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domingo, 15 de setembro de 2019

ALAGADIÇO - FREI PAULO - SERGIPE UM POVOADO RICO DE HISTÓRIAS, MAS ESQUECIDO

Por: Vivianne Paixão

Quem pega a rodovia 235, com destino ao município de Frei Paulo, a 71 quilômetros da capital, corre grande risco de passar despercebido por uma minúscula placa: “Alagadiço a 8 Km”. Uma identificação tímida, que contrasta com a grandiosidade da riqueza histórica e cultural do povoado. Foi lá que Virgulino Ferreira, o Lampião, esteve por quatro vezes e deixou naquelas bandas o seu capanga Zé Baiano, também conhecido como “Pantera Negra dos Sertões” e considerado um monstro impiedoso.

Toda essa saga está retratada no livro “Lampião e Zé Baiano no povoado Alagadiço”, do pesquisador Antônio Porfírio de Matos Neto, natural da região. Registro de um patrimônio sergipano “poupado” do seu devido valor pelo Estado, que poderia muito bem transformar Alagadiço em mais um destino turístico (e, por que não dizer, gerador de emprego e renda) da rota do cangaço.

"O povo daqui é carente demais e a única maneira que acho que iria ajudar a melhorar a vida dele seria através do turismo.  A rota do cangaço de Xingó deveria existir aqui também. Temos uma narrativa incrível em que seis conterrâneos conseguiram acabar com um dos bandos de Lampião e eu estou buscando de todas as maneiras possíveis trazer essa rota para a nossa comunidade, que está disposta a contar e recontar toda a sua história”, avisa Porfírio. (Foto)


A derrocada de Lampião começou por volta de 1930 neste pequeno povoado de Frei Paulo, hoje com cerca de três mil habitantes. Conta a história que o Rei do Cangaço entrou pela primeira vez acompanhado de dez cangaceiros, fazendo a maior arruaça, derrubando portas, roubando jóias e alguns pertences dos moradores. “Ele chegou na minha casa eu era criança. Perguntou se meu pai estava, me assustei e perguntei a ele se meu pai o conhecia. Ele logo me deu um grito mandando eu chamá-lo. Depois ele ainda mandou que eu lavasse as ‘percatas’ (sandálias) do bando e que eu tirasse leite da vaca, coisa que eu nem sabia como fazia”, rememora a dona de casa Ivete Matos, 81 anos.

Alagadiço tinha uma posição privilegiada e, por não possuir destacamento reforçado da polícia, favorecia o trânsito dos bandidos de um lado a outro do Estado. Assim, Lampião andava tranquilamente pela redondeza. Em 1932, ele retornou ao povoado. Desta vez não molestou ninguém, apenas levou algumas coisas dos moradores. Um ano depois, Virgulino entrou de novo em Alagadiço e foi diretamente à casa de Antônio de Chiquinho querendo obter informações sobre a volante que pretendia acabar com o seu bando.

Zé Baiano

No ano de 1934, Lampião apareceu em Alagadiço pela última vez, deixando essa região sob o comando do grupo de Zé Baiano. Filho natural de Chorrochó, ele passou a aterrorizar os moradores daquele local. Coube a esse destemido cangaceiro a posse das terras compreendidas entre os municípios de Frei Paulo, Ribeirópolis, Pinhão e Carira, em Sergipe, e ainda Paripiranga, na Bahia.

O “Pantera Negra dos Sertões” era um negro, alto, forte, nariz achatado, queixo comprido, cabelos ruins e maltratados, que usava óculos e tinha uma voz grossa. Após ter ficado sabendo da traição amorosa da sua companheira, a qual ele assassinou a pauladas, passou a marcar mulheres indefesas com um ferrão de iniciais “J.B.”, como se fossem gados. Requinte de perversidade.

Com fama de impiedoso, o famigerado “ferrador de mulheres” era tido como um dos mais ricos do bando – formado por Demudado, Chico Peste e Acelino. Durante anos cometeu atrocidades, saqueou e impôs a sua própria lei em Frei Paulo e municípios vizinhos. A polícia não descansava procurando os temíveis bandidos que se escondiam em casas de fazendeiros. Estes, se não contassem à polícia, eram chamados de coiteiros, e se falassem eram apelidados de dedo duro na boca do cangaceiro.

