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domingo, 14 de novembro de 2021

TRILOGIA DO ESCRITOR E PESQUISADOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO.

 Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

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sábado, 13 de novembro de 2021

ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA ” “LANÇAMENTO DO LIVRO OUTONIAS”, AUTORIA DA ESCRITORA, POETISA, SRA. DULCE CAVALCANTE, ”: OF. Nº 051/2021.NC: Estou compartilhando o arquivo 'DULCE' com você

 


ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA  “LANÇAMENTO DO LIVRO OUTONIAS”

AUTORIA DA ESCRITORA, POETISA, SRA. DULCE CAVALCANTE, : OF. Nº 051/2021. 

 

MOSSORÓ-RN, 10 de Novembro de 2021.      

  

“Quando nos propomos apoiar um evento cultural, na melhor brevidade, nos reportamos com dignidade e honra !    

  

“RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).”      

      

        REENVIADO A PEDIDOS 

 

“RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).”     

     

Quando nos enviam e recebemos um convite, na melhor brevidade, nos reportamos com dignidade e honra !    

    

   É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, AS ECLÉTICAS DIVULGAÇÕES  DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES E ENTUSIASTAS DA LITERATURA, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.    

   NESTA SINTONIA, UMA DIVULGAÇÃO DE EVENTOS CULTURAIS/SOLENES E A CONFIRMAÇÃO, PERMUTADA, RECÍPROCA DOS PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE, O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.    

     

   DESTA FORMA, AGRADECENDO A OPORTUNIDADE IMPAR DE PRESTIGIARMOS A SESSÃO SOLENE de  

 

“LANÇAMENTO DO LIVRO OUTONIAS”

AUTORIA DA ESCRITORA, POETISA, SRA. DULCE CAVALCANTE,  

ACADÊMICA DA AFLAM. 

DIA 12.NOVEMBRO(SEXTA-FEIRA).2021, ÀS 19:3OHS 

LOCAL: FANTASTIC BUFETT  

RUA VICENTE FERNANDES, 298 – NOVA BETANIA 

(PROX. NOGUEIRÃO) 

CEP 59607-260 

 

HONRA-NOS CONFIRMAR PRESENÇA, FAZENDO-NOS REPRESENTAR PELA VICE-PRESIDENTA DA ASCRIM, MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO. 

 

   DESEJAMOS SUCESSO POR MAIS UMA EDIÇÃO DE LIVRO AUTORAL: “OUTONIAS” ! A DESTREZA LITERÁRIA DA SRA. DULCE, COM CERTEZA, NOS BRINDARÁ COM   OUTRAS PUBLICAÇÕES. BONS LIVROS, SÃO ESTÍMULOS, SEMENTEIRAS DA LITERATURA  IMPORTANTES NAS BIBLIOTECAS !  PARABENS ! 

  

        PORTANTO, REPASSAMOS, COM SATISFAÇÃO, O ASSUNTO DO ALVO CONVITE, DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”, -OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS-, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, SE ADMITIDOS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.      

    CONVIDANDO OS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS DA ASCRIM E DA RECÉM FUNDADA ACADEMIA DE ESCRITORES MOSSOROENSES-ACADEM, SOLICITAMOS COMPARECEREM E SE APRESENTAREM COMO TAIS NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM USAR, RESPECTIVAMENTE, TRAJE A ALTURA, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.    

     

     

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,  

  

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO  

-PRESIDENTE DA ASCRIM E ACADEM  

  

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO  

-VICE-PRESIDENTA INTERINA DA ASCRIM-  

 

P.S.: 1. SOLICITA-SE ENVIAR, TEMPESTIVAMENTE, NOVO LINK CASO HAJA ALTERAÇÃO ! 

  

P.S.: 2. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:    

      

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.    

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.    

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.    

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.    

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.    

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES EDUCACIONAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.    

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.    

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.    

DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.    

DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM.    

DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM 




De: ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM <asescritm@hotmail.com>
Enviado: quarta-feira, 10 de novembro de 2021 07:41
Para: ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM <asescritm@hotmail.com>
Assunto: Estou compartilhando o arquivo 'DULCE' com você
 
CONVITE LANÇAMENTO LIVRO DA ACADÊMICA AFLAM, ESCRITORA DULCE CAVALCANTE 

Enviado pela ASCRIM 

 

ELÉTRICO O CANGACEIRO QUE RESISTIU ATÉ O FIM

Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=Z8icdG44l_Y&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Mais um vídeo no canal CANGAÇO ETERNO, onde apresento um pouco mais sobre o pouco falado cangaceiro Elétrico.

Queria agradecer ao amigo Aderbal Nogueira que fez a gentileza de disponibilizar trechos de seu vídeo para agregar em meu trabalho.

Segue o link para quem queira saber mais sobre essa história.

Conheça mais sobre o cangaceiro Manoel Miguel dos Anjos vulgo Elétrico. Entenda os motivos que o levaram a entrar para o cangaço e como se deu sua morte na Grota do Angico. Entendam melhor vendo o vídeo Angicos 80 anos. Segue o link 👇 https://youtu.be/c5nxaMHADJk

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BIENAL DO LIVRO...

 Por Sérgio A. Dantas

Na BIENAL DO LIVRO de 2005, em Natal, tivemos a oportunidade de debater LAMPIÃO, CANGAÇO e outros temas regionais com o estudioso Frederico Pernambucano de Mello. Para um auditório com cerca de 250 pessoas presentes – já que o tema não tinha o apelo ou interesse de hoje – batemos um papo bastante interessante e respondemos às perguntas feitas. 

Na época eu acabara de lançar meu primeiro livro, “LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE – A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA”. A mediação do debate ficou a cargo da teatróloga Clotilde Tavares.

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REGISTRO DO CANGAÇO.

 Por Getúlio Moua

Era assim a estrada que liga Barbalha a Juazeiro do Norte em 1926, hoje com uma ampla infraestrutura, é duplicada e iluminada aqui na meca caririense.

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INTERNET DEMOCRATIZOU A PESQUISA SOBRE O CANGAÇO.

 Por Sérgio A. Dantas

Não há dúvida que a internet democratizou a pesquisa sobre o cangaço. Entretanto ela é ainda limitada, pois um percentual mínimo do conteúdo referente ao teme é disponibilizado nos sites específicos, nas redes sociais e nos canais de Youtube. 

O arquivo tradicional - sem muita organização, repleto de papéis amarelados pelo tempo, cheirando a mofo e a ácaro – é ainda a melhor fonte de informações. É através do método eficiente de pesquisa, notadamente os documentos de época, que se aprofunda e se adentra melhor nos meandros da temática e da pesquisa histórica. 

Nas fotografias, partes de telegrama enviado pelo então major TEÓFANES TORRES ao chefe de polícia do estado de Pernambuco, em 21 de novembro de 1927. (Arquivo Público de Pernambuco).

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SE EM PIRANHAS JÁ TIVESSE LINHA ASSIM, E UM CAMINHÃOZINHO DESSES EM 1927, NÃO PRECISARIA NEM CHEGAR A 1938 PARA O CANGAÇO ACABAR.

 Por Aderbal Nogueira

Funcionários da companhia telefônica fazendo reparos na fiação de rua da Casa Verde em 1927 #tbt

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PAIS E IRMÃOS DA CANGACEIRA DURVINHA.

 Por Beto Rueda

Fazenda Arrasta-Pé, 1935.

Fonte:

LIMA, João de Sousa. Lampião em Paulo Afonso. 2.ed. Paulo Afonso: Fonte Viva, 2013.

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AS BODEGAS DE ANTIGAMENTE

Por José Cícero

Naquele tempo era assim: a gente comprava os produtos na bodega apontando com o dedo, do lado de fora do balcão.

