Por Manoel Severo
Poeta Rossi Magne
Moustafa Veras e Ivanildo Silveira
Valdir Nogueira
Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome ; 11 de novembro de 2022 - Noite de Abertura, Câmara Municipal
Créditos da Fotos: Vários
Por Manoel Severo
Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome ; 11 de novembro de 2022 - Noite de Abertura, Câmara Municipal
Créditos da Fotos: Vários
Por Aderbal Nogueira
Por Aderbal Nogueira
Gravação feita com Candeeiro na cidade de Buíque, onde falamos de vários assuntos, entre eles a rede de informação dos coiteiros, o chapéu dos cangaceiros, a lembrança da morte de Zé Baiano e o cangaceiro Virgínio, entre outros. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/dnkeYYh2AZw
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Por Aderbal Nogueira
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de dezembro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.820
Em solo
sertanejo, geralmente uma confusão longa é iniciada com o ditado ainda em voga:
“gente vai ver cu de cutia assoviar!”. Ditado bastante antigo,
citado até por pessoas que nunca viram uma cutia na vida, importando apenas o
sentido em que a ira avisa que haverá bastante desassossego. Mas quem diabo
inventou tão feio jargão? E se o lugar tão sensível da cutia é capaz
de assoviar, só quem conhece de perto o animal é capaz de saber. A paca é menor
do que a cutia, são ambos roedores, ariscos e selvagens. Também não é do nosso
tempo a existência desses bichos nas matas de Santana do Ipanema, bem como a
ausência da Capivara. Isso faz lembrar a declaração de um amigo vigilante de
escola que dizia criar duas pacas no quintal, na margem direita do rio Ipanema.
Mas o que
chama atenção mesmo é o criatório de pacas e cutias numa fazenda em Minas
Gerais. Com autorização do IBAMA, o criatório único com os dois bichos tem toda
a assistência de profissionais que ajudam a desenvolver o empreendimento. Assim
deveria ser com o mocó, o preá, a ema e veado galheiro, entre outros porque a
extinção dos bichos selvagens caminha a passos largos. Todos querem
experimentar o sabor de carne exótica, além de ajudar na preservação da espécie
em criatório. Até as mulheres sensuais eram comparadas: “redondinha que nem uma
paca! E quem quer criar clandestinamente, é um olho no quintal e um olho na
Lei. A multa é pesada de tirar a calça pela cabeça além de possível prisão em
flagrante.
Dia nublado e
frio esse de Natal, em Santana do Ipanema, fomos quebrar a monotonia tentando
fotografar os arredores. E nas ladeiras do Bairro São José em direção ao rio, o
costume rural de criar aves à solta ainda permanece. Nos terrenos baldios, nos
monturos, passeiam descontraídos os galináceos: pintos, galinhas, galos e até
mesmo o guiné. Vez em quando quem deseja leva uma galinha, mas esse
criatório tradicional persiste indiferente ao furto. É ali mesmo sob a folhagem
rasteira e o lixo caseiro jogado que os bichos reproduzem, crescem e se divertem.
Vamos fotografando ainda, a beleza verde dos montes mais distantes, cercando as
cercas de arame farpado que nada cercam. Mas dessas andanças em busca de coisa
interessantes, nem notícia de capivara, cutia e paca.
Dia
monótono e profundamente triste. Até mesmo lúgubre.
PACA E CUTIA
(PACA DE LATERAL BORDADA)
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Morreu neste
domingo, 25, o diretor Reynaldo Boury, aos 90 anos. A informação foi
compartilhada pela família através das redes sociais. Neto do profissional e
que já trabalhou em algumas das suas novelas, o ator Guilherme Boury fez um
post em seu perfil do Instagram com fotos ao lado do avô, dizendo estar com o
coração “apertado e dolorido”. A causa da morte não foi divulgada.
Sua filha e
roteirista, Margareth Boury, disse em seu perfil do Instagram estar sentido uma
“tristeza infinita”. A esposa de Guilherme deixou a mensagem “para sempre em
nossos corações”.
A atriz
Larissa Manoela publicou uma longa homenagem a Reynaldo Boury.
“Grande
mestre! Meu diretor de três das novelas que fiz. Seu legado será mantido, seus
ensinamentos levados adiante e toda sua genialidade guardada em minha memória,
porque só quem teve a honra de ser dirigida por Reynaldo Boury sabe o quanto
ele realmente era genial”, escreveu no seu perfil do Instagram com fotos em
diversos momentos ao seu lado.
