Para o Curador
do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, "Wilson Seraine Da Silva Filho é
uma dessas personalidades que dispensam apresentações, um homem de um trabalho
brilhante, um defensor intransigente da arte e cultura sertaneja, um
gonzaguiano de primeira linha, tê-lo ao nosso lado no Cariri Cangaço e na ABLAC
já era uma grande honra e agora oficialmente como conterrâneo, é motivo de
enorme alegria."
Wilson Seraine da Silva; professor de
física, radialista, empresário e colecionador; radicado em Teresina,
Piauí, é sem dúvidas um dos mais destacados e respeitados pesquisadores da vida
e obra de Luiz Gonzaga, paixão à qual se dedica há vinte anos, tendo montado em
sua residencia uma coleção invejável de objetos ligados ao Rei do Baião - é o
Espaço Cultural Luiz Gonzaga. Seraine também mantém o festejado programa de
rádio "A Hora do Rei do Baião" na FM Cultura de Teresina e realiza
anualmente a Procissão da Sanfona, sempre no dia 2 de agosto, data que se
celebra a morte de Luiz Gonzaga. Wilson Seraine é o Presidente da I Colônia
Gonzaguena do Brasil, é membro do Cariri Cangaço e acadêmico da Academia
Brasileira de Letras e Artes do Cangaço.
Uma das maiores
guerras em qual o Brasil participou foi sem sombra de dúvidas a famosa
"Guerra do Paraguai", onde uma Tríplice Aliança foi
formada entre: Brasil Argentina e Uruguai para vencer o Paraguai.
O início da Guerra foi em 1864 e o Brasil precisava de homens para o combate.
Existem relatos que naquele tempo não se pagava bem pelos serviços prestados
pela coroa portuguesa, já que o Brasil ainda não tinha sua Proclamação.
Neste cenário onde os homens eram pegos a força para combater contra o Paraguai
a monarquia então decidiu montar grupos de batalhões de bacamarteiros vindo de
Pernambuco e alguns Estados vizinhos para juntar força aquela terrível guerra.
Neste período o cangaceiro Jesuíno Brilhante estava no seu apogeu no nordeste, já que a
guerra só acabou em 1870, e Jesuíno Brilhante morreu em 1879. Os bacamarteiros
vestiam quase todos os acessórios que os cangaceiros da época. Menos a roupa de
(mescla).
O Bacamarte era usado muito naquela época e foi trazido para o Brasil pelos
colonizadores Navegantes que mandavam achatar a boca do seu Bacamarte igual um
sino. Segundo relatos isto era feito porque com barco em movimento ficava
difícil colocar a pólvora no cano do armamento.
Em março de
1926 Lampião recebe armamentos e munições do governo para se integrar aos batalhões
patrióticos de Juazeiro do Norte. As roupas usadas nos batalhões que foram
criadas para combater a Coluna Prestes na década de 20 eram as mesmas roupas
de mescla azul que os bacamarteiros usaram na guerra do Paraguai. Só mudando
mesmo o armamento, já que os batalhões patrióticos criados em vários Estados
forneceu fuzil Mauser 1908 aos seus filiados.
Segundo relatos de vários historiadores ao ganhar a guerra do Paraguai o Brasil dispensou seus
combatentes bacamarteiros que voltaram para o Recife com as roupas e bacamartes
que usaram na guerra. Eles faziam festas nas capelinhas e igrejas das cidades
onde passavam exibindo seus armamentos e dando tiros em festejos o vitoriosos.
Portanto os
bacamarteiros não tem nada a ver com os cangaceiros.
Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.
Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.
O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br
Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.
Desde o ano
passado, depois do lançamento do livro “APAGANDO O LAMPIÃO - Vida e Morte do
Rei do Cangaço”, da autoria de MELLO, Frederico Pernambucano de. 1ª Edição,
Editora Globo, São Paulo, 2018, que se gerou uma grande polêmica, ou mais uma
para variar, em torno da morte de Virgolino Ferreira no dia 28 de julho de
1938.
Depois de mais
de 80 anos da morte do chefe bandoleiro, ainda encontrando dúvidas, fantasias e
invenções sobre os fatos, alguns até não tendo nem por que debatermos, pois são
totalmente sem projeções físicas ideológicas, vem que surge a surpresa do
renomado pesquisador nas entrelinhas de sua obra sobre a pessoa que deu o tiro
primeiro naquela fatídica manhã exatamente em Lampião.