Às vezes só via de perto a farinha, o arroz, o querosene e o feijão. Toda bodega possuía uma balança de peso, uns copos de enganar bebo, um friteiro redondo de botar bombom e outro fixo de guardar cocada de coco e pão. A gente pedia o que queria e era só apontar com o dedo que o bodegueiro trazia na mão. Recordo tb que nem havia a data de fabricação da mercadoria e nem por falta disso ninguém morria, nem adoecia, nem tinha tanta preocupação.

Havia uma faca cega de cortar mercado de sabão. Uma colher pra medir mantega, óleo e azeite. Umas gavetinhas bonitas de botar linha corrente e Lipasa. Língua de sogra, colchão de noiva e tijolinhos de leite. Tinta xadrez para rodapé de parede. Gilete, espoleta, tretec, cibalena, Cibazol e botão. Um maço de papel de embrulho bem ao lado dos pratos da balança finizola sobre a tábua do balcão. Um feixe de corda pendurado no armador. Uma bacia com água pra lavar os copos das bicadas. Sonrizal, Anaseptil, metiolate e anador. Na parte da cachaça: Zinzano, madeira de lei, serra grande, pitu, zinebra e um litro de raizada. Era uma prateleira só pras aguardentes. Outra para às garrafinhas de ki-suco e refrigerantes: crush, fanta, Pepsi, coca, cajuína e grapete. Pilha do mato como meizinha, e ainda pra lanterna e rádio as everady e raiovac. Espoleta, gomalac, prego ripal e gilete. Drops de hortelã, rapadura e chiclete. Banha de porco, sal em pedra, caneta Bic, borracha e lápis grafite. Tabuada escolar, cabresto pra chinelo, pirulito zorro, envelope pra carta, mariola, óleo Singer para máquina de costura e corrente de bicicleta. E a gente trazia quase tudo em papel de embrulho enrolado à mão. Bolacha magy, gezarol, criolina, sabonete febo e Gessy. Conhaque de alcatrão, cigarro manso e brabo. Cachaça do alambique, cerveja, SOS, pedra de isqueiro e quinado.

Pagavamos à vista no dinheiro ou mesmo fiado na caderneta, sempre que havia precisão. Sem ninguém precisar de conta bancária, pix ou cartão.

José Cícero

www.prosaeversojc.blogspot.com

Imagem: Net mv

https://www.facebook.com/josecicero.silva.33/posts/10220291502339364?notif_id=1636807142086470&notif_t=tagged_with_story&ref=notif

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CANGACEIROS POUSAM PARA BENJAMIN ABRAÃO.

 Por Helton Araújo

Cangaceiros pousam para as lentes de Benjamin Abrahão, possivelmente no ano de 1936. Para melhor compressão segue as identificações dos mesmos :

Da esquerda para direita :

Ponto Fino : Cuidado para não confundir com Ezequiel Ferreira irmão de Lampião. ( sobreviveu ao cangaço ).

Quina-Quina : Cuidado para não confundir com o que Zé Rufino disse que matou. ( sobreviveu ao cangaço )

Cravo Roxo : Viria ser morto anos depois pela volante de Odilon Flor.

Zé Sereno : Chefe de subgrupo. ( sobreviveu ao cangaço )

Canário : Seria morto anos depois por seu companheiro de cangaço, o cangaceiro Penedinho.

Mané Moreno : Viria ser morto anos depois pela volante de Odilon Flor, junto com sua companheira Áurea e o cabra de vulgo Cravo Roxo ( presente também nessa foto ).

Suposto Caixa de Fósforo : Teve seu nome ligado aos cangaceiros mortos na Grota do Angico, porém o mesmo sobreviveu ao cangaço.

Obs : Os cangaceiros Quina-Quina e Ponto Fino que aparecem na foto eram irmãos.

Foto : Benjamin Abrahão Calil Botto / Aba Filmes

Edição : Helton Araújo / CANGAÇO ETERNO

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A FAMÍLIA DO REI DO BAIÃO

 Por Kydelmir Dantas


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CURIÓ - UM EX-CANGACEIRO QUE REINCIDIU AO CRIME!

