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sábado, 16 de março de 2019

A MORTE DE VOLTA SECA | O CANGAÇO NA LITERATURA #140

https://www.youtube.com/watch?v=WRIXw8ogyqQ

Publicado em 25 de abr de 2014
Música do cangaço composta e interpretada pelo Volta Seca do bando de Lampião
Categoria
Música neste vídeo
Música
Artista
Volta Sêca
Álbum
Cantigas de Lampeão
Licenciado para o YouTube por
[Merlin] Nikita Music (em nome de Todamerica) e 2 associações de direitos musicais

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PEGAJOSO


Francisco de Paula Melo Aguiar

Sim, pegajoso com “ô”
Ah!Adjetivo do “pegar” fácil
Ato de grudar, que horror
Comportamento volátil.

Conduta construída
Ah!Sonho de estrumo
Vitória desconstruída
Parede sem prumo.

Delírio, horror ambulante
Ah! Dar ou não arrepio
Álibi falso, impressionante
Olhar fixo, sem brio.

Provoca sentimento, nojo
Ah! Quer de qualquer forma
Algo ameaçador, espojo
Aversão, dar ódio, norma.

Ser pegajoso, falta brio
Ah! Sentimento de desonra
De dignidade e amor-próprio
Valor não se compra, honra.

O ser sem brio é pegajoso
Ah! Não tem coragem, bravura
Herói sem pátria, jocoso
Desonestidade em criatura.

Ser pegajoso não é corajoso
Ah! Artimanha não é viver
Ter luz própria, famoso
Ser rico não é enriquecer.

Enviado pelo autor

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E-MAIL ENVIADO PARA MIM PELO PESQUISADOR FRANCÊS JACK WITTE ONTEM (15 DE MARÇO DE 2019).

Por José Mendes Pereira

Bonjour Jose,

Merci pour commentaires. Ce voyage et ce séjour dans le Hinterland est et sera mémorable pour moi! un grand compatriote câlin Jack.

Bonjour Jose,

Muito obrigado pelo recado. Esta viagem e esta estadia no Sertão é e será inesquecível para mim! um grande abraço sertanejo Jack.

Clique no link abaixo para você ver todas as fotos e os nomes dos que aparecem nelas.


https://blogdomendesemendes.blogspot.com/2019/03/jack-de-witte-o-frances-mais-nordestino.html

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sexta-feira, 15 de março de 2019

O ADEUS AO ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO PAULO MEDEIROS GASTÃO.

Por Geraldo Júnior

É com enorme pesar que trago a triste notícia sobre o falecimento do escritor e pesquisador do cangaço, Paulo Medeiros Gastão.

Obstinado pela cultura nordestina e especialmente pela história do cangaço, Paulo Gastão durante anos vasculhou os sertões do Nordeste resgatando e documentando parte da história da saga cangaceira. No decorrer de sua vida escreveu vários livros sobre o assunto e foi um dos principais incentivadores e divulgadores do fenômeno cangaço e suas raízes.

Foi um dos fundadores da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e a meu ver um dos maiores representantes da referida entidade.

Paulo Gastão nos deixou nessa madrugada (04/03/2019) na cidade de Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte, e aproveito para agradecer pela dedicação e pelo serviço prestado no decorrer de sua vida em torno do resgate e preservação de grande parte da história cangaceira. Deixa seu exemplo e seu legado às futuras gerações.

O velório aconteceu a partir das onze horas na Capela de Santa Terezinha (Praça dos Hospitais) e o sepultamento ocorrerá hoje (04/03/2019) as 16:00 horas no Cemitério São Sebastião na cidade de Mossoró/RN, onde residia.

Segue em paz.

Aos familiares minhas sinceras condolências.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

https://cangacologia.blogspot.com/2019/03/o-adeus-ao-escritor-e-pesquisador-do.html

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ONDE NASCEU LAMPIÃO.

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior


Sítio Passagem das Pedras localizado no município de Serra Talhada no estado de Pernambuco. Foi nesse local que nasceu Virgolino Ferreira da Silva "Lampião", que se tornou o cangaceiro de maior fama e longevidade no cangaço. 

