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sábado, 1 de dezembro de 2018

INFORMES IMPORTANTES PARA ELEIÇÕES DA ASCRIM/2018 DE HOJE - RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 010/2018


RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 010/2018
I - Na qualidade de Presidente da ASCRIM, conforme me faculta a alínea “a”, do § único do Art. 36, Albergado no Art. 35: item 1, inciso I, item 2 inciso II, item 1 da alínea “d” do inciso III , item 7 da alínea “e” do inciso III, combinados com o parágrafo único, todos do Estatuto da ASCRIM:
1. CONSIDERANDO que, A CEA/2018 emitiu a PUBLICAÇÃO DA HOMOLOGAÇAO DO REGISTRO DE INSCRIÇÃO DAS ÚNICAS CHAPAS (vide anexo) CANDIDATAS PARA DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL DA ASCRIM DO BIÊNIO 2019-2020, em 19.11.2018, conforme item 4.2 do EDITAL AGO Nº/2018, recebido por este DIGNITÁRIO PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM, no prazo regulamentar. divulgada para todo o CORPO ASSOCIADO DA ASCRIM, através do Ofício Nº 070/2018, DE 24.11.2018.
2. CONSIDERANDO que, em consequência o ESCRUTÍNIO SECRETO das ELEIÇÕES DA ASCRIM/2018, será substituído pela “ELEIÇÃO POR ACLAMAÇÃO” disposto no ART 20º do REGULAMENTO GERAL DAS ELEIÇÕES DA ASCRIM-REGEA,
3. CONSIDERANDO que, por neologia sincrônica análoga à “ELEIÇÃO POR ACLAMAÇÃO”, O “VOTO POR ACLAMAÇÃO”,-interpretada norma de nomenclatura conceitual literal-, consiste na expressa manifestação  de votopresencial oral ou por escrito do ASSOCIADO, “IN LOCO” NA AGO Nº 001/2018,
RESOLVO:
a. CONVIDAR, o(a)s ASSOCIADO(A)S DA ASCRIM, a participarem da “ELEIÇÃO POR ACLAMAÇÃO” da única chapa candidata inscrita para DIRETORIA EXECUTIVA E DO CONSELHO FISCAL DA ASCRIM biênio 2019/2020, que ocorrerá hoje(quinta-feira), temporariamente, no seguinte HORÁRIO E MODO:
1. DAS 16HS ÀS 17HS, O “VOTO POR ACLAMAÇÃO” SERÁ COLETADO INDIVIDUAL OU COLETIVAMENTE, no AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUN. NEY PONTES DUARTE.
2. DURANTE TODO O DIA DE HOJE, ATÉ AS 17HS, PARA OS QUE ESTIVEREM AUSENTES OU IMPEDIDOS DE COMPARECER, O “VOTO POR ACLAMAÇÃO” SERÁ COLETADO INDIVIDUAL OU COLETIVAMENTE, via email direto no cea-2018@hotmail.com (CEA/2018) ou opcionalmente no asescritm@homail.com (ASCRIM).
b) O PRESIDENTE da ASCRIM PROCLAMARÁ OS NOMES e CARGOS da “ELEITOS DAS ÚNICAS CHAPAS CANDIDATAS INSCRITAS(VIDE ANEXO), na AGO Nº 01/2018, determinando à CEA/2018, registrar  no RELATÓRIO DO PROCESSO ELEITORAL DAS ELEIÇÕES DA ASCRIM/2018, que os “ATOS SOLENES DA ASCRIM”da DIPLOMAÇÃO E POSSE DOS ELEITOS, acontecerá em março/2019.
c) EM CARÁTER EXCEPCIONALÍSSIMO,  TODOS E TODAS,  ESTÃO DISPENSADOS DO USO DO UNIFORME OFICIAL DA ASCRIM, para a AGO Nº 01/2018 de hoje, A PARTIR DAS 16HS E ATÉ AS 17HS.
TERMOS EM QUE SE EXPEDE E CUMPRA-SE, REVOGANDO-SE AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO.

MOSSORÓ(RN), 27 DE NOVEMBRO DE 2018,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM-

A N E X O AO OF. Nº 067/2018, DE 14 de NOVEMBRO de 2018
CHAPA CANDIDATA DOS INSCRITOS NAS ELEIÇÕES DA:
DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM-BIÊNIO 2019/2020-CARGOS DE:
1-PRESIDENTE EXECUTIVO: FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO.
2-VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO: TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO.
3-1ª SECRETÁRIA: MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO.
4-2ª SECRETÁRIA: VANDA MARIA JACINTO
5-1º TESOUREIRO: EXPEDITO DE ASSIS SILVA.
6-2º TESOUREIRO: (VAGO)
7-DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS: ELDER HERONILDES DA SILVA
8-DIRETOR DE ACERVOS: GERALDO MAIA DO NASCIMENTO.
9-DIRETORA DE ASSUNTOS ARTÍSTICOS: MARTHA CRISTINA ELEUTÉRIO MAIA.
11-DIRETORA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS: MARIA CONCEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA.
12-DIRETOR DE ASSUNTOS JURÍDICOS: LÚCIO NEY DE SOUZA
--------------------------------------------------------------------------------
CHAPA CANDIDATA DOS INSCRITOS NAS ELEIÇÕES DO CONSELHO FISCAL DA ASCRIM--BIÊNIO 2019/2020-CARGOS DE:
1-PRESIDENTE: WILSON BEZERRA DE MOURA.
3-SECRETÁRIA: MARIA DO SOCORRO DE ALBUQUERQUE GURGEL.
4-SUPLENTE: (VAGO).

