Seguidores

segunda-feira, 28 de abril de 2025

CARTA DE LAMPIÃO AO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO

Por Analucia Gomes

Lampião dirige carta ao então governador do estado de Pernambuco, Júlio de Melo, que lhe fora entregue pelas mãos de Antônio Guimarães, chefe de polícia do estado num momento qualquer de sua trajetória. O conteúdo do texto escrito por Lampião rezava os motivos da partilha do estado entre o litoral e o sertão. Ficaria o mar por conta do governador e o sertão segundo o mando do chefe cangaceiro.

Senhor governador de Pernambuco,

Faço-lhe esta devido a uma proposta que desejo fazer ao senhor para evitar guerra no sertão e acabar de vez com as brigas. Se o senhor estiver no acordo, devemos dividir os nossos territórios. Eu que sou capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do Sertão, fico governando esta zona de cá por inteiro, até as pontas dos trilhos em Rio Branco.

E o senhor, do seu lado, governa do Rio Branco até a pancada do mar no Recife. Isso mesmo. Fica cada um no que é seu. Pois então é o que convém. Assim ficamos os dois em paz, nem o senhor manda seus macacos me emboscar, nem eu com os meninos atravessamos à extrema, cada um governando o que é seu sem haver questão. Faço esta por amor à Paz que eu tenho e para que não se diga que sou bandido, que não mereço.

Aguardo a sua resposta e confio sempre.

Capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do Sertão (MACIEL, 1988, p. 38).

 http://blogdomendesemendes.blogspot.com

domingo, 27 de abril de 2025

LIVRO - A LENDÁRIA FAZENDA CAUÃ.


 Nova edição disponível, excelente livro. Recomendo.

Adquira-o com o professor Pereira através deste endereço eletrônico.

franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/franciscopereira.lima.904

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MARIA E O CANGAÇO.

 

Ísis Valverde e Júlio Andrade vivem Maria Bonita e Lampião na série Maria e o Cangaço. Já disponível no #DisneyPlus.

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

HISTÓRIAS...

Por Robério Santos

 Revista muito rara! Quem conhece? Ano 3 n° 110 - dezembro de 1998. Estou querendo comprar uma desta e a número 40.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10162580406152840&set=a.486697157839

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SAINDO UM POUCO DO NOSSO TEMA - ZOOLÓGICO HUMANO

 

Foto de um zoológico humano, tirada em 1958 na Bélgica. Há mais de 60 anos, existiam zoológicos como este, onde negros, geralmente africanos, eram expostos para as crianças brancas. Me pergunto se algum dia, sentiremos tanta vergonha em ver animais em zoológicos, quanto sentimos hoje por essa foto.

Para quem não sabe, em zoológicos animais passam cerca de 8 horas por dia expostos e as outras 16h (quando o zoológico fecha e ninguém está olhando) confinados em jaulas minúsculas, sem luz e nenhum espaço para se movimentar. Durante o dia, a maioria é deixada sem comida ou água para “não atrapalhar a vista dos visitantes”. Eles sofrem uma vida inteira, deprimidos, solitários, doentes e malcuidados, para que as pessoas tenham algumas horas de entretenimento e tudo isso é financiado pelo seu ingresso.

Diga não à zoológicos. Boicote quem confina e condena centenas de vidas inocentes a prisão, miséria e sofrimento. Não visite, não contribua, não financie.

Fonte: facebook
Página principal: Luisa Mell
Segunda fonte: José Romero De Araújo Cardoso 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
 http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemendes.blogspot.com

CORAÇÃO MENINO

Autor Hélio Xaxá


Não sou velho
Sou precoce de idade...
Da vida, o relho
Lanhou-me a mocidade.
Os cabelos brancos
São sinais pios de virtude
Encimam os flancos
De minha velha juventude.
Meu coração menino
Brinca de viver alegremente...
Por ironia do destino
O corpo envelhece precocemente...
Na alma, eu desatino
Por dentro ainda sou adolescente.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SURGIU A NOITE ENLUARADA...

