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segunda-feira, 11 de abril de 2016

BENJAMIM ABRAHÃO DE FIRMINO HOLANDA

 Por Lailson Feitosa

O livro de Firmino Holanda intitulado Benjamim Abrahão, publicado no ano 2000 pela Fundação Demócrito Rocha foi mais uma edição de um fantástico trabalho integrante da Coleção Terra Bárbara. Sua introdução – Um náufrago no Sertão o autor aborda a sagacidade do homem aventureiro, sagaz, que busca em outras plagas as satisfações para a vida. Neste ínterim, Firmino Holanda cita um exemplo de um compatriota do biografado, naufrago que se casaria com uma índia amazônica, tornando-o cacique da referida aldeia, uma alusão à destreza de lhe dar com condições adversas.

Benjamim Abrahão, de forma parecida, porém desembarca sem maiores sustos em Pernambuco, após alguns anos em Recife, tem a cidade de Fortaleza o início de sua jornada pelo Sertão Cearense. Focado nas técnicas de fotografias e filmagens, novidade tecnológica do século XX, o Sírio-libanês partirá sertão adentro em busca de seus objetivos. Nesta empreita, acaba envolvido com dois personagens singulares que desenharia o Nordeste brasileiro para sempre, o líder religioso Padre Cícero Romão Batista, e o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.


1º Capítulo: Mascate “Árabe” na Meca nordestina

No capítulo inaugural temos, basicamente, um retrospecto dos primeiros momentos políticos, sociais, econômicos e culturais, em curso, no primitivo Juazeiro. O autor desenha em prosa as conjecturas estruturais daquele período que coincide com a chegada do mascate, sírio-libanês, Benjamim Abrahão a terra do Pe. Cícero. Ou seja, ele chega em um tempo de muitas agitações, cujo Lugar crescia e se desenvolvia rapidamente em virtude dos desdobramentos dos fatos extraordinários acorridos a partir de 1889 quando a Beata Maria de Araújo protagoniza o milagre eucarístico numa missa celebrada pelo Padre Cícero.

O autor, ainda, salienta que não foram apenas os fatores religiosos ou místicos que atraiam adventícios para aquele reduto em ascensão, mas também, pessoas ambicionadas pelas riquezas naturais da região do Cariri, cuja funções administrativas recaiam ao nobre reverendo. Foi neste outro contexto que em 1908, dois aventureiros provenientes do estado da Bahia, o médico Floro Bartolomeu da Costa e seu companheiro, francês, Adolfo Van Den Brule que se identificou como conde, e, ambos pretensos exploradores das minas de cobre do Coxá. De imediato pedem guarida ao padre Cícero Romão Batista e permissão para suas pretensões exploratórias.

Alencar Peixoto e Dr Floro

Contudo, esta aproximação de Dr. Floro Bartolomeu, lhe renderiam muito mais o que prometiam com os recursos minerais da região do Cariri, pois Firmino Holanda faz um levantamento, coeso, em apenas um parágrafo sobre a evolução político social do médico baiano em Juazeiro. De um viajante errante, a deputado federal, além de se tornar peça chave de três eventos importantes para a história do Estado do Ceará e da cidade de Juazeiro. Dr. Floro Bartolomeu da Costa, foi à força no desenrolar dos fatos que culminaram na pacificação dos coronéis da região (Pacto dos coronéis), da emancipação política do Juazeiro e do destaque político do reverendo como primeiro prefeito do novíssimo município assim como a nobre vice-presidência estadual.

Foi, também, neste ambiente que chega ao Juazeiro, proveniente de Recife, o Sírio Libanês Benjamim Abrahão, cujo nome verdadeiro seria Jamil Ibrahim. Naquela primeira paragem, Jamil Ibrahim, era apenas um adolescente com pouco mais de 15 anos de idade e teria aportado em Recife em 1913 ou 1916, o autor não sabe ao certo, porém, afirma com certeza aquele jovem garoto era bastante resoluto, pois já comercializava tecidos e alimentos montado a cavalo. 




Foi com essa mesma altives que o Sírio-libanês, por volta de 1920, chegaria à terra da Mãe da Mãe das Dores, e segundo o próprio adventício trazia consigo uma carta de recomendação de um amigo do padre Cícero residente em Recife. Firmino Holanda faz uma citação do Padre Azarias Sobreira quanto ao seu aspecto jovial ao chegar a Juazeiro, dizendo-o que ele, Benjamim Abrahão, mal saíra da adolescência. Portanto, até aqui percebemos que o visitante era bastante jovem ao chegar à crescente Juazeiro.