Enviado pela Ascrim

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VIVA LAMPIÃO!!! ERA A MANCHETE DO JORNAL O POVO, DE 5 DEMARÇO DE 1928.


http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Antonio%20da%20Pi%C3%A7arra

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LAMPIÃO NÃO FOI ASSASSINADO, CONTA EX-VOLANTE

https://www.youtube.com/watch?v=2ky2K49m6Os&feature=share

Publicado em 21 de nov de 2018

De acordo com o ex-volante Andrelino Pereira, que serviu entre 1922 e 1938 e é o único vivo do período, Severino Virgulino Lampião morreu em Minas Gerais. Reportagem e imagens: Tatiana Notaro. Edição: Lívio Angelim Inscreva-se na página da FolhaPE no YouTube! Acompanhe o conteúdo da Folha de Pernambuco também no http://www.folhape.com.br Twitter: http://www.twitter.com/folhape Facebook: https://www.facebook.com/folhape Instagram: @folhape
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IRRITADOS COM SOM ALTO, PAI E FILHO TENTAM MATAR VIZINHO A TIROS

Por Victor Cabral - victor.cabral@olivre.com.br

Um homem de 22 anos levou um tiro nas costas, na madrugada deste sábado (1º), após uma discussão com os vizinhos, pai e filho. A tentativa de homicídio aconteceu no bairro Maringá, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá).


De acordo com a Polícia Militar, um homem de 56 anos, conhecido como “Amado Batista”, e seu filho, conhecido como “Ban Ban’, se incomodaram com o volume do som que tocava na casa da vítima.


Eles foram até o vizinho e começaram uma discussão. “Amado Batista” sacou uma arma de fogo e efetuou dois disparos. Um tiro atingiu as costas do jovem, de 22 anos, que foi levado pelos moradores do bairro para o Pronto-Socorro de Várzea Grande.

Pai e filho, que são suspeitos da tentativa de assassinato, fugiram do local logo depois do crime. No boletim de ocorrência consta se eles foram encontrados, nem o atual estado de saúde da vítima.

https://olivre.com.br/irritados-com-som-alto-pai-e-filho-tentam-matar-vizinho-a-tiros/

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FEITURA DE CERCAS NA FAZENDA ARACATI.

Benedito Vasconcelos Mendes

Na Fazenda Aracati tinha um morador especialista em fazer cercas, currais e chiqueiros. O ano inteiro, o seu trabalho era tirar, na mata, estacas, mourões, varas e paus de porteira para depois construir as cercas, currais e chiqueiros da fazenda. As estacas e mourões eram guardados em pé, escorados nos troncos dos pés de juazeiros, existentes no terreiro da casa grande. Meu avô exigia que os mourões fossem de aroeira, baraúna, pau d’arco ou imburana. Os mourões de imburana, geralmente, enraizavam e originavam uma fila de árvores de imburana, ao longo da cerca.

 A exigência era que as estacas fossem de litro (da espessura de uma garrafa de vidro de 1 litro) e a Madeira fosse de sabiá, Jurema preta ou mororó. O fazedor de cercas da Fazenda Aracati era filho do vaqueiro Sales e era conhecido como Tonho da Dona Lourdes. Rapaz forte, entroncado, trabalhador e conhecedor das plantas da caatinga. Sabia trabalhar muito bem com a alavanca, a foice, o machado e com o pé de bode. Para o remonte de cercas velhas e feitura de novas cercas e currais, meu avô só confiava no trabalho dele. Na Fazenda Aracati usava-se dois tipos de cerca: cerca de arame farpado e cerca de faxina. Lá não se usava cerca de pedras e o modelo de pau a pique só era utilizado na confecção de currais. 

Para fazer cerca de arame farpado, primeiramente, ele marcava o chão, utilizando um carretel de linha zero e piquetes de pau-branco. Depois de colocar a linha, ele riscava o chão com a ponta de um piquete. A cerca era feita por pedaços, ou seja, cada lance de cerca tinha 50 metros de extensão. Ele e seu auxiliar Chico Peba (apelido dado devido ele ser um exímio cavador de buraco à semelhança do animal da caatinga tatu-peba) faziam a visada, colocavam a linha, riscavam o chão e depois marcavam os locais dos mourões, que eram distanciados 10 metros um do outro. Cada buraco de Mourão tinha 50 centímetros de profundidade. O estaqueamento era feito depois de fincados os mourões. Os buracos para os mourões e estacas eram cavados com uma grande e pesada alavanca de aço e a terra era retirada com o auxílio de uma quenga de coco da praia. A alavanca, o machado e a foice eram, periodicamente, batidos pelo Tião Ferreiro, para permanecerem sempre afiados. Tião Ferreiro tinha tenda em Santo Antônio do Aracatiaçu (Distrito de Sobral) e era o único ferreiro daquela vasta região sertaneja. Os mourões e as estacas, depois de fincados e bem socados com um socador de madeira com ponta, eram aparados em uma mesma altura e depois recebiam os 7 fios de arame farpado (arame com rosetas), que eram esticados com o auxílio de um pé de bode e depois grampeados. Na Fazenda Aracati não se usava arame liso (arame 18) para fazer cerca, pois todas as estacas e mourões eram grampeados. Os grampos de cerca eram comprados em pacotes de 1 quilo, na bodega do Seu Raimundo Galdino, na Vila Caracará. Os grampos eram batidos com um martelo sobre o arame farpado, mantendo-o preso entre as duas pontas do grampo. As estacas e os mourões, antes de serem usados nas cercas, tinham a casca retirada, para evitar que a mesma, ao secar e se desprender da madeira, afrouxasse o arame farpado. Entre dois mourões situavam-se 8 estacas, pois as mesmas distanciavam-se um metro uma da outra. Os arames farpados eram esticados em cada lance de 50 metros de cerca e grampeados, primeiramente, nos mourões e depois nas estacas. A profundidade dos buracos das estacas era de 30 centímetros. As cercas eram bem alinhadas, os mourões e as estacas tinham a mesma altura e os arames bem esticados. As cabeças dos mourões e das estacas eram aparadas na forma de cone, com o auxílio de um machado, para facilitar a água da chuva escorrer e não se acumular na cabeça da estaca, evitando assim que ela apodrecesse. Depois de terminados os 50 metros de cerca, procedia-se a feitura de mais outro lance de 50 metros. Fazia-se nova visada, colocava-se a linha, riscava-se o chão, cavava-se os buracos dos mourões e das estacas, enterrava e socava bem os mourões e as estacas e, por fim, esticava-se os 7 fios de arame, pregando-os com grampos, primeiramente, nos mourões e depois nas estacas. Os mourões dos cantos da cerca eram escorados por estacas inclinadas, encaixadas neles, de modo a não ceder.

