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sábado, 3 de novembro de 2018

EM 1929 JORNAIS BAIANOS REGISTRAVAM... O MAIS ANTIGO FILME SOBRE LAMPIÃO

Por Rubens Antonio 

Aproveitando a puxada dos nossos amigos Guilherme Machado e Robério Santos no grupo cangaceirólogos, aqui cenas do mais antigo filme realizado sobre o Cangaço... 1ª matéria Publicado em 27 de novembro de 1929, no “Diario de Noticias”, Salvador, Bahia.. 

Ele procurava mostrar ações do bando de Lampeão já ocorridas, até então, na Bahia. A equipe de filmagem e atores se deslocaram até os locais dos eventos e, com base nos testemunhos locais, filmaram. Não sei onde foi parar, mas parece que chegou a ser apresentado em Salvador. 

A Cinematographia grava os crimes do Bandido

Nesta imagem, à esquerda, a câmera, à direita, reconstituição de um tiroteio.

Estamos numa epocha em que factos de tamanha sensação não podem ter a sua descripção limitada ao registro da imprensa; elles, graças á divulgarização da cinematographia, são mostrados, ao vivo, ao povo.

Em todo o mundo civilizado assim occorre, com a modernização dos novos processos de reportagem. Todo o mal que o bandoleiro faz ás nossas populações sertanejas é salientado, mediante uma reconstituição de scenas verdadeiras, honestamete feitas, nos proprios locaes onde ellas se verificam e mediante o testemunho de pessoas sabedoras dos factos. A empresa Nelli–Film, bahiana, se incumbe da organização dessa pellicula sensacioal.

É dificil distinguir–se qual o crime mais perverso

O reporter soube da confecção desse “film” e tranto investigou que acabou encontrando o sr. José Nelli, chefe da empresa. Palestraram. O industrial relatou as difficuldades que teve de vencer, da deficiencia de personagens aos trabalhos de reconscituição.
– Qual o crime de maior sensação?
Fica–se na duvida. Virgolino tem cem requintes de malvadez. E não é um valente nem um heroe. Assassina covardemente, para roubar ou por mero prazer.
– Posso, porém, dissenos o sr. Nelli, dizer–lhe que a morte da mulher queimada que se avantaja a tudo. Pretendera ella envenenar Lampeão, que, desconfiado, descobriu o ardil e ordenou que, amarrada a uma arvore, della fizessem uma tocha humana. Realizou–se, assim o homicidio. No cinema, isso é de grande effeito.
 A enguia da caatinga
– E por onde andou filmando:
– Pela zona do Rio do Peixe, Queimadas, Serrinha, etc. Apanham–se os factos “in loco”, sob o rigor da verdade.
– Que diz da acção da policia?
– Que procura atacar o grupo.
Essa caça faz–se com grandes sacrificios, porque Lampeão é como a enguia: some–se sempre na caatinga, fugindo.
– Tem reproduzido combates?
– Oh! diversos, bem como passagens curiosissimas, a que serve de moldura uma excellente natureza, prodiga em scenarios. E claro que teremos de solicitar o auxilio da Policia. Mostrado o bandido, é indispensavel divulgar o que tem sido a acção dos seus perseguidores implacaveis."
 27 de novembro de 1929, no “A Tarde”:
No Rastro dos Bandoleiros. As proezas de Lampeão e de seu sinistro bando num film

O sr. José Nelli, conhecido operador cinematographico, resolveu fazer um grande film de divulgação das façanhas de Lampeão e do seu terivel bando.

O intuito do sr. Nelli é, revivendo os moticinios e scenas de vandalismo do faccinorara apresental–o tal qual elle é: simplesmente um animal senguinario. Para isso o sr. Nelli esta percorrendo todo o nordeste reconstituindo os crimes de Virgulino. Os clichês acima mostram a estação de Rio do Peixe e uma scena do film.
 Os clichês acima mostram a estação de Rio do Peixe e uma scena do film.