Ao se encontrar com Padre Cícero, este, ficou sensibilizado por Benjamim Abrahão ser originário de um lugar próximo a Terra Santa (Jerusalém), além de se dizer educado por missionários cristãos no Líbano. O autor esclarece que naqueles tempos a maioria do povo Sírio cultuava o cristianismo, porém coexistindo com os mulçumanos. Assim, Benjamim Abrahão pertenceria em seu país de origem, aos maronitas ou aos melkitas, ambas obedientes a Igreja de Roma, contudo, Benjamim Abrahão pertencia a uma dessas duas correntes cristãs. 

Nos parágrafos seguintes, é abordado a possível cidade de nascimento do biografado e o suposto motivo de sua emigração. Desta forma, Benjamim Abrahão teria nascido na cidade de Zahle ou Zahlah, localizada na região central do Líbano, a oeste de Beirute.

Conforme o autor, no censo de 1890 aponta que existiam mais 350 mil estrangeiros no Brasil, cuja predominância era de alemães e italianos. Os turcos, como eram conhecidos todos os indivíduos de cultura Árabe, coexistindo entre os outros povos colonizadores, porém em números bem menores. Há registros que houve um crescimento da presença deles entre os anos de 1860 e 1870, porém, novamente, inicia outro período de queda da emigração de povos de origem síria para o Brasil. Será a partir do século XX que se evidenciam as maiores levas de migrações sírias para o nosso país.

Na região Nordeste, por volta de 1920, teria chegado ao Ceará cerca de 40 famílias Sírias, cujas origens seriam exatamente de Zahle. Por aquele tempo o Império Otomano em decadência, mantinha com forte resistência sua unificação, cuja área territorial abrangia, também, os territórios da Síria e do Líbano. Contudo, a instabilidade interna, conflitos de grupos separatistas e de ordens étnicas e religiosas entraram em conflagração resultando o deslocamento maciço de libaneses pelo mundo, por aquela década, chegaria ao Brasil, Jamil Ibrahim ou Benjamim Abrahão. 

Lailson Feitosa, Manoel Severo e Emerson Monteiro no Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte, setembro de 2015

O autor ainda salienta que o desenvolver dos acontecimentos no oriente próximo, culminariam com a eclosão da primeira guerra mundial, quando os países Balcãs retomam seus territórios e liquidam o Império Otomano. O Líbano, apesar de ser uma pequena faixa de terras fronteiriça ao Sul com Israel, tem um legado histórico de lutas com várias outras civilizações, cujos resultados foram o permanente estado de migração de seus naturais. Naquele conflito mundial de 1914, a França se apropria de seu território tornando-o subjugada, mas, desde os tempos mais remotos que os Sírios já haviam sido cooptados pelos fenícios, egípcios, gregos, persas e romanos. Devido tais conflitos, Firmino Holanda considera que a migração sempre foi uma preocupação constante dos libaneses. 

Árabes, turcos, sírios e por último os libaneses. Firmino Holanda faz uma conjectura desses três elementos identificadores de nacionalidades. Porém, a análise desenvolvida pelo autor se configura numa espécie de estágio social do migrante. Primeiramente, todos os indivíduos daquelas regiões do oriente próximo são chamados de Árabes. Após aportarem em plagas nordestinas passaram serem tratados por turcos, estes eram afáveis e modestos mascates; ao adquirem estabelecimento fixo nos centros urbanos passavam a ser chamados por sírios, contudo, após muito e longos anos de trabalho, e já ricos, com destaque social esses indivíduos passariam a ser conhecidos por libaneses.

Continua, é abordado o importante papel desses empreendedores comerciais no Ceará, eram eles, sinônimos de desenvolvimento e capacidade de administração nos ramos comerciais e industriais. Com suas habilidades comerciais o povo sírio deu ao estado do Ceará destaque no crescimento econômico das várias cidades, inclusive do interior cearense como fez o biografado Benjamim Abrahão. Em Juazeiro o jovem e recém-chegado mascate libanês abre uma loja de artigos religiosos, imagens de santos, sua vocação comercial era pulsante.


Posteriomerte postarei os capítulos seguintes...
Lailson Feitosa, pesquisador e professor
Juazeiro do Norte

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UMA MENSAGEM DE LAMPIÃO

Material do acervo do pesquisador Antonio Corrêa Sobrinho
Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

"Sou Virgulino Ferreira da Silva, conhecido por "Lampião", um brasileiro, nordestino, pernambucano, um cangaceiro, o "rei do cangaço", com patente de capitão, ainda que de contrafação, mesmo assim, considero-me um autêntico capitão. Só sinto não ter chegado a general.

