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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MARIA GOMES DE OLIVEIRA A MARIA BONITA


Maria Gomes de Oliveira, vulgo Maria Bonita (Paulo Afonso, [4] 8 de março de 1911[1] — 28 de julho de 1938) companheira de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião e a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.

Maria Bonita nasceu e cresceu no povoado Malhada da Caiçara, que se localiza no município Paulo Afonso[5], na época município Gloria, na Bahia.

Depois de um casamento fracassado, no qual não gerou filhos, em 1929 tornou-se a namorada de Virgulino Ferreira da Silva, conhecido também como o "Rei do Cangaço".

Morando na chácara dos pais, um ano depois do namoro foi chamada por Lampião para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros,[carece de fontes] assim se tornando a mulher dele, com quem viveria por oito anos.

Supõem-se que Maria Bonita engravidou quatro vezes e que em duas gravidezes perdeu os filhos, sendo eles natimortos.[carece de fontes] Comprovadamente ela teve uma filha com Lampião de nome Expedita Ferreira Nunes[4], a única reconhecida legalmente,[3] que foi criada por um casal de amigos vaqueiros. Existem porém dúvidas sobre o parentesco dos supostos gêmeos Arlindo e Ananias Gomes de Oliveira. Ambos até então considerados filhos de Maria Bonita e Lampião.[2]

Maria Bonita morreu em 28 de julho de 1938, quando o bando acampado na Grota de Angicos, em Poço Redondo(Sergipe),[4] foi atacado de surpresa pela polícia armada oficial (conhecida como "volante"). Foi degolada ainda viva, assim como Lampião, porém este já morto, e outros nove cangaceiros.

Em 2006 a Prefeitura de Paulo Afonso restaurou a casa de infância de Maria Bonita, instalando o Museu Casa de Maria Bonita no local.[5]


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A LENDA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA CONTINUA

por Fabíola Ortiz

Antropólogos ainda não conhecem ao certo as técnicas utilizadas na mumificação do casal ou onde estão as cabeças do rei e da rainha do cangaço.

Maria Bonita

"Se, para muitos, Lampião foi um bandido sanguinário, para muitos outros foi um herói e continua a ser uma fascinante e lendária figura.” É desta forma que o rei do cangaço é descrito em reportagem publicada na revista O Cruzeiro, em 6 de junho de 1959, intitulada Justiça para Lampião. O fascínio que despertam a história do cangaço e a imagem das cabeças decepadas dos cangaceiros expostas segue intacto 75 anos após a morte de Lampião e Maria Bonita, em 28 de julho de 1938.

Em uma emboscada na madrugada daquele dia, 48 soldados da polícia de Alagoas avançaram contra o bando de 35 cangaceiros na grota do Angico, na margem do rio São Francisco, no município de Piranhas. Após um rápido combate, Lampião e Maria tiveram suas cabeças decepadas e, posteriormente, exibidas nas escadarias da prefeitura local, ao lado de outras de componentes do seu grupo. Depois, por 30 anos, as cabeças foram expostas no museu do Instituto Nina Rodrigues, em Salvador. Por lá passaram também as cabeças dos cangaceiros Corisco, Azulão, Zabelê e Canjica.

A preservação das cabeças embalsamadas de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Maria Bonita ainda gera questionamentos e discussões entre legistas, antropólogos e historiadores. Antropólogos do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, querem agora desvendar em que condições as cabeças foram manuseadas e embalsamadas.

O então professor da Faculdade de Medicina e diretor do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues na década de 50, Estácio de Lima, confirmou na ocasião da matéria de O Cruzeiro que as cabeças haviam sido conservadas pelo método egípcio de mumificação. Elas representam “documentos inestimáveis” de uma época da criminalidade brasileira, comentou. “

As informações que existem é que foram usadas técnicas egípcias. É exatamente isso que queremos descobrir. Por que usar como parâmetro a técnica egípcia? Provavelmente não foi usada a técnica completa, inclusive porque ela não é conhecida detalhadamente”, contou à História Viva a antropóloga biológica Cláudia Carvalho, diretora do Museu Nacional no Rio.

Sabe-se que o processo de mumificação no antigo Egito envolvia uso de resinas, essências aromáticas, limpeza com água do Nilo, retirada do cérebro pelo nariz, dos fluidos corporais e uma cobertura de sal por um longo período.

“Acho muito difícil que tenham sido seguidas essas técnicas. As cabeças foram aparentemente salgadas num lugar e levadas para outro. A temperatura e a umidade controladas não eram uma possibilidade naquela época. Não dá para saber se o resultado da técnica foi bom ou não”, admitiu Cláudia, ao duvidar que as sofisticadas técnicas milenares tenham sido utilizada no Nordeste na década de 1930.

