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sexta-feira, 6 de outubro de 2023

LIVRO

     Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:



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Adquira-os através deste endereço:

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LIVRO

 Por Ailton Pimentel

Você pode adquirir o livro através do Número / WhatsApp: (75) 9 9248-4502.

Guilherme Machado dos Santos nasceu na cidade de Muritiba no Recôncavo baiano, e  é casado com a senhora Josefa Sousa Santos. Pai de 3 filhos e uma neta. Há muitos anos mora em Serrinha, onde mantém um museu dedicado ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga e a toda cultura nordestina. 

Ficou interessado em saber mais sobre a história desse ilustre nordestino? CLIQUE AQUI e veja um pequeno vídeo produzido pelo Sistema Jolusi de Comunicação.

Via: Ailton Pimentel

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LIVRO

   Por Gilmar Teixeira

Tá faltando você ler o livro "Quem matou Delmiro Gouveia? " E aí vai ficar lendo o resumo do livro na mídia, saiba tudo da vida desse ícone nordestino e a elucidação dessa misteriosa morte, lendo o nosso livro você vai saber de todos esses detalhes, faça aqui o seu pedido e leve prá casa um pouco de nossa história!

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Veja se o professor Pereira está o vendendo através deste endereço eletrônico:

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LIVRO

    Por José Tavares de Araújo Neto 

Pedrinho de Pedrão, amigo desde a adolescência, já naqueles tempos nos falava de Ulysses Liberato que ouvia de seu pai Pedrão Adonias, um apaixonado pelas histórias de cangaceiros.

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LIVRO

   Por Célia Maria Silva

Do maravilhoso livro: O Cangaceiro X O Padre, obra do grande escritor e amigo Bismarck Martins de Oliveira, veio a inspiração para a história em cordel pela Cordelista Célia Maria. Trata da última passagem de Antonio Silvino pela cidade de Pocinhos na Paraíba em 28 de novembro de 1914. 

Vale a pena adquirir pelo email: cellia2012@gmail.com

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SONHOS DE PEDRA

 Autor: José Ribamar Alves 


Os meus dias verdes
O sol do verão...
Do tempo escondeu,
Só me deixou marcas
Dos sonhos de pedra
Que a vida me deu.

Perdido no ermo
Do próprio destino
Caminho sem calma,
Das auroras vivas
Só lembranças mortas
Conduzo na alma.

No vale do nada
Nas tardes de angústias
Lanço o meu queixume
Ensaiando as sátiras,
Do meu infortúnio
Que não se resume.

A dor da revolta
De um expatriado
Não supera a dor
De quem tem mil sonhos
Mas nenhum dos mil
Dá sorte no amor.

Meus sonhos de pedra
Me desaproximam
Da realidade
Sou eu o poeta
Que deixando o mundo
Não deixa saudade.

Enviado pelo poeta José Ribamar Alves

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BANDO DE LAMPIÃO EM LIMOEIRO DO NORTE NO CEARÁ EM 15 DE JUNHO DE 1927.

 Por Helton Araújo

Vamos às identificações de todos na fotografia.

Primeira fileira agachados, da esquerda para direita: 

Zé Roque, Coqueiro, Mergulhão, Valatão, Virginio Fortunato ( Moderno ), Massilon Leite, Luiz Pedro, Lampião, Ezequiel Ferreira ( Ponto Fino ), Delfino ( Mormaço ), Navieiro e em pé mais afastado Sabino Gomes ( Sabino das Abóboras ).

Fileira central, da esquerda para direita : 

Leite ( refém ), Cel. Moreira ( refém ), Cel. Antônio Gurgel ( refém ), Dona Maria Rosa 

( refém ), Miúdo, Felix Caboje.

Última fileira, da esquerda para direita : 

Luiz de Sabino, Rio Preto, Euclides ( Quindú ), Miguel, Trovão, Pinhão, Alagoano ( Oliveira ), Jatobá, Benedito Coxo, Mourão ( Genésio Vaqueiro ), Zé Pretinho, Zé Coco e Serra do Umã ( Mão Foveira ).

Por : Helton Araújo

E aí, sabia quem eram todos na foto ?