Como tantos outros nascidos nas adustas terras do sertão, naqueles dias tão secos, famintos e sofridos, notadamente no primeiro terço do século XX, que, por ignorância, vingança, irresignação, injustiça, temperamento, instinto, perversão, inadaptação, ausência de juízo, de tino, enfim, por uma, duas destas razões ou, não raro, por uma associação destes motivos a insistentemente dizer nos seus ouvidos: "chute o balde", ignore essas leis, essas regras, costumes, hábitos, convenções; crie seu próprio mundo, suas leis, sua moral, sua ética, seu reino - buscaram um poder que não lhe cabia, um modus operandi na contrapartida do poder maior, solidamente estabelecido, um fazer justiça de modo injusto.

Assim eu me fiz, meus motivos eu sei; tornei-me, igualmente a mil outros, como disse, um fora da lei, um marginal, um terror, um fugitivo do Estado, cuja cabeça valeu a fortuna de 50 contos de réis.

É certo que muita gente eu matei, mandei, permiti que matasse, e por mão de gente comecei a ser punido, eis que fui morto justamente.

Minha história de sangue e sofrimento o mundo conheceu e o meu nome "Lampião" tornou-se uma palavra adverbial.

Porém, tudo isso já passou, o tempo já vai longe, e por estes crimes e pecados que cometi, eu já paguei, foram todos devidamente quitados perante Deus; e, olhem, quitei muito mais cedo este meu gigantesco débito do que vocês imaginam, uma vez que aqui meu "Padim Ciço" me ajudou muito mais do que na terra; o padre é muito prestigiado por aqui, logo, logo chega a santo, o homem vive à destra do altíssimo.

Mas a razão maior, para não dizer única, da minha visita a vocês, é agradecer a todos os que fazem este maravilhoso grupo - "Ofício das Espingardas", e por extensão aos demais que pululam no facebook, tratando da minha pessoa, dos meus amigos, dos meus inimigos, quer dizer, de tudo que tem a ver com o cangaço, sua importância, seus sentidos e significados. Muito obrigado, mesmo.

Confesso, para terminar, que não foi fácil fazer chegar esta mensagem até vocês; na verdade, tive que envidar muitos esforços, mas sei porque o fiz, foi por uma gratidão ainda maior, porque tenho observado que estes grupos de cangaço são verdadeiros fã-clubes meus, e digo isto porque, daqui, do além onde estou, a gente vê muito bem, de forma transparente, seja a consciência, o pensamento, e em vocês eu só vejo dois sentimentos em relação a mim: os que amam me amar e os que odeiam me amar."

* mensagem que recebi em sonho.

Fonte: facebook
Página: Antonio Corrêa Sobrinho
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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

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Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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DEBATE ENFOCA 80 ANOS DO CALDEIRÃO

Domingos Sávio professor da URCA doutor em sociologia

A romaria do Caldeirão é uma das tradições mantidas do registro histórico (Fotos: Elizângela Santos).

Grande parte das vítimas do Caldeirão foi enterrada em uma vala comum e até hoje não se tem notícia do local exato. Há suspeitas que tenha sido na Serra do Cruzeiro.


Crato. Após 80 anos do fim de uma das mais emblemáticas experiências de comunidade rural no Brasil, pesquisadores e poder público voltam a debater a temática do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto em seminário, a ser realizado nos dias 12 e 13 de abril. Um projeto para o futuro será pensando de forma integrada, com a perspectiva de iniciar os trabalhos de definição e estruturação de uma proposta de atuação na área.

A pequena propriedade adquirida pelo beato José Lourenço, líder da localidade, em Crato, se tornou um oásis no meio do sertão esturricado. Para lá acorreram milhares de homens e mulheres em busca de melhores condições de sobrevivência, no começo dos anos de 1930. O local será formalizado, durante o evento, como geossítio, e passará a integrar o território do projeto Geopark Araripe. O evento será realizado no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), em Crato.

Destruição

Historiadores relatam que a comunidade chegou a contar com cerca de 3 mil pessoas. Há controvérsias, mas os remanescentes falam do bombardeio que destruiu a vila e dizimou moradores, no ano de 1936. Grande parte das vítimas do Caldeirão foi enterrada em uma vala comum e até hoje não se tem notícia do local exato. Há suspeitas que tenha sido na Mata dos Cavalos, na Serra do Cruzeiro, ou no próprio Caldeirão.

Fazer o caminho da Santa Cruz é uma forma de reavivar na memória uma das experiências exitosas em coletividade, que terminou em tragédia, com a morte de crianças, adultos e idosos. Trabalhadores rurais, homens e mulheres simples e que tinham com líder o beato José Lourenço, um discípulo do Padre Cícero. Era uma ameaça ao sistema. Um foco comunista num rincão distante do sertão nordestino. As milícias do Exército Brasileiro e Polícia Militar do Estado agiram, juntamente com o Ministério da Guerra de Getúlio Vargas. Oficialmente cerca de 400 pessoas foram assassinadas. Extraoficialmente, mais de mil, com ataques aéreos. Há quem diga que este fato não ocorreu.

