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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Lampião e os Nazarenos

Por: Josenildo Pinheiro de Souza(*)

A revolução de 1930 encontrou Lampião já famoso e  no auge de sua atividade guerreira, atuando em vários Estados nordestinos,. Os Nazarenos, por seu lado, depois de enfrentarem sérias dificuldades com a derrubada do governo Estácio Coimbra, ao qual serviam lealmente, tiveram que barganhar duramente a sua participação no novo regime.

Estácio Coimbra

Os novos dirigentes do Estado de Pernambuco, seguindo orientação do Governo Central, logo intuíram que se quisessem exercer uma ação repressiva eficaz no combate ao cangaço., liderado por Lampião, teriam que contar com a experiência e valentia dos nazarenos.

Se até então, os nazarenos, em sua maioria, combatiam Lampião apenas para satisfazer o desejo de vingança da família, o quadro logo mudou, quando, aceitando o convite do governo estadual, tornaram-se membros da Polícia Militar de Pernambuco. De acordo com as condições impostas por Manoel Neto, o líder dos Nazarenos, estes passariam a atuar como uma espécie de tropa especial ou de elite.

Do ponto de vista do Estado, foi esta, sem dúvida, uma estratégia brilhante, pois conseguiu atrair para as fileiras da Polícia Militar combatentes originários do próprio teatro de operações dos sertões nordestinos e motivados por um ódio inextinguível para com o inimigo, no caso, Lampião.

O resultado foi terrível. Ao contrário dos combates travados, até então, entre Lampião e as tropas regulares, estas, comandadas por oficiais burocráticos ou desmotivados, os nazarenos logo deixaram claro que tudo, a partir de então, seria diferente. Segundo Rodrigues de Carvalho, quando Lampião e os Nazarenos travaram os seus frequentes e violentos combates, era "como se fosse uma onda de irados escorpiões que se ferretoassem mutuamente no seio da caatinga".

A incorporação dos nazarenos forças policiais do Estado de Pernambuco levou o selo do ódio. E desse fator aproveitou-se o governo estadual para recrutar um novo tipo de combatente, afeito à guerra de guerrilha e extremamente valente, dando-lhe uma nova função militar, resultando numa mudança radical na forma de combate a Lampião, escolhido como alvo preferencial das forças da ordem.

Os nazarenos foram recrutados, treinados e armados pelo Estado não para serem mantenedores da ordem pública, e sim, para atuarem como exterminadores, executores e carrascos dos inimigos da ordem pública. Ao atuarem dessa forma, os nazarenos consideravam-se acima e fora, e, ao mesmo tempo, dentro da Lei.

Dentro da lógica de atuação dos nazarenos como um grupo de extermínio, pode-se afirmar que qualquer tipo de violência ou arbitrariedade praticado poe estes estaria de antemão autorizado e absolvido pela justiça. Na prática, ficou instituída a licença para matar os opositores do regime constituído.

Apesar de todo poder do qual foram investidos pelo Estado, os nazarenos não conseguiram eliminar Lampião, o seu arquiinimigo. Antes de Lampião ser abatido em Angico, num obscuro episódio, os nazarenos sofreram dezenas de baixas entre suas fileiras. A batalha de Maranduba, travada em 1936, constitui-se para so nazarenos numa derrota amarga e dolorosa, onde tombaram vários nazarenos, diante dos aguerridos cangaceiros de Lampião.


Manoel Neto, o líder inconteste dos nazarenos e maior perseguidor de Lampião, veio a falecer no dia 3 de Novembro de 1979, às 7h45 no Hospital da Polícia Militar, aos 78 anos. O seu funeral foi providenciado por seu colega de farda Mj Ferreira dos Anjos e seu corpo sepultado em Carqueja (antiga Nazaré).

(*) Mestre em Histórias pela Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte:

Diário Oficial
Estado de Pernambuco
Ano IX
Julho de 1995

Material cedido pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

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SEIS ANOS SEM CHICO MENDES

Por: José Mendes Pereira
Chico Mendes - * 13-02-1944 - + 23-05-2007

Francisco Mendes Pereira ou simplesmente Chico Mendes como era chamado pelos parentes e amigos. Nasceu no dia 13 de Março de 1944. Natural de Mossoró – Rio Grande do Norte. Era filho de Pedro Nél Pereira e Antonia Mendes Pereira, e era irmão do administrador do blogdomendesemendes.blogspot.com.

