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segunda-feira, 23 de abril de 2018

A VIDA NO CANGAÇO ERA FÁCIL?


Por Noádia Costa

Diferente do que muitos romantizam, à vida no Cangaço não era fácil e nem tranquila. No vídeo abaixo ex-cangaceiros e cangaceiras comentam sobre às dificuldades, perigos e privações pelas quais passaram durante sua passagem pelo Cangaço. Nesses anos de violência e terror na região nordeste, muitos cangaceiros, volantes e sertanejos inocentes tiveram suas vidas ceifadas.

https://www.youtube.com/watch?v=ybxCMU0MC4c&feature=share


Publicado em 30 de set de 2017
Coletânea (fragmentos) de depoimentos de ex-cangaceiros(as) colhidos dos seguintes documentários: A mulher no cangaço, A musa do cangaço, O último dia de Lampião, Fatos, Candeeiro-Manuel Dantas Loiola, e Sila - Ilda Ribeiro de Sousa.

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VÍDEO...ENTREVISTA


https://www.youtube.com/watch?v=MSAVayDSsoE

VÍDEO...ENTREVISTA com Valdemar Ferraz falando sobre Lampião.

Valdemar foi o único filho de João Flôr, lá de Nazaré, que não entrou na polícia para combater Lampião, pois era muito pequeno na época



Publicado em 24 de jan de 2015
Esta entrevista foi gravada em 2012 por Sérgio Gomes Carvalho em parceria com Valdêique Oliveira
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PUNHAL DE LAMPIÃO



Segundo o escritor Robério Santos, o grande punhal encontrado com Lampião na ocasião da sua morte em 1938, foi tomado pelo mesmo de um soldado da Coluna Prestes em 1926. Segundo o amigo Robério, o punhal, na realidade, era uma espada, da qual foi retirado apenas uma parte da empunhadura pra deixá-la apenas como um cabo!

Eu, sinceramente, foi a primeira vez que ouvi essa versão! Isso procede?

Porque sinceramente, não acredito!

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SEGUNDO O PESQUISADOR DO CANGAÇO VOLTASECA

FOTO: fonte google

HOJE, é o aniversário de Aderbal Nogueira, esse cara fenomenal, de caráter irrepreensível, humilde e, profundo conhecedor da cultura nordestina. 

Aderbal tem hoje, o maior acervo em vídeo do Brasil, sobre a cultura nordestina e, em especial, sobre o cangaço. São mais de 20 anos de pesquisas comendo poeira pela estradas afora. Sem falar, que tudo isso, foi custeado pelo próprio bolso dele. 

A esse cara fantástico, eu rendo minhas homenagens e, lhe dou os parabéns..Quem o conhece, o admira pela pessoa e, pelo profissional que ele é...

abração!

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ARIANO SUASSUNA LAMPEÃO E MARIA BONITA

Do acervo do pesquisador Voltaseca
https://www.youtube.com/watch?v=NQrPFN0AgHQ

Vejam nesse vídeo, o que o grande escritor Ariano Suassuna fala sobre Lampião e Maria Bonita...!


Publicado em 25 de set de 2016
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DE CERTA FORMA, LAMPIÃO TAMBÉM MORREU EM JANEIRO DE 1938


Por Antonio Corrêa Sobrinho

Das mortes anunciadas e não confirmadas do cangaceiro Lampião, penso que nenhuma outra superou a do dia 12 de janeiro de 1938, em termos de divulgação jornalística. Jornais em todo o Brasil circularam nesta data com a notícia de que este bandoleiro, o rei do cangaço, morrera, em terras sergipanas, acometido de tuberculose, numa das fazendas de Antonio Caixeiro, a “Canhoba”, este pai do então interventor de Getúlio Vargas em Sergipe, o médico Eronides de Carvalho. Outros jornais, mesmo sabedores da improcedência da notícia, informaram da não-morte de Lampião.

Trouxe, abaixo, o que disseram a respeito alguns dos nossos jornais:

 

O “DIÁRIO DA NOITE”, do Rio de Janeiro, um dos noticiosos que tomaram como verdadeira a informação, assim se pronunciou:

“LAMPEÃO MORTO, LAMPEÃO POSTO

A certos respeitos a figura de Lampião parecia um mito, durante quinze anos, as polícias de seis Estados viveram no seu encalço e de todas as refregas o bandido saiu ileso e vitorioso.