 As porteiras dos cercados e dos currais eram do tipo “porteira de paus corridos“, de modo que os paus corriam nos buracos das laterais da porteira de aroeira e depois os mesmos eram colocados de volta, para fechar o espaço. Invariavelmente, os paus da porteira eram de pau-branco e a estrutura lateral e superior eram de miolo de aroeira. Meu avô colocava, em cada porteira, a caveira de um touro errado, de chifres grossos e longos, que os vaqueiros acreditavam que era para espantar os maus espíritos. 

As cercas de faxina eram usadas para a confecção dos chiqueiros das cabras, das ovelhas e dos porcos e para o cercado dos bezerros, que se localizava vizinho ao curral, onde os mesmos eram enchiqueirados para a ordenha. O chiqueiro das galinhas era feito de varas de marmeleiro e coberto com palha de carnaúba. A cerca de faxina geralmente era feita de longas varas de pau-branco entrelaçadas, sustentadas por mourões de aroeira, fincados em forma de X. O encontro dos dois mourões se dava a um metro de altura, de modo que os dois mourões, fincados em X, serviam de sustentação aos paus horizontais entrelaçados. A cerca de faxina usada para a confecção de galinheiro e as cercas do quintal e do banheiro a céu aberto das casas de taipa eram feitas de varas de marmeleiro entrelaçadas. 

Dos dois grandes currais da Fazenda Aracati, um era feito de carnaubeiras deitadas e o outro de pau a pique. Ambos tinham um grosso mourão de miolo de aroeira fincado no centro. O mourão tinha um metro e vinte centímetros enterrados. O mourão, depois de colocado no buraco, era calçado com pedras e preenchido com terra, socada com um socador de miolo de aroeira com ponta. A parte externa do mourão media cerca de 2 metros de altura e tinha diâmetro de, aproximadamente, 40 centímetros. Segurava touro de qualquer tamanho e peso. As carnaubeiras deitadas eram montadas entre dois mourões paralelos. As parelhas de mourões se distanciavam 10 metros uma da outra. Nas extremidades dos dois mourões paralelos (parelha de mourões) era passado um arame grosso (arame 12), para que os mesmos prendessem melhor as carnaubeiras e não se abrissem. 

O curral de pau a pique tinha um metro e oitenta centímetros de altura e 40 centímetros enterrados. O curral era confeccionado de madeira grossa (sabiá de litro), tendo, a cada intervalo de 10 metros, um grosso mourão de aroeira. A quatro dedos da extremidade de cada estaca, passava um arame grosso (arame 12) circundando a mesma, de modo a amarrar toda a estrutura do curral. Este arame era grampeado em cada estaca. O leite das vacas era tirado neste curral de pau a pique. Os dois currais da Fazenda Aracati eram bem feitos, bonitos e seguros. O mestre cerqueiro caprichava na sua construção. Meu avô ficava admirado com a beleza e robustez dos currais, especialmente, da perfeição de como o arame grosso era dobrado para segurar a madeira do curral. 

Meu avô tinha orgulho em mostrar, para os fazendeiros amigos que lhe visitavam, os seus caprichados curais e as cercas da fazenda, quando ele chamava o Tonho da Dona Lourdes e o Chico Peba e fazia rasgados elogios aos seus trabalhos. Meu avô chamava o Tonho de Dona Lourdes de Mestre, pois ele admirava a habilidade e o capricho deste fazedor de cercas.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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A MORTE DOS CANGACEIROS MANÉ MORENO, SUA ESPOSA ÁUREA E O CANGACEIRO CRAVO ROXO NO COMBATE DO POÇO DA VOLTA.


Por José Mendes Pereira
Os cangaceiros mortos são: Áurea, Cravo Roxo e Mané Moreno - Segundo a fonte "Lampião Além da Versão..." a cabeça do meio não é a de Gorgulho, é a de Cravo Roxo. Foto extraída do livro "Lampião entre a Espada e a Lei" Autor Sérgio Augusto de Souza Dantas. 

O primeiro livro que eu li sobre cangaço foi "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico" de autoria do escritor, ex-prefeito de Poço Redondo e pesquisador do cangaço o saudoso Alcino Alves Costa, e este, me foi indicado e emprestado pelo bancário, pesquisador e membro da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Francisco das Chagas do Nascimento, natural de Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte, mas radicado por muitos anos em Mossoró.

