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terça-feira, 10 de maio de 2022

1921 - OS PRIMÓRDIOS DA SAGA DE LAMPIÃO

 

Por Rostand Medeiros


AINDA VIVE O HOME M QUE EM 1921 SEPULTOU O PAI DE LAMPIÃO
Diário de Pernambuco , 29 de março de 1973, Terceiro Caderno, Página 3.
Pesquisa – Tadeu Rocha / Fotos José Valdério
Diário de Pernambuco, 29 de março de 1973, 
Terceiro Caderno, Página 3.
Num velho casarão alpendrado de uma fazenda sertaneja, em plena caatinga pernambucana do Município de Itaíba reside o ancião Maurício Vieira de Barros, que em maio de 1921 sepultou o pai de Lampião, morto por uma força volante da Policia alagoana. Nos seus bem vividos e muito sofridos 86 anos de idade, ele viu e também fez muita coisa, por esse Nordeste das caatingas e das secas, dos beatos e dos cangaceiros, dos soldados de verdade e dos coronéis da extinta Guarda Nacional.
O Sr. Maurício Vieira de Barros nasceu em 2 de abril de 1886, Na casa dos seus 30 anos, foi Subcomissário de Polícia no Estado de Alagoas e, na dos 40, chegou ao posto de Sargento na Polícia Militar de Pernambuco. Depois, respondeu a dois júris por excesso de autoridade e, desde 1955, está vivendo uma velhice descansada no Sítio dos Meios, em companhia de sua filha Dona Jocelina Cavalcanti de Barros Freire.

Se não fossem as ouças, que já estão fracas, o velho Maurício não aparentaria os seus quase 87 anos, pois ainda caminha com passo firme e guarda boa lembrança dos fatos de sua mocidade e maturidade. 

Ele é, agora, a derradeira testemunha viva do início de uma tragédia sertaneja: a transformação do cangaceiro manso Virgulino Ferreira em bandido profissional que convulsionaria os sertões nordestinos durante 17 anos.
Casa do Sítio do Meio em 1973.
UM ATOR NO PROSCÊNIO

A primeira indicação do Sr. Maurício Vieira de Barros como a autoridade policial que sepultou o pai de Lampião nos foi dada, há mais de 20 anos, pelo Major Optato Gueiros, no segundo capítulo do seu livro sobre Virgulino Ferreira. 

O autor das “Memórias de um oficial ex-comandante de forças volantes” ouviu o relato da morte de José Ferreira da boca do próprio Virgulino, nos começos da década de 1920, quando Lampião ainda era um simples cabra de Sinhô Pereira. 

Optato Gueiros também informa que, anos mais tarde, Lampião poupou a vida de Maurício, no povoado de Mariana, em gratidão pelo sepultamento de seu pai.
Maurício Vieira de Barros sendo entrevistado pelo professor e escritor Tadeu Rocha e acompanhado de Bruno Rocha.
Nos meados de dezembro do ano passado, após concluirmos que não foi feito, absolutamente, o registro dos óbitos de Sinhô Fragoso e do pai de Lampião (mortos na primeira “diligência” da volante do Tenente Lucena), julgamos necessário ouvir o Sr. Maurício Vieira de Barros, que nos constou ainda estar vivo e residir para os lados das cidades de Águas Belas ou Buíque. Somente o antigo policial que sepultou os dois cadáveres poderia revelar-nos a data precisa da morte de José Ferreira.

NO RASTO DA TESTEMUNHA

Após consultarmos inúmeras pessoas sobre o paradeiro do ancião Maurício de Barros, afinal soubemos do Sr. Audálio Tenório de Albuquerque que esse seu compadre estava morando na fazenda Sítio dos Meios, no Município de Itaíba. Rumando para Águas Belas, entramos em contato com os nossos parentes do clã dos Cardosos, entre os quais fomos encontrar o jovem veterinário Ricardo Gueiros Cavalcanti, neto do velho Maurício, por parte de pai.
Notícia do ataque dos cangaceiro ao lugar Pariconha em 1921, 
hoje município alagoano distante 354 km de Maceió.
Na tarde quente do dia 17 de janeiro, em companhia do veterinário Ricardo Gueiros Cavalcanti, do fotógrafo José Valdério e do jovem estudante Bruno Rocha, deixamos a cidade de Águas Belas pela rodovia PE—300, na direção de Itaíba. Após cruzarmos o rio Ipanema e o riacho Craíbas. Pegamos uma estrada vicinal, por onde atingimos, dificilmente, o Sítio dos Meios, a uns 2.5 km de Águas Belas, a outros tantos de Itaíba e a 9 da cidade alagoana de Ouro Branco.