“Obrigada por
tanto, por todos os ensinamentos, palavras e mensagens de carinho. Te guardo em
meu coração. Seguirei fazendo o que lá atrás você me aconselhou, porque você
sempre teve razão”, completou.
Carreira de
Reynaldo Boury
Reynaldo
iniciou a carreira como fotógrafo de cenas, tornou-se cameraman na TV Tupi, e
se tornou diretor de novelas na inauguração da TV Excelsior. Trabalhou na
Globo, SBT e Record, e foi responsável pela direção da novela com a maior
quantidade de capítulos de todos os tempos, Redenção, de 1966. Também
trabalhou nas novelas A Última Testemunha, Selva de Pedra, Sinhá
Moça, O Primo Basílio, Tieta e Irmãos Coragem. No SBT foi o
comandante das novelas infantis de sucesso Carrossel, Chiquititas, Patrulha
Salvadora, Cúmplices de um Resgate e Poliana Moça.
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Por Wild in Heart
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Por Histórias da Vida Real
https://www.youtube.com/watch?v=3zBL5SGs1_Q&t=339s&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaRealVeja o CANGAÇO O MASSACRE DA FAZENDA CANGALEIXO em terras baianas. aconteceu um massacre na fazenda Cangaleixo cometida pela força policial de segurança volante da Bahia e também por parte do bando de Lampião. Clic e mostre o canal de Músicas infantil aos seus filhos, eles vão amar: https://youtu.be/Er8Cq0zmPb4 https://youtu.be/RcB-XX51feg https://youtu.be/ouhY61aU9gc https://youtu.be/oms2oD_8Kr4 https://youtu.be/2nPTaZ3qSpI https://youtu.be/vncxmirSYJQ Essa tragédia aconteceu em terras do norte Baiano, mas precisamente na fazenda Cangaleixo. nesse local perderam a vida em confronto armado vários policiais e cangaceiros. SEJA MEMBRO, AJUDE O CANAL: APENAS 5 REAIS POR MÊS: https://www.youtube.com/channel/UCD8q...
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Clerisvaldo B. Chagas, 26 de dezembro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.819
Chamando-nos
atenção na internet, o mergulhão, pato selvagem, também faz lembrar as coisas
do cangaço quando havia um cangaceiro chamado Mergulhão. Em nossa juventude
pelas caatingas de Santana do Ipanema, víamos chegar aves selvagens nos
barreiros e logo estavam deslizando nas águas em meio às chamadas,
orelhas-de-burro. Mas nada de lembranças do pato selvagem Mergulhão. Tudo que
aparecia era a chamada galinha-d’água ou marreca, que deve ser a mesma coisa.
Ave simpática e pequena e que não sabemos se tinham o hábito do mergulho. Tem
também o pássaro Martim e que muita gente o chama de Martin-pescador. Mergulha
nos açudes a barreiros em busca de caçar o peixe da alimentação. Em Santana
existe um sítio rural de nome Martins, porém, ainda não sabemos a origem do
nome.
O pato
selvagem mergulhão (Mergus octosetaceus) é parente de cisnes e marrecas e
aprecia o habitat úmido do Cerrado, gosta de rios de planaltos e corredeiras. É
uma ave elegante, bela, mas que atualmente se encontra em processo de extinção.
Quando afirmamos acima nunca a ter encontrado na caatinga santanense, não quer
dizer que a ave não tenha existido por aqui. Mesmo sendo típica de outros
biomas, sempre surgem por essas bandas, inúmeras espécies de arribação. Chegam
de repente e desaparecem como chegaram. E agora com o intenso desmatamento em
todos os biomas, são sem conta as espécies nunca mais vistas como no passado. O
pato selvagem também complementava o cardápio difícil do sertanejo. E agora
como tudo é crime, é crime também se avistar um pato mergulhão onde quer que
seja.
De qualquer
maneira é muito gratificante, para o homem rural, acordar cedo e no abrir da
porta, encontrar bando de pássaros diferentes fazendo algazarra nos arvoredos
próximos. Assim também se enche de alegria a alma do caboclo ao deparar-se no
açude, no barreiro, casais selvagens de marrecas, de paturis... De mergulhões.
Na simplicidade dos campos toda singeleza enriquece a mente e volta o velho
jargão dos humildes: “não tem dinheiro que pague”.
O tempo nesta
véspera de Natal está nublado, frio e chovido, o que faz levar os pensamentos
para sítios, fazendas, caatingas e povoados.
E mesmo
levando em conta a extinção da espécie, quem não deseja um naco de pato assado
na Ceia de Natal?!
Nem precisa
ser do Mergulhão.
PATO MERGULHÃO
(WIKIPÉDIA).
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