Segundo o
pesquisador e autor do livro, em entrevista, sua busca por esse pessoa
iniciou-se desde 1970 quando soube através do coronel Audálio Tenório que o
Cel. José Lucena, da PM das Alagoas, havia lhe confidenciado, por volta de 1955
em seu apartamento no Recife, que o matador do chefe cangaceiro não tinha aparecido
até aquele momento. Ainda segundo o pesquisador, após ter recebido o nome
daquele suposto autor da façanha, procurou-o e por diversas vezes foi recusado
a dar-lhe qualquer entrevista. Um jornalista amigo do pesquisador, procurando
ajudar, entrou em contato com o remanescente, porém, sem êxito total. Anos
passaram-se e só, da capital paulista é que o próprio sandes entra em contato
com o pesquisador e diz que, após receber a informação que está com uma doença
crônica cerebral, resolveu contar-lhe o que havia feito no riacho Angico na
fazenda Forquilha. Essa ligação e o encontro com o personagem, segundo o autor,
foi em 2003 o qual foi a óbito no ano seguinte.
Depois desta
data, quando ainda havia muitos daqueles sobreviventes ainda vivos, o
pesquisador nada escreveu sobre os fatos narrados pelo ex volante. Após a morte
de todo aquele que fez parte da tropa que atacou o acampamento cangaceiro e dos
cangaceiros que estavam no momento, é que vem a tona um livro com as
informações prestadas por Sandes.
Sem haver mais
ninguém que contestasse a versão do ex volante, só restou aos demais
pesquisadores recorrerem a provas físicas periciais que indicassem a veracidade
dos fatos, confirmando-os ou não. Sem auxílio das pesquisas científicas, apenas
por estudarmos as pesquisas históricas, confrontando as narradas com as
escritas, chegamos a conclusão de que não havia ter um pingo de verdade naquilo
que o ex volante contou ao autor.
Porém, como se
trata de algo importante, pois são fatos históricos aonde envolve pessoas de
várias famílias as quais ainda hoje vivos estão seus descendentes, fora pedido
através do governo de alagoas um perícia nos em parte dos espólios do chefe
cangaceiro para ver se, fisicamente, metodologicamente exata, existia alguma
forma, jeito ou razão, para darmos créditos a versão do ex volante. Esse, desde
o princípio disse que seu trabalho, após o cessar fogo, foi de cortar a cabeça
de Lampião e de outros cangaceiros abatidos. Para nós, ação muito mais
comprometedora do que ter sido aquele que atirou e matou Virgolino.
No último
final de semana, entre os dias 22, 23 e 24 de novembro do corrente, tivemos em
Campina Grande, PB, um evento sobre os fatos ocorridos durante o cangaço
imposto por Lampião, I Cangaço Campina Grande 2019, no sítio Vila de São João,
do ilustríssimo João Dantas, inclusive com a presença e participação de
descendente do ‘Rei do Cangaço’.
Aderbal
Nogueira, pesquisador afinco e que levou a vida inteira em busca de narrações
de remanescentes, comparando as citações, investigando as supostas inverdades,
ao saber que estaria presente um ex Perito da Polícia Federal,
médico/pesquisador científico, Dr. Antônio Fonseca, solicitou uma entrevista
sobre o caso da morte de Lampião e conseguiu gravar o excelente depoimento do
mesmo.
Já de posse de
outros depoimentos sobre o mesmo assunto de outro perito, de uma palestra com o
pesquisador Ivanildo Silveira e relato de remanescente, nos presenteia com a,
para nós, solução definitiva sobre o que realmente aconteceu.
Mais uma noite marcante que consolida a grande festa da entrega do Troféu Centenário, promovido pela comissão do Programa "O Poeta e a Sanfona", que tem a frente o radialista, poeta e cordelista Pedro Sampaio ao lado de Jones Cavalcante e Robson Ribeiro, em sua 17ª edição, acontecida na noite do último sábado, dia 23 de novembro de 2019 na cidade de Fortaleza.
