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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AOS VERDADEIROS VAQUEIROS DA HISTÓRIA

Luis Pedro em Debate no Cariri Cangaço

Por: Alcino Alves Costa
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O cangaceiro Luís Pedro era pernambucano do Triunfo, precisamente do lugar denominado Retiro.  

Nenem, seu companheiro Luis Pedro e Maria Bonita

Este cangaceiro, ao lado de Ezequiel (Ponto Fino); Virgínio (Moderno); Mariano e Mergulhão estavam com o grande chefe Lampião no instante da célebre travessia pelas águas do Velho Chico, naquele dia 21 de agosto de 1928.  Oportunidade em que deixando a sua terra natal se destinava as brenhas do vasto Raso da Catarina, na aridez das terras baianas. 
A historiografia do cangaço jamais colocou Luís Pedro no lugar de destaque que ele fez por merecer durante toda a sua trajetória no cangaço. 
Homem leal e grato a Lampião o acompanhou até os instantes finais da Grota de Angico. A sua gratidão deveu-se, segundo registros amplamente divulgados em vários livros dos mais diferentes e acreditados autores, ao perdão que recebeu de Lampião por ocasião de um trágico acidente. Aquele em que a sua arma disparou e atingiu gravemente o coração de Antônio Ferreira, um dos manos de Lampião que teve morte instantânea. Funesto acontecimento que se deu nas terras da fazenda Poço do Ferro, do coronel Ângelo da Jia.
Eis que, após tantos anos de sua morte na Grota de Angico, o nome Luís Pedro alcança uma incomum notoriedade em todo Brasil. Tudo por causa do juiz aposentado, Pedro Moraes. Este antigo magistrado, em um instante de pura infelicidade, se decidiu por atacar Lampião e Maria Bonita. Em suas descabidas afirmações disse ser o rei dos cangaceiros homossexual e sua Santinha adúltera, conforme entrevista ao jornal CINFORM de Aracaju, colocando o cangaceiro do Retiro como o principal parceiro, o parceiro ativo daquele triângulo amoroso.
 Aderbal Nogueira, Leandro Fernandes, Antônio Amaury, Paulo Britto e Alcino Costa em noite de Cariri Cangaç
E assim, Luís Pedro foi atacado em sua honra masculina. Acusado injustamente de ser também homossexual, uma vez que no dicionário está explícito “Homossexual – diz-se do indivíduo que pratica o ato sexual com pessoa do mesmo sexo”. Mesmo formando o triângulo amoroso com Lampião e Maria Bonita e sendo o ativo Luís Pedro, segundo a afirmativa horrorosa e sem nenhum sentido do juiz de Sergipe, era também homossexual. Mas, meus queridos vaqueiros da história, além da distorção que estão fazendo com Lampião, nós que vivemos a rastejar a história cangaceira;
nós, os que lutamos para pelos menos nos aproximar da verdade da história, temos que tentar extinguir de nosso meio e da própria história essas verdadeiras anomalias. 
Não é só e apenas do cangaço e de Lampião, mas de nosso sertão, de nosso povo. Portanto, não podemos aceitar as loucuras que estão sendo colocadas em livros, mentiras que se tornam verdades, e o que é lamentável, muitos acreditam.
Mesmo sendo um cangaceiro, Luís Pedro era um homem de bem. Carregava em seu sentimento caboclo a chama da honestidade, da lealdade e da gratidão. Talvez os que querem desmoralizar a sua conduta e o seu proceder não saibam que  ele tinha uma companheira; cabocla sertaneja, apelidada carinhosamente de Neném, a Neném de Luís Pedro, nascida no Raso da Catarina, no mesmo lugar de nascimento de Lídia de Zé Baiano e Naninha de Gavião, o Salgadinho, portanto na mesma região de Maria Bonita. Eu fico a me perguntar? 
Como seria possível, naqueles tempos de tantos tabus, um homem viver afundado em um triângulo amoroso, e sua esposa, ou se quiserem companheira, não perceber nada, e ainda todos os cangaceiros e cangaceiras que sobreviveram a Angico, jamais em tempo algum,
comentaram esse fato?
Acho até que poderíamos discutir as muitas versões duvidosas que cercam o cangaço, como por exemplo, o chamamento de Maria Bonita no instante do tiroteio. Existe a versão que ela gritou para Luís Pedro voltar e cumprir a palavra empenhada a Lampião que no local onde ele morresse o mesmo também morreria. É evidente que isto não aconteceu. Mas pode ser discutido. A outra versão dando conta que Luís Pedro estava retornando para se apossar do dinheiro e bens que estavam com Lampião, não passa de um delírio de alguns historiadores. Não aconteceu nada disso. Não aconteceu porque é inteiramente impossível Maria ser baleada com dois tiros e ainda “se lembrar” e ter tempo de gritar por Luís Pedro para ele vir morrer junto com Lampião.  
Alcino Alves Costa e caravana Cariri Cangaço-GECC em visita a Casa de Maria Bonita 
A segunda versão também é fantasiosa porque jamais Luís Pedro, ou cangaceiro algum, debaixo de uma chuva de balas, com o seu  notável chefe já morto, “se lembrar” de retornar para aquele inferno atrás de dinheiro ou qualquer outra coisa. A verdade, pura e cristalina, é que Luís Pedro foi um cangaceiro notável. Um dos maiores da história do cangaço. Além disso, um homem íntegro que teve a infelicidade de pertencer a uma época que o fenômeno cangaço dominava o nordeste e em especial os sertões de Pernambuco. 
O que os estudiosos deviam fazer era pesquisar com cuidado e perseverança o viver desse cangaceiro. Valente sertanejo que mesmo após tantos anos de sua morte a sua conduta é aviltada por uma versão desastrada que está maculando o seu nome. Espalhar pelo Brasil a fora ser ele um homossexual ativo, sendo aquele que satisfazia os desejos sexuais de Lampião e Maria Bonita, formando um triângulo amoroso que enfeitava as caatingas sertanejas, é aberração monstruosa. Injusta afirmativa que, não tenho dúvidas, deixa os verdadeiros vaqueiros da história tristes e desiludidos. Vamos lutar com todas as nossas forças contra tantas medonhas atitudes daqueles que não carregam em seus sentimentos o mais simples amor e consideração pela nossa história; a história de nosso povo.
Meus companheiros e confrades! Vamos aprofundarmos ainda mais sobre a história desse grande cangaceiro. Saudações cangaceiras.

