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domingo, 6 de fevereiro de 2022

A PEQUENA RUBY NELL BRIDIGES HALL

Para não esquecer Jamais!

No dia de hj em 1960 a pequena Ruby Nell Bridges Hall, mais conhecida como Ruby Bridges, com pouco mais de seis anos de idade, se torna a primeira criança negra autorizada a estudar em uma escola primária exclusiva para pessoas de cor branca, na Louisiana.

De início foram seis os aprovados nos testes para estudar na William Frantz Elementary School, mas os demais ficaram com medo e apenas Ruby enfrentou a questão, mesmo desagradando seus pais. Ia sozinha para a escola e sofria ameaças tão diretas que o Presidente Eisenhower, destacou escolta policial dos U.S Marshals para protege-la. No dia de hj quando foi a aula em seu primeiro dia na nova escola todos os professores se recusaram a lhe dar aulas e os pais removeram os filhos, o caos se instalou e na verdade Ruby só teve aulas no dia seguinte quando a professora Barbara Henry, passou a ensina-la.

Além de ser escoltada por agentes federais de casa para escola e vice versa, seu lanche era separado das demais crianças, pois havia uma real ameaça de envenenamento contra a menina. Sua família foi perseguida, o pai e os avós que trabalhavam em uma fazenda perderam os empregos.

Mas nem tudo foi segregação. Alguns pais se recusaram a retirar seus filhos da escola e Ruby passou a ter colegas de classe, pessoas escoltavam a escolta policial para garantir sua segurança e ofertaram ao seu pai um novo emprego.

Em 2001 o Presidente Clinton laureou Ruby com a Presidential Citizens Medal, em 2005 ela tb perdeu sua casa com a passagem do furacão Katrina. Em 2011 o Presidente Obama teve a Honra de conhecer Ruby Bridges, na inauguração de uma Obra em sua homenagem e disse a ela em agradecimento "Eu acho que é justo dizer que, se não fosse por você, Eu poderia não estar aqui e nós não estaríamos olhando para isso juntos".

Em 2014, uma estátua de Bridges foi erguida no pátio do William Frantz Elementary School. A escola que frequentou apenas por sua força de vontade.

Esse é o Estofo dos Grandes e se manifesta desde pequenos.

Ei-la indo para a escola com escolta federal

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/4553201581457657?notif_id=1644153323054136&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

BIOGRAFIA WIKIPÉDIA

Ruby Nell Bridges Hall (Tylertown, 8 de setembro de 1954) é uma ativista estadunidense conhecida por ser a primeira criança negra a estudar em uma escola primária caucasiana, em Louisiana, durante o século XX.[1] Ela frequentou a Escola Elementar William Frantz.[2][3]

Início da vida

Ruby Bridges nasceu em Tylertown, Mississippi. Seus pais se chamavam Abon e Lucille Bridges. Quando ela tinha quatro anos, a família mudou-se para Nova Orleans, Louisiana. Em 1960, seus pais responderam a um pedido da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP) e ofereceu-a para participar na integração do sistema escolar de Nova Orleans, mesmo que seu pai estivesse hesitante. E bravo

Integração

Bridges escoltada pelos delegados federais até a Escola Elementar William Frantz

Na primavera de 1960, Bridges foi uma das seis crianças negras em Nova Orleans a passar no teste que determinaria se elas poderiam ir para uma escola toda branca. Dois dos seis decidiram ficar em sua antiga escola, três foram transferidos para McDonogh, e Bridges foi para uma escola por si mesma.

A Escola Elementar William Frantz em 2010.

Ruby foi a única a ingressar na William Frantz. Seu pai estava inicialmente relutante, mas sua mãe sentia que era necessária a mudança não só para dar sua própria filha uma educação melhor, mas para "dar este passo a frente... para todas as crianças afro-americanas." Sua mãe finalmente convenceu o pai a deixá-la ir para a escola.[4]

O primeiro dia judicial das escolas integradas em Nova Orleans, 14 de novembro de 1960, foi retratado por Norman Rockwell na pintura The Problem We All Live With (publicado na revista Look em 14 de janeiro de 1964).[5] Como Bridges a descreve, "Enquanto dirigiam eu podia ver a multidão, mas vivendo em Nova Orleans, eu realmente pensei que era Mardi Gras. Havia uma grande multidão de pessoas fora da escola. Eles estavam jogando coisas e gritando, e esse tipo de coisas de Mardi Gras em Nova Orleans."[5] O ex-vice-diretor dos U.S. Marhals, Charles Burks, recordou mais tarde: "Ela mostrou muita coragem. Ela nunca chorou. Ela não choramingou. Ela só marchava como um pequeno soldado, e nós estamos todos muito, muito orgulhosos dela."[6]