(...)

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_lenda_de_lampiao_e_maria_bonita_continua.html

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LAMPIÃO TINHA RESPEITO PELOS VELHOS E POBRES


Conta-se que certa noite, os cangaceiros pararam para jantar e pernoitar num pequeno sítio, Um dos homens do bando, queria comer carne e a dona da casa, uma senhora de mais de 80 anos, tinha preparado um ensopado de galinha. O sujeito saiu e voltou com uma cabra morta nos braços.

- Tá aqui! Matei essa cabra. Agora, a senhora pode cozinhar pra mim.                                                                                    
A velhinha, chorando, apoderada de medo, contou que só tinha aquela cabra, e que era dela que tirava o leite para alimentar os seus três netos, já que não tinha outro alimento.                                

Sem tirar os olhos do prato, Lampião ordenou ao sujeito:        

- Paga a cabra da mulher.                                                    

O cangaceiro, contrariado, jogou algumas moedas na mesa, dizendo:                                                                                      
- Isso pra mim é esmola.                                                                      

- Agora paga a cabra, sujeito! – Disse Lampião.                             

- Mas, capitão, eu já paguei.                                                

- Ainda Não pagou. Aquilo, como você disse, era uma esmola. Agora, paga a cabra.                                                              

E o sujeito pagou a cabra outra vez.

Infelizmente eu não tenho a fonte deste material

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OS HOMENS QUE TRABALHARAM PARA LAMPIÃO E GOSTAVAM DE CAVALO BRANCO

Esquadrão de Lampião que preferia Cavalo Branco.

Luís Pedro (morto na chacina de 1938), Maquinista, Jurema, Bom Devera, Zabelê, COLCHETE (Morto no ataque de Mossoró em 1927), Vinte e Dois, Lua Branca, Relâmpago, Pinga Fogo (irmão de Massilon), Sabiá, Ben-te-vi, Chumbinho, Az de Ouro, Candeeiro, Vareda, Barra Nova, Serra do Mar, Rio Preto, Moreno, Euclides, Pai Velho, MERGULHÃO (morto na chacina de 1938); Coqueiro, Quixadá, Cajueiro, Cocada, Beija Flor, Cacheado, Jatobá, Pinhão, Mormaço, Ezequiel Sabino, Gato, Ventania, Romeiro, Tenente, Manuel Velho, Serra Nova, Marreca, Pássaro Preto, Cícero Nogueira, Três cocos, Gaza, Emiliano, Acuana, Frutuoso, Feijão, Biu, Sabino, Cordão de Ouro, Ferreirinha, Antônio Ferreira (irmão de Lampião). Mais JARARACA (Baleado em Mossoró), e assassinado depois de cinco dias de sua captura pelos homens de Mossoró e morto posteriormente.   

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COISAS SIMPLES (E GRANDIOSAS)

Por Rangel Alves da Costa*

De repente, você encontra uma velha amizade e sente que a pessoa baixa a cabeça um tanto envergonhada, como se temesse não ser reconhecida nem cumprimentada. Geralmente acontece quando a situação de um parece estar melhor que a do outro e a pobreza faz a pessoa querer evitar reencontros.

Em instantes assim, como faz bem um olhar sincero, um abraço apertado, um punhado de palavras antigas, daquelas que se dizia em meio às alegrias de outros tempos. E logo a percepção que as amizades verdadeiras são aquelas construídas na flor dos anos e que não haverá pobreza ou riqueza que as tornem esquecidas.

Nem todos percebem, mas pessoas existem cujo sorriso no coração espera somente uma palavra ou um gesto amigo do outro. Chamar alguém pelo nome causa um efeito de chuva perante o sertão. Relembrar convívios passados causa um efeito de lua perante olhos enamorados. Perguntar por parentes, amigos e conhecidos, causa um efeito imensamente grandioso nos sentimentos.

É que as pessoas gostam de ser reconhecidas, valorizadas, consideradas pela história de vida e não apenas por situações. As pessoas - e quando mais em situação de humildade estejam - gostam de ser reencontradas, principalmente nos seus próprios lares, onde uma simples visita se torna num gesto inesquecível.

Pessoas existem que conviveram juntas a criancice, a meninice, boa parte da vida adulta. Por força do destino, cada uma segue um rumo diferente e mais tarde uma está com melhores condições de sobrevivência que a outra. Muitos sequer recordam do tempo passado, se negam sempre a relembrar os momentos iguais. A riqueza e a bonança os tornam esquecidos daqueles que sempre se mostraram verdadeiros amigos.