A mata era o maior refúgio desses facínoras. No corpo de uma árvore – viva até hoje – eles silenciavam suas armas e na chamada “Toca da Onça”, na Fazenda Caipora, evitavam o ataque de inimigos com troca de tiros, já que de lá de cima tinham uma visão panorâmica e privilegiada de toda a região.
Certa vez, o inesperado para Zé Baiano aconteceu. Por ser coiteiro do seu bando, o comerciante Antônio de

Chiquinho, cansado das perseguições da polícia – chegou até a ser preso – e da desconfiança dos cangaceiros, tramou um plano para eliminar o grupo do impiedoso “ferrador”. E foi numa entrega de alimentos, solicitada pelo Baiano, que o comerciante convidou os conterrâneos Pedro Sebastião de Oliveira (Pedro Guedes), Pedro Francisco (Pedro de Nica), Antônio de Souza Passos (Toinho), José Francisco Pereira (Dedé) e José Francisco de Souza (Biridin) para, juntos, darem fim ao bando. No dia 7 de julho de 1936, os seis amigos conseguiram dar cabo aos quatro temíveis bandoleiros na Lagoa Nova (localidade de Alagadiço). Os conterrâneos mantiveram o feito em sigilo durante cerca de 15 dias, temendo a represália de Lampião contra o povoado.

Antônio de Chiquinho, certo de que Lampião voltaria a Alagadiço para se vingar da morte do seu amigo, preveniu-se do embate e perfurou as paredes da sua casa – hoje uma creche comunitária –, tendo assim melhor visão da rua para atirar quando ele aparecesse. Porém, para a sua sorte, Virgulino Ferreira resolveu deixar pra lá o acerto de contas graças a Maria Bonita, que o alertou sobre a presença de um canhão no povoado, onde cabia um menino dentro acocorado – um minicanhão que, inclusive, está guardado no acervo do historiador Antônio Porfírio.

Ações de Porfírio

O autor do livro “Lampião e Zé Baiano no povoado Alagadiço” cresceu ouvindo as histórias que eram contadas pelos mais velhos e, muito curioso, mergulhou fundo em cada narração. Diante de tanta riqueza cultural, resolveu organizar todas as informações em um livro. “Eu não podia deixar morrer a nossa cultura. Foram seis civis filhos de Alagadiço que conseguiram acabar com quatro bandidos de Lampião, e isso é que é importante destacar”, comenta Porfírio.

A produção independente de “Lampião e Zé Baiano no povoado Alagadiço” foi vendida por completo. “Para minha surpresa o meu livro esgotou as vendas. Foram mais de dois mil exemplares”, relata o pesquisador que, além da publicação, construiu um museu dentro do seu próprio sítio. “Essa também foi outra grande surpresa, porque eu não esperava que viesse tanta gente visitar. Vêm pessoas de outros estados, curiosas para saber da história. Isso é gratificante”, diz Porfírio.

O escritor adquiriu os materiais do museu dentro do próprio povoado, dos lugares onde os cangaceiros se escondiam ou dos próprios moradores. Algumas peças foram compradas fora de Sergipe. “Muitos punhais, armas e indumentárias dos cangaceiros eu encontrei aqui, dentro do tronco de uma árvore e na Lagoa Nova. Também tenho no acervo o minicanhão que salvou Alagadiço de ser exterminado por Lampião, e três cartas escritas por Dadá, mulher de Corisco, ao compadre Joãozinho de Donana, que criou a filha deles por dois anos na cidade de Pinhão”, relata.

Na Lagoa Nova, onde Zé Baiano e os seus capangas tombaram, Porfírio construiu o "Memorial do Cangaço de Alagadiço", também com recursos próprios. “O dono da fazenda me cedeu o espaço e eu contratei os pedreiros para construir. É uma construção bem simples. Na verdade o que deveria ser construído mesmo era um grande e bonito mausoléu”, lamenta o historiador.

Porfírio também construiu no seu sítio uma biblioteca. “Um lugar onde o povo daqui, principalmente os adolescentes, possa ler mais sobre a história do seu povoado. Ainda não estou com o acervo completo, tenho apenas dois mil livros, sendo a maioria especializada em literatura sergipana. Se engana quem acha que a comunidade pobre não gosta de coisa boa. A minha biblioteca, graças a Deus, é muito freqüentada pelos moradores”, garante.
Segundo o pesquisador, todas essas suas iniciativas foram pautadas com o intuito de resgatar a cultura e a cidadania dos seus conterrâneos. “O povoado aqui não tem atrativo nenhum e essas coisas servem como divertimento para eles. Uma história bonita como essa de Alagadiço tem que ser trabalhada”, diz Porfírio, que pretende, em breve, colocar um circo também dentro do seu sítio. “É para eles terem oficina de teatro. Vou aplicar o método Paulo Freire, com a pedagogia do oprimido”, explica.

Memória

Ante a alta relevância dos fatos ocorridos em Alagadiço, o cineasta de Fortaleza, Wolney Oliveira, não perdeu a oportunidade e gravou um longa-metragem na localidade, que irá às telas do cinema no próximo ano, quando a morte de Lampião completa 70 anos. Ao que tudo indica, as pessoas de outros estados vão conhecer Alagadiço antes mesmo que os próprios sergipanos.