Assim que Bridges entrou na escola, os pais brancos tiraram seus filhos de lá. Todos os professores se recusaram a ensinar enquanto ela estivesse matriculada. Apenas Barbara Henry, de Boston, Massachusetts, concordou em ensinar Ruby e por mais de um ano Henry a ensinou sozinha, "como se estivesse dando aula para classe inteira."[carece de fontes]

Naquele primeiro dia, Bridges passou o dia inteiro no escritório do diretor; o caos da escola impediu seu movimento à sala de aula até o segundo dia. No segundo dia, no entanto, um estudante branco quebrou o boicote e entrou na escola quando um ministro metodista de 34 anos, Lloyd Anderson Foreman, levou sua filha no meio da multidão revoltada, dizendo: "Eu simplesmente quero o privilégio de levar a minha filha para a escola.... "Poucos dias depois, outros pais brancos começaram a trazer seus filhos, e os protestos começaram a diminuir.[2][7] Todas as manhãs, enquanto Bridges caminhava para a escola, uma mulher a ameaçava envenená-la.[8] Por causa disso, quatro delegados dos US Marshals foram enviados pelo presidente Eisenhower, que estava supervisionando a segurança dela, permitindo que Ruby comesse apenas alimentos de sua casa.[carece de fontes]

A família de Bridges sofreu perseguições por sua decisão de mandá-la para William Frantz. Seu pai perdeu o emprego, a mercearia onde a família comprava não deixaram mais eles irem lá, e seus avós, que eram meeiros em Mississippi, foram tirados de sua terra. Ela observou que muitos outros na comunidade, tanto brancos como negros, mostravam apoio de várias maneiras. Algumas famílias brancas continuaram a mandar seus filhos para Frantz apesar dos protestos, um vizinho arrumou um novo emprego para seu pai, e as pessoas locais vigiavam sua casa, e andavam atrás do carro dos policiais federais durante suas viagens para a escola.[5][9]

Vida adulta

Ruby Bridges discursando em fevereiro de 2015.

Bridges, atualmente Ruby Bridges Hall, ainda vive em Nova Orleans com o marido, Malcolm Hall, e seus quatro filhos.[10] Durante quinze anos, ela trabalhou como agente de viagens, mas deixou o trabalho para ser mãe. Atualmente, Bridges é presidente da Fundação Ruby Bridges, fundada em 1999 para promover "os valores da tolerância, do respeito e valorização de todas as diferenças." Descrevendo a missão do grupo, ela diz, "o racismo é uma doença e temos de parar de usar nossos filhos para espalhá-la."[11]

Em 15 de julho de 2011, Bridges encontrou-se com o presidente Barack Obama na Casa Branca, e, durante a exibição do quadro de Norman Rockwell, ele lhe disse: "Eu acho que é justo dizer que, se não fosse por vocês, eu poderia não estar aqui e nós não estaríamos olhando para isso juntos."[12]

Em 2014, uma estátua de Bridges foi levantada no pátio da Escola Elementar William Frantz.[13]

Trabalhos

  • Bridges Hall, Ruby. Through My Eyes, Scholastic Press, 1999. (ISBN 0590189239)

Ver também

Referências

  1. ↑ The Unfinished Agenda of Brown v. Board of Education, p. 169
  2. ↑ Ir para:a b Miller, Michelle (12 de novembro de 2010). «Ruby Bridges, Rockwell Muse, Goes Back to School». CBS Evening News with Katie Couric. CBS Interactive Inc. Consultado em 13 de novembro de 2010
  3. ↑ «Google Maps». Google Maps. Google Maps. Consultado em 13 de novembro de 2010
  4. ↑ Ruby Bridges Hall. "The Education of Ruby Nell," Guideposts, March 2000, pp. 3-4.
  5. ↑ Ir para:a b c Charlayne Hunter-Gault. "A Class of One: A Conversation with Ruby Bridges Hall," Online NewsHour, February 18, 1997
  6. ↑ Susannah Abbey. Freedom Hero: Ruby Bridges
  7. ↑ Ellen Blue, St. Mark's and the Social Gospel: Methodist Women and Civil Rights in New Orleans, 1895-1965, pp. 161-162 (University of Tennessee Press, 2011).
  8. ↑ Excerpts from Through My Eyes, at African American World for Kids
  9. ↑ Bridges Hall, Guideposts p. 5.
  10. ↑ "In a Class of Only One: Ruby Bridges". CBN.
  11. ↑ «The Ruby Bridges Foundation». Consultado em 15 de novembro de 2014
  12. ↑ Ruby Bridges visits with the President and her portrait. YouTube. 15 de novembro de 2014
  13. ↑ «New Ruby Bridges statue inspires students, community». NOLA.com. Consultado em 15 de novembro de 2014