Dir-se-ia que ele era protegido pelos amuletos, aos quais a crendice popular atribui a virtude incomparável de fechar o corpo dos seus portadores ao efeito das balas. Morreu agora na cama, vítima de tuberculose, como uma donzela romântica. As Parcas somente poderiam cobrar os altos prêmios instituídos pela sua cabeça. Mas as Parcas trabalham de graça.
Lampião era um fruto do Nordeste, como o xique-xique e o mandacaru.
Permanecendo a terra com as suas condições sociais, não tardará que o Lampião morto suceda um novo Lampião, com a mesma ferocidade, a mesma história meio cavalheiresca, múltiplo e onipresente como os seus ancestrais.

Matar o cangaceiro não importa em destruir o cangaço.

Alguma coisa de mais profundo desafia a inteligência e a operosidade dos administradores, antes que se extinga a raça dos Lampiões;
Creio que nenhum outro brasileiro atingiu jamais o renome e a popularidade internacional de que desfrutava Virgulino.

A imprensa do mundo ocupou-se daquela figura sinistra e o seu retrato, ao ser conhecida a notícia do seu desenlace tranquilo numa fazenda de Sergipe, aparecerá nas páginas de frente dos grandes diários da América, da Europa e da Ásia.

Pode-se dizer que foi o maior dos cangaceiros nordestinos e esse título, em nossos tempos de confusão e audácia, perpetuará a sua memória na lembrança da posteridade.

Até que outro o suplante nas imaginações. ”
O “CORREIO PAULISTANO”, por sua vez, atraiu o leitor com manchete afirmativa, mas para divulgar ser inverídica a notícia:

“A MORTE DO FAMIGERADO LAMPIÃO

Não é verdade que o facínora houvesse falecido na fazenda do progenitor do interventor federal em Sergipe.

RIO, 12 (Da nossa sucursal, pelo telefone) – O interventor em exercício no estado de Sergipe, Dr. Carvalho Barroso, enviou ao interventor Eronides de Carvalho, ora no Rio de Janeiro, o seguinte telegrama:

‘Estão chegando aqui pedidos de informações de agências telegráficas e correspondentes de jornais indagando se Lampião morreu na fazenda de seu pai e de morte natural. Tratando-se de inominável perfídia e invencionices deslavadas, levo fato seu conhecimento. Abraços. Carvalho Barroso, interventor em exercício.’”
“O ESTADO”, de Santa Catarina, anuncia mas expressão de incerteza:
“VÍTIMA DE UMA HEMOPTISE, TERIA MORRIDO O BANDOLEIRO LAMPIÃO

CIDADE DO SALVADOR, 13 – Um vespertino divulga uma notícia procedente de Aracaju, segundo a qual teria o célebre bandoleiro Lampião morrido, vítima de uma hemoptise.

O fato, segundo ainda aquele despacho aqui divulgado, ocorrera em terras da fazenda Canhoba, de propriedade do senhor Antônio Carvalho, pai do interventor Eronides Carvalho, onde Lampião se recolhera doente, há algum tempo.

Os facínoras do bando guardam sigilo sobre a morte do chefe.

Até o momento, a polícia baiana não recebeu nenhuma confirmação oficial.”
“O IMPARCIAL”, jornal do Rio de Janeiro, faz jocosidade, graça:

“Extinguiu-se uma chama. Morreu Lampião, um dos mais distintos salteadores. Verdadeiro artista, tinha o curso de ‘fuga’ e era maestro de ‘bando’. Assim que a triste notícia ecoou na Detenção entre os condenados pelos artigos 330 e 356 do Código Penal, o senhor Pula Ventana propôs fossem enviados pêsames à família enlutada. Resolvido também (...) a meio pau e ponto facultativo pros acertadores de relógio no escuro. ‘Valentes do Morro do Neco’ suspenderam o ‘choro’ em sinal de 20% de pesar.”
“O IMPARCIAL”, do Maranhão:

“LAMPEÃO NÃO MORREU

RIO, 12 (H) – “O Globo” Informa que faleceu, ontem, o famoso bandoleiro Lampião, vítima de tuberculose.

RIO, 12 – A Agência Nacional vem desmentindo, hoje, a notícia veiculada sobre o falecimento de Lampião.”
“O JORNAL”, do Rio de Janeiro:

“VÍTIMA DE UMA HEMOPTISE, TERIA MORRIDO O BANDOLEIRO LAMPIÃO

Os seus companheiros guardam sigilo sobre o ocorrido – Nenhuma confirmação recebida pela polícia da Bahia.

CIDADE DO SALVADOR, 11 (A. M.) – Um vespertino divulga uma notícia procedente de Aracaju, segundo a qual teria o célebre bandoleiro Lampião, morrido, vítima de uma hemoptise.