Pescado no Cangaço na Bahia

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Adendo Lampião Aceso 

O título deste filme não foi citado na matéria do jornal pois estava em fase de produção. Concluído, ele foi batizado de LAMPIÃO, A FERA DO NORDESTE e outra remetência foi LAMPIÃO, O TERROR DO NORDESTE. Tratou-se de um longa-metragem silencioso.


Chegou a ser exibido em São Paulo no ano de 1931: de 20 a 22.de novembro no Royal; 1º de dezembro no Colombo; 2 de dezembro no São José; a 03.de dezembro no Cambuci; 04 de dezembro, no Glória. e nos dias 22 e 23.março de 1932 no Oberdan.

Sinopse

    "... Meia dúzia de apanhados da capital (Salvador) atoamente. Uma vista de Ilhéus da mesma forma. Um horrível apanhado da feira de gados em Feira de Santana. Um cafezal. Um canavial. Uma locomotiva chegando a Juazeiro. Um apanhado do Rio São Francisco. Uma vista péssima de Bom Jesus da Lapa. (...) Lampião ataca um rancho qualquer. Ataca Riacho Seco. (...) Outra cena Lampião cerca uma fazenda. Aparece a casa do 'coronel'. O coronel e a filha estão na sala de visitas. Ele de pés descalços, assentado num frangalho de cadeira, lê um retalho de jornal. A moça lava roupas num caixão de gasolina. Lampião entra na sala. O coronel protesta. Assassinam-no pelas costas. Lampião entra para um quarto. Vem lambendo os beiços...". (Cinearte, 16 de Abril de 1930)

As locações foram: Salvador; Ilhéus; Feira de Santana; Juazeiro; Rio São Francisco; Bom Jesus da Lapa; e Riacho Seco cidades do estado da Bahia.

Observações e resenha:

A revista Cinearte de 30 de Abril de.1930 informa que o filme estava programado para o Teatro Olímpia, de Salvador, mas teve a sua exibição proibida pela polícia. "Filme de enredo e cenas documentárias, com um ator no papel do Capitão Virgolino". muito provavelmente o primeiro filme de enredo rodado na Bahia".
A revista ainda publicou o seguinte comentário:
Tudo filmado com a pior fotografia do mundo, sem noção alguma de arte e realidade. A interpretação é pavorosa! Tudo horrível! Como filme Lampião é mais prejudicial à Bahia que o próprio bandoleiro”.
As pesquisas de Dídimo em seu livro "O cangaço no cinema Brasileiro" não apontaram referências aos nomes dos atores que trabalharam na obra. Em alguns sites há uma referencia de direção para Guilherme Gáudio porem o Dicionário de Filmes Brasileiros (longa-metragem), de Antônio Leão Neto, traz apenas a menção de José Nelli como produtor e Antônio Rogato na fotografia.

Pioneiros do tema cangaço

Quem pesquisar sobre os primórdios do cinema de cangaço vai identificar o filme Filho sem mãe, de Tancredo Seabra no ano de 1925, o primeiro em que aparece um grupo de cangaceiros e alguns de seus sinais de identidade, tais como trajes, armas, acampamentos etc.  
Sangue de irmão de Jota Soares em 1926.

Segundo Luiz Felipe Miranda em “Cinema e Cangaço – História” (1997), houve ainda um curta,chamado  Lampião, o banditismo no Nordeste, “do qual se desconhecem autoria e procedência [...] apresentado por volta de 1927” (1997, p.93). 

Em Lampião, A fera do Nordeste, uma ficção com cenas documentais. o rei cangaceiro já teria o papel de protagonista e, provavelmente, é o primeiro filme a abordar o cangaço como tema central. O filme relata o episódio da chacina do Rio do Peixe, na Bahia, mostrando Lampião monstruoso e sanguinário que matava ate criancinha, lançando ao ar e aparando com seu punhal.