Senhor Camilo Nogueira atual proprietário do Sítio Passagem das Pedras.

Da antiga casa resta atualmente apenas as ruínas que insistem em manter viva na memória popular, que no passado naquele pedaço de chão nasceu aquele que escreveu seu nome na história como o maior e mais sanguinário cangaceiro de todos os tempos. 

Camilo Nogueira

Nessa região foi onde começou as primeiras desavenças entre os irmãos Ferreiras (Virgolino, Antônio e Levino) e Zé Saturnino, dono das Fazendas Pedreira e Maniçoba. 


Atualmente o Sítio Passagem das Pedras pertence ao senhor Camilo Nogueira (Foto). 


https://cangacologia.blogspot.com/2019/03/onde-nasceu-lampiao.html

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RECORDANDO.


Por Geraldo Júnior

No dia 07 de março de 2016, há exatos três anos, minha amiga Gilaene "Gila" de Sousa Rodrigues, filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, nos deixava.

Eterna saudade e gratidão.

https://cangacologia.blogspot.com/2019/03/recordando.html

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ANTÔNIO CONSELHEIRO NÃO MORREU

Por Goreth Pimentel

Há 189 anos que nesta terrinha de meu Deus nascia um Antônio e, com ele, a semente de um sonho. Sonho que alimentou a luta, uma luta desigual e desumana como a vida de seu povo, como se natural fosse a mesa farta do banquete de alguns à custa da miséria da maioria. E a criança sofrida se fez homem e sentiu na pele a dor da injustiça social que maltrata o corpo e fere a alma de seus irmãos. E assim, saiu Antônio em nome de Deus, pelo sertão adentro e pelo sertão afora, disseminando o sonho da Terra Prometida e arrastando multidões. O sonho, pouco a pouco, foi crescendo no seu coração e desenhando em sua mente um projeto: construir uma sociedade igualitária, saciar a fome e a sede através do trabalho coletivo na terra que é de todos.
Além de milhares de seguidores, atraiu também o ódio dos “donos do poder”ameaçados em sua hegemonia dominante. Pagou um preço alto pela ousadia de pensar e de fazer diferente. Machucaram seu corpo, porém não conseguiram endurecer sua alma. Mancharam seu nome mas não apagaram sua luta.

Professora Goreth Pimentel e o Parque Estadual de Canudos

E o sonho, que se fizera coletivo, deixou de ser um sonho só. Tornou-se realidade: Canudos foi a prova viva de que é possível sim, construir um mundo melhor para todos. Uma vida simples, porém digna, sem miséria nem riqueza, onde todos trabalhavam e as mãos que, muitas vezes estiveram vazias ou estendidas para suplicar esmolas ou direitos como se favores fossem, passaram a produzir alimento, fruto do suor de seus rostos.
Um pobre sertanejo mostrou ao mundo e de forma concreta uma sociedade alternativa que muitos intelectuais teorizaram e não saiu do papel. Uma sociedade construída com a cara e a coragem de um povo e que incomodou muita gente do lado de cima. E por isso, foi cruelmente extinta. Virou um grande palco de guerra, uma lagoa de sangue que afogou tantas vidas. Tentaram apagar da memória social. Não conseguiram.
Contaram a história mal contada, como sempre o fazem, mas ela resistiu pela força e resiliência desse povo simples e guerreiro que deu a vida por uma causa, de todas a mais nobre: a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.


Antônio não morreu…continua aí, mais vivo do que nunca, junto aos seus seguidores, enfrentando a ira de um sistema historicamente cruel e excludente em sua essência. Continuam os golpes e toda a crueza de uma luta ideológica perversa e amoral que sempre tem denegrido a imagem dos líderes populares e ameaçado os projetos de inclusão social.
E a história continua a ser escrita com suor e sangue... Que a semente plantada por Antônio Conselheiro seja relembrada e refletida para iluminar a luta sempre tão presente e atual por um futuro mais feliz e mais humano para tantos Antônios, Joãos, Chicos, Josés e Marias que continuam sofrendo as dores de um mundo injusto que lhes nega a qualidade de vida e lhes rouba o direito de ser cidadão em um sistema que fabrica a miséria e que tenta,a todo custo,se perpetuar no poder inocentando a si mesmo e culpando o pobre pela vida desumana a que tem sido condenado.
E a história se repete na sua forma mais cruel. Mesmo assim, este mundo ainda tem jeito. Há sempre uma esperança brotando. Ela não morre jamais. Salve a todos que abraçam a luta por um mundo melhor para todos! Viva Antônio Conselheiro!