Alcino Alves Costa
O Decano, Caipira de Poço Redondo



Extraído do blog: Cariri Cangaço

MENSAGEM AOS AMIGOS DE VERDADE:

Minha foto


Mensagem do nosso amigo
Antonio dos Santos de Oliveira Lima,
Dr. Lima, da cidade de Cruz, no
Estado do Ceará.
Assunto:
Renovação de contrato - 2011/2012
Junto, envio a renovação do nosso contrato. Se estiver de acordo, assine e devolva a cópia.
Contrato de 2012 
Depois de uma séria e cautelosa consideração, quero notificar-te que o nosso
"Contrato de amizade"
foi renovado para 2012.
Nunca desvalorize ninguém; guarde cada pessoa perto do seu coração porque um dia você pode acordar e perceber que perdeu um diamante enquanto estava muito ocupado colecionando pedras. 
Recados para orkut de Abraçando
Clique na imagem

Mande este abraço para todos os que não quer perder em 2012.
(incluindo a mim se achar bem).
Tente conseguir 12. Não é fácil.

A REVOLTA DOS ALFAIATES E OS LIVROS DE CIPRIANO BARATA

Não sei hoje, mas na escola me ensinaram que o nosso país sempre foi considerado  uma nação de “paz”, um país “tranquilo”, onde nunca ocorreu uma “grande e sangrenta revolução” e que aqui somos rotulados como um povo “pacífico”.
Pura balela!
Neste nosso vasto país continental, ao longo de sua jovem história, o que não faltaram foram revoltas, insurreições, revoluções, guerras e toda sorte de confusão.
Destas muitas revoltas ocorridas em nossa existência, um dos fatos menos lembrados é a chamada Revolta dos Alfaiates, ou dos Búzios, ou ainda Inconfidência Baiana.
Este movimento estourou no dia 12 de agosto de 1798, na Bahia e apesar do nome como ficou conhecido, entre seus membros havia sapateiros, alfaiates, bordadores, escravos, além de advogados, médicos e padres.
Esta ação recebeu forte influência de outros movimentos como a Revolução Francesa e a luta pela independência dos Estados Unidos, cujos ideais eram propagados principalmente pelos membros das Lojas Maçônicas da Bahia. Igualmente fatores econômicos, o aumento de impostos e a carestia também ajudaram a propagar esta revolta.
Não se pode esquecer que em 1763 houve a mudança da capital do país do para o Rio de Janeiro, que até então era Salvador que detinha esta privilegiada condição.
A capital baiana sofreu com a perda de recursos e de importância política e as condições de vida da população local vieram a piorar sensivelmente.
Em 12 de agosto de 1798, panfletos feitos por Luis Gonzaga das Virgens, um soldado do 1º Regimento de Granadeiros, chamados pelas autoridades de “Boletins Sediciosos”, propagavam pelas ruas da capital baiana ideias como a independência da Província da Bahia de Portugal, a criação de um governo republicano, comércio com nações estrangeiras através da abertura dos portos, aumento de salários dos militares de baixa patente, libertação dos escravos e outras ideias. Os panfletos convocando a população a se posicionar contra o domínio de Portugal foram fixados nas paredes e distribuídos pelas ruas da cidade.
Tal como na Inconfidência Mineira, em 1789, os membros mais intelectualizados e abastados eram entusiasmados nos discursos das reuniões as portas fechadas. Mas segundo alguns autores, estes foram incapazes de organizar o movimento de forma objetiva, ficando em intermináveis planejamentos e análises.
Para estes estudiosos, os negros foram os mais ativos e acabaram tomando a coordenação da Revolta. A possibilidade de abolição da escravidão trouxe muitos cativos a lutar pela sua liberdade.
Os panfletos de Luiz Gonzaga chegaram até o então governador da Bahia, que ordenou ao comandante do corpo policial que prendesse os envolvidos. Como é totalmente normal no Brasil, os membros mais populares do movimento foram presos, sofreram terríveis torturas e quatro deles, o soldado Jose das Virgens entre eles, acabaram mortos em praça pública e esquartejados.