Lastimosos são os corações assim, vaidosos, egoístas, presunçosos. Não há maior pobreza de espírito que deixar de reconhecer o outro pelo fato de este estar economicamente fragilizado, por viver na pobreza ou não poder ostentar o mesmo anel. E se esquecem das voltas que o mundo dá e os exemplos recolhidos em cada passo da vida.

Grandiosa é a alma, primoroso é o espírito que possui a dádiva do reconhecimento, do amor incondicional, do companheirismo e da fraternidade. Imenso é o coração e potentado é o gesto daquele que convive para a vida e não para o momento, daquele que se reconhece apenas um favor divino e não uma imposição humana.

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade, assim prega o Eclesiastes. Por que fugir ao bem e buscar a arrogância e a desnecessária altivez? O que hoje se mostra de uma forma, amanhã já terá outra feição. Quanto mais foge aos que cresceram no mesmo ninho mais perto estará da solidão do amanhã.

Gostar de quem gosta da gente é sublime reconhecimento. Sentir o que o outro sente é gesto incomparável de igualdade. E não é difícil saber quem verdadeiramente é amigo, quem nos admira, quem nos preserva no coração. Tudo na simplicidade do encontro, do olhar, do abraço, da palavra sincera.

Eis aqui as sandálias da humildade. Nenhum reinado é mais poderoso que uma boa amizade. O velho amigo - mesmo em barraco de cipó e barro - adoça o café no prazer em receber, entrega todo o contentamento do mundo porque não possui algo mais valioso para oferecer. E há muita gente assim na minha Nossa Senhora da Conceição de Poço Redondo.

Conheço o dourado, o de anel, o de riqueza e o que pensa que tem. Conheço o rico e o pobre, a arrogância e a humildade, aquele que é amigo e aquele que apenas finge, que sempre age por conveniência. Mas afirmo com sinceridade: sempre abraçar o velho amigo de chapéu de couro e roupa remendada, sempre abraçar aquela de mão calejada e feição marcada pelo sacrifício. E assim com o moço, a moça, o jovem, o menino. É que aprendi a amar os meus iguais.

Por que somos apenas o que somos. Antes de tudo a raiz. E sem sair do chão. Por que a ele retornaremos feito pó, leve, suave e com a consciência dos justos.

Poeta e cronista
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MANOEL SEVERO BARBOSA E O MITO VIRGULINO:

Por Manoel Severo Barbosa

"Parece estranho falarmos de cangaço e termos que recorrer a conceitos próprios do ambiente empresarial moderno; mas, aprofundando-nos um pouco mais na história intrigante de Virgulino, não nos parece exagero considerar que já naquela época o engenhoso bandido das caatingas conhecia muito bem o valor do Marketing Pessoal, a Política da Boa Vizinhança, Lobby e Tráfico de Influência, até mesmo noções de Logística Empresarial; na verdade não conseguimos conceber um reinado tão extenso de uma vida fora da lei em circunstâncias tão adversas, sem que boa parte desses conceitos não fizesse parte da mente prodigiosa de Lampião.

Desde cedo pela própria profissão da família, Virgulino e os irmãos passaram a conhecer toda a região e fazer um grande ciclo de relacionamentos, que mais tarde, unido a ingredientes como o medo e o favor, seriam de muita valia. Sem falar que essa espetacular rede de “apoiadores”; famosos coiteiros; formada de gente miúda e graúda; foi fundamental para a sobrevivência por tanto tempo do famoso grupo.

As condições inóspitas e hostis da caatinga exigiam, além da extrema capacidade física, um exagerado instinto de sobrevivência. Comida, água, descanso, dormida, eram luxos muitas vezes esperados por dias a fio. Andanças intermináveis, muitas vezes em círculos, passando por vários estados em poucos dias carecia de um mínimo de organização e senso de direção.

Outro fator preponderante era o acesso à munição. Até os mais próximos do grande chefe do grupo, não sabiam de onde vinha tamanha carga de armamento, inclusive recebendo o que havia de mais moderno na época, exclusividade que nem as forças policiais recebiam.