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CANGACEIROS DESCONHECIDOS QUEM FOI O CABRA MANUEL RODRIGUES DE LIMA

Transcrição por  Wellington Rodrigues.

Esse é Manuel Rodrigues de Lima. Natural da Vila do Espírito Santo (nome de Tabira até 1939) na época distrito de Afogados da Ingazeira. 

Foi membro de um dos subgrupos de Lampião. Primo segundo do meu pai, Jotinha (primo meu de 3° grau). A casa da sua filha, Edite Bastos era bem no meio da rua direita da Praça Pedro Pires. 

O coronelismo, para garantia de privilégios políticos e principalmente as injustiças dos crimes impunes e perseguições eram causas determinantes para se lançar no cangaço. Abaixo (e nas fotos) alguns registros sobre Manuel Rodrigues nos livros dos historiadores Frederico Pernambucano e Frederico Bezerra Maciel.

"Ainda no meado do século XIX, passaram a atuar os "Guabiraba", sob a chefia dos irmãos Cirino, Jovino e João, e do cunhado destes, Manuel Rodrigues. 

Naturais da vila de Afogados da Ingazeira, ao pé da serra da Baixa Verde, no sertão pernambucano, fizeram-se bandidos nas escolas do Pajeú de Flores, onde praticaram tantos crimes que foram obrigados a fugir para Teixeira, na Paraíba. 

Em sua faina de poeta a seu modo historiador, Leandro Gomes de Barros pinta o grupo de Cirino com traços bem carregados;

Os Guabiraba eram um grupo
De três irmãos e um cunhado,
Todos assassinos por índole,
Cada qual o mais malvado
Aquele sertão inculto
Tinha essas feras criado."

Trecho do livro "Guerreiros do Sol - Violência e Banditismo No Nordeste do Brasil. Autor: Frederico Pernambucano"

*Fotos em texto do livro Lampião, seu tempo e seu reinado (Frederico Bezerra Maciel).

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2020/06/cangaceiros-desconhecidos.html

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LIVRO NOVO NA PRAÇA.

Por Giovane Gomes

Muitos amigos entraram em contato para saber sobre o Lançamento meu livro.

O Cangaço

A Origem de Manoel Neto.

Que seria lançando em Dezembro de 2023. Em conversa com o pesquisador Leonardo Ferraz Gominho, autor do Livro Manoel Netto no Rastro de Lampião. A qual será lançando sua 2° Edição. Vou esperar o lançamento da obra de Leonardo Gominho. Embora minha obra é de Leonardo aborda a Biografia do Ex- Volante Manoel Neto. As linhas de pesquisas são diferentes. Em meu trabalho contarei fatos inéditos sobre o Cel Manoel Neto de sua origem até sua morte.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=928351018997156&set=pcb.1759438374527331

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O CANGACEIRO "VOLTA SECA" PERDEU-SE QUANDO DISSE QUE TERIA VISTO MARIA BONITA VIVA, E 33 ANOS DEPOIS AFIRMOU QUE ELA MORREU JUNTA COM LAMPIÃO.

 Por José Mendes Pereira


Em 7 de abril do ano de 1948, Antonio dos Santos conhecido no mundo do crime como sendo o cangaceiro "Volta Seca" (conferir no site no final da página), em entrevista à imprensa, declarou que Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita do capitão Lampião (informação sem fundamento), ela não morreu na madrugada de 28 de julho de 1938, quando aconteceu a chacina aos cangaceiros, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, em terras de Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, segundo ele, ela estava viva, e que teria a encontrado em uma das suas fugas da Penitenciária de Salvador, no Estado da Bahia. No seu depoimento aos jornalistas, "Volta Seca" não disse em que lugar teria encontrado a Maria Bonita.

Ao meu ver, o cangaceiro "Volta Seca" fez as suas declarações à imprensa, como se estivesse  querendo aparecer de terno e gravata, aos que lhe solicitaram informações sobre a sua vida durante e após o cangaço. Dizer, sempre foi muito fácil, para quem não tem nenhum compromisso com a verdade; foi um desse, o cangaceiro "Volta Seca", que não sentiu nenhum remorso quando soltou a sua mentira aos profissionais da imprensa escrita sobre Maria Bonita, 

A foto não tem o nome da pessoa que a coloriu, então eu não vou ariscar de quem seria o trabalho artístico.