Pedro Nél Pereira e Antonia Mendes Pereira

Chico Mendes não usufruiu de posição social, simplesmente de agricultor, marceneiro e por último, comerciante, mas foi um homem que viveu no meio dos familiares e amigos sem criar intrigas. Chico Mendes soube conservar o que mais vale na vida: Amizade, respeito e muita consideração ao próximo.

Era casado com Antonia Salustiano Pereira e com ela teve 10 filhos: Eliana, Eliete, Elenismar, Elismar, Elisiana, Elinaldo e Elivanaldo.

Toinha, sua esposa e Eliete - filha

Na madrugada de 23 de Maio de 2007 foi a data do meu aniversário. Infelizmente tive o desprazer de receber a notícia: “Seu irmão Chico Mendes faleceu hoje, às 2;00 da madrugada na UPA do Alto de São Manoel, vítima de insuficiência respiratória”.

Tudo na vida acontece. Aparentemente Chico Mendes não andava adoentado, mas partiu para a eternidade ainda muito novo.

Que Deus o conserve em sua casa por toda eternidade.

 

Parabéns a Joyce Ellen, sua neta que hoje está aniversariando. 11 aninhos de vida com muita paz e saúde.


Muitro obrigado a todos que me parabenizaram na página do facebook por mais um ano de vida bem vivido. Com muita saúde e paz. Envelhecer é uma dádiva de Deus. Quero envelhecer mais ainda. 

"É melhor velho vivo do que novo morto".

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Livro "Forró de Cabo a Rabo"

 Por:  Ricardo Anísio

Forró de Cabo a Rabo é um verdadeiro tratado, reunindo dezenas de nomes (expoentes do forró) contendo estampas de discos, registros biográficos, notas sobre parceiros e análises qualitativas acerca desses mestres do levanta-pó e arrasta-pé dos brasileiros.


Com uma pesquisa zelosa e bem elaborada, partindo de Luiz Lua Gonzaga, Ricardo Anísio mergulha em território musical de outros grandes nomes, a exemplo de Sivuca, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Zé Calixto e a rainha Marinês.


Vosmecês encontram no 'sitio' da Editora Bagaço:
http://www.bagaco.com.br/


Kydelmir Dantas - poeta, escritor e pesquisador do cangaço


MOSSORÓ - RN
Fone: (0xx - 84) - 3323 2307


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Monsenhor Américo II - 19 de Maio de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Américo Vespúcio Simonetti, o Monsenhor Américo, apesar de todas as suas múltiplas atribuições, era também apaixonado por literatura. Chegou mesmo a escrever alguns trabalhos que foram publicados pela Coleção Mossoroense. São de sua autoria os livros: “O mundo de hoje e a Igreja em diálogo”, publicado em 1971; “Públio Virgílio Maro” e “Cícero: o homem e a obra”, ambos publicados em 1972; “O trabalho humano” e “A pressão demográfica do Nordeste e a paternidade responsável”, publicados em 1973 e “O aborto”, que foi publicado em 1974. Em 1997 publicou, ainda pela Coleção Mossoroense, a obra que lhe deu assento na Academia Mossoroense de Letras, intitulada – Alfredo Simonetti: a memória enaltecida. O professor Alfredo Simonetti, que é o patrono da Cadeira nº 39 da Academia Mossoroense de Letras – AMOL, era pai de Américo Simonetti, que foi o primeiro ocupante dessa Cadeira.


O Monsenhor Américo foi homenageado com o título de “Cidadão Mossoroense”, através do Decreto Legislativo 166/92, aprovado em 14 de maio de 1992, por sugestão do então vereador Lupércio Luís de Azevedo. Também foi agraciado com as seguintes condecorações: “Medalha do Reconhecimento”, pela Câmara Municipal de Mossoró, através do Decreto Legislativo nº 07/79, em 25 de setembro de 1979; Diploma de Honra ao Mérito, outorgado pela Câmara Municipal de Mossoró, por projeto do vereador Regi Campelo, aprovado em 24 de março de 1988; Medalha de Reconhecimento, concedida pela Câmara Municipal de Mossoró, pelo Decreto Legislativo nº 831/04, datada de 12 de maio de 2004, projeto do então vereador João Newton da Escóssia Júnior; Medalha do Mérito em Comunicação “Jeremias da Rocha Nogueira”, da Câmara Municipal de Mossoró, pelo Decreto Legislativo nº 914/05, de 14 de setembro de 2004, por indicação da vereadora Gilvanda Peixoto Costa e Medalha “João Paulo II”, pela Câmara Municipal de Mossoró, pelo Decreto Legislativo nº 1198/09, de 09 de setembro de 2009, por indicação da vereadora Niná Rebouças.
               
