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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O ZEPELIN PELO CÉU DO RECIFE, NOS ANOS 30.

O Graf Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o bairro de Santo Antônio. Recife, década de 1930. A suástica no dirigível mostra força do nazismo da época. (Acervo do Museu da Cidade do Recife).

O Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o Rio Capibaribe, no Recife. Outubro 1931.

Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá, Recife, década de 1930.

Adquiri no facebook na página de Ana Cecília Correia Lima 

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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TODOS PODERÃO TER ATÉ QUATRO ARMAS. VEJA NOVAS REGRAS DE BOLSONARO

Por Sara Alves

O novo decreto que flexibiliza a posse armas no Brasil, assinado na manhã desta terça-feira (15/1) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), permite que todo cidadão possua até quatro armas. Caso alguém queira ter mais algumas, também será permitido, desde que seja comprovada a necessidade.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Essa era uma das principais promessas de campanha capitão da reserva. Se por um lado a medida ampliou o número de pessoas que podem ter armas, por outro manteve regras anteriores, como permitir a posse apenas a maiores de 25 anos e pessoas que não tenham nenhuma condenação.

Ao anunciar o decreto, ele destacou que a nova regulamentação trata apenas da “posse”, e não altera as regras sobre o porte. Dessa forma, o cidadão que optar por ter um armamento não poderá carrega-lo fora de ambientes controlados.

“O povo decidiu por comprar armas e munições”, afirmou durante evento onde anunciou a nova medida. “Como o povo soberanamente decidiu, fazendo o referendo de 2005 [sobre o desarmamento], para lhes garantir esse legitimo direito à defesa, eu, como presidente, vou usar essa arma”, disse, mostrando a caneta que usou para assinar o decreto.

Confira como ficaram as novas regras:

Quem pode solicitar a posse?

Agentes públicos e militares;

Moradores de área rural

Residentes de áreas urbanas nos Estados com mais de dez homicídios a cada 100 mil habitantes por anos, isso implica em todos as unidades da federação

Donos de comércio ou indústria

Colecionadores registrados pelo Exército

Quantas armas podem ser adquiridas?

Cada cidadão pode ter até quatro armas de fogo.

Caso comprove a necessidade, poderá adquirir mais

Comprovação de necessidade

Quem quiser ter armas, terá de provar que realmente necessita

Terá de comprovar a idoneidade

Mostrar que tem capacidade psicológica para manter o armamento

Renovação do registro

O prazo para renovação do registro da arma saltou de três para dez anos

Local seguro

Todas as pessoas que morem em residências com crianças e pessoas com necessidades especiais deverão comprovar que possuem um local seguro para guardar a arma

O cofre deve possuir tranca

Regras mantidas:

Ter mais de 25 anos

Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa

Comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica

Não fazer parte de organização criminosa

Não responder a processos criminal e não ter condenações

Não fazer declarações falsas no pedido

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HISTÓRIA: CÂMARA FEDERAL RECONHECE HECATOMBE DE GARANHUNS COMO FATO HISTÓRICO NACIONAL

Por Cláudio Gonçalves

Há 102 anos a História de Pernambuco registrava uma das maiores tragédias por questões políticas do Estado, a Hecatombe de Garanhuns. A repercussão nacional que a Hecatombe de Garanhuns tomou naquele início do século XX seria reconhecida pelos pesquisadores do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados Federais, em novembro de 2018, os quais avaliaram a Hecatombe de Garanhuns com um dos mais graves crimes por razões políticas da República Velha, essencial para a compreensão do contexto histórico desse período da historiografia nacional, assim como outros acontecimentos trágicos da nossa História.



Esse fato histórico teve como estopim o assassinato no dia 14 de janeiro de 1917 do Coronel Júlio Brasileiro (foto ao lado)no Café Chile em Recife. No dia seguinte, 15 de janeiro, o assassinato do chefe político de Garanhuns seria atribuído a um complô urdido pelas principais lideranças da oposição, o que resultou na vinda para a cidade de vários jagunços fortemente armados para vingar a sua morte, resultando na invasão de lojas e casas dos seus adversários políticos. Convencidos pelo delegado Tenente Meira Lima para se refugiarem na cadeia como único lugar seguro, os ex-prefeitos Coronel Manoel Antônio de Azevedo Jardim, Francisco Veloso da Silveira, Argemiro Tavares Miranda, seu irmão Júlio Tavares Miranda, o comerciante Major Sátiro Ivo da Silva e o Doutor Antônio Borba Junior (fotos abaixo) ficaram recolhidos ao quarto do “Estado Maior” e sobre a proteção do Cabo Antônio Pedro de Souza, o Cabo Cobrinha, Sargento Pedro Cavalcanti Malta e mais quatro soldados.
  