Enquanto isso, toda a riqueza cultural do povoado de Frei Paulo permanece guardada nas lembranças dos seus moradores mais antigos e no livro de Antônio Porfírio. “Eles eram rapazes pacíficos, apenas entraram na luta porque um amigo deles botou, mas eles não faziam mal a ninguém, eram meninos direitos e não eram de briga. Tive nove irmãos e só esses dois morreram devido a luta. Foi logo depois da morte de Zé Baiano que deu uma febre forte em um, e no outro deu uma doença braba, e disso eles morreram”, recorda Uília de Almeida, 103 anos, com relação aos seus irmãos Toinho e Dedé, cangaceiros do bando de Zé Baiano.
Lembranças que muitas vezes assustam até mesmo quem nunca viu Zé Baiano, muito menos Lampião.  
“Eu escuto direto uma zoada como se estivessem andando nas ruas, fazendo a maior bagunça. Ouço eles andando de carro de boi e também um monte de gados e cavalos correndo e acabando com tudo. Mas só escuto, não vejo nada. Só fiquei assustado uma vez quando vi um vulto passando, aí eu cacei a cabeça e não achei”. Conta o roceiro José Gilson de Oliveira, 57 anos, dono da fazenda na Lagoa Nova, onde Zé Baiano foi morto e teve sua cabeça decepada.

Guerra de Canudos

Considerado hoje um dos principais povoados do município de Frei Paulo, Alagadiço teve sua origem por volta do século XIX, pelo senhor João Pereira da Conceição, que organizou uma praça e denominou o local, por ser uma área bastante alagada, principalmente no período chuvoso.

Um fato interessante da história do povoado foi o ocorrido com um dos seus primeiros moradores, o senhor João Sabino dos Santos, que, após desertar da batalha de Canudos, foi ali residir, em 1896. O governo da Bahia o procurava para cumprir prisão, como fez com todos os desertores. Foi quando, no final da batalha, localizaram-no desfrutando da paz e aconchego ao lado de sua mulher, Angélica dos Santos, grande devota de Nossa Senhora da Conceição, a quem fez a promessa de rezar uma novena se lhe fosse concedida a bênção de seu marido não ser preso.

Prece atendida, Sabino dedicou-se à construção de uma capelinha e Angélica adquiriu uma bela imagem de Nossa Senhora da Conceição para cumprir a promessa de nove dias de festa cristã. Celebração que acontece até os dias de hoje no mês de dezembro.

Publicado em 02/11/2008 no Jornal da Cidade, SE. 


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CEARÁ FOI O REFÚGIO SEGURO DE LAMPIÃO

Por O Povo Online

Perseguido intensamente em Pernambuco, Alagoas e Bahia, o cangaceiro desfrutava de abrigo em território cearense. Resultado da omissão de políticos, da convivência de policiais e de rede de apoios que ia de vaqueiros a fazendeiros, passando pelo clero.

Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi a maior cidade atacada por Virgolino Ferreira da Silva. Sua ação mais ousada - e sua maior derrota. O bando de Lampião encontrou feroz resistência e, após cerca de uma hora e meia de combate, bateu em retirada. A contagem dos mortos entre os cangaceiros varia de três a seis (apenas 1 e outro ficou ferido). Na fuga, dirigiram-se ao Ceará. 

Em 15 de junho de 1927, chegaram a Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, Ceará, dois dias após deixarem Mossoró. Lampião enviou mensageiro para avisar de sua chegada. A polícia, então, deixou a cidade. O bando entrou em Limoeiro dando vivas ao governador José Moreira da Rocha e ao padre Cícero Romão Batista, de quem Virgolino era devoto. Os chefes políticos mataram um boi para recepcionar os bandidos. O bando comeu, fez orações. A contribuição em dinheiro foi acertada com os líderes locais. Após o pagamento, o bando de Lampião se retirou.

De todos os Estados nos quais esteve, o Ceará foi, de longe, o que menos sofreu com a violência imposta por Lampião. Ele dizia textualmente que preservava o território. O motivo principal era o padre Cícero. Além disso, tinha boas relações com políticos e a polícia local não costumava importuná-lo. Possuía também importantes aliados. Diante dessa equação, praticamente não há registro de episódios de violência relevantes provocados por Virgolino no Estado.

Na época do ataque à Mossoró, estava em curso em Pernambuco a maior e mais eficaz campanha jamais realizada contra o cangaço. A perseguição em Alagoas também havia se intensificado. Antes da maior cidade do interior potiguar, Lampião atacou o norte da Paraíba, onde nunca havia atuado. Buscava territórios onde tivesse circulação mais fácil. Esse foi o contexto que o levou a Mossoró, em 13 de junho de 1927. Foi a cidade mais ao norte que atacou em toda sua trajetória. Diante da resistência encontrada no Rio Grande do Norte, fugiu para o Ceará.