Estes quatro títulos citados estão infelizmente desparecidos.

Fontes:

1) Cinemateca.gov.br

2) NORDESTE: MISERABILISMO LOCAL/SUMMA NACIONAL
Estudo de Sebastião Guilherme Albano da Costa.
Disponivel no: Razony Palabra

3)  Revista Fenix  O cangaço no cinema brasileiro: Um olhar panorâmico  estudo de Anderson R. Neves - Universidade Federal de Uberlândia – UFU.Disponível naRevista Fênix

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/1929

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Convite Aniversário da ACJUS--ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS – “SESSÃO MAGNA DO 4º ANIVERSÁRIO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO” -OF. Nº 061/2018.

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ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS – “SESSÃO MAGNA DO 4º ANIVERSÁRIO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO” -OF. Nº 061/2018.

MOSSORÓ-RN, 01 de NOVEMBRO de 2018.

REENVIADO PARA CORRIGIR DATA DO EVENTO
  
RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).’ 

   É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO(VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE, DIGNAR-SE RESPONDER AOS ECLÉTICOS CONVITES DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES DE SUAS CO-IRMÃS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO, ENTRE OS QUE PRESTIGIAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.
   NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS, ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.

   DESTA FORMA, AGRADECENDO PELO CONVITE, A EXCELENTÍSSIMA DRA.TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, M.D. PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS(ACJUS), RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA HONRA CONFIRMAR PRESENÇA A “SESSÃO MAGNA DO SEU 4º ANIVERSÁRIO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO”. A REFERIDA SESSÃO ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DIA 05.11.2018(SEGUNDA-FEIRA), ÀS 19H00MIN, NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE,17, CENTRO(PÇA DA REDENÇÃO DORIAN JORGE FREIRE, NESTA URBE.
OS DISCURSOS ACADÊMICOS “ACJUS: 4 ANOS DIVULGANDO SABERES CULTURAIS”, SERÃO PROFERIDOS PELOS CONFRADES BRENO VALÉRIO FAUSTO DE MEDEIROS(CAD. 20), GERALDO MAIA DO NASCIMENTO(CAD. 13) E RICARDO ALFREDO DE SOUZA(CAD. 08).
        
   PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”,-OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS-, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.  
    CONCLAMANDO AOS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS DA ASCRIM, COMPARECEREM AO EVENTO SUPRAMENCIONADO, OPORTUNIDADE DE OUVIR O DISCURSÓRIO SOBRE OS RICOS SABERES PROTAGONIZADOS PELA ACJUS E CONGRATULAR SEUS AUTORES, COMUNICO, DEVEM CUMPRIR O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL DA ASCRIM, CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.

   NA OPORTUNIDADE, ESTE PRESIDENTE REQUER DIGNE-SE A EXCELENTÍSSIMA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DRA.TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, AUTORIZAR SEJA A BANDEIRA OFICIAL DA ASCRIM COLOCADA JUNTO AO PAVILHÃO DA ACJUS, NO MAGNO EVENTO. 

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:
  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.
DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.

LEMBRETE: LEIAM O SITE PROVISÓRIO DA ASCRIM CLICANDO NO LINK https://assocescritoresmossoroenses.com/ (MATÉRIAS IMPORTANTES ENTRE OUTRAS: DETALHES DA ATIVAÇÃO DA ACADEMIA DOS ESCRITORES DA ASCRIM, POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS,ETC

De: Taniamá Barreto <silvabarretovieira@gmail.com>
Enviado: sábado, 20 de outubro de 2018 14:30
Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM; 
 
Sua presença será importante para nós.

Informação: Não consegui inserir a foto enviada e nem a encontrei no google.

MORREU A CANTORA MARIA GUINOT

Venceu o Festival da Canção em 1984, com a canção Silêncio e Tanta Gente, com a qual representou Portugal na Eurovisão. - PÚBLICO

Morreu Maria Guinot. A cantora e compositora tinha 73 anos. Foi com "Silêncio e Tanta Gente" que venceu o Festival da Canção, em 1984, e representou Portugal na Eurovisão.


