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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"A MISTERIOSA VIDA DE LAMPIÃO"

Por Cicinato Ferreira Neto

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL A NOVA EDIÇÃO DE "A MISTERIOSA VIDA DE LAMPIÃO", AGORA EM CAPA DURA E PAPEL PÓLEN.

Virgulino Ferreira, o Lampião, teve uma vida – e uma morte – cheias de mistérios. 

Por que entrou no cangaço? 

Como conseguiu resistir a mais de vinte anos de perseguições policiais? 

Como estabelecia a sua rede de colaboradores? 

Como a polícia conseguiu chegar ao seu esconderijo? 

São indagações que tornam cada vez mais apaixonante tudo o que se refere a Lampião e ao mundo dos cangaceiros. No livro “A Misteriosa Vida de Lampião”, a trajetória do rei dos cangaceiros é acompanhada com detalhes, ano a ano, desde a sua entrada no cangaço até o massacre de Angico. 

Episódios são apresentados em versões diferentes, informando e estimulando o leitor à análise do que realmente pode ter ocorrido. 

Se quiser adquirir, basta entrar em contato através dos e-mails cicinato.neto@sefaz.ce.gov.br e cicinatoneto@zipmail.com.br ou através do Face.

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AGRADECIMENTO...

Por Geraldo Júnior

Aos amigos Francisco Pereira Lima “Professor Pereira” (Cajazeiras/PB) eVenicio Feitosa Neves autor do livro O PATRIARCA – CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO “IOIÔ MAROTO”, meus sinceros agradecimentos pela consideração e pelo exemplar da obra que acabo de receber.


O lançamento oficial do Livro O PATRIARCA – CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO “IOIÔ MAROTO” do Professor/Escritor Venício Feitosa Neves acontecerá oficialmente na cidade de SERRA TALHADA no estado de Pernambuco durante os dias 03 e 04 de setembro de 2016.

No dia 03 DE SETEMBRO DE 2016 o evento acontecerá das 10:00 / 18:00 horas durante o 1º Encontro da Família Pereira do Pajeú (Restrito apenas aos familiares) que acontecerá na AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil) de Serra Talhada/PE.


No dia 04 DE SETEMBRO DE 2016 às 20:00 horas, acontecerá o lançamento oficial do Livro O PATRIARCA no POLO CULTURAL em Serra Talhada/PE. Aberto ao grande público.

O PATRIARCA é um livro com 712 páginas que resgata em seu interior a saga dos colonizadores, a origem das famílias Feitosa dos Inhamuns e Pereiras do Pajeú, Coronelismo, Biografia e história do patriarca Crispim Pereira de Araújo e como não poderia falta diversas narrativas sobre o cangaço.

Prestigiem o evento. Contamos com a participação de todos (as) vocês. Quem se interessa, estuda e pesquisa o tema cangaço não poderá deixar de se fazer presente ao evento e levar para casa em primeira-mão um exemplar dessa fascinante obra que surge no rol dos grandes livros sobre o tema Nordeste e cangaço.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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ASCRIM/PRESIDENCIA – OFÍCIO Nº 221/2016 –“CONFIRMAÇÃO CONVITE ANIVERSÁRIO AFLAM E LIV INDEPENDÊNCIA.


MOSSORÓ(RN), 23.08.2016

ILUSTRÍSSIMA SENHORA, PRESIDENTA DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE MOSSORÓ-AFLAM

M.D. DRA JOANA D’ARC FERNANDES COELHO,
ILUSTRÍSSIMO SENHOR DIRETOR PRES. DA LIV. INDEPENDÊNCIA,
M.D. DR. THIAGO CAPISTRANO GONZAGA

NESTA
SENHORES PRESIDENTES,

O PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, CONGRATULANDO-SE COM A TRÍADE EFEMÉRIDE DA AFLAM E LIVRARIA INDEPENDÊNCIA: 9º ANIVERSÁRIO DA AFLAM, 3ª EDIÇÃO DO PROJETO GONZAGA CHIMBINHO E 8ª EDIÇÃO AFLAM NA PRAÇA, ENALTECENDO A ESCOLHA DO TEMA “O LIVRO E A LEITURA, PARABENIZA, SAÚDA E CONFIRMA PRESENÇA A TÃO DIGNIFICANTE EVENTO CULTURAL.
             
