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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Lampião, o cangaceiro capitão


Sinopse:

A trajetória de Virgulino Ferreira, o Lampião.

A infância, a morte dos pais assassinados pelos macacos (policiais), a entrada no cangaço, o contato com os outros cangaceiros, os principais combates. A fé em Deus, em Padim Padi Cíço, o amor por Maria Bonita, o nascimento da filha Expedita Ferreira, a morte dos seus irmãos e de outros cangaceiros. As alegrias e tristezas vividas no sertão nordestino.

Sobre o ator - Rodrigo Jundiá

Em meio a uma realidade nada fácil. Onde sonhos são vistos apenas em filmes.

Eis que foi inserida uma semente em um menino pobre, quando ainda criança não tinha sonhos para nada, nem esperança.

Foi no teatro, que o ator Rodrigo Jundiá mudou a sua historia para melhor, quebrou barreiras à timidez, os seus medos que o mundo, que as pessoas o fizeram ter delas.

Foi plantado um desejo de ser ator, um desejo de levar a felicidade através da arte onde sua missão é mostrar aos jovens e adultos que você se reencontrando nos seus sonhos você será plenamente feliz.

Sobre o texto

Por que Lampião?!

Quando se trata de citar e ou encenar a respeito de uma figura seja ela pública ou não, herói ou bandido há um pré-julgamento!

Muitos ficam na superficialidade e não procura conhecer o que motivou o “herói ou o bandido” a se tornar o que se tornou. É preciso deixar o prejulgamento, ampliar nossos conhecimentos, sei que cada um tem a sua verdade, porem a minha função como artista é simplesmente trazer a tona uma parte da historia sem fazer qualquer tipo de julgamento. Fazendo com que cada um dos espectadores se tornem pensadores e então busquem na historia suas próprias verdades. Escolhemos sim; Lampião, por ser uma figura polêmica que levanta a bandeira para muitos de herói e para outros de bandido, o Robin Hood do sertão nordestino. É claro, e eu tenho plena consciência de que em 45 minutos não há maneira de contar tudo que aconteceu a Lampião, e aos seus, o que levou 20 anos. Mas, há sim uma maneira de manter viva essa historia, através do espetáculo: Lampião, o cangaceiro capitão, o qual faz parte do Nordeste, que faz parte do nosso Brasil.

Por: Rodrigo Jundiá.

Em meio ao cenário construído pelo Ator, com: cerca, cabeça de boi. No cenário há um baú que trava uma cumplicidade maior com o ator e com a plateia. Dele saem algumas cenas tornando-as lúdicas e muito teatrais. O qual transforma o espetáculo e aproxima o publico do que há de universal em Lampião, sem romantizar o cangaceiro, nem condená-lo, mas entender; Seus motivos diante do abandono das leis de uma nação.

Com pesquisa iniciada em 2006, buscamos a cada experiência nas apresentações e nos debates adquirir material para aperfeiçoar o espetáculo.

Te espero!
Rodrigo Jundiá

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“A TRIBUNA” – 16/06/1931 LAMPIÃO E AS INFORMAÇÕES DO CORONEL ANTONIO FRANCO


Observações feitas pelo coronel Antônio do Prado Franco (irmão do ex-governador Augusto do Prado Franco), sobre a presença funesta de Lampião em Sergipe, vistas, por este diário sergipano, já extinto, como direcionadas ao ex-presidente do Estado, Manoel Correia Dantas, e devidamente contestadas.

O coronel Antonio Franco, atualmente no Rio de Janeiro, forneceu ao “Diário de Notícias” uma fotografia do grupo sinistro de Lampião, acompanhada de informes bastante exagerados.

Da leitura do jornal carioca, tiramos a conclusão de que o coronel Franco visou, exclusivamente, atingir o governo Manoel Dantas, tornando-o culpado pelas incursões do bandido, no território sergipano. E, para isso, não teve a menor cerimônia de torcer a verdade dos fatos, adulterando-os de uma maneira irritante.

O coronel, autor do famoso telegrama, informou ao “Diário de Notícias” que Lampião entrou sozinho na cidade de Capela, “deixando acampada nos arredores a sua cabroeira.”