Discussão

São muitas perguntas a serem esclarecidas e por isso se torna importante fomentar esse debate, diz a secretária de Cultura do Crato, Dane de Jade. Ela afirma que o trabalho das instituições será uma tentativa de criar uma proposta única para o Caldeirão.

O pensamento é iniciar a estruturação dessa ideia a partir do seminário. Na palestra de abertura, será feita uma abordagem ao patrimônio material e imaterial, dentro do conceito da Unesco, pelo pesquisador português Artur Sá e o cientista social Domingos Sávio, da Urca, que vai falar sobre "Visões de Mundo na Luta Libertária do Caldeirão", como experiência de vida e um projeto que deu certo na década de 1930.

O seminário está sendo realizado por meio da Secretaria de Cultura e Urca, mas a pretensão, segundo Dane, é fazer com que as outras instituições estejam reunidas para realizar um projeto conjunto.

A história do Caldeirão, mesmo após oito décadas, continua sendo debatida, mas a secretária afirma que isso acontece diante de poucos elementos expostos ao longo desses anos, dos fatos ocorridos no local.

"Ainda não se sabe a fundo como é que essa memória do Caldeirão resiste e o que de fato aconteceu. Há as dicotomias entre os próprios pesquisadores, remanescentes, amantes da história, e pessoas que estavam envolvidas na época, como o brigadeiro José Sampaio Macedo, que disse não ter bombardeado o local", avalia Dane. Conforme ela, esse momento será uma provocação, para o aprofundamento da pesquisa, como também de construir algo de fato para o Caldeirão, buscando uma forma de organizar essa memória no tempo e no espaço.

Legado

Para o pesquisador e doutor em sociologia da Urca, professor Domingos Sávio, é necessário nesse momento a construção de um projeto, pela relevância histórica e o legado simbólico de valores sociais libertários que o ambiente do Caldeirão inspira. Ele defende a gestão da área pelo poder público e a universidade de forma urgente, para proteção dos registros arqueológicos do sítio, como ambiente educativo, histórico e antropológico, além da promoção do desenvolvimento local sustentável.

Esse momento se torna especial, conforme Sávio, já que, no Brasil, a história e a memória social não têm sido adequadamente valorizadas. Há pouca pesquisa sobre a memória social. "É o fundamento de qualquer cultura, suas visões de mundo e estilo de vida. É na substância da memória que se dá a passagem intergeracional de elementos simbólicos, materiais e imateriais, que fundamentam os valores grupais e a coesão social. A memória do Caldeirão é rica em referências culturais de um povo, mas apresenta também valores humanos universais, como a igualdade e a liberdade", afirma. O pesquisador classifica o Caldeirão como um dos mais belos casos da trajetória dos trabalhadores do campo na busca ou luta por uma vida digna e autônoma no Brasil e no mundo.

Durante o seminário, a secretária de Cultura do Crato, Dane de Jade, afirma que as diversas propostas já foram debatidas para o local, serão amplamente discutidas. Uma oportunidade de interação entre instituições de interesse do processo que, durante anos, vêm fornecendo elementos para que estudos sejam realizados no âmbito da reforma agrária, de resistência de uma população que chamou a atenção dos poderes constituídos da época e depois foi destruída.

Participação

O cineasta Rosemberg Cariry participará de uma mesa de debates, no dia 13, com o tema O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto - memórias de ontem e hoje para a construção do amanhã, com o historiador Régis Lopes e Maria Loreto, filha de remanescente, com mediação da professora da Urca Fátima Pinho. Também será enfocada a "Gestão Patrimonial, no Desafio de Gerenciar Processos Históricos e Sociais Relevantes para Memória das Lutas Populares", em que participam Luiz Paulo, do Parque Estadual de Canudos, na Bahia, Dane de Jade, além da participação de representante do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Caldeirão, um projeto para o futuro: políticas públicas participativas e gestão patrimonial, terá nos debates Paulo Campos, o reitor da Urca, Patrício Melo e padre Vileci Vidal.

O filme Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, será exibido para o púbico, com a participação do cineasta Rosemberg Cariry. Enquanto isso, será debatida a gestão patrimonial do Caldeirão, com instituições como o Ministério da Cultura, Secretarias de Cultura do Estado e do Município do Crato. O evento ainda contará com oficina, no dia 14, mediada por Alexandre Gomes e Secretaria de Cultura do Crato, sobre "Memória Social, Gestão Museológica e Administração Pública: o papel e atuação da sociedade civil". (E.S.)

Trajetória

"O Caldeirão é um dos mais belos casos de trabalhadores do campo na busca ou luta por uma vida digna"


Domingos Sávio- Professor da Urca / Doutor em Sociologia

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/mobile/suplementos/debate-enfoca-80-anos-do-caldeirao-1.1527212

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CASA DA FAZENDA PATOS

Local onde Corisco cometeu uma das maiores chacinas ocorridas durante todo o período do cangaço. Foram mortas seis pessoas inocentes de uma mesma família. 