Para você leitor, que quer saber da verdade, é que no ano de 1973, quando o cangaceiro foi entrevistado pelo jornal "O Pasquim", este, na época, era uma página da imprensa escrita e famosa, tendo os seguintes jornalistas: Jaguar, Millôr, Ziraldo, Aparício e Sérgio Cabral, o facínora informou que: a Maria Bonita gostava tando de Lampião, que findou morrendo junta com ele. 

Veja o depoimento do cangaceiro "Volta Seca" cedido aos jornalistas que eram funcionários do jornal "O Pasquim".

No caso, seria Lampião e Maria Bonita conversando no primeiro encontro que tiveram em Malhada da Caiçara, município de Paulo Afonso, no Estado da Bahia. Ela insistindo que o Lampião a levasse para participar do cangaço, e ele sempre a aconselhando que não dava certo (segundo o site informa, mas dito pelo o cangaceiro "Volta Seca"). 

"Volta Seca" interpretando as palavras de Lampião e Maria Bonita.

Vamos ouvir em segredo o casal conversando:

(...)

- Bom, o seguinte é esse, você não pode ir comigo, minha vida é a pé, é a cavalo, é de todo jeito, é pelos matos... - Disse-lhe Lampião. 

Maria Bonita insiste, dizendo-lhe: 

- Eu vou também!

E o capitão Lampião rebate: 

- Mas eu posso morrer hoje, amanhã...

Maria Bonita novamente teimava:

- Eu morro junta com você. Mas num lhe deixo mais.

Palavras abaixo do "Volta Seca". 

- E num deixou mesmo, terminou morrendo junta com ele mesmo!

E por que o cangaceiro "Volta Seca" desmentiu ele mesmo, quando afirmou em 1948, aos jornalistas, que Maria Bonita estava viva, porque  havia se encontrado com ela  em uma das suas fugas, da Penitenciária de Salvador ,no Estado da Bahia? 

Dona Cira Britto e o capitão João Bezerra da Silva

No dia 11 de abril do ano de 1948, o famoso capitão João Bezerra da Silva, Militar do Estado de Alagoas, nascido  no ano de 1898, e faleceu em 1970, que foi o chefe da operação da Grota do Angico, em Poço Redondo, no Estado de Sergipe, tendo sido ele que desmanchou o coito dos cangaceiros  da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.", eliminando 11 cangaceiros, incluídos também na chacina os reis do cangaço, o capitão Lampião e sua amada Maria Bonita; o capitão militar desmentiu a declaração de "Volta Seca", que Maria Bonita não fora morta junta com os outros bandoleiros. 

Disse o militar: 
“Não atino porque "Volta Seca" vem agora (dez anos depois) com essa invencionice”.

O capitão João Bezerra da Silva, tinha toda razão de desmentir quem não cumpriu com a sua palavra firme e real. Para mim, o "Volta Seca" deixou de ser um elemento confiável no que diz respeito à entrevistas. Com esta, não há dúvida que ele foi o primeiro a inventar que Maria Bonita e Lampião escaparam da chacina da Grota do Angico, apesar dele não falar o nome do rei do cangaço no seu depoimento, como se ele o tivesse visto junto com Maria Bonita. 

E você amigo leitor, para não ficar com uma pulga detrás da orelha, e achando que eu estou com invencionice (assim disse o capitão João Bezerra da Silva, com a confirmação mentirosa do cangaceiro Volta Seca), confira cuidadosamente nos sites abaixo. E se não quiser ler o texto por completo, da entrevista que cedeu o cangaceiro "Volta Seca", ao Jornal "O Pasquim", procura a parte de Maria Bonita. A entrevista é muito extensa, e onde fala nela, é mais próximo ao final da página.

Veja bem: Em 1932, o cangaceiro "Volta Seca" foi preso. E na madrugada de 28 de julho de 1938, Maria Bonita foi morta na chacina da Grota do Angico, e nesse intervalo, entre 1932 a 1938, período de seis anos, antes da sua morte, o facínora não teria se encontrado com ela, por ser ainda a companheira do capitão Lampião, e jamais  abandonaria o seu marido para andar sozinha por aí, principalmente pelas ruas das cidades de Salvador na Bahia, ou em qualquer outro Estado. 