Leitura adicional

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruby_Bridges

 

O HOMEM QUE MEXEU COM A MÃE DO CANGACEIRO LAMPIÃO

 

https://www.youtube.com/watch?v=4F-SgiivdJw&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7o

O HOMEM QUE MEXEU COM A MÃE DO CANGACEIRO LAMPIÃO

Era um princípio de ano, no entorno de fevereiro e março. A doce esperança de um bom inverno estava espalhada pelo verde de toda região do Pajeú, Moxotó, do Navio, São Francisco e pelo mundão afora. Lampião andava à frente de um grupelho entre Vila Bella e Santa Cruz da Baixa Verde. Era uma zona de muitos amigos e protetores. Certa manhã, um certo cidadão, contente com as chuvas da noite anterior, trabalhava no seu roçado, despreocupado com qualquer coisa nesse mundo de meu Deus, cantarolando os seguintes versos:
Armei uma arapuca Pra pegar um gavião Peguei uma burra preta, Que era a mãe de lampião. Por pura infelicidade, eis que Lampião vai passando por uma vereda quando escuta o alegre catingueiro e sua música.

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TVE DOCUMENTA - LAMPIÃO - OS ÚLTIMOS DIAS DO REI DO CANGAÇO (PARTE 3)

Por Educativa  TV.

https://www.youtube.com/watch?v=bjPqtTfpm0I

Exibição: 25.07.19

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 


Exibição: 25.07.19

PARELHAS-RN - AS ORIGENS DE UMA CIDADE

Por José Ozildo dos Santos

          O desbravamento e a ocupação do território parelhense é um capítulo especial na história do Seridó norteriograndense. Logo na primeira metade do século XVII, o Seridó começou a ser explorado. Existem registros históricos que atestam a presença portuguesa na região antes do domínio holandês no nordeste. Tais registros referem-se ao aldeamento de índios da nação tapuia, em território que posteriormente constituiu-se no município de Acari. Na demarcação do referido sítio dos tapuias, encontramos as primeiras referências sobre o Boqueirão de Parelhas, à época, conhecido como ‘Boqueirão do Acauã’.
Durante o período de domínio holandês, o território parelhense foi visitado por exploradores flamengos, que adentraram o interior da Capitania em busca do apoio do elemento silvícola. Conhecedores dos atos de bravuras e de coragem da nação tapuia, os holandeses sabiamente souberam conquistar a confiança daqueles selvagens, utilizando-os como armas contra os luso-brasileiros.
Anos mais tarde, após a expulsão dos holandeses, os tapuias, inimigos irreconciliáveis dos portugueses, levantaram-se em armas contra o elemento colonizador, gerando a chamada ‘Guerra dos Bárbaros’, que teve como epicentro o Seridó Oriental.

O Boqueirão de Parelhas, uma coordenada geográfica
na penetração do Seridó potiguar