Por José G. Diniz

Surgiu a noite enluarada
Com as flores da primavera
Logo percebi que você era
A rosa mais linda da calçada
Minha única e eterna namorada
Elegância de uma bela princesa
O resplendor da lâmpada acesa
Linda igualmente o por do sol
Fiquei parado ao seu redor
Contemplando a sua beleza
Escutei sua voz baixa e rouca
Seus lábios grossos se abriram
Os meus já esperavam e sentiram
A saliva de sua linda boca
Quando puxei a sua toca
O seus cabelo pretos se soltavam
Sobre os meus ombros se enrolavam
Formando uma linda trança
Foi quando voltei a ser criança
Por tudo que me encantavam.

https://www.facebook.com/josegomesd

http://blogdomendesemendes.blogspót.com

REDUTO IMORTAL DA POESIA

Autor: José Di Rosa Maria

És rainha do bravo Alto Oeste
Potiguar, um celeiro de valores,
O albergue maior dos defensores
Dos costumes do povo do Nordeste;
De três climas, sertão, serra e agreste
Hospedaste os heróis da cantoria;
Só esconde teu grau de autonomia
Quem orgulho nenhum tem pra mostrar,
Mossoró me permita te chamar
De Reduto Imortal da Poesia.
1
Heroína carrasca do cangaço,
Que aos escravos propôs felicidade
Exibindo o brasão da liberdade,
Afastando os grilhões de ferro e aço;
Que em sã consciência deste espaço
Ao poeta que outrora aparecia;
Sem abrigo, sem pão, sem água fria
Procurando um lugar para sonhar,
Mossoró me permita te chamar
De Reduto Imortal da poesia.
2
Do Oeste viraste Capital,
Corre sangue poético em tua veia,
Este título que a ti homenageia
É preciso tornar-se oficial;
Que o eco da voz municipal
Valorize a ideia que se cria,
Que abordo do voo da alegria
Pelos céus do planeta possa estar;
Mossoró me permita te chamar
De Reduto Imortal da poesia.
3
Teu carinho de alma de alberguista
Não caiu, nem morreu, segue de pé;
Dos encontros no Bar Tamandaré,
Há lembranças de cada repentista,
Pelo dom de letrista e musicista,
Os adeptos fiéis de Ventania,
No programa da rádio todo dia
Se ligavam com gosto de escutar;
Mossoró me permita te chamar
De Reduto Imortal da Poesia.
4
No Sujeito, repentes em granel,
No Nassau, no Aceu, no Boulevard
Métrica e rima bailaram pelo ar
Bem no êxtase de cada menestrel,
Na cadência das regras do cordel
Cada verso fantástico que nascia,
O delírio do público se ouvia,
Não ficava ninguém sem contemplar;
Mossoró me permita te chamar
De Reduto Imortal da Poesia.
5
Acolheste os Aedos migradores
Que das terras natais se ausentaram
E em teu seio quente se hospedaram
Pra cantarem saudades e amores;
Berço heroico de vates sonhadores
Que ilustram teus céus com maestria,
Território que até Santa Luzia
Escolheu com carinho pra morar;
Mossoró me permita te chamar
De Reduto Imortal da Poesia.
6
Criação do Título 03-04-2025.


https://www.facebook.com/jose.ribamar.3939

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TEXTO...

Por João Tavares Calixto Júnior

Eu procurei contribuir com a escrita de textos alusivos à história regional do Cariri e que remetessem ao cangaço e ao coronelismo, fenômenos sociais aos quais se herdam ainda feridas atuais e com sequelas de difícil combate, sobretudo, nas cidades pequenas do interior do nordeste brasileiro. A figura do coronel do Cariri cearense das três primeiras décadas do XIX, remete à colonização deste interior feita sob forte interferência do poder do latifúndio, ainda decorrente das sesmarias. Deixaram eles um bastão geracional que se estabelece na necessidade do poder a qualquer custo, como que da continuidade irrestrita e muitas vezes irresponsável do poder familial obrigatório e perpétuo. Tudo muito previsível até aqui em obedecimento ao axioma que diz que não se pode contrariar os princípios da genética.