O fato, segundo ainda aquele despacho aqui divulgado, ocorrera em terras da fazenda Canhoba, de propriedade do Sr. Antônio Carvalho, pai do interventor Eronides de Carvalho, onde Lampião se recolhera doente, há algum tempo.

Os facínoras do bando guardam sigilo sobre a morte do chefe.

Até o momento, a polícia baiana não recebeu nenhuma confirma oficial.”
O “CORREIO DE ARACAJU” assim se pronunciou:

O “Diário Oficial” de hoje publica a seguinte nota:

Este Departamento declara que são absolutamente falsas as notícias veiculadas nos jornais e rádios de outros Estados sobre a morte natural do bandido Lampião, na fazenda Canhoba.

Acredita esta Chefia que tais notícias não passam de explorações a fim de colocar mal o governo do Dr. Eronides de Carvalho, por isso que a fazenda em causa é propriedade do seu progenitor, Sr. Antônio Ferreira de Carvalho.

Respondendo a um telegrama recebido de um periódico de Bahia, sobre o mesmo assunto assim foi expedido: “Grêmio Bahia. Carece fundamento notícia morte Lampião. – Capitão Odilon Siqueira, chefe de Polícia.”

O “CORREIO DO PARANÁ”:

“LAMPIAO NÃO MORREU

Vai ser aberto inquérito, em Sergipe, para apurar quem transmitiu a falsa notícia.

Sergipe, 13 – É completamente destituída de fundamento a notícia sobre a morte do bandoleiro Lampião, a qual, segundo os informes daqui transmitidos, teria se verificado na fazenda do pai do sr. Eronides de Carvalho, interventor neste Estado, ora no RIO de Janeiro.

A respeito, o senhor Carvalho Barroso, ora no exercício da Interventoria, telegrafou ao Sr. Eronides de Carvalho, desmentindo aquela versão e informando que mandou abrir inquérito para apurar de onde teria partido a falsa notícia.”
Deixei propositadamente para o final, o que disse a respeito o JORNAL DO BRASIL, o valoroso diário carioca, que considerou como certa a morte de Lampião naquele janeiro de 1938, informação incorreta que, penso, se não foi motivo de constrangimento e desabono, deveu-se ao que ao texto do seu jornalista, incumbido de dar a notícia, Benjamim Costallat, o qual se afastou do lugar comum de elencar maldades quando o assunto é Lampião, para dizer da importância deste cangaceiro para os interesses econômicos dos meios de comunicação, uma verdade das grandes dita sobre uma mentira, a morte de Lampião na casa de Antônio Caixeiro, pai do homem forte em Sergipe do ditador Getúlio Vargas.

“LAMPIÃO”, entre os maiores títulos de sua triste glória teve o de ser um dos poucos nomes da nossa terra que conseguiram repercussão e publicidade fora das nossas fronteiras.

Não houve reportagem sobre o Brasil e livro de viagem sobre o nosso país que a ele não se referissem.

Ele era, para os caçadores do sensacionalismo, o assunto brasileiro mais empolgante, o motivo mais colorido e a individualidade mais feita desse mistério que permite todos os voos da imaginação quando não alimenta todos os recursos da mentira.

Os especialistas europeus e americanos de reportagens internacionais, precisando servir a voracidade do leitor, cansado mas não farto da sensação que lhe ajuda a gerir a sua refeição pacata e matinal – serviam-se de Lampiao com uma frequência que poderia, em outras circunstancias, chegar a comerver, até às lágrimas, o nosso patriotismo...

Quando Al Capone, pela sua prisão, e Dillinger, pela sua morte, saíram do cartaz dos grandes assuntos – Lampião, e com ele o Brasil, entraram para a notoriedade das reportagens assinadas dos jornais das tiragens astronômicas...

Com a morte de Lampiao, ontem em Sergipe, extinguiu-se, depois de uma agonia longa, pela mesma doença romântica da Dama das Camélias, o Brasil perde um motivo de ser falado na grande imprensa mundial...

Não era, evidentemente, um homem recomendável, nem honroso. Mas os países, como os homens públicos, precisam de publicidade, de toda e qualquer publicidade. Só no silêncio é que está o desprestígio...

Lampião estava para o Brasil como Al Capone para os Estados Unidos. 
Era uma nódoa, mas um assunto.

E, para alguns, um negócio rendoso.

Mas, como nas velhas fitas que acabam smpre bem, o “vilão” foi castigado...

Lampião morreu.

E o Brasil perde a única publicidade que lhe davam de graça, com uma abundância e uma generosidade dignas das gratidões sem limites...