         Ainda no final do século XVII, pelo ‘Boqueirão de Parelhas’, passaram os terços paulistas, sob o comando de Domingos Jorge Velho com a missão de combater os tapuias em guerra. Em território parelhense ocorreram as mais sangrentas batalhas daquela guerra anticolonalista, que, no final, foi objeto do primeiro tratado de paz assinado por um rei europeu e um chefe de uma nação indígena, na América Latina.
Terminada a Guerra dos Bárbaros, foram concedidas as primeiras sesmarias no território parelhense. A fácil localização, a fertilidade dos solos e a existência de água, foram os principais fatores que contribuíram para o rápido povoamento do solo parelhense.
Em 1700, o tenente Francisco Fernandes de Sousa [que participou ativamente da Guerra dos Bárbaros], fixou-se na região, após instalar sua fazenda de gado, à margem esquerda do Rio Seridó, nas proximidades da Serra do Boqueirão.  Nascia, assim, o primeiro núcleo de ocupação humana em solo parelhense. No entanto, aquele pioneiro somente requereu a legalização de suas terras após 23 anos de efetiva ocupação, conforme nos informa João de Lyra Tavares, em seus ‘Apontamentos para a história territorial da Parahyba’, publicados em 1912.
As dificuldades da época, a distância entre os centros das decisões administrativas e a constante luta para manter-se na posse da referida terra, foram os obstáculos alegados pelo tenente Francisco Fernandes de Sousa ao governo da Capitania da Paraíba - a cuja jurisdição pertencia o território parelhense - quando da solicitação das referidas terras, em 1723.

Leito do Rio Seridó, próximo ao Boqueirão de Parelhas 
(Foto datada de 1920, por Luciano Jacques de Moraes)

No final do século XVIII, todo território parelhense já encontrava-se desbravado e dividido em fazendas com seus gados presos em currais de pau a pique. Certo e seguro é afirmar que a pecuária foi o elemento que estimulou o povoamento do mencionado território, numa visível consolidação do chamado ciclo do gado ou do couro.
Boqueirão, Cobra, Barra, Carnaúba, Quintos, Boa Vista, Tanques de Felipe Dias, Preás, Sussuarana, Retiro, Malhada Grande, Corujinha e Timbaúba (cujos topônimos sobrevivem até os dias atuais), são exemplos de fazendas de gado que surgiram no território parelhense ainda no século XVIII e que serviram como núcleos iniciais de ocupação humana, naquela região.

Ombreira direita da Serra do Boqueirão de Parelhas
(Foto datada de 1920, por Luciano Jacques de Moraes)

Se o século XVIII entrou para a história parelhense como a centúria de sua ocupação territorial, o seguinte, consolidou sua formação histórica. Cronologicamente, o primeiro fato de importância histórica registrado no século XIX foi a passagem de Frei Caneca (juntamente com o que sobrou do exército confederado) pelo território parelhense, em finais de outubro de 1824. O mártir da Confederação do Equador deixou escrito em seu diário a impressão viva que teve da Serra da Borborema e da boa hospedagem recebida na ‘Fazenda Alma’, em solo parelhense, quando de sua macha em fuga para o Ceará.
A cidade de Parelhas nasceu de uma prece. Corria o ano de 1856 quando todo o interior da Província do Rio Grande do Norte foi assolado pela epidemia do cólera morbus, que vitimou mais de um terço de toda população norteriograndense.
No atual território parelhense, inúmeros foram as vítimas daquela epidemia infecto-contagiosa. Famílias inteiras sucumbiram, deixando um rastro de dor e sofrimento. Na região, inexistiam cemitérios e as vítimas foram sepultadas em valas coletivas.
         O desespero da população indefesa levou os senhores Sebastião Gomes de Oliveira e Cosme Luís a fazerem uma prece. Se a região ficasse livre daquela mortal epidemia eles construíram uma capela consagrada a São Sebastião. Assim, alcançada a graça, uma pequena capela foi construída. E, ao seu redor, surgiram as primeiras casas.
          O aglomerado humano, aos poucos foi adquirindo delineamento urbano. Numa visível demonstração de fé, foi fincada uma cruz de madeira no local que antes funcionou como o cemitério para os coléricos. Era o marco inicial da evolução histórica da futura cidade de Parelhas, cujo povoado somente aparece nos documentos oficiais - com essa denominação - a partir de 1870.
         Em novembro daquele mesmo ano de 1870, a pequena povoação tornou-se distrito de paz, subordinado ao município de Jardim do Seridó, do qual era parte integrante. A localização privilegiada estimulou seu crescimento.  Ainda naquele ano, ali surgiu a primeira escola de instrução primária, fundada e regida pelo talentoso professor José Gomes, que, por seus relevantes serviços, foi agraciado pelo Imperador Dom Pedro II com a Comenda da Ordem de Cristo. A referida escola foi a primeira no interior da Província do Rio Grande do Norte a funcionar em prédio próprio, construído à custa de seu professor.
          Aos poucos, a pacata povoação foi adquirindo importância econômica. Em 1888, o padre Bento Maria Pereira Barros instalou-se em Parelhas, após ser designado para ocupar o cargo de capelão local. Sacerdote culto e revestido de elevados predicados, realizou a primeira feira na localidade, e, de forma consciente, estimulou o plantio do algodão, cultura que ainda no final do século XIX, tornou-se o primeiro suporte econômico da região.
          No início do século XX, Parelhas recebeu várias missões científicas, financiadas pelo governo central, através da antiga Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas – IFOCS. Todos os cientistas que por ali passaram, unanimemente, atestaram as possibilidades econômicas da próspera povoação. No entanto, apesar de seu grande potencial econômico, Parelhas permaneceu durante muito tempo reduzida à condição de simples povoação, embora ostentasse um aspecto superior a muitas cidades do interior do Estado, superando, inclusive, Jardim do Seridó, de cujo município era parte integrante.
          Somente após uma grande mobilização popular, coordenada por Antão Elisário e outros filhos da terra, a florescente povoação foi elevada à categoria de vila, através da Lei Estadual nº 778, de 26 de novembro de 1920. Anos mais tarde, pela Lei nº 630, de 8 de novembro de 1926, tornou-se município autônomo, ocorrendo sua instalação no dia 1º de janeiro do ano seguinte, oportunidade em que aconteceu a posse de seu primeiro prefeito, o senhor Laurentino Bezerra Neto, que, historicamente, foi também o primeiro cidadão eleito para o referido cargo, no Rio Grande do Norte. Posteriormente, a Lei Estadual nº 656, de 22 de outubro de 1927, elevou a próspera vila à condição de cidade.