Não obstante que as formas de dominação mudaram fortemente com o passar dos anos e com a modernização do mundo, o jaleco substitui hoje o paletó que tanto serviu como depósito de munição e armamento dos reizinhos que faziam as leis dessas cidadezinhas daqui. Teve mesmo que haver essa substituição gradual, já que a truculência ia perdendo força em consequência da mudança de rumos que se dava na Europa e tinha que se estabelecer por aqui também.
Pra entender bem esse contexto eu procurei me aprofundar na história de um personagem curioso e que fez barulho em seu tempo, já no final do período dos coronéis do Cariri. Foi chamado de coronel sem no entanto ter herdado a terra ou a fortuna, nem muito menos os genes, mas sim, por ter-se apropriado da fama, por ter-se auto intitulado. Foi ele quem encerrou o ciclo das chamadas deposições entre os mandões locais em 1925 em Missão Velha e sua história está contada no livro 'Vida e Morte de Isaías Arruda: sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião' de 2019, um dos trabalhos dos quais me orgulho. Essa contribuição, em meio às outras que também pude trazer a lume, talvez tenha sido a de maior repercussão e com certeza foi a de maior tempo para a sua preparação (6 anos). Talvez tenha sido meu último passeio pela historiografia regional, em forma de livro físico, já que são tantos os motivos para não ir em frente nessa seara. Feito em sua maior parte por ineditismo (propósito primeiro de meus trabalhos), traz fotos até então desconhecidas e destrinches de documentos cartoriais e criminais originais que hoje muito servem pra oportunistas de Internet fazerem divulgações nos tik toks da vida. Não me lamento aqui por nunca nem ter sido citado e nem nunca ter sido consultado quanto a isso, pois é isso mesmo e daqui pra frente será assim. Para mim, a coisa mais anticientífica do mundo é dogmatizar a ciência, e digo isso pois considero esses meus trabalhos como científicos, por me basear nos métodos e não apenas em 'disse me disse'. Há rigor envolvido e obedecimento a metodologias conceituais pré-testadas e aprovadas.
No mais, venho lamentar o oportunismo desleal que desestimula e que faz repensar sobre a continuidade da publicação de livros. Aos interessados, tenho sempre procurado responder aos questionamentos e dúvidas, sempre enviando documentos e informações ao meu alcance. Ademais, a retinose pigmentar me pegou forte com o advento dos 40. Muito provavelmente eu tenha herdado por ter tido um bisavô casado com uma sobrinha. Minha capacidade de pernoitar em frente a uma tela acabou e minha debilidade visual é uma realidade maior e mais dificil de enfrentar a cada dia.
Aos amigos, um abraço afetuoso.
João T. Calixto Júnior
Arrancador de matinho em beira de calçada e escrevinhador quase cego.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10033893433301305&set=a.554096704614406

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CASA DO PADRE CÍCERO E BENJAMIN ABRAHÃO EM JUAZEIRO DO NORTE/CE

Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=T7P_D4qAO_c

Registro da residência onde morou o Padre Cícero, Benjamin Abrahão e Floro Bartolomeu em Juazeiro do Norte.
Documentário ALMANAQUE Globonews.
Por Francisco José. CANGAÇO EM FOCO Pesquisador: Getúlio Moura.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ZOSIA

Enterrada com uma corrente e cadeado no pé e uma foice de ferro sobre o pescoço, a jovem apelidada de “Zosia” jamais deveria voltar dos mortos.

Descoberta em 2022 por arqueólogos da Universidade Nicolau Copérnico, no vilarejo de Pien, no norte da Polônia, Zosia era uma das dezenas de pessoas enterradas como “vampiros” — temidas por suas comunidades no século XVII.
Agora, 400 anos depois, cientistas usaram DNA, impressão 3D e modelagem com argila para reconstruir seu rosto, revelando o lado humano por trás de antigas crenças sobrenaturais.
“É irônico”, escreveu o arqueólogo sueco Oscar Nilsson. “Eles fizeram de tudo para que ela não voltasse à vida… e nós fizemos de tudo para trazê-la de volta.”
Ela tinha entre 18 e 20 anos, e análises sugerem que sofria de uma condição médica que provocava desmaios, dores de cabeça intensas e possivelmente problemas mentais — sintomas que, na época, podiam alimentar rumores de possessão ou vampirismo.
A foice, a corrente, o cadeado e até certos tipos de madeira enterrados com ela eram considerados itens de proteção mágica.
Em um túmulo próximo, os arqueólogos também encontraram uma criança-vampiro, enterrada de bruços e acorrentada.
Zosia, apesar da superstição que a cercava, parecia vir de uma família rica ou nobre. Em uma Europa devastada por guerras e pestes, o medo do sobrenatural encontrou solo fértil — e Zosia se tornou vítima não apenas da morte, mas também da crença popular.