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domingo, 22 de abril de 2018

MAIS UM ACHADO!



Faca jardineira feita por José Pereira, um dos ferreiros conhecidos de Lampião. 40 cm.




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A NOVA ESTRADA DE CURRALINHO (ESTRADA HISTÓRICA ANTÔNIO CONSELHEIRO)

*Rangel Alves da Costa

A chegada do Cariri Cangaço a Poço Redondo, bem como a disposição da Prefeitura Municipal, através do prefeito Júnior Chagas, em construir as estruturas essenciais e realizar as obras necessárias conforme as exigências da grandiosidade do evento, certamente que permitirão uma verdadeira transformação na realidade local, principalmente nos seus aspectos históricos, turísticos e culturais.
A partir do mês de junho Poço Redondo será outro, muito diferente, mais bonito, mais renovado, com alegria, esperança e florescimento da autoestima em sua população. Nos dias do evento então (14 a 17, de quinta à noite a domingo pela manhã) o povo sertanejo e os visitantes terão diante de si tudo aquilo (ou quase tudo, pois será um trabalho de continuidade) que a municipalidade merece na preservação de suas riquezas históricas e culturais, acentuando ainda mais a importância e a valorização deste chão tão sagrado de Alcino.
A celebração do chão sagrado de Alcino permitirá que o sertanejo, bem como os visitantes, sinta que Poço Redondo, enfim, abre os seus braços e o coração para mostrar toda a sua beleza. O que se mantinha escondido já não estará mais, o que se conhecia apenas por ouvir dizer já terá se tornado revelação. Quantos de Poço Redondo conhecem sua história, sua cultura, suas potencialidades? Quantos visitantes sabem que Poço Redondo possui dentro de si um patrimônio tão grandioso? Todos conhecerão.
Todos conhecerão e a partir de junho, com a realização do Cariri Cangaço, o município se tornará um destino turístico dos mais convidativos, gerando emprego e renda para a população. E mais: as obras realizadas pela administração municipal na cidade, arredores e povoações, permanecerão como acervo de toda a população. Significa dizer que as obras realizadas para o evento se tornarão patrimônio da municipalidade.
Dentre tais obras, assume primordial importância as intervenções que serão feitas ao longo de toda a Estrada de Curralinho e mesmo na povoação ribeirinha. Já não será apenas Estrada de Curralinho, e sim Estrada Histórica Antônio Conselheiro. Já não será um caminho nu e que apenas leva de um canto a outro. Nos catorze quilômetros que separam a cidade da beira do rio, toda a história ali presente passará a ser mostrada à população local e visitantes como um belo e convidativo cartão postal.


A mudança no nome será mais que justa. Foi o missionário Antônio Conselheiro, junto com seus seguidores, que por volta de 1874 abriu aquela primeira vereda em direção às margens do Velho Chico. E chegando ao alto da nascente povoação, logo cuidou de restaurar uma pequena capelinha existente, dando o nome de Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Então, o velho e profético missionário merece ser agora reconhecido pelos seus passos sertanejos de outrora, abrindo na mata o mesmo percurso até hoje utilizado.
Mas a estrada é histórica não apenas pela caminhada de Antônio Conselheiro. No seu percurso de catorze quilômetros, tudo – e absolutamente tudo – é história. E para mostrar apenas alguns aspectos desta riqueza, ao longo da estrada serão construídos nada menos que seis marcos, com bases e placas. A demarcação já foi feita, todas as providências já foram tomadas, e na próxima semana as obras já serão iniciadas.
Além do marco inaugural no início da estrada, bases e placas serão colocadas no Cururipe (local da morte do cangaceiro Canário), na Cruz dos Soldados (local da emboscada e morte dos soldados Tonho Vicente e Sisi pelos cangaceiros comandados por Corisco), nas Pedras da Bastiana (local onde, em 1961, o corpo sem vida de Zé de Julião foi encontrado), nos arredores da Fazenda Camarões (local onde o vaqueiro Antônio Canela foi morto pelo subgrupo do cangaceiro Mané Moreno), e no alto da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como Igreja de Antônio Conselheiro.
Além de tais construções, toda a estrada será devidamente sinalizada, com informações do percurso, dados históricos e outros elementos para a compreensão do contexto local. João de Virgílio, o famoso ribeirinho que todos os dias fazia, por duas vezes, a pé e descalço, o percurso entre a beira do rio e a cidade, carregando até sacos nas costas, e que faleceu fazendo a sua viagem de todo dia, também será recordado.
Como dito, tais obras não serão apenas para o evento Cariri Cangaço. Servirão, sim, para engradecer o evento e mostrar as potencialidades históricas de Poço Redondo, mas permanecerão como fundamental acervo de toda a municipalidade. E todas estas obras estão sendo realizadas pela administração municipal a partir do planejamento elaborado pela Comissão Organizadora, objetivando, pois, o despertar desse novo tempo da história local.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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DISCURSO DO PROFESSOR BENEDITO VASCONCELOS MENDES, PROFERIDO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, EM NATAL, QUANDO RECEBEU O TÍTULO DE CIDADÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ( 19 de abril de 2018 )


