autoridades, e, os matadores eram promovidos. A ordem era geral, ou seja, matar e trazer a cabeça. 

Cabeças de Serra Branca, Eleonora e Ameaça.

A separação da cabeça do resto do corpo, mutilando-o, fragmenta a ideia da imortalidade. No caso da degola procedida em Angico (morte de Lampião, Maria e mais 9 cangaceiros), por ocasião da degola de MARIA, após o corte da cabeça, alguns policiais informaram que colocaram o dedo no canal medular extraindo parte da massa cinzenta-encefálica.

O próprio Tenente João Bezerra informou que após as mortes de cangaceiros em Angico, as cabeças tiveram que ser cortadas, pois ficava impossível, trazer os corpos em face das dificuldades encontradas.

Professor Iaperi Araujo
Rio Grande do Norte

https://cariricangaco.blogspot.com/2016/12/cortar-cabeca-de-cangaceiroo-por-que.html

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