Maria Goreth Pimentel Nunes Amâncio
(Professora, Coordenadora Pedagógica EEMTI Cel. Humberto Bezerra e Secretária da Academia Quixeramobiense de Letras, Ciências e Artes - AQUILETRAS.

E Vem aí
Cariri Cangaço Quixeramobim
24 a 26 de Maio de 2019

http://cariricangaco.blogspot.com/2019/03/antonio-conselheiro-nao-morreu_15.html

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JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO


Hoje, 15 de março de 2019 está completando 9 meses que o professor geógrafo, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso faleceu em Mossoró. Ele nasceu na cidade de Pombal no Estado da Paraíba, mas era radicado em Mossoró. 

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ADÍLIA - MORTE DE CANÁRIO

Por Aderbal Nogueira

Publicado em 15 de mar de 2019
Adília e Sila em uma conversa bem interessante sobre a vida no bando
Categoria

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TENENTE POMPEU ARISTIDES DE MOURA

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=QanqF2Npv3A&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2nv_UJVGhZH1ogbGu9JV8mDSSVX52suoOs5P1UXUeQStCBhTFcJeMtZ7k

https://www.facebook.com/aderbal.nogueira

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PROFESSORES PESQUISADORES DO CANGAÇO


Professores pesquisadores do cangaço: Antonio Vilela, Paulo Medeiros Gastão e Ana Lucia Granja.

https://www.facebook.com/messages/t/antiniovilela.vilela

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JACK DE WITTE, O FRANCÊS MAIS NORDESTINO DO PLANETA.

 Por Manoel Severo Publicado em 2011
Bosco André, Jack, Severo e Zé Cícero , em uma de nossas últimas visitas ao Ten João Gomes de Lira em Nazaré

Jack de Witte me foi apresentado pela amiga Luitgard de Oliveira Barros, junto com a apresentação, veio a recomendação: "Severo o homem é espetacular e um apaixonado pelas coisas do nordeste". Sem dúvidas as credenciais apontadas por nossa estimada Luit, se confirmaram sobre maneira. Jack um "brasilianista" que descobriu sua paixão pela caatinga e pelo cangaço, pesquisador atento e escritor, nos deu o prazer de estar ao nosso lado durante quase 10 dias, quando pudemos compartilhar o nosso Cariri, como também visitar alguns dos principais cenários de nossa história cangaceira. 

Jack de Witte, Manoel Severo, Bosco André e Vilson; neto de Antônio da Piçarra
Jack de Witte, Zé Cícero, Anildomá e Bosco André
Rumo a Fazenda São Miguel e Passagem das Pedras

Em principio uma passagem obrigatória; pelas terras de Antônio da Piçarra. Piçarra cenário mais do que vital para entendermos as relações de Virgulino Ferreira com a sociedade rural daquela época. Seu Tôim da Piçarra, coiteiro de confiança que pelas contigências do destino foi obrigado a entregar seu amigo Lampião. Ali nas terras da Piçarra, Lampião foi cercado pelas volantes de Arlindo Rocha e Manoel Neto e ali tombou morto Sabino. "Meu avô disse que entregou Lampião com lágrimas nos olhos", confessa Vilson, neto de seu Tôim da Piçarra e nosso anfitrião.

Serra Talhada e sua lendária "Passagem das Pedras" foi nossa segunda parada, sem deixar de abraçar o confrade Anildoma Willians e nossa querida Cléo da Fundação Cabras de Lampião. Da capital do Xaxado em Pernambuco, partimos para a Bahia não sem antes pisarmos o solo da Estrada Zé Saturnino e as fazendas Passagem das Pedras, onde nasceu Virgulino e São Miguel, berço da família de Seu Luiz de Cazuza.