Antiga Capela de São Sebastião - Parelhas (Década de 1920)

Aspecto atual da Igreja Matriz de São Sebastião - Parelhas

A Paróquia de Parelhas, sob a invocação de São Sebastião, foi criada por decreto diocesano de 8 de dezembro de 1920, assinado por Dom Antônio dos Santos Cabral, segundo bispo de Natal. Seu primeiro titular foi o padre Natanael Ergias de Medeiros, que, na condição de vigário de Jardim do Seridó, coube-lhe a missão de instalar a nova sede paróquia, regendo-a até 1924. Atualmente, a referida paróquia integra a Diocese de Caicó.


Praça Arnaldo Bezerra - Parelhas (Década de 1950)

            Inicialmente, o território parelhense pertenceu, à povoação, sede da Freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do Piancó (atual cidade de Pombal, no sertão paraibano). Em 1745, criada a Freguesia Nossa Senhora Santana, do Seridó, passou a ser subordinado eclesiasticamente àquela histórica matriz, mas continuou vinculado administrativamente à povoação de Nossa Senhora do Bonsucesso do Piancó, assim mantendo-se até 1788, quando ocorreu a criação do município da Vila Nova do Príncipe (atual cidade de Caicó).
           Posteriormente, em 1834, criado o município de Acari, o território parelhense passou a integrar aquela novel comuna, condição mantida até 1º de setembro de 1858, quando foi criado a vila e o município de Jardim do Seridó. Como povoado, distrito de paz e vila, Parelhas pertenceu a Jardim de Seridó até 8 de novembro de 1926, quando conquistou sua emancipação política.
             Em síntese, a cidade de Parelhas nasceu de uma fazenda de gado, apoiada no elemento religioso, representado pela capela, erigida sob a invocação de São Sebastião (o santo protetor das vítimas do cólera morbus), que foi o marco inicial de sua formação histórica.
             Seus primeiros habitantes, herdaram a mentalidade agrícola-pastoril de seus desbravadores. Hoje, o referido município encontra-se inserido entre os dez mais desenvolvidos no interior do Estado do Rio Grande do Norte, projetando-se como um importante pólo socioeconômico e cultural da região do Seridó, que desenvolveu mais pelo trabalho de seu povo do que pela ação direta dos organismos governamentais.

http://construindoahistoriahoje.blogspot.com/2011/02/parelhas-rn.html

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sábado, 5 de fevereiro de 2022

