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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O CANGAÇO - O TRÁGICO MASSACRE DE SÃO JOSÉ DE BELMONTE - PARTE I

Por Sousa Neto

A ausência do estado e o diminuto contingente de agentes da lei favoreciam essas ações.

Luiz Gonzaga Gomes Ferraz havia se destacado na região do Pajeú como próspero comerciante.

Era alheio a guerra travada entre as influentes famílias Pereira e Carvalho por questões politicas naquela e em outras províncias da região.

Até comentavam o interesse de Gonzaga de ingressar na politica por anseio de algumas outras famílias amigas, mas Gonzaga Ferraz era mesmo um grande empreendedor.

Em março de 1922 o principal protetor de Sebastião Pereira e Luiz Padre, “Major” Zé Inácio do Barro devido à austera perseguição do Governador do Ceará Justiniano de Serpa, seguiu os mesmos passos de Luiz Padre rumo ao estado de Goiás onde se homiziaram.

Ficara ainda Sebastião Pereira (Sinhô Pereira) com os mesmos planos já frustrado uma vez.

Sem o auxilio do Major Zé Inácio e do coronel Antônio Pereira em declínio financeiro, mantenedores do bando, Sinhô Pereira se obriga a pedir ajuda a outros parentes mais abastados, fazendeiros amigos e comerciantes afortunados.

Manter um grupo armado naqueles tempos não era tarefa das mais fáceis.

No mês de maio daquele mesmo ano um comboio conduzindo mercadorias para Luiz Gonzaga foi interceptado pelo bando de Sinhô que saqueou todos os artigos.

Sinhô Pereira já era avesso a Gonzaga por esse lhe negar ajuda financeira por varias vezes, inclusive recebeu certo dia como resposta da esposa de Gonzaga Dona Martina, “que se quisesse dinheiro, que fosse trabalhar como o seu esposo”.

Havia, entretanto um destacamento do Ceará sob o comando do Tenente Peregrino Montenegro, homem versado pelas barbáries cometidas em busca de arrancar qualquer informação a cerca do major Zé Inácio e seus asseclas, ultrapassando inclusive as fronteiras de seu estado para saciar o seu desejo e alcançar os seus intentos.

Nas cercanias do vilarejo de Belmonte havia a fazenda Cristóvão, pertencente a Crispim Pereira de Araújo, conhecido como Yoio Maroto, casado no seu primeiro matrimonio com Maria Océlia Pereira, irmã de Luiz Padre. Ao ficar viúvo casa-se com a prima da primeira esposa por nome Francisca Pereira Neves e por ocasião do falecimento de Francisca, casa-se pela terceira vez com a cunhada de nome Generosa.

Yoio Maroto era amigo e duas vezes compadre de Gonzaga aonde o respeito era reciproco.

Por ocasião da passagem do tenente Montenegro na vila de Belmonte ficou sabendo por Gonzaga Ferraz das tropelias do bando de Sinhô Pereira naquela região e da amizade e parentesco entre o chefe cangaceiro e Yoio Maroto e rumou sem demora a fazenda Cristóvão.

Ao chegar, ao finalzinho da tarde o perverso oficial já mostra a que veio e começa o seu interrogatório, como de costume a base de boas chicotadas nos criados da fazenda que acudiam pelo nome de Zé Maniçoba e Zé Preto.

Foi uma noite de terror para a honrada família que ouviam palavrões dos mais alarmantes por parte da soldadesca embriagada que humilharam Yoio Maroto por algumas vezes.

O ex- cangaceiro Cajueiro disse a Dr. Amaury que a sua mãe só não morreu por um milagre de Deus...

Continua...