Nazaré do Pico, a Carqueja, a Vila encardida no meio da caatinga brava, entre Serra Talhada e Floresta, terra de homens valentes e destemidos, ali Virgulino conheceu seus mais ferrenhos inimigos e perseguidores: Os nazarenos. Ali tivemos a oportunidade do último abraço em nosso querido Tenente João Gomes de Lira.

Pedro Luiz, Jack e Alcino Alves Costa na casa de Dona Generosa
Pedro Luiz, Julio Ischiara, Zé Cícero, Jack, Manoel Severo e Bosco André e ainda com Juliana Ischiara, Dra Francisquinha, Sousa Neto, Alcino Costa... na casa de Maria Bonita
Paulo Gastão e Jack de Witte, navegando no São Francisco rumo a Angico
Manoel Severo, Megale e Jack, rumo a Angico
Jack, Lili, Zé Cícero e Bosco André na Grota mais famosa do nordeste

Passando por Pernambuco, Alagoas e desaguando no norte da Bahia para encontrar os confrades que ciceroniadosm por João de Sousa Lima promoviam o Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita. As visitas à Vila de Dona Generosa no sopé da serra do Umbuzeiro, a emblemática Malhada da Caiçara e a Casa de Maria Bonita com direito a abraçar seu irmão, Ozéas Gomes, foi para Jack um  momento único em nossa viagem pelas paragens baianasEm Delmiro Gouveia a visita a ex-cangaceira Aristéa e ao Museu da Fundação Delmiro Gouveia.

Dali à bela Piranhas, e à Grota de Angico, anfitrionados pelos amigos Jairo Luis e Cacau, fez de nosso encontro um momento único onde Jack, pela segunda vez em Angico, pudesse ter o contato com várias correntes de pensamentos e pesquisa na direção de desvendar as Mentiras e Mistérios de Angico. 

Padre Cícero, Padre Bosco e o irmão do Papa...
Em Barbalha com os Conselheiros Cariri Cangaço, Hugo Rodrigues e Rodrigo Sampaio
Cenário: Casa de Izaias Arruda, em Missão Velha
O descanso merecido ao lado de Bosco André na Usina da família Linard

Por fim o nosso amado Cariri...Crato, Juazeiro, Barbalha e Missão Velha fizeram o roteiro do Francês mais nordestino do planeta. Jack de Witte, mais um estimado membro da família Cariri Cangaço !

Manoel Severo

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quinta-feira, 14 de março de 2019

NO ANIVERSÁRIO DO CONSELHEIRO


 Por Acorda Cordel

Há cento e oitenta e nove anos nascia ANTÔNIO CONSELHEIRO. Antônio Vicente Mendes Maciel nasceu em Vila Nova de Campo Maior (Quixeramobim), a 13 de março de 1830 — e faleceu em Canudos-BA, a 22 de setembro de 1897. Ficou conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, que se autodenominava "o peregrino", foi um líder religioso brasileiro.


Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1896. A imprensa dos primeiros anos da República e muitos historiadores, para justificar o genocídio, retrataram-no como um louco, fanático religioso e contrarrevolucionário monarquista perigoso.

O primeiro folheto de cordel publicado sobre a Guerra de Canudos foi escrito pelo poeta paraibano João Melchíades Ferreira da Silva, que participou da luta como militar e, naturalmente, defende a versão divulgada pelo Exército Brasileiro. Posteriormente outros poetas retornaram ao tema, fazendo a defesa de Conselheiro e sua gente. Caso do poeta Geraldo Amâncio, que fez um livro magistral. O trabalho mais recente foi escrito por ARIEVALDO VIANNA e BRUNO PAULINO e retrata duas facetas pouco exploradas do beato ANTÔNIO DOS MARES, O PEREGRINO: a visão sebastianista e a sua fama de milagreiro.

Vejam alguns trechos:

Nós vamos contar um fato 
Que dizem ser verdadeiro
Ocorreu em Monte Santo    
Com um Santo Brasileiro,
(Tudo em versos, se me entendes):
Antônio Vicente Mendes
Maciel,  O Conselheiro.
  
O poeta popular
Sempre amplia seus estudos
Buscando novas matérias
E melhores conteúdos;
Depois de leituras tantas
Encontramos Paulo Dantas,
E um livro sobre CANUDOS.