Não é verdade.

Lampião invadiu inesperadamente aquela cidade acompanhado por todos os seus asseclas e não foi “apresentado às famílias capelenses”, como informou o coronel Franco.


Também não é verdade que o honrado intendente de Capela, àquela época, tenha feito discursos “dando conta à numerosa assistência do tributo estabelecido por Lampião”.

E o exagero do coronel Antonio Franco deu até para dizer que o terrível bandoleiro, “cansado das incursões pelos ambientes familiares”, depois de “comunicar-se pelo telefone com o governador Manoel Dantas, fazendo-lhe uma ameaça insultuosíssima, retirou-se tranquilamente”.


Lampião não conseguiu, de maneira alguma, comunicar-se, nem pelo telégrafo, nem pelo telefone, pois as comunicações foram todas interceptadas imediatamente pelas autoridades dos lugares vizinhos, a não ser que o facínora tenha conseguido falar com o Engenho Central, onde reside o coronel Antônio Franco, e com quem sempre manteve amistosa correspondência.

O que é sabido em Sergipe é que Lampião vive apadrinhado pelos ricaços da terra, pois se aponta as fazendas por ele respeitadas e dentre elas estão as do coronel Antonio Franco, onde Lampião passa e recebe as homenagens da melhor camaradagem.

O governo passado perseguiu o grupo facinoroso, combateu com toda eficiência o banditismo, acabando com os criminosos que viviam guardados por poderosos capitalistas nas margens do São Francisco, nas terras de Riachuelo e etc...

Não tem dúvida que o coronel Antonio Franco tem sido infeliz na sua viagem... 

Fonte: facebook

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LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro contém: 736: Páginas
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Altura: 4 centímetros

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josebezerra@terra.com.br

É fantástica esta obra. Eu estou lendo e vale a pena você adquiri-la. É o rei Lampião com todos os seus ingredientes

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A Sedição, Zé Pinheiro e Floro...

 Por José Mauricio Machado Lima
Raimundo de Oliveira Borges

Esta é uma história que Raimundo de Oliveira Borges (Tio Mundinho), conta, numa das dezenas e dezenas de livros que escreveu; este chamado “O Padre Cícero e a Educação em Juazeiro”, ABC Editora, 2004. O cenário era a revolução de 1914, assim sumariamente descrita, conforme aconteceu na região do Cariri, situada no sul do Ceará, fazendo fronteira com o noroeste de Pernambuco: 

“Em 4 de outubro de 1911, Padre Cícero e outros dezesseis líderes políticos da região firmaram um acordo de cooperação entre si e apoio ao governador Antônio Pinto Nogueira Accioli. Tal evento ficou conhecido como Pacto dos Coronéis e representa um marco na história do coronelismo brasileiro.

No ano seguinte, o então presidente da República Hermes da Fonseca depôs o governador Nogueira Accioli e nomeou o coronel Marcos Franco Rabelo como interventor do Ceará. Houve eleição apenas para vice-governador onde o Padre Cícero foi o escolhido. Depois de assumir o posto, Franco Rabelo rompe com o Partido Republicano Conservador (PRC) e passa a perseguir Padre Cícero, chegando a destituí-lo da prefeitura de Juazeiro e a mandar um batalhão da Polícia estadual prender o padre. Então, o médico Floro Bartolomeu (braço direito do padre) reuniu jagunços e romeiros para proteger Padre Cícero. Em apenas uma semana, os romeiros cavaram um valado de nove quilômetros de extensão cercando toda a cidade e ergueram uma muralha de pedra na colina do Horto; a fortificação recebeu o nome de "Círculo da Mãe de Deus". O batalhão, ao ver que seria impossível romper o círculo, recuou e pediu reforços.

