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sexta-feira, 28 de junho de 2024

ANILDOMÁ WILLANS

 Por Anildomá Willans

Expedita Ferreira, eu, Vera Ferreira neta de Lampião e filha da Expedita, e Manoel Dantas Loyola o ex-cangaceiro Candeeiro, no ano de 1993.

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ALTO DO TAMANDUÁ

Clerisvaldo B. Chagas, 27 de junho de 2024.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.067

O Alto do Tamanduá no município de Poço das Trincheiras estar localizado na fronteira com o município de Santana do Ipanema.  Divide-se entre as duas margens da BR-316 e foi formado por quilombolas migrantes de outra sede quilombola bem perto e localizada no mesmo município à margem do rio Ipanema: Tapera do Jorge. Aliás, Tapera do Jorge foi um dos centros dispersores de negros no Sertão de Alagoas. Sua habitação imediatamente vizinha, é o sítio Baixa do Tamanduá, mas já dentro do município de Santana e tem as mesmas origens dos moradores do Alto do Tamanduá. São quilombolas também. Alto do Tamanduá não, mas a Baixa do Tamanduá, conhecida também como Lagoa do Mijo, aparece no primeiro documento sobre Santana do Ipanema que se conhece e vai se encaixando na vida moderna com essa última denominação.

POÇO DAS TRINCEIRAS, BANHADO PELO RIO IPANEMA. (FOTO: PREFEITURA).

Lugar agradabilíssimo e pacato, o Alto do Tamanduá com seus artesãos, sempre abasteceram a feira de Santana Ipanema com artefatos de barro como panelas, potes, porrões, pratos, brinquedos como éguas e seus caçuás, cavalos e bois, tudo de argila de boa qualidade. Essas eram as incumbências das mulheres, enquanto os artesãos trabalhavam com caçuás de cipó e balaios. Fonte de pesquisa sobre diversos assuntos, tem acesso fácil e  rápido pela sua posição estratégica na BR-316 e na fronteira de dois municípios. Também fica muito próximo do Poço das Trincheiras cidade, como seu povoado mais perto da sede. Dali da sua rua avista-se toda a beleza da serra da Caiçara, já na cidade de Maravilha.

Da Tapera do Jorge vieram duas pessoas pretas que se tornaram muito populares na segunda metade do Século XX. O carregador de malas chamado Zacarias que morava com a família no Bairro Floresta no lugar Alto do Negros; e o “Major”, zelador da Matriz de Senhora Santana e o sineiro mais famoso de todos. Um mestre nos domínios dos sinos da torre da Igreja. Negro velho, educado, generoso e querido por todos de Santana do Ipanema e que morreu dormindo num compartimento nos fundos da Igreja. De Santana do Ipanema para a Baixa do Tamanduá e o Alto do Tamanduá, deve ser apenas dois ou três quilômetros de distância da sede.

Nunca vi um tamanduá de perto, mas conheço o povoado.

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ORGULHO DO PAI TER PARTICIPADO DA RESISTÊNCIA AO BANDO DE LAMPIÃO

 Por Relembrando Mossoró

Nossa querida assistindo chuva de bala,no país de Mossoró 2024.

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CORAÇÃO MENINO

Por Hélio Xaxá


Não sou velho

Sou precoce de idade...

Da vida, o relho

Lanhou-me a mocidade.


Os cabelos brancos

São sinais pios de virtude

Encimam os flancos

De minha velha juventude.


Meu coração menino

Brinca de viver alegremente...

Por ironia do destino


O corpo envelhece precocemente...

Na alma, eu desatino

Por dentro ainda sou adolescente.


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ZÉ FELIPE (PAI DE MARIA BONITA) E O ESCRITOR JOAQUIM GÓIS.

 Helton Araújo

Vamos para mais uma foto, pouco divulgada com relação ao cangaço.

Na Malhada da Caiçara, onde nasceu Maria Bonita, conversam no alpendre da casa, Zé Felipe (pai de Maria Bonita) e o escritor Joaquim Góis.

Fonte: "Lampião o Último Cangaceiro"

De: Joaquim Góis.