Os primeiro blogs sobre este tema que me dediquei por completo foram: Cariri Cangaço do pesquisador Manoel Severo e logo depois o Lampião Aceso do Kiko Monteiro, ambos também indicados pelo Chagas Nascimento. Mas depois vieram outros, como o Tok de História do historiógrafo Rostand Medeiros, seguido do blog do escritor João de Sousa Lima, Cangaço na Bahia do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio, e o Portal do Cangaço do pesquisador e historiador Guilherme Machado, lá da cidade de Serrinha no Estado da Bahia. Em seguida, o aparecimento do escritor e pesquisador do cangaço e gonzaguiano Kydelmir Dantas que muito me ajudou nas pesquisas e me doou vários livros sobre o tema, além dos trabalhos e vídeos do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira e outros.

Ao lado do pesquisador Antonio José de Oliveira ele lá da cidade de Serrinha, no Estado da Bahia, e eu aqui no Rio Grande do Norte, findamos tomando gosto pelo tema, e ainda hoje ele e eu continuamos pesquisando este fenômeno que é muito importante para nós. Lógico que não temos ainda muito domínio, mas já temos boas informações sobre ele registradas nas nossas páginas sociais e gravadas nas nossas mentes.

O escritor Alcino Alves Costa diz no seu famoso livro citado acima que em 1937, após ter assassinado o vaqueiro Antonio Canela, nos Camarões (siga este site para você ler sobre "A Morte de Antonio Canela"),
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/…/a-morte-de-antoni… o cangaceiro Mané Moreno com o seu poderoso bando de marginais tomam rumo a Porto da Folha. Com o grupo está um jovem chamado Chiquinho de Aninha, sendo que este vai para trazer os animais de volta que os cangaceiros levaram consigo.

O bando faz parada em Jaramataia para descansar e naquela localidade, trabalha um senhor conhecido por Pedro Miguel, sendo este pai do cangaceiro Elétrico que morreu na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, na madrugada de 28 de julho de 1938, no momento da chacina feita aos cangaceiros, além do rei Lampião e a sua Maria Bonita foram mortos mais 9 cangaceiros neste ataque.

A presença do grupo de cangaceiros em Jaramataia deixa Pedro Miguel chateado, e com urgência resolve procurar o proprietário da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica Cia" o afamado e perverso capitão Lampião, e faz sua queixa contra aqueles malfeitores, e do rei o Pedro Miguel recebe apoio, prometendo-lhe que os cangaceiros não iriam mais atanazá-lo.

Mas mesmo assim, o cangaceiro aparece com os seus comandados, talvez, ainda não tivesse encontrado o capitão pelas caatingas e ser chamado a atenção para não pisar naquela localidade. E lá, o cangaceiro Mané Moreno permanece com os seus homens por alguns dias, e dias depois os facínoras arribaram para Porto da Volta, na intenção de passarem a fogueira e as festividades do São João por lá.

Odilon Flor, Euclides Flor, Manoel Jurubeba e Pedro Tomaz -cariricangaco.blogspot.com - Site das fotos: -http://blogdomendesemendes.blogspot.com/…/a-morte-de-mane-m…;

O comandante de volante o policial Odilon Flor se encontra na região à procura de cangaceiros, e ao encontrar o Pedro Miguel quer saber dele sobre paradeiro dos cangaceiros, e este já insatisfeito com a presença dos cangaceiros por ali informa ao policial que Mané Moreno e sua pequena malta de cangaceiros estão acoitados na localidade de Poço da Volta. Essa região um riacho passa entre Poço da Volta e Palestina. É na fazenda Palestina que está havendo um baile de arromba, e como o forró está muito animado, você e eu leitor, vamos dá uma chegadinha até ao forró, pelo menos para sentirmos o roncar da sanfona.

Os bandidos estão felizes na maior farra do mundo bebendo e dançando. O cangaceiro Mané Moreno rodopia no salão com a sua amada Áurea só no bico da bota, e os outros se aconchegam às mulheres que não faltam no momento. A bebida tem em grande abundância, e quem vai pagar a conta eu não sei.

Na calada da noite e escura o Odilon Flor e seus comandados vêm chegando ao forró. Ao longe eles ouvem os gritos dos festeiros; o fole ronca e os demais instrumentos fazem a algazarra, divertindo os dançarinos. A festa está acontecendo na base do candeeiro e a luz avermelhada faz com que a volante descubra com facilidade o local do forró. Lá, dançando, bebendo e farreando muito estão Mané Moreno que se diverte bastante com sua companheira a cangaceira Áurea, e seus cangaceiros. 

A noite está mais para volantes do que para cangaceiros. Os malfeitores brincam despreocupadamente, e a morte está por ali, rondando e feliz com o bom jantar que não tardará, só observando e imagina qual será a melhor maneira de ataque.

E sem muita dificuldade a volante se aproxima, e de imediatamente ela coloca-se em posição de extermínio ao grupo. Escolhido o primeiro alvo que é o casal de cangaceiros Mané Moreno e sua querida Áurea caem já sem vida. Os festeiros gritam em pânico e correm sem direção. Todos querem sair o mais rápido possível daquele inferno.

O cangaceiro Gorgulho mesmo tendo recebido um balaço na perna deixando-a quebrada consegue furar o cerco dos policiais, e se salva, e aos poucos vai se arrastando, desaparece na escuridão da noite, sem nenhuma perseguição policial contra ele. Afinal, ninguém da volante o viu fugindo.