Em 1968 foi um dos luminares que deu a sua rica biografia para, como docente no Curso de Letras, criar a Universidade Regional do Rio Grande do Norte, tendo, em algumas oportunidades, o seu nome cotado para ser reitor, e até lançado pelo povo pobre, forte candidato a prefeito municipal, nunca tendo aceito tais nobrezas. Tanto assim que, passados alguns anos, deixou a cátedra e o salário que tanta falta lhe fez na velhice.
               
O Monsenhor Américo Simonetti faleceu no dia 05 de outubro de 2009, numa segunda-feira, aos 79 anos de idade, depois de lutar quase seis meses contra um câncer no intestino. A luta contra a doença teve fim exatamente às 4h35 quando a equipe médica declarou sua morte, decorrente de insuficiência respiratória aguda, embolia pulmonar e carcinomatose peritoneal (câncer). O corpo foi liberado às 8h30 e trasladado para sua terra natal, Assu, onde foi velado por familiares e amigos. No início da tarde, o corpo retornou à Catedral de Santa Luzia. O sepultamento se deu na terça-feira, 06 de outubro, no cemitério São Sebastião, em Mossoró.
               
A comunidade católica lamentou a morte de monsenhor Américo Simonetti: “A perda enche o Rio Grande do Norte de tristeza. Poucas cidades deste país podem se dar à honra e ao orgulho de possuir um religioso tão intensa e emocionalmente ligado à sua rotina como era monsenhor Américo com Mossoró”, disse a então governadora Wilma de Faria. Para ela, monsenhor “era uma relação de amor, de apego e de cuidado que encantava a todos nós. Como cidadã, como devota de Santa Luzia, como governadora, faço questão de registrar a minha tristeza com a perda do monsenhor Américo, que muito nos ensinou com seu exemplo de dedicação, fé, trabalho e humildade”.

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
http://www.blogdogemaia.com

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CONVITE lançamento do livro "LUIZ GONZAGA E A MÚSICA POTIGUAR"


Repassado por Antonio Kydelmir Dantas de Oliveira/BRA/Petrobras em 22/05/2013

From: Secretaria Extraordinaria de Cultura
Sent: Monday, May 20, 2013
To: Secretaria Extraordinaria de Cultura
Subject: CONVITE "TÍTULO 36 DA COLEÇÃO CULTURA POTIGUAR, LUIZ GONZAGA E A MÚSICA POTIGUAR"


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Último irmão da cangaceira Maria Bonita faleceu em 2009.


O último irmão de Maria Bonita, a rainha do cangaço, que ainda estava vivo, era o ex-pedreiro Ananias Gomes de Oliveira, 79 anos, morreu na manhã do dia 22 de setembro de 2009, no Hospital Santa Marjorie, em São Paulo, após complicações cardíacas. Ele estava internado desde o dia 18 de Setembro de 2009 depois de sofrer um enfarte. Ananias foi sepultado no Cemitério da Vila Carmosina, em São Paulo, às 8h do dia 23.

Ananias era chamado por familiares e amigos de Pretão. Ele nasceu em Jeremoabo (BA), em 1929, e era irmão gêmeo de Arlindo, que morreu há dois anos, também em São Paulo. 

Ele vivia com a filha, a telefonista Maria Deuza de Oliveira, 54 anos, em Itaquera. Segundo familiares, Ananias era cardíaco e tinha sido levado ao hospital para fazer exames, onde acabou morrendo.

Findou a primeira geração da cangaceira Maria Bonita

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1313707-5598,00 MORRE+EM+SP+O+IRMAO+DE+MARIA+BONITA+AOS+ANOS.html

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última irmã do cangaceiro Lampião faleceu em 2012



Irmã de Lampião que ainda restava viva era Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha.  Morreu na tarde do dia  10 de fevereiro de 2012 aos 102 anos. Segundo a família, ela foi internada horas antes de falecer com problemas pulmonares, mas não resistiu. O corpo foi levado ao Velório Salete, em Santana, na Zona Norte de São Paulo, e o sepultamento foi feito no Cemitério Chora Menino, às 12h sábado do dia (11).


A idade de dona Mocinha sempre foi motivo de discussão entre estudiosos do cangaço. O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 8 de janeiro de 1906, portanto, ela teria completado 106 anos, mas ela sempre se recusou a afirmar que tivesse essa idade, alegando que não era por vaidade. Ela tem outro documento que aponta a data de nascimento em 11 de janeiro de 1910. Era por este documento que dona Mocinha costumava se identificar, de acordo com o neto Marcos Antonio Tavares, 53 anos.