Maria Guinot começou a tocar piano na infância. Ao longo da carreira, que começou no final dos anos 60, colaborou com nomes como José Mário Branco, Carlos Mendes, e Manuel Freire.

"Tudo Passa", lançado em 2004, foi o último disco que editou. Maria Guinot também se dedicou à literatura, com dois livros editados. Em 2010 sofreu três AVC.

O velório realiza-se amanhã, a partir das 16h00, na Igreja da Parede. Na segunda-feira de manhã, o corpo segue para o cemitério de Barcarena, onde vai ser cremado.

https://www.publico.pt/2018/11/03/culturaipsilon/noticia/morreu-cantora-maria-guinot-1849809?utm_source=notifications&utm_medium=web&utm_campaign=1849809

O site wikipédia escreveu a sua biografia: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Guinot

Maria Guinot (Lisboa, 20 de Junho de 1945 - Parede, 3 de Novembro de 2018) foi uma cantora portuguesa. 

Maria Guinot, de seu verdadeiro nome Maria Adelaide Fernandes Guinot Moreno, nasceu em Lisboa a 20 de Junho de 1945 e foi viver para Almada, onde começou a aprender piano com 4 anos de idade. Maria Guinot terá parentesco com a cantora Maria Emília Guinot, mas tão afastado que nem se conheciam.
Em 1968 participou num programa de rádio, o que acabou por conduzir à gravação do seu single de estreia. Lança ainda um segundo single com o tema "Criança Loura". Está afastada da música durante vários anos.
Fica em 3º lugar no Festival RTP da Canção de 1981 com o tema "Um Adeus, Um Recomeço". Participa no Festival da Canção da Rádio Comercial com os temas "Falar Só Por Falar", "Vai Longe O Tempo" e "Um Viver Diferente". É lançado o single "Falar Só Por Falar".
Em 1984 vence o Festival RTP da Canção com "Silêncio e Tanta Gente". Apesar da excelente recepção a canção não foi além do 11º lugar no Festival da Eurovisão.
O tema "Homenagem às mães da Praça de Maio" é incluído no duplo álbum 'Cem anos de Maio', editado pela CGTP em 1986.
No programa "Deixem Passar a Música", gravado para a RTP, foi acompanhado da orquestra dirigida por José Mário Branco nas canções "Atlântida", "Balada das Meias Palavras", "Ai Quem Me Dera", "O Baile das Segundas Feiras", "Feiras das Existências" e "A Bela Adormecida". Em play-back apresentou "As Mães da Praça de Maio" e "Saudação a José Afonso" (canção recusada pelo júri do Festival RTP da Canção desse ano, ainda com o nome de "A Título Póstumo").
Ainda no mesmo programa, José Mário Branco cantou "Remendos e Côdeas", António Vitorino de Almeida acompanhou-a, ao piano, no tema "Porque Choram os Teus Olhos", e Manuela de Freitas disse o poema "Catarina", de Sophia de Mello Breyner.
Em 1987 foi editado o álbum "Esta Palavra Mulher", uma edição de autor. Participa no Festival da Canção desse ano ao assinar a letra de "Imaginem Só" defendida por Ana Alves.
Colabora no disco "Correspondências" de José Mário Branco.
Em 1991 é editado pela UPAV o álbum "Maria Guinot" com produção de José Mário Branco. Participam neste disco José Marinho, piano, teclados; Irene Lima, violoncelo; Luís Oliveira, viola acústica; Tony Rato, baixo eléctrico; Carlos Bica, contrabaixo; Ricardo Ramalho, flauta; Edgar Caramelo, saxofone tenor; João Nuno Represas, percussões; Fernando Ribeiro, acordeão; Maria Guinot, piano; e Artur Moreira, clarinete.
Em 1999 é editado pelo Ediclube o livro "Histórias do Fado" de Maria Guinot, Ruben de Carvalho e José Manuel Osório, sob o tema de "Um século de Fado".
Lança em 2004 o livro "Memórias de um espermatozóide irrequieto", que inclui também um CD com 13 inéditos de nome "Tudo Passa".
Maria Guinot cede um tema para o disco "UM MAR DE SONS" comemorativo da 100ª edição do roteiro cultural de Oeiras com "Nove músicas cantadas ou tocadas por gentes de Oeiras, numa mistura de sons e estilos". Outros nomes: Coro de Santo Amaro de Oeiras, Fade Out, Pedro OsórioCramol, Desso Blues Gang, Pedro Carneiro, Flushot e Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.
Desde 2010 que deixara de tocar piano, após três AVC. Veio a falecer vítima de infecção respiratória na Parede, no dia 3 de Novembro de 2018, aos 73 anos. Foi cremada no Cemitério de Barcarena.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Guinot