Para marcar na mente dos baianos a repressão ao movimento, os portugueses deixaram expostos os pedaços dos revoltosos em vários logradouros de Salvador.
Já sobre os envolvidos o movimento que eram mais abonados, bem, estes foram condenados a penas mais leves ou tiveram suas acusações retiradas.
Cipriano Barata
Um dos envolvidos no movimento que possuía uma formação superior foi o baiano Cipriano José Barata de Almeida. Este já foi apresentado no nosso “Tok de História”, em no nosso primeiro artigo (http://tokdehistoria.wordpress.com/2010/12/28/a-vida-do-doutor-barata-em-natal/).
Cipriano Barata era uma figura verdadeiramente exótica e de um nativismo exaltado. Nasceu no seio de uma família abastada e formou-se em medicina na Universidade de Coimbra, sendo conhecido na Bahia como “médico dos pobres”. Pela ação prestativa de Cipriano de atender as doenças da população mais necessitada de Salvador e não cobrar nada por este serviço, lhe é creditado a grande adesão de negros a este movimento revolucionário.
Homem de ideias liberais e republicanas, influenciado pela Revolução Francesa, irrequieto e combativo, coube a ele no movimento baiano a divulgação entre os mais pobres das ideias de libertação dos opressores portugueses, com a intenção de se criar uma república sem discriminação racial e sem escravidão.
Mas com a descoberta da Revolta dos Alfaiates, Cipriano Barata foi um dos presos.
Devassa na casa de Cipriano Barata - Fonte - Biblioteca Nacional - RJ
No processo existente na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, sabemos que em 22 de setembro de 1798, quase dois meses após a deflagração do movimento, Cipriano se encontrava detido na cadeia da Relação. Uma velha prisão no centro de Salvador, fundada em 1660 e que funcionava no subsolo da Câmara Municipal.
Neste mesmo dia 22 de setembro, por ordem do Desembargador Francisco Sabino da Costa Pinto, foi realizado um “Auto de Sequestro” de 74 livros encontrados na casa de Cipriano pelo capitão Joaquim José de Sousa Portugal.
Livo de La Faye
Foram encontramos livros técnicos, como “Princípios da cirurgia”, do francês Jorge de La Faye, que foi publicado em língua portuguesa em 1787. Uma outra obra era, “A arte de se tratar a si mesmo nas enfermidades venéreas, e de se curar de seus diferentes sintomas”, do médico francês Edme-Claude Bourru (1741-1823), doutor regente da Faculdade de Medicina da Universidade de Paris e que foi publicado em Portugal no ano de 1777.
Encabeçando a lista estava “História das revoluções da República Romana”, em dois volumes e escrito pelo historiador e abade francês René-Aubert Vertot (1655-1735). O autor desta obra escreveu também “História da conspiração em Portugal” e “História das revoluções na Suécia”, o que certamente deve ter deixado o Desembargador Francisco Sabino de orelha em pé. Os autos apontam que este livro poderia ter até sido um dos últimos a terem sido encontrados na casa de Cipriano, mas pelo sugestivo título mereceu estar no topo da lista e assim ser útil para incriminar ainda mais Barata na revolta.
Entretanto este é o único livro apresentado no documento que poderia ser enquadrado diretamente, sob uma determinada ótica, como “subversivo”.
Além do livro de Vertot, o que a devassa nos livros do revolucionário Cipriano Barata mostra que ele tinha um gosto bem eclético em relação à leitura.
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Extraído do blog "Tok de História"
do historiógrafo Rostand Medeiros