Visitou frequentemente o Estado quando procurava descanso ou a perseguição crescia em outros lugares. Em outubro de 1925, por exemplo, o bando foi visto em Mauriti, onde fizeram compras na feira e pagaram tudo que consumiram. Como as passagens eram pacíficas, é provável que tenha visitado o Ceará em muitas ocasiões sem que se tenha tido notícia - eram os episódios de violência que faziam com que circulassem as notícias de sua presença.

Padre Cícero

No Ceará, em geral, isso só ocorria quando havia passagens marcantes. Caso de março de 1926, quando chegou a Juazeiro do Norte. Havia recebido convite do deputado federal cearense (baiano de Salvador) Floro Bartolomeu para integrar os Batalhões Patrióticos, formados para combater a Coluna Prestes. Foi recebido pelo padre Cícero no encontro que reuniu duas das personalidades mais emblemáticas da história dos sertões. 

A pedido do sacerdote, Pedro de Albuquerque Uchôa, inspetor agrônomo do Ministério da Agricultura e única autoridade federal em quilômetros, assinou numa folha de papel almaço documento dando a Virgolino a patente de capitão dos Batalhões Patrióticos. Os cangaceiros desfrutaram da estada e foram alvos da curiosidade popular. Muitos familiares de Virgolino haviam se mudado para a cidade que já então era uma Meca dos sertões. Lá fizeram a última foto de família.


Ao irem embora, receberam armas, munições e a promessa de trânsito livre. Em Pernambuco, porém, a polícia os perseguiu. O status de capitão dos Batalhões não foi reconhecido. Em pouco tempo, o bando estava novamente envolvido em violência.

No ano seguinte, pouco antes do ataque à Mossoró, em maio de 1927, Lampião esteve de novo no Ceará. Foi a Aurora e, conforme noticiaram os jornais, teve encontro e tomou café com o chefe de Polícia. No mês seguinte, já ao deixar Limoeiro do Norte, Lampião tomava a direção de Aurora quando foi alvo de inesperada hostilidade de policiais cearenses. Aparentemente, tomavam as dores do ataque à Mossoró, sobretudo pelo ataque tem ocorrido tão perto e em cidade tão ligada ao Estado. Os cangaceiros ficaram acuados e quase sem comida, mas conseguiram escapar, em episódio que rendeu duas críticas aos policiais cearenses e sérios questionamentos por parte das tropas de outros Estados.

Mesmo sem a repressão ter sido bem-sucedida, a inusual hostilidade em território cearense parece ter sido determinante para uma guinada na trajetória de Lampião - e dos sertões. Em 21 de agosto de 1928, numa canoa, ele cruzou o São Francisco. A região ao sul do rio se tornaria a base de suas operações dali em diante. O cangaço na Bahia conheceria nova era. E Lampião passou a ter como refúgio preferencial outro Estado: Sergipe, onde um de seus protetores seria o médico e capitão do Exército Eronides de Carvalho, com quem Virgolino se encontrou ao menos uma vez. Em meados dos anos 1930, Eronides se tornou governador.

Paradoxalmente, Lampião veio a morrer justo em Sergipe. Mas, pelas mãos da polícia alagoana.


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sábado, 14 de setembro de 2019

"PANTA", O ASSASSINO DE MARIA BONITA, CONTA PARTE DA SUA HISTÓRIA.


MAIS UMA PRODUÇÃO ADERBAL NOGUEIRA


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EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de setembro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.181

MACEIÓ. (BLOG DO CANDEIAS).
“Alagoas, uma das 27 unidades federativas do Brasil, comemora sua Emancipação Política no próximo dia 16. Ocupando uma área de 27.778,506 km2, foi um presente de D. João VI para punir Pernambuco na chamada “Revolução Pernambucana”, um movimento separatista. Sua ocupação decorreu da expansão para o sul da lavoura de cana-de-açúcar da capitania de Pernambuco, que necessitava de novas áreas de cultivo. Surgiram assim Penedo, Porto Calvo e Marechal Deodoro, núcleos que orientaram, por muito tempo, a colonização e a vida econômica da região”.
Feriado estadual, geralmente se comemora com desfile pelas praias, quando a família alagoana costuma levar a filharada para as atrações militar e escolares.
Um início de semana em que a classe trabalhadora se divide em suas atividades de lazer e descanso. As praias centrais ficar lotadas, mas não faltam ramificações pelos litorais norte/sul, pelas regiões mais próximas da capital. Outros aproveitam para uma visita aos núcleos geradores da província. Têm ainda os que não ousam deixar à residência, reunindo forças para o restante do batente semanal. Os famosos barzinhos domingueiros prolongam-se com suas atividades até alta madrugada. E quando não tem futebol na segunda, procura-se um jeito para passar o tempo, nem que seja nas redes coloridas apontadas pelos indígenas. A cidade grande diminui seu ritmo e as visitas aos núcleos periféricos criam vigor repentino.
No interior, Agreste e Sertão procuram as praias de água doce ao longo do rio São Francisco. São visitados os municípios de Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado, Piranhas, Pão de Açúcar e Belo Monte, pelos sertanejos. Já a região do Agreste procura Traipu e São Brás porque ficam mais perto do lugar. Ainda têm os que se dirigem às fazendas, chácaras, restaurantes de sítios e rodovias para a curtição da famosa galinha de capoeira. Boa parcela da juventude ainda prefere os barzinhos e seus petiscos deliciosos com um bate-papo prolongado, regado à caninha, à cerveja e à conversa de bêbado que não tem fim.
Uma pausa para tudo.
Graças a D. João VI, compadre!
Até terça, amiga.