NO ENSEJO, COMUNICA QUE O PRESENTE SERÁ RETRANSMITIDO A TODO O CORPO SOCIAL DA ASCRIM, ADREDE, CONCLAMANDO QUE TODOS PRESTIGIEM A DATA MAGNA DE NATALÍCIO DOS QUE FAZEM A AFLAM E LIVRARIA INDEPENDÊNCIA.
             
NOSSOS EFUSIVOS PARABENS, COM VOTOS DE PERENES E CONTÍNUAS ATIVIDADES CULTURAIS.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
PRESIDENTE DA ASCRIM 
C/CÓPIA PARA TODO CORPO SOCIAL DA ASCRIM

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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AQUELE SERTÃO DOS TEMPOS DO CANGAÇO

Por Rangel Alves da Costa

Lampião, o Capitão Virgulino, nutria pessoal admiração por Poço Redondo. Verdade que ele e seu bando fizeram algumas atrocidades nos arredores da povoação, mas geralmente por vingança, como aconteceu após a morte do cangaceiro Pau-Ferro. No todo, contudo, há de se reconhecer que ele gostava de fazer percurso pela povoação e visitar alguns bons amigos, como Teotônio Alves China, o China do Poço, pai de minha mãe Dona Peta.

Tanto perambulou por Poço Redondo que para o seu bando levou não menos que trinta e quatro jovens poço-redondenses, entre mocinhas e rapazes. Na casa de China dividiu mesa com o Padre Arthur Passos e, juntamente com o seu bando, acabou assistindo missa na igrejinha de Nossa Senhora da Conceição. O armamento pesado teve que ficar de fora, mas a cangaceirada se ajoelhou perante o altar.

Foi também em Poço Redondo, na fazenda Maranduba, que o capitão cangaceiro travou sua maior batalha, mostrando toda a sua argúcia e inteligência para ludibriar e vencer as volantes de Liberato de Carvalho e Mané Neto, agindo conjuntamente. E foi também nas distâncias matutas poço-redondenses, lá pelas ribeiras do São Francisco, que a 28 de julho de 38 o cangaço sofreu seu golpe de morte. Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram emboscados e mortos pela volante comanda pelo tenente alagoano João Bezerra.

Ainda quanto à presença do cangaço em Poço Redondo, alguns fatos chamam a atenção. A juventude sertaneja via no cangaço não só um espelho de luta contra o sistema opressivo de então como uma oportunidade de dar vazão aos seus inconformismos. Daí tantos rapazinhos terem se encaminhado para o cangaço. Zé de Julião, por exemplo, viu na extorsão e atrocidade da volante as feições do próprio sistema de então.


Presenciara, diversas vezes, seu pai Julião, um rico fazendeiro, ser extorquido e ameaçado por aqueles que se diziam homens da ordem e da lei. Assim, para ele, a volante não passava de um mal oficial assolando e violando as liberdades de todo o sertão. E, como tal, muito pior que o cangaço, que agia, dentre outras justificativas, exatamente no combate às explorações comandadas pelo Estado opressor. Então, num ato de bravura e irresignação, foi se juntar ao bando do Capitão levando sua esposa Enedina. Voltou viúvo depois da tragédia de 38.

Contudo, se os jovens viam no cangaço uma oportunidade de luta, as famílias e os mais velhos viam naqueles homens das caatingas apenas o assombro e o medo. Temiam não só pela ideia de violência como pelo resguardo às suas filhas mocinhas. E não sem razão. Sabido é que a mocinha sertaneja via um artista em cada cangaceiro, sentia atração especial por aqueles cabeludos, num misto de suor de muitos dias e perfume em chuvarada, cheios de anéis e ornamentos dourados por toda a vestimenta. E doidas para serem levadas. E algumas seguiram assim.