De 1938 até o ano de 1951, este último ano em que o "Volta Seca" foi solto, de forma alguma, teria encontrado a rainha Maria Bonita. A companheira do perverso e sanguinário capitão Lampião já estava morta". O amigo "Volta Seca" quase se tornava num embusteiro.

Eu sou um amigão do cangaceiro "Volta Seca", e já que não tem mais jeito de serem só coisas da paz" que ele fez na vida,  tenho muita admiração pelas suas aventuras, mas ele desmente a si mesmo, quando em 1948, afirma que teria se encontrado com a cangaceira em uma das suas fugas da Penitenciária de Salvador. E em 1973, 33 anos depois que havia afirmado ter visto a rainha do cangaço, ele disse aos repórteres do jornal "O Pasquim", que Maria Bonita morreu junta com o capitão Lampião. 

Prova que alguns deles remanescentes que participaram da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.", diziam o que bem queriam aos entrevistadores, isto é, alguns puxavam a sardinha para o seu prato, e muito lamentável que tentavam criar as suas histórias cabeludas. Mas ainda acreditamos que no meio dessa gente toda que escapou das volantes do capitão João Bezerra da Silva teve, cangaceiro que fez o seu papel como depoente, e com muita responsabilidade, só informando o que ocorreu no cangaço com seriedade. 

Um deles, segundo o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, e outros pesquisadores famosos e de responsabilidades, afirmaram que Manoel Dantas Loyola, o cangaceiro "Candeeiro", era um homem sem mentiras. Só falava a verdade.

Morre Candeeiro, último integrante do bando de Lampião - Jornal O ...
Cangaceiro Candeeiro

Manoel Dantas Loyola no cangaço era conhecido como Candeeiro, e era pernambucano. Nasceu em 1916 em Buíque e faleceu em Arcoverde em 24 de julho de 2013. Foi um cangaceiro integrante do bando de Lampião. 

Entrou ao cangaço quando a fazenda onde trabalhava no Estado de Alagoas foi cercada pelo bando de Lampião. Recebeu do próprio comandante o seu apelido, ao se destacar num combate em Angico, em 1937. Sua principal missão, porém, era entregar cartas aos comerciantes para exigir pagamentos. Também era conhecido como Seu Né.

O cangaceiro Candeeiro faleceu  aos 97 anos, em um dos hospitais em Arcoverde, onde havia sido internado depois de sofrer um derrame. Deixou esposa e cinco filhos.

Aqui estão os links à sua disposição leitor, os quais são sites famosos e de responsabilidades. Então, clique neles para conferir o que eu falo sobre as informações meio sem graça dadas pelo o ex-cangaceiro "Volta Seca". 

As provas estão nos sites, mas lembrando que, o que eu escrevi, não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações.


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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

RISOS

Por Hélio Xaxá


O riso por vezes é uma arma
Use-o sempre contra o mal
Um sorriso manso desarma
Acalma a fera no irracional.
Ria contra o que não pode
Ria para o que não agrada
Se ri de si mesmo sacode
A sociedade mais regrada.
Um rio de lágrimas afogaria
O que um riso frouxo salvaria
O mundo não merece isso...
Então rio só por malvadeza
Rio de minha própria tristeza
Do sorriso sou submisso.