Penso que o maior de todos os diferenciais entre Lampião e os outros grandes chefes do cangaço, como Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino e mesmo Sinhô Pereira, sem dúvidas era o seu cérebro privilegiado. Mesmo compreendendo a posição de amigos pesquisadores quando defendem a desconstrução do mito de que Lampião não tinha nada de estrategista militar e que seu sucesso e longevidade na vida cangaceira se deveu a uma “mistura de incompetência e corrupção, por parte dos governos, e instinto de sobrevivência da parte dele, Lampião”; as espetaculares técnicas desenvolvidas para a “guerrilha” na caatinga, muitas vezes foram determinantes para salvar vidas e vencer batalhas, muitas delas beirando ao absurdo do desequilíbrio de forças, como a de Serra Grande onde uma força volante de perto de 400 homens não conseguiu dá cabo do grupo cangaceiro com pouco mais de 70 cabras, que se valiam desde o ousado enfrentamento em nítida desvantagem, à retirada estratégica quando lhe era conveniente, muitas vezes o bando simulava o abandono do embate e voltava pela retaguarda e encontrava a força volante totalmente desprevenida.

No cangaço de Virgulino, cada peça se encaixava em seu lugar...

Na verdade, o próprio estilo de vida cangaceira; uma espécie de nômade das caatingas, o profundo conhecimento da região e suas sólidas redes de apoio logístico, lhes conferiam um grande poder de mobilidade, como também maiores condições de escaparem da polícia.

Um dos maiores cuidados do grupo era evitar o movimento pelas estradas, e mesmo dentro da caatinga tomavam cuidados excessivos com relação aos rastros. O ato de andar em fila indiana, todos seguindo na mesma pegada, o mito de calçar alpercatas com o salto na frente e o último do grupo apagar as pegadas com galhos de plantas eram providências costumeiras para dificultar o trabalho dos rastreadores das volantes, o cuidado em acender o fogo para a comida e até mesmo em enterrar os restos de animais sacrificados e restos de comida eram costumais, além do uso de cães para a sentinela e um entrançado de fios e chocalhos ligados entre si pela catinga, para denunciar a presença indesejada. Ao invadir os lugarejos o primeiro alvo eram sempre os fios do telégrafo.

Outra tática que visava confundir o trabalho das volantes era não deixar os corpos de seus companheiros abatidos em combate, quando era inevitável, cortavam as cabeças dos mesmos para evitar que fossem identificados. O grupo também possuía o hábito de para os novos membros adotar a alcunha ou apelido de outro companheiro morto, também na intensão de confundir a polícia, perpetuando o personagem abatido.

Dessa forma não seria exagero nenhum, declinar Virgulino Ferreira como um dos cérebros mais privilegiados de sua época, razão sem dúvidas que permitiu seu “reinado” por quase vinte anos; de sua simpática Vila Bela em 1918 até o fatídico julho de 1938, em Angico.Virgulino "Um líder consciente do poder de sua própria imagem e mito..."


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domingo, 3 de janeiro de 2016

COMPRE DIRETO COM O AUTOR


O LIVRO:

O romance “A Volta do Rei do Cangaço,” de Junior Almeida, mantém vivo o mito de Lampião.

Neste livro de sabor regional o mais famoso cangaceiro nordestino não foi morto pela polícia em Sergipe, em 1938. Alguém foi assassinado em seu lugar mas prevaleceu a versão das “volantes” e do governo.

Lampião, na verdade, foi atingido por uma espécie de maldição e ainda está vivo, sem nem ao menos envelhecer. Já morou em vários lugares do Nordeste e usou diversos nomes. Atualmente usa o nome de Luiz Ribeiro, é coronel da Polícia Militar de Pernambuco e mora num recanto escondido no município de Capoeiras, no Agreste do Estado.

O romance faz uma viagem ao passado, relembrando os tempos do cangaço e da violência, tanto por parte dos bandoleiros como da polícia. No presente, Virgulino Ferreira, com outro nome interage com militares de alta patente e até com o governador do Estado.

Um historiador, obcecado pela vida misteriosa dos cangaceiros, desconfia que Lampião não morreu em Angicos e começa a fazer investigações por conta própria, enfrentando a descrença de muitos e os perigos dessa busca pela verdade.

“A Volta do Rei do Cangaço” retrata o interior das pequenas cidades do Nordeste, mostra as ligações de Lampião com o padre Cícero Romão e nos apresenta o cangaceiro como uma espécie de justiceiro, capaz ainda hoje de recorrer a violência quando é preciso enfrentar uma desfeita ou punir algum bandido.

Um livro que vai dar o que falar.

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RUA DAS ÁRVORES

Por Clerisvaldo B. Chagas, 3 de janeiro de 2016 - Crônica Nº 1.494

Quem esteve na orla de Maceió no final do ano passado, contemplou a maravilhosa decoração natalina. Um encanto! E se a orla por si só já é belíssima, imaginem decorada artificialmente com aquele marzão ao fundo e no cair da tarde. Vários outros lugares da capital faz jus ao título ganho  como a capital mais bonita do Brasil. Deixando todos esses lugares, voltemo-nos para o comércio que tomou ares de lugar civilizado com os famosos calçadões.