 Num dos capítulos do livro
Que é “O CAPITÃO JAGUNÇO”
Deparamos com uns fatos
Cujo relato esmiunço
Da fama de milagreiro
Que Antônio Conselheiro
Tinha antes do “furdunço”.

Nessa peregrinação
Passou por muitos lugares
Fazendo igrejas, capelas,
Levando conforto aos lares
Quando o beato pregava
Muita gente o chamava
De Santo Antônio dos Mares.

 Antônio Vicente tinha
Uma visão humanista
Pregou contra a escravidão
Com sólido ponto de vista
Devido a esses sermões
Fundou naqueles sertões
Um reino Sebastianista.
  
Sebastião, o Desejado
Foi um rei de Portugal
Que promoveu uma cruzada
No meio de um areal;
Na batalha se perdeu
Nunca mais apareceu
Foi um drama sem igual.

Grande Lançamento na Noite de Abertura do Cariri Cangaço Quixeramobim 2019


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O CANGACEIRO VINTE E CINCO

Por Voltaseca
A imagem pode conter: 1 pessoa
Foto: cortesia da família

Eu fiz a seguinte pergunta:  

No estudo do cangaço é importante conhecer os personagens. Analise a foto abaixo e responda a indagação.

QUEM É ESSA FIGURA EMBLEMÁTICA DO CANGAÇO ?

Foto, gentilmente cedida pelo mesmo, em uma visita que lhe, anos atrás.

Aos demais amigos que participaram da enquete, deixo o meu abraço e agradeço a participação... 

Adauto SilvaJose Tavares De Araujo NetoJose Mendes Pereira MendesAntonio VilelaWilma Maria Ferreira Leite e Francisca Alencar, bem como, àqueles que só curtiram ou espiaram o tópico. Vamos para a próxima.

O pesquisador do cangaço Kiko Monteiro arrebentou. A foto é do ex-cangaceiro "VINTE E CINCO ". 

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/1022282697980674/?comment_id=1023831641159113&notif_id=1552599084132247&notif_t=group_comment_mention

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VIDA DE PILOTO – VOAR E MORRER EM NATAL!

VIDA DE PILOTO – VOAR E MORRER EM NATAL!

Não foram poucos os aviadores estrangeiros que pereceram em voos durante a Segunda Guerra Mundial tendo Natal como destino ou ponto de partida. O caso de Kenneth Wayne Neese foi um desses.
Rostand Medeiros – Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
North American B-25 Mitchell – Fonte – NARA
E a lista é grande…
Houve o caso de um bombardeiro bimotor Martin B-26 Marauder que aterrissou em pane em uma praia potiguar e o que sobrou da carcaça foi dinamitada. Na metade desse mesmo ano foi a vez de um bimotor Lockheed A-29 Hudson que decolou de Parnamirim e caiu no mar, com alguns objetos sendo recolhidos por um pescador de uma praia do nosso litoral norte. Houve outro bimotor, dessa vez um modelo Martin A-30 Baltimore, que caiu em janeiro de 1943 perto da praia de Pirangí. Ficou famoso o caso de um bombardeiro quadrimotor B-17 que caiu logo após decolar e se espatifou no que hoje é a região periférica do município de Parnamirim. Nesse último caso, devido a enorme quantidade de combustível, o clarão de suas chamas foi percebido pelos natalenses e ficou gravado na memória de muitos.
Voar naqueles tempos cruzando o vasto Oceano Atlântico era algo que verdadeiramente deixava atentos e preocupados os aviadores que vinha e passavam por Natal. Quando entrevistei o segundo tenente Emil Anthony Petr, da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF – United States Army Air Forces), para a realização do meu quarto livro “Eu não sou herói – A história de Emil Petr”, hoje esgotado, ouvi em detalhes sobre a preocupação de uma tripulação de um bombardeiro quadrimotor B-24 sobre essa travessia. Emil era o navegador e sua aeronave seguiu com destino ao sul da Itália. Para ele e seus amigos o voo foi tranquilo.
Nota de um jornal norte-americano mostrando o problema que passou o major-general Patrick J. Hurley, representante pessoal do Presidente F. D. Roosevelt , cujo avião após passar por Natal em viagem ao Irã teve problemas no motor e quase que não conseguiu retornar a capital potiguar. Infelizmente esse tipo de situação não era rara em Natal durante a Segunda Guerra Mundial. 
Ao menos quando uma aeronave caia no mar próximo a Natal e seus pedaços chegavam as nossas praias, ainda era possível saber (ou deduzir) o que aconteceu. Mas várias aeronaves e seus aviadores simplesmente sumiram, principalmente quando partiram de Natal em direção à África.
Assim foi o caso de um bimotor Douglas A-20B Havoc do 4th Ferrying Group que partiu de Natal em março de 1943 e antes de pousarem na ilha de Ascensão, ponto de parada e reabastecimento pertencente aos britânicos antes de chegarem ao continente africano, sumiu com seus três tripulantes para nunca mais serem vistos. Documentos mostram que após o desaparecimento de aeronaves em alto mar eram organizadas operações de buscas, as quais muitas tinham resultados totalmente negativos.
Essas travessias Atlânticas não era tarefa fácil, até mesmo para aviadores calejados e experientes, como foi o caso de Kenneth Wayne Neese.