Ela vivia em um apartamento com os filhos Expedito e Valdeci, em Santana, na Zona Norte de São Paulo. Os parentes mais próximos que também moram em São Paulo, além dos dois filhos, costumavam visitá-la, principalmente na data de aniversário dela.

Ela estava doentinha, vez ou outra ela era internada para cuidar da saúde. Já tinha muita idade. Acreditamos que foi insuficiência pulmonar", disse Tavares.


O pesquisador e historiador Antônio Amaury Correia, que mora perto de dona Mocinha, foi um dos responsáveis por descobrir a segunda data de nascimento da irmã de Lampião. "Ela tinha dois documentos. Até hoje não sabemos com certeza qual era a idade dela", disse ele ao G1.


"Foi uma grande perda. Apesar de ela não ter vivido a história do cangaço, já que era muito pequena quando Lampião estava atuando, ela sempre foi uma referência histórica", afirmou o historiador e especialista em cangaço, João de Sousa Lima.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/02/dona-mocinha-irma-de-lampiao-morre-em-sp-aos-101-anos.html


http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2011/01/artigos-com-exclusividades-do-escritor.html


Experiência Emotiva

Por: Raul Sá

Nos dia 18 e 19 de maio a população Lavrense vivenciou um dos maiores movimentos culturais brasileiros comandado pelo grande amigo Manoel Severo, Curador e Coordenador do Cariri Cangaço.

Os convidados especiais dessa brilhantíssima solenidade histórica e cultural foram; o deputado estadual e médico, Heitor convidados  Ferrer, o advogado, poeta e escritor Dimas Macedo, e demais convidados ilustríssimos da Academia Lavrense de Letras, Cariri Cangaço, poder legislativo e o povo lavrense.

Já pelo título "Experiência Emotiva" é porque Lavras nunca tinha recebido um movimento socio cultural como o Cariri Cangaço  e especialmente agradeço as pessoas que tiveram mais amizade comigo, neste grupo que foram: Juliana Ischiara, Manoel Severo, Ângelo Osmiro, Múcio Procópio e Haroldo Felinto.

O mais especial para mim foi a minha  Nomeação  como Representante de Lavras da Mangabeira no grupo Cariri Cangaço e também no GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará , agradeço ao meu amigo Manoel Severo por ter me dado estas grandes funções.

O Grupo Cariri Cangaço formado por vários intelectuais de alta estima histórico, e o que eu achei mais bonito foi a união desse grupo tão maravilhoso que tivemos a hionra de receber com sua visita ao meu belo torrão natal: Lavras da mangabeira. Obrigado !

Raul Cezar Linhares de Sá Neto
Lavras da Mangabeira, terra de Fideralina e do Cariri Cangaço.
  

"Na verdade Raul, ou simplesmente Raulzinho, foi a grande surpresa da Avant Premier do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira. Raulzinho tem apenas 10 anos de idade , estuda no Escola Pequeno Príncipe, mora com os Bisavós e uma irmãzinha linda de nome Fernanda. Apesar da pouquíssima idade, é um autêntico devorador de livros e em especial aos ligados às temáticas do cangaço e coisas do nordeste. Está finalizando um livro de autoria própria que já tem até título: As Bases do Cangaço"Por seu entusiasmo e extremo interesse pelo tema, foi nomeador durante solenidade na prefeitura de Lavras, o mais novo sócio do GECC e do Cariri Cangaço."

Manoel Severo

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NAS TRILHAS DO CANGAÇO: O ATAQUE DE LAMPIÃO AO CORONEL PETRONILIO REIS

Por: João de Sousa Lima

Quando em 1928 Lampião cruzou o Rio São Francisco saindo de Pernambuco pra Bahia, um dos primeiros contatos foi com o coronel Petronilio de Alcântara Reis " Coronel Petro". Petro era o chefe político de Santo Antonio da Glória, cidade hoje submersa pelas barragens do Rio São Francisco.

Os vários livros contam que a amizade de Lampião com o coronel foi desfeita por que o coronel traiu Lampião, teriam os dois uma sociedade em terras e amimais.

Quando houve a batalha que morreu Ezequiel, irmão mais novo de Lampião, fato acontecido na Baixa do Boi, em Paulo Afonso, Lampião encontrou em um dos bolsos de um policial morto no combate, um bilhete do coronel endereçado ao comandante da volante e o bilhete falava dos esconderijos dos cangaceiros.

Lampião arquitetou sua vingança incendiando em torno de 18 fazendas do coronel. Começando de Glória, cruzando o Raso da Catarina, Lampião tocava fogo e matava os animais.