MANOEL BENÍCIO - Um destemido volante da Paraíba

Por: Narciso Dias*

Manoel Benício da Silva, nascido em 17 de novembro de 1884 na cidade de Santa Luzia do Sabugi na Paraíba, Tenente-Coronel da reserva (falecido). Ingressou na Polícia Militar da Paraíba, logo como Aspensada em 1908 (antigo posto entre o soldado e o Cabo), o presidente do estado era o Dr. João Machado. Foi Delegado em quase todas as cidades do interior do Estado e desde o posto de Sargento comandou o banditismo no sertão do Estado. Sempre falou com euforia de suas constantes lutas contra os cangaceiros, que infestavam a Paraíba e o Nordeste na época de sua mocidade, e cada episódio é um motivo de glória pela sua tenacidade e coragem; porém não se sentiu realizado, apenas por não ter completado o rosário de 100 orelhas de bandoleiros.
Com Lampião teve dezoito combates e em um deles chegou a brigar duas vezes no mesmo dia, foi na cidade de Princesa Isabel-PB, onde o Rei do cangaço perdeu dois de seus cabras: Jararaca e Coruja, sendo que esse Jararaca foi o primeiro integrante do bando e não o José Leite de Santana que morreu em Mossoró-RN.
O Tenente-Coronel Manoel Benício alcançou quase todos os degraus hierárquicos da Polícia Militar sem possuir nenhum curso de especialização exigido para o oficialato de hoje; subia de posto pela sua inédita coragem pessoal. Em 1912 o então Sargento Benício à frente de 22 comandados encontrou um grupo de cangaceiros do Dr. Augusto Santa Cruz no município de São João do Cariri-PB, tal fato se deu por ele ter perdido a trilha no meio do mato. Usando de sua astúcia ao encontrar os cangaceiros foi logo dizendo: “Somos seus companheiros é que perdemos a trilha!”
Enquanto isso o Cabo Damião avançava com onze homens fingindo ser do mesmo bando, em meio a conversa apareceu um negro forte que desconfiou da atitude do Sargento, gritou: - São “macacos” e não amigos, ameaçando-o com um fuzil, então fez com que Benício tomasse uma atitude decisiva quando falou com serenidade, porém pronto para tudo: - Sou o Sargento Benício, da força do tenente Raimundo Rangel. E juntando a ação à palavra fulminou com um tiro o atrevido cangaceiro dando início a um intenso tiroteio, conseguindo sair ileso devido à debandada dos cangaceiros.

Manoel Benício quando já estava com idade avançada e sofrendo a sexta intervenção cirúrgica mantendo o bom humor disse ao médico que o assistia: “Pode cortar doutor, pois todo tipo de operação eu já fiz sem nunca ter sido médico”.  
Fonte: “CANGACEIRISMO DO NORDESTE” de Antonio Barroso Pontes
*Sargento da Polícia Militar da Paraíba e Conselheiro do Cariri Cangaço.