Kenneth Wayne Neese .
Uma Vida Nos Céus
Esse piloto nasceu em 6 de dezembro de 1902 no Condado de Hamilton, estado de Iowa, no meio oeste dos Estados Unidos. Em 1922 sua família mudou-se para Fresno, Califórnia, onde Neese  conheceu e se apaixonou pela aviação e seu primeiro emprego nessa área foi como mecânico de aviões à noite. Embora esse não fosse um trabalho particularmente interessante, proporcionou a Neese  guardar dinheiro para comprar em 1924 a sua primeira aeronave, um biplano Curttis OX-5 Jenny. Isso lhe permitiu entrar no circuito de espetáculos dos circos voadores em todo o norte da Califórnia, onde aconteciam incríveis acrobacias aéreas e manobras espetaculares.
Carta transportada em avião pilotado por Kenneth Wayne Neese.
Logo para esse piloto voar não era a única preocupação, pois ele conheceu a jovem Mary Morford, que se tornou sua esposa em novembro de 1926. Um acréscimo à família veio no ano seguinte com a pequena Betty. Casado e com outras responsabilidades, em 1928 Neese tornou-se piloto chefe da empresa Consolidated Aircraft Corporation, em San Leandro, Califórnia, onde deu aulas de voo para estudantes em um avião biplano modelo Alexander EagleRock. Depois se tornou piloto de correio aéreo da empresa Varney Air Lines, antecessora da famosa United Airlines, percorrendo milhares de quilômetros em seus voos.
Licença de voo de Kenneth Neese.
Voar naquele trabalho implicava seguir à noite sobre áreas montanhosas, sem instrumentos e tudo era muito perigoso. Em 7 de novembro de 1929, enquanto percorria por uma dessas rotas, Neese se envolveu em um terrível acidente com seu avião que lhe queimou suas pernas, pescoço e rosto, deixando cicatrizes duradouras. Ele foi puxado da aeronave em chamas por um fazendeiro. Depois disso ele decidiu que o correio aéreo era muito perigoso e que ele tinha uma família para dar apoio. Mas estranhamente decidiu ser piloto de corridas aéreas!
Kenneth Neese, o primeiro a direita, e outros aviadores.
Esse tipo de atividade se tornou popular nos Estados Unidos, com corridas atravessando o país da costa leste para costa oeste. A ciência da aviação, a velocidade e a confiabilidade das aeronaves e motores cresceram rapidamente durante este período. Essas corridas aéreas eram tanto um campo de provas quanto uma vitrine para pilotos e aeronaves. Mas logo esse luxo de corridas ficou para trás devido ao triste e complicado período da grande depressão econômica ocorrida nos Estados Unidos, que se iniciou com a quebra da Bolsa de valores de Nova York em 1929. Diante da crise, com a Depressão em plena atividade, o frio estado do Alasca precisava de pilotos.