Data: Década de 60

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MEMÓRIAS DA VÁRZEA DA CAATINGA

Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

Airene capa do livro Memórias da Várzea da Caatinga

No dia 07 de fevereiro de 2020, em Parnamirim, região metropolitana de Natal, o tabelião (notário e registrador) Airene José Amaral de Paiva e o radialista Josivan Santos Oliveira lançaram Memórias da Várzea da Caatinga. “Os versos e crônicas escritos neste livro são resgates construídos da vida singular de um pequeno torrão nordestino em luta constante pela sobrevivência, no interior do Rio grande do Norte”. A obra mostra aspectos do cotidiano dessa gente, com o objetivo de preservar memórias que o mundo digital pode desfazer. Presente ao evento, o médico psiquiatra Epitácio de Andrade Filho recebeu dos autores o autógrafo: “Nossa cultura é sua luta.”

Várzea da Caatinga (área alagada na vegetação típica do Sertão Nordestino) foi a primeira e bonita toponímia do atual município de Rafael Godeiro, localizado no Médio-oeste Potiguar.

Airene capa do livro Memórias da Várzea da Caatinga (1)

Airene e Josivan Autógrafo (1)

Rafael Godeiro antigamente

Enviado pelo o autor.

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ANTÔNIO ROSA VENTURA

Acervo do Jaozin Jaaozinn

Antônio Rosa Ventura, o Antônio do Gelo, natural de Mata Grande/AL, foi irmão de criação dos Ferreira, participando tanto da vida de almocreve quanto na vida de bandoleiro.

No ano de 1922, já com a entrada por completo dos manos no cangaço, Antônio acaba sendo um cruel e frio cangaceiro; virando bandoleiro independente, agindo por conta própria, mas participando de combates com seus colegas e "irmãos" contra forças volantes que os perseguiam. Foi um dos pequenos chefes de subgrupos que existiram no primeiro período da era Lampiõnica, em tempo limitado, onde fazia suas estripulias e barbaridades sem motivo. Mesmo sendo seu mano de consideração, O Cego não concordava com as ações de Antônio, já que atrairia mais problemas para o grupo, além de desrespeitar algumas regras que o Ferreira cobrava.

Em certo tempo, no ano de 1924, Antônio do Gelo vai em direção ao povoado São João do Barro Vermelho/PE, que conhecia muito bem, acompanhado de três cabras seus. Ao chegarem no local, param na casa de Constantino José Prefeito (ou João Constantino), amigo de Virgolino. Constantino, sabendo da maestria que o novo cangaceiro tinha com armas, acabou mostrando o seu rifle para O Gelo, e este ficou totalmente apaixonado por ela.

Pediu para ficar, mas o seu dono não queria nem dar e muito menos vender. Segundo algumas versões, dias depois, Antônio volta para Barro Vermelho e segue destino a casa de Constantino, acaba dando um tiro em sua cabeça e rouba a então arma, no dia 13 de fevereiro de 1924 (em outras fontes, apontam que o episódio ocorreu no mesmo dia). Depois do acontecido, o grupo segue para a Paraíba, se reintegrando com o bando principal. Seus irmãos não sabiam desse assassinato.

Meses depois, surgem boatos de que a população, revoltada com a morte do senhor, estava montando um grupo para confrontar Lampião e bando, caso este decidisse voltar à localidade. Virgolino recebe as notícias da morte do amigo e da possível resistência através de Afonso Gomes, acompanhado por Basto Paulo Barbosa, primo do cangaceiro.

Na conversa entre Afonso e Virgolino, Livino acaba escutando, e com o sangue quente, pede para que fosse informado à família do falecido que "por dez mil réis, nunca mais Antônio pisaria em São João".

No dia 08 de julho de 1924, Lampião seguiu junto com Antônio do Gelo para a Fazenda Situação, de Francisco Baião, perto do riacho São Domingos, região da Serra Vermelha/PE. Chegaram de noite, com os homens fadados por causa da viagem, principalmente o irmão encrenqueiro. Antônio, meio adoentado, decide deitar-se mais cedo, amarrando uma rede no oitão da casa do fazendeiro.