Extraído do blog: "Lampião Aceso"

Roubo de santa e sumiço do cajado de Padre Cícero deixam fieis indignados no interior de AL

Por: Alfredo Bonessi

Sumiço do cajado de Padre Cícero causou indignação em União dos Palmares

A população de União dos Palmares está indignada com os recentes ataques feitos a imagens sacras da cidade. Há cerca de um mês, a 
imagem da Virgem dos Pobres que ficava no lado externo da capela de Nossa Senhora de Fátima foi roubada. No último sábado (10), o alvo foi a imagem de Padre Cícero, que fica na praça central do município e que leva o nome do religioso nordestino. Levaram o cajado do santo.
A praça foi inaugurada em outubro, mas não há policiamento no loca segundo os moradores. “A praça ficou bonita depois da reforma, mas ainda continua sem segurança. Aqui nem tem vigilante, o povo faz o que quer”, disse uma moradora, que não quis se identificar.
Em União dos Palmares, o ataque a imagens sacras vem se tornado rotina nos últimos tempos. Os casos mais emblemáticos, além dos dois recentes, segundo relatos dos moradores, foi o roubo da imagem de
São Sebastião do altar da igreja que tem o nome do santo e a invasão e a destruição da estátua de
Frei Damião, outro mito do Nordeste, por um homem embriagado, que invadiu a praça e quebrou a imagem a pontapés e pedradas.

Enviado pelo Capitão Alfredo Bonessi

Relíquia do cangaço, óculos de Lampião são furtados de museu no sertão de Pernambuco

Carlos Madeiro
Do UOL Notícias, em Maceió


Óculos de Lampião eram em ouro 16 quilates e tinham selo de autenticidade
Uma das maiores relíquias da história do cangaço foi roubada do museu da Casa de Cultura de Serra Talhada, cidade no sertão de Pernambuco localizada a 414 km do Recife. Os óculos usados por Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", foram levados no último domingo (11), durante horário de visitação do museu na cidade-natal do cangaceiro.
Segundo a direção da Fundação Casa da Cultura, os óculos foram levados no horário entre 18h e 22h, quando o museu estava aberto ao público. Os óculos do maior cangaceiro da história --e que viveu no início do século passado aterrorizando as cidades do Nordeste-- eram em ouro 16 quilates e tinham selo de autenticidade.
"Essa peça tem uma importância histórica inestimável. Esses óculos estavam em nosso poder havia 15 anos e foi doado por um filho de um coiteiro [pessoa que acobertava e dava abrigo] de Lampião. Essa é a única peça comprovadamente autêntica que tínhamos, que passou por uma análise e ficou provado ser realmente de Lampião. Foi uma grande perda, mas que ainda esperamos reencontrar", afirmou o presidente da Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada, Tarcisio Rodrigues.
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Para se ter ideia do valor histórico, Rodrigues conta que os óculos foram tema de um documentário do canal de televisão "History Channel", quando foi comprovada a origem do acervo. "E a pessoa que roubou sabia do que se tratava, já que dois óculos estavam no local, e ele retirou apenas o comprovadamente autêntico. Nós temos outro que relatam ser de Lampião, mas que não temos comprovação. Desconfiamos que essa pessoa ou era colecionador ou iria vender a um colecionador, pois não há muito valor comercial nos óculos", disse.
Para tentar resgatar os óculos, a Casa de Cultura emitiu comunicado para instituições museológicas e meios de comunicação. Em nota pública, a fundação de Serra Talhada diz que "lamenta profundamente tal perda, e se desculpa perante toda sociedade por não ter conseguido guardar devidamente este patrimônio público, prometendo que providências serão tomadas e que todos os cuidados serão redobrados."
Segundo Rodrigues, o museu não possui câmeras de segurança, o que deve dificultar a identificação do ladrão. "Nós temos um orçamento apertado. Já tínhamos um projeto pronto para instalação dessas câmeras. Agora esse sistema de segurança tem que sair de todo jeito, não dá mais para esperar", informou.
O caso foi registrado na delegacia de Serra Talhada,  que abriu inquérito para investigar o roubo. Policiais já realizaram a perícia técnica no local, e o delegado está ouvindo funcionários da Fundação em busca de pistas do autor do furto. O livro de visitações também já está com os investigadores. Por enquanto, a delegacia ainda não tem suspeitos do crime.