Rua da Árvores, em Maceió. (Foto: Clerisvaldo).

Em alguns pontos desse mesmo comércio falta manutenção em parte do saneamento que fede mesmo. E nesse entrevero todo, entre o progresso e o atraso, particularizamos a Rua Augusta, sempre conhecida como Rua das Árvores. Rua do Ipaseal Saúde, rua de pequeno e médio comércio, rua de comércio ambulante de frutas, rua de pontos de ônibus. Ali você encontra um verdadeiro Frutal, mercadorias vindas de diversos lugares, tanto do estado quanto de fora. Entretanto, os pedestres sofrem com as  calçadas estufadas que a ambição pelo dinheiro não consegue sequer um conserto. E naquele pomar ambulante sobre as sarjetas, escorrem as águas pretas de fossas, misturando a fedentina com o cheiro enjoativo dos pequenos restaurantes. Um descaso total com a saúde pública.

A Rua das Árvores, dessa maneira, torna-se complemento do Calcanhar de Aquiles de Maceió: o imundo mercado que gestor nenhum que meter a mão, como se fosse paciente em estado terminal. Não estamos falando dos Haiti moradias da Levada, nem das grotas inchadas de pobreza. Estamos nos referindo ao centro de Maceió que nos lugares citados continuam no Século XIX.

Continuemos desfrutando as partes sadias, mas não se pode calar diante das mazelas que atentam contra o coletivo. É dever, até, o grito da população para os ouvidos distraídos dos gestores.

Rua das Árvores, pedaço de tradição maceioense.  


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Além do Mito, Virgulino Ferreira da Silva...

Por Manoel Severo

Parece estranho falarmos de cangaço e termos que recorrer a conceitos próprios do ambiente empresarial moderno. Aprofundando-nos um pouco mais na história intrigante de Virgulino, não nos parece exagero considerar que já naquela época o engenhoso bandido das caatingas conhecia muito bem o valor do Marketing Pessoal, da Política da Boa Vizinhança, do Lobby e Tráfico de Influência, até mesmo noções de Logística Empresarial; na verdade não conseguimos conceber um reinado tão extenso de uma vida fora da lei em circunstâncias tão adversas, sem que boa parte desses conceitos não fizesse parte da mente prodigiosa de Lampião.

Desde cedo pela própria profissão da família, Virgulino e os irmãos passaram a conhecer toda a região e fazer um grande ciclo de relacionamentos, que mais tarde, unido a ingredientes como o medo e o favor, seriam de muita valia. Sem falar que essa espetacular rede de “apoiadores”, formada de gente miúda e graúda, foi fundamental para a sobrevivência por tanto tempo do famoso grupo.

As condições inóspitas e hostis da caatinga exigiam, além da extrema capacidade física, um exagerado instinto de sobrevivência. Comida, água, descanso, dormida, eram luxos muitas vezes esperados por dias a fio. Andanças intermináveis, muitas vezes em círculos, passando por vários estados em poucos dias carecia de um mínimo de organização e senso de direção.

Um líder sempre atento à seus próprios movimentos

Outro fator preponderante era o acesso à munição. Até os mais próximos do grande chefe do grupo, não sabiam de onde vinha tamanha carga de armamento, inclusive recebendo o que havia de mais moderno na época, exclusividade que nem as forças policiais recebiam.

Penso que o maior de todos os diferenciais entre Lampião e os outros grandes personagens e chefes do cangaço, como Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino e mesmo Sinhô Pereira, sem dúvidas era o seu cérebro privilegiado. Mesmo compreendendo a posição de amigos pesquisadores quando defendem a desconstrução do mito de que Lampião não tinha nada de estrategista militar e que seu sucesso e longevidade na vida cangaceira se deveu a uma “mistura de incompetência e corrupção, por parte dos governos, e instinto de sobrevivência da parte dele, Lampião”; as espetaculares técnicas desenvolvidas para a “guerrilha” na caatinga, muitas vezes foram determinantes para salvar vidas e vencer batalhas, muitas delas beirando ao absurdo do desequilíbrio de forças, como a de Serra Grande onde uma força volante de perto de 400 homens não conseguiu dá cabo do grupo cangaceiro com pouco mais de 70 cabras, que se valiam desde o ousado enfrentamento em nítida desvantagem, à retirada estratégica quando lhe era conveniente, muitas vezes o bando simulava o abandono do embate e voltava pela retaguarda e encontrava a força volante totalmente desprevenida. 