https://www.facebook.com/groups/721086816337312/posts/1265413721904616/

https://blogdomendesemendes.blogspot.com/

sábado, 26 de abril de 2025

O QUE VI

 Clerisvaldo B. Chagas, 25 de abril de 2025 

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.232

 

Sim, fiz uma incursão pelas imediações da Rua Delmiro Gouveia, “Rua dos Restaurantes”, que no momento tem novidades no Comércio, mas ainda é pouca. Porém, chegando a trifurcação urbana da via, a modernização recente salta aos olhos. Ali está situada a Pracinha Frei Damião centro das três ruas que para ali convergem e divergem: Rua Delmiro Gouveia, Rua Maria Gaia, Rua Manoel Medeiros. Houve no entorno da pracinha uma completa reforma, surgindo prédios novos ou reformados, que vieram embelezar o local, o subcomércio e a arquitetura em si. Todos, prédios modernos dando nova dimensão ao ponto mais movimentado dia e noite. Mercadão, funerária, floricultura, farmácia, igrejas evangélicas, casa de rações, tornando bem elegante o entorno da trifurcação.

Lamentável é a pracinha, com a imagem de Frei Damião, já completamente surrada, precisando de uma reforma urgente, com uma imagem muito maior, pedestal de respeito e bem conservada. Por outro lado, a pracinha do povo, lotada de motos ocupando espaços de canteiros, bancos e tudo o mais, numa falta de respeito, na tomada do espaço sagrado do usuário. Está faltando uma ordem severa da prefeitura e uma fiscalização rigorosa da SMTT. Estão destruindo a praça do povo, deixando constrangido qualquer observador consciente, progressista e torcedor de melhoras para sua cidade. Tudo evoluiu, mas a praça pede socorro.

Já no outro largo, o Largo do Maracanã, conversor e dispersor de sete ruas, inclusive trecho da BR-316, moderniza-se mais rapidamente na parte de cima, onde se inicia a Rua Santa Sofia. Farmácia, Clínica médica, padarias, lotérica, fruticultura, casas de lanches, “lan house”, artesanato, mercadinhos e vários outros tipos de comércio e serviços. Muitos saíram na frente na elegância de prédios mais vistosos, iluminados e limpos. Entretanto a parte inferior do casario, em sua maioria, ainda continua com prédios antigos e de aspectos humildes. Entretanto, vê-se que é apenas questão de tempo para acompanhar o que estão à frente. O comércio e os serviços do Largo do Maracanã, já estão ligados pela Rua Santa Sofia ao comércio pequeno e intenso por trás da Cohab Nova.

RAÇA FREI DAMIÃO (FOTO B. CHAGAS).


http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/04/o-que-vi-clerisvaldo-b.html

HEROÍNAS DO RIO

 Clerisvaldo B. Chagas, 22 de abril de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.231


Às pressas, tive que passar ferro em algumas camisas e logo veio o pensamento para dona Antônia Lavadeira e Zefinha Engomadeira, personagens reais da minha adolescência. As lavadeiras levavam as trouxas de roupas para o rio Ipanema e lavavam à beira de cacimbas escavadas na areia. O sofrimento era está ali debaixo do girau de madeira e pano a uma temperatura altíssima, no verão. E mais sofrimento ainda, uma criatura ficar de cócoras o tempo todo, até manhã inteira lavando, lavando, lavando para quem podia pagar pelos serviços. Durante as cheias, não havia cacimbas, quando a água barrenta limpava um pouco – após uns três do início da enchente – as lavadeiras usavam essa mesma água pela margem do Panema.