 
Franco Rabelo

Um contingente muito maior foi enviado a Juazeiro, levando consigo um canhão para derrubar a muralha que protegia a cidade, porém, o canhão falhou e os romeiros armados apenas com algumas espingardas, facas, foices e muita fé venceram os invasores. O canhão foi tomado e está exposto até hoje no "Memorial Padre Cícero". Floro Bartolomeu consegue então o apoio do Presidente Hermes da Fonseca e do Senador Pinheiro Machado, e parte para Fortaleza com o intuito de derrubar o governador. No caminho, os romeiros tomam o poder no Crato, Barbalha, Estação Afonso Pena (próxima a Iguatu), Messejana, Maracanaú e Maranguape, fechando todas as entradas da capital, enquanto uma esquadrilha da Marinha de Guerra capitaneada pelo Cruzador Barroso impõe um bloqueio marítimo à cidade. Franco Rabelo é deposto e eleições são convocadas, onde Benjamim Liberato Barroso é eleito governador e Padre Cícero mais uma vez eleito vice. Vitoriosos, os romeiros retornam a Juazeiro desarmados e desocupam as cidades tomadas durante a sedição.”

Agora, eu: No resumo, dois grupos disputaram o poder: o de Franco Rabello e o de Floro Bartolomeu, que seguia apoiando o Padre Cícero. E Franco Rabello perdeu, assumindo o controle político o Floro Bartolomeu. A minha família, que morava em São Pedro do Caririaçu (hoje apenas Caririaçu), cidade serrana situada acima de Juazeiro do Norte, era toda rabelista, cujo insucesso a condenou ao ostracismo e determinou perseguições por parte dos jagunços contratados pelo Floro Bartolomeu, dentre os quais se incluíam, mais tarde, alguns elementos do bando de Virgulino Lampião, que adentrou no cangaço a partir de 1919. Essa nossa história aconteceu cerca de 1913 e é narrada pelo Tio Mundinho, em seu livro já citado. Um dos cangaceiros, jagunço violento, era José Pinheiro, mau como o diabo pode ser. Naquela ocasião (1914) ele, indo do Crato para Lavras,

Padre Cícero e Floro Bartolomeu (Museu Vivo - Horto, Juazeiro)


“três léguas abaixo de Caririaçu, ribeira do Riacho do Rosário, no Serrote, teve um desentendimento com a mulher que lhe servia de companheira e a enterrou, dizia-se, viva, quase à beira do caminho, um pouco para dentro do mato. Desapareceu. Dias depois, vaqueiros ou caçadores que ali andavam, sentiram mau cheiro e, notando urubus pousados em árvores próximas, para lá se dirigiram, encontrando a sepultura meio aberta e o cadáver já em parte destruído pelos animais. As diligências e investigações levadas a efeito pela polícia conseguiram identificar sem maior tardança o criminoso.

Descoberto seu paradeiro, ele foi preso e recolhido à cadeia de São Pedro (Caririaçu) e enviado depois para a do Crato, por medida de segurança. Meu pai (Clemente Ferreira Borges) há esse tempo, exercia ali, no testemunho de meus familiares, as funções de juiz suplente, leigo. Foi justamente nessa qualidade que se dirigiu ele à cadeia local para conhecer de perto o criminoso, tendo exprobado, na ocasião o facínora pelo seu bárbaro procedimento, matando indefesa mulher, sem motivo justo. Não seria preciso mais para que a fera em forma humana que era José Pinheiro guardasse na memória a atitude de meu pai, aguardando, qual cascavel, o momento azado para um dostorço pessoal.

Jagunços com Floro Bartolomeu (Arquivo Renato Casimiro)

Com a derrota das forças legalistas nos ataques à cidade dos insurretos e a invasão em seguida do Crato e de outras cidades da região pelas hordas desenfreadas, abriram-se as portas das prisões, pondo-se consequentemente, em liberdade, todos os sentenciados que passaram, então, a engrossar as fileiras dos rebeldes. Contava-se nesse número o famigerado José Pinheiro, a quem foi confiada a chefia de um grupo, dada a sua valentia e a energia de que era dotado para o comando dos capangas como ele afeitos à criminalidade."

