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domingo, 8 de dezembro de 2013

LAMPIÃO E OUTRAS HISTÓRIAS - O CAÇADOR DE SERPENTES



Por Doizinho Quental

Ainda na Bahia, nas catingas de Chorrochó, andava um homem caçando cobras para vendê-las a um senhor que as levava à cidade de S. Paulo, com o objetivo de estudá-las.

Conseguiu três cumbucas com tampas e entrou no mato. Com habilidade, o caçador laçou 5 cobras: 3 cascavéis e 2 jararacas, guardando-as nas cabaças.

Saindo do mato ele avistou um carro de boi gemendo na estrada.  O carro conduzia quatro senhoras que iam a uma fazenda próxima. O caçador pediu carona. No caminho, as senhoras, curiosas, destamparam as cabaças no momento exato em que Lampião e seus cabras saíram do mato, atraídos pelo ruído do carro de boi.

As cobras espalharam-se pela coberta do carro. As senhoras desmaiaram, ao avistar os cangaceiros e as cobras soltas. O caçador ia fugindo, quando Lampião lhe disse:

-Pra onde vai home covarde?! Cabra safado! Vão
atráis desse frôxo!

O homem estava tão nervoso que não tinha ânimo para ficar em pé. Lampião encarou-o:

- Covarde! Medroso! As mulheres não correram!
               
 Maria Bonita interferiu:


- Elas num correro pruque tivero uma gargulina (vertigem). Dêxe o home vivê; se ele fosse medroso num caçava cobra puro  mato!

- Os cangaceiros deram uma grande gargalhada e responderam:

- Esse frôxo caça cobra nada! Ele laça é pra  vendê!

Um cangaceiro mais "humano" protegeu o caçador:

- Num sei não, mais ele apanha ela e bota na cumbuca, é arriscado!

Lampião então disse: 

- pega as cobra novamente, cabra, pra eu vê se vosmecê se sarva!

O homem, mais que ligeiro, capturou as cinco cobras e salvou a sua vida.

O Cangaceiro, então com ar de vitória falou: 

- tá veno, eu num dixe!

Site: 
www.kantabrasil.com.br/Lampiao.../Lampião%20e%20outras%20Históri...‎

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O mais novo livro sobre o cangaceiro Jararaca

Autor: Marcílio Lima Falcão
 
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Marcílio Lima Falcão
 
Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP). Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço Kydelmir Dantas.
 
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A história do Valdetário de 'carne e osso'


Cedida A história de Valdetário Carneiro chega às livrarias do Estado

O assaltante que irrompeu o sertão nordestino, desafiando a polícia e espalhando o medo por todo o RN completa 10 anos de morte na terça-feira (10). A história deste homem, Valdetário Carneiro, ganha as livrarias do estado na mesma data. A obra, “Valdetário Carneiro: A essência da bala” é de autoria dos jornalistas Paulo Nascimento e Rafael Barbosa, publicada pela Editora Tribo.

A ideia de falar sobre a vida de um dos mais temidos criminosos que já protagonizaram a crônica policial do Rio Grande do Norte surgiu na universidade. Os autores ainda cursavam Jornalismo na UFRN quando se interessaram pelo tema. O projeto, a princípio, contaria os pormenores das brigas entre famílias que assombraram o Oeste potiguar.  O nome dos Carneiro sempre surgia nos entreveros. 

As pesquisas começaram e os repórteres perceberam que o personagem de Valdetário Carneiro se destacava no enredo. Entre entrevistas e viagens a Caraúbas, terra natal do protagonista, a proposta acabou se tornando o trabalho de conclusão de curso dos dois. E agora virou livro. “Nós ampliamos o material da monografia para transformá-la em livro-reportagem”, explica Paulo Nascimento.

Os jornalistas entrevistaram mais de 20 pessoas durante o processo de apuração das informações para a composição do material literário. “Isso entre as que se identificaram e as que preferiram se manter ocultas como condição para darem as declarações”, observa Rafael Barbosa. Esta foi a maior dificuldade da dupla no percurso da produção da biografia.

A figura de Valdetário ainda causa receio em boa parte das pessoas que conviveram de maneira próxima a ele. Portanto, obter determinadas informações a respeito do assaltante é difícil. “Mesmo as pessoas que falaram evitaram alguns assuntos”, conta Paulo Nascimento.

Os feitos criminosos espetaculosos deram a Valdetário Carneiro o estigma de mito. Enquanto estava vivo, se ouviam histórias do bando comandado por ele em todo o Nordeste. “Valdetário foi vestido de uma personalidade de onipresença. Por exemplo, enquanto ele assaltava um banco no interior do Piauí, alguém dizia que o viu em Olho D’água dos Borges, no Alto Oeste do RN”, esclarece Barbosa.

“Não queria ser o que fizeram de mim”

Para os autores, uma das maiores surpresas que o processo de apuração do livro trouxe foi a maneira pela qual Valdetário assumiu a vida de crime. 
Uma injustiça teria  transformado o pacato mecânico em um criminoso perseguido pelas polícias de vários estados do Nordeste. Valdetário foi preso injustamente e cumpriu quase cinco anos de reclusão. “Há controvérsias acerca de sua culpa neste primeiro delito. Mas ele foi inocentado este ano pela Justiça”, lembrou Rafael Barbosa.