FILHOS QUE ORGULHAM POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Poço Redondo deve se orgulhar dos filhos que tem. O sertão sergipano inteiro deve se orgulhar dos filhos de Poço Redondo.
Desde Jorge Alves Sobrinho (meu tio materno filho de Dona Marieta e China do Poço, meus avôs), que foi o primeiro graduado e o primeiro advogado nascido nestes ermos sertanejos, que Poço Redondo vem demonstrando a potencialidade dos seus.
Sertanejos que lutaram pelo alcance do sol, pela janela e porta abertas, abrindo caminho ao sucesso. E que hoje são exemplos bons nos mais amplos universos profissionais e nas mais diversas conquistas da vida.
Atualmente, o que se tem é uma grandiosidade de profissionais excelentes no exercício da medicina, no direito, na odontologia, na engenharia, na química, na biologia, e muito mais.
Alguns anos atrás, o surgimento de um filho de Poço Redondo formado era raridade. Até mesmo para o magistério, profissão que se caracterizava como uma necessidade local, eram poucos os que se aventuravam em buscar a formação noutras regiões e lugares.
Mas a situação foi mudando de tal ponto, que atualmente as profissões mais inesperadas, e de formação acadêmica, já foram alcançadas pelos da terra. O tempo passou e o que se viu foi a demonstração da grandiosidade capacidade de conhecimento do sertanejo.
Nagel Alves Costa, por exemplo, além de professor universitário na área da pesquisa em engenharia química, possui especialização, pós-graduação e doutorado. Já defendeu diversas teses e sempre alcançando reconhecimento máximo em todas.


Artime Alcino Alves, filho de Dona Peta e Seu Alcino, é tão poço-redondense quanto a Rua dos Vaqueiros e o Tanque Velho. Aliás, meninote ainda pelo chão sertanejo, vivenciou esse tempo como todo menino fazia: brincando com amigos e cativando os seus conterrâneos.
Esse amor pela terra e pelos amigos jamais se afastou do médico e do militar, pois Artime, além de suas especializações na medicina, é também médico-militar e já de elevada patente.
Contudo, apenas um sertanejo de Poço Redondo, como faz questão de dizer perante todos que o procuram. E a cada encontro com conterrâneos, então o médico se transforma logo como num amigo em pé de calçada, em proseado, querendo saber sobre tudo e todos.
Com sua irmã Arianne não é diferente. Sua força de acolhimento, seu sorriso e suas palavras, somam-se ao poder do tratamento e da cura. São médicos que trabalham na capital, mas cujos ofícios são exercidos como se vestidos de sol.
O mesmo sol iluminado e cativante de um berço de nascimento chamado Poço Redondo.

Escritor
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ANANIAS IRMÃO DE MARIA BONITA TINHA DÚVIDA QUEM REALMENTE ERA A SUA MÃE.

Por José Mendes Pereira
Ananias Gomes de Oliveira

Um dos acontecimentos do cangaço que me deixa sem rumo é sobre a paternidade do  Ananias Gomes de Oliveira, que era irmão de Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita, e alguns colocaram na sua mente que ele era filho legítimo de Maria Bonita com Lampião. Digo alguns, mas nada de me referir a pesquisadores e nem escritores. Refiro-me a pessoas da família que falaram sobre sua possível paternidade de Maria Bonita com Lampião.


Lampião e Maria Bonita

Na história do cangaço o velho guerreiro Lampião só tem um único filho reconhecido historicamente que é dona Expedita Ferreira Nunes, e que mora em Aracaju, no Estado de Sergipe. Sabemos que a rainha do cangaço Maria Bonita durante o tempo em que viveu com o Lampião teve três abortos, fazendo um total de quatro filhos gerados em seu útero contando com dona Expedita.

Em 2005, surgiu o mais recente caso e com grande possibilidade de ser real, segundo alguns especialistas, a suspeita recai sobre Ananias, um dos onze filhos de Maria Joaquina da Conceição, conhecida como "Dona Déa", e José Gomes de Oliveira, o "Zé Filipe". Acontece que Dona Déa e Zé Filipe são pais da Maria Bonita. Ou seja, em vez de irmão, Ananias seria filho de Maria Bonita.