No cangaço de Virgulino, cada peça se encaixava em seu lugar...

Na verdade, o próprio estilo de vida cangaceira; uma espécie de nômade das caatingas, o profundo conhecimento da região e suas sólidas redes de apoio logístico, lhes conferiam um grande poder de mobilidade, como também maiores condições de escaparem da polícia. 

Um dos maiores cuidados do grupo era evitar o movimento pelas estradas, e mesmo dentro da caatinga tomavam cuidados excessivos com relação aos rastros. O ato de andar em fila indiana, todos seguindo na mesma pegada, o fato de calçar alpercatas com o salto na frente e o último do grupo apagar as pegadas com galhos de plantas eram providências costumeiras para dificultar o trabalho dos rastreadores das volantes, o cuidado em acender o fogo para a comida e até mesmo em enterrar os restos de animais sacrificados e restos de comida eram costumais, além do uso de cães para a sentinela e um entrançado de fios e chocalhos ligados entre si pela catinga, para denunciar a presença indesejada. Ao invadir os lugarejos o primeiro alvo eram sempre os fios do telégrafo.

Um líder consciente do poder de sua própria imagem e mito...

Outra tática que visava confundir o trabalho das volantes era não deixar os corpos de seus companheiros abatidos em combate, quando era inevitável, cortavam as cabeças dos mesmos para evitar que fossem identificados. O grupo também possuía o hábito de para os novos membros adotar a alcunha ou apelido de outro companheiro morto, também na intensão de confundir a polícia, perpetuando o personagem abatido. 

Dessa forma não seria exagero nenhum, declinar Virgulino Ferreira como um dos cérebros mais privilegiados de sua época, razão sem dúvidas que permitiu seu “reinado” por quase vinte anos; de sua simpática Vila Bela em 1918 até o fatídico julho de 1938, em Angico; cenário de seu último ato que apesar de mais de 70 anos ainda "assombra a todos" com suas mentiras e mistérios.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

E em Maio de 2016...
Você não perde por esperar:
Cariri Cangaço Floresta

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ALDENORA SANTIAGO

Por Lindomarcos Faustino

Aldenora Santiago de Aquino nasceu no município de Natal-RN, no dia 05 de junho de 1944. Filha de Manoel Lourenço de Aquino e Francisca Santiago de Aquino. Veio para o município de Mossoró ainda quando tinha sete anos de idade e, aos 18 anos, se apresentou como caloura no programa da Rádio Rural de Mossoró, na companhia do Conjunto Totõezinho, de quem recebeu uma proposta para se integrar ao grupo. Esta cantora encantou a sociedade mossoroense nas décadas de 60 e 70.


Esta profissional da música pode ser considerada um dos patrimônios históricos de Mossoró, tendo ela passado pelo cast da Rádio Difusora de Mossoró. Sua memória fez ressurgir grandes sucessos passados, os mossoroenses reviviam o passado ouvindo sua voz, que trazia emoções e grandes recordações. As noites mossoroenses ficaram mais alegres com seus shows, integrando-se o conjunto de Totõezinho e do saudoso Maestro Batista, que eram apresentados no Clube do ACDP e no Cine Caiçara. Era uma mulher que sempre foi aplaudida de pé, pelos seus fãs. Também foi integrante do Conjunto Sayonara, onde fazia a voz principal.

Ela foi revelada nos programas de auditório da Rádio Difusora de Mossoró, apresentado por Genildo Miranda, no Programa “Vesperal das Moças”. Também ela se apresentava no programa “Zy & 20”, que era apresentado aos domingos, no auditório do Cine Caiçara, pelo radialista José Maria Madrid. Ela tinha uma voz encantadora e um repertório inquestionável, sempre cantava na Rádio Difusora, na ACDP, nos cabarés de Copacabana e Casa Blanca e outros lugares. Ela chegou até ser convidada para fazer gravações no Rio de Janeiro, mas não aceitou.

Aldenora Santiago infelizmente se perdeu no alcoolismo e na prostituição. Por muitas vezes dormia nas calçadas das ruas do Alto do Louvor, em Mossoró. Ela faleceu no dia 12 de dezembro de 1984, num leito hospitalar do Rafael Fernandes, vítima de cirrose. Em sua homenagem a Câmara Municipal de Mossoró criou o “Projeto Aldenora Santiago”, para divulgação de música regional por rádio fusão e dispõe sobre a obrigatoriedade da propagação diária nas emissoras de rádio fusão de músicas, intérpretes, autores, bandas e orquestras mossoroenses ou potiguares, pela Lei N°3.228 de 20 de novembro de 2014.