DIÁRIO DO CORONEL ANTÔNIO GURGEL - PARTE II.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=LiyxTM5bxOQ&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE. Nesta segunda parte do documentário apresentarei as notações que foram escritas no diário do coronel Antônio Gurgel nos dias 14 e 15 de junho de 1927, durante o período em que esteve refém de Virgolino Ferreira da Silva "Lampião" e de seu bando. Um relato surpreendente sobre a retirada (Fuga) do bando cangaceiro da cidade de Mossoró/RN, a tensão dos prisioneiros, a peleja dos mensageiros para entregar os valores dos resgates exigidos e a chegada triunfal de Lampião e de seu bando na cidade de Limoeiro do Norte no estado do Ceará. Uma extraordinária epopeia. Não percam. Convido a todos para se inscreverem no canal e ativar o sino para receber todas as nossas publicações e atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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TVE DOCUMENTA - LAMPIÃO - OS ÚLTIMOS DIAS DO REI DO CANGAÇO (PARTE 2)

Por Educativa TV
https://www.youtube.com/watch?v=Tavd4y4rMUY&ab_channel=EducativaTV

Exibição: 24.07.19

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80 ANOS ANGICO - PARTE 10

 Por Aderbal Nogueira


Não foi traição.
Décima parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico.

https://www.youtube.com/watch?v=1DlduPr1Xug

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VOLANTE DE ZÉ RUFINO MATA O CANGACEIRO AZULÃO E MAIS TRÊS DO SUBGRUPO DE LAMPIÃO.

 Por Na Rota do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=ej1LY1Wztms&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Um subgrupo do bando de Lampião, o rei do cangaço, composto por 4 cangaceiros e 3 cangaceiras, liderado por Azulão, assolou as regiões de Mairi, Várzea do Poço, Miguel Calmon, Várzea da Roça, Serrolândia, Jacobina, em setembro e outubro de 1933.

Muitas agressões foram cometidas pelos cangaceiros, especialmente com o uso de palmatórias.
Em outubro de 1933, o grupo foi localizado na Fazenda Lagoa do Limo (Lagoa do Lino ) por três Volantes Policiais, entre as quais, a Volante de Zé Rufino, o implacável matador de cangaceiros, e travando um combate, no qual morreram os cangaceiros Azulão, Zabelê e Canjica, e uma cangaceira de nome Maria.
Dentre os que escaparam estava o cangaceiro Arvoredo.
Assistam a mais essa história do cangaço nordestino.

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações.

Vejam também:



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CANGACEIROS CORTAM A ORELHA DE ZÉ DO PAPEL

Por Aderbal Nogueira

Porque os Cangaceiros cortaram a orelha de Zé do Papel? Saiba como clicando no link

https://youtu.be/GbD6VL3RgBk

https://www.youtube.com/watch?v=GbD6VL3RgBk

Quer ajudar nosso canal? Nossa chave Pix é o e-mail: narotadocangaco@gmail.com - Vera Lúcia, filha de Zé do Papel, que teve a orelha cortada pelos cangaceiros, diz como esse fato aconteceu, pois ouviu direto do seu pai. - Na época Aquidabã pertencia a Propriá Link desse vídeo: https://youtu.be/GbD6VL3RgBk

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DIÁRIO DO CORONEL ANTÔNIO GURGEL - PARTE I.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=ijW4Es5GflI&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE. ANOTAÇÕES DOS DIAS 12 E 13 DE JUNHO DE 1927.

Nesse documentário que apresentarei em episódios, trarei as anotações escritas no diário do coronel Antônio Gurgel que foi sequestrado por Lampião e seu bando no dia 12 de junho de 1927, na ocasião da travessia do bando rumo à cidade de Mossoró no estado do Rio Grande do Norte, onde tencionavam invadir e saquear.

No trajeto até Mossoró, Lampião e seus comandados sequestraram várias pessoas a fim de utilizá-las como escudo, assim como exigir importâncias para suas solturas, sendo um desses sequestrados o coronel Antônio Gurgel, que teve a brilhante ideia de registrar em um diário particular o dia a dia do bando e dos sequestrados e todos os acontecimentos que envolveram a aproximação, a chegada e a fuga de Mossoró/RN, após a malograda tentativa de invasão à cidade por parte do bando.
Uma extraordinária epopeia que vocês conhecerão a partir de hoje. Não percam. Convido a todos para se inscreverem no canal e ativar o sino para receber todas as nossas publicações e atualizações. Forte abraço... Cabroeira!
Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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80 ANOS CANGAÇO - PARTE 9

 Por Aderbal Nogueira


Não foi traição.
Décima parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico.

https://www.youtube.com/watch?v=7NPXU3dd87o

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O ATAQUE DE LAMPIÃO À SERRINHA DO CATIMBAU - PARTE I.

