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sexta-feira, 21 de junho de 2019

ILUSÃO

Francisco de Paula Melo Aguiar

É ilusão acreditar em feitiço.
Mandinga, cartomante ou simpatia.
Relação tóxica não traz beneficio.
Só produz discussão e agonia.

Ah! Não é sapiência, é prudência.
Que todo santo e/ou profano detém.
Não é questão de clarividência.
Se o amor próprio em si não tem.

O santo e/ou profano vive do que faz.
O certo e/ou errado é conseqüente.
É aí que à sorte e o destino se desfaz.
É a ilusão a aventura indolente.

Na vida tudo passa como o vento.
Não é sorte, nem destino é vocação.
O casar e/ou não casar, prevento.
É o sentimento indolor da missão.

A cada momento tudo se faz
E se desfaz sem aviso prévio
Do céu e do inferno, contumaz
Não é sorte, destino ou sortilégio.

O labirinto do mundo sem fim
Rua sem entrada e sem saída
Onde o sal e açúcar é trampolim
Mar de ilusão, cidade sem avenida.

A Ilusão é o parnaso loquaz
Que existe entre o dito e não dito
Confunde história com estória, jaz
Nunca acerta ou erra, haja predito.

https://www.recantodasletras.com.br/poesiassurrealist

as/6678140

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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ZÉ SATURNINO - PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIÃO


Publicado a 16/11/2017

ZÉ SATURNINO – PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIÃO. Trecho do documentário O PISTOLEIRO DE SERRA TALHADA exibido pela Rede Globo de Televisão no ano de 1977. O documentário mostra uma das poucas filmagens em que aparece o célebre Zé Saturnino que foi o primeiro inimigo de Lampião. No vídeo Zé Saturnino fala sobre a sua questão envolvendo Lampião e seus irmãos. Esse documentário foi publicado inicialmente e na íntegra por Matheus Santos.

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ARISTEIA E SUA ENTRADA NO CANGAÇO


Toda moeda tem 2 lados e toda história tem controvérsias; muita gente só enxerga o que quer enxergar e muitos generalizam tudo sem se quer se dar ao trabalho de pesquisar, estudar, tentar compreender etc etc.

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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CORONEL DELMIRO GOUVEIA (GERALDO SARNO, 1979



Em fins do século passado, Delmiro Gouveia, rico comerciante e exportador do Recife, capital do Estado de Pernambuco, Brasil, sofre perseguições políticas. Seu estilo arrojado e aventureiro lança contra ele muitos inimigos, inclusive o Governador do Estado que manda incendiar o grande mercado Derby, recém - construído por Delmiro Gouveia. Falido e perseguido pela polícia do Governador, Delmiro refugia-se no sertão, sob a proteção do Coronel Ulisses, levando consigo uma enteada do Governador. No sertão, ele recomeça sua atividade de exportador de couros e monta uma fábrica de linhas de costura, aproveitando a energia elétrica de uma usina que constrói na cachoeira de Paulo Afonso e o algodão herbáceo nativo da região. A Grande Guerra de 1914, impedindo a chegada dos produtos ingleses à América do Sul, garante a Delmiro a conquista desse mercado, sobretudo brasileiro. Os ingleses da Machine Cottons, ex-senhores absolutos do mercado, enviam emissários para negociar a situação assim criada. Delmiro nega-se a vender ou associar-se. É assassinado em 10 de outubro de 1917. Alguns anos mais tarde, 1929, a fábrica é adquirida pelos ingleses, destruída e lançada nas águas da Cahoeira Paulo Afonso. (Press-release) Prêmios Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília, 11, 1978, Brasília - DF.. Grande Prêmio Coral no Festival de Havana, 1979 - CU.. Prêmio São Saruê - Federação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro, 1979. Melhor Diretor - Troféu Golfinho de Ouro, 1979 - Governo do Estado do Rio de Janeiro Elenco: Falco, Rubens de (Coronel Delmiro Gouveia) Parente, Nildo (Lionello Lona) Soares, Jofre (Coronel Ulisses Luna) Berdichevsky, Sura (Eulina) Dumont, José (Zé Pó) Graça, Magalhães (Gal. Dantas Barreto) Sena, Conceição (Mulher de Zé Pó) Freire, Álvaro (Tenente Isidoro) Déda, Harildo (Coronel Zé Rodrigues) Adélia, Maria (Dona Augusta) Bourke, Denis (Mister Hallam) Alves, Maria (Jove) Almeida, Henrique (Oswaldo) Gama, João (Chefe da estação) Wilson, Carlos Ribeiro, Sue Guerra, Hélio (Sertanejo) Ficha completa da Cinemateca Brasileira: http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis...