Reduzido contingente policial que apesar da bravura, tombaram no cumprimento do dever tentado conter a invasão da cadeia, entre eles, o Cabo Cobrinha que momentos antes da invasão enfrentou o jagunço Vicentão, dizendo-lhe que ele só entraria na cadeia depois de passar por cima do seu cadáver. Daquela força policial apenas o Sargento Pedro Malta, conseguiu escapar da refrega. Entre os que estavam encurralados no tiroteio, escaparam o pequeno Theotônio Miranda, filho de Argemiro Miranda, os presos comuns e os cidadãos, Arthur Pereira, o ex-Sargento Araújo, Jesuíno Veras e Presciliano Josué. Todos os que foram recolhidos sobre proteção policial não escaparam a tragédia.




A Hecatombe de Garanhuns deixou alarmado o país. Os principais jornais do Brasil publicaram em suas páginas os tristes fatos ocorridos em Garanhuns. Em Pernambuco o fato foi diariamente publicado pelo Jornal do Recife, Jornal Pequeno, A Província e Diário de Pernambuco, que cobriram toda ação judicial até o julgamento dos réus. No Rio de Janeiro a cobertura foi realizada pelas revistas O Malho, Careta, Jornal do Brasil, O Paiz, Correio da Manhã e O Imparcial. Em São Paulo deram destaque os jornais Estado de São Paulo e o Correio Paulistano. Também teve enorme repercussão no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Alagoas e Ceará. No exterior o jornal A Capital, de Portugal, publicou a chegada do então Tenente Theophanes Torres (foto), responsável pela captura de alguns criminosos e de ter evitado que outros crimes fossem praticados.

Dos gabinetes oficiais foram enviadas duas mensagens, a primeira do Governado Manoel Borba, dando explicações sobre o atraso da chegada dos reforços policiais a cidade e a segunda do Presidente Wenceslau Braz exigindo do Governo do Estado a apuração dos envolvidos no crime e dando condolências às famílias das vitimas.

Embora muitos envolvidos na Hecatombe de Garanhuns tenham sido levados ao banco dos réus, poucos receberam a sentença de condenação, entre eles o delegado Meira Lima e o Juiz Dr. Pedro de Abreu e Lima, pronunciados como principais autores intelectuais da tragédia.

Depois da Hecatombe de Garanhuns o acontecimento passou anos velado, voltando a ser narrado na publicação do historiador Alfredo Leite Cavalcanti, História de Garanhuns. Em seu relato, Alfredo Leite, trouxe preciosos detalhes, principalmente porque ninguém menos que Alfredo Leite fora testemunha ocular dos fatos, pois trabalhava no armazém do Major Sátiro, e no dia da Hecatombe, juntamente com seus irmãos chegaram a esconder o Major Sátiro Ivo num esconderijo dentro do seu estabelecimento.

Em 1992 é publicado o livro Anatomia de Uma Tragédia - A Hecatombe de Garanhuns, do Professor Mário Márcio de Almeida Santos, obra que traz uma interpretação marxista da Hecatombe. O Professor e escritor Mário Márcio analisa os fatos a partir da disputa pelo poder local entre duas classes distintas, a ala Julista representando o ruralismo e a ala Jardinista, composta por elementos do setor comercial e profissionais liberais, contrários ao mandonismo político e aos desmandos do Coronelismo. A obra do saudoso professor Mário Márcio contribuiu para uma nova visão desse fato histórico.

Em 2009 o professor e escritor Cláudio Gonçalves lança o livro Os Sitiados – A Hecatombe de Garanhuns, um romance histórico que retrata a visão de um repórter correspondente naquelas horas que abalaram Garanhuns.

Incansável nas pesquisas, o escritor Cláudio Gonçalves publica em 2017 o livro A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns, resultado do acervo documental que reuniu em vinte anos de pesquisas: iconografias, processo, relatórios, revistas e testemunhas. O autor traz uma interpretação político-econômica para os fatos, analisando a trajetória da formação política de Garanhuns com a implantação da República, a partir do predomínio do Jardinismo a ascensão de Júlio Brasileiro dentro de um contexto histórico político, econômico e cultural, que seria decisivo para o estopim da Hecatombe de Garanhuns. O livro também destaca a contribuição política dos principais personagens para Garanhuns e os destinos dos envolvidos na chacina política.

Outras obras destacaram a Hecatombe de Garanhuns, embora não sejam especificas sobre o tema, são elas:

Os Tempos de Dantas Barreto, Costa Porto, Os Pinto Ferreira de Portugal, Os Lins de Rio Formoso e os Brasileiros de Garanhuns, de Pinto Ferreira, Raízes, de Arthur Carlos Villela e Recife Sangrento, de Hélio Batista.