Benedito Vasconcelos Mendes

Hoje estou tendo a felicidade de receber o mais precioso galardão que uma pessoa pode almejar, o título de Cidadão do Estado do Rio Grande do Norte, que me dará o direito de ser considerado filho legal desta terra.

                                           
Como brasileiro, sou natural da minha Sobral, onde nasci; Cidadão de Mossoró, cidade que escolhi para trabalhar; Cidadão do Estado do Piauí, onde morei e agora Cidadão Norte-rio-grandense, o mais esperado e desejado prêmio, que, para fazer jus, esperei durante 48 anos, participando ativamente da vida social e cultural deste Estado.                                                             
Neste momento sublime para mim, estou tomado por indescritível alegria, semelhante aquela experimentada por um filho adulto ao tomar conhecimento de sua maternidade. Estou sentindo a fantástica sensação de aceitação, a benfazeja emoção da legitimidade, a agradável recompensa do reconhecimento. Estou recebendo a certidão de maternidade, embora eu nunca tenha me sentindo órfão do Rio Grande do Norte, que sempre foi minha terra do coração, cujos feitos de seus filhos me envaidecem... terra que eu quero bem. É prazeroso e emocionante o recebimento do atestado de legitimidade, pois de hoje em diante posso dizer, com orgulho de filho, eu sou potiguar! 

A quem devo tamanha honraria? Primeiro, ao destino traçado por Deus, que me fez vir morar na terra dos mártires, na terra dos heróis, na terra dos pioneiros. Que me fez vir para o solo sagrado das letras e da cultura. Vim do Ceará para o chão Potiguar, berço dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, que foram torturados e mortos a mando dos calvinistas holandeses em 1645, quando várias dezenas de católicos foram perversamente assassinados, dentre eles os Presbíteros André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro e o camponês Mateus Moreira, que foram canonizados pelo Papa Francisco, no dia 15 de outubro de 2017. Os Protomártires brasileiros perderam suas vidas, mas não negaram sua fé na Igreja Católica, como admiravelmente demonstrou o Santo Camponês Mateus Moreira, que, antes de ter seu coração arrancado pelas costas, exclamou “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”, demonstrando sua fé inabalável na doutrina de sua Igreja.                                               
Vim para a terra dos heróis, onde nasceram Filipi Camarão, Clara Camarão e os Heróis da Resistência de Mossoró, liderados pelo destemido Prefeito Rodolfo Fernandes, que, valentemente, defenderam de armas em punho e de cabeça erguida, arriscando a própria vida, a cidade de Mossoró da sanha sangrenta de Lampião e de seu perigoso bando de cangaceiros.

Vim para o berço dos pioneiros, que libertaram os escravos cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea. Vim para o chão sagrado de Celina Guimarães, a primeira mulher a conquistar o direito de votar em toda a América Latina. Vim para o torrão natal de Nísia Floresta, a precursora do feminismo no Brasil e na América Latina. 

Vim para o solo iluminado das letras e da cultura, para a pátria de Câmara Cascudo, folclorista orgulho da humanidade. Letras e cultura potiguares tão bem cuidadas pela nossa famosa e querida Academia Norte-rio-grandense de Letras, dirigida há 34 anos com muita dedicação pelo destacado escritor, poeta e líder cultural Diógenes da Cunha Lima.                                                           
Vim para o País de Mossoró, o País de Vingt-Un Rosado, onde ele criou universidades, museus, bibliotecas e escreveu livros... muitos livros. Aprendi com ele a gostar das letras, da ciência e da cultura. Foi meu maior amigo e meu exemplo de vida.                                                           
O dedo de Deus me direcionou para o lugar onde nasceu e viveu o Padre João Maria, o santo do povo potiguar, para que eu pudesse receber de pertinho sua proteção, no próprio solo que ele pisou e fez morada.                                   
Cheguei no território Potiguar no dia 14 de janeiro de 1970, com apenas 24 anos de idade. Hoje, após 48 anos residindo nesta terra, constato que passei muito mais tempo morando no Rio Grande do Norte do que no Ceará de onde vim.