Já as engomadeiras – as que passavam ferro nas roupas – eram assim denominadas porque vários tipos de tecidos levavam goma. Tinham também o sofrimento continuado da quentura do ferro em brasa e ainda a curvatura do corpo nesse mister, por horas e horas seguidas. Como adolescentes não tínhamos ainda essa conscientização, mas o tempo aponta. Sabemos também que essas atividades como são descritas acima, aconteciam em todas as regiões do nosso País, mas estamos no referindo apenas a labuta das mulheres do Ipanema. Hoje, sumiram as cacimbas e surgiram lavanderias coletivas em alguns bairros. A goma não existe mais para aquela função. O ferro em brasa evoluiu para o ferro elétrico e, atualmente para um aparelho a vapor.

O romance inédito AREIA GROSSA, resgata a labuta dessas mulheres do rio. E vamos caminhando para um tempo em que, já chegou, muitos tecidos não precisam mais de passar, de engomar e de coisa parecida. Estamos aguardando agora, aquele tecido de vestir pessoas que não seja mais preciso lavar. Nesse caso, se está dispensada lavadeira e engomadeira, iremos dispensar também a valente máquina de lavar. Economia, mulher! E assim prossegue a humanidade. Os mais velhos viveram todas essas fases até agora, os mais novos, só sabem do passado mediante pesquisas.

Sertão fala.

Sertão conta.

Sertão contribui com a cultura brasileira.

LAVADEIRAS DO SÃO FRANCISCO. (AUTOR NÃO IDENTIFICADO).


http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/04/heroinas-do-rio-clerisvaldo-b.html

O TERRÍVEL CANGACEIRO GATO" TENTA MATAR A SUA PRÓPRIA MÃE! A GOLPES DE FACÃO.

 Por Histórias do Brasil

Santilho Barros era o verdadeiro nome do Cangaceiro Gato, e não se tem na história do cangaço um outro cangaceiro tão sanguinário e tão frio como o Gato. ele era filho de Aninha Bola e de Fabiano, índios da tribo Pankararé. 

Seu pai foi um dos sobreviventes da Guerra de Canudos, e seguidor do beato Antônio Conselheiro, alem de Gato duas irmãs dele também eram casadas com Cangaceiros, Julinha amante do cangaceiro Mané Revoltoso, e Rosalina amante do cangaceiro Mourão, este além de cunhado era primo de gato! 

O também cangaceiro Mormaço! Estes dois foram mortos por gato a mando de Lampião, porque os primos bêbados andaram atirando nos moradores do Brejo do Burgo, Lampião ficou sabendo das estripulias dos cachaceiros e pediu a Gato que tomasse um providencia, sem piedade Gato matou os dois Cangaceiros que pegavam água em um barreiro do Raso da Catarina. 

Dona Ana como era conhecida no povoado a mãe de Gato andou comentando sobre o entra e sai de Lampião e seu pessoal na localidade, Gato ficou sabendo das conversas da véia sua mãe e não gostou, pegou enfurecido de raiva pegou dois afiados facões e se dirigiu a casa da mãe no intuito de decepar sua língua! 

O proposito era mata-la familiares rogaram pela vida de véia sua mãe e o monstro filho desistiu, mais foi a sua casa lhes dar um aviso, exibindo os dois facões... Em um gesto macabro ele falou para a mãe, olhe aqui véia linguaruda, este primeiro facão chama- se cala- boca-corno e o segundo chamasse bateu-cagou, fique ligada véia fuxiqueira e agradeça as sua filhas que rogaram por sua vida... 

Este era o Gato que nem sua mãe ele poupou de sua violência imaginem seus inimigos!

Fonte: João de Souza Lima: Livro Lampião o Cangaceiro! Texto transcrito, Guilherme Machado.

Segue nossa página,curte e compartilhe

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

EM 24 DE MAIO DE 2015, SENDO HOJE, SAUDOSO CANTOR JOÃO MOSSORÓ, DESABAFOU PARA MINHA PESSOA "O QUE SEGUE".

  Por João Mossoró


Oi, Mendes, tudo bem?!