Além das publicações impressas ao longo desses 102 anos, a Hecatombe de Garanhuns tem seus registros históricos na cidade, no Estado e no Brasil.

A partir da Comissão do Memorial da Hecatombe, empossada em 10 de março de 2017, com o intuito de organizar os eventos do centenário em 15 de janeiro de 2017, foram promovidos vários momentos para registro dessa memória, mas, sobretudo, com o objetivo de deixar marcos de reverência àqueles que contribuíram com o desenvolvimento de Garanhuns. Assim, em 14 de junho de 2016 foram entregues em solenidade no Palácio Celso Galvão os quadros dos ex-prefeitos Júlio Brasileiro, Manoel Jardim, Francisco Veloso e Argemiro Miranda que passaram a fazer parte da Galeria dos ex-prefeitos de Garanhuns.

No dia 15 de janeiro foi realizada a Caminha da Paz e descerrada uma placa na antiga cadeia, atualmente Loja de Atendimento da COMPESA – Companhia Pernambucana de Saneamento -, localizada a Praça Irmão Miranda. No mesmo dia por força da Lei Municipal 4352/17 ficou determinado que a cada 15 de janeiro em reverência as vítimas da Hecatombe a bandeira do município ficaria a meio mastro. Na Assembléia Legislativa do Estado o centenário da Hecatombe de Garanhuns foi registrado nos anais daquela histórica casa legislativa.


Em 15 de dezembro de 2017 foi inaugurado por iniciativa do Comandante do 9º BPM, Tenente-Coronel Paulo César Gonçalves Cavalcanti, o Memorial ao Cabo Cobrinha e os soldados mortos em defesa da cadeia, sendo composto por um busto esculpido pela artista plástica e oficial da PM da Reserva, Coronel Telmira Cavalcante Sá e uma placa com dados históricos do oficial e soldados.

Vale lembrar que a História de Garanhuns apesar dessa página triste e lamentável, tem belíssimas passagens, que nos destacam na historiografia pernambucana e que nos enche de orgulho, entre eles: a inauguração da estação ferroviária, a doação das terras a Confraria das Almas por Simoa Gomes, a formação das nossas comunidades quilombolas, a criação dos nossos colégios tradicionais, a criação da Diocese, a instalação do Banco do Brasil, a construção do Palácio Celso Galvão, a inauguração da Rádio Difusora de Garanhuns, a criação do nosso Festival de Inverno. São apenas alguns fatos, entre tantos, que sempre merecem destaque e revisitação para a sua preservação. 

Sendo assim, lembrar os fatos do Café Chile e todos os seus desdobramentos seria sublinhar apenas os atos de violência e esquecer as contribuições desses personagens que contribuíram com a história da cidade através de seus trabalhos, como o deputado Júlio Brasileiro que no seu primeiro mandato como prefeito de Garanhuns iniciou a arborização da cidade, o processo de eletrificação e água encanada, e com apoio federal criou o campo de lavoura seca, a época apenas quatro cidades haviam sido contempladas. O Capitão Sales Vila Nova, com diversos serviços sociais prestados, como a fundação da primeira sociedade mortuária, a criação da comissão pró-flagelados da seca de 1915 e idealizador do Natal das Crianças Pobres.

Muitas cidades têm em sua historiografia páginas tristes, Garanhuns, “Cidade Jardim”, teve seus espinhos, mas prevaleceu na sua história o aroma das flores.

https://robertoalmeidacsc.blogspot.com/2019/01/historia-camara-federal-reconhece.html?fbclid=IwAR3W_WOwrLY06IeHM5T7iw1Q3HOP4ot0zhL5Q_nT3ETudSr5GedrhyYpL4U

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O CANGACEIRO DE LAMPIÃO O VOLTA SECA

Por José Mendes Pereira

Antônio Alves de Souza (Saco TortoMalhador, 13 de março de 1918 – Leopoldina, 1997), conhecido como Volta Seca, foi um cangaceiro sergipano do bando de Lampião.

Era o mais jovem dos cangaceiros do bando, tendo-se juntado a ele ainda aos onze anos de idade, para fugir dos maus tratos de sua madrasta.


Foi capturado em 1932 e levado para a Casa de Detenção da Bahia, onde cumpriu 20 anos de prisão.[1]


Vida após o cangaço[editar | editar código-fonte]

Gravou, em 1957, o LP de 10 polegadas "As cantigas de Lampeão", com direção do maestro Guio de Morais e narração do locutor da Rádio Nacional, Paulo Roberto. Lançado pela gravadora Todamérica, o disco continha as músicas do Cangaço, entre elas "Mulher Rendeira" e "Acorda Maria Bonita".[2]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Volta_Seca

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

A JORNALISTA FRANCESA QUE DESEJOU ENCONTRAR LAMPIÃO.