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Vídeos de origem

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PROTESTOS NA AL-101 SUL

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de junho de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.130

(FOTO: RAQUELQUINTELA/REAL DEODORENS)
Larissa Bastos, da Gazetaweb, registrou o protesto dos pescadores e marisqueiras, na AL-101 Sul:
“Pescadores e marisqueiras bloquearam parcialmente a AL-101 Sul, na altura da Barra Nova, na manhã desta quinta-feira (20). Eles protestam contra a falta de transparência dos órgãos públicos na divulgação dos motivos da mortandade dos peixes na lagoa Manguaba”.
 “Os trabalhadores fazem parte da Colônia Z-06, de Marechal Deodoro. Segundo a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar, a manifestação foi contida pouco depois do início e aconteceu de forma pacífica. O Centro de Gerenciamento de Crises da PM também foi chamado ao local”.
É lamentável que trabalhadores sejam ameaçados pela mortandade de peixes que se repete ano a ano. Uma forma triste de desperdiçar comida. Como veremos no texto abaixo, eles não acreditam mais nos técnicos que sugerem as causas. Mas o problema anual da mortandade, não parece ser fácil para os investigadores, mesmo sendo pessoas especializadas.
“Mais cedo, os pescadores e marisqueiras foram às marinas localizadas em Marechal Deodoro para tentar impedir que os barcos tivessem acesso à lagoa. Eles pedem uma reunião com o governador Renan Filho, o Ministério Público do Estado, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Câmara dos Deputados”.
“Com diversas faixas, eles também tentavam conscientizar a população que passava pelo local sobre o problema da mortandade dos peixes, registrada de forma mais agravada no último domingo (16). ‘Sedimentos, gás sulfídrico, chuvas fortes, esgoto, tudo enganação. Queremos soluções’, estampavam alguns dos cartazes”.
Milhares de pessoas vivem da pesca das lagunas principais do estado. Sempre ficam as dúvidas se o problema é causa natural ou lançamento de produtos químicos nas águas pelas indústrias e trazidos pelos rios.
É triste contemplar os peixes mortos.
A coisa é muita séria para a fonte de renda dos pescadores.
       (FOTO: Rachel Quintela/Real Deodorens).

PAIXÃO E GUERRA NO SERTÃO DE CANUDOS [DOCUMENTÁRIO /1993 - NARRAÇÃO: JOSÉ WILKER]


Publicado a 10/03/2013

Documentário produzido ao longo de 3 anos, "Paixão e Guerra no Sertão de Canudos" de Antônio Olavo conta a epopeia sertaneja de Canudos. No percurso de 180 cidades e povoados de Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia, o vídeo reúne raros depoimentos de parentes de Antônio Conselheiro, contemporâneos da guerra, filhos de líderes guerrilheiros, historiadores, religiosos e militares. Narrado por "José Wilker"
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Música neste vídeo
Canção
Artista
Fábio Paes featuring Dercio Marque
Álbum
Canudos e Cantos do Sertão
Licenciado ao YouTube por
ONErpm (em nome de CMA Digital Music)
Canção
Artista
Fábio Paes
Álbum
Canudos e Cantos do Sertão
Licenciado ao YouTube por
ONErpm (em nome de CMA Digital Music)
Canção
Artista
Fábio Paes featuring Jurema Paes
Álbum
Canudos e Cantos do Sertão
Licenciado ao YouTube por
ONErpm (em nome de CMA Digital Music)