Paulo de Tarso, Manoel Severo, Antônio Francisco e Paulo Vanderley
Ingrid Rebouças, Nirez, Manoel Severo e Estrela do Norte
Suzana Batista, Ingrid Rebouças, Paulo de Tarso,
Manoel Severo, Kayro Oliveira e Paulo Vanderlei
A festa do Troféu Centenário em sua edição 2019 homenageou 26 agraciados, entre personalidades do universo da arte e cultura nordestina, voltados para a perpetuação do legado do Rei do Baião, Luiz Gonzaga e este ano de 2019, ao grande Jackson do Pandeiro. "Estamos também passando aos homenageados um cordel que em seus versos, suas estrofes se anuncia e faz chegar às mãos de cada agraciado o Troféu Centenário 2019 que marca o aniversário de 17 anos a cada um. São dedicadas duas estrofes em septilhas referenciando em síntese a trajetória e/ou características em forma de um leque variado de justificativa pela outorga" revela o promotor do evento, Pedro Sampaio.
Rosário Lustosa e Manoel Severo
Ingrid Rebuças, Suzana Batista, Manoel Severo e Paulo Vanderlei
Estrela do Norte, Antônio Francisco e Nonato Araujo
Suzana Batista, Samya Abreu e Ingrid Rebouças
Ano após ano, o radialista Pedro Sampaio; um dos maiores expoentes da poesia e do cordel nordestino, um abnegado e apaixonado pela obra de Luiz Gonzaga; definiu ao lado dos demais organizadores do evento, trazer também uma homenagem especial em 2019 ao centenário do grande Jackson do Pandeiro; traduzindo na entrega dos troféus uma festa da autentica alma nordestina.
O grande talento da pequena Samya Abreu, uma das agraciadas da noite
Ernane Tavares e Jones Cavalcante
Pedro Sampaio, Estrela do Norte e Edson Oliveira
Wilson Seraine
Show de Kayro Oliveira
Entre os agraciados; poetas, escritores, músicos, cordelistas, escritores, produtores culturais, todos autênticos representantes da cultura do sertão. A noite marcaria também a entrega solene do Título de Cidadão de Fortaleza ao escritor gonzaguiano Wilson Seraine; com matéria especial neste mesmo blog.
Troféu Centenário 2019
23 de Novembro de 2019 - Fortaleza, Ceara
Fotos: Ingrid Rebouças, Liezio Gomes, Wilson Seraine
Manoel Severo e Wilson Seraine; novo cidadão de Fortaleza
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A capital cearense Fortaleza recebe seu mais novo cidadão honorário, o Mestre Gonzaguiano, Wilson Seraine da Silva Filho. A solenidade de entrega do Título de Cidadão de Fortaleza ao ilustre pesquisador gonzaguiano aconteceu na noite do último sábado, dia 23 de novembro de 2019 dentro da festa de entrega do Troféu Centenário 2019.
Wilson Seraine e Pedro Sampaio
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Wilson Seraine; professor de física, radialista, empresário e colecionador; radicado em Teresina, Piauí, é sem dúvidas um dos mais destacados e respeitados pesquisadores da vida e obra de Luiz Gonzaga, paixão à qual se dedica há vinte anos, tendo montado em sua residencia uma coleção invejável de objetos ligados ao Rei do Baião - é o Espaço Cultural Luiz Gonzaga. Seraine também mantém o festejado programa de rádio "A Hora do Rei do Baião" na FM Cultura de Teresina e realiza anualmente a Procissão da Sanfona, sempre no dia 2 de agosto, data que se celebra a morte de Luiz Gonzaga. Wilson Seraine é o Presidente da I Colônia Gonzaguena do Brasil, é membro do Cariri Cangaço e acadêmico da Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço.
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Wilson Seraine recebe o Título de Cidadão de Fortaleza,
proposição do vereador Raimundo Filho
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"Eu sempre tive um carinho enorme por Fortaleza. Agora, que sou cidadão fortalezense, nem se fala. Talvez, vocês nem imaginem a alegria que estou sentindo. Quero compartilhar esse título, que acabo de receber, com cada um que acredita, colabora e incentiva nossa missão de valorizar a cultura nordestina. Jamais vou esquecer a emoção de ter visto a apresentação de Luiz Gonzaga, durante a missa do Vaqueiro, no ano de 1987. Foi a dedicação do Rei do Baião ao Nordeste que inspirou nossa trajetória. Hoje, passado o tempo, vejo que tudo valeu muito a pena. Espero, de coração, que ele esteja orgulhoso do caminho que estamos construindo. O que também fortalece essa caminhada é encontrar pessoas e descobrir lugares que compartilham essa missão com a gente. Nesse momento, só consigo dizer que vou continuar retribuindo toda essa confiança com muito mais trabalho e compromisso com a nossa cultura. Tudo se resume em uma palavra: gratidão" revela um emocionado Seraine.