Terminada a chacina ficaram mortos: o comandante dos cangaceiros Mané Moreno. Este era primo dos cangaceiros Zé Baiano e Zé Sereno. Áurea sua esposa e era filha do casal Zé Nicácio e dona Josefa, os quais não gostavam nem um tiquinho do Mané Moreno, por ter carregado a filha para uma vida infernal.

A volante do comandante Odilon Flor teve sucesso nesta empreitada. Ao entrar na casa depara-se com três cadáveres, Mané Moreno, Áurea, sua companheira e Cravo Roxo. A vitória do policial Odilon Flor e seus comandados foi muito valiosa, agora era só tomar para si os pertences dos cangaceiros Mané Moreno, Cravo Roxo e Áurea.


Alguns escritores afirmam que Gorgulho foi morto neste combate, mas na verdade, quem foi assassinado naquela noite foi o cangaceiro “Cravo Roxo”, segundo nos presenteia com esta informação tão importante, o escritor Alcino Alves Costa em seu livro “Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico”.

Adquira este com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Gorgulho foi se tratar nos altos do Cajueiro, e lá recebe a ajuda de Lisboa, um dos irmãos Félix. Quando se recuperou Gorgulho deixou o cangaço e foi embora para a sua terra Salgado do Melão, sendo esta também a terra do cangaceiro Juriti, morto dentro de uma fogueira feita pelo sargento Deluz e seus capangas.

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MORRE EX-PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS GEORGE H. W. BUSH


(foto: PORNCHAI KITTIWONGSAKUL / POOL / AFP - 10/12/2006 )

Bush 'pai' foi o 41º presidente dos Estados Unidos entre 1989 e 1993. George W. Bush e irmãos divulgaram nota de pesar.

Morreu nessa sexta-feira, aos 94 anos, o ex-presidente dos Estados Unidos George Herbert Walker Bush. Pai do também ex-presidente George W. Bush, ele foi o 41º líder do governo do país entre 1989 e 1993. 

A informação foi confirmada pelo Twitter por Jim McGrath, porta-voz de Bush. O anúncio foi feito por meio de uma nota dos filhos divulgada na rede social. “Jeb, Neil, Marvin, Doro e eu (George W. Bush) anunciamos com tristeza que, após 94 anos, nosso querido pai morreu. George H. W. Bush foi um homem do mais alto caráter e o melhor pai que um filho ou filha poderia querer. Toda a família Bush está profundamente grata pela vida e amor do 41º, pela compaixão daqueles que se importaram e oraram por nosso pai, e pelas condolências de nossos amigos e cidadãos”, diz o texto. 

Clique no link para continuar lendo:

https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/bolsonaro-compara-indios-em-reserva-com-animais-em-zoologico?utm_source=push&utm_medium=push&utm_campaign=push

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

COM 62 BARCOS E MAIS DE 10 MIL A BORDO, A FAMÍLIA REAL FUGIU DE PORTUGAL PARA O BRASIL

Por André Luis Mansur
Chegada de D. João VI a Salvador, de Cândido Portinari Foto:Reprodução

O trajeto foi cheio de percalços, incluindo uma epidemia de piolhos que obrigou a princesa Carlota Joaquina a raspar a cabeça.

Se atravessar o oceano num barco à vela até hoje exige uma senhora coragem, imagine 200 anos atrás. No início do século 19, cruzar o Atlântico era um desafio repleto de perigos. Principalmente, levando-se em conta que os navios usados na mudança da corte para o Brasil, em 1807, eram verdadeiras “latas-velhas” – desconfortáveis, vulneráveis no caso de combate e carentes de reparos.


Ainda naquele 29 de novembro, dia da partida de Lisboa, a esquadra portuguesa – composta por 19 navios – encontrou-se com a frota britânica que a escoltaria até o Brasil – outras 13 embarcações. Essa deve ter sido uma cena monumental, de ficar gravada para o resto da vida na memória de quem a testemunhou: 32 barcos de guerra, mais uns 30 navios mercantes, preparando-se para a travessia oceânica. Às três horas da tarde, o comandante da Armada britânica, Sidney Smith, ordenou uma salva de 21 tiros de canhão. Estava marcado o início da penosa jornada da família real em direção à colônia.

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quarta 7 março, 2018
sábado 1 março, 2008

Rico sofre

Algo entre 10 mil e 15 mil portugueses – cerca de 5% da população do país – estavam embarcados naqueles navios. Na maioria, era gente importante, muito afeiçoada aos luxos da nobreza. No Afonso de Albuquerque, navio em que viajava Carlota Joaquina, uma infestação de piolhos obrigaria todas as mulheres – incluindo a princesa – a raspar o cabelo. Ratos eram abundantes nas embarcações, o que só aumentava o risco de uma epidemia. Por causa da alimentação precária, distúrbios intestinais tornaram-se comuns. Para os nobres portugueses em fuga, a situação não poderia ser mais constrangedora.

Dom João e sua mãe, a rainha Maria I, estavam no navio Príncipe Real – acompanhados de Pedro e Miguel, os dois filhos do príncipe regente com Carlota. Quatro das seis filhas do casal viajavam com a mãe, no Alfonso de Albuquerque. E as outras duas filhas seguiam no Rainha de Portugal. Ainda havia uma tia e uma cunhada de dom João, embarcadas no navio Príncipe do Brasil.