Material do acervo do pesquisador do cangaço Antônio Corrêa Sobrinho

CLAUDE EYLAN EM PERNAMBUCO
UMA VIAGEM ACIDENTADA – CULTURA VÁRIAS VEZES SECULAR – A PARISIENSE QUE SE VESTE NO RECIFE – LAMPIÃO NA ZONA – PORTINARI
IMPRESSÕES DUMA COLABORADORA DA “
REVUE DES DEUX MONDES”

Henri KAUFFMANN

(Para os “Diários Associados”)

- Como foi a viagem?

Ao formularmos a pergunta banal, quando a poucos dias, Claude Eylan desembarcou de Pernambuco, esperávamos, de certo, alguns detalhes pitorescos, observações justas e profundas palavras amáveis.

Nossas previsões, porém, foram de muito ultrapassadas e verificamos mais uma vez que ver e ouvir não são apenas sentidos. São dons, e dons raros. Todo mundo registra uma vista ou um som; somente os privilegiados recebem das visões e dos sons a emoção que, segundo os casos, se transforma em obra de arte, página de literatura ou “impressões” no sentido mais completo e mais elevado da palavra.

Claude Eylan manifesta sua alegria.

- Tenho tantas coisas para lhe contar – dia a jornalista e escritora francesa. – Pensava até telefonar-lhe, não que eu julgasse ter novidades para contar sobre uma terra já muito visitada, mas porque quero agradecer publicamente a fidalguia com que me trataram no Recife e no sertão, todas as atenções que recebi de todos, desde o governador até o mais humilde dos caboclos.

A escritora da “Revue des Deux Mondes” pronuncia com amor essa palavra “caboclo”, e um ligeiro sotaque, a par da ternura da voz, dão a essa palavra nossa o sabor inesperado e raro d’uma fruta da selva num ambiente de luxo.

Havíamos preparado algumas perguntas mas deixamo-las de lado.

O entusiasmo da Baronesa de Boccop (verdadeiro nome da escritora) externa-se de tal forma – calor e sinceridade – que toda tentativa no sentido de canalizá-lo entre os paredões dum questionário lhe prejudicaria a espontaneidade.

A GENTE PERNAMBUCANA

Holandesa, pelo seu casamento, Claude Eylan não podia deixar de ligar a visão de Pernambuco a certo período de seu passado:

- Compreendendo – assevera – porque os holandeses sentiram a atração dessa região que recorda suas paisagens: os canais, frequentemente o próprio céu, lembram o ambiente dos Países Baixos. Não falarei, porém, da paisagem tantas vezes descrita, mas sim da gente pernambucana, pouco conhecida, ao que me parece, e injustamente mal apreciada. Disseram-me, quando preparava minha viagem, que o Norte não progredia e que faltava ao nortista o espírito empreendedor e o gosto do trabalho. É absolutamente falso, pois, somente encontrei em Pernambuco, gente ativa e trabalhadora.

- Conheci as cidades e percorri o interior; estive em contato com intelectuais e operários, homens políticos e gente do sertão, ricos usineiros e modestos empregados, e encontrei em todos as mesmas características que revelam uma civilização várias vezes centenária; uma atividade que não é febril nem espalhafatosa, mas que repousa na vontade de vencer e encontra motivo de satisfação nas realizações do passado, nos empreendimentos do presente e nos planos para o futuro.

Outra característica de Pernambuco, e isso também se aplica a todas as classes, é a educação. Mesmo em pleno sertão, entre três caboclos e a natureza ainda rebelde, a gente se sente num ambiente de fidalguia. O pernambucano é um “gentleman”.

EXCURSÃO À CACHOEIRA DE PAULO AFONSO

Claude Eylan, a todo momento, fazia referência ao sertão e aos sertanejos. Visivelmente, nosso interior impressionou-a, e seu entusiasmo desperta nossa curiosidade. Perguntamos onde foi, quando e como.

- Por iniciativa de um grupo de amigos, foi organizada uma excursão à cachoeira de Paulo Afonso. Acompanhou-me o escritor pernambucano Mario Melo, grande conhecedor do sertão e dos índios da região.

Partimos de automóvel, com um itinerário que incluía uma visita a várias vilas do interior e a diversos acampamentos de índios. Passamos a primeira noite em Caruaru, uma cidadezinha que achei muito interessante, mais pitoresca, para nós, que as do Sul, porque conservou seu caráter e dela emana a tradição do passado e da civilização pernambucana.

A escritora continua:

- Daí fomos a Garanhuns, onde tivemos a sorte de chegar num dia de feira, espetáculo curioso em que aparecem ao olho do estrangeiro muitos detalhes que são outras tantas revelações sobre os usos e costumes.