Enviado pelo Capitão Alfredo Bonessi

Feliz Natal - Feliz 2012

Mensagem do Capitão Alfredo Bonessi
O Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará lhe deseja um
Feliz Natal e um Feliz Ano  Novo extensivo aos digníssimos Familiares. 
Cordialmente
Alfredo Bonessi e demais membros

Enviado pelo Capitão Alfredo Bonessi


http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

FELIZ_NATAL

Mensagem do Capitão Alfredo Bonessi


FELIZ NATAL - Feliz Ano Novo
-retornaremos em 20 de janeiro de 2012, se Deus quiser.
Saúde e Tudo de bom
abraço
Bonessi
Enviado pelo Capitão Alfredo Bonessi

Feliz Natal e Um Venturoso Ano Novo

Mensagem do Capitão Alfredo Bonessi


Feliz Natal e Um Venturoso Ano Novo pleno de Saúde-Riquezas-Felicidades.
Deseja a Família Bonessi 
Bonessi e Familiares

Enviado pelo Capitão Alfredo Bonessi

Um livro escrito com responsabilidade

Lampião sua morte passada a limpo
Por: Bassetti e Megale

Se você ainda não tem  em sua coleção, peça logo antes que a edição se acabe. 
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e-mail - sabinobassetti@hotmail.com

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incluso o valor do frete
 
Não deixe de adquirir esta grande obra.

 


Rubinho Lima lança Mini-documentário sobre Rei do Baião

 

Mini-documentário que traz a ida do escritor da cidade de Paulo Afonso-BA, Rubervânio Rubinho Lima, à cidade de Exú-PE, lugar onde nasceu o grande Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião", como forma de homenageá-lo, na ocasião do dia 13 de dezembro de 2011, em que faria 99 anos. O documentário traz algumas entrevistas com pessoas que trabalharam com o Gonzagão ou pesquisam sobre esse ícone da música brasileira.

 

para conhecer um pouco mais, visite:

Nota Cariri Cangaço: Rubinho Lima é um desses maturos arretados de bom, pesquisador dedicado, poeta talentoso e ousado e agora nos traz esse mini-documentário que vale a pena conhecer, vamos lá, assistir , comentar, divulgar e sugerir.
Extraído do blog: "Cariri Cangaço"

Cabeleira, o primeiro de todos...

 Por: Robson Tavares

Ilustração de Braúlio Montovani

Nascido na freguesia de Glória do Goitá, pertencente na época a Vitória de Santo Antão, em 1751, José Gomes é considerado por muitos pesquisadores como o primeiro grande cangaceiro, apesar deste termo não ter sido usado na época. Ao lado do pai, Eugênio Gomes, ele assombrou Pernambuco com assaltos e mortes. Em 1773, os dois e outro delinquente, de nome Teodósio, resolveram atacar o Recife. A ação, no dia 1º de setembro, resulta nas mortes de uma passante e de um soldado, além do roubo de um armazém. 

Foi finalmente preso em 1786 quando tentava se esconder em um canavial de Paudalho. Condenado à forca, sua execução ocorreu no dia 28 de março do mesmo ano, no Largo das Cinco Pontas. Em carta enviada ao ministro do Ultramar português, Martinho de Melo e Castro, pelo governador de Pernambuco, José César de Menezes, consta que" os criminosos confessaram quatro mortes, ainda que são infamados de muito mais; que o seu castigo sirva de exemplo". 

A história de José Gomes foi contada num livro escrito por Franklin Távora, precursor do romance regionalista Brasileiro, lançado em 1876. Há quem diga que o primeiro grande cangaceiro da história foi Lucas Evangelista, mais conhecido como "Lucas da Feira"... Portanto, a importância de analisar os fatos com atenção é de suma importância, pois alguns escritores deixam a desejar em muitas obras. Moacir Assunção, escritor do livro: "Os homens que mataram o facínora", chega a afirma que o primeiro cangaceiro da história foi o "Negro Lucas da Feira", mas segundo Franklin Távora o primeiro bandido com práticas de banditismo foi "Cabeleira".

Robson Tavares 

NOTA CARIRI CANGAÇO: A ilustração do artigo em tela é de um dos maiores roteirista do Brasil: Bráulio Mantovani que tem entre seus trabalhos,  “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite” no currículo.

Extraído do blog "Cariri Cangaço"
http://cariricangaco.blogspot.com/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

OS ÚLTIMOS CANGACEIROS: Filme de Wolney Oliveira ganha prêmio no Festival de Cinema de Cuba.