Por isso mesmo que a maioria das famílias não esperava tempo ruim quando chegavam os anúncios da aproximação do bando de Lampião. Bastava o zum-zum-zum e grande parte da população deixava o que estava fazendo e saía em correria. Muita panela derreteu no fogo, muita gente foi arrastada debaixo da cama, muita gente correu só com a roupa de baixo, muita gente saiu em disparada de a perna bater na bunda. Contam que alguém resolveu retornar para buscar uma roupa e deu de cara com um sorridente cangaceiro. Deu um piripaque na hora.

Dizem que numa dessas correrias alguém foi bater no Morro Vermelho pensando ter tomado o caminho do Curralinho. Ao chegar e encontrar apenas um tanque, logo jurou que Lampião tinha mandado secar o rio. E chorou de quase não mais parar. Aliás, era Curralinho o destino da maioria do povo em fuga. Lugar estratégico, à beira do São Francisco, tendo Alagoas no outro lado, aí permanecia até que notícias chegassem dando conta da partida do Capitão.

Não sabiam, porém, que Lampião e seu bando estavam em e por todo lugar. Não havia como fugir do cangaço nem da volante. O sertão era deles. O sertanejo era apenas aquele que sofria.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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PEÇAS DO ARTISTA PLÁSTICO ELSON MESQUITA

Por Benedito Vasconcelos Mendes

O talentoso artista plástico mossoroense Elson Mesquita, que trabalha com sucata de ferro, já fez 4 peças para o Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde, em Mossoró.






https://www.youtube.com/watch?v=eSdhmrbWLNk

Enviado pelo autor

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A FORMAÇÃO DO PERFIL INDENITÁRIO DA CIDADE DE MARINGÁ

Por Selson Garutti UEPG

RESUMO

Os estudos sobre cultura popular, sobre as tradições, costumes, crenças, várias formas de artes, entre outras, permitem compreender a formação de um povo, sua história, suas raízes, o comportamento desses e sua identidade. No entanto, para compreender este universo é necessário resgatar o passado que, na maioria das vezes, muitos não dão a devida importância. Tratam, muitas vezes, com menosprezo ou simplesmente acreditam que o que importa mesmo é o futuro. E, consequentemente, esse desaprecio para com fatos memoriais faz com que não se reconheça a identidade de um povo. A história da origem do nome da cidade de Maringá é um exemplo disso. Muitos maringaenses natos não conhecem a história da origem do nome da cidade onde nasceram. No entanto, existem muitas versões, seja na visão dos pioneiros, autores, historiadores ou pessoas comuns. Esse desencontro acontece porque tudo se origina de uma lenda paraibana onde uma jovem cabocla muito bonita, “Maria do Ingá”, retirante da seca do nordeste, deixou saudoso um caboclo apaixonado. Mais tarde a lenda foi contada nos versos da canção “Maringá” do compositor e médico mineiro Joubert de Carvalho. O objetivo deste trabalho foi investigar esta lenda como objeto folkcomunicativo, ou seja, em nível popular, e como ela faz parte da história da cidade como memória no imaginário do maringaense.

Palavras- chave: folclore, Folkcomunicação, lenda Maria do Ingá. 

Clique no link abaixo e continue lendo sobre Maringá

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br/2016/08/a-formacao-do-perfil-indenitario-da.html

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

CASA DA CULTURA PROMOVE LANÇAMENTO DA REVISTA HISTÓRICA SOBRE A HISTÓRIA DE PAULO AFONSO - AUTORIA DE ANTONIO GALDINO... www.joaodesousalima.blogspot.com

Por João de Sousa Lima

Nesta terça feira, dia 30 de agosto de 2016, a CASA DA CULTURA promove o lançamento da Revista Histórica de Paulo Afonso, de autoria de Antonio Galdino. O lançamento será as 19 hrs. A
 revista custará R$ 10,00


APAREÇAM... DIVULGUEM...

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC - Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço.

Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 
E-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

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ASCRIM/PRESIDÊNCIA – ATO PRESIDÊNCIA Nº 07/2016


MOSSORÓ(RN), 21 DE AGOSTO DE 2016,

A ESPECIAL ATENÇÃO DOS SENHORES DIRETORES EXECUTIVOS:  

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, Presidente da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM.-MILTON MARQUES MEDEIROS, Vice-Presidente da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM, -ANTONIO CLAUDER ALVES ARCANJO,  1º Secretário da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,-ELDER HERONILDES DA SILVA, Diretor de Comunicação e Relações Diplomáticas da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM-ANTONIO FRANCISCO TEIXEIRA DE MELO, Diretor de Acervos da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,-MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO, Diretora de Assuntos Artísticos da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,-TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, Diretora Interina de Cerimonial  e de Eventos da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,

ASCRIM/ATO PRESIDENCIAL Nº 007/2016

I. Na qualidade de Presidente da ASCRIM, conforme me faculta a alínea “a”, do § único do Art. 36, do estatuto, Albergado no item 1, inciso I do art. 35 e alínea “a”, item 2 do inciso VI, combinado com parágrafo único, todos do estatuto da ASCRIM, DETERMINA:

1 CONSOANTE CONSIGNAÇÃO PRESIDENCIAL, REGISTRADA NA ATA DE CRIAÇÃO DO FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM,  ATIVIDADE DO PROJETO QUINTANAS LITERÁRIAS DA ASCRIM, NA REUNIÃO DO DIA 14.07.2016, TENDO EM VISTA NORMA ESTATUTÁRIA PARA OFICIALIZAR O FUNCIONAMENTO DE COMISSÕES NA ASCRIM, VALIDA ATRAVÉS DESTE ATO PRESIDENCIAL A INSTALAÇÃO DO FOPHPM E A CRIAÇÃO DA COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM, COMPOSTA DOS SEGUINTES *INTEGRANTES:

BENEDITO VASCONCELOS MENDES
ELDER HERONILDES DA SILVA
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
GERALDO MAIA DO NASCIMENTO
JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO
LUDIMILLA CARVALHO SERAFIM DE OLIVEIRA
MILTON MARQUES MEDEIROS
RICARDO LOPES
TANIAMÁ VIEIRA BARRETO DA SILVA
WILSON BEZERRA DE MOURA

II. Desta forma, amparado no mesmo supedâneo, caput do item 1 deste, por ser norma conceituada no estatuto, convoco o especial pronunciamento da DIRETORIA EXECUTIVA para “AD REFERENDUM”, NO PRAZO DE DEZ (10) DIAS CORRIDOS,A CONTAR DA DATA DO RECEBIMENTO DESTE, MANIFESTANDO-SE ATRAVÉS DE VOTO FAVORÁVEL OU DE VETO, através de email, OBSERVANDO-SE QUE AS DECISÕES REFERENTE O PRESENTE ATO, COM EFEITOS RETROATIVOS A DATA 14.08.2016, ESTÁ PRECEITUADO NO ESTATUTO DA ASCRIM.

NESTES TERMOS, REGISTRE-SE, DETERMINE-SE E CUMPRA-SE
MOSSORÓ(RN  21 DE AGOSTO DE 2016
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
PRESIDENTE DA ASCRIM

C/CÓPIA PARA TODOS DIRETORES EXECUTIVOS DA ASCRIM
C/CÓPIA PARA TODOS INTEGRANTES DA COFOPHPM
*NA ORDEM ALFABÉTICA

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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SEGUNDO DANIEL MOURA DONA NETINHA SOBRINHA DE LAMPIÃO ESTÁ BEM!

Por Daniel Moura
Da direita para esquerda: eu, Daniel Moura, tia Netinha, filha dela (minha prima) e minha mãe.

Daniel Moura bisneto de dona Anália Ferreira irmã de Lampião nos deu notícia sobre a saúde de dona Netinha, filha de Anália Ferreira.

IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira (tio); 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11- Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 - Maria Mocinha, ou Maria Queiroz, irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

Olá José Mendes, estive em Fortaleza no mês passado, e visitei os meus parentes, inclusive essa minha tia avó. 

Tiramos uma foto dessa nossa visita e segue em anexo, ela está bem, porém, um pouco fraca por causa da idade que é normal. 

Todos os filhos dela moram lá, e amei conhecer esses meus primos...

Grande abraço, meu caro!

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A MISSA PELOS 90 ANOS DO MAIOR MASSACRE DA HISTÓRIA DO CANGAÇO

Por Rostand Medeiros

No próximo sábado, dia 27 de agosto de 2016, ás 15:30 será celebrada no local histórico dos acontecimentos uma missa na propriedade Tapera dos Gilo, Na zona rural do município de Floresta, Pernambuco.