Li que uma descoberta do Dr. Antônio Amaury Correia teria ouvido de um major reformado do exército de nome José Mutti um ex-volante da polícia, e que este teria sido genro dos pais de Maria Bonita que fora esposo de Antonia Gomes de Oliveira, irmã de Maria Bonita, ter ouvido em segredo da mãe de Maria Bonita a Maria Joaquina Conceição Oliveira (Dona Déa) que o Ananias Gomes de Oliveira era filho do "homem", ela quis dizer referindo-se a Lampião.

Quem ler sobre cangaço e assim como eu que não tem muita segurança sobre o tema, com isso fica meio assustado e se perguntando: Mas quem seria a mãe, Maria Bonita com o Lampião ou a dona Maria Joaquina Conceição Oliveira com o “homem” que seria o Lampião?

O mais interessante é que Ananias nasceu no ano de 1929 e Maria Bonita entrou para o cangaço em meados do ano de 1930. E quem viu Maria Bonita grávida durante este período de 1929 a 1930? Ninguém fala que a viu grávida durante este tempo em que ela estava aconchegada a Lampião.

O cangaceiro Volta Seca que ainda era menino na época, e que acompanhou Lampião, no ano de 1929, falou ao Jornal “O Pasquim” que viu Maria Bonita grávida, mas de Expedita Ferreira Nunes que nasceu no ano de 1932, e quem cuidou dela foi a sua mãe Maria Joaquina, logo ele foi preso.

A verdade não aparece em nenhum caso deste. Ananias que foi considerado filho de criação de dona Maria Joaquina da Conceição é também uma criação dela, para que ele se tornasse filho de Lampião e Maria Bonita, porque a data de nascimento de Ananias não bate com a entrada de Maria Bonita no cangaço. Com certeza, grávida ela não foi para o cangaço porque nenhum remanescente de Lampião falou nessa possibilidade entre 1929 a 1930.

O mais interessante é que dona Maria Joaquina segredou a paternidade do Ananias sendo Lampião e Maria Bonita ao seu genro capitão reformado José Mutti, e qual seria a sua intenção de falar isto em boca de cumbuca, já que a vizinhança sabia muito bem quem seria o pai e mãe do Ananias?

Leia o que escreveu Talita Benelli

MORREU SEM SABER SE ERA FILHO DE LAMPIÃO E MARIA BONITA
TALITA BEDINELLI


DA REPORTAGEM LOCAL

Ananias era um homem moreno, baixinho e sem pescoço o que ajudava a encurtar ainda mais o seu 1,65 metro. Em meio a características físicas tão peculiares, os filhos achavam estranho o fato de ele ter um irmão gêmeo tão diferente: Arlindo era bem mais branco e tinha pescoço.


Causava ainda mais estranheza a história que eles costumavam contar: Ananias havia nascido três dias depois. O mistério ganhou ainda mais força em 2005, quando ele foi à Bahia, de onde saíra em um pau-de-arara na década de 1950 para trabalhar como pedreiro em São Paulo.



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"Veja bem: Se o Ananias era filho de Maria Bonita com Lampião e por que ele formou-se homem com uma estatura  pirralha? Lampião tinha 1,79 de altura e por que seu filho formou-se homem pequenino?"

Um burburinho na família dava conta de que ele podia ser filho de Lampião com Maria Bonita, de quem, até então, ele achava que fosse irmão. Ananias teria sido entregue à mãe dela para que o casal pudesse continuar no cangaço - hipótese também estudada por historiadores.



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"Não há de que se falar em hipótese, porque isso aconteceu bem dizer ontem, isso é, há 89 anos. Será que toda vizinhança não sabia que ali  na casa de dona Maeria Joaquina tinha nascido o Ananias? 

O cangaceiro Volta Seca entrou para o cangaço em 1929 e ele não falou a ninguém que viu Maria Bonita grávida quando ela entrou para o cangaço, acompanhando o Lampião. 

Agora, ele falou que em 1932 ela teve uma filha que é a Expedita Ferreira Nunes, e quem fez o parto foi dona Maria Joaquina mãe da Maria Bonita." 

Desde então o pedreiro que se orgulhava de ter construído grande parte dos prédios de Moema (região nobre da zona sul da capital paulista), travou uma luta para buscar sua verdadeira identidade. Entrou com um processo na Justiça e fez dois exames de DNA - que, de acordo com a filha Deuza, tiveram resultados inconclusivos. 



Passou a dizer que queria morrer antes de chegar aos 80, pois já tinha "cumprido sua missão". Queria perguntar a Lampião se era realmente seu filho. 
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"O Ananias não tinha nada para perguntar a Lampião sobre a sua paternidade, e sim, a sua mãe Maria Joaquina (ou avó) e a Maria Bonita irmã (ou mãe) que na verdade era uma delas quem sabia se ele era filho de Lampião ou do José Felipe". 