Fomos encontrar o velho Maurício no alpendre do casarão da fazenda de sua filha, jovialmente vestido de blusão de mangas compridas c calçado com sandálias havaianas. A presença do seu neto Ricardo e a delicadeza de sua filha Dona Jocelina permitiram-nos conversar longamente com o Sr. Maurício Vieira de Barros. O fotógrafo Jose Valdério documentou a nossa visita e o estudante Bruno Rocha gravou a nossa conversa.
Lampião nos primeiros anos.
SUBCOMISSÁRIO SEPULTA DOIS MORTOS

O Sr. Maurício Vieira de Barros  já exercia o cargo de Subcomissário de Polícia da cidade de Mata Grande, em maio de 1921, quando o Bacharel Augusto Galvão, Secretário do Interior e Justiça de Alagoas na segunda administração do Governador Fernandes Lima, enviou ao sertão uma força volante da Polícia, sob o comando do 2º Tenente José Lucena de Albuquerque Maranhão, a fim de dar combate ao banditismo. Antes que essa força chegasse ao sertão, os cangaceiros saquearam o povoado de Pariconha, na tarde de 9 de maio. Logo que a volante do Tenente Lucena atingiu seu destino, cuidou de prender os participantes desse saque, entre os quais estavam os irmãos Fragoso e os irmãos Ferreira, residentes no lugar Engenho Velho. A volante cercou a casa dos Fragoso e do tiroteio resultou a morte de José Ferreira e Sinhô Fragoso, ficando baleado Zeca Fragoso e saindo ileso Luís Fragoso.

Avisado em Mata Grande das mortes ocorridas no Engenho Velho, o Subcomissário Maurício de Barros dirigiu-se a esse lugar e fez transportar, em redes, os dois cadáveres para a povoação de Santa Cruz do Deserto, em cujo o cemitério os sepultou. O fato de José Ferreira e Sinhô Fragoso terem sidos deixados mortos por uma “diligência” da Polícia Militar de Alagoas levou o Subcomissário de Mata Grande a enterrá-los no cemitério mais próximo.
DATA DA MORTE DO PAI DE LAMPIÃO

Na breve história de 17 anos, qual foi a do cangaceiro Virgulino Ferreira (que se fez bandido profissional em 1921 e foi eliminado em 1938), existem erros de datas de mais de um ano, como no caso da morte de seu pai pela volante do Tenente Lucena. Tem-se escrito que esse fato aconteceu em abril de 1920, o que não corresponde, em absoluto, à verdade histórica.

Ao que apuramos no Arquivo Público e Instituto Histórico de Alagoas, 2º Tenente José Lucena de Albuquerque Maranhão foi nomeado Comissário de Polícia da cidade alagoana de Viçosa em 10 de abril de 1920, assumiu o exercício do cargo logo no dia 15 e permaneceu nessa comissão até princípios de maio do ano seguinte. Ele ainda assinou ofício na qualidade de Comissário de Viçosa em 28 de abril de 1921. No dia 4 de maio esteve no Palácio do Governo, em Maceió. E no dia 10 desse mês, deixava Palmeira dos índios “com destino ao sertão”, estando “acompanhado de um contingente de 24 praças”, conforme registrou o seminário palmeirense O Índio, de 15 de maio, em seu número 16, página 3.
Nota sobre a volante do Tenente Lucena no seminário palmeirense O Índio, de 15 de maio, em seu número 16, página 3.
Viajando a pé, a volante do Tenente Lucena só alcançou o sertão ocidental de Alagoas uma semana mais tarde. Por isso mesmo, sua “diligência” no Engenho Velho somente pode ter ocorrido nos começos da segunda quinzena de maio de 1921. O Sr. Mauricio de Barros não se recorda mais da data do sepultamento dos mortos pela “diligência” no Engenho Velho. Lembra-se, porém, que foi numa quinta-feira. Ora, a primeira quinta-feira da segunda quinzena de maio de 1921 caiu no dia 19, o que permitiu ao Correio da Tarde, de Maceió, publicar no fim desse mês uma carta de Mata Grande, sobre os acontecimentos do Engenho Velho. A esse tempo, os estafetas do Correi levavam, a cavalo, três dias entre as cidades de Mata Grande e Quebrangulo, de onde as malas postais seguiam de trem para Maceió.  
Detalhe da carta enviada de Mata Grande e publicada no final do mês de maio de 1921 pelo jornal Correio da Tarde, de Maceió, sobre os acontecimentos do Engenho Velho.   
EPISÓDIO MUITO CONTROVERTIDO