Navegação arriscada

No dia 8 de dezembro, perto da ilha da Madeira, uma violenta tempestade fez estragos consideráveis. Na esquadra portuguesa, mastros foram quebrados e velas, rasgadas. A péssima condição de visibilidade obrigou as embarcações a parar, sobretudo porque aquela era uma área de navegação arriscada, cheia de rochedos submersos. A frota dispersou-se e uma parte dela seguiu direto para o Rio de Janeiro. Alguns navios britânicos já tinham voltado para a Europa, a fim de reforçar o cerco à Lisboa, invadida por tropas de Napoleão.

Representação da saída da frota em direção ao Brasil Wikimedia Commons.

Quando as esquadras alcançaram a linha do equador, novo imprevisto: uma calmaria tornou a frear o avanço, submetendo passageiros a dias de sol escaldante. Casos de insolação e desidratação multiplicaram-se. Até que a calmaria se foi, a viagem seguiu e 1807 chegou ao fim – uma triste passagem de ano para a corte portuguesa.

Cajus e Pitangas

Depois de tanta carne seca e biscoito, imagine qual não foi a alegria de dom João e sua comitiva ao avistar, já bem perto da costa brasileira, um pequeno barco não identificado. Era o Três Corações, um bergantim enviado por Caetano Pinto de Miranda, então governador de Pernambuco, para dar as boas-vindas à Coroa portuguesa. Dentro dele, um carregamento de frutas tropicais, como cajus e pitangas, e muitos recipientes com refresco. Aquele certamente foi um momento de glória – dom João e seus asseclas tirariam a barriga da miséria.

Àquela altura, o príncipe regente já havia determinado que o destino da frota seria Salvador, e não o Rio de Janeiro. Em 23 de janeiro de 1808, 55 longos dias depois de zarpar de Lisboa, a comitiva finalmente desembarcou na Bahia, para uma escala que duraria pouco mais de um mês. Estavam todos cansados e debilitados. Mas o primeiro desafio tinha sido superado: o oceano Atlântico, agora, protegeria a corte da fúria de Napoleão.

Purgatório em alto-mar

Eram terríveis as condições a bordo do Príncipe Real, navio que trouxe dom João ao Brasil. Os banheiros particulares eram exclusivos de oficiais e pessoas mais importantes, o resto da tripulação contava com sanitários públicos e livres de qualquer higiene. A presença de animais - porcos, galinhas, vacas e cabras que garantiam a alimentação dos passageiros mais ilustres - também não ajudavam em nada na higiene.

Enquanto poucos se alimentavam de carne fresca, ovos e leite, a ração servida à maioria dos passageiros era formada por carne salgada, biscoitos, lentilhas e ervilhas desidratadas. A água era salobra e o vinho, péssimo. Resultado: desarranjos intestinais freqüentes.

Os suprimentos eram mantidos em barris, com todo o asseio possível, - o peso dos barris ajudava a manter a estabilidade do navio -, mas acabavam atacados por ratos, que roíam a madeira. Além disso, os barris de biscoito acomodados no porão acabavam contaminados por vermes. Para eliminá-los, usava-se peixe morto: eles eram atraídos pela carcaça, até que os biscoitos ficassem “próprios para o consumo”. 

Os navios portugueses eram antigos e careciam de uma série de reparos. Eles deram trabalho de sobra para carpinteiros e ajudantes durante toda a travessia. Rachaduras, quando surgiam, eram preenchidas com estopa e piche. 

Embarque da família real portuguesa no cais de Belém, em 29 de novembro de 1807 Wikimedia Commons.

Os chamados “navios de linha” (capazes de entrar na linha de combate) podiam ter até 100 canhões, alinhados nas laterais de cada deque e geralmente de três calibres diferentes. Cada canhão era operado por uma equipe de até seis homens. A pólvora era armazenada em compartimentos no fundo, para evitar ser atingida durante um combate. Manuseá-la era tarefa de alto risco, reservada a especialistas.

Dom João viajou na cabine do comandante, na popa. Era o lugar mais confortável do navio, com gabinete de trabalho, sala de refeições e quarto. Até banho quente dom João tomava – em uma bacia, com água da chuva aquecida num fogão. A corte teve de se acomodar em redes estreitas e muita gente deve ter dormido no chão. Os deques reservados aos nobres passageiros eram mal ventilados e não garantiam a menor privacidade aos ocupantes.

Qualquer descuido da tripulação podia resultar numa tragédia (como a disseminação de uma epidemia). Por isso, a disciplina era mantida com rigor. Castigos corporais, como chibatadas, eram punições rotineiras. O risco de infecções também era altíssimo. As cirurgias mais comuns eram as de amputação.

Sofrimento no Atlântico

Os perrengues enfrentados pela família real em 55 dias de viagem.

29 de novembro de 1807 - O embarque.

A esquadra portuguesa zarpa do cais de Belém, em Lisboa, e encontra-se ainda bem perto da costa, com as 13 embarcações britânicas que farão sua escolta até o Brasil.

8 de dezembro de 1807 - A tempestade

Perto da ilha da Madeira, o mau tempo obriga os navios a parar. Uma tempestade destroi velas e derruba mastros, enquanto a falta de visibilidade torna a navegação perigosa – a área é repleta de rochedos submersos. Algumas embarcações, no entanto, retomam a viagem e seguem direto para o Rio de Janeiro. A frota acaba se dividindo.

8 de dezembro de 1807 - A calmaria

Ao cruzar a linha do equador, uma calmaria submete os passageiros a dias inteiros de sofrimento sob um sol escaldante. Mas dois navios portugueses e três britânicos encontram ventos mais a oeste e seguem viagem até o Rio de Janeiro. Elas transportam duas filhas de Carlota Joaquina e duas irmãs de Maria I.