Nesse exato momento, enquanto pendurava sua rede no armador, atrás dele por uma janela, se encontrava Livino e mais dois cabras, Mourão e Enéas (ex-cangaceiros de Clementino Quelé), que dispararam contra o jovem facínora. Antônio Rosa recebe os balaços nas costas e cai no chão sem dar um gemido só.

No amanhecer, os moradores locais enterram o bandoleiro e a tropa segue destino. Dias depois, uma força de Nazaré, possivelmente comandada por Euclides Flor, chega à propriedade de Francisco e pergunta pelo cangaceiro morto. Após saber que este fora enterrado, pede que abrissem novamente a cova para ter certeza que aquele era o afamado Ventura. Vendo o estado do corpo, o comandante diz "tá certo, pode deixar ele dormir agora". Com a morte deste, não só a população iria dormir razoavelmente em paz como também Lampião, tirando um fardo enorme de suas costas.

𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸𝑆: 𝐼𝑣𝑎𝑛𝑖𝑙𝑑𝑜 𝑆𝑖𝑙𝑣𝑒𝑖𝑟𝑎; 𝐵𝑙𝑜𝑔 𝑑𝑜 𝑀𝑒𝑛𝑑𝑒𝑠; 𝐶𝑎𝑛𝑎𝑙 𝐴𝑑𝑒𝑟𝑏𝑎𝑙 𝑁𝑜𝑔𝑢𝑒𝑖𝑟𝑎 - 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜; 𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜, 𝐴 𝑅𝑎𝑝𝑜𝑠𝑎 𝑑𝑎𝑠 𝐶𝑎𝑎𝑡𝑖𝑛𝑔𝑎𝑠 - 𝐽𝑜𝑠𝑒́ 𝐵𝑒𝑧𝑒𝑟𝑟𝑎 𝐿𝑖𝑚𝑎 𝐼𝑟𝑚𝑎̃𝑜.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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MARIA BONITA

Por MM Divulgações

Maria Bonita nasceu no dia...,1910 em Malhada da Caiçara, no atual município de Paulo Afonso, na Bahia. Era filha de José Gomes de Oliveira e Maria Joaquina Conceição de Oliveira.

Sua história é marcada por seu relacionamento com o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião. Ela se tornou a companheira de Lampião em meados da década de 1930, e foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.
A vida de Maria Bonita no cangaço foi curta, mas intensa. Ela faleceu em 28 de Julho de 1938 em uma emboscada da polícia junto com Lampião. Seus corpos foram decapitados e expostos ao público em Maceió.
A história de Maria Bonita se tornou um símbolo da resistência feminina e da luta contra a opressão. Ela é uma figura importante na história do Brasil, e sua memória é preservada até hoje.
Curiosidade: Maria Bonita era conhecida por sua beleza e personalidade forte. Ela era uma mulher independente e não se submetia às regras tradicionais da sociedade.

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quinta-feira, 27 de junho de 2024

PALAVRAS

Clerisvaldo B. Chagas, 26 de junho de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.067

Existem palavras que se perdem no tempo por falta de uso. Outras continuam ativas, porém ninguém lembra mais o significado. Foi assim quando nós viajávamos numa Van e uma passageira pediu para deixá-la no Guari.  Isso na região de Cacimbinhas, Alagoas.  Fiquei curioso com a palavra que jamais ouvira falar. E se perguntasse a qualquer um, a resposta seria um lugarejo na periferia da cidade. Sim, mas o que significa  Guari ninguém sabe, nem eu sei. Mas que o termo ficou martelando a minha curiosidade, ficou. Tempos depois fui às pesquisas e, tudo que encontrei foi “uma espécie de palmeira” ou “um tipo de ave”. E no Poço das Trincheiras, o seu maior povoado é o Quandu, mas o que é Quandu? Outro desafio.