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PAULO SERGIO CANTOR



Paulo Sérgio de Macedo, mais conhecido como Paulo Sérgio (Alegre10 de março de 1944 – São Paulo29 de julho de 1980), foi um cantor e compositor brasileiro.

O cantor e compositor capixaba iniciou sua carreira em 1968, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso Última Canção. O disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a 10 milhões de cópias, em apenas 13 anos de carreira.[1] Paulo Sérgio foi um cantor que nunca conheceu o fracasso e não teve fase de decadência. [2] Ele teve uma morte prematura, aos 36 anos, em decorrência de um derrame cerebral.


Primeiro filho do alfaiate Carlos Beath de Macedo e de Hilda Paula de Macedo, Paulo Sérgio, se não tivesse manifestado desde cedo o intento de tornar-se músico profissional, talvez teria se realizado como alfaiate, haja vista que aos dez anos frequentava a alfaiataria do pai, aprendendo os primeiros segredos da agulha e da tesoura. Porém, a veia artística já se desenhava cedo. Aos seis anos de idade, quando em sua cidade natal Alegre-ES, apareceram as caravanas de artistas de emissoras de rádio do Rio de Janeiro, Paulo Sérgio participou, ao fim do espetáculo, de um mini-concurso de calouros. Foi escolhido o melhor dentre vários concorrentes, passando a ser requisitado como atração especial em todas as festinhas da pequena Alegre.

Ao chegar no Rio de Janeiro, para onde a família se mudara em meados dos anos 50, a trajetória do menino Paulo ganhou uma nova conotação. Estudou no Colégio Pedro II e morava em Brás de Pina, na zona norte carioca, quando terminou o ginásio. Aos 15 anos, foi trabalhar em uma loja no bairro de Bonsucesso. Coincidência ou não, era uma loja de discos e eletrodomésticos, chamada “Casas Rei da Voz”. Como tocava bem violão, logo os amigos o incentivaram e Paulo Sérgio começou a mostrar suas composições.

Os anos 60 sacudiam a juventude e Paulo Sérgio fez seu batismo no programa Hoje é Dia de Rock, comandado por Jair de Taumaturgo, o mais badalado entre os jovens do Rio. Posteriormente, passaria ainda por muitos outros programas de calouros, como o Clube do Rock, do compositor Rossini Pinto, onde muitos outros ídolos que iriam formar o pessoal da Jovem Guarda se apresentaram. Em 1966, no filme Na Onda do Iê-iê-iê, Paulo Sérgio aparece como calouro do apresentador Chacrinha, cantando a canção Sentimental Demais, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Em 1967, uma nova e grande oportunidade de Paulo Sérgio surgiu, quando um amigo seu foi convidado para realizar testes na gravadora Caravelle, do empresário Renato Gaetani. Paulo, então, prontificou-se a acompanhar o amigo ao violão, que infelizmente não teve sorte. Porém, durante o teste, Alvaro Menezes, integrante do conjunto Os Selvagens e que era responsável por descobrir novos talentos da Jovem Guarda para a Caravelle, constatou que Paulo Sérgio também cantava e manifestou interesse em ouvir algumas de suas composições.