No texto de João de Sousa Lima (Abaixo) vocês conhecerão maiores detalhes sobre essa selvageria cometida por Corisco no dia 02 de agosto de 1938.

“Corisco chegou a fazenda (Patos) no dia 02 de agosto de 1938, Guilhermina, esposa de Domingos, foi fazer café para os cangaceiros. Dadá conversava com Maria da Glória quando entrou um cangaceiro que falou:
– O capitão mandou buscar essas duas!

Dadá perguntou:

– Buscar pra quê?

– Pra matar elas!

– Cadê Guilhermina e Valdomira?

– Já morreram!

Dadá levantou-se e foi aos fundos da residência. No curral de pedras deparou-se com uma dantesca cena. Ela viu os cangaceiros matarem os inocentes.
No momento foi chegando o Vaqueiro Domingos Ventura e mais três filhos que estavam todos encourados campeando animais. 

Corisco deu voz de prisão e sem resistência os cangaceiros prenderam pai e filhos. O cangaceiro acusou Domingos de traição e por mais que o velho dissesse que não sabia de nenhuma traição e mesmo assim foram degolados. 

Os cangaceiros trouxeram Odon e José Ventura e mataram os dois também. 

Mataram as mulheres Guilhermina e Valdomira.

Corisco mandou pegar Maria da Glória e Carmelita, Dadá ficou estarrecida com a matança e ordenou:

– Quem morreu, morreu, quem não morreu não morre mais. Essas ninguém mata!

Corisco aceitou a ordem da esposa.

Os cangaceiros armaram uma festa e durante toda noite dançaram ao sabor da velha cachaça, diante de seis corpos inertes, sem cabeças, rios de sangue correndo sob as pedras de um velho curral.

Dia seguinte Corisco mandou por João Crispim, as cabeças endereçadas ao tenente João Bezerra. O prefeito João Correia Brito recebeu o macabro presente e providenciou um enterro cristão para os inocentes.

Maria da Glória, sobrevivente da chacina, pegou seu bebê Elias e junto com Carmelita deixaram aquele palco macabro e foi residir em Água branca, no povoado Boqueirão”.

Assim foi o fim de seis pessoas de uma mesma família que sem nada dever pagaram com suas vidas uma dívida que não lhes cabia. 

Texto: João de Sousa Lima 

Foto: Rosalvo Sampaio (Tabira/PE)
Fonte: facebook

Página: Geraldo Júnior – 
Grupo: O Cangaço – 

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domingo, 10 de abril de 2016

DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim

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Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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PALACETE DO CORONEL ZÉ PEREIRA DE LIMA EM PRINCESA ISABEL- PB, ELE REALMENTE ERA AMIGO DE LAMPIÃO?


Segundo o pesquisador Geraldo Júnior Lampião manteve maior aproximação com o Coronel MARÇAL DINIZ e com seu filho o também Coronel MARCOLINO DINIZ. Há quem afirme que Lampião mantinha relações de negócios com o célebre CORONEL JOSÉ PEREIRA LIMA, mas não existe nada de concreto sobre esse fato. Lembrando que Lampião esteve nesse casarão algumas vezes a convite de Marcolino Diniz.

Fonte: facbook
Página: Simone Muniz‎
Grupo: O Cangaço
Link: 
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O QUE TERIA ACONTECIDO SE LAMPIÃO TIVESSE SIDO ENTREGUE ÀS AUTORIDADES?

Clique no link para saber o que foi escrito pelo autor das perguntas - https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

Não gosto muito de 'se' pois para os 'se' devemos olhar como exemplo e passado, isso com estórias reais. Já foi dado a resposta do autor das perguntas. Entregaria sim. Então como estamos falando em 'se' podemos dizer que se tivesse o menino e o pai, entregue Lampião as volantes, talvez não estivéssemos aqui discutindo Lampião, pois seus feitos bons ou maus não teriam sido praticados por mais 14 anos, inclusive o ataque a Mossoró e cairia com certeza na vala comum que alguns bandidos caíram e que são desconhecidos hoje para a grandíssima população brasileira. Não teríamos o potencial de turismo tão aproveitado e nem também a imagem de Lampião e Maria Bonita estampada em diversos ramos industriais e comerciais. Mas esses não poderiam ser os motivos, pois é contra a lei proteger bandidos.