Na terça teve um enfarto e morreu, aos 79 anos, sem saber o resultado do processo. Deixou quatro filhos, 13 netos e oito bisnetos.

coluna.obituario@uol.com.br

Texto Anterior: Mortes
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Informação: 
O que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, são apenas as minhas inquietações.

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JORNAL DO IGH PAULO AFONSO - AGOSTO DE 2019





JORNAL DO IGH –
PESQUISANDO E PRESERVANDO A NOSSA MEMÓRIA
JORNAL DO IGH-PA – ANO II - Nº 23
Paulo Afonso, Agosto de 2019


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BIOGRAFIA DO ESCRITOR E HISTORIADOR JOÃO DE SOUSA LIMA


BIOGRAFIA

João de Sousa Lima nasceu em São José do Egito, Pernambuco, no dia 20 de dezembro de 1964. Chegou a Paulo Afonso  em janeiro de 1970, com poucos anos de nascido e tornou-se filho adotivo das doces e amáveis terras baianas.
    
É filho de Raimundo José de Lima e Rosália de Sousa Lima. Tem três irmãos: José de Sousa Lima, Manuel José de Lima e Maria Bernadete Lima Santos.

Pai de duas princesas: Stéfany da Silva Sousa Lima e Letícia da Silva Sousa Lima.
       
Serviu ao Exército Brasileiro em 1983, na 1ª Cia. de Infantaria, em Paulo Afonso, Soldado “Sousa Lima”, nº 145, do 2º Pelotão de Fuzileiros. Em 2016 foi Agraciado com o Título de Amigo da 1ª Companhia de Infantaria pelo Major Barroso Magno e com o Diploma de Amigo da 6ª Região Militar, pelo General Joarez Alves.
      
Em 2016 foi agraciado por unanimidade pela Câmara de Vereadores com o Título de Cidadão de Paulo Afonso.
     
Em 2019 recebeu o Título de Cidadão Honorário de Piranhas, pelo Decreto Legislativo 002/2019.

Foi condecorado com as Comendas: Comenda Maria Cangaceira, em 2015, em João Pessoa, Paraíba, pelo GMME – Grupo Mulheres Mãos Estendidas.

Em 2016, através da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço foi condecorado com a Comenda Alcino Alves Costa.
      
Em 2017 foi Homenageado pelo IGH – Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso por sua pesquisa e preservação da História e Cultura Nordestina.

Licenciado em História e Escritor, hoje autor de 20 livros, ganhou notoriedade no meio artístico através dos elogiados livros: Lampião em Paulo Afonso, A Trajetória Guerreira de Maria Bonita, a Rainha do Cangaço e Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga no Cangaço. Três magníficas e plausíveis obras, fruto de um excelente trabalho de pesquisa histórica.

Seus livros receberam varias moções de aplausos pelas Câmaras de vereadores das cidades de Paulo Afonso, Delmiro Gouveia e Santana de Ipanema.
      
Participou como co-autor dos livros: Ecologias de Homens e Mulheres do Semi-árido (UNEB – Campus VIII – 2005); Ecologias do São Francisco (UNEB-Campus VIII / Agendha – 2006); As Caatingas: Debates sobre a Ecorregião do Raso da Catarina (Governo da Bahia / UNEB – Campus VIII – 2007); Na Mala do Poeta (03 edições de Antologia Poética ); Revista da Academia de Letras de Paulo Afonso ( 2019); Revista Itaytera (10 anos  do Cariri Cangaço).

É autor da Cartilha Fotográfica sobre a restauração da Casa de Maria Bonita e criador do projeto que transformou essa casa em Museu.
     
É o criador do NEC – Núcleo Experimental de Cinema de Paulo Afonso onde vem produzindo alguns vídeos-documentários.
     
Ministra palestras em Faculdades, Universidades, Seminários e encontros voltados para a Educação e a Cultura Popular Nordestina.
     
A poesia é uma de suas paixões, fazendo emergir nos versos o que há de mais sublime na alma, fazendo revelar no Eu Poético toda a magia que doces palavras podem fazer: refletir e inspirar leitores.
     
Imortal da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso - Cadeira número 06.
     
Sócio permanente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.

Membro e Secretário da UNEHS – União Nacional de Estudos Históricos e Sociais, com Sede em São Paulo.

Membro da ABLAC – Academia Brasileira de Artes e Letras do Cangaço.

Membro Fundador do IGH – PA – Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso, assumindo sua Presidência para o Biênio 2019 a 2021.

Membro do IGHP – Instituto Geográfico e Histórico do Pajeú, com sede em Serra Talhada.

Membro do GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará.

Conselheiro e Membro do Cariri Cangaço.

Sócio Honorário do GFEC – Grupo Florestano de Estudos do Cangaço.
Membro do CECA/NECTAS – Centro de Estudos da Memória do Cangaço – UNEB CAMPUS VIII.
     