Kenneth Neese no Alasca.
Kenneth Neese chegou nessa gelada região em janeiro de 1933 e trazia apenas um terno, sapatos sociais e nenhuma roupa de inverno! Quando ele saiu do trem em Anchorage seguiu foi até o campo de pouso em Merrill onde conheceu parte de um grupo de pilotos que igualmente foram para o Alasca durante a crise econômica. Logo se tornou um dos mais respeitados aviadores atuando no Alasca ao voar para a empresa Star Airlines, onde registrou 9.302 horas em seu diário de bordo, mais do que qualquer outro piloto no território.
Profissionais de Diferentes Origens
No segundo semestre de 1941, antes mesmo dos Estados Unidos participarem oficialmente da Segunda Guerra Mundial, Kenneth Neese foi convidado a ser um dos pilotos da empresa Pan American Air Ferries Ltd., em um serviço destinado a transportar aviões bombardeiros de Miami para a África e o Oriente Médio. Ele topou a parada e sua família deixou o Alasca e se mudou para a ensolarada Flórida, onde Neese  treinou para poder pilotar aviões North American B-25 Mitchell, um bombardeiro médio bimotor, considerado um clássico da Segunda Guerra Mundial.

Bombardeiros bimotores North American B-25 Mitchell.
Em 1941 as coisas pareciam sombrias para os Aliados. Embora os Estados Unidos ainda não tivessem entrado na Guerra, seus líderes estavam ajudando principalmente os britânicos com a venda de aeronaves, no âmbito dos contratos chamados “Lend-Lease”. Os súditos do Rei Jorge VI haviam comprado todos os aviões em que puderam colocar as mãos. O grande problema era entregar essas aeronaves.
À Pan American foi ordenado levar aviões desde Miami até a Costa Oeste da África, via o norte e nordeste do Brasil e depois atravessando o Atlântico Sul. E esses pilotos tinham de agir sempre de maneira discreta, para evitar melindrar alemães e italianos e não gerar incidentes diplomáticos para os Estados Unidos, pois este país ainda era neutro.
Escola de pilotos da Pan American.
Além do transporte de aeronaves, coube a Pan American a construção ou melhoria dos aeroportos ainda bem primitivos existentes na rota da África, principalmente na Nigéria e no Sudão, bem como os campos ao longo da rota para Cairo e Teerã. Também realizaram, através de subsidiárias e o apoio do governo brasileiro, o Programa de Desenvolvimento Aeroportuário (com a sigla ADP em inglês) nos aeroportos de Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador e outros.
Os tripulantes que participaram dos longos voos da Pan American durante os anos de 1941 e 1942 vivenciaram experiências incríveis. Havia alta aventura, altos salários e altos voos, além de uma chance de ajudar o esforço de guerra com o que eles poderiam fazer melhor – voar seus aviões.
Aparentemente nunca na história da aviação haviam reunido um monte de pilotos profissionais de tão diferentes origens. Entre eles estavam profissionais experientes de linhas comerciais, membros da reserva do exército, da reserva naval, aviadores que atuavam pulverizando áreas agrícolas, outros provenientes dos circos voadores e alguns tinham voando em várias partes da Terra, desde a China até Honduras. Além de gente que pilotava aviões em regiões bem inóspitas, como Kenneth Neese.
Rotas aéreas de transporte durante a Segunda Guerra.
Morrer em Natal
Sabemos que Neese esteve pela primeira vez em Natal, no Campo de Parnamirim, em 28 de outubro de 1941, como parte de um pequeno grupo de três aeronaves. As outras duas eram pilotadas por A. Inman e Alva R. DeGarmo, conhecido como Al DeGarmo, um veterano de 42 anos e que pilotava desde 1920. Tiveram como destino Acra, atualmente a capital e maior cidade de Gana, mas que na época era uma colônia britânica conhecida como Costa do Ouro. Existe outro registro da passagem de Neese por Natal em 17 de janeiro de 1942, quando os Estados Unidos já participavam oficialmente do conflito. Ele veio acompanhado novamente do piloto Al DeGarmo e o destino foi igualmente para Acra.
B-25 em voo.
Quase três meses depois, em meio a um crescente movimento aéreo sobre céus potiguares, Neese repete a parceria com Al DeGarmo e eles chegam a Natal em 12, ou 13, de março de 1942. O veterano piloto do Alasca está pilotando um North American B-25C-NA Mitchell, com a numeração de registro 41-12467. Junto com ele estão os tripulantes L. A. DeRosia, H. S. Jones e J. F. Anderson.
Não sei a razão, mas existe a informação que aquele deveria ser o ultimo voo de Neese, pois ele deveria assumir um trabalho no solo onde estaria encarregado de verificar a atuação de outros pilotos.
Foto da B-25 de registro 41-12711, pilotado por aviadores da Pan American Air Ferries em Parnamirim Field. A esquerda está o piloto Edgar J. Wynn, estando ao seu lado o copiloto Virgil Aldair. No dia 15 de maio de 1942, ao aterrissar essa aeronave ocorreu um acidente e a mesma não prosseguiu na sua rota para a União Soviética. Entre julho e novembro de 1942 o piloto Wynn esteve em quatro ocasiões no Campo de Parnamirim. 
Em 14 de março o B-25, antes da decolagem, Neese jantou em Parnamirim com o coronel Jules Prevost e depois com seus homens decolou com sua B-25 de Natal em uma noite muito escura deixando. Esta decolagem noturna foi necessária devido às condições meteorológicas e de pouso no outro lado do Atlântico, mais especificamente na Libéria. No entanto não havia muitas luzes ao redor de Natal à noite para dar um horizonte visual e, imediatamente depois de passar a última luz da pista, Neese teve de voar por instrumentos. Existem registros que apontam, talvez por ainda não terem sido concluídas todas as obras no Campo de Parnamirim, sobre a periculosidade das decolagens noturnas em Natal, o que exigia um piloto bem treinado em voo por instrumentos.