Mas realmente se tivesse sido entregue, ter-se-ia evitado muitas mortes e desgraças, isso é evidente. Mas como não podemos mudar o passado, o que podemos dizer são expectativas atuais de cada um, relativo a um futuro que não existirá e inócuo, pois que não causará danos ao personagem da querela, que encontra-se no passado imaterial e sem mais causa ou efeito sobre qualquer coisa. Enquanto a resposta a ser dada por qualquer um, mostrará aos demais a moral, o psicológico e o perfil de cada um, e essa opinião, se mostrará improvável de causar ofensa moral de qualquer ordem, pois é um plano de conjecturas.

A avaliação a ser feita do por que não teria sido entregue às autoridades vejo o seguinte motivo: a situação naquela época ser totalmente desfavorável aos pequenos sertanejos em sua pobreza, que totalmente desguarnecidos pela lei e pela justiça, estavam à mercê de uma vingança da parte do bando e isso pesou em sua decisão, pois os filhos e esposa teriam que ser também preservados juntamente com ele. Não podemos julga-lo culpado das atrocidades futuras, pois ele não sabia que aconteceria no futuro. Daí ficar mais fácil para nós dizermos que o entregaríamos às autoridades, pois daquele passado, nós seríamos o futuro e agora estamos no presente: Eu também o teria disponibilizado para as autoridades. Fica fácil hoje a gente achar que tomaria certas atitudes naquilo que aconteceu no passado.

Fonte: facebook
Página: Aderbal Nogueira
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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MUSEU DO SERTÃO

Por Benedito Vasconcelos Mendes

O proprietário e diretor do Museu do Sertão em Mossoró, comunica aos professores, estudantes e interessados em conhecerem as peças existentes no Museu, a próxima visita será no dia 18 de junho de 2016 (sábado), de 7 às 12 horas. 



Como sempre, o ingresso ao museu será 1 quilo de alimento não perecível, entregue diretamente no Lar da Criança Pobre de Mossoró, dirigido pela Irmã Ellen.

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"SE, PARA MUITOS, LAMPIÃO FOI UM BANDIDO SANGUINÁRIO, PARA MUITOS OUTROS FOI UM HERÓI E CONTINUA A SER UMA FASCINANTE E LENDÁRIA FIGURA.”


A preservação das cabeças embalsamadas de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Maria Bonita ainda gera questionamentos e discussões entre legistas, antropólogos e historiadores. Antropólogos do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, querem agora desvendar em que condições as cabeças foram manuseadas e embalsamadas.

O então professor da Faculdade de Medicina e diretor do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues na década de 50, Estácio de Lima, confirmou na ocasião da matéria de O Cruzeiro que as cabeças haviam sido conservadas pelo método egípcio de mumificação. Elas representam “documentos inestimáveis” de uma época da criminalidade brasileira, comentou.

“As informações que existem é que foram usadas técnicas egípcias. É exatamente isso que queremos descobrir. Por que usar como parâmetro a técnica egípcia? Provavelmente não foi usada a técnica completa, inclusive porque ela não é conhecida detalhadamente”, contou à História Viva a antropóloga biológica Cláudia Carvalho, diretora do Museu Nacional no Rio.

Sabe-se que o processo de mumificação no antigo Egito envolvia uso de resinas, essências aromáticas, limpeza com água do Nilo, retirada do cérebro pelo nariz, dos fluidos corporais e uma cobertura de sal por um longo período.

“Acho muito difícil que tenham sido seguidas essas técnicas. As cabeças foram aparentemente salgadas num lugar e levadas para outro. A temperatura e a umidade controladas não eram uma possibilidade naquela época. Não dá para saber se o resultado da técnica foi bom ou não”, admitiu Cláudia, ao duvidar que as sofisticadas técnicas milenares tenham sido utilizada no Nordeste na década de 1930.

Fonte: facebook
Página: Graça Nobrega
Grupo: O Cangaço

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ANTES E DEPOIS - JOSÉ ALVES DE MATOS “VINTE E CINCO”


Natural da cidade de Paripiranga/BA entrou para o cangaço no dia 25 de dezembro de 1933, se juntando inicialmente ao bando liderado pelo cangaceiro Corisco que lhe deu o apelido (Vinte e Cinco) devido a data de seu ingresso na hoste cangaceira.

Após a morte de Lampião, especificamente no mês de novembro de 1938, Vinte e Cinco e outros companheiros se entregaram às autoridades.

Após obter a sua liberdade recomeçou sua vida e após passar em um concurso ingressou no funcionalismo público, onde se aposentou.

José Alves de Matos “Vinte e Cinco” foi um dos sobreviventes de Angico, pois na ocasião havia sido incumbido por Lampião para buscar algumas encomendas (Armas e Munições) em outra localidade.