Como profissional é elogiado em suas diversas atividades realizadas.  Afirma sempre que seus trabalhos literários deram novo sentido à vida, deixando para a posteridade um legado de fiéis informações históricas, contribuindo com uma infindável legião de leitores e estudiosos dos temas relacionados ao Sertão Nordestino.


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FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA FAZENDO 87 ANOS HOJE

Do acervo Lourival Custódio Filho

FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO

Expedita Ferreira Nasceu em Porto da Folha, Sergipe, em 13 de setembro 1932, seus pais faleceram quando Expedita tinha apenas 6 anos. Ela foi criada pelos vaqueiros Severo e Aurora desde seus 21 dias de nascida até seus 8 anos, já que seus pais viviam na luta do cangaço e não puderam criá-la. Só viu seus pais biológicos por três vezes na vida e os pais adotivos nunca esconderam dela a verdade. Expedita também conviveu com 11 irmãos de criação, todos filhos legítimos do casal de vaqueiros, no qual ela os considerava de fato irmãos. Aos 8 anos foi morar na cidade de Propriá (SE), na casa do tio paterno, chamado João Ferreira, o único que não seguiu o cangaço.

*A Fundação Cultural Cabras de Lampião, felicita essa descendente direta do rei e da rainha do cangaço e lhe desejo vida longa e próspera. Saudações!
Na Foto a Presidente da FCCL com a filha dos famosos Cangaceiros.


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TEMPOS DE PAZ



Sem mágoas, inimigos no passado, sargento Antonio Vieira, o ex cangaceiro Candieiro e o coiteiro Felix, agora são amigos.

Arquivo: Revista Manchete, Rio de Janeiro, 1998
Pedro Ralph Silva Melo (Adm. do Grupo)
Acesse, participe e compartilhe


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MINHA MÃE E MEU PAI MÃE MARIA CELESTE FILHA DE DADÁ É CORISCO

Por Indaiá Santos


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ASSIM ERA DADÁ

Do acervo do Moustafá Veras


É com muita alegria que estamos finalmente disponibilizando o nosso novo documentário, ASSIM ERA DADÁ - A VIDA PÓS CANGAÇO DE SÉRGIA DA SILVA CHAGAS, de forma gratuita e integral, no Canal do YOUTUBE do Centro de Estudos Euclydes da Cunha – CEEC/UNEB.

Link do Documentário ASSIM ERA DADÁ: 
https://youtu.be/rlo0A2bMKZU

No Canal do CEEC, vocês também podem encontrar nossa filmografia completa, composta por documentários em curta e longa metragem, além de poder acompanhar o CEEC ENTREVISTA, nosso programa de entrevistas com pesquisadores e amigos do centro. Portanto, se vocês possuírem uma conta no YouTube, inscrevam-se no Canal do CEEC para acompanhar nossas futuras produções.

Canal do CEEC: 
https://www.youtube.com/channel/UCw6tmcOPnRF_8oX_GNC2Gsw

Essa ação faz parte de um esforço contínuo do CEEC para facilitar o acesso do público em geral às produções realizadas no âmbito do centro, pois entendemos que todo conhecimento produzido por nós deve ser tratado como bem público e distribuído democraticamente.

Dessa forma, gostaríamos de sugerir que se após assistir o documentário ASSIM ERA DADÁ, vocês puderem, quiserem e tiverem disponibilidade, por favor, compartilhem o link do documentário em suas redes sociais para que este possa
cumprir sua função social e alcançar o maior número de pessoas possíveis.

Muito Obrigado!


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O CINEASTA ADERBAL NOGUEIRA FALA SOBRE OS CANGACEIROS CANDEEIRO E VINTE E CINCO

Por José Mendes Pereira
Na foto Benjamim Abraão, Lampião e Maria Bonita e seus

O Aderbal Nogueira é o cineasta que mais teve contato direto com os cangaceiros remanescentes da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia". Fez diversas gravações com eles, geralmente em companhia de Paulo Medeiros Gastão escritor, pesquisador do cangaço e fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.  

Vejam o que ele diz sobre os cangaceiros Candeeiro e Vinte e Cinco.

FUTURO LIVRO DO PESQUISADOR
Da esquerda para a direita: O cangaceiro Candeeiro, o cineasta Aderbal Nogueira e o cangaceiro Vinte e Cinco. Foto do acervo do cineasta.

"Com esses dois eu aprendi a ouvir sem questionar, a procurar entender sem julgar e acima de tudo a respeitar. Com Candeeiro virei parte da família, sua filha diz que sou seu irmão de coração e Vinte e Cinco dizia "você entrou no meu espinhaço". Esses dois vão ter páginas importantes no futuro livro "O QUE VIVI COM ELES VAI MUITO ALÉM DO CANGAÇO".

Aderbal Nogueira

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019