Que vida e que cores! Como teria gostado de ser pintora e poder fixar essa visão. Bem entendido, não fugi às praxes turísticas; comprei uma porção de coisas que achei curiosa e também, por uma espécie de pressentimento (podemos ter uma pane – disse ao doutor Mario Melo) adquiri uma rede.

- Seguindo viagem, paramos em Águas Belas, onde fica um acampamento de índios. O que o governo faz para adaptar os silvícolas à nossa civilização é admirável. É uma grande obra, mas não esconderei que o espetáculo desses índios, na fase transitória em que se encontram, me deixou uma impressão de tristeza, já não são mais índios e ainda não são nossos iguais, quanto à civilização. Perderam sua personalidade, estão se desfazendo de suas características, mas não são assimilados; deixaram seus costumes e não adquiriram outros. Não podem ser defendidos, porque ainda não se definiram.

A escritora francesa teve visivelmente a sensibilidade despertada, e sua admiração pelo esforço gigantesco e pelas realizações tinge-se de piedade. Mas a narrativa é como a viagem: uma pequena pausa e, novamente, a marcha rumo a outros horizontes.

A SOMBRA DO FACÍNORA

Passaram a segunda noite da excursão ao sertão num pequeno hotel, cuja dona, segundo a expressão de Claude Eylan, a recebeu “como uma dama”.

No dia seguinte, chegaram à Cachoeira de PAULO Afonso. Espetáculo grandioso, em que a escritora se esforçou por não ver a usina.

- Aprecio demasiadamente a natureza – explica.

O regresso foi cheio de peripécias.

- A estrada não era das melhores – diz Claude Eylan com indulgencia – e, durante a noite, veio a inevitável “pane”. Estávamos em pleno sertão, e nas povoações que havíamos atravessado disseram-nos que Lampião estava nas proximidades. Que perspectiva, mas que bela reportagem. Aliás tudo bem pensado, esse “bandido” não deve ser muito perigoso: a gente sertaneja é tão amável.

- Mesmo assim, eu e minha rede abandonamos o carro e depois de uma hora de marcha, ao luar, encontramos uma choupana. Estendi a rede e dormi uma das minhas noites mais belas. O luar sobre o sertão, as carícias do ar. Mesmo assim, a ideia de Lampião voltava por vezes a me preocupar, tanto mais que havia um pássaro, ou uma ave (cujo nome esqueci), que, de vez em quando, fazia “hou.. hou... hou...” com uma vez igual a das pessoas quando se chamam umas às outras. Com certeza era pessoal de Lampião – pensava eu – mas não fazia mal, não; a gente do Norte é gente tão boa. Aliás que venha o Lampião. Tenho na bolsa o recorte duma entrevista que dei a O JORNAL. Ele a lerá. Compreenderá que sou uma jornalista estrangeira e não deixará de me tratar bem. É capaz até de me pedir para publicar sua fotografia na “Revue des Deux Mondes”.

Creio que será difícil; eles lá são muito conservadores. “Hou... hou...” dizia a ave; a lua projetava, em feitios estranhos, a sombra dos cactos sobre o deserto; os passos do chofer, que chegava do carro à busca de ferramentas, ressoavam no silêncio da noite sertaneja. Mas Lampião não apareceu. É pena teria gostado de encontra-lo; não deve ser tão ruim quanto dizem. Não há gente ruim no Brasil. E com esse pensamento consolador e reconfortante, tornei a dormir até o romper do dia.

OUTRA PARADA INVOLUNTÁRIA

- Mal tínhamos começado a nova etapa, houve outra pane. Mas uma vez abandonamos o carro e caminhamos à procura de uma habitação. Dessa vez a casa era de um rico caboclo, casa de luxo para o lugar. Ofereceram-me tudo quanto havia e foram procurar tudo quanto podia ser encontrado de frutas e verduras para não me fazer infringir meu regímen vegetarinário. 

Claude Eylan percebe nosso sorriso.

- Sei, vegetarianismo no sertão...

E sem transição:

- Vivi pensando no Portinari. Não podia ver caboclo algum ou negro sem pensar no retrato que Portinari teria feito dele. Aprendi muita cousa com Portinari, principalmente a ver. Assim como há escritores que nos fazem descobrir nossos próprios sentimentos, assim os pintores como Portinari abrem literalmente nossos olhos sobre o mundo. Conheci-o em Ouro Preto; foi uma revelação: entendi, então, as formas e as cores.

RECIFE

Indagamos das impressões da escritora quanto à cidade do Recife.