Vinte e Cinco era o último integrante (Masculino) do bando de Lampião vivo e veio a falecer no dia 15 de junho de 2014 em Maceió/AL, onde residia com sua família.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=570604106436823&set=gm.1202560126423770&type=3&theater

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"MARIA BONITA ERA UMA GRANDE MULHER." TÂNIA ALVES A MESMA FORÇA E CORAGEM PARA LUTAR DE MARIA BONITA


De família tradicional da Bahia e Pernambuco, Tânia Alves foi criada com todos os luxos e proteções. Disciplinadamente, seguiu os rumos traçados para ela: colégio particular, aulas de dança, línguas estrangeiras e canto lírico, faculdade de Letras e, finalmente, um bom marido. Tudo como manda a tradição e os bons costumes. Mas em 1972, a angústia era tão grande que ela decidiu romper com tudo e “descobrir o mundo”. Desmanchou o casamento e enfrentou os pais, disposta a procurar sua individualidade a qualquer preço. Foi fundo na experiência. Sofreu, sentiu-se insegura, mas acredita que valeu a pena:

- Eu era a princesinha da casa. Doce, meiga e alienada. Enfrentei uma barra pesada porque minha família não me apoiou. Hoje, isto está superado e todos me aceitam e compreendem. Mas fui, por longo tempo, a ovelha negra.

Nas buscas de Tânia, o teatro foi fundamental. O primeiro passo na busca de si mesma. Começou com peças populares, muita literatura de cordel. O conhecimento da cultura nordestina, que já trazia de casa, aumentou ainda mais. Fez pesquisas, dedicou-se a peças de vanguarda, começou a trilhar o caminho que acabou levando-a até Maria Bonita:

- Sempre soube que este papel ia ser meu um dia. Além de possuir alguma semelhança física com a personagem, todo meu passado de atriz me encaminhava para isto. Recebi o convite como um presente e o trabalhei com técnica e emoção.

As histórias que o pai lhe contava sobre Lampião, muita leitura, horas passadas diante de filmes sobre as mulheres cangaceiras e a promessa feita à Maria Bonita de interpretá-la o mais próximo possível da realidade animaram a atriz. Para completar, o ator escolhido para ser o Lampião era um grande amigo seu, dado que Tânia considera fundamental para que o clima de amor entre eles ficasse perfeito:

- Nelson é queridíssimo, a gente se gosta muito. Acho que nossa identificação – já trabalhamos diversas vezes juntos – facilitou demais para que surgisse o bonito clima de amor que Lampião e Maria Bonita viveram.

Tânia conta ter se empenhado profundamente no papel. As condições duras de gravação não pesaram para ela. Impressionou-se com o clima da equipe onde todos trabalhavam com entusiasmo, pensando em dar o melhor que podiam. Agora, resta o orgulho de ter feito um trabalho pioneiro em televisão e uma profunda admiração pela mulher que interpretou:

- Maria Bonita era uma grande mulher. Fez, em 1930, numa sociedade bem mais fechada e machista, o que muita mulher hoje ainda não tem coragem de fazer. Abandonou tudo, inclusive o marido, para seguir o homem que amava. Ela foi a rainha do sertão. Uma pessoa que conseguiu conservar sua sensualidade e feminilidade no meio hostil que a cercava. Maria Bonita foi uma inconformista, soube dizer não. Antes de mais nada, tinha uma coragem absoluta.

Coragem que Tânia acredita não ter, embora tenha percorrido caminhos parecidos. Definindo-se como “uma apaixonada”, ela diz que só crê nas coisas que se faz plenamente. Gosta de correr riscos e conta que seu sonho é voar de asa-delta. Mora num sítio perto do Rio, adora o marido Enzo Merino, músico chileno do conjunto “Raices de América”, com quem está casada há 3 anos, é mãe coruja e apaixonada de Gabriela, de 10 anos, e Leonardo, de 1 ano e quatro meses.

- Aprendi, às minhas custas, que a vida só vale a pena quando se vai fundo em tudo que se faz. Sou apaixonada pelo amor e pela vida. Luto pelo que quero porque sou tímida e enfraquecida. Preciso me solicitar muito para enfrentar os desafios que surgem. Mas vou em frente, brigando por tudo em que acredito. Este é meu caminho para ser feliz.

"O GLOBO" – 09/05/1982

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
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FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO - 11 DE ABRIL DE 2016


Fundada em 06 de abril de 1995, a exatos 21 anos, A Fundação Vingt-un Rosado nasceu com objetivos claros que seriam de manter a Coleção Mossoroense, estabelecendo as diretrizes de sua produção editorial, promover atividades culturais, técnico-científicas, artísticas e afins, realizar cursos de capacitação, organizar congressos, simpósios e outros eventos que visem difundir a cultura, promover intercâmbio com organizações do país ou do exterior, visando a realização de seus objetivos, promover a defesa da memória cultural e do patrimônio histórico e natural do Rio Grande do Norte, preservar o acervo bibliográfico de Vingt-un Rosado aberto a consulta pública e difundir o pensamento do seu patrono, calcado na democracia editorial, no incentivo aos novos escritores e na cultura como instrumento de promoção da justiça social. 