Dessas fazendas a única que permanece de pé é a fazenda Paus Pretos. Antes Paus pretos pertencia a cidade de Curaçá e hoje pertence a Chorrochó. Em Paus Pretos ainda resta os tornos de madeira com marcas escuras do fogo.

A fazenda é administrada por Paulo Reis, neto do coronel. Nas cheias forma-se um açude com sete quilômetros de extensão, no momento o açude encontra-se seco. Na casa sede da fazenda Lampião prendeu o vaqueiro Agostinho e o fez entrar dentro do curral e pegar na mão um cavalo e o vaqueiro conseguiu depois de muito trabalho. Os cangaceiros tiraram madeiras do curral e tocaram fogo na casa, quando o fogo começou a tomar os compartimentos da residência um papagaio começou a gritar: Olhe o fogo Maria. Maria, Maria, olhe o fogo. Lampião mandou um cangaceiro entrar na casa, atravessar o fogo e salvar o papagaio. O curral foi todo queimado e os animais mortos.


Açude da fazenda Paus Pretos com apenas um córrego de água.


A casa sede da fazenda Paus Pretos. Dentro ainda encontramos dois tornos com marcas do fogo.


Um dos tornos com marcas do fogo.


Sebastião Carvalho, Paulo Reis (Neto do coronel Petro) e João de Sousa Lima (que mostra um dos tornos)


Detalhe do torno queimado.


Um dos tornos queimados.


João de Sousa Lima e Paulo Reis


O curral queimado pelos cangaceiros


Nesse açude os cangaceiros  mataram vários animais.


Enviado pelo escritor e pesquisador do Cangaço João de Sousa Lima

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Rua Dr. Almeida Castro. Mossoró-RN.


A Rua Dr. Almeida Castro faz parte daquelas áreas que poderíamos definir como as Zonas Históricas de Mossoró, que remontam à época de sua fundação.  Situada na zona central, no distrito 600, integra,  pelo lado leste, o quadrilátero da Praça da Redenção, tem início na Rua Santos Dumont e término na Rua Almino Afonso.

Conforme as referências históricas desta rua, durante o Século XIX, sua denominação era a Rua Nova do Comércio, e seus limites iam do ponto norte da Praça da Redenção ao ponto sul da Praça dos Fernandes, atual Praça Rafael Fernandes. De acordo com Raimundo Nonato em Evolução Urbanística de Mossoró, em 1905, passou a denominar-se Rua Dr. Almeida Castro,   e incorporou o trecho da antiga Rua do Graf, cujos limites iam da Praça da Cadeia – atual Praça Antonio Gomes - até o grande armazém de Ulrich Graf, em destaque na imagem em destaque, no extremo norte da Praça da Redenção[1].

Foi uma artéria mista, havendo desde residências, cafés, tabacaria, fábrica de cigarros, alfaiatarias, boticas, tipografias, cartórios, redação de jornal, consultório do famoso médico Almeida Castro, prédios públicos, tais como o Peso Público,  escola noturna, sedes do Clube Ipiranga e da Sociedade Libertadora, e sempre prevalecendo a predominância da atividade comercial, nela fixando-se grandes negociantes locais e os estrangeiros Ulrich Graf, Conrado Meyer e outros.

Rua Dr. Almeida Castro, à direita, na Praça da Redenção, em 1937.
Ao longo dos anos a geografia da rua sofreu várias alterações. Havia quatro becos: o do Pau não Cessa, o do Coronel Filgueira, o do Monteiro ou o do Boticário e o do Irineu. Os dois primeiros faziam a comunicação da extinta Rua dos Libertos com a Praça da Redenção, e os dois últimos, com a Rua 30 de Setembro. Dos quatro becos os mais importantes nas comunicações eram o do Irineu e o do Monteiro.  O do Cel. Filgueira desapareceu com a edificação de uma casa, e, o do Pau Não Cessa, incorporou-se à Rua Almino Afonso. A residência e o consultório do Dr. Almeida Castro ficavam ao lado do Beco do Monteiro, também chamado por Beco do Boticário ou Beco da Farmácia do Monteiro, estava a farmácia, e lá se reuniam os homens influentes de Mossoró que discorriam sobre extensiva pauta, desde assuntos políticos a histórias de alcovas e falatórios em geral.  Segundo Nonato, em Ruas, Caminhos da Saudade, “muitos eram os amigos do boticário (...) e o banco da sua farmácia era uma espécie de pretório onde não escapavam nem assuntos da vida alheia”, portanto, é compreensível todos quererem ser amigos dele ..