Fonte: facebook
Página: Lindomarcos Faustino‎


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FERNANDO DA GATA


Conheça a história do facínora do Ceará Fernando da Gata clicando no link abaixo. Se ele não funcionar leve-o até ao google que ele abrirá com certeza.

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sábado, 2 de janeiro de 2016

SOLICITAÇÃO AOS PARENTES DO EX-CANGACEIRO "VOLTA SECA"

Por José Mendes Pereira
Ex-cangaceiro Volta Seca

O blog do Mendes e Mendes solicita aos descendentes de Antonio dos Santos o ex-cangaceiro "Volta Seca" que entrem em contato conosco, para registrarmos em nossos arquivos a sequência da família do cangaceiro. Posteriormente serão registradas pelos pesquisadores e escritores. 

Dois bisnetos de dona Anália Ferreira irmã de Lampião já entraram em contato conosco, e tudo foi registrado neste blog: 


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Já recebemos informações de netas e bisnetas do ex-cangaceiro Volta Seca, mas elas desapareceram, e nunca mais retornaram com informações. 

Os familiares do ex-cangaceiro "Volta Seca" não têm de que temerem, pois o tempo está tão longe do tempo do cangaço. Não haverá mais nenhuma perseguição aos parentes dos cangaceiros, e nem tão pouco a algum cangaceiro que ainda esteja vivo e no anonimato. Sabes-e que tem a ex-cangaceira Dulce Menezes viva, mas é impossível ainda ter cangaceiros vivos no anonimato, mas ninguém sabe.

Os nossos e-mails são: 

josemdnesp58@hotmail.com
josemendesp58@gmail.com 

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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CINE CAIÇARA.

Por Lindomarcos Faustino

Esta casa de cinema foi inaugurada no dia 28 de maio de 1955, uma das mais prestigiadas casas shows do município de Mossoró, além de ser um cinema de grande qualidade. Esta casa cultural foi construída para ser um cinema, na década de 50, localizado na Rua Alfredo Fernandes, centro. Vários artistas renomados do país já passaram pelo palco desse prédio: Alcides Gerardo, Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Stênio Garcia, Sérgio Mamberti, Aracy Balabanian, Vital Farias, Xangai, Saulo Laranjeira, Patativa do Assaré e muitos outros pisaram no palco do Caiçara. Neste tempo, o programa “Vesperal das Moças”, comandado pelo saudoso Genildo Miranda estava no auge, sendo sempre apresentado aos sábados à tarde. Também os artistas da terra se apresentavam muito no palco do Cine Caiçara, tais como: Socorrinha Melo, Romildo Nunes, Mércia Paiva, Lupércio Luiz de Azevedo, além de outros.


Ainda na década de 50 o prédio passou por uma grande reforma, melhorando sua estrutura e teve uma grande reinauguração, sendo apresentados grandes filmes de Hollywood. Depois este espaço de arte permaneceu um bom tempo fechado, mas em abril de 1990 surgiu na cidade um novo movimento cultural, que resolveram lutar pelo Caiçara, que era o grupo teatral Nocaute à Primeira Vista, que após abertas as portas do prédio foi criada a Cooperativa Caiçara de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Mossoró – COOCAR, que por muito tempo organizaram diversos shows de teatros, músicas e danças com artistas da terra e de fora. Mas no dia 28 de agosto de 1992 a COOCAR fechou as portas do Cine Caiçara devido à falta de apoio. Por mais de 15 anos permaneceu novamente com suas portas fechadas, com seu palco vazio e luz apagada. Sendo que o prédio foi totalmente derrubado e no seu lugar foi construído o Centro Empresarial Caiçara, inaugurado no dia 23 de outubro de 2008, uma idealização do Engenheiro Civil Jorge do Rosário, dono da REPAV, que foi a construtora responsável pela obra. O edifício atualmente é composto por 71 salas, sua fachada é de pele de vidro.

Esta casa de cinema foi inaugurada no dia 28 de maio de 1955, uma das mais prestigiadas casas shows do município de Mossoró, além de ser um cinema de grande qualidade. Esta casa cultural foi construída para ser um cinema, na década de 50, localizado na Rua Alfredo Fernandes, centro. Vários artistas renomados do país já passaram pelo palco desse prédio: Alcides Gerardo, Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Stênio Garcia, Sérgio Mamberti, Aracy Balabanian, Vital Farias, Xangai, Saulo Laranjeira, Patativa do Assaré e muitos outros pisaram no palco do Caiçara. Neste tempo, o programa “Vesperal das Moças”, comandado pelo saudoso Genildo Miranda estava no auge, sendo sempre apresentado aos sábados à tarde. Também os artistas da terra se apresentavam muito no palco do Cine Caiçara, tais como: Socorrinha Melo, Romildo Nunes, Mércia Paiva, Lupércio Luiz de Azevedo, além de outros.