CACIMBINHA (FOTO DIVULGAÇÃO)

Quandu significa porco-espinho e não se pode confundir com Guandu que é uma espécie de feijão. Mas eu duvido que a maioria dos habitantes do povoado Quandu, saiba sobre a origem do nome. Porém, a palavra mais difícil de encontrar até hoje, foi “Minuino”, antiga travessia no rio Ipanema citado em artigos da década de 30. Nada. Nada a seu respeito consegui até agora. E se algum leitor curioso achar essa fonte, peço a gentileza de repassar para nós, o povo santanense.   É claro que a busca de palavras estranhas para nós traz conhecimentos, mas não deixa de ser uma forma proveitosa de lazer. Essa mistura da linguagem indígena, africana, portuguesa e outras estrangeiras, enriquece os dicionários e endoidam a cabeça dos pesquisadores.

Bonito é o nome Araçá e Santana do Ipanema Possui três sítios rurais com essa denominação. Mas será que ainda existe araçá naqueles sítios? Nunca vi um araçá de verdade, mas dizem que é uma fruta parecida com a goiaba que pode ser consumida in natura e ser transformada em geleia, sorvete, sucos... Mas não aparece um só estudioso no Sertão para resgatar esse fruto, inclusive para a indústria. Onde estão nossos professores biólogos que só se movimentam entre quatro paredes da escola. E a falta de iniciativa de gente estudiosa já fez perder muita riqueza do nosso bioma, tanto do reino animal quanto do vegetal. Muitas denominações estão apenas na nomenclatura do lugar. Pense no assunto.

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O DIÁRIO DO CORONEL

 Por Robério Santos

Quero agradecer a ao @marcos_batista_souza, a @lemuelrodriguess e @maiadonascimentogeraldo por terem enviado esta obra magnífica. Tô muito feliz por ter sido citado em mais um trabalho. Parece que um documentário sobre o tema está chegando, estou nele também né @ivanaldofer ? Abraço!


https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2228458100831822%2C2228219980855634%2C2228214907522808%2C2227514790926153%2C2226792740998358%2C2226641947680104%2C2225858634425102&notif_id=1719165212549329&notif_t=group_highlights&ref=notif

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EM PARELHAS, HÁ 10 ANOS...

Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

Caps Parelhas

Há cerca de 10 anos, o médico psiquiatra Epitácio de Andrade Filho substituiu uma colega durante um semestre no Centro de Atenção Psicossocial de Parelhas, no Seridó Oriental.

No CAPS/PARELHAS, além de atividades assistenciais, foi realizado um encontro com o ambientalista Tertuliano Pinheiro sobre a temática “Desertificação e Saúde Mental”. No mesmo período, como parte da programação do serviço, ocorreu o lançamento do livro “A Saga dos Limões- Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, de autoria do médico, na comunidade rural quilombola Boa Vista dos Negros.

Corria o ano de 2014...

CAPS Parelhas com Tertuliano

Parelhas Boa Vista dos Negros

Boa Vista dos Negros Suyanne

Enviado pelo autor. 

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quarta-feira, 26 de junho de 2024

AMIGO CELESTE

 Por José Mendes Pereira

Foto do Relembrando Mossoró

Uma figura importante que foi em Mossoró, Francisco Celeste Guimarães. Um grande e respeitado sindicalista. Por alguns anos, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Mossoró. Um homem que tinha consideração aos seus amigos. 

Por duas vezes, ele e eu, fomos ao sítio São francisco que pertence ao meu pai Pedro Nél Pereira, na intenção de rever seu velho amigo Nilton Mendes (meu irmão), que por alguns anos, haviam trabalhados juntos, na mesma empresa. 

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MAIS UM...

 Por Robério Santos 


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LIVRO

   


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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*CELEBRANDO A CULTURA VIVA DO SERTÃO*

 


Serra Talhada celebra o aniversário de nascimento de LAMPIÃO reunindo diversas linguagens artísticas.

*TRIBUTO A VIRGOLINO - A CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO* 2024

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

https://museudocangaco.com.br/2024/06/24/programacao-tributo-a-virgolino-2024/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR1OFN3FMP1vhhG4Sws2_phjJYAYo490dvgERsF47fmA5vVV2gMWzxW51zU_aem_Zj3QslzybBuAGCfNUGDFpQ

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O PRIMEIRO ASSALTO DE LAMPIÃO: O ASSALTO À BARONESA DE ÁGUA BRANCA EM 1922.