Assim, como a Rua 30 de Setembro, por suas calçadas,  casarões e grandes armazéns comerciais, não só mercadorias, panos, miudezas, produtos refinados de Paris ou de Liverpool e ferramentas transitavam naquele espaço, mas juntamente com tudo isto, também, chegavam e desabrochavam as idéias libertárias que varriam o Novo e o Velho Mundo, na segunda metade do Século XIX. Foi o leito acolhedor para este colorário de novos ideiais que se consolidou, e, em 30 de setembro de 1883, resultou na Libertação dos Escravos na terra de Santa Luzia.

Câmara Cascudo, na obra referenciada, página 137, no tópico As Festas de 30 de Setembro de 1883[1], relaciona os abolicionistas que residiram nesta histórica rua: Alcebíades Dracon, no número 31 já na Praça dos Fernandes; o Presidente da Sociedade Libertadora Mossoroense, o cearense Joaquim Bezerra da Costa Mendes, no número 176; Antonio Filgueira Secundes genitor de Antonio Filgueira Filho, Romão Filgueira e do Desembargador João Dionísio Filgueira, no número 230. Neste local, na mansão de Secundes que se destacava com uma entrada no centro e duas janelas de cada lado, se reuniam, durante a noite, os homens mais influentes da cidade discutindo os problemas criados com o movimento abolicionista e ajustando os planos da campanha[2]. Para aqueles idealista era preciso elaborar o New Deal mossoroense que passava pelo corte umbilical com o berço colonial; Conrado Meyer, o comerciante suíço, no número 335; Romualdo Galvão no número 168, da Rua do Comércio, atual Cel. Vicente Sabóia. Enfim, a rua Almeida Castro poderia ter sido rebatizada como a Rua dos Abolicionistas, este título teria sido mais justo e apropriado para a mesma.

Sobre o atual patrono desta rua, Francisco Pinheiro de Almeida Castro, (28/08/1858-22/06/1922), natural de Maranguape-CE, irmão mais jovem de Padre Miguelinho, mártir da Revolução de 1817. Almeida Castro, em 1880, formou-se em medicina  pela Faculdade do Rio de Janeiro, e, em 1881 fixou residência em Mossoró, onde viveu até a sua morte. Segundo Vingt-un Rosado, em Mossoró, foi "figura destacada em todos os acontecimentos políticos e sociais de Mossoró e chefe de grande prestígio na zona oeste do Estado." Foi Presidente da Intendência, governou Mossoró no final de 1890 a 1892. Jornalista, Abolicionista e Deputado Federal. Cascudo completa o perfil do Dr. Almeida Castro, foi "médico de ação diária de caridade, dedicado, generoso, desinteressado, era realmente o oráculo ouvido e acatado pelo povo." Como já faz parte da cultura das terras da Ribeira do Mossoró, colocar a estátua de um na praça que leva o nome de outro é um fato ultra normal, em 22/02/1932, ergueram o busto Almeida Castro, em bronze, na Praça Rodolfo Fernandes, assim como a estátua do Governador Dix-sept Rosado na Praça Vigário Antonio Joaquim Rodrigues .... e assim segue esta cultura.

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos.

[2] (Silva R. N.-1., 1973)

[1] (Silva R. N., Coleção Mossoroense, 1974). Origem da imagem: site Azougue. Provável autor da imagem: Manuelito Pereira (1910-1980)

Fonte: 

http://blogdetelescope.blogspot.com.br/2013/03/rua-dr-almeida-castro-mossoro-rn.html

Enviado pelo pesquisador:
José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Amor de Chico Pereira - Jarda, a esposa menina

Por Wanessa Campos

“Esconde essa aliança e casa com  outro. Chico já morreu”. Era o que Jardelina Nóbrega ouvia das pessoas aconselhando-a a desistir de se casar com Chico Pereira, que virou cangaceiro. Jarda, como era chamada começou a namorar com Chico aos 12 anos, noivou aos 13, casou aos 14  e ficou viúva aos 17 anos de idade, com três filhos pequenos. O caçula tinha apenas seis meses.

Fonte: www.umolharsobresaojoao.blogspot.com.br

Sua vida daria um filme, como já tentaram fazer. Tudo começou em 1920, na localidade de São Gonçalo, Sertão da Paraíba, quando Jarda conheceu Chico, então com 20 anos, um pacato comerciante de cal. Filho do coronel João Pereira, pessoa bem relacionada na redondeza. De repente, o coronel viu-se envolvido numa briga na sua mercearia. E nela, foi morto o coronel. Uma morte encomendada por questões políticas. Agonizante, João Pereira pediu aos filhos que não queria vingança como ditava o código de honra da época.