Minhas senhoras e meus senhores, por dever de justiça, desejo agradecer ao dinâmico e vitorioso Deputado Getúlio Rêgo, por ter me indicado aos demais deputados  desta colenda Assembleia Legislativa para receber este honroso e nobre título de Cidadão do Estado do Rio Grande do Norte. Desejo externar, também, minha gratidão a cada deputado em particular, que depois de analisar meu passado, meus méritos morais, éticos e culturais, decidiu dar seu voto, depositando, assim, sua confiança de que irei sempre honrar esta cidadania e continuar trabalhando em prol do desenvolvimento deste Estado.                                   
Deputado Getúlio Rêgo, Vossa Excelência, que ao longo de nove mandatos de Deputado Estadual, com 36 anos de ininterrupta e dedicada vida parlamentar, indicou apenas cinco nomes para receber a cidadania potiguar, demonstrando, assim, ser muito criterioso em suas escolhas, receba os meus efusivos agradecimentos e a minha elevada honra de ter sido indicado por Vossa Excelência. Quero aqui também fazer um agradecimento especial ao estimado e distinto confrade Diógenes da Cunha Lima, orgulho das letras e da cultura potiguares, que forneceu meu currículo e outros dados sobre minha pessoa ao digníssimo Deputado Getúlio Rêgo.                                                               
Nesta data tão relevante para mim, quero agradecer a Deus por esta dádiva com a qual Ele hoje me presenteia, fazendo-me filho legal do meu querido Rio Grande do Norte. Agradeço à presença do meu maior patrimônio, que são meus familiares e amigos. O meu muito obrigado aos confrades da Academia Norte-rio-grandense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, aos confrades das Academias de Letras e de outras instituições culturais de Mossoró e região, que vieram abrilhantar esta solenidade. Meus sinceros agradecimentos aos amigos e familiares de Natal e de outras cidades, que estão aqui para prestigiar esta homenagem. Muito obrigado aos conterrâneos de Mossoró, que deixaram seus afazeres e vieram à Natal me aplaudir.

Muito obrigado a todos!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O PARAMÉDICO MILTON SILVEIRA

Por José Mendes Pereira 
Milton Silveira - Fonte: www.azougue.org

O paramédico Milton Silveira desde muito jovem que era considerado o médico dos pobres, e eu me lembro quando ainda era menino, lá na minha casa, no Sítio São Francisco (Barrinha), o meu pai Pedro Nél Pereira que sempre teve muito respeito e admiração pela sua pessoa, e quando um dos seus filhos adoecia, a diligência era vir até Mossoró, a pé, de carroça, a cavalo, ou de bicicleta, para que o filho consultasse o paramédico. 

Pedro Nél e Antonia Mendes 7 anos de saudades

"-Eu vou à Mossoró, dona Toinha (era assim que o meu pai chamava a minha mãe, sua esposa), vou até ao consultório do compadre Milton Silveira, procurar recursos em prol da saúde da minha criança".

E todas as consultas feitas e medicamentos indicados por ele a um de nós, nunca deram errados, sempre o final era trazendo de volta a saúde de quem estava doente. 

Da esquerda para direita - Alcides Belo, Josafá Inácio, Jomar Rego e Milton Silveira – 1973 - fonte: www.azougue.org

Mas o Milton Silveira não só era paramédico dos filhos de Pedro Nél,  e sim, de todos que residiam naquelas comunidades, como: Sítio São Francisco, Curral de Bairro, Angicos, Sítio Mururé, Tabuleiro Grande, Melancias..., não procuravam médicos, a fé do combate à doença de um filho, esposa, parente e aderente, o primeiro a ser consultado era o Milton Silveira, que a partir dali, não seria necessário procurar mais nenhum esculápio.
  
Milton Silveira, Alcimar Torquato e Manoel Mário - www.azougue.org

Lembro-me que o meu filho mais velho José Mendes Pereira Filho quando estava com 2 anos de idade, e em um passeio que fizemos ao sítio São Francisco do meu pai, devido o calor forte no campo, ele teve uma pneumonia que quase despediu-se do mundo, deixando-o sem andar, e meu pai com a fé que tinha no paramédico Milton Silveira (digo tinha, porque o meu pai já faleceu), levou-o ao seu consultório, e meses depois, ele estava totalmente curado e voltou a andar.

Da esquerda para direita: Milton Silveira, Silvio Mendes, Silveira Neto, Edmilson Lucena, Dix-Huit Rosado, Regi Campelo – 1986 – www.azougue.org

Todos aqueles pais de famílias que um dia levaram seus filhos ao consultório do paramédico Milton Silveira, ou até mesmo esposa..., viram o bom resultado e o cuidado que ele tinha pelos que necessitavam de saúde.