Sempre foram muito controvertidas as circunstâncias da morte do pai de Lampião. Na primeira entrevista que concedeu a um jornal (o recifense Diário da Noite, de 3 de agosto de 1953), o Sr. João Ferreira, irmão de Virgulino, declarou o seguinte sobre a morte de seu pai: “Findo o tiroteio, seguido pelo abandono do local pela tropa, eu o fui encontrar sem vida, caído sobre um cesto, tendo às mãos uma espiga de milho, que estava debulhando, ao morrer”.

Por seu turno, parentes e amigos do Cel. José Lucena de Albuquerque Maranhão costumam dizer que o velho José Ferreira resistiu à Polícia, atirando de dentro da casa dos Fragoso. Parece-nos que há engano em ambas as versões, pois o Sr. Maurício Vieira de Barros nos disse que encontrou o cadáver do pai de Lampião no terreiro da casa dos Fragosos.
O Tenente José Lucena de Albuquerque Maranhão, 
comandante da desastrada volante que matou o pai de Lampião.
Este depoimento se harmoniza com o informe que nos deu o Sargento reformado Euclides Calu, residente em Mata Grande, e a história que contava o velho Manoel Paulo dos Santos, Inspetor de Quarteirão no Engenho Velho, ao tempo da morte do pai de Lampião. História que nos foi transmitida por seu filho Gabriel Paulo dos Santos e pelo magistrado alagoano Dr. Dumouriez Monteiro Amaral.
O informe do velho Calu e a história contada pelo velho Manoel Paulo referem que José Ferreira foi morto durante o tiroteio do Engenho Velho, quando ia tirar leite em um curral. De fato, o cerco da casa da casa dos Fragosos foi feito ao amanhecer do dia 19 de maio de 1921. E o tiroteio que se seguiu e vitimou José Ferreira ocorreu “antes do café da manhã de um dia muito chuvoso”, como declarou, textualmente, João Ferreira, na citada entrevista a um jornal recifense. E não há dúvida que o Inspetor de Quarteirão Manoel Paulo dos Santos foi a testemunha mais isenta de paixões no episódio da morte do pai de Lampião.

Pescado no essencial Tok de História

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CAROÁ

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.699

Deus concede conhecimentos ao homem para enfrentar qualquer tipo de ambiente onde tenha nascido. É interessante observar como era possível viver, por exemplo, num ambiente de caatinga bruta com apenas pobreza no couro cabeludo. Pobreza, mais a sabedoria divina para a sobrevivência extraída do próprio meio. Assim o catingueiro se alimentava das caças e quando não tinha arma industrializada, com a sua criatividade, fazia armadilhas para os bichos. Pegava o preá, o tatu, o mocó, o peba e aves da sua região. Às vezes, como os indígenas, usava o bodoque, armas perigosa e eficiente que ajudava a matar a fome. Mas também aprendeu a tirar mel silvestre de todas as espécies de abelhas que a caatinga oferecia.

Caroá - CNIP

Sendo o mel um dos alimentos mais nutritivos do mundo, tinha muito significado a peleja para obtê-lo no oco do pau, no cupim, na terra, nos enxus pendurados nos galhos das árvores. Mas também chama atenção o fabrico de objetos diversos com matéria-prima do próprio ambiente e um deles era a corda de laçar, de amarrar e para muitos outros fins. O matuto para fazer corda utilizava a fibra de uma planta bromélia denominada caroá, também chamada croá. Folhas compridas, esverdeadas com alguns espinhos, eram coletadas e trabalhadas com habilidade até chegar ao ponto de corda e mesmo de barbante. Esse processo era muito rudimentar dentro da mata, mas às vezes era utilizado com mais conforto nas clareiras ou no terreiro de casa.