"A Vila de São Pedro (hoje Caririaçu) amanheceu num claro dia de domingo repleta de cangaceiros sob suas ordens. Precisamente à hora da missa, meu pai, incautamente, dirigia-se para a igreja, quando, ao penetrar na praça, foi chamado pelo truculento chefe que bebia cachaça com seus cabras numa bodega da esquina. Pressentindo que iria ser agredido, respondeu que poderia servir-se na mercearia com seu grupo do que quisesse, que depois da missa pagaria a despesa. Não foi, porém, atendido e a sua presença foi imposta sob ameaça de morte com os rifles apontados em posição de descarga. Disposto ao sacrifício, meu pai penetrou, cabisbaixo, no estabelecimento e fez-se logo em torno dele um círculo de malfeitores, cada qual mais sedento de sangue e de rapina. 

José Pinheiro puxou do bolso um maço de bigodes e disse em rictus de fera satisfeita que aquilo era o troféu, a lembrança que trazia dos chefes rabelistas (partidários de Franco Rabelo, correligionários da minha família) encontrada no caminho de Fortaleza e que os bigodes de meu pai iriam também para ali, dentro em pouco. Começou o martírio. Humilhações, ameaças com exibição de armas, a toda sorte de angústia foi submetido o velho. A certa altura José Pinheiro sacou de um afiado e comprido punhal e ia vibra-lo certeiro, quando meu irmão José de Oliveira Borges interveio corajosa e oportunamente, rogando ao algoz que não matasse o pai, conseguindo assim, demover o monstro no lance extremo de consumar o seu funesto intento. 

Caririaçu, no cariri do Ceará

José Borges tinha a esse tempo cerca de 14 anos de idade mas já era manifesto seu cuidado; e o cangaceiro parece que sentiu aquela autoridade e refugou, naquele momento, aguardando os novos acontecimentos. O Padre Augusto Barbosa de Menezes, vigário daquela freguesia, celebrava, no momento, a missa dominical. Toda a família, em prantos, sentindo iminente a morte do chefe da família querido, corria para a igreja pedindo socorro ao celebrante. Este, sem mais delonga, partiu apressadamente para o local da cena triste, arrancou meu pai das garras do criminoso e o conduziu são e salvo para sua residência, conservando-o ali sob a sua guarda até quando o perigoso bandido abandonou a vila sobressaltada.

Adversário politico de minha família, chefe local do partido marreta (designação dada a antigo partido político do Ceará), prefeito do município mais de uma vez, e correligionário decidido do Padre Cícero, junto ao qual gozava de absoluta confiança, o Padre Augusto, não obstante, era antes de tudo amigo de seus paroquianos, com a particularidade, no caso, de ser compadre de meu pai, padrinho de batizado que era de minha irmã Rosinha".

"O facínora José Pinheiro pagou caro as atrocidades que praticou. Teve fim trágico, horripilante. Aumentara o seu rosário de crimes matando, em Juazeiro, em pleno dia, Quintino Feitosa, cercando-lhe a casa com seu famigerado grupo de bandidos. Quintino resistiu horas ao nutrido tiroteio, mas, sem mais munição, teve a casa invadida pelo grupo. José Pinheiro abateu-o a punhaladas, decepou-lhe o bigode (seria mais um sinistro troféu), espremeu-o num copo de cachaça e sorveu a bebida asquerosa a longos tragos.

Alguns anos depois transferiu a residência para o Estado de Alagoas. Lá moravam alguns parentes de Quintino. Localizaram o criminoso, mataram-no e o esfolaram como se fosse um bode. A cena é descrita assim pelo historiador Joaryvar Macedo: 

´Pavorosa e horripilante a morte de Zé Pinheiro, uma das mais temíveis feras que produziram os nossos sertões. Vítimas de sua perversidade crucificaram-no numa catingueira e o esfolaram vivo, em Alagoas´. (In Irineu Pinheiro – O Juazeiro do Padre Cícero e a Revolução de 1914, pág. 145 e o Império do Bacamarte, mesmo autor, pág. 172). “.

Floro Bartolomeu e Padre Cícero

Meus amigos, eu sei que o texto ficou longo, mas eu achei muito interessante essa história contada por uma – digamos – testemunha ocular da história. O Tio Mundinho, com seu estilo todo característico, é sempre uma figura muito bem lembrada por toda a família, como exemplo de pessoa que fez da sua vida o melhor que poderia fazer. Ele era meu tio-avô. E essa passagem serve para ilustrar bem como era a vida no alvorecer do século XX, lá na região de origem da minha família. 