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Família Seraine e a emoção do Título de Cidadão de Fortaleza
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E continua o agradecimento de Seraine: "É com honra e carinho que recebi o título de cidadão fortalezense. Sinto orgulho de ser reconhecido como parte desse grupo de pessoas que já prestaram relevantes serviços para Fortaleza. A proposta foi apresentada pelo vereador Raimundo Filho. Ele reconheceu nosso trabalho nas áreas da Educação e da Cultura e nos informou que a nossa obra “A Literatura de Cordel no Ensino de Ciências” tem sido utilizada como texto auxiliar no processo educacional oferecido na região. Fiquei contente! O perfil biográfico que escrevemos sobre o jornalista e historiador Miguel Ângelo de Azevedo também foi destacado pelo vereador. Dizem que contar a história de Nirez é contar a história de Fortaleza. Então, posso, orgulhosamente, afirmar que por meio do livro “Nirez, o homem de cera”, colaboramos com a bibliografia sobre a história da cidade."
Para o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "Seraine é uma dessas personalidades que dispensam apresentações, um homem de um trabalho brilhante, um defensor intransigente da arte e cultura sertaneja, um gonzaguiano de primeira linha, tê-lo ao nosso lado no Cariri Cangaço e na ABLAC já era uma grande honra e agora oficialmente como conterrâneo, é motivo de enorme alegria.
PONTE SOBRE O RIO IPANEMA (FOTO: LIVRO "230"/B..CHAGAS).
Até o início do Século XXI, o entorno de Santana do Ipanema continuava preso em relação às vendas. Os proprietários não se desfaziam das suas terras, tornando a cidade limitada. Mas quando os primeiros nós foram desatados, logo outros nós tomaram o mesmo destino e vendas de terras foram acontecendo quase de repente em sentidos norte, sul, leste e oeste. Surgiram postos de gasolina, supermercados, conjuntos residenciais e até escolas superiores. Essa foi a grande expansão geral que no momento não conta com limites. Tem sempre – como o início dos tempos no município – a motivação comercial. O segundo maior comércio do interior (só perde para Arapiraca) e o mais bonito do estado.
E de algumas poucas famílias que vieram morar na cidade por complicações com Lampião, temos os Amaral vindo de Inajá, Pernambuco. Lembramos Seu Marinheiro com a “Casa Ideal”, loja de calçados de luxo, situada em pleno Comércio, onde comprávamos sapatos, cinturão, chapéu e muito mais. Ainda no comércio, vizinho à antiga Cadeia Velha (já extinta) um dos seus filhos também instalou uma loja de calçados quase igual ao do seu pai, Marinheiro. Hamilton era casado com Dona Terezinha Simões e moravam bem perto da Casa Ideal. (aperreei muito, tocando a cigarra e correndo). O pai de Dona Terezinha, possuía venda na Ponte do Padre e produzia o melhor torreiro da época. Chamava-se, imagino, Antônio Simões. Depois Hamilton construiu residência no Bairro Monumento e mudou-se do Comércio. Pacífico e educado faleceu ainda jovem.
Lourival Amaral era irmão do senhor Marinheiro. Galego, músico pertenceu às orquestras da cidade e tocava tuba. Ninguém tinha o direito de contar uma história mais bem contada do que Lourival Amaral. Tinha dom para narrar aventuras coloridas imitando o vento, a chuva, o trovão... Algumas passagens engraçadas sobre ele já foram contadas em livro por outro escritor santanense. Temos ainda o chamado Valter de Marinheiro (filho) que chegou a construir um cinema no Bairro Camoxinga com o nome de Cine Wanger (filmes pornôs explícitos). Hoje o prédio, que vai de uma rua a outra, é loja sofisticada de móveis.
E assim, algumas poucas famílias que chegaram por causa de Virgulino, dedicaram-se ao trabalho honesto e duro, ajudando o progresso da “Rainha do Sertão”.