Cemitério onde descansam eternamente os membros da família Gilo massacrados por Lampião em 1926.

É antes de tudo uma missa para honrar os que tombaram diante dos cangaceiros de Lampião no maior massacre da história do Cangaço.

Mas como ocorreu este episódio?

Próximo a cidade pernambucana de Floresta existe uma antiga propriedade rural conhecida como Tapera dos Gilo. Uma fazenda normal, até mesmo comum diante das muitas existentes na região sertaneja nordestina. Mas coube ao destino que neste local ocorresse em 1926 um dos mais cruéis ataques de cangaceiros a famílias na história deste movimento.

Jornal da época comentado o episódio

Segundo nós conta o nobre escritor João de Souza Lima, em dezembro de 1925 o senhor Gilo Donato do Nascimento descobriu que doze burros de sua propriedade tinham desaparecido. Então Manoel Gilo, filho mais velho de Gilo Donato, junto com outras pessoas, seguiu a pista dos animais até encontrá-los a quase 400 quilômetros de distância, em Lavras de Mangabeira, no Ceará.

Os animais, valiosos nas propriedades rurais do sertão do passado, estavam na posse do coronel Raimundo Augusto, que havia comprado as alimárias de Horácio Grande.

Lampião o Rei do Cangaço.

Horácio Grande foi processado e preso por esse roubo e em consequência disso jurou matar Gilo Donato e seu filho.

E não ficou só na promessa. Tempos depois Horácio realizou um frustrado ataque a residência de Gilo, onde saiu baleado e perdeu o comparsa apelidado de Brasa Viva. Diante da situação, do poder de fogo e valentia da família Gilo, Horácio Grande entrou no bando de Lampião desejoso de perpetrar sua vingança.

O escritor Marcos Antonio de Sá explica como se deu o ataque da Tapera dos Gilo.

Através de sua irmã e de sua esposa, Horácio as orientou para que produzissem cartas falsas, aparentemente escritas por Gilo Donato, afrontando severamente o “Rei do Cangaço”. Quem já leu qualquer texto sobre a vida de Lampião sabe que ele era muito rancoroso com aqueles que lhe traiam e lhe difamavam. Onde sempre o castigo para estes faltosos era a morte, normalmente das formas mais cruéis.

No dia 26 de agosto de 1926, uma quinta feira, às quatro horas da manhã, Lampião com um grupo em torno de 120 cangaceiros, atacou a fazenda Tapera.

Marcos Antonio de Sá mostra uma antigas estaca de uma das casas atacadas e destruídas pelos cangaceiros no ataque a Tapera dos Gilo.

Um longo tiroteio rompeu o silêncio do local. Por horas as pessoas da vizinha Floresta ouviram os tiros ecoando. O capitão Antônio Muniz de Farias, comandante das forças volantes que estavam na cidade, não mostrou coragem pra ir lutar contra os cangaceiros e defender a desesperada família Gilo. 

Quando a casa da sede se encontrava quase totalmente destruída devido aos milhares de balaços recebidos e vários mortos banhavam de sangue seus compartimentos, Lampião comandou a invasão da residência.

Região da Tapera dos Gilo.

Manoel Gilo foi capturado ainda vivo, estando morto seu pai Gilo Donato, o irmão Evaristo, o cunhado Joaquim Damião e Ângelo de Rufina. Na estrada ficaram mortos Permino, Henrique (casado com uma irmã de Gilo), Zé Pedro, Ernesto (da fazenda São Pedro), Janjão, Alexandre Ciríaco (morto quando tentava defender os Gilos e que tinha vindo da fazenda São Pedro), Pedro Alexandre (na Barra do Silva).

A volante do sargento Manoel Neto, um dos mais ferozes perseguidores de Lampião, foi tentar salvar a família Gilo daquele massacre. Mesmo este militar estando baleado e com poucos homens sob seu comando, Neto contrariou as ordens do capitão Muniz e foi se bater com os cangaceiros de Lampião no Campo da Honra.