Os fatos da vida, naquela época, eram por demais dramáticos, muitas vezes. Tal era o peso da dramaticidade que minha bisavó, a velha Mãe-Dois, dona Maria Machado, sogra do meu avô, vivia com a memória dos sobressaltos vividos naquela época de política perigosa. Por volta de 1960, vindo do Crato para o Rio de Janeiro a passeio, ela fez questão de ir ao Cemitério de São João Batista, em Botafogo, onde está enterrado aquele Deputado Floro Bartolomeu, braço direito do Padim Ciço, inimigo político de minha família e causa dos terrores por lá vividos pelos meus parentes e disse, na beira do seu túmulo:

´Ah, seu cabra, eu vim ver se você estaria mesmo aí...´ e cuspiu no chão, junto ao túmulo...

José Mauricio Machado Lima
Fonte:http://www.cofamep76.med.br/index.php?pg=artigos2&id=24

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Foto de Luiz Nogueira - Fazenda Serra Vermelha


Foto de Luiz Nogueira - Fazenda Serra Vermelha 1950, Filho de Zé Nogueira - Cunhado de Zé Saturnino e inimigo de Lampião. 

Foto facebook - página Leandro Oliveira‎

Esta foto foi pintada por um artista desconhecido na Vila de Serrinha, a 45 km de Serra Talhada. 


Ao seu lado encontra-se sua Esposa Bernadina Mariano de Siqueira, nascida na Vila de São Francisco, hoje sob as águas da Barragem de Serrinha.

Fonte: facebook
Página: Robson Nogueira

Ilustrado por José Mendes Pereira

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A Cor de Lampeão... Um caso.

Por Rubens Antonio

Me contaram, no interior da Bahia, um caso.

Um cangaceiro olhou para Lampeão e perguntou:


- Capitão... O senhor é tão bom no que faz... Por que essa vida assim? O senhor seria facilmente aceito na polícia... E seria oficial mesmo deles.


Lampeão pensou um pouco e disse:

- Acontece que se, algum dia, um oficial preto mais graduado me desse ordem... eu teria que obedecer... E preto eu não obedeço.

Após alguns instantes, o cangaceiro perguntou:

- Capitão... Com todo o respeito... O senhor não é preto?

Nisso, Ezequiel se adiantou e retrucou:


- Tá chamando meu irmão de preto, seu cabra safado? Meu irmão não é preto! Meu irmão é... cor de jambo.

Lampeão olhou Ezequiel de lado com o cenho franzido e sorriso seguro nos lábios.

- Tu tá tá me chamando de baitola, peste? Cor de jambo é cor de viado! Eu sou é preto mesmo, porque preto é que é cor de macho!

Pois é...
Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio

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LAMPIÃO ESTEVE MESMO EM TERRAS BAIANAS DO ALTO SÃO FRANCISCO?

“Diário da Tarde” – 04/08/1933 - o reaparecimento da fera

Lampião voltou à cena, depois de alguns meses de repouso. Surgiu na zona do alto São Francisco, lá onde a Bahia se encontra com as terras de Minas Gerais.

Desta feita, dizem os jornais baianos, o facínora não se limitou a saquear propriedades, assassinar e desonrar.



Foi além e agiu à maneira dos gangsters americanos que sequestram pessoas de recursos para arrancar-lhes elevados tributos em troca da liberdade.

Depois dizem outras notícias, atravessou o São Francisco e internou-se nos sertões de Pernambuco.

Rio São Francisco 

Volta, assim, com Lampião, o desassossego, o alarma a todo o vasto hinterland nordestino, onde a vigilância do grande Estado baiano não pode ser eficiente e existem numerosos refúgios ignorados para os períodos de férias do famigerado malfeitor.

Devemos, neste particular, corrigir um aleive que as informações de procedência baiana sempre arrogam a Sergipe e ainda agora o repetem.

No prazo de vários meses em que Lampião estava ignorado e inerte, o seu pouso não foi em Sergipe, como maldosamente afirmam telegramas de Bahia para a imprensa do Rio.