Milton Silveira foi sinônimo de saúde, era educadíssimo e prestativo aos que lhe procuram em busca de soluções de vida. Não era necessário chegar em seu consultório na dúvida que não seria bem recebido, porque o seu Milton recebia as pessoas como se fossem uma parte da sua família. Vai com Deus, Milton Silveira!


http://blogcarlossantos.com.br/morre-em-natal-o-ex-vereador-milton-silveira/

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NOTA DE PESAR!


Por Lindomarcos Faustino

Recebo com muita tristeza a notícia da partida do querido amigo Milton Silveira. Homem íntegro que muito ajudou a cidade de Mossoró assim como a muitos Mossoroenses, grande enfermeiro e que deu à Mossoró o privilegio de tê-lo como Vereador por 5 mandatos!! Agora fica para todos nós seu exemplo de grande servidor e seus ensinamentos.

AOS FAMILIARES NOSSA SOLIDARIEDADE DO RELEMBRANDO MOSSORÓ.

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JOSUÉ DE CASTRO.

Por Medeiros Braga

JOSUÉ DE CASTRO - Eu tinha uma conta a acertar com o médico e sociólogo Josué de Castro e o fiz. A minha moeda em paga seria em versos de cordel. Esta se achava bem valorizada, vez que o grande mestre encontrava-se esquecido e os seus feitos mais ainda. Eis, portanto a minha quitação.

Vou falar de um brasileiro
Da maior dignidade,
Que as causas conhecendo
Da voraz mortalidade
Ante a fome insana, bruta,
Externou por toda luta
Sua sensibilidade.

Navegar irei sem remos
Por esse mar turbulento,
Trazer Josué de Castro,
Mostrar com todo provento
Ao povão desinformado
Esse tesouro deixado
Em profundo esquecimento.

Seu pai veio da Paraíba
 De Cabaceiras, pivete,
Fugindo assim da maldosa
Seca de setenta e sete,
Para escapar do seu mal
Procurou o litoral
Que de chuva se derrete.

De Manoel e de Josefa
Apolônio, era ele filho,
Nasceu em mil, novecentos
E oito, seguindo um trilho,
Em um cinco de setembro
A família mais um membro
Ganharia pra seu brilho.

Dona Josefa que era
Por profissão professora
Deixou nas primeiras letras
Sua mente promissora,
Teve assim, saber fecundo
Para entender esse mundo
De prática destruidora.

Josué continuou
A sua grande lição
No Ginásio Pernambucano
E no Carneiro Leão
Por esse tempo, em essência,
Era uma referência
Que havia na educação.

Daí ingressou em cursos
De estudo superior,
Colou grau em medicina,
Teve láureas de doutor,
Muita coisa foi na vida
Mas sua luta aguerrida
Foi como pesquisador.

Ele as causas conhecendo
Da família que emigrou
Começou a estudar
E tão bem interpretou
A seca, a fome, a miséria
Que eram pura pilhéria
Pra quem sempre dominou.

Josué de Castro esteve
Sempre com os retirantes,
Conheceu mangues, mocambos,
Suas mazelas reinantes,
Pôde entender, evidente,
Da paga insuficiente,
 As causas determinantes.

Descobriu que a fome era
Uma catástrofe social,
Que não era consequência
De ocorrência natural:
Étnica, física, climática,
Mas, uma herança, na prática
Do sistema colonial.

Todo ser que é humano
Também é um lutador,
Seus ideais humanistas
Têm viés transformador...
Solidário em sua meta
Ele foi como o poeta
Que do povo sente a dor.

Preocupado com o
Bem-estar da humanidade,
Sempre estava a estudar
A fome, a desigualdade,
As doenças cruciantes
E os índices alarmantes
Que há da mortalidade.

Recife à época com seus
Duzentos mil habitantes
Tinha uma burguesia
Das ideias imigrantes
De insensatez e torpeza
Da “belle époque” francesa
Já com muitos imitantes.

Assim, tinha a burguesia
Outra preocupação,
Esnobar sua luxúria,
Sustentar a tradição,
Para isso se teria
Que manter no dia a dia
O sistema de extorsão.

Mesmo com suas pesquisas
De campo sempre reais
Não fugia das questões
Sociais e culturais,
Buscava bem mais saber
Pra poder fortalecer
Os seus próprios ideais.

Da classe trabalhadora
Descobriu que a maioria
Vivia sempre com fome,
Com fome sempre morria,
Porque ele em seu tormento
Não consome o alimento
Necessário em caloria.