- Uma capital em pleno desenvolvimento – respondeu – grande centro de atividade, com exata noção dos valores, inclusive da do tempo. Notei, com prazer, que a cultura francesa era ali muito de perto acompanhada. O pernambucano, aliás, ficou muito latino; a civilização americana não o atingiu tanto quanto ao brasileiro de outras regiões. Admirei, sem dúvida, os belos edifícios modernos, os parques e os jardins, as usinas com seus aperfeiçoamentos, o “Hospital de Crianças” grande realização médico-social. A curiosidade de viajante fez, porém, com que me detivesse mais nas velhas construções, nas casas-grandes e nos mocambos. Já conhecia umas e outras através da literatura brasileira e da pintura. Os mocambos surpreenderam-me pelo seu asseio e pela satisfação de seus moradores por ali residirem: água bem pertinho, peixes à vontade. Visitei, também, muitas igrejas que contêm tesouros de arte, e muito apreciei as casas revestidas de azulejos, que transportam a gente três séculos atrás, embora frequentemente estejam entre dois prédios modernos.

Nome quase masculino, uma vida ativa de jornalista como poucos homens a têm, Claude Eylan não deixa, por isso, de ser mulher.

Assim concluiu nossa conversação e suas impressões do Recife:

- E isso, hein? (apontava o elegante tailleur de linho azul, que trajava com chique). Pois foi feito no Recife, meu caro senhor. Mandei fazer três outros. E vou usá-los em Paris, sabe?

Claude Eylan, foto do jornal.
“Diário de Pernambuco” – 23/01/1938

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2ª EDIÇÃO FORO NOVAIS HERÓI OU BANDIDO?


A 2ª edição do livro "Floro Novais: Herói ou Bandido", de Clerisvaldo B. Chagas e França Filho, está no forno. Em outubro, para o Cariri Cangaço São José do Belmonte, estará disponível. Mais novidades vêm por aí.

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Adquira-o com o professor Francisco Pereira lima através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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"O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


Na saga cangaceira, referindo com exclusividade à época da lampiônica, já lá pelos anos de 1929, o “Rei do Cangaço”, Virgolino Ferreira, o cangaceiro Lampião, enamora-se da cabocla da Malhada da Caiçara, município, hoje de Paulo Afonso, BA, Maria Gomes de Oliveira, que, mais tarde, a imprensa carioca a chama de ‘Maria Bonita’, alcunha pela qual torna-se conhecida, mundialmente, até os dias atuais.

Nos primeiros anos da vida como chefe cangaceiro, o bando do ‘Rei Vesgo’ pratica inúmeros estupros e suas ações são com um toque a mais de maldades em suas vítimas. Porém, é fato de que, talvez pela maneira que eram tratadas em suas casas, pelos seus familiares, as moças tinham sonhos de estarem com seus corpos envolvidos pelos braços dos bandoleiros. As notícias, divulgadas pelo meio de comunicação da época, jornal escrito, e mesmo a propalada oralmente de boca em boca, de pessoa a pessoa, não as faziam temer estarem com eles. Claro que não podemos generalizar, dizer que eram todas, talvez as que assim sonhavam, pensava, fossem a exceção. Sendo uma ilusão de ‘libertarem-se’ da maneira, modo, como eram ‘tratadas’ no seio familiar. 

A história, descrita por vários autores, nos traz Maria de Déa como sendo a pioneira em adentrar, fazer parte, de um bando de cangaceiros nos sertões nordestino. Outros ainda nos trazem a história de uma outra baiana, Anésia Cauaçú, Anésia Adelaide Cauaçu, que fora uma cangaceira que viveu na região de Jequié, interior da Bahia, no início do séc. XX. Só que essa era a líder dos bandoleiros, e não uma simples companheira como foram ‘Maria Bonita’, ’Dadá’, ‘Sila’, ‘Adília’, ‘Quitéria’, ‘Cristina’, ‘Lídia’, ‘Durvinha’... e tantas e tantas outras sertanejas.

Pois bem, voltando no tempo, muito antes dos anos em que se deu o encontro de Lampião com Maria Bonita em território baiano, deu-se um caso amoroso entre ‘ele’ e uma jovem cabocla alagoana no Vale do Pajeú das Flores. Admira-me que, embora vários autores saibam, porém, não citam uma linha se quer sobre o caso em suas obras. Já outros, nem de longe imaginam tal fato, aí é impossível dizerem algo. No entanto, esse episódio, o caso, é fruto de narração oral colhida pela pesquisa de campo de um pesquisador sério da cidade de Calumbí, PE, onde nos relata claramente, minuciosamente, no livro “A Maior Batalha de Lampião”, Lourinaldo Teles Pereira Lima, 1ª Edição, 2017, nosso amigo Louro Teles, o qual, também, estranha a falta de insistência, ou assistência ao caso, de outros pesquisadores do tema sobre tal citação.