Pelos seus Estatutos, a Fundação Vingt-un Rosado é uma entidade de personalidade jurídica de natureza privada, sem fins lucrativos, com atividades prevalentemente culturais.
                

Manter a Coleção Mossoroense foi o objetivo principal da criação da Fundação Vingt-un Rosado. Essa Coleção que foi instituída em 30 de setembro de 1949, teve inicialmente como mantenedora principal a Prefeitura Municipal de Mossoró, através da sua Fundação Municipal de Cultura. Em 27 de setembro de 1976 foi criada a Fundação Guimarães Duque – FGD, que era uma instituição voltada para a pesquisa e a cultura, e passou a ser, a partir daí a sua principal mantenedora. Essa parceria se estendeu por 21 anos, até que em 1994, por problemas internos da ESAM – Escola Superior de Agricultura de Mossoró, a Fundação Guimarães Duque foi desativada e com isso a Coleção Mossoroense perdeu a parceria. Precisava urgentemente de uma solução para que a mesma não deixasse de existir.
               
E foi assim que depois de várias reuniões surgiu, por inspiração da Assistente Social D. América Rosado, esposa de Vingt-un, a Fundação que tinha como patrono o criador da Coleção Mossoroense. Mas para que o sonho se tornasse realidade foi preciso o empenho de outros sonhadores, que por questão de justiça passo a nominá-los: João Batista Cascudo Rodrigues, Marcos Antônio Filgueira, Carlos Frederico Rosado do Amaral, América Fernandes Rosado Maia, Paulo de Medeiros Gastão, Cid Augusto da Escóssia Rosado, Raimundo Soares de Brito, Júlio César Rosado, Elder Heronildes da Silva, Wilson Bezerra de Moura, Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, Nelson Lucas Pires, Sebastião Vasconcelos dos Santos e Jerônimo Dix-sept Rosado Sobrinho.
               
O professor Vingt-un Rosado fez doação da sua biblioteca particular a Fundação, para que essa já nascesse com o grande e importante acervo. Esse acervo foi catalogado através de um convênio com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Os trabalhos ocorreram dentro de uma ação de Extensão denominada “Biblioteca do Dr. Vingt-un Rosado: o Bastião da Cultura Mossoroense”, realizada por uma equipe de quatro professores, um técnico de nível superior e seis alunos do curso de História do Campus Central da UERN em Mossoró, durante o período de junho de 2008 a janeiro de 2009.
               
Vingt-un cedeu também o espaço físico para abrigar a Fundação em sua própria casa, na Avenida Jorge Coelho de Andrade, nº 25, Bairro Costa e Silva em Mossoró/RN.
               
Criada a Fundação, assumiu a diretoria executiva o médico Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho, que há 21 anos suporta o peso de gerenciar uma fundação, que tem sobrevivido à custa de pequenas doações e alguns raros convênios, dos quais destacamos a Petrobras, que patrocinou quatro edições do Projeto Rota Batida e do Banco do Nordeste que patrocinou o portal da Fundação, para divulgação de livros digitalizados, mas que teve curta duração.
               
Com a morte de Vingt-un Rosado em 2005, as coisas ficaram mais difíceis para a fundação. Por questão de herança, a casa que abrigou a Fundação precisou ser desocupada e o imenso acervo que forma a Coleção Mossoroense ficou sem destino. Graças à boa vontade do Dr. Benedito de Vasconcelos Mendes o mesmo foi transferido provisoriamente para o Museu do Sertão, em Alagoinhas, periferia de Mossoró, e graças a um acordo firmado com a Prefeitura Municipal de Mossoró transferido posteriormente para o Museu Municipal Lauro da Escóssia, que passou a abrigar a sede da Fundação Vingt-un Rosado, a biblioteca particular do seu patrono, o acervo da Coleção Mossoroense e brevemente será montado um Memorial, onde será exposto objetos pessoais de Vingt-un, comendas recebidas e outros documentos.
               
Apesar das vicissitudes por que tem passado a Fundação Vingt-un Rosado, a mesma continua viva, buscando patrocínios e outros tipos de colaboração para poder continuar com esse imenso trabalho em prol da cultura potiguar. 

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento
Fontes:
http://www.blogdogemaia.com

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FLORESTA UMA TERRA UM POVO FERRAZ NAZARENOS DE PERNAMBUCO


FLORESTA UMA TERRA UM POVO FERRAZ NAZARENOS DE PERNAMBUCO


Publicado em 24 de janeiro de 2016
Floresta Pernambuco, uma terra, um povo - História da família FERRAZ em fotografias - O povo Nazareno de Pernambuco
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