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O “TÔ NEM AÍ” DA JUVENTUDE DE POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Diferentemente da juventude e da população em geral da povoação ribeirinha de Bonsucesso, por exemplo, a grande maioria do jovem da cidade de Poço Redondo, no sertão sergipano, não está nem aí para a sua história, a sua cultura, o seu glorioso passado e nem para a preservação da memória do que quer que seja.
Importante parcela dessas jovens mentes se mostra totalmente distanciada e omissa com relação a tudo que signifique conhecimento através do passado. Como se vivesse segurando um calendário onde cada dia que passa tem sua folha simplesmente rasgada, então procura vivenciar apenas o seu momento e parece dizer a si mesmo que isso é tudo, que basta e que se dá por satisfeita.
Lamentável que assim aconteça, mas é esta a realidade. Possível observar que quando há um engajamento ou envolvimento maior com a cultura e as tradições, isto se dá de forma pontual, através de ações específicas. Jovens do xaxado, do teatro, da capoeira, da música, da quadrilha junina, da sanfona, e atuando apenas em tais limites. E não jovens que transitem ou interajam com uma diversidade cultural maior.
Tantas vezes, ao jovem do xaxado ou da quadrilha interessa apenas saber dançar e personificar o xaxado ou a quadrilha, mas sem a preocupação de conhecer ao menos o histórico local sobre tais tradições. Para muitos estudantes, a história e a cultura são preocupações surgidas apenas quando professores repassam tarefas que digam respeito ao conhecimento das origens e do percurso histórico. Feito o trabalho escolar, ou se esquece ou tudo se torna um tanto faz novamente.
Não há, na verdade, um relacionamento prazeroso e produtivo, de conhecimento e de divulgação, entre a juventude e o seu berço de nascimento. Muito jovem não conhece nada ou pouco sabe do potencial histórico, cultural e turístico de Poço Redondo. Muito jovem passa pela estrada de Curralinho sem saber o motivo de aquela via se chamar Estrada Histórica Antônio Conselheiro.


Não será absurdo acaso algum jovem afirmar que a Gruta de Angico está localizada em Piranhas ou Canindé, ou que o Poço de Cima é apenas um local que dizem que existe, mas não sabe bem onde fica nem o porquê desse nome. Muito jovem há que não sabe sequer o porquê do nome “Poço Redondo”. Zé de Julião continua desconhecido à maioria da juventude. Por que isso pode acontecer?
Ora, simplesmente pelo fato de que se tornou “cultural” o desconhecimento local sobre suas origens e sobre si mesmo. Conforme anteriormente afirmado, parcela considerável da juventude só está se importando mesmo com o dia e com a hora e com o que tenha a fazer nesse dia e nessa hora. Olhar o passado parece ser cansativo e desinteressante demais. Conhecer as riquezas históricas e culturais do município parece ser enfadonho e desnecessário demais.
“Não sou velho, sou jovem”, tendem a dizer. “Tenho apenas de curtir, de farrear e tirar onda”, igualmente podem dizer. Tudo bem, cada um faz aquilo que bem entender como mais útil. Mas uma coisa é certa: do passado, das origens e das raízes, ninguém foge. Desde o sobrenome de cada um à sua linhagem familiar, tudo é passado.
Dar importância e procurar conhecer as origens de seu berço de nascimento é como se estivesse conhecendo e valorizando seus pais e os pais de seus pais, desde as mais distantes raízes. Conhecer a cultura e a s tradições locais é como conhecer a si mesmo, ainda que os modismos tudo façam para transformar o autêntico no imprestável. Por fim, para resumir tudo o quanto acima foi exposto, apenas uma pergunta:
Quantos jovens de Poço Redondo conhecem o acervo do Memorial Alcino Alves Costa?