Água Branca é uma pequena localidade do Estado de Alagoas, situada perto do rio Moxotó. A principal moradora do município, no ano de 1922, era a Dona Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, a Baronesa de Água Branca. Virgulino Lampião há tempos vivia pedindo dinheiro à Baronesa, e esta de pronto respondia: "Tenho vinte contos, mas é para comprar de munição para o couro dele!".

Diante da negativa da Baronesa, Lampião planejou um assalto à cidade de Água Branca. Claro, ele esperou um ano depois da resposta da Baronesa, pois ela havia enchido as ruas de policiais, temendo alguma ação do cangaceiro. Desfeita a tensão, Virgulino enviou um espião à feira de Água Branca, a fim de verificar as forças policiais. Enquanto isso, Lampião esperava as notícias em Bom Conselho de Papacaça. Depois de ficar informado sobre a situação de Água Branca, Lampião rumou em direção ao município. Foram quatro noites de viagem, sendo que os dias serviam para o descanso de Lampião. Na tarde do dia 27 de junho de 1922, o cangaceiro tomou um sítio não muito longe de Água Branca e obrigou o dono a fazer compras na cidade.

Deu-lhe dinheiro e uma lista, que continha cigarros, fósforos, esteiras de pipiri, duas redes brancas e uma lata de tinta vermelha. Para ter certeza que o dono do sítio ficasse em silêncio, Lampião manteve a família dele como refém. Caso abrisse o bico, Lampião prometeu judiar e até mesmo matar todos os familiares.

Lampião dividiu seu bando estrategicamente. Quatro duplas se formaram para fazer o bloqueio das entradas da cidade e ali ficarem até o término do assalto. Os outros dez cangaceiros encheram as duas redes compradas no comércio com armas e munições.

A lata de tinta vermelha serviu para pintar as redes, dando assim a impressão de sangue de morto. Ao amanhecer do dia 28, os dez cangaceiros entraram em Água Branca, carregando as redes com os dois 'defuntos'. Estacionaram em frente ao quartel da cidade e avisaram ao soldado de vigia: "isto foi dois que nós achou morto e truxemo para fazer o corpo delito".

O vigia os convidou para entrar e esperar, enquanto ele iria acordar um outro soldado numa casa vizinha. Quando o vigia saiu atrás de ajuda, os cangaceiros trataram de pegar as armas escondidas dentro das redes e esperam a volta para dar o bote.

Quando os guardas voltaram, Lampião mostrou as armas e disse: "o defunto é esse, visse?". Lampião soltou vinte presos e no lugar deles prendeu todos os guardas. Obrigou ainda ao corneteiro dar toque de reunir. Ao todo, Lampião enjaulou mais de trinta soldados e roubou todas as armas e munições, que logo foram distribuídas entre os ex-prisioneiros.

Agora Lampião contava com trinta homens armados prontos para o assalto. Os cangaceiros tomaram as ruas e acordaram os moradores com tiros. As casas e as lojas dos mais ricos foram sendo saqueadas uma por uma. A Baronesa foi a que sofreu o maior prejuízo: trinta contos de réis em dinheiro, ouro, jóias, roupas e vinte e cinco cabras leiteiras. Após o saque, a Baronesa ainda seria humilhada a passear de braço dado com Lampião pelo meio das ruas da cidade. Água Branca foi a primeira vez em que os cangaceiros, vibrantes e entusiasmados pela vitória, cantaram o hino de guerra "Mulher Rendeira", um xaxado ritmado pela batida forte dos rifles batendo no chão: "Olê mulé rendeira/ olê mulé rendá/ tu me ensina a fazer renda/ que eu te ensino a namorar".