Alvaro assegurou a Renato Gaetani, seu tio, que Paulo Sérgio seria sucesso absoluto e assim, um contrato foi prontamente assinado. Mas o sucesso veio mesmo antes de gravar. Alvaro o levou várias vezes ao programa Haroldo de Andrade na TV Excelsior e o auditório vinha a baixo ao ouvi-lo cantar "Benzinho" que ainda nem havia sido gravada.

Paulo Sérgio tornou-se muito amigo de Alvaro a quem pedia conselhos sobre os mais diversos assuntos, até mesmo sobre a compra de seus dois primeiros carrões, um Mustang e um Cadillac presidencial. Na época, o motorista de Paulo Sérgio era Tony Damito, o qual tempos depois, também gravou um disco com a ajuda de Paulo Sérgio e Alvaro.

Após alguns dias, Paulo Sérgio gravou um compacto simples, que continha as músicas Benzinho e Lagartinha. Entretanto, a sua afirmação definitiva deu-se com o lançamento, em 1968, do primeiro disco, denominado Paulo Sérgio - Volume 01, que, alavancado pelo grande sucesso Última Canção, vendeu mais de 300.000 cópias. Paralelo ao sucesso meteórico de Paulo Sérgio, surgiu a acusação de que ele era um imitador do cantor Roberto Carlos, então ídolo inconteste da juventude, dada a semelhança do seu timbre vocal. Como contrapartida, naquele mesmo ano Roberto Carlos lançaria o álbum O Inimitável. Ainda em 1968, Paulo Sérgio se defende sobre as acusações de mero imitador e, em entrevista ao radialista Antônio Aguillar, admite ser fã de Roberto, que estava somente buscando seu lugar no cenário musical brasileiro e que seu timbre de voz ser parecido com o de Roberto Carlos era uma simples coincidência.

Já no final da década de 1960, com o fim do movimento Jovem Guarda, foi contratado exclusivo por Silvio Santos para integrar o elenco fixo de cantores do extinto programa Os Galãs Cantam e Dançam. Apesar de nunca ter pisado no palco do programa Jovem Guarda, chegou a se apresentar com Roberto Carlos nos Galãs, pois Roberto, que na época não era contratado por nenhuma emissora, também era convidado de Sílvio Santos.

Do sucesso inicial advieram propostas para que Paulo Sérgio ingressasse numa grande gravadora. Em 1972, este assinaria um vultoso contrato com a Copacabana, o qual, em razão das cifras envolvidas, foi considerado o maior acontecimento artístico daquele ano. Por conta disso, muda-se definitivamente para São Paulo, terra que ele adotou como sua. Pelo selo Beverly, Paulo Sérgio lançaria, ao todo, oito álbuns.

No dia 4 de março de 1972, Paulo Sérgio contraiu matrimônio com Raquel Teles Eugênio de Macedo, a qual conhecera casual e sugestivamente num pequeno acidente de trânsito. O casamento aconteceu secretamente, numa cerimônia simples, em Castilho, pequena cidade do interior de São Paulo. Em 23 de maio de 1974, nascia Rodrigo, que mais tarde usaria artisticamente o codinome de Paulo Sérgio Jr. Além de Rodrigo, Paulo Sérgio tivera ainda duas filhas, Paula Mara e Jaqueline Lira, fruto de relacionamentos anteriores. Em abril de 2011, a sua filha Paula Mara faleceu.