Essa fase da vida do protagonista é abordada pelos autores no segundo capítulo, intitulado “Eu não queria ser o que fizeram de mim”. A frase foi dita por Valdetário em uma das entrevistas às rádios difusoras do interior.

Cedida Casa onde Valdetário Carneiro foi morto, há dez anos, nunca mais foi ocupada 

A fama de Valdetário ia além dos crimes que ele cometia. Apesar dos assaltos e homicídios comandados por ele, havia também quem o tivesse como herói. “Por escolher como alvo os bancos e defender os pequenos produtores sertanejos, ganhou o apreço de muita gente”, adiantou Paulo Nascimento.

É por conta dessa empatia que a morte do assaltante comoveu a milhares de pessoas. Uma multidão em Caraúbas acompanhou o seu velório. Ao mesmo tempo, era uma preocupação a menos para os órgãos de Segurança Pública do Estado.

A forma como ele foi morto também se deu em um episódio com distintas versões. No dia 10 de dezembro de 2003, com a casa cercada por policiais, Valdetário foi atingido por disparos de arma de fogo, que o levaram à morte. “Cada uma das testemunhas narra de forma diferente os fatos. Mas isso nós só contamos  no livro”, brinca Rafael Barbosa.

A saga Benevides Carneiro já foi tema de livro

O primeiro livro que abordou as disputas envolvendo a família Carneiro foi escrito José Viana Ramalho, “Dudé”. Impresso a primeira vez em —-, teve reimpressão em ——. “A Saga Benevides Carneiro” conta de forma cronológica o surgimento do clã no Rio Grande do Norte e a história dos familiares mais conhecidos.

O envolvimento em crimes por parte de alguns membros da família também é abordado. Valdetário é citado na obra, mas de forma breve, bem como seus parentes. A Saga Benevides Carneiro é uma espécie de árvore genealógica em forma de livro, que entrelaça seus personagens.

Dudé Viana é membro da família, e traz um olhar de quem viveu as histórias de perto. Conhecidos por assaltos e crimes atrozes, os Carneiro são desmistificados no livro do primo Dudé, que buscou contrapor a fama sanguinolenta da família com os casos de parentes bem sucedidos e que vivem longe da vida criminosa.

Uma tribo de jovens escritores

Surgida da vontade de tirar as ideias do papel, a Editora Tribo é um coletivo de escritores, jornalistas e artistas que desenvolve projetos e publicações em sistema colaborativo.

 Júnior Santos Rafael Barbosa, Themis Lima e Paulo Nascimento 

A parceria entre Tribo e os repórteres que contaram a história de Valdetário nasceu ainda na universidade, como a ideia de fazer o livro. “Decidimos que publicaríamos nossos trabalhos de conclusão de curso, que não os deixaríamos morrer nas gavetas”, conta Themis Lima, fundadora do selo.

Quanto aos autores, Paulo Nascimento é o mais jovem da dupla. Com apenas 22 anos, levou os últimos três no ofício do jornalismo. Já passou pelos jornais Diário de Natal, Tribuna do Norte e, mais atualmente, Novo Jornal.

Rafael Barbosa é um jovem repórter de 23 anos. Trabalhou no jornal Tribuna do Norte, no Diário de Natal e no portal de notícias G1.

Serviço
Lançamento do livro “Valdetário Carneiro: A essência da bala
Data: 10 de dezembro (terça-feira
Horário: 18h Local: Pinacoteca do Estado 

Atenciosamente,
Neto 
Enviado pelo pesquisador Neto Silva
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sábado, 7 de dezembro de 2013

Escritor João de Sousa Lima Lançará livros em Feira de Santana.

Por: João de Sousa Lima
Professor Augusto Spinola (Colégio Gênesis) e João de Sousa Lima

Dias 12 e 13 de dezembro de 2013 o escritor João de Sousa Lima estará lançando seus mais novos livros: Lampião em Paulo Afonso e Angiquinho. 100 anos de História e Centenário de Luiz Gonzaga, a Passagem do Rei do Baião em Paulo Afonso.


O Professor de história Augusto Spinola, do Colégio Gênesis, organizou o lançamento para dia 13 no Casarão Senhor dos Passos.

Antes, dia 12, o cordelista Jurivaldo levará o escritor para lançar o livro de Luiz Gonzaga no CUCA - Centro Universitário de Cultura e Arte.


     
Os dois convites contribuirão para a divulgação e o fortalecimento da cultura nordestina, além da preservação das histórias, fatos relevantes na historiografia do Brasil.

Estão todos convidados a participarem desse momento cultural.

 Casarão Senhor dos Passos

Fundado em 1995, o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) constitui-se na unidade organizacional responsável pela gestão da política cultural da Universidade Estadual de Feira de Santana junto à comunidade acadêmica e à sociedade da região sob sua abrangência direta. 

 Centro Universitário de Cultura e Arte

Sua origem remonta ao reitorado do Prof. Josué da Silva Mello, quando a Universidade reconheceu a necessidade de constituição de setor que pudesse atender à crescente demanda por ações culturais, que até então eram desenvolvidas de forma pontual e isolada, quer pela Pró-Reitoria de Extensão, quer pelos departamentos.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima 



www.joaodesousalima.com

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