Djanilson Pedro, neto de Cassimiro Gilo, no local onde tombou o soldado João Ferreira de Paula, da volante de Manoel Neto (A quixabeira do soldado).

Como resultado a volante perdeu o soldado João Ferreira de Paula, que tombou morto embaixo de uma quixabeira, hoje conhecida como “Quixabeira do soldado”. Já tendo perdido um dos seus comandados e como a quantidade de cangaceiros era muito superior ao grupo de policiais, o valente e famoso “Mané Neto” não teve alternativa se não comandar uma retirada. 

Ao final do tiroteio, Lampião então extremamente enfurecido, pegou o sobrevivente Manoel Gilo e perguntou o porquê dos seus familiares enviarem as cartas ofensivas e este então respondeu que eles eram analfabetos e não sabiam escrever. Neste momento, diante da surpresa geral, Horácio Grande pegou a sua pistola e atirou na cabeça do inimigo, matando Manoel Gilo. Só ai Lampião percebeu a trama que Horácio o havia colocado.

Percorrendo as trilhas do combate.

O Rei do Cangaço o expulsou na hora do seu bando e consta que lamentou a perda de tantos valentes sertanejos a troco de uma mentira. O escritor João de Souza Lima aponta corretamente em sua publicação na Internet que este foi um “arrependimento tardio” (Ver – http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/04/fazenda-tapera-de-manel-gilo-por-joao.html).

Daquele cruel morticínio pereceram entre familiares dos Gilo e seus amigos, além do soldado da volante de Manoel Neto, um total de treze pessoas. Consta que os cangaceiros perderam quatro de seus homens.

Da família só escapou o jovem Cassimiro Gilo, então com 15 anos de idade, que havia ido comprar açúcar e rapadura no Ceará.

Em Floresta estivemos juntos dos maravilhosos amigos (da esq. para dir.) Cristiano Luiz Feitosa Ferraz, Djanilson Pedro e Marcos Antonio de Sá, o conhecido como “Marcos De Carmelita”.

Recentemente, junto com o artista plástico Sérgio Azol, e através do bondoso acolhimento na cidade de Floresta dos amigos escritores Marcos Antonio de Sá, conhecido como “Marcos De Carmelita”, e Cristiano Luiz Feitosa Ferraz, tive a grata oportunidade de conhecer a propriedade Tapera dos Gilo. Além de percorrer os locais do combate, tive a oportunidade de apertar a mão da Senhora Djalmira Maria de Sá, a Dona Dejinha, e seu filho Djanilson Pedro, o “Pané”. Em nossos diálogos fiquei impressionado como eles narram com extrema clareza e emoção os fatos transmitidos por Cassimiro Gilo, mantendo viva a memória daquele dia extremamente cruel para sua família.

Os autores do interessante livro “As cruzes do Cangaço – Os fatos e personagens de Floresta – PE”, entregando um exemplar do seu trabalho aos descendentes da família Gilo, na fazenda Tapera dos Gilo, local do maior massacre da história do cangaço, fato extensamente narrado no livro.

Marcos Antonio de Sá e Cristiano Luiz Feitosa Ferraz lançaram recentemente o interessante livro “As cruzes do Cangaço – Os fatos e personagens de Floresta – PE”, onde esta trágica história é narrada com extrema grande riqueza de detalhes. Marcos e Cristiano são dois dos organizadores desta missa.


É inegável que a História do cangaço é uma das grandes referências da identidade dos nordestinos e constitui um elemento formador das formas de representação cultural da região, sendo atualmente extensamente utilizado como verdadeira marca do Nordeste.

Apesar de toda importância histórica deste movimento, alguns dos seus principais episódios se encontram praticamente esquecidos. Neste sentido eu acredito que este evento é uma maravilhosa ferramenta que muito vai ajudar a difundir em âmbito local, regional e nacional a verdadeira dimensão do Massacre da Tapera dos Gilo.

Além de homenagear e destacar os membros desta família que tombaram neste combate, esta missa certamente vai estimular a população da região a conhecer com maior profundidade os episódios envolvendo os fatos históricos ocorridos No dia 26 de agosto de 1926.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros.