Nas andanças constantes dos cangaceiros, eram nômades, eles raramente comiam bem, mas, sempre que possível, faziam uma refeição decente. Esse alimento não era, na maioria das vezes, preparado por eles. Sempre eram feitos por algum coiteiro e levado para onde o bando estava acampado. Outras vezes, os próprios cangaceiros chegavam às moradias dos sertanejos e pediam para que fosse feito comida. Lampião sempre pagava, e bem, por esses serviços prestados. Não que ele fosse bonzinho, mas, por que pagando, tinha um aliado a seu serviço, sempre, e fora mais uma tática usada por Virgolino que deu bons resultados.


Em 1925/26 a caterva do ‘cego’, chega a uma simples moradia situada na zona rural de Mata Grande, AL. Lampião se apresenta e pede para o dono da casa preparar comida para a cabroeira. Enquanto esperam aprontarem a refeição, os ‘cabras’ começam a prosearem entre si. Alguns começam a jogarem cartas embaixo de alguma árvore que tinha no aceiro do terreiro. Outros apenas proseiam, contando suas aventuras para os amigos e, outros ainda, apenas descansam. O chefe proseia com o Patriarca da família. Escondida em algum lugar, escolhido por ela, estava a jovem Maria Ana da Conceição que não perdia um movimento se quer de Lampião. O pernambucano percebe o insistente olhar daquela jovem sobre ele. Chegando a jovem, aproveita oportunidade, para prosear com ela. Ela, naturalmente está com o seu jovem corpo todo a tremer, não com medo, mas por está loucamente apaixonada por o fora-da-Lei, e o mesmo estar ali, diante dela.

Virgolino gosta da moça e depois de uma longa prosa com ela, pergunta se ela que ir junto com ele, fugir de casa, ir embora. De supetão a moça concorda. Parecia estar esperando aquela ‘cantada’.

Lembremos aqui que os cangaceiros tinham suas companheiras, suas namoradas e até mesmo suas esposas, não compondo os bandos, como ocorreu a partir de 1929, onde elas passam a fazerem parte dos próprios, mas, em algum local escolhido e mantido, financeiramente, por eles. Citaremos, como exemplo, o caso do cangaceiro alagoano da região, segundo Érico de Almeida em sua obra “Lampeão-Sua História” (págs. 63 a 68), de 1926, próxima a Olho D’água do Casado, AL, município que faz limites ao Sul com o de Piranhas, AL, e ao Norte com o, hoje, de Delmiro Gouveia, AL, que nascera por volta de 1902, Antonio Augusto Feitosa, de alcunha Meia Noite. Meia Noite ao topar de frente Lampião e seus dois irmãos, os cangaceiros ‘Esperança’ e ‘Vassoura’, respectivamente Antônio e Livino Ferreira, onde diz que o segundo tinha lhe roubado nove contos de réis, logo após o ataque a cidade paraibana de Sousa, em 27 de julho de 1924, recebe do próprio Lampião quantia equivalente e é mandado embora do grupo. Por ter sido um dos que mais fizerem arruaças em Sousa, PB, conta-se que andou montado de esporas no juiz daquela comarca, Meia Noite passa a ser muito perseguido pela Força Pública da Paraíba, pelos homens, jagunços, do coronel José Pereira, de Princesa Isabel, PB e pelos próprios cangaceiros de Lampião. Virando um cangaceiro solitário, Meia Noite começa a ‘visitar’, sorrateiramente e a noite, várias fazendas na região de Patos do Irerê, pedindo guarida. Logicamente, pagando bem, por uma noitada num celeiro, engenho ou casa de farinha. O detalhe é que ele levava a ‘tira-colo’ sua amante, namorada, companheira, chamada Zulmira, que no fogo da fazenda Tataíra, passa a noite recarregando as armas, enquanto seu companheiro enfrentava, sozinho, mais de oitenta homens. Em certo momento, quase ao romper da aurora, o cangaceiro pede garantias de vida para sua companheira Zulmira, pois achava que não escaparia daquela arapuca, no que é atendido. Essa é presa e em pouco tempo solta. Desse cerco ele escapa, apesar de ter sido ferido em uma das pernas e, ao pular uma cerca, ter quebrado um dos braços, porém em pouco tempo é descoberto e assassinado por dois homens a mando do coronel Zé Pereira. Contaremos essa passagem da história, da valentia do negro Meia Noite, em outra oportunidade.


“(...) Depois de conversarem um pouco, Lampião disse:

“- Tem coragem de ir embora comigo?”

Ela, imediatamente, respondeu:

“- Tenho”. (Ob. Ct.)