Últimos momentos[editar | editar código-fonte]

Paulo Sérgio a partir do final do ano de 1979, praticamente se isolou da vida artística. Muda-se para um sítio, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, e começa a levar uma vida bem simples, criando galinhas, cultivando plantas e passa a viver em contato mais direto com a natureza. Muito caseiro, convida seus pais para virem morar juntos com ele em sua chácara. Inicialmente, os mesmos aceitam sua proposta, mas dias depois, retornam ao Rio de Janeiro, onde fixaram residência desde a saída do interior do Espírito Santo. Naquela mesma época, o cantor declara que pensava em abandonar a carreira quando completasse 40 anos. Permanece quase um ano e meio sem gravar discos e, também, sem fazer aparições públicas, uma vez que seu LP volume 12 foi lançado no início de 1979. Até que, em maio de 1980, lança o volume 13 e alguns sucessos já começam a figurar nas paradas de sucesso de todo Brasil.

No dia 27 de julho de 1980, um domingo, Paulo Sérgio fez sua última apresentação na TV, no programa do apresentador Bolinha, da Rede Bandeirantes, onde cantou duas músicas que já eram sucesso do seu último trabalho fonográfico: “O Que Mais Você Quer de Mim” e “Coroação”. Logo após apresentar-se no Clube do Bolinha, nos arredores do teatro onde aquele programa era veiculado, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, envolveu-se num incidente que talvez tenha provocado sua morte.

Quando Paulo saiu do auditório para pegar seu carro, um Camaro de cor gelo estacionado próximo à Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, várias fãs o cercaram. Queriam beijos, autógrafos, carinhos e fotografias. Uma delas, agressivamente, começou a comentar fatos relacionados à vida íntima do cantor e sua ex mulher, Raquel Telles Eugênio de Macedo, de quem era desquitado desde 1978.

Para evitar encrencas, os amigos trataram de afastá-la de Paulo, enquanto a moça garantia que ainda tinha muito a dizer. Nervoso, Paulo Sérgio deu a partida em seu carro, mas quando manobrou o veículo, foi atingido por uma pedrada no para-brisa. Fora de si, ele desceu do automóvel e partiu em perseguição à moça, que se refugiou no interior de um edifício, para onde o zelador não permitiu que Paulo a seguisse. Furioso, o cantor avaliou os danos causados ao seu veículo e aguardou vários minutos, na calçada, que a garota voltasse à rua.

Seu secretário Luiz Mendes procurou acalmá-lo. Ele ainda teria de cumprir três apresentações, antes que o domingo terminasse. Finalmente, o convenceram a esquecer o incidente e sair dali. Rumaram para uma pizzaria em Moema. Paulo tentou fazer um lanche, mas não conseguiu comer direito. Tinha muita dor de cabeça e nenhum apetite.

A primeira apresentação foi no Grajaú. Quando terminou de cantar, Paulo chamou seu secretário, pedindo a ele que encontrasse uma farmácia e providenciasse comprimidos para sua dor de cabeça, que estava cada vez mais violenta. Ingeriu dois de uma só vez e partiu para Itapecerica da Serra. Mas conseguiu cantar apenas duas músicas. A cabeça latejava dolorosa e implacavelmente e sua visão estava começando a ficar turva. Cambaleando, ele voltou ao seu camarim. Foi levado até o micro-ônibus e transportado para o Hospital Piratininga. De lá, enviaram-no para o Hospital São Paulo. Quando chegou a este último, ele já estava em coma. O diagnóstico foi rápido e assustador: Paulo Sérgio tivera um derrame cerebral.

Após as primeiras providências clínicas, Paulo foi internado na UTI. Uma desesperada batalha pela sua sobrevivência estava se iniciando. Amigos e parentes foram alertados. Apesar de preocupados, todos, tanto familiares como fãs e equipe médica, estavam confiantes até aquele momento, uma vez que o cantor era um homem forte e sadio. Com esse perfil, acreditavam que não havia motivo para que se duvidasse de uma possível recuperação.