Há três anos que o bando sinistro de Virgulino Ferreira não encontra meio de operar em território sergipano, graças às medidas de vigilância e repressão que o governo tem mantido atentamente, embora com sacrifícios.

Era por lá mesmo, pelo deserto baiano que ele hibernava, aguardando momento oportuno para reingressar na sua trágica atividade.

Fonte: facebook

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Quem mandou matar a cangaceira Rosinha de Mariano?

Por José Mendes Pereira
Maurício Alves

O amigo Maurício Alves em sua página no facebook, fez as seguintes perguntas: "- Bom dia caros amigos: Essa mulher na foto é a cangaceira Rosinha? Alguém sabe se ela foi realmente morta a mando de Lampião?".


Que bom que estas perguntas fossem respondidas por algum escritor ou pesquisador das caatingas do nordeste brasileiro. Mas como ainda ninguém as respondeu, respondo ao amigo Maurício Alves de acordo com o que eu li no livro do Alcino Alves Costa. Não  estou querendo ser o sábio no que diz respeito a cangaço. Apenas no intuito de aprender mais sobre a Rosinha.

 Alcino Alves Costa

Segundo o escritor Alcino Alves Costa no seu livro "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico", Rosinha de Mariano foi assassinada por ordem de Lampião.

 O cangaceiro Mariano - companheiro da Rosinha

Quando o seu companheiro Mariano foi assassinado, ela pediu que Lampião a deixasse ir fazer uma visita aos seus familiares. Lampião não queria aceitar a sua visita aos familiares, mas como ela era a viúva do seu grande amigo das antigas, o qual ele teve muito respeito e consideração quando vivo, autorizou que ela fosse visitar os seus parentes, mas numa condição: voltar ao coito o mais rápido possível. Mas a felicidade no meio dos parentes fez com que a Rosinha esquecesse de voltar ao coito, para obedecer às ordens do poderoso chefão.

O rei Lampião

Lampião temendo que ela fosse presa pelos policiais, e entregasse aos mesmos o local onde eles estavam com barracas armadas, ordenou a sua morte. E isto foi feito por alguns cangaceiros. Afinal, ordem de rei é de rei! 

Sálvio Siqueira disse: 


Amigo Maurício Alves, esta que aparece na foto do tópico, é identificada como Rosinha, companheira de Mariano. Acima segue uma foto com Áurea, companheira de Manoel Moreno, e Rosinha de Mariano, grávida. Foto do fazendeiro Júlio de Freitas Machado.


Se você ainda não tem o livro: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico", escrito por Alcino Alves Costa, entre em contato com Rangel Alves da Costa através deste e-mail. 
rangel_adv1@hotmail.com

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JOÃO MARIA DE CARVALHO, CORONEL DA SERRA NEGRA

Por Rangel Alves da Costa*

Quem passa em Poço Redondo em direção a Canindé do São Francisco, entrecorta uma extensa avenida cujo nome homenageia um ilustre personagem que não é sergipano nem do lugar, porém de importância histórica fundamental em toda a região sertaneja da Bahia e de Sergipe. Homenageia-se João Maria de Carvalho, senhor absoluto das terras da Serra Negra (hoje Pedro Alexandre) e região e com influência determinante além daquelas fronteiras, adentrando na região poço-redondense e todo aquele semiárido.

Talvez os mais novos sequer conheçam a história e a trajetória daquele homenageado na segunda avenida mais importante de seu rincão. Os mais velhos, contudo, certamente já ouviram falar nos profundos laços que ligavam o afamado baiano, homem de poder e mando, ao sertão sergipano. O seu filho Heraldo de Carvalho e seu sobrinho Evaldo de Carvalho, ambos políticos e prefeitos de seu município em várias gestões, também possuíam fortes ligações afetivas com Poço Redondo e Canindé do São Francisco, onde tinham muitos amigos e não perdiam vaquejadas nem festança da padroeira.

