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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

AURORA

 Por José Cícero

Padre Cícero, conde Adolfo, dr. Floro e as minas do Coxá

Ao contrário do que muitos ainda pensam e até leem por aí acerca de uma importante página da história do Cariri cearense. Diria que não foi o dr. Floro Bartolomeu quem trouxe ao Juazeiro e o apresentou pela 1ª vez, o conde Adolfo Van den Brule, ao padre Cícero Romão. Mas foi justamente o contrário, ou seja, foi o conde Francês quem trouxera a tira colo o médico baiano ao Cariri, bem como à presença do velho sacerdote juazeirense fato acontecido em maio de 1908.

Engenheiro e agrimensor formado em Paris em 1882 Adolfo Achilles Van den Brule chegou ao Brasil no começo do século(1901) pelo porto do Recife vindo da Espanha desejoso de explorar uma suposta mina de ouro no município de Princesa, antiga Bom Conselho no estado da Paraíba. Para tanto, se instalara na cidade pernambucana de Triunfo, onde inclusive, contraiu matrimônio pela 2º vez com Albertina Gonçalves Lima e onde nasceu sua filha Zaíra. Portanto, como o negócio não deu certo, resolveu então investigar outras possibilidades pelo interior do Nordeste, especialmente nos sertões da PB, CE, PE e BA quando encontrou em Capim Grosso, o médico recém formado, Floro Bartolomeu da Costa. Dando-lhe a notícia da existência de uma mina cuprifera no Cariri na região de Aurora, cujas terras pertenciam ao já famoso padre do Juazeiro.

Dois jovens aventureiros que logo resolveram se associarem na perspectiva corajosa de explorar e fazer fortuna com o sonhado ouro do serrote do Coxá. E assim decidiram partir. Convenceram o padre Cícero para à tornentosa empreitada. Na época a disputa daquelas terras, já estava estabelecida, inclusive na justiça. A dupla então decidiu resolver a questão. O conde como agrimensor e Floro como rábula uniram forças para os trabalhos das chamadas demarcações, cujas medições antigas davam conta de 809 a 2880 hectares. Mas que usando novos recursos e critérios técnicos, segundo o Francês, a rea total seria de 3.688 hectares. O que só fez piorou o incoformismo contido na disputa. Por fim, quando deu conta que não era tarefa fácil, como a priori imaginou, dr. Floro pela 1ª vez e à revelia do padre, fez uso do 'direito da força, contra a força do direito', lançando mão de um pequeno grupo de Jagunços armados até os dentes. Partiu para o serrote onde a jazida estava situada no meio da caatinga aurorense. Lugar inóspito e distante de tudo. O que no dizer dos sertanejos: "só se atrevia a ir por lá que tinha coragem e negócio". A demarção, todavia foi realizada, ainda que a contra-gosto dos sitiantes, como dizem, por meio do grito e das balas. Mas não fora completamente pacificada, visto que a celeuma permaneceu viva até o início da década de 60 entre os salesianos e nativos do lugar. Em homenagem a sua filha, o conde Adolfo decidiu dar nome ao local de "jazida Zaíra". Tanto o conde quanto Floro se estabeleceam em Juazeiro sob a confiança do padre. Floro se fez importante deputado e Adolfo se casara com Maria Custódia de Jesus afilhada do padre e criada pela beata Mocinha. O conde francês passou os últimos vinte anos da sua vida no Juazeiro onde morreu no ano 32 sendo sepultado no mesmo túmulo do seu amigo José Marrocos no cemitério do Socorro. Floro faleceu no RJ no início de março de 1926 quase no mesmo dia em que Lampião chegou ao Juazeiro para receber a polêmica patente de capitão. Viúva, dona Custódia casara novanente com o sr. José Severino indo residir em Ingazeiras, distrito de Aurora, onde hoje é nome da rua principal.

Em última análise, cumpre assinalar que, não fosse a existência das minas do Coxá talvez parte significativa da história do Juazeiro e do padre Cícero não teria acontecido como tal. Posto que não haveria o protagonismo de figuras como Floro Bartolomeu e o conde Adolfo. De modo que, por via de consequência foi a mina do Coxá quem trouxera o conde Francês e este porvsua vez, Floro Bartolomeu. Apenas dois dos personagens decisivos e fundamentais para diversos episódios históricos e marcantes da região. Sem isso é sem estes, tanto a sedição, quanto o processo de emancipação do Juazeiro por exemplo, poderiam ter ocorridos de maneira completamente diferentes. Ou ainda, quem sabe, nem existidos. Quiçá o próprio padre Cícero não teria tido tanta força para suportar seus inimigos. Não teria sido prefeito e nem Floro deputado. Certamente os rumos do próprio Juazeiro teriam sido outro. Mas o destino movido pela envergadura do implacável do tempo o quis assim. E a história então se deu como devia. Porque nada poderia ser de outra maneira. De sorte que, como agora se já sabe, tudo aconteceu de fato. Pois nada nem ninguém em absoluto dentro da vida, poderá fugir sequer um centímetro, do seu destino. Imagino.
E foi assim.

•Prof. José Cícero
Aurora - CE.
Artigo de opinião.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. 

E entenda que:

 "Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz".

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morreu, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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