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MISTÉRIO DA VIDA

Autor José Di Rosa Maria

Legiões de apaixonados
Que amaram feitos ''chucro'',
Vertem lágrimas no sepulcro
Dos sonhos dilacerados,
Ao pé da cruz dos pecados
Rezam perante uma vela,
Comparando-se com ela
Que aos poucos perde os perfis,
O tempo de ser feliz
Nem a ciência revela.
No ápice da mocidade
Ninguém pensa na velhice;
Na minha ninguém me disse
Nada sobre a alta idade,
Busquei a felicidade
No corpo duma donzela
Que Deus a fez meiga e bela;
Mas não achei o que quis,
O tempo de ser feliz
Nem a ciência revela.
O prazer do coração
Não parece descritível,
De certo não é visível
A sua satisfação...
Porque de cada ilusão
Com a própria dor pincela
Em forma de aquarela
Algo que o tempo não diz,
O tempo de ser feliz
Nem a ciência revela.
Pelo poder da palavra
Muitos corações se rendem,
Àqueles que não se prendem
São terra que não se lavra;
O que não ama escalavra
O que ama e não flagela,
O que por tudo atropela,
Com a razão não condiz,
O tempo de ser feliz
Nem a ciência revela.
Talvez a velhice prime
Pelos corações sofridos;
A dor dos desiludidos
Somente o amor redime;
Se a traição for crime
Poucos se livrarão dela...
Há tanta doçura nela
Que quem trai deseja bis,
O tempo de ser feliz
Nem a ciência revela. FIM.

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JÁ SUBI EM...

Por José G. Diniz


Já subi em uma montanha
Fiquei preso nos pináculos
Neste caminho embaraçado
Superei vários obstáculos
Uns grandes outros pequenos
Que um a mais outro a menos
Não vai alterar os meus cálculos

https://www.facebook.com/josegomesd

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MINHA VIAGEM DA ILUSÃO

Por Veridiano Dias Clemente

Com essa minha ilusão
Peguei o trem , fui embora
Mas não contei as horas
De ficar sem ter você
Pois o trem perdeu o freio
E eu aqui nesse anseio
De saudades vou morrer
Verí Poeta

05 / 10 / 2023 Às 11h43 

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2749344425214350&set=a.224894087659409

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FOGÃO QUE SE USA LENHA, ME FAZ LEMBRAR DE UMA FACADA QUE LEVEI DE RITA PEREIRA, PRIMA MINHA.

 Por José Mendes Pereira

Há muitos anos que isso aconteceu. Eu tinha 13 anos mais ou menos, e minha prima chamada Rita Pereira, ou simplesmente Rita de Tia Nísia, possivelmente, com 12 anos de idade, quando fui golpeado por ela com uma faca peixeira, na casa da minha avó Mamãenana.  

Minha avó Herculana Maria da Conceição. Era Xaxá da gema. Filha de Galdino Pereira Xaxá e Maria Joana do Vale Xaxá. Ela era a mãe do meu pai Pedro Nél Pereira, o único Néo da família escrito com "L".

Era tarde e muito tarde. Rita fazia canjica ao pé do fogão a lenha, e eu, ali ao seu lado, fiquei exigindo que ela colocasse uma porção da canjica em um prato, porque, já estava se aproximando da noite, e eu precisava chegar na casa da minha mãe, antes do escurecer. Um pouco de medo, sempre me fazia chegar ainda com claro do sol.

Ela ficou dizendo que não colocaria de forma alguma porção de canjica isolada para mim, só quando ela terminasse de cozinhar toda canjica. Mas eu fiquei ao seu pé, exigindo que ela separasse a minha canjica. 

Mas ela me alertava que se eu não deixasse daquela exigência, iria me furar com uma faca que estava próxima a ela. Eu continuava na insistência dizendo-lhe:

- Ponha Rita, a minha canjica no prato.

E ela: 

- Eu não ponho. Você só irá comer a canjica quando eu terminar de ferver toda...

E eu:

- Mas já está ficando escuro, e eu preciso ir embora...

- Vá embora - dizia ela com muita ignorância.

Em um momento, ela disse:

- Se você continuar com esta insistência, eu meto-lhe esta faca do Presidente.

Presidente era nosso tio José Néo Pereira (1914-2000), que usava a sua faca bastante amolada. Eu jamais imaginava que ela tinha esta coragem de me furar.

Sem menos esperar, porque eu não acreditava no que ela dizia, partiu para cima de mim, e eu com medo, me protegi com o braço, fui furado pela minha prima. Foi tanto sangue que o meu corpo perdeu. Até hoje eu tenho a marca no meu braço.

Mas nada de ódio e nem de rixa, a Rita sempre foi a nossa prima querida por todos os seus primos. Ela fez por ingenuidade. Grande Rita de tia Nísia.

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