A cidade de Senador Rui Palmeira, (antes Riacho Grande) teve sua origem numa fábrica de barbante de caroá ou croá. Esse fabrico fez com que esse lugar, no início, fosse chamado de “Usina”. Veja como foi importante um fabrico de corda de fibras nativas na própria caatinga. A cidade de Senador Rui Palmeira continua crescendo no Alto Sertão de Alagoas, graças ao impulso inicial dos produtos do próprio bioma. Falar nisso, vem à lembrança uma fabriqueta de corda no Bairro Floresta, em Santana do Ipanema. Era uma engenhoca ainda rudimentar à margem da Rua Joel Marques. Isso faz uns dez anos e parece-me que a matéria-prima não era caroá, mas sim, agave chamado em outras plagas de sisal. Havia muitas plantações de agave no município, inclusive, no conjunto residencial onde residimos, era só plantação de agave.

Pesquisas e observações.

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LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Por José Mendes Pereira

Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.

Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.

O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.

Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.

A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.

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Fotos:

1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";

2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;

3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.

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segunda-feira, 9 de maio de 2022

LIVRO

  Por José Mendes Pereira

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


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LIVRO

       Por José Mendes Pereira

  

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    Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

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DAS MAIORES CURIOSIDADES.... A ORIGEM DO VULGO DE VIRGULINO

Sinhô Pereira curtindo a velhice

De 1915 a 1922, Sinhô Pereira combateu os seus inimigos sem desfalecimento. Em 1921 ele aceitou em seu bando de cangaceiros três rapazes, Virgulino Ferreira e seus dois irmãos, Antônio e Livino, os quais deram um maior poder de fogo ao grupo de Sinhô. 

Durante o ano em que Virgulino Ferreira e os irmãos lutaram sob o comando de Sinhô Pereira, os combates contra os Carvalhos e a polícia, intensificaram-se.

Neste   período,   um   dos combates mais duros foi o da Serra da Forquilha, em São  Francisco, onde Sinhô Pereira foi cercado numa casa por 126 soldados, contando  ele   com apenas 11 cangaceiros, entre os quais os irmãos Ferreiras. 

O cerco foi rompido, sem nenhuma baixa por parte dos cangaceiros. 

Foi neste combate que Virgulino Ferreira ganhou o apelido com o qual passaria a ser conhecido na história do cangaço. 

Durante o   tiroteio entre   os   cangaceiros e os policiais, observou-se o fato de que o rifle de Virgulino Ferreira, de tanto atirar para dar saída aos homens de Sebastião de dentro da casa em que se encontravam, mais parecia um candeeiro ou um LAMPIÃO ACESO, resolveram dar-lhe o apelido de "Lampião". 

Neste e em   outros   combates,   Sinhô   Pereira   teve   oportunidade   de   observar Lampião em situações limite e, quando resolveu abandonar a vida do cangaço, em 1922, não hesitou em nomear o jovem rapaz como  seu sucessor.

Lampião em setembro de 1922

Do livro: Sertão Sangrento - Luta e Resistência
De: Jovenildo Pinheiro

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WOLNEY OLIVEIRA LENDO O MEU LIVRO

 Por João de Sousa Lima

Meu amigo e cineasta Wolney Oliveira começando a leitura do meu novo livro Biografia de Maria Bonita

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A MULHER QUE ENFRENTOU CORISCO E LAMPIÃO

 Por Histórias da Vida Real

https://www.youtube.com/watch?v=sUjkCbAR3r8&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaReal

A Mulher que Enfrentou Corisco e Lampião, uma mulher com a filha nos braços enfrentou Corisco e Lampião, ela não se intimidou, não ofendeu, mas não poupou suas palavras para colocar o bando em seu devido lugar. 

Realmente foi muita coragem... se tratando de Corisco... essa história é real... contada de mãe para filha. veja o vídeo... você vai gostar de ver uma coragem pura... seca...sertaneja. 

SEJA MEMBRO, AJUDE O CANAL: APENAS 5 REAIS POR MÊS: 

https://www.youtube.com/channel/UCD8q... #historiasdavidareal #historiasdelampião 

Contato: 

artehoraciomoura@gmail.com

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NOTÍCIA DO ATAQUE DE LAMPIÃO A QUEIMADAS.

 Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=uCBO_lV34YM&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

O jornal "A NOITE" noticia o ataque de Lampião a Queimadas. Referências: Jornal "A NOITE", de 22 de janeiro de 1930 Imagens: Jornal "A NOITE" (RJ)

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MORRE ALEXSANDO CANTOR

 Crédito: Reprodução InstagramSertanejo morreu aos 34 anos em acidente de ônibus (Crédito: Reprodução Instagram)

sertanejo Aleksandro, de 34 anos, está entre as vítimas fatais do grave acidente na rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu-SP, neste sábado (7). Dupla de Conrado, os cantores e a equipe estavam no ônibus deles com mais 16 pessoas com destino para São Pedro, cidade do interior paulista onde havia show marcado.

+ Acidente: Assessoria atualiza estado de saúde de Conrado, da dupla com Aleksandro

Além de Aleksandro, outros cinco ocupantes do ônibus também morreram. Além disso, o Corpo de Bombeiros socorreu 11 pessoas, as quais tiveram que ser encaminhadas com ferimentos e lesões para unidades de saúde próximas do acidente.

De acordo com a Arteris, concessionária que administra rodovia, o acidente ocorreu por volta das 10h30 deste sábado no km 402,2 da rodovia sentido São Paulo.

https://istoe.com.br/dupla-sertaneja-de-conrado-aleksandro-morre-em-grave-acidente-aos-34-anos/

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CAÇADAS CONTINUAM

 Clerisvaldo B. Chagas, 9 de maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.698

Quando o caçador chegava do mato, da caçada, “desfilava” orgulhoso pelas ruas e pelo comércio com vários nambus e nambus-do-pé-roxo (menor) pendurados em torno da cintura. Desfilava é um modo de dizer, mas ali tinha muito orgulho ao mostrar a todos o resultado do seu trabalho. Geralmente as caças já estavam todas encomendadas ou quase todas.  E o caçador sentia prazer ao ouvir quem passava dizer: “cabra que atira bem no voo”. E atirar bem no voo era a principal virtude do caçador. Estamos falando do profissional a exemplo do saudoso Mário Nambu, o único que cantava melodias de Augusto Calheiro na cidade com o seu vozeirão. Tempos de natureza ameaçada e sem leis. As leis eram apenas as dos proprietários das terras: aceitavam ou não as caçadas.

NAMBU (WIKIPÉDIA).

Faz bastante tempo que não vemos caças nos bares como tira-gosto. Se ainda matam nambu, é coisa escondida dos que moram na caatinga. O que surge com frequência são os pássaros para vender nas feiras. Muitos já vêm com a gaiola caprichada para valorizar ainda mais a ave canora que varia no preço conforme a espécie e o canto. A variação vai de 500,00 ao valor de um automóvel, por isso os viciados procuram burlar a Lei. Vez em quando se noticia à apreensão de aves selvagens nas feiras do Sertão e Agreste. Os pássaros são levados para as reservas mais próximas onde pelo menos ganham a liberdade.  A presença do Nambu, da codorniz, vai ficando cada vez mais rara no comércio. Talvez também nas matas nativas.

Não faz tanto tempo, passávamos na chã de Belém e havia o “Bar do Nambu”. Não foram poucas as vezes em que passamos ali indo e voltando de Maceió e o bar resistindo. Nunca paramos para verificar e nem comer um nambuzinho torrado. Nem sabemos se ainda existe. Na verdade, depois das leis de proteção ambiental, não fica fácil desafiá-las. Portanto, o jeito é ir comprando codorna de criatório, cujo sabor também é excelente, além dos ovinhos pintados que dizem ser afrodisíacos. Falar nisso, lembramos as incumbências de pelar juritis no quintal de casa. Mas isso era no tempo que podia e caçadores diziam que era a caça mais saborosa da caatinga. Devia ser mesmo.

O nambu possui várias denominações conforme os estados brasileiros: Nambu, Inhambu, Lambu, Chororó, Inhambu-Chitã, Perdiz e tantos outras regionalistas. Quer dizer do tupi: ave do voo curto.

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CORONEL JOÃO SÁ.

 Por Lampião e o Cangaço

Coronel João Sá, ex-prefeito de Jeremoabo, ex-deputado estadual da Bahia, grande fazendeiro, e considerado o maior coiteiro de Lampião no estado da Bahia.

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