O cangaceiro Chico Pereira

Chico, o filho mais velho conseguiu prender Zé Dias, que matou seu pai e o entregou à polícia achando que assim a justiça seria feita. Mas na semana seguinte, Zé Dias estava solto, para revolta de todos. Chico era insuflado pelo povo a vingar-se e ao mesmo tempo não queria revidar, mas percebia a má vontade da polícia em prender Zé Dias. Tinha receio de ser chamado de frouxo.

Então, o jeito foi fazer justiça com as próprias mãos, como fez Virgolino. A cidade de Souza perdeu a tranquilidade e a briga entre famílias Pereira e Dias ganhava corpo. Chico vingou a morte do pai e tornou-se cangaceiro. Formou um bando e sua vida mudou totalmente e a de sua noiva também. Passou a ser foragido da polícia.

Entretanto, sua preocupação maior era Jarda, sua noiva adolescente. Após uma longa conversa com ela, alertou para o tipo de vida que levava e, se ela quisesse desistir do casamento prometido, ele iria entender. “É com você que quero me casar”, foi a resposta. E como seria esse casamento?

Conseguiram celebrar por meio de procuração, na manhã de  26 de maio de 1925, na igreja de Pombal. Jarda continuou morando com a família e os encontros com o marido eram escondidos. Nasceu o primeiro filho, Raimundo. Depois vieram Dagmar e Francisco. Houve uma menina, mas morreu prematura. Jarda teve uma vida marcada por mortes trágicas: pai, sogro, cunhado e marido.

Chico Pereira comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros de Lampião. Passou seis anos nessa vida até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Rio Grande do Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de agosto de 1928. Uma morte até hoje não esclarecida.

Chico Pereira

Jarda, com três filhos pequenos, pensava o que seria dela. E dos filhos? Futuros cangaceiros? Como iria educar os meninos com salário de professora rural? A solução foi deixar cada um com um parente. Periodicamente viajava a cavalo para ver os filhos. Uma vida sacrificada. Os três irmãos só se encontraram  bem mais tarde.

Certo dia,  recebeu um bilhete anônimo por meio de um cavaleiro desconhecido montado num cavalo branco, quando estava pensativa no alpendre da casa. O bilhete dizia:” Se queres ser feliz, perdoa seus inimigos”. Uma cena quase irreal. E Jarda tinha muito a quem perdoar. Decidiu queimar todas as cartas, livros de cordel, jornais, tudo que falava de Chico Pereira. Estava queimando seu passado para salvar o futuro dos filhos, escreveu  Francisco no seu livro “Vingança, não”.

Os anos foram passando e a primeira alegria veio com  Raimundo que se formou em engenharia civil no Recife. Depois, foi a vez de Dagmar, que se tornou frade franciscano com o nome de frei Albano. Surpresa maior veio com  Francisco,  ordenado padre em Roma, onde estudou. Com ele, a alegria de Jarda foi maior, pois assistiu sua ordenação, recebeu bênção especial do papa e a comunhão pelo próprio  filho na sua primeira missa. Jarda encontrou a felicidade através do perdão.

Dos três filhos, apenas frei Albano está vivo, no Convento de São Francisco, em Salvador, Bahia. Jarda ficou viúva para sempre e morreu em João Pessoa onde morava e o filho Francisco também*.


Jarda foi uma Maria Bonita.

NOTA – Conheci e convivi com dona Jarda desde menina até a idade adulta, na minha casa e na da minha irmã mais velha, Wanice, casada com  Raimundo com que ela morou durante muito tempo. Dona Jarda, muito alva, cabelos castanhos, bonita e vaidosa que me pedia para comprar batons de cores claras. Falava baixinho, gostava de conversar e contava com naturalidade sua vida com Chico Pereira. Demonstrava serenidade e nem parecia ter um passado sofredor. Os filhos diziam que ninguém conseguiu ver Jarda chorar. Gostava dela.

Pescado no açude de comadre Wanessa 

Adendo

Francisco "O Padre Pereira", filho de Jarda e Chico, faleceu em João Pessoa no dia 22 de janeiro de 2007.

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FREI DAMIÃO - UM SANTO BRASILEIRO

Por: Guilherme Machado

NASCEU NA EUROPA E SENTOU PRAÇA NO CORAÇÃO DO POVO NORDESTINO... FREI DAMIÃO DE BOZZANO!!!

Frei Damião de Bozzano, nascido Pio Giannotti, OFMCap (Bozzano, 5 de novembro de 1898 - Recife, 31 de maio de 1997) foi um frade italiano radicado no Brasil. Era filho dos camponeses Félix Giannotti e Maria Giannotti.