Por Guilherme Velame Wenzinger

Curió foi ex-cangaceiro do bando de Lampião que ficou preso em Alagoas após se entregar no ano de 1938, permaneceu até 1940 quando foi liberado junto com outros cangaceiros. O mesmo conta que viajou para São Paulo e volta e meia vinha fazer visitas ao Nordeste, quando nestas oportunidades praticou 2 assassinatos, 1 furto e 1 latrocínio, segundo ele: "porque faziam pilhérias comigo". Foi preso em 1945 e permaneceu encarcerado por mais de 30 anos, foi o último cangaceiro a ser solto no Nordeste. Faleceu aos 83 anos vítima de atropelamento, em Agosto de 1990, no Complexo de Salgadinho, Olinda, Pernambuco.

Fontes: Foto retirada do Diário de Pernambuco em matéria noticiando a sua morte, publicação de 19 de Agosto de 1990.

*Informações originais foram dadas em entrevista ao Jornal O Globo, 05 de outubro de 1975. A matéria sobre, você pode encontrar no Blog do Mendes

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ONDE NASCEU SIQUEIRA DE MENEZES?

Imagem de Siqueira de Menezes

SIQUEIRA DE MENEZES, nome completo, ANTÔNIO JOSÉ DE SIQUEIRA MENEZES, nascido no dia 04 de dezembro de 1852, falecido em 06 de fevereiro de 1931, aos 79 anos, militar, engenheiro, jornalista e político brasileiro, presidente de Sergipe, de 1911 a 1914, e senador pelo Estado, de 1915 a 1923.

Notabilizou-se, o general Siqueira de Menezes, como oficial superior da armada de engenharia, na contra Antônio Conselheiro, a Guerra de Canudos (1896 - 1897). O escritor Euclides da Cunha o imortaliza em seu majestoso OS SERTÕES, definindo-o como “o olhar da expedição... impávido e atilado, era a melhor garantia de uma marcha segura. E deu-lhe um traçado que surpreendeu os próprios sertanejos”. Euclides, que terminou não gozando do apreço do general Siqueira de Meneses, por razões já muito discutidas.

“Homem de grande valor intelectual, além de militar, com larga observação e experiência da realidade social brasileira, que retirou da campanha de Canudos”, diz do Gal. Siqueira de Menezes o Jornal de Notícias (BA). Este que retorna de Canudos sendo recepcionado como herói da República na capital sergipana.

A indagação, título da postagem, é feita pelo jornalista Zozimo Lima, em crônica publicada pelo Correio de Aracaju, edição de 13.01.1959, em face do entendimento do historiador SEBRÃO SOBRINHO, contrário ao dos biógrafos do general Siqueira de Meneses, inclusive Armindo Guaraná, no seu DICIONÁRIO BIOBLIOGRÁFICO SERGIPANO, que afirmam ter sido SÃO CRISTÓVÃO a terra berço do GENERAL.

Diz Sebrão que “SIQUEIRA DE MENESES nasceu no povoado GAMELEIRA, ao tempo pertencente ao município de ITABAIANA, passando, depois, com a divisão territorial para a formação de município, ao de CAMPO DO BRITO. Seus pais lá nasceram, descendentes dos Siqueira de Pedra Mole”. E continua: “O velho sapateiro Rosendo Vieira, de Itabaiana, mais conhecido por Rosendo Lombo Puro, era primo próximo do Siqueira, e dele fora condiscípulo na escola primária de Gameleira”.

Prosseguindo assim, indignado com a adulteração dos fatos e da história, segundo o autor da crônica: – “Só por gabolice Siqueira afirmaria ser natural de São Cristóvão, em cuja freguesia debalde se procurou, até hoje, a sua certidão de batismo, a qual deverá estar, se ainda existe o livro, na freguesia de N. Sra. da Boa Hora, do Campo do Brito, criada em 1845”.

Conteste-o quem quiser e puder, conclui Zozimo.

Fonte: A mencionada crônica do jornalista Zozimo Lima e o livro SERGIPE NA GUERRA DE CANUDOS, de Oleone Coelho Fontes.

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