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

ASSOMBRAÇÕES NO CANGAÇO

Xaxado na hora da morte

Por Wanessa Campos



Dando sequência  "As Assombrações do Cangaço" vem agora  a segunda história  também repassada por João Jurubeba, em Serra Talhada, nos anos 70. Jurubeba foi um dos maiores perseguidores de Lampião. Ele contou para Amaury Correa como foi a morte de Dona Jacosa, a avó de Lampião. Ela, idosa, morava em Carqueja, hoje Nazaré, Floresta e com idade avançada quase não saia do quarto. Sempre recebia visitas da vizinhança.

João Jurubeba é o 3º a direita
Acervo Lampião Aceso

Certa noite, as mulheres passaram a escutar um barulho diferente, parecendo com baile. O barulho ia aumentando cada vez mais parecendo Xaxado. As batidas dos pés no chão iam cada vez mais se aproximando como quisesse entrar na casa. As mulheres assustadas correram apavoradas. Na porta, pessoas se juntavam, mas ninguém tinha coragem de entrar. Dentro do quarto, se ouvia o barulho do Xaxado invisível.

O volume da cantoria oscilava, bem como as batidas dos pés, mas não paravam. Alguém teve a ideia de chamar uma rezadeira para “puxar” o terço. Jogaram água benta na casa toda e a cantoria não cessava. Certo momento, se ouvia perfeitamente a cantoria com várias vozes:

Olé mulé rendeira

Olé Mulé renda,

Tu m ‘ensina a fazer renda

Qu’eu ten’sino a namorá


Dona Jacosa agonizava e a cantoria não parava. Isso demorou mais de um dia, até que certa noite, o Xaxado aumentou e ao mesmo tempo uma forte ventania apagou todas as lamparinas. Fez escuro total, a cantoria parou. Ouviu-se então um estrondo e com ele,  Dona Jacosa partiu. Ficou o relato contado pelos mais velhos.

Pescado no Mulheres do Cangaço

OLINDA, POESIA DE VERLUCE FERRAZ - PRA HOMENAGEAR A CIDADE ETERNA: OLINDA.

Por Verluce Ferraz
https://www.youtube.com/watch?v=OTOtu1SqylY&feature=share

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quinta-feira, 20 de junho de 2019

QUASE QUE O MATOU POR PIEDADE

Por José Mendes Pereira

Sei que você poderá achar que esta história é fictícia, mas não é. Muitas de minhas simples histórias aconteceram mesmo, só que eu não posso citar os nomes verdadeiros para que ninguém venha me reclamar ou me prejudicar no futuro, por isso crio nomes para os personagens das minhas histórias que me dão direitos a me defender por meras coincidências caso seja preciso eu ir à presença da justiça.

Eu conheci muito a pessoa que foi vítima nesta minha simples história, mas o causador do reboliço eu apenas o conhecia passando em frente à minha casinhola, mas isso em anos muitos distantes, e nunca mais o vi e nem sei se ainda é vivo.

Jorge é vendedor ambulante de roupas, sandálias, chapéus de palha, de massa, lençóis, toalhas, colchas e além de restritas redes. Dentro da cidade de Mossoró o Jorge conhece todos os bairros e sabe muito bem os bons e péssimos fregueses. Afinal, é o maior vendedor que todos os dias o Jorge bate nas portas dos mossoroenses para vender as suas mercadorias. O Lúcio é um jovem que tem mais ou menos 30 anos e é o seu ajudante de confiança, além da boa amizade que os dois mantêm que nasceu no meio das vendas, das cachaças e das farras.

Infelizmente, o Jorge agora está doente e muito doente. Procura o médico para consultá-lo e saber o que está acontecendo com ele. O médico exige exames. O Jorge faz o possível e realiza todos os exames solicitados pelo esculápio.

Com todos os exames em mãos que recebera dos laboratórios o Jorge vai à presença do médico para receber o resultado. Mas o pobre homem está condenado para morrer. Está com câncer já caminhando para fase terminal. O Jorge acama-se e não tem mais milagre que o faça ser curado.