Por Cangaçologia 

https://www.youtube.com/watch?v=qMZhqyvzUb0&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

UM DOCUMENTÁRIO ESPETACULAR QUE TRATA... ... a respeito da passagem de Lampião e seus seguidores pela antiga Serrinha do Catimbau a época dos acontecimentos pertencente ao município pernambucano de Garanhuns e atualmente anexada a Paranatama/PE. Foi nesse local que no dia 20 de julho de 1935, Maria Bonita foi baleada nas nádegas, obrigando Lampião e seus homens a se retirarem às pressas da localidade. O escritor e pesquisador Junior Almeida (Paranatama/PE) através de uma pesquisa profunda coletou informações preciosas, salvou e registrou a história com precisão e riqueza de detalhes. No documentário "O ATAQUE DE LAMPIÃO À SERRINHA DO CATIMBAU", que será apresentado em partes, devido a complexidade histórica, vocês conhecerão os crimes (Morte, saques e estupros) e os locais visitados pelos cangaceiros e ouvirão depoimentos de familiares e de uma testemunha ocular dos acontecimentos. Se você ainda não é inscrito no nosso canal aproveite para se inscrever e ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. OBSERVAÇÃO: A segunda casa que aparece na filmagem e que pertenceu à dona Branca e Chiquinho Basílio, está localizada no SÍTIO QUEIMADA DO ANDRÉ (PARANATAMA/PE) e não no SÍTIO AZEVÉM, conforme informado. Na segunda parte do documentário faremos a devida correção. Peço desculpas. Grato. Geraldo Antônio de Souza Júnior

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TVE DOCUMENTA - LAMPIÃO - OS ÚLTIMOS DIAS DO REI DO CANGAÇO (PARTE 1)

Por Educativa TV

https://www.youtube.com/watch?v=FhV8O5VDqts

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A MORTE DE LAMPIÃO DISSECADA POR FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELLO

Por Diogo Guedes
 Foto: Foto: Acervo do autor

Em alguns de seus campos, a história pode se parecer bastante com uma investigação. Desde 1970, o historiador Frederico Pernambucano de Mello tentava arranjar meios de averiguar uma informação que tinha chegado até ele – a de que Antônio Honorato da Silva, o Honoratinho, não era o verdadeiro responsável por matar o cangaceiro Lampião durante um tiroteio em 1938. O autor do disparo fatal, segundo testemunhas, teria sido um outro guarda-costa do aspirante Francisco Ferreira da Silva, que teria ficado oculto. Então, a partir de 1978, Frederico começou a tentar entrevistar um companheiro dele, Sebastião Vieira Sandes, o Santo, que se recusava a falar sobre o assunto.

Quando visitava Alagoas, o historiador deixava sempre um recado, com esperança de uma resposta. O máximo que recebeu, através de um parente de Sandes, foi uma recusa educada e uma garantia de que, se um dia o ex-soldado aceitasse falar sobre o assunto, o procuraria. Esse dia só veio 25 anos depois, quando Frederico já quase não alimentava expectativas. A paciência, ainda mais na história, é muita vezes recompensadora, e a conversa com Sandes gerou uma das principais revelações do novo livro do autor, Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço (Global), que vai ser apresentado na próxima segunda (26), com uma palestra, às 15h, e o lançamento do livro, às 17h, na Academia Pernambucana de Letras.

Uma das principais autoridades no cangaço no Brasil, Frederico é autor de títulos como Guerreiros do Sol e A Estética do Cangaço. Em Apagando o Lampião, o foco é na morte do principal líder do banditismo no Nordeste, que, na prática, começou a decretar o fim definitivo do cangaço na região. Mais do que analisar e narrar o assassinato de Virgulino Ferreira da Silva, o historiador traz novas hipóteses e dados, defendendo que foi outro o autor do disparo fatal que vitimou o companheiro de Maria Bonita.

Quando recebeu uma ligação de São Paulo, em 2003, com um homem com voz grossa dizendo que se chamava Sebastião Vieira Sandes, Frederico tinha a certeza que se tratava de um trote feito por um amigo que conhecia a sua busca. Não era. “Ele dizia que tinha um aneurisma inoperável, que ia para Alagoas se despedir de parte da sua família e que estava finalmente disponível para falar. Fui encontrá-lo e gravei com ele de 8 a 12 de dezembro”, conta o autor.