Começou sua formação religiosa aos doze anos, quando foi estudar em um colégio de padres. Aos dezenove anos foi convocado para o exército italiano e participou da Primeira Guerra Mundial. Aos 27 anos diplomou-se em teologia pela Universidade Gregoriana em Roma e foi docente do Convento de Vila Basílica e do Convento de Massa.

O frade capuchinho, ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1923, veio do norte da Itália para o Brasil no início da década de 1930, estabelecendo-se no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, sendo venerado por fiéis, principalmente nordestinos, pois foi nessa região que ele viveu a maior parte de sua vida, fazendo peregrinações pelas cidades, dando comunhão, confessando, realizando casamentos e batismos. Por muitos nordestinos considerados como santo encontra-se atualmente em processo de beatificação desde 31 de maio de 2003.

Por dia, muitas cartas chegam ao Convento de São Félix, contando fatos de cura, milagre, que a ciência não consegue entender.

Frei Damião, recém-chegado ao Brasil.

Sua primeira missa foi nos arredores da cidade de Gravatá, em Pernambuco, na capela de São Miguel, no Riacho do Mel. Anualmente, no mês de maio, realizam-se naquela cidade as Festividades de Frei Damião: uma grande caminhada sai da Igreja Matriz Nossa Senhora de Santa'Ana (no centro de Gravatá) e vai até a Capela do Riacho do Mel.

Na cidade de Recife, mais precisamente no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, onde se encontra seu corpo, acontece desde sua morte no final de maio Celebrações para Frei Damião.

No ano de 1975, recebeu a medalha cunhada em ouro de amigo da cidade de Sousa, no estado da Paraíba, quando permitiu que construísse a primeira estatua em sua homenagem, tendo o mesmo colocado a pedra fundamental naquele ano e em novembro de 1976 oficiou missa de inauguração, obra do renomado escultor pernambucano Abelardo da Hora. A estátua esta construída no serrote denominado Alto da Benção de Deus, e se constitui hoje num facho abençoado de luz, deixando todos que contemplam mais próximos de Deus e de Nossa Senhora. E hoje é visitada por milhares de fieis.

Em 27 de setembro de 1977, recebeu o título de Cidadão de Pernambuco e, em 4 de maio de 1995, o título de Cidadão do Recife.

Frei Damião ocupou-se em disseminar “as santas missões” pelo interior do Nordeste. “As santas missões” eram um tipo de cruzadas missionárias, de alguns dias de duração, pelas cidades nordestinas. 

Nessas ocasiões, era armado um palanque ao ar-livre com vários alto-falantes onde o frade transmitia os seus sermões. Quando perguntado sobre os objetivos de suas “santas missões” aos sertanejos, o frei respondia que um dos objetivos era “livrá-los do Demônio, que queria afastá-los da Igreja e fazê-los abraçar outro credo [...]”.

Nunca abandonou suas caminhadas e romarias pelas localidades, no qual acompanhava com ele sempre, um terço e um crucifixo, as quais faziam com seu amigo Frei Fernando. Só parou poucos meses antes de falecer, devido ao agravamento de seu problema na coluna vertebral, fruto da má postura de toda a vida.

Frei Damião de Bozzano faleceu no Hospital Português no Recife, e seu corpo está enterrado na capela de Nossa Senhora das Graças, de quem era devoto, no Convento São Félix, no bairro do Pina, no Recife. Sua vida é retratada no livro do escritor Luís Cristóvão dos Santos, Frei Damião - O Missionário dos Sertões.

Na ocasião de sua morte, em 31 de maio de 1997, o governo de Pernambuco e a prefeitura de Recife decretaram luto oficial de três dias.

No interior de Pernambuco, na cidade de São Joaquim do Monte, todos os anos milhares de romeiros chegam para prestar suas homenagens ao Frade. O Encontro de Romeiros, ou Romaria de Frei Damião como é mais conhecida, acontece todos os anos entre o fim de agosto e início do mês de setembro. Programações religiosas e culturais modificam totalmente o aspecto da cidade. O ponto central da peregrinação é a estátua erguida em homenagem a Frei Damião localizada no Cruzeiro.
Em 2004, foi inaugurado o Memorial Frei Damião em sua homenagem, na cidade de Guarabira, Paraíba, uma das várias cidades em que o frade capuchinho percorreu em suas missões.  Neste memorial foi erguida uma estátua, que atualmente é considerada a terceira maior do Brasil.

Fonte: facebook - página do pesquisador Guilherme Machado

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