No entanto, mesmo com a equipe médica fazendo o possível, os esforços de nada adiantaram. Na manhã de segunda-feira, 28 de julho, os corredores do hospital já estavam repletos de pessoas que queriam ver e saber alguma notícia sobre o estado de Paulo Sérgio. O otimismo já cedia lugar a um certo desespero. Afora os familiares, ninguém mais naquele momento tinha autorização para entrar na UTI, onde ele se encontrava.

As reações de Paulo Sérgio continuavam desfavoráveis. O Dr. Pimenta, chefe da equipe que incansavelmente tentava reabilitar o cantor, após exames minuciosos, revelou aos familiares de Paulo que suas possibilidades de sobrevivência já eram mínimas e, mesmo assim, a luta prosseguia. No hospital, a vigília permanecia continua. Mais uma noite e o estado de saúde de Paulo Sérgio, ao invés de melhorar, se agravou mais. Às 14 horas e trinta minutos de terça-feira, 29 de julho, foi declarado que já não havia mais nenhuma possibilidade de reversão do quadro clínico, de modo que e sua morte clínica definitiva passara a ser apenas uma questão de tempo. Paulo Sérgio já estava praticamente sem vida e apenas os aparelhos mantinham sua respiração e seus batimentos cardíacos. Às vinte horas e trinta minutos, foi anunciado o fim de uma longa e dolorosa agonia. Apesar do esforço feito para salvá-lo, Paulo Sérgio, aos 36 anos de idade, estava morto.

Durante a madrugada e a manhã seguinte, o corpo do cantor ficou exposto para visitação no velório do Cemitério de Vila Mariana, em São Paulo. Atendendo ao pedido dos pais de Paulo Sérgio, foi sepultado no Rio de Janeiro. Na capital carioca, o velório ocorreu no Cemitério do Caju. Entre cantores e artistas que prestaram suas últimas homenagens, estavam presentes: Antônio MarcosJerry AdrianiAgnaldo TimóteoZé Rodrix, Edson Wander e Renato Aragão, um de seus maiores admiradores. O cantor Roberto Carlos não pôde comparecer ao enterro, mas prestou sua homenagem enviando uma enorme coroa de flores com os seguintes dizeres: “Meu coração está em luto, pois morreu meu grande ídolo”. Às 16 horas do dia 30 de julho (quarta-feira), o seu corpo baixou à sepultura ao som de seu maior sucesso, “Última Canção”. Segundo alguns amigos de Paulo Sérgio, nos últimos meses, o cantor dava sinais claros que algo não ia bem com sua saúde, já que o artista vinha emagrecendo muito e sentindo fortes dores de cabeça, sempre tratando os sintomas com analgésicos e não dando maior importância ao fato. Para a gravadora Copacabana, declarou Clayton Lazzarini, diretor de divulgação e um grande amigo de Paulo Sérgio, sua morte repentina representava um prejuízo de mais de 10 milhões de dólares por ano a cada disco lançado, já que o artista, juntamente com Benito di Paula, era o grande responsável pelo faturamento da empresa. Só seu último LP, lançado dois meses antes de morrer, já havia alcançado a marca de 100 mil cópias, uma excelente vendagem para os padrões da época.

Em 1981, a então gravadora Copacabana lançava o LP Volume 14. Tratava-se de 12 faixas inéditas que Paulo Sérgio havia gravado durante os anos 1970 e não aproveitadas em trabalhos anteriores. Curiosamente, a faixa que abre o disco chama-se O amor é cada vez maior, a última música gravada por Paulo Sérgio duas semanas antes de sua morte. No final dos anos 1980, uma nova tecnologia permitiu juntar as vozes de Paulo Sérgio e de seu filho, então com 12 anos. A canção escolhida foi “Quero Ver Você Feliz”, música que Paulo gravou em 1975 em homenagem ao nascimento do filho. Na nova versão, lançada em 1987, o filho responde ao pai com novos versos, incluídos à letra original da canção.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_S%C3%A9rgio_(cantor)

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