Infelizmente nós, do antigo Trio Mossoró, que tanto divulgamos o nome de Mossoró por este Brasil a fora, estamos fora das festas juninas de Mossoró. O cachê oferecido para nós (Trio Mossoró), pela Prefeitura Municipal de Mossoró, é uma verdadeira esmola. Segundo ela, alega que não poderá pagar pela nossa participação mais do que 400,00 Reais, isso mesmo que você está lendo.

 Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Carlos André

Que humilhação! Por onde andamos nestas terras queridas do nosso Brasil, nunca passamos por isso. Sempre fomos bem recebidos, aplaudidos e acolhidos com respeito em relação ao nosso valor profissional. Infelizmente fomos decepcionados pela nossa própria terra que nos viu nascer, e ser criados no centro da cidade. Nós não merecemos isto! 

Ela não pode pagar para nós que somos da terra, mas aos de fora, pode pagar verdadeira fortuna.

Um abraço amigo.
João Mossoró ex-componente do Trio Mossoró
José Mendes Pereira

"Grande João Mossoró, Mossoró sempre foi uma boa madrasta, mas  quando se trata de beneficiar os seus próprios filhos, é uma péssima mãe".

https://www.youtube.com/watch?v=iOIZnRz1rLQ

https://www.youtube.com/watch?v=SQWbMAgoUbw

https://www.youtube.com/watch?v=Ak-Wes7CEhE

https://www.youtube.com/watch?v=zm4c5WjiNKM

Conheci pessoalmente o cantor João Mossoró do antigo Trio Mossoró, e me tornei seu amigo através do professor, escritor, poeta, pesquisador do cangaço, gonzaguiano e do Trio Mossoró Kydelmir Dantas, 

Kydelmir Dantas

quando em 2012, ele trouxe em minha casinhola os irmãos João Mossoró e Carlos André. A partir daí me tornei amigo do João Mossoró. Tínhamos contatos todos os meses, e ele me chamava Garoto propaganda, por eu publicar os seus shows no nosso blog.
Clique neste link:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2015/05/cache-de-400-reais-agride-historia-do.html

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TRIO MOSSORÓ - PRAÇA DOS SERESTEIROS (15/09/2011)

Por Acervo Origens

O Trio Mossoró começou em 1956, na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Nort, por três irmãos: João Batista, o João Mossoró, Hermelinda, a Ana Paula e Carlos André, o Oséas Lopes. Nesse período, um locutor da Rádio Tapuyo, ouvindo o Oséas cantar, fez a ele o convite para o trio fazer participações no rádio. Em 1959, Oséas foi sozinho para o Rio de Janeiro e começou a atuar no rádio. Depois, chamou os dois irmãos para irem também. 

O Trio começou a fazer grande sucesso, e os irmãos tentaram, então, levar outro irmão, o Cocota, que também era grande cantor. No ano de 1961, já estava tudo acertado para o Cocota ir se juntar aos irmãos. O Cocota decidiu fazer uma festa de despedida em Mossoró. Ele enfiou o pé na jaca, tomou todas, e acabou dormindo em uma rede. E foi lá que foi assassinado com trinta e oito furadas de tesoura. 

Esse fato ficou marcado na história do Trio Mossoró. Logo depois, em 1962, apadrinhado por João do Vale, o Trio gravou o primeiro disco, chamado “Rua do Namoro”. O Trio Mossoró gravou 10 LPs. Esse que o Acervo Origens disponibiliza hoje é o quarto. 

É realmente incrível o talento dos irmãos. A Hermelinda “Ana Paula” canta demais, tem uma voz lindíssima, digna de figurar entre as grandes cantoras do forró. A primeira música, Canto de Outrora, de Antônio Barros, já surpreende pela qualidade. A faixa 4 do Lado B, Praça dos Seresteiros, é uma homenagem emocionada ao irmão cantador Cocota, que por pouco não transformou o trio em quarteto.

 https://www.acervoorigens.com/2011/09/trio-mossoro-praca-dos-seresteiros.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 25 de abril de 2025

ESTAMOS COM PROBLEMAS...

Por José Mendes Pereira Potiguar

A FALTA DE POSTAGENS É PORQUE ESTAMOS COM SÉRIOS  PROBLEMAS...

http://blogdomendesemendes.blogspot.com