LÁ
VEM SABINO – Faixa do CD Memória Musical do Cangaço Pesquisa histórica feita
por Anildomá Willians de Souza e Cleonice Maria. Produção musical de Karl Marx
e Rui Grudi.
A
vestimenta nas volantes, Coronel Ângelo da Gia, Antonio Ferreira, os dias e a
sede dentro da caatinga, Rastejando dentro dos matos, Optato Gueiros, onça nas
caatingas, a morte de Lampião, mulher no cangaço, a importância do chapéu na
vida de um homem.
A Turma do Xaxado é formada por personagens tipicamente brasileiros, cada um com seu jeito próprio de falar, pensar e agir, passando pelas várias classes econômicas, graus de instrução etc. É uma turminha heterogênea como o povo brasileiro, vivendo historias que falam da nossa terra, encantos e problemas, mas sem perder de vista a universalidade da experiência humana.
Xaxado é neto de um famoso cangaceiro que vivia com o bando de Lampião. Sensível, alegre e sempre atento às belezas e problemas da vida no campo, Xaxado é como um sol ao redor do qual circulam todas as outras personagens e histórias da turma. Zé Pequeno tem fama de ser um menino preguiçoso, que passa o dia inteiro dormindo, mas isso não é verdade. Quem conhece Zé sabe que ele também fica pescando, ouvindo música, namorando, inventando desculpa pra não ir pra aula, tomando banho no rio, subindo em árvore, passeando de jumento, fugindo do trabalho... Marieta vive corrigindo a fala “errada” dos outros. Para ela, isto é muito mais do que um passatempo, é uma verdadeira cruzada em defesa da língua portuguesa. Apaixonada por livros, Marieta adora ler um bom livro, estudar e aprender coisas novas para, um dia, tornar-se professora. Arturzinho é egoísta, avarento, vaidoso, chato, exibido, insensível, interesseiro... as “qualidades” do nosso amigo são tantas que, para falarmos delas, precisaríamos escrever uma enciclopédia inteira. Filho de um rico fazendeiro, é uma dessas pessoas que acham que dinheiro compra tudo, inclusive as pessoas. Marinês e Capiba são irmãos muito apegados, mas têm sonhos totalmente diferentes. Enquanto Marinês luta por um mundo onde as pessoas respeitem e cuidem da natureza. Outra preocupação da garota é lidar com Zé Pequeno, o namorado preguiçoso. Capiba quer ser um cantador tão fomoso quanto Luiz Gonzaga e conquistar o mundo com sua música.
Outros personagens fazem parte da Turma do Xaxado: o brincalhão Saci, o Padre guloso, os roceiros Tião e Genuíno Gabola, os pais das crianças, o jumento Veneta, o porco Linguicinha, o cachorro Rompe-Ferro, a galinha Odete, o galo Valdisnei, os urubus Gervásio e Genésio e outros.
Nunca mais eu
vi Raimundo Alves (capitão Mundico) irmão do saudoso radialista da Rádio Rural
de Mossoró seu Mané Alves, seu Mané da coalhada, O Sertão, a Rural e seu Mané
ou se ainda quiser seu Mané dos Notas e Avisos. Raimundo Alves é uma capacidade
de pessoa, além do mais, educadíssimo.
Capitão
Mundico e eu fomos vizinhos no bairro Bom Jardim na rua Juvenal Lamartine, e
fomos empregados da mesma sociedade, sendo que ele era funcionário da Rádio
Difusora de Mossoró e eu da Editora Comercial, ambas funcionavam no mesmo
prédio.
Raimundo Alves
era controlista e fazia um programa na rádio a partir das 4 horas da manhã, com
o nome de Capitão Mundico.
Eu não tenho
certeza, mas me parece que quem criou este personagem para ele foi a locutora
Alnice Marques também da Rádio Difusora, e que chegara de Natal com ideias
brilhantes no intuito de aumentar a audiência da rádio.
Antonio
Pereira de Melo o famoso coronel Pereira da Rádio Difusora que durante muitos
anos animou os ouvintes desta emissora, quem criou este personagem para ele foi
a Alnice Marques. Foi mesmo no período da criação do personagem coronel
Ludugero.
Segundo o
coronel Pereira me falou certo dia em sua residência que a Alnice Marques
reside em Baraúna, mas não me revelou a sua atividade por lar. Com certeza saiu
do mundo da comunicação falada, porque em Baraúna não existe emissora de rádio.