23 de janeiro de 1808 - A chegada

Cinquenta e cinco dias depois de zarparem de Lisboa, dom João e Carlota Joaquina finalmente desembarcam no Brasil. Em Salvador, permanecerão por pouco mais de um mês, antes de se fixarem em definitivo na cidade do Rio de Janeiro.

Extraído da página facebook da pesquisadora Verluce Ferraz 

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LAMPIÃO EM RIBEIRÓPOLIS (SE): Visita ao Armazém e Padaria do Seu Mamede Paes Mendonça.



Em certa madrugada, fomos visitados pelo Coronel Virgulino Ferreira, o “Lampião”! Seus homens estavam famintos e pararam para comer na nossa padaria, pois viram que estávamos funcionando lá dentro, com as luzes acesas. Comeram quase todo o estoque, mas na hora de pagar, a prudência mandava não aceitarmos!

Lampião ainda insistiu, mas resolvemos não receber. Muito agradecido, foi nosso amigo até à morte, mas nunca soube que havia nos causado o maior problema de capital de giro de toda a história da firma. Ainda assim a padaria cresceu e compramos um armazém. A firma se chamava “Armazém e Padaria Sergipana”. (Mamede Paes Mendonça)

O EPISÓDIO

Numa daquelas madrugadas, Ribeirópolis adormecida, os rapazes percebem um tropel inusitado. Muitos cavaleiros vêm entrando na cidade e acabam parando na porta da padaria. Mamede estranhou aquela multidão de fregueses chegando antes da hora normal.

Bateram forte na porta. Era um jagunço enorme! Cara feia, faltando dentes e sobrando cicatrizes. Pente de balas por todo lado, poeira por todo o corpo. E falou grosso:

- Vosmicê é o dono da padaria?

Mamede balançou a cabeça, dizendo que sim.

- O Capitão Virgulino Ferreira taí fora querendo falar com vosmicê.

Mamede saiu sentindo frio e um pouco assustado. Aliás, devia estar, provavelmente, apavorado. O que será que Lampião ia querer com ele? 

Alguma informação sobre a cidade, ou sobre a polícia?

- Qual é a sua graça? perguntou Lampião, com certa gentileza.

- Mamede Paes Mendonça, sim senhor.

- Muito prazer. Sou o Capitão Virgulino Ferreira. Meus homens tão sem comer desde ontem e tou vendo que o moço tem aí uma padaria. O que se tem prá comer aí?

Mamede logo respondeu:

- Capitão, o pão já está saindo, mas tem umas bolachinhas aí para se comer enquanto espera.

- Isso demora muito?

- Não senhor. O senhor vai ver que é num instante!

Mal a jagunçada acabou de devorar o estoque de bolachas e Mamede já estava distribuindo o pão quente com manteiga. O clima já descontraído, Mamede fazendo piadinhas e brincadeiras, sob o olhar e sorriso condescendente do Capitão e com a alegre aprovação de todos os cangaceiros.

Barriga forrada, pessoal já montado, o Capitão perguntou:

- Quanto devo a vosmicê?

- A mim o Capitão não deve nada - disse Mamede – eu não vou cobrar de quem defende os fracos.

O Capitão sorriu lisonjeado e respondeu:

- Muito obrigado então, homem. Deus lhe proteja. Até mais ver!

Mamede, de pé, continuou acenando até o bando sumir na estrada. Depois caiu sentado e lá ficou, por muito tempo, pensando em como iria repor seu capital de giro. Mas é certo que Lampião não se esqueceu dele, e consta que sempre lhe teve em muito boa conta.

Mas a história não acaba aí. Dizem que por volta de um mês depois, em outra madrugada, Ribeirópolis ouviu outro tropel. De novo os cavaleiros se detiveram à porta da padaria iluminada.

Mamede pensou: é ele de volta; virou freguês.

Não era Lampião. Agora assomava à porta o Tenente Arlindo Leite, comandante de uma volante faminta, na pista do Capitão Virgulino. Repetiu-se todo o ritual, Tim-Tim por Tim-Tim. Na hora da conta, Mamede outra vez:

- A mim o Tenente não deve nada, que eu não vou cobrar de quem está arriscando a vida pela Pátria.

No dia seguinte, Mamede se virava para comprar matéria prima no fiado. Seu irmão e sócio Euclides então lhe diz:

- Mamede se essa briga de jagunços demorar de acabar, nós vamos é quebrar.

Ao que ele responde, entre conformado e otimista:

- Mas não se esqueça de que estamos fazendo amizades importantes!

DANTAS, Raymundo Paiva. A história em depoimentos: Mamede Paes Mendonça. Salvador: Press Color, 2015. p. 129-131.

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EXPEDITA FERREIRA FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA E ADERBAL NOGUEIRA PESQUISADOR E CINEASTA DO CANGAÇO.


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VERA FERREIRA E EXPEDITA. NETA E FILHA DE VIRGOLINO E MARIA.


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PESQUISADORES COM VERA FERREIRA NETA DE LAMPIÃO

Paulo Brito filho do João Bezerra o matador de Lampião, Vera Ferreira neta de Lampião, Aderbal Nogueira e sua esposa Maristela Mafuz.

Essa foto tem valor especial para mim; Paulo Britto e Vera Ferreira em um encontro pra lá de animado. Poucas pessoas sabem o significado histórico dessa foto, agradeço aos dois por presentear eu e Maristela Mafuz um momento tão bom em nossas vidas.