#Lampião #OCangaçonaLiteratura #Sergipe

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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MARIA DOS ANJOS

 Por José Mendes Pereira

www.essaseoutras.xpg.com.br

Maria dos Anjos, uma mocinha com pouco mais de 16 anos. Moreno claro, de olhos negros, cabelos longos e pretos. Era uma verdadeira "Iracema". Ninguém resistia ao seu olhar atraente, já imaginava coisas... Além do mais, tinha umas lindas coxas. Coisa de menina bonita. Nem parecia ser filha de um homem feioso, magro, cabeça de coco, poucos dentes naturais, e alguns havia adquirido no protético prático do bairro.  Totalmente desajeitado, como era o seu pai, o Elesbão. 

https://br.pinterest.com/pin/388013324151918479/

Certo dia, chegou do Rio de Janeiro um militar, o João Prado, todo enfiado num uniforme do exército brasileiro. Era cearense da gema, mas desde menino que veio para Mossoró, em companhia dos pais. Aqui cresceu, e daqui foi servir o exército no Rio de Janeiro. Ao ver a linda mocinha, que não havia presenciado a rápida mudança em seu corpo, a desejou de corpo e alma.  

Os pais do João Prado eram  vizinhos dos pais da Maria dos Anjos,  mas as amizades entre eles eram restritas, apenas algumas vezes faziam reuniões nas calçadas.

Nesse dia, o João Prado chegou a prosear com dona Isabel, a mãe da Maria dos Anjos, sobre a  beleza da sua filha, chegando a  mandar-lhe um recado, que fosse se arrumando que iria levá-la para Copacabana.

https://www.omossoroense.com.br/alto-do-louvor-em-mossoro-para-uma-historiografia-da-zona-mossoroense/

Nos anos setenta, em Mossoró, existiam várias casas de prostituição no chamado "Alto do Louvor" como: Coimbra, Brasília, Pernambucana, Casablanca, Ideal, Las Vegas, Brahma, Arpege e Diacuí – todos nomes com  referências a lugares, filmes, bebidas, sinônimos, na época, de atualidade e sofisticação, e uma das boates  mais faladas em Mossoró, era Copacabana com o seu sofisticado aparato à clientela.

Alto do Louvor - https://www.omossoroense.com.br/alto-do-louvor-em-mossoro-para-uma-historiografia-da-zona-mossoroense/

Assim que dona Isabel chegou em casa, participou a Elesbão, a brincadeira que o João Prado dissera com sua filha, que fosse se arrumando, que iria levá-la para "Copacabana", e lá, ambos, iriam viver um belo romance. 

Elesbão ao ouvir a brincadeira do João Prado, contada pela sua esposa, a Isabel, não disse nada, ficou calado, apenas tentando engolir o ódio que atravessava em sua garganta, sobre o desrespeito do João Prado com a sua filha. Ficou a imaginar que aquele sujeito metido a galã, estava pensando que iria passar a perna sobre sua mocinha. Ele estava totalmente enganado. Sim Senhor! Aquela menina era criada com carinho, única e nada lhe faltava. Era pobre, mas filha de um senhor honrado e trabalhador.

http://www.diocesedemossoro.com/2013/06/paroquia-do-alto-da-conceicao-em-mossoro.html

Várias e várias  vezes saíra de casa ao clarear do dia para o seu sofrido emprego, lá na Avenida Alberto Maranhão, no Alto da Conceição, e se internar o dia inteiro na fábrica de óleo do Aderaldo, só para dar a sua filha o que ele não tivera quando em companhia do seu velho pai.

https://www.youtube.com/watch?v=b_4s8TbVS9o&ab_channel=Grjngo-FilmesdeFaroeste

Aquele sujeito só porque estava de uniforme do afamado exército brasileiro, agora se sentia como se fosse um galã de cinema, o Jiuliano Gemma, um dos melhores artistas de cinema em décadas passadas.

https://www.youtube.com/watch?v=XrmWLKmjZu4&ab_channel=Film%26Clips

Ou o velho Antonio Stefeni, com o seu maravilhoso filme "Um Homem Chamado Django", que fez bastante sucesso no passado do século XX, ou ainda um jovem querendo imitar o famoso Matt Damon, no seu romântico filme "Dio, Come Ti Amo". Mas ele  se enganara por completo. Sua amada filha tinha um pai para protegê-la.

https://www.youtube.com/watch?v=04LfNtVBbW0&ab_channel=Nativa

Ao anoitecer, Elesbão foi até à bodega do Valentim, também próxima ao Alto do Louvor; tomou umas quatro ou dez cachaças, não sei, e já meio tonto, foi em casa, pegou uma faca, mais uma ponta de mangueira grossa, enviou-as na cintura, e foi ao encontro do João Prado, que no momento, palestrava em uma das casas amigas.