Não consome os alimentos
Para a recomposição
Das perdas das energias
Que se vão na produção;
Se ele menos consome
Vai encontrar pela fome
A mortal desnutrição.

Todo operário precisa
Consumir, diariamente,
Proteína, vitamina,
E caloria, evidente,
Se não come na medida
Todo dia, perde a vida
Por fome, seguidamente.

Vitamina e proteína
São sessenta e cinco gramas,
E mais três mil e quinhentas
Calorias, que são chamas;
Pra se ter vida saudável
Esta trinca admirável
Está em todos programas.

Estão esses elementos
Na carne e nos vegetais,
Nas verduras, frutas, massas,
Que são sempre naturais,
A quantidade a rigor
Vai depender do teor
De cada um dos florais.

Antes de mostrar a fome
Que há pelo mundo inteiro
Expôs ele a que havia
Com o povo brasileiro,
E do ponto da ciência
Descreveu com sapiência
O seu mapa verdadeiro.

Tendo por base a análise
Do sistema alimentar
Expôs no MAPA DA FOME
As regiões a contar:
Amazônia, Centro-Oeste,
O Sul e mais o Nordeste,
Duas partes a se dar.

O Nordeste Açucareiro
E o Sertão Nordestino,
Cinco regiões da fome
Para estudo com bom tino,
Cada qual de Sul a Norte
Com sua causa de morte,
Com seu funesto destino.

********************
 ********************
Escreveu diversas obras
 Sem do tema desviar,
 A Geografia da Fome
Posta em primeiro lugar,
Também, vital, de renome,
A Geopolítica da Fome
 Com questão a elucidar.

A Geopolítica da Fome
Foi seu livro condoreiro,
Mostrava com tal ciência
A fome lá no estrangeiro.
 Com o livro feito um astrGrassou Josué de Castro
 Prestigio no mundo inteiro.

Josué de Castro ainda,
Das obras de importância,
Escreveu a instigante
 Geografia da Abundância,
Qual declaração de guerra
 Fez “Sete Palmos de Terra
 E um Caixão” de sustância.

Eram os canavieiros
Mortos, em redes levados,
E em valas coletivas
Eram vestidos jogados,
Mas com luta, por pressão,
Uma cova e um caixão
Afinal, são conquistados.

Dizia Josué de Castro
Do seu vasto refletir:
Dois terços eis sem comer
Podem até se insurgir,
Feito rival nesse enredo
O outro terço com medo
Já não consegue dormir.

Vivendo ali em Recife
 E lembrando dos lampejos
 Escreveu com sentimento
 O “Homens e Caranguejos”,
 E levou sem um engano
 Ao leitor americano
 Pra conhecer seus ensejos.

Alertou para a existência
 Da fome oculta aclamada,
 De uma gente tão pobre
 Viver subalimentada,
Proteína, vitamina,
Sais minerais, pra chacina
 No tempo ser confirmada.

Mas, sempre a mostrar os tipos
 E as causas da fome, enfim,
As perdas das energias,
A reposição ruim.
 Isso no cotidiano,
 No trabalho, o ser humano
 Vai se consumindo, assim.

Essas são algumas das 80 estrofes sobre o grande Josué de Castro. Há muitas informações científicas e políticas pela frente.
O seu comentário sobre Josué de Castro e\ou o cordel é muito importante.
Medeiros Braga


EIS MEU ÚLTIMO TRABALHO NESTA TARDE PESSOENSE DE 21 DE ABRIL DE 2018


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguaino José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CASARÃO LINDO E BEM PRESERVADO!


Segundo Rivanildo Alexandrino este casarão é na cidade de Umarizal, e 
por aqui já passou mais de 150 anos de história... "Ela foi visitada" em 1927 pelo bando de Virgolino Ferreira da Silva o rei Lampião.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1688186747929942&set=a.642023152546312.1073741832.100002158993561&type=3&theater

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CINE TEATRO SÃO LUIZ ABRE AS PORTAS PARA O CARIRI CANGAÇO



O majestoso Cine Teatro São Luiz, abre suas portas para o Cariri Cangaço Fortaleza e para "Onde Nascem os Bravos" um filme de Daniell Abrew, com Camilo Vidal, Aldanísio Paiva e grande elenco... Imperdível !!! Bate papo com o Diretor e ainda Jonasluis de Icapui, Regis Frota e Aderbal Nogueira

Dia 28 de abril - Sábado.
PONTUALMENTE ÀS 19h30min ENTRADA FRANCA


https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/



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