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UM BOM BATE PAPO COM ESPEDITA E VERA FERREIRA.


Dona Expedita Ferreira Nunes filha de Lampião e Maria Bonita, ..., sua filha Vera Ferreira e o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira.

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A GUERRA DE PALMARES, ÓLEO DE MANUEL VICTOR, 1955



Como hoje é o Dia da Consciência Negra deixo este mravilhoso texto sobre Palmares do site Impressões Rebeldes ( História UFF ).

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"Pouco se sabe sobre o dia-a-dia e os primeiros anos no quilombo de Palmares. Há notícias de expedições a partir de 1602, comandadas pelo oficial português Bartolomeu Bezerra que resultaram na destruição de mocambos e na apreensão de alguns fugitivos. As fontes históricas mais consistentes começam a surgir apenas a partir de 1670, quando teve início a mobilização de tropas organizadas pelas autoridades coloniais para a destruição do mesmo.

Tais manuscritos são de natureza pública - pareceres, alvarás e relatos de comandantes sobre estratégias de guerra – revelando poucos detalhes do cotidiano em Palmares. Já está claro que os chamados “negros alevantados” começaram a se expandir depois de 1630 durante a ocupação do Nordeste pelos holandeses devido à desordem ocasionada pela invasão: negros fugiam das senzalas refugiando-se nos mocambos da região da Serra da Barriga, no atual território de Alagoas.
Nesse período, segundo José Antônio Gonsalves de Mello, grupos de negros promoviam ataques nos caminhos; eram os chamados “boschnegers”, ou negros da mata. O autor Flavio José Gomes Cabral afirma que “há divergências quanto ao número da população de Palmares nessa época. Estima-se que existiam entre 6 mil e 20 mil habitantes.”

Os quilombolas conseguiram vencer as matas e paulatinamente foram tomando conhecimento da topografia da região. A princípio viviam da caça, da coleta e da pesca, mas, com o crescimento da população, passaram a praticar a agricultura (milho, feijão e cana-de-açúcar), comercializando esses produtos e trocando-os por armas e munições.

A comunidade palmarina era hierarquizada, havendo indícios de se tratar de uma “monarquia eletiva”, cujo rei ou “chefe de macacos” comandava os chefes dos outros mocambos. Em uma carta escrita pelo governador D. Pedro de Almeida em 4 de fevereiro de 1678 ao regente D. Pedro, consta que, por ocasião dos ataques contra Palmares que resultaram na morte de Ganga-Zumba, suas mulheres, filhos e cativos, abriu-se a possibilidade de se pensar na inexistência de um “igualitarismo” em Palmares, dada a vigência da escravidão nos quilombos.

Com a capitulação dos holandeses em 1654, os negros palmarinos continuaram a desafiar o poder colonial. Nos anos de 1670, duas expedições contra Palmares não cantaram vitória: a de 1675, chefiada pelo capitão Manoel Lopes Galvão, e a de 1677, comandada pelo capitão Fernão Carrilho, que pensou ter derrotado os negros, quando na verdade apenas pôs as mãos em alguns palmarinos, entre eles os parentes do chefe Ganga-Zumba.

“A década de 1670 é importante porque marca o reconhecimento por parte das autoridades portuguesas e coloniais desse sobado (estado africano) em Palmares. Os termos do acordo negociado em 1678 constituem a maior evidência disso”, disse a historiadora Silvia Hunold Lara. “Todo mundo diz quilombo dos palmares, mas a palavra ‘quilombo’ é empregada deslocadamente nesse contexto e é anacrônica para designar Palmares. A palavra empregada naquele período para designar ‘assentamentos de fugitivos’ é mocambo”, afirmou Lara.

No tempo de D. Pedro de Almeida (1674-1678), governador de Pernambuco, a prioridade era destruir Palmares. Em 1674, organizaram-se algumas forças contra os mocambos. Para isso, munições bélicas e víveres foram estocados em Sirinhaém, Porto Calvo, Una e São Francisco, pontos equidistantes do Centro de Palmares. As lutas foram equilibradas acirradas, gerando baixas em ambos os lados.

A pesquisadora Silvia Lara conta que a ideia de as autoridades coloniais fazerem acordos com escravos fugidos sempre existiu (ver Tratado reproduzido no site). O Tratado de 1678, porém, foi o que mais progrediu. Boa parte dos habitantes dos mocambos de Palmares mudou-se para uma aldeia criada especialmente para recebê-los, Cucaú, e eles foram considerados livres.

A paz, no entanto, não durou mais do que dois anos. Uma parte dos mocambos, liderada por Zumbi, rejeitou o acordo e ficou em Palmares. Seguidores de Ganazumba, como seu irmão Ganazona, participaram de buscas para trazer os que haviam permanecido no mato. Ganazumba termina assassinado e Cucaú, destruída, provavelmente por tropas coloniais. As pessoas que moravam lá voltaram à condição de escravos.

Apesar de estar sendo protegido, Zumbi foi morto em combate no dia 20 de novembro de 1695. Sua cabeça foi cortada e enviada ao Recife. A carta do governador Melo de Castro ao monarca datada de 24 de junho de 1696 contava tal fato, relatando a guerra e a morte de Zumbi, cuja cabeça foi exposta como troféu de guerra em um mastro “no lugar mais público” do Recife, na tentativa de satisfazer os patrocinadores da guerra, como também para “atemorizar os negros que supersticiosamente” se recusavam a acreditar na morte do líder negro. "
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Fonte: Impressões Rebeldes (História UFF)

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