Ainda na década de 50 o prédio passou por uma grande reforma, melhorando sua estrutura e teve uma grande reinauguração, sendo apresentados grandes filmes de Hollywood. Depois este espaço de arte permaneceu um bom tempo fechado, mas em abril de 1990 surgiu na cidade um novo movimento cultural, que resolveram lutar pelo Caiçara, que era o grupo teatral Nocaute à Primeira Vista, que após abertas as portas do prédio foi criada a Cooperativa Caiçara de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Mossoró – COOCAR, que por muito tempo organizaram diversos shows de teatros, músicas e danças com artistas da terra e de fora. Mas no dia 28 de agosto de 1992 a COOCAR fechou as portas do Cine Caiçara devido à falta de apoio. Por mais de 15 anos permaneceu novamente com suas portas fechadas, com seu palco vazio e luz apagada. Sendo que o prédio foi totalmente derrubado e no seu lugar foi construído o Centro Empresarial Caiçara, inaugurado no dia 23 de outubro de 2008, uma idealização do Engenheiro Civil Jorge do Rosário, dono da REPAV, que foi a construtora responsável pela obra. O edifício atualmente é composto por 71 salas, sua fachada é de pele de vidro.

Fonte: facebook
Página: Lindomarcos Faustino‎

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MEU ÚLTIMO ENCONTRO COM LUIZ GONZAGA

 Por Geraldo Menezes Barbosa
Vídeo do Youtube

Faz muito tempo, mas aconteceu. Vale a pena lembrar. Após abastecer meu veículo, à margem da BR 116, descobri sentado, no restaurante, ao lado do seu motorista, o famoso Luiz Gonzaga, de boné e óculos escuros, tendo o olhar voltado para estrada. Estava absorto, talvez lembrando sua terra no Exu ou estimulado pelo cheiro da carne assada que vinha do alpendre. 


Luiz trazia no rosto desenhos profundos de um homem amargurado, emagrecido, ombros caídos, em nada se assemelhando aquele biótipo amorenado, monumento vivo de braços valentes repuxando os pulmões da sanfona, estremecendo a plateia no melhor ritmo do reinado do baião daqueles velhos tempos.

Aproximei-me dele para tocar-lhe o ombro, em sinal de identificação amiga dos nossos bons momentos da Rádio Progresso de Juazeiro, nos shows delirantes programados.

- Luiz Gonzaga! Que bom revê-lo! Nunca mais andou pelo Juazeiro?

Minha saudação de alegria teve uma resposta melancólica. Erguendo a cabeça, o sanfoneiro fitou-me buscando uma identificação que não conseguia e balbuciou triste:

_ Como vai o senhor?

Resposta anônima e diferente a um passado bem recente, quando nos abraços no acerto de contas dos contratos e na alegria de suas noites de sucessos. Desconversei qualquer coisa e fui saindo entristecido. Seu motorista, ao lado, sinalizou-me com um olhar de decepção confirmando que seu patrão já não era o mesmo.

Vídeo do Youtube

Prossegui viagem profundamente constrangida por aquele encontro. Senti que o rei estava próximo de morrer. Já não expressava a simpática eloquência comunicativa de festa interior, quando dissertava o linguajar do baião em livre palestra regionalista, sem a necessidade de olhar para o teclado. Luiz exibia ali um fantasma amargurado de corpo e alma. Havia perdido a alegria de viver, vítima da falta de saúde, decepção e sem esperança por um amanhã propício.

Vídeo do Youtube

Nunca imaginei ver aquele "monarca nordestino" condenado a um abandono de si próprio, sem a capacidade de sonhar. Ele que distribuiu tantos sonhos de amor por esse mundo a fora. Que encantou os terreiros e palcos. Acelerei o carro na certeza de ter visto, pela última vez, o mais eloquente folclorista do Brasil.

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Ilustrado por José Mendes Pereira

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MOSSORÓ E A REGIÃO ADJACENTE PERDEM O MAIS VELHO DA CIDADE COM 143 ANOS

Por José Mendes Pereira

A cidade de Mossoró e as cidades vizinhas receberam a notícia do seu falecimento com tristeza. Faleceu  hoje, aos 143 anos, quem mais informou aos Potiguares, o jornal O MOSSOROENSE, pois deixará de circular na região. O jornal O Mossoroense irá continuar as suas atividades somente na versão online.

Pêsames

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