Em 1944 o piloto Edgar J. Wynn lançou o livro “Bomber across”, um dos melhores sobre as rotas aéreas de transporte na Segunda Guerra Mundial, com várias citações sobre Natal e o Campo de Parnamirim.
O B-25C que Kenneth Neese pilotava se destinava a ser utilizado pela força aérea da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, também no âmbito dos contratos “Lend-Lease”. Mas Neese não deveria chegar a atual Rússia, seu ponto final era Teerã, capital do Irã, onde tripulações soviéticas assumiriam o avião e o levariam para combater as forças nazistas que haviam invadido aquele país.
Aviões B-25 utilizados pela União Soviética.
As entregas de empréstimos americanos à União Soviética incluíram aeronaves, caminhões, tanques, motocicletas, locomotivas e vagões ferroviários, canhões antiaéreos e metralhadoras, submetralhadoras, explosivos, rádios, sistemas de radar, bem como gêneros alimentícios, aço, produtos químicos, óleo e gasolina. A partir de março de 1942, 128 aviões bimotores B-25C partiram da Flórida para serem entregues por via aérea através do Caribe, Brasil, atravessando o Atlântico Sul, a África e chegando ao Irã. Apenas quatro foram perdidos no caminho, entre eles o de Neese.
Ficha original do piloto Kenneth Wayne Neese.
Sabemos por relatos da época que depois desse acidente, o coronel Prevost, que jantara apenas algumas horas antes com Neese, teve a desagradável tarefa de recolher seus restos mortais e de sua tripulação, sendo depois enterrados no Cemitério do Alecrim.
Passageiros desembarcando de um hidroavião Boeing 314 Clipper da Pan American no Rio Potengi, em Natal – Fonte – LIFE.
Sobre esse acidente existem informações contraditórias sobre a sua localização. Aparentemente foi próximo ao litoral e a aeronave teria batido em uma “colina” (Qual?), ou em uma posição a “cinco milhas a nordeste de Natal”, mas sem detalhamentos. Algumas fontes apontam que o avião caiu no mar, mas isso parece improvável, pois outras fontes informam que a tripulação foi enterrada no Alecrim e existe a notícia que o corpo de Neese foi transladado para os Estados Unidos depois da guerra e enterrado no Belmont Memorial Park, na cidade de Fresno, Califórnia.

https://tokdehistoria.com.br/2019/03/13/vida-de-piloto-voar-e-morrer-em-natal/

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