O Lúcio está apavorado e muito apavorado. O único amigo de fé que tem vai desaparecer do mundo. Sua permanência no seu meio não demorará. O dia todo o Lúcio está pensativo. Mesmo assim, não sabe como será a sua vida de agora em diante. Não sabe fazer outra coisa a não ser ajudar o amigo. É um jovem que pouco valorizou os estudos.

O Jorge passa o dia todo em gritos. As dores que são responsáveis pela sua partida para outra esfera são terríveis, e o deixam sem sossego sobre o seu leito. Quase não dorme nada. Passa a noite toda em claro e se lastimando do que ganhara. Chama por todos os santos e nenhum aparece para ajudá-lo, pelo menos para que ele morra sem sentir dores. Os dias estão se passando e o Jorge está emagrecendo muito, e não restam em seu corpo mais do que 50 por centro de carnes.

O Lúcio acompanha aquele sofrimento com o coração partido, e sem mais esperança de uma melhora. A cada momento, o Jorge quer morrer mais rápido. Precisa se livrar daquelas dores. O medicamento que faz passar as dores não mais faz efeito.

O Jorge pede ao Lúcio que o mate o quanto antes, porque não mais suporta tamanhas dores. O Lúcio não aceita o pedido que lhe fez o Jorge e diz que não tem coragem de liquidar a vida de ninguém, principalmente a vida de um amigo.

O Jorge implora, implora até que o Lúcio se convence e decide assassinar o amigo de muitos anos, não por maldade, mas para acabar com aquele sofrimento terrível de uma vez por toda do seu amigo.

O Lúcio quer evitar, mas é novamente implorado pelo Jorge para praticar o assassinato. O Jorge se prepara para receber a morte e sabe que vai se livrar das malditas dores, mas aparecerão outras dores que talvez sejam maiores do que as dores do câncer. Mas ele está preparado para tal fim. O Lúcio vai assassiná-lo com uma faca peixeira.

Do outro lado do quarto alguém ouve toda conversa e convoca quem por ali está por perto para defender o Jorge da maldita faca que já está afiada. O Lúcio leva a faca para cima e fica querendo enfiá-la peito magro do Jorge, e é nessa hora que todos correm para evitarem a morte antecipada do Jorge.

O Lúcio sai às carreiras de dentro do quarto e se enfia no quintal da casinhola, e lá, pula o muro e vai embora sem destino. Os familiares ligam e chamam a polícia. Mas já era tarde. Nessas alturas, o Lúcio já está muito distante da li.

Após livrar o flagrante o Lúcio se apresenta às autoridades e diz o porquê de ter feito isto contra o amigo. Queria apenas acabar com aquele sofrimento do velho e seu patrão companheiro. O resto vocês sabem como aconteceu. Na justiça recebeu o que era merecido.

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A MORTE DE SÃO JARARACA | O CANGAÇO NA LITERATURA #96


Publicado a 07/11/2017

O tema mais polêmico do cangaço é trazido hoje ao nosso programa. Será que Jararaca realmente virou santo? E Aí? O que me dizem?
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LAMPIÃO REI DO CANGAÇO, VÍDEO REAIS COM EFEITO DE SOM


O blog do Mendes e Mendes neutraliza-se sobre este vídeo. Não pode afirmar nada sobre o som.

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CANGACEIRO "MORENO" (ANTÔNIO IGNÁCIO DA SILVA) EM ENTREVISTA À REDE RECORD (MINAS GERAIS).