Na conversa, Sandes confirmou que, quando tinha 22 anos, foi o responsável por desferir o tiro que matou Lampião. Não assumiu a responsabilidade por ordem de seu superior, que sabia dos amigos poderosos do cangaceiro e do risco de vinganças e não queria um rapaz novo na mira de assassinos. O temor era real: Honoratinho, que assumiu o feito e chegou a dar entrevistas anos depois sobre o assunto, terminou assassinado em 1968 quando saía de casa.

Se a conversa com Sandes aconteceu em 2003, porque o livro só é publicado agora? Frederico explica: “Sou um historiador muito cauteloso. Tiro até o relógio para trabalhar, porque não gosto da pressão do tempo. Tento investigar tudo. Para o historiador, como para a polícia, a confissão não é tudo. Esperei para escrever porque fui atrás de outros elementos – só concluí o livro quando pude escrevê-lo com toda segurança”, afirma o autor.

Um dos elementos foi uma perícia balística. Segundo o relato de Honoratinho, o tiro que matou Lampião teria vindo de baixo para cima. No testemunho de Sandes, colhido por Frederico, o disparo havia sido feito no sentido oposto, descendente. Para comparar as versões, o historiador mandou as fotos do punhal do cangaceiro, que foi atingido pelo tiro, para o perito Eduardo Makoto Sato, da Polícia Federal. “Ele aplicou o escaner digital que eles têm e chegou à conclusão que o tiro foi dado em sentido descendente entre 30 e 38 graus de inclinação”, revela. A avaliação ajudava a comprovar o relato de Sandes.

Outros elementos também foram investigados, ajudando Frederico a formar sua convicção de que a narrativa do guarda-costa mais novo. O historiador conta que, desde a publicação do livro, surgiram alguns textos que discordam da sua conclusão. “Mas não houve uma confrontação direta dos dados, porque o estudo é muito denso”, pondera. “O trabalho do historiador não difere muito do de um delegado de polícia: se há algo incoerente, você não avança. Avancei porque não havia. Se alguém quiser impugnar mais adiante, será preciso apresentar também fatos.”

INÍCIO E FIM

Apagando o Lampião também traz outros avanços relevantes para quem estuda o cangaço. Frederico aborda, por exemplo, o fato que teria levado Lampião a abraçar o banditismo, também alvo de controvérsia. “Em 1970, eu gravei em Serra Talhada com o indivíduo que era declarado por Lampião como seu maior inimigo, José Saturnino. Eu tive que me cercar de pessoas conhecidas dele, porque ele já havia mandado muitos pesquisadores voltarem. Ele me revelou que foi a partir do seu primeiro conflito com Lampião e os irmãos que a aventura de Virgulino com o cangaço começou. O irmão saiu baleado nas nádegas do encontro. Outros pesquisadores apontam outros fatos inaugurais que levaram Lampião para esse caminho, mas as versões não coincidem com o relato de Saturnino”, indica.

O livro também revela ainda mais sobre a relação de Lampião com o estado e os poderosos. “A razão, secreta até hoje, para a ida de Lampião para a Bahia, atravessando o São Francisco, foi um acordo feito com a polícia pernambucana através de um primo legítimo seu”, aponta Frederico. Chefe de polícia local, Eurico de Souza Leão mandou pelo parente do cangaceiro o recado para que ele se rendesse ou atravessasse a fronteira e não voltasse. Após uma derrota mais grave em Mossoró, Lampião resolveu ganhar uma sobrevida no banditismo partindo para Bahia em 1928, levando todo dinheiro e ouro que acumulou ao longo de anos.

Outro dado que o livro – também recheado da poesia popular e da cantoria, fonte importante sobre os eventos do período – atesta é o plano de Virgulino de partir para Minas Gerais. O projeto, não realizado, havia surgido de um convite de Farnese Dias Maciel, irmão do então governador do estado, que queria que o cangaceiro combatesse a família Borges, sua inimiga. “Ao morrer, ele morre sonhando com Minas Gerais”, conta Frederico.

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80 ANOS ANGICO - PARTE 8

 Por Aderbal Nogueira

O espólio de guerra, a morte do Soldado Adrião e do cangaceiro Elétrico, a fuga de Durval e a morte de Luís Pedro.

https://www.youtube.com/watch?v=fLBk1FtBbHQ&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Oitava parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico.

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