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


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A COR DA ROUPA DO CANGACEIRO


Pensa-se, ainda hoje, que os cangaceiros sempre usaram vestimentas que os ajudassem a esconderem-se nas brenhas das caatingas por onde passavam. E é, realmente, o que ocorreu, em determinada época, porém, não sendo uma rigorosidade constante esse uso de camuflagem de uma única cor.

Registros históricos nos dizem que em determinada fase, sim, usava-se uma roupa com a cor da terra do solo sertanejo. Estando imóvel, a pessoa que estivesse a usá-la, passaria despercebida por alguém que por perto passasse.


Estamos falando de um tecido, talvez o único naquele tempo, usado pelos componentes das hostis cangaceiras, o Kaki.

Após um determinado tempo, foi introduzido um tecido tão grosso e resistente quanto o Kaki, mas, puxando para o Azul.


O pesquisador Rubens Antonio, em uma importante matéria sobre esse fato, tira-nos essa dúvida, quando publica o resultado das suas pesquisas.

Vejamos então, o que o ilustre pesquisador nos revela:

“Um mergulho na documentação da época, aponta, finalmente, uma luz para o caso, sendo este o estado atual do conhecimento documental da época. Ambas cores foram usadas, conforme as conveniências e necessidades.” (http://cangaçonabahia.blogspot.com)


O pesquisador nos ‘fala’ sobre as duas cores, as quais foram usadas como vestimentas, não só dos cangaceiros, mas, também, pelo contingente das volantes. De princípio, nos mostra registros em Jornais da década de 1920, onde a predominância total é exclusividade do Kaki, roupa com tom amarronzado.

Da próxima década em diante e no início da seguinte, os registros nos mostram que, além do Kaki, é introduzido nas vestimentas, o tecido de cor azul.


“(...)As antigas vestes dos cangaceiros, em suas fases baianas, foram guardadas pelos auxiliares do professor Estácio de Lima, quando das suas prisões, no final da década de 1930 e início de 1940.

Mais tarde, estiveram expostas no Museu Estácio de Lima, no Instituto Lima Rodrigues(...).” (blog Ct.)


Aqui vemos o cuidado que as pessoas tiveram ao guardarem, preservando, toda a indumentária dos cangaceiros, pelo menos, na fase baiana, e na Fase terminal do cangaço, em suas ‘Entregas’.

“(...) O professor Lamartine de Andrade Lima, testemunha que eram todas bege - kaki.

O que parece ser a melhor referência a ser seguida, neste momento, é que

- para os momentos e as ações nas áreas de caatinga, o kaki era o registro dominante.

- para os momentos vividos em Alagoas e Sergipe, quando em matas de outras características, o azul emergiu como opção mais camufladora, muitas vezes superando o antigo padrão.


- para os momentos das ações na Bahia, predominantemente em áreas de caatinga, sempre o kaki permaneceu como o registro dominante, mesmo nos estertores com Cangaço.

E esta adaptação às matas de Sergipe e Alagoas, profundamente diferentes da caatinga do Raso da Catarina, também passou a ser seguida pelas volantes. Em jornal de 1933(...).” (blog Ct.)

Pois bem, após tão simbólica e instrutiva narração do grande pesquisador, chegamos à conclusão de que para certos, determinados, momentos foram usados roupas com cores diferentes, isso já pelas andanças do “Rei dos Cangaceiros” nas terras dos Estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, depois de sua travessia concreta, final, das águas do “Velho Chico” em 1928. E por que não frisarmos, mais ainda, nos Estados de Sergipe e Bahia, pelo simples fato de haverem menos perseguição, ainda, por parte da Forção Pública, pelo menos no início do ‘estiramento’, ‘alongamento’, dos “tentáculos” cruéis de seu reinado sangrento, nas terras desses dois Estados da Federação.

Abaixo, os amigos verão imagens de recortes de jornais, das épocas, ‘pescadas’ no blog http://lampeaoaceso.blogspot.com do ilustre amigo pesquisador Kiko Monteiro, o qual, fez compartilhamento do blog do pesquisador soteropolitano.

Bons estudos.

Fotos https://tokdehistoria.com.br/
http://lampiãoaceso.blogspot.comcom
Revista Língua Portuguesa (dezembro/2011)

http://blogdomendesemendes.blogspot.com