João Maria nasceu por volta de 1890, numa família de grande prole, nada menos que catorze filhos. Era filho de Pedro Alexandre de Carvalho e Guilhermina Maria da Conceição. Além do próprio João Maria, ainda João Batista de Carvalho, Pedro Alexandre de Carvalho Filho (Piduca), Manoel de Carvalho Santos (Santinho), João Pedro de Carvalho (Ioiô), José Pedro de Carvalho, Liberato de Carvalho, Joana Angélica de Carvalho, Zabelinha de Carvalho, Maria de Carvalho, Nanan de Carvalho, Adelina de Carvalho, Josefina de Carvalho e Esmeralda de Carvalho.


Ao lado dos coronéis João Gonçalves de Sá, da região de Jeremoabo, e Petronilo de Alcântara Reis, o sempre temido e respeitado Coronel Petro, João Maria de Carvalho se impôs com maestria, domínio e autoridade não só na região de Serra Negra como em outras localidades além fronteiras. Ora, senhor de muitas terras na Bahia e também no sertão sergipano, sem falar na influência política que mantinha em ambos os lados. Pôs a mão não só nas terras como na vida daquelas regiões, eis que não havia um só dia que não chegasse um sertanejo pedindo ajuda para sobreviver, proteção política ou por medo das perseguições das autoridades, da polícia ou de inimigos comuns.


Alcino Alves Costa, no livro O Sertão de Lampião, relata que os perseguidos por Leandro Maciel não pensavam duas vezes senão correr para a proteção do coronel baiano. E afirma: “Ali (na Serra Negra), naquela ocasião, estavam homiziados os homens mais valentes do PSD de Sergipe: Zeca da Barra, Tonho Pequeno, Pititó, Josafá e os ‘Ceará’, destemidos políticos de Ribeirópolis e da Cruz do Cavalcanti. Todos eles escorraçados do vizinho Estado pela polícia e jagunços da UDN de Leandro Maciel”. E até mesmo os governantes de Sergipe respeitavam a autoridade do poderoso vizinho, ainda que o acusasse de protetor da bandidagem e renegados.

Alguns afirmam sua feição de senhor de feudo e jagunço, outros asseveram ter sido apenas um poderoso sertanejo que soube como nenhum outro costurar na mesma colcha pessoas e situações antagônicas. Com efeito, em João Maria de Carvalho não há como se deixar de reconhecer sua maestria no trato do imprevisível e do oposto. Lidava com o tenente Zé Rufino, aquartelado na Serra Negra na caça de cangaceiros; era irmão de Liberato de Carvalho, o comandante da polícia baiana enviado especialmente para dizimar o cangaço e seu líder. Mas dava proteção a cangaceiros e ex-cangaceiros, perseguidos  e todos aqueles que batessem à sua porta como oprimido ou injustiçado.


Após o trágico episódio de Canindé, quando o cangaceiro Zé Baiano deixou os rostos de três mocinhas marcados com ferro em brasa, Lampião foi buscar sossego numa propriedade de suas propriedades. Diante da repercussão do fato, sabia que a polícia logo estaria no seu encalço e também que não havia lugar melhor para se acoitar senão sob os auspícios do poderoso baiano. E também porque sabia que um dos comandantes da perseguição seria justamente Liberato de Carvalho, irmão de seu protetor.

Verdade é que mesmo sendo irmão de Liberato de Carvalho, tenaz caçador daqueles que não hesitava em proteger, João Maria, como líder maior da região, exigia respeito de quem se arvorasse de comando e não admitia qualquer tipo de ameaça. Não permitia que suas propriedades fossem invadidas a bel-prazer da polícia nem que seus protegidos fossem importunados. Talvez daí a assertiva de alguns de que mantinha um exército de jagunços nas suas fazendas, tanto na Bahia como em Sergipe.

Para se ter uma ideia de seu poderio e mando além fronteiras, somente em Poço Redondo chegou a possuir nada menos que dez fazendas: Santo Antônio, Poço do Mulungu, Riacho Largo, Jurema, Recurso, Propriá, Exu, Pia da Barriguda,  São Clemente, Paraíso e Pindoba (em Canindé). O seu irmão Piduca era outro fazendeiro de renome na região, pois de sua propriedade eram as fazendas Queimada Grande, Santa Maria, Bate Lata, Caibreiro, Lagoa da Onça, Riacho Largo e Barraca dos Negros. Significa dizer que grande parte das terras de Poço Redondo pertencia aos filhos de Pedro Alexandre.