FILME COMPLETO LAMPIÃO E MARIA BONITA -1982



O CANGACEIRO LAMPIÃO - FILME - TAPEROÁ-PB


Publicado a 29/10/2010

CLIQUE e Plante uma Nova Consciência: https://goo.gl/nd3qDD #novaconsciencia ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA - O Pensamento da Cultura Emergente - SITE OFICIAL: http://www.novaconsciencia.com.br Nosso F@ce - novaConsciencia Twitter - @novaconsciencia Nos siga no Instagram - @ongnovaconsciencia O que é o Encontro da Nova Consciência? O Encontro da Nova Consciência expressa um movimento mundial de cultura alternativa contemporânea, com raízes nos anos sessenta, integrado por pessoas de todas as idades, credos e opções de vida. Seus participantes têm a compreensão de que a moderna tecnologia e a preservação ambiental podem caminhar juntas e, por isso, propõem um uso criativo e ético da tecnologia, visando o equilíbrio sustentável do planeta e o bem estar físico e emocional de todos os indivíduos. A partir de 1992 a cidade de Campina Grande, durante o período de Carnaval, promove o Encontro que desde o ano de 2004 vem sendo promovido pela Organização Nova Consciência. O acesso ao evento (palestras e shows) é gratuito.
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LAMPIÃO O REI DOS CANGACEIRO :

Por Chandler B J.

A exatos 92 anos da tarde, do dia 13, de junho. Debaixo de uma chuva fina, os cangaceiros atacaram. Ao som de uma corneta - pois Lampião gostava de fazer às coisas com classe - e sob o estalar dos trovões, entraram na cidade, a pé, e divididos em grupos. Cantando mulher rendeira, e gritando vivas e imprecações, abriram fogo contra diversos pontos defendidos pelos habitantes da cidade. 

Depois de meia hora, sem conseguirem quebrar a defesa, um grupo tentou atacar a prefeitura, mas recebeu uma saraivada se balas vinda da torre de uma igreja e de outros lugares vizinhos. Batendo em retirada, deixaram um ferido no meio da rua, que foi imediatamente fuzilado pelos defensores. 

Um outro cangaceiro Jararaca, tentou reaver as armas e munição do companheiro, e foi também ferido, mas conseguiu fugir. Um outro grupo tentou tomar a estação ferroviária, mas encontrou forte resistência e também teve que se retirar. Dentro de uma hora e meia, os cangaceiros foram forçados a se retirarem da cidade, pois a tática de ataque aberto não tinha dado resultados naquela ocasião. 

Consta que Lampião perdeu cinco ou seis de seus homens, neste ataque, embora só tenha sido constatado a morte de três. Alem do que morreu no meio da rua, foi encontrado outro corpo mais tarde, e o terceiro, Jararaca, morreu em circunstâncias muito misteriosas.


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HISRORIADOR E ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA ASSUME A PRESIDÊNCIA DO IGH - INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DE PAULO AFONSO

IGH/PA – Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso empossa sua nova diretoria
O historiador e escritor João de Sousa Lima é o novo presidente
Publicada em 15/06/19 às 17:26h - 296 visualizações
por Antônio Galdino - Fotos: Negrito Alcântara