Por: João de Sousa Lima







Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

SE ACASO ME QUISERES... (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

SE ACASO ME QUISERES...
Meu sublime, belo e eterno desejo, se acaso me quiseres vou rasgar a página de Neruda e fazê-la passar ao entardecer, esvoaçante ao sopro do vento, diante do teu olhar na janela:
“Talvez não ser/ é ser sem que tu sejas/ sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul/ sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos/ sem essa luz que levas na mão/ que, talvez, outros não verão dourada/ que talvez ninguém soube que crescia como a origem vermelha da rosa/ sem que sejas, enfim/ sem que viesses brusca/ incitante conhecer a minha vida/ rajada de roseira, trigo do vento/ E desde então, sou porque tu és/ E desde então és sou e somos.../ E por amor/ Serei... Serás... Seremos...” (Talvez).
Se acaso me quiseres, luz mais bonita dessa tarde e sempre, ainda na janela farei com que um bardo passarinho, um trovador amante igual a mim, passe diante de ti num lento voo e recite o Soneto XVIII de Shakespeare:
“Se te comparo a um dia de verão/ És por certo mais belo e mais ameno/ O vento espalha as folhas pelo chão/ E o tempo do verão é bem pequeno/ Ás vezes brilha o Sol em demasia/ Outras vezes desmaia com frieza/ O que é belo declina num só dia/ Na terna mutação da natureza/ Mas em ti o verão será eterno/ E a beleza que tens não perderás/ Nem chegarás da morte ao triste inverno/ Nestas linhas com o tempo crescerás/ E enquanto nesta terra houver um ser/ Meus versos vivos te farão viver”.
E ao sair da janela, levemente embevecida pela poesia emanada da natureza, o olhar ainda encontrará em cima da escrivaninha um velho livro de páginas marcadas com folhas secas. E se acaso me quiseres, se tiveres saudades de mim, lá estará Vinícius esperando para um último verso:
“Amo-te tanto, meu amor... não cante/ O humano coração com mais verdade.../ Amo-te como amigo e como amante/ Numa sempre diversa realidade/ Amo-te afim, de um calmo amor prestante/ E te amo além, presente na saudade/ Amo-te, enfim, com grande liberdade/ Dentro da eternidade e a cada instante/ Amo-te como um bicho, simplesmente/ De um amor sem mistério e sem virtude/ Com um desejo maciço e permanente/ E de te amar assim, muito e amiúde/ É que um dia em teu corpo de repente/ Hei de morrer de amar mais do que pude” (Soneto do Amor Total).
Neruda, Shakespeare e Vinícius cantaram o meu canto para que ouvisse a voz do amor. E se acaso me quiseres, ainda que não possa ultrapassar as palavras doces e sinceras do tempo, juro que escreverei pela vida o mais belo livro de poesia que possa existir: o verdadeiro verso que brota do coração.
E o pensamento bom que guardo sobre nós dois é a inspiração maior para tudo que virá. A primeira palavra terá a sua feição e tudo que faça lembrar o significado da sua existência; o primeiro verso será de olhar adiante, de mão estendida e de esperança de recompensa; o segundo verso terá calor de abraço e de passo pela estrada, de mãos dadas em busca da felicidade.
Depois da primeira estrofe já não estaremos na visão dos que nos viram apenas como impossibilidade. Estaremos distantes, procurando escrever conjuntamente outras linhas para os infinitos versos. Porque vida merece um poema, a felicidade merece uma poesia, o amor requer o mais belo dos versos, a amorosa e compreensiva convivência exigirá uma rima perfeita com a existência.
E porque nosso livro jamais estará completamente escrito, pedirei emprestado um verso camoniano:
“Amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que doi e não se sente/ É um contentamento descontente/ É dor que desatina sem doer/ É um não querer mais que bem querer/ É solitário andar por entre a gente/ É nunca contentar-se de contente/ É cuidar que se ganha em se perder/ É querer estar preso por vontade/ É servir a quem vence, o vencedor/ É ter com quem nos mata lealdade/ Mas como causar pode seu favor/ Nos corações humanos amizade/ Se tão contrário a si é o mesmo Amor?”.
Mas se acaso não me quiseres me fartarei ainda mais do amor que sinto. Já que não poderei dividir contigo, amarei sozinho esse imenso querer. Até que um dia venha reclamar sua parte.

Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com