Fizeram os preparativos. Sabia o pernambucano que teria que ter os cuidados redobrados com a presença de uma mulher no bando. Partem pala madruga em direção ao Leão do Norte, mais especificamente para um aglomerado de casas, hoje um povoado, denominado Roças Velhas, próximo ao distrito de São Serafim, hoje, município de Calumbi, PE.

“(...) Eles partiram pela madrugada em direção ao estado de Pernambuco, caminharam alguns dias e vieram sair em Roças Velhas, hoje um povoado pertencente ao município de Calumbi, mas naqueles dias eram apenas algumas casas isoladas no centro da caatinga, um dos redutos da família Teles. Roças Velhas foi fundada por Vitor Teles(...).” (Ob. Ct.)

Chegando ao novo ambiente, é providenciado uma choupana, palhoça, ou algo parecido, para que o ‘casal’ se aconchegasse. Depois de vários dias, curtindo a vida, Lampião recebe a informação de que as volantes estão rondando nas proximidades. Chega para sua namorada e diz o que fará nos próximos dias, principalmente em relação a segurança dela.

“(...) Lampião percebendo o perigo falou para Maria:

- Olhe Maria, vou ter que me afastar por um tempo, mas quando as coisas acalmar eu volto!

Respondeu Maria:

- Mas como é que eu vou ficar aqui? O dono da terra vai butá eu pra fora, e para onde eu vou?

Lampião colocou a mão no bornal, tirou dele um frasco redondo com tinta, uma pena e um papel e escreveu dizendo:

- Eu já medi um pedaço de terra, fiz o documento! Tome, guarde e pode dormir sossegada que daqui ninguém lhe tira! (...).” (Ob. Ct.)

O local escolhido pelo “Rei do Cangaço” para sua namorada ficar, era estratégico. Em sua volta ficavam vários esconderijos, em várias propriedades e fazendas, usadas por ele, tais como: “A Serra Grande, a Pedra D’água nos Barreiros, a Fuxico, o Saco dos Campos e As Pedreiras”. Mesmo que ele não pudesse ir ao casebre onde ela estava, ele enviaria um recado por algum de seus ‘cabras’ ou coiteiro, e a mesma iria até onde ele se encontrava.

Essas terras em que fora alojada a moça que veio das Alagoas, nas Roças Velhas, ainda hoje pertencem aos descendentes da família de Maria Ana da Conceição. Como em quase todos existem alcunhas, aqui pelo sertão, Maria Ana ganha o apelido de ‘Tatu’, e assim torna-se conhecida em toda região. O inevitável aconteceu, Maria Ana engravidou e pariu um feto vivo do sexo masculino, o qual deu o nome de Elizeu. Essa criança nasce em agosto de 1926, porém, Lampião, para despistar futuras investigações, acresce a idade da mesma, ordenando que se coloque em seus documentos uma data anterior ao seu início na saga. Assim é feito. A documentação da criança é feita como se ela tivesse nascida em princípios de 1917.

“(...) antes de ir embora preparou o documento de Elizeu como ele queria que ela fizesse e mandou registrá-lo com o nome de Elizeu Florentino dos Santos, filho de Laurentino de Campos e Maria Ana da Conceição nascido no dia 10 de janeiro de 1917. Fez assim para confundir a polícia. O menino nasceu em 1926. Tatu dizia que no tiroteio da Serra Grande Elizeu tinha três meses de idade. Esta versão foi contada a mim por Josefa Bernardo, esposa de José Florentino dos Santos, neto de Tatu(...).” (Ob. Ct.)

‘Tatu’ tinha uma amiga, Josefa Bernardo, a qual morou por muitos anos na mesma casa em que morava a namorada de Lampião. Ela referia sempre os comentários da amiga quando citava suas ‘aventuras’ com o “Rei dos Cangaceiros’, quando estavam no terreiro da casa, em Roças Velhas.Outros moradores do povoado Roças Velhas, no município de Calumbi, PE, como “dona Guilhermina Francisca da Conceição”, que tinha o apelido de ‘Guiler’, e o senhor José Francelino de Souza, foram algumas, das várias pessoas que relataram sobre esse namoro entre Lampião e a jovem alagoana 'Tatu, Maria Ana da Conceição.

Assim, levamos ao conhecimento dos senhores (as), mais um caso envolto pelos mistérios da saga do Fenômeno Social Cangaço. Na obra/fonte pesquisada, há referências de testemunhas, as quais relataram ao pesquisador todas essas informações e outras mais. Esse livro é de primordial importância ter-se em nosso acervo literário.

Fonte "A Maior Batalha de Lampião" - LIMA, Lourinaldo Teles Pereira. 1ª Edição. Paulo Afonso, BA, 2017.
Foto Ob. Ct.
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