Marta Tavares (Sec. IGH) dá posse a João de Sousa Lima (dir) e Flávio Motta na diretoria do IGH  (Foto: Negrito Alcântara)
Em solenidade bastante concorrida aconteceu na noite da sexta-feira, dia 14 de Junho, na Casa da Cultura de Paulo Afonso, a posse da nova diretoria do IGH/PA – Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso para o biênio 2019/2021.
Os novos eleitos, na segunda-feira, 10, foram:
Presidente – Historiador e escritor João de Sousa Lima
Vice-presidente – Engenheiro, pesquisador Flávio José Ataíde da Motta
Secretária – Geógrafa Marta Tavares
Tesoureiro – Professor Severino Gilson Peixoto de Oliveira
Além dos membros do IGH, estamos presentes à solenidade também vários membros da Academia de Letras de Paulo Afonso - ALPA e significativa representação da sociedade local. A prefeitura de Paulo Afonso se fez representar pela Sra. Juvandir Tenório (D. Didi), esposa do prefeito Luiz Barbosa de Deus. Pela ALPA, além do seu presidente, Professor e escritor Antônio Galdino da Silva, estavam presentes, João de Sousa Lima, vice-presidente da ALPA e novo presidente do IGH, Socorro Mendonça, Marcos Antônio Lima (que veio de Santa Brígida/Colônia), Roberto Ricardo (fundador do IGH), Edson Barreto, Luiz Rubem.
Na mesa de honra estavam o presidente do IGH, Professor Severino Gilson, D. Juvandir Tenório, o Tenente Coronel Cardoso, da 1ª Cia de Infantaria, o presidente da ALPA, o advogado Isac Oliveira e o Professor, ex-deputado federal e ex-padre Manoel Alcides Modesto Coelho.
No auditório da Casa da Cultura, membros do IGH e amigos e familiares dos novos diretores do IGH-PA.
Os eleitos prestaram o juramento de posse e, em seus discursos disseram do desejo e continuar o trabalho de resgate e preservação da história de Paulo Afonso.
João de Sousa Lima falou de sua luta incansável na busca de informações preciosas sobre a história do cangaço na região, tema de 8 dos seus livros e outros fatos históricos e agradeceu “pela acolhida que esta cidade me deu e à minha família desde que aqui cheguei, com 10 anos de idade e a Câmara já me fez Cidadão deste município. Hoje é dia de muita emoção, por ter recebido os votos dos colegas do IGH para representá-los nessa importante instituição cultural e por ver aqui, grandes amigos, prestigiando essa minha posse à frente do IGH. Estaremos todos dedicados a continuar essa caminhada, valorizando a cultura e a história de Paulo Afonso”.
Flávio Mota, vice-presidente, também se declarou “feliz e homenageado, ao ser escolhido como companheiro de João de Sousa Lima nessa luta pela preservação do nosso patrimônio, o resgate das histórias de vida de pioneiros que fizeram a Chesf e a cidade de Paulo Afonso”.
Também usaram da palavra o presidente do IGH Professor Severino Gilson que falou da criação desse Instituto, “em 2004, quando eu, o Professor Roberto Ricardo e a Professora Edileuza nos reunimos em uma sala do CIEPA, hoje CETEPI -1, ali nasceu o IGH, tomando por referência o IGH da Bahia. Assumi esta instituição há 2 anos, substituindo o Professor Roberto Ricardo que ficou no comando do IGH por 13 anos e agora passo o cargo ao sócio João de Sousa Lima, eleito seu novo presidente, formulando votos de pleno sucesso desta nova diretoria”.
A noite teve ainda como oradores, o presidente da ALPA que parabenizou a nova diretoria e desejou muito sucesso e chamou a atenção de todos “para a necessidade de se unir forças, e o IGH é muito importante nessa luta e buscar  ações imediatas, dos governos, especialmente do governo federal, para a revitalização do rio São Francisco, porque, já vemos aqui em Paulo Afonso os resultados dos danos que vem sofrendo esse rio: a vazão necessária para que todas as usinas da Chesf funcionem a plena carga é de 2.060 metros cúbicos de água por segundo. Estão chegando aqui pouco mais de 500 metros cúbicos e quase todas as máquinas estão paradas. Já vi a Cachoeira de Paulo Afonso com mais de 18 mil metros cúbicos de água por segundo despencando de suas quedas. Hoje está seca. As baronesas estão acabando com o turismo. Ou o governo federal age imediatamente para revitalizar o rio, de forma definitiva, ou logo teremos um rio morto e a vida na região também vai morrer”. E lembrou-se do grande defensor do rio São Francisco, José Theodomiro de Araújo, conhecido como "o velho do rio", que escreveu: “E quando ele morrer, no lugar onde hoje é a Cachoeira Casca D`anta nós, que o amamos, faremos fixar no paredão da serra, o epitáfio: “Por aqui passou um rio, que foi destruído por um povo que usou a inteligência para praticar a burrice.”