De sua Serra Negra enviava ordens, dava instruções, recebia missivas de governantes. Servindo também como conselheiro, não era raro que as decisões políticas importantes somente fossem tomadas após o seu parecer ou aval. Mesmo sendo amigo do poder, de onde extraía seu mando, tinha predileção especial em manter amizade e ajudar o sertanejo, fosse o matuto mais simples ou o perigoso de sangue no olho. Daí que protegeu desde Lampião ao desvalido ex-cangaceiro perseguido pela polícia.


Mesmo conhecido como tenente João Maria, não há como negar seu coronelato sertanejo. E foi nessa patente nordestina que pontuou sua caminhada até o merecido reconhecimento de hoje.

Poeta e cronista
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Três cangaceiros


Fonte: facebook
Página: Capião Cangaceiro 
Foto do professor e pesquisador do cangaço  Rubens Antonio.

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Anel encontrado no dedo de Lampião quando foi assassinado em Angico

Este anel foi feito em Itabaiana no Estado de Sergipe, por Antônio Teixeira Lobo, ou melhor "Toinho ourives" a pedido de Etelvino Mendonça. Ele estava no dedo de Lampião na hora de sua morte.

"A canção serve também para Joãzinho Retratista, meu tio-avô, figura hilária que eu tive enorme prazer de conhecer quando criança. Todavia, meu avô era Antônio Lobo, que tinha uma relojoaria vizinha a de Joãozinho (parede com parede, muro baixinho entre as duas).  Os dois cultivavam carambolas no quintal dos seus estabelecimentos comerciais, e eram ourives.

A máquina de Coca-cola ficou pouco tempo numa loja-galeria que foi instalada onde era a loja de meu avô Toinho. Hoje a loja que tinha a máquina já é outra. Os dois velhos brigavam muito e as brigas eram engraçadíssimas.  

Nos dedos de Lampião, a mão direita tem três anéis. Será um deles?

Meu avô Toinho fez um anel para Lampião com as iniciais CVL (Coronel Virgolino Lampião). Quem encomendou pessoalmente foi Corisco (pouca gente sabe disso). Disseram-me que esse anel está no Museu do Cangaço.

Isso tudo merece outra música, que pretendo fazer com o parceiro Heitorzinho. Com ele fica mais fácil e a música sempre fica mais bonita. O bicho é excelente compositor (sou fã), mesmo ele tendo a aparência de homem das cavernas. Obrigado ao Robério Santos, e a toda a turminha de Itabaiana, lembrança a todos os Lobos, especialmente ao meu primo Ivan, grande músico já falecido, neto de Joãzinho. Eu e Ivan começamos a aprender violão juntos, em Itabaiana. Um abraço em todos." Gilton Lobo

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

Ilustrado por José Mendes Pereira

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Serra Talhada convida !




Dia 25 de Julho na semana do cangaço estarei partindo para o sertão do Pajeú, terra que Virgolino nasceu, para assistir esse grande evento. Viva Lampião e viva o nordeste!!!

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Certidão de Nascimento de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião


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Na "Certidão de Nascimento de Lampião" está registrado que ele nasceu no dia 7 de Julho de 1897, e o nome Virgolino é escrito com "O", e não com "U". 


O escritor João de Sousa Lima já afirmava que realmente o nome de Virgolino, o cangaceiro Lampião é mesmo escrito com "O" e não com "U".

Não importa que exista Virgulino com "U", que depende como foi registrado em cartório, e sabemos que existem pessoas que seus sobrenomes "Sousa" são escritos com "S" e com "Z", Antônio com acento, Antonio sem acento, Manoel escrito com "O", Manuel escrito com "U"... Mas o nosso cangaceiro Virgolino o seu nome é escrito com "O".


Vamos escrever de hoje em diante o nome do cangaceiro do nordeste brasileiro Virgolino Ferreira da Silva com "O" e não com "U". Não há mais dúvida, o cartório registrou Virgolino com "O". Se a igreja fez seu batistério com "U", mas o que vale é o Registro do cartório.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos‎Lampião, Cangaço e Nordeste


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