Ao chegar, perguntou ao dono da casa, o Tiago das Oiticicas, como era chamado no bairro: 

- João Prado está aí, seu Tiago?

- Está - respondeu Tiago das Oiticicas.

- Chame ele por favor!

- João Prado, Elesbão quer falar com você! - Gritou seu Tiago lá pra dentro da casa.

E lá se veio inocentemente o João Prado.

- O que deseja, Seu Elesbão? 

- João Padro, eu vim aqui porque você mandou um recado pela Isabel, para minha filha Maria dos Anjos, que fosse se arrumando que iria levá-la para o Copacabana.  Como ela não pode vir, então eu vim para ir junto com você ao Copacabana.

https://autoajudaemfoco.com.br/namoro-e-casamento/correndo-atras

E sem mais pensar, tirou o pedaço de mangueira da cintura, mais a faca e enfiou-se atrás do João Prado, descendo a ladeira do Alto do Louvor. E tome mangueira, e tome peia, e tome peia. Na carreira, as passadas do João Prado atingiram dois metros de distância, igualando as do seu agressor. Mas à frente, depararam-se com um muro de dois metros. Mas o agredido não contou conversa, saltando-o de uma vez só.  Nem precisou colocar as mãos sobre ele para se apoiar e facilitar o impulso. Foi aí que Elesbão resolveu não arriscar pular o alto muro. 

Enquanto o Elesbão perseguia o João Prado, os amigos do Elesbão corriam atrás dele, para que não realizasse o assassinato. E gritavam assustadoramente:

- Não faça isso, Elesbão! Não faça isso..., pelo amor de Deus, homem de Deus!!!

Dias depois, o João Prado retornou às pressas para o Rio de Janeiro, e nunca mais botou os pés em Mossoró.

O Elesbão não sabia que o Copacabana que o João Prado se referia é uma praia no Rio de Janeiro. Ele pensava que o rapaz estava desconsiderando a sua filha, querendo levá-la para o meio da prostituição, no cassino de Mossoró, "Copacabana".  

Minhas simples histórias 

Se você não gostou da minha historinha, não diga a ninguém, deixa-me pegar mais outro. 

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terça-feira, 25 de junho de 2024

FOTO RARA...

 Arquivo Helton Araújo

Vamos a mais uma foto rara de pessoas relacionadas ao cangaço.

Hermecíla Brás São Mateus ou Ilda Ribeiro de Souza, no cangaço ficou conhecida como "Sila", ela foi companheira do cangaceiro Zé Sereno.

Na foto abaixo, vemos Sila, em um evento religioso, cujo qual a mesma era frequentadora.

Foto: Acervo Familiar de Gileane de Souza Rodrigues ou simplesmente "Gila" (in memorian) filha do casal Zé Sereno e Sila.

Créditos: Geraldo Antônio de Souza Júnior (mídias sociais cangaçologia)

Data: Possivelmente década de 70.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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VAMOS ENCONTRÁ-LO

 Por Dircelene Henrique

Senhor Paulo santos 82 anos ,esta desaparecido em Ubatuba SP perdido , sem memória .ME AJUDEM A DIVULGAR E ENCONTRAR OS FAMILIARES.

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CRIANÇA DESAPARECIDA - VAMOS ENCONTRÁ-LA?

 Por Guilherme Gonçalves

Yasmin de 13 anos, desapareceu em Santo André. Ela estava voltando da casa da tia para a casa da avó. 

Família está desesperada, 

se você viu ela entre em contato com a página, se não viu ajude repassar essa foto.

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