Sobre o rio São Francisco, Ivan Caetano, pioneiro da Chesf como mecânico dos helicópteros da hidrelétrica do São Francisco, falou, com as vivências e a sabedoria dos seus 82 anos de idade, das dezenas de viagens que fez ao longo do rio São Francisco e do rio que conheceu “de águas límpidas e transparentes que se podia beber na palma das mãos até o rio de águas turvas, contaminadas por esgotos e por agrotóxicos e pela plantação de eucaliptos às suas margens e pela agricultura sem controle. Infelizmente, o rio São Francisco como está, vai morrer”.
Essa preocupação com a situação atual do rio, foi oportunamente também avaliada em uma reunião de posse da diretoria do IGH, em uma fala do biólogo Maurício Arouche, que falou em nome da Aghenda, ONG dirigida por sua esposa, Valda Arouche. Maurício apresentou dados muitos preocupantes sobre a situação do rio São Francisco, "inclusive com a grande carga de agrotóxicos e com os venenos que chegam das barragens de minérios estouradas em Minas Gerais" e observou que “o IGH tem um importante papel nessa luta, como uma instituição formadas por homens e mulheres pesquisadores, geógrafos, historiadores, engenheiros, professores, formadores de opinião”.
O Dr, Isac Oliveira, de Altinho/PE e hoje também Cidadão de Paulo Afonso elogiou o intenso trabalho de pesquisa de João de Sousa Lima que resultou em quase 20 livros publicados e disse saber que “o IGH continua em boas mãos”.
Manoel Alcides chamou a todos para “uma releitura dos nossos tempos. Uma releitura e reescrita da história de Paulo Afonso, nos dias atuais”.
O comandante da 1ª Cia. de Infantaria ressaltou que “embora chegado a pouco tempo a Paulo Afonso, tive a felicidade de conhecer o João de Sousa Lima e, através dele, de seus escritos, conheci muito mais sobre a história deste lugar e também sobre a história da nossa unidade militar, a 1ª Cia. de Infantaria. Parabenizo e formulo votos de sucesso em sua gestão e pode contar com o nosso apoio.”
D. Juvandir Tenório falou do “acompanhamento do trabalho do IGH, através do jornalzinho que todos os meses recebo e ofereceu o apoio da Prefeitura de Paulo Afonso para as ações futuras do IGH. Parabéns, João. Sucesso em sua gestão.”
O Professor Roberto Ricardo, fundador do IGH e seu presidente nos primeiros 13 anos de vida deixou também o seu abraço e o seu apoio aos novos colegas diretores eleitos.
A solenidade de posse da nova diretoria do IGH teve ainda o brilho da poesia criada e apresentada pelo poeta Robson, de Jeremoabo “mas apaixonado por Paulo Afonso”, feita especialmente para este evento, em homenagem a João de Sousa Lima e a boa música Raffael di Oliveira, do Projeto Arte em Cena da Secretaria de Cultura da Prefeitura e a participação de um dos seus melhores alunos, Guilherme Marques. A convite do novo presidente do IGH, a solenidade foi conduzida por Paulo Roberto.


Antonio Galdino, Marcos, João de Sousa Lima e Flávio Motta




Juramento para presidência do IGH






Antonio Galdino entrega Diploma de Presidente a João de Sousa Lima




















João de Sousa Lima com as filhas Stéfany de Sousa Lima e letícia de Sousa Lima











professor Roberto Ricardo

Dona Juvandir (Didi) parabeniza João de Sousa Lima

Ivan Caetano parabeniza João de Sousa Lima


equipe da Casa de Cultura Aretuza Simonetta, Fabiane Mergulhão, Alba Riva, Eduardo Cruz e João de Sousa Lima



professor Celso Filho, Alcides Modesto, João de Sousa Lima e Mãezinha

Missinha, João de Sousa Lima, Rafael Di Oliveira e José Freire

Esther, João de Sousa Lima, Flávio Motta e Derinho Oliveira

Manuel de Oliveira, João de Sousa Lima, Antonio Galdino, Capitão Laércio e Flávio Motta


Pedrinho, sobrinho amado de João de Sousa Lima, sempre presente nos caminhos do tio

Osvalny Lima, Lígia, João de Sousa Lima com Pedrinho, Galdino e Drº Isac