Fonte: facebook

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Frederico Pernambucano recebe o Cariri Cangaço

Por Manoel Severo
Manoel Severo e Frederico Pernambucano de Melo

O sol da manha do último sábado, dia 03 de maio, nem havia alcançado as nuvens, quando em Recife; em função de um compromisso profissional tomei uma decisão de revisitar a Fundação Joaquim Nabuco. Desatento não confirmei que o expediente para visita pública se resume aos dias da semana... Passamos ao largo e fomos desembocar lá no Museu do Homem do Nordeste, uns 2 km mais acima, na mesma rua. Chegando ali, os portões também cerrados nos forçaram uma breve conversa com o chefe de segurança, companheiro Félix.

Conversa vai, conversa vem, Museu pra cá, Fundação prá lá, Lampião, Pernambuco, Volantes, foi quando perguntei ao Félix: "Companheiro você sabe me dizer se temos alguma peça do acervo de Frederico Pernambucano aqui no Museu ?" Félix me olhou e falou: "Olhe Dr. Severo aqui não sei não, mas ele mora aqui ao lado, menos de 100 metros, porque o senhor não vai até lá ?" Rapidamente compreendi que não havia chegado ali, numa manha de sábado a toa. Imediatamente liguei para o confrade Geraldo Ferraz que me passou o telefone da residência de Frederico.



Liguei e logo fui convidado sem demora para ir até sua casa, uma autêntica réplica de um jardim sertanejo; para trocarmos uma boa prosa e enfim travarmos este encontro, esperado havia muito tempo, uma vez que, por incrível que possa parecer, não nos conhecíamos pessoalmente.

Por longas e boas horas ficamos ali na área externa de seu jardim colocando ou posicionando a "conversa em dia". Cariri Cangaço, Ceará, Pernambuco, Virgulino, Maria Bonita, Dadá, Sila, Corisco, Tirania, Audálio Tenório, Padre Cícero, Benjamim, Delmiro Gouveia, Jacaré, Herculano, Baronesa de Água Branca, Padre Ibiapina, Cordeiro Neto, Antônio Conselheiro... "Vixe Maria !" foram tantos os personagens e tantas as revelações para apenas uma manhã que sem dúvidas nos permitem o dever de retornar.




Frederico Pernambucano de Melo nos recebeu como a amigos que acabavam de se reencontrar; sua gentileza e amabilidade bem próprias daqueles que cultivam a verdadeira alma sertaneja, nos encantou a todos nos marcando um dia ímpar, quando  o inesperado acabou proporcionando esse encontro.

Nos resta agradecer toda a cordialidade com a qual fomos recebidos por Frederico Pernambucano e uma convicção: Na verdade o que guardamos de nossa vida são o conjunto de experiências vividas e principalmente compartilhadas, e nesta caminhada ao longo destes anos todos ligados ao universo da pesquisa e estudo de tema tão intrigante como o cangaço, temos construído relacionamentos verdadeiramente preciosos e isso não tem preço.

Manoel Severo
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Não se esqueça - EDUCAÇÃO: Começam hoje inscrições para o Enem


As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam hoje (12). Os interessados podem se candidatar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até o dia 23.

Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro. O valor da inscrição é R$ 35. Alunos de rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo são considerados isentos. A taxa deve ser paga até o dia 28 de Maio.

No site do Inep é possível também tirar dúvidas sobre o Enem. Neste ano, a página oferece o edital em formato de leitura compatível com o Dosvox, sistema criado para pessoas com deficiência visual, e um vídeo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para quem tem alguma limitação auditiva. Os candidatos podem ainda obter informações pelo telefone 0800-616161.

A nota do exame pode ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que disponibiliza vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.

O Enem é também pré-requisito para firmar contratos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para a obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.

A previsão é que 8,2 milhões de pessoas se inscrevam, um crescimento de 13,8% em relação aos 7,2 milhões do ano passado. O número de cidades que aplicarão o exame também aumentou de 1,1 mil, em 2013, para 1,6 mil.

Para evitar as ausências, o Inep vai enviar uma mensagem aos inscritos no ano passado que não fizeram a prova. Eles serão alertados de que não fazer o Enem leva a um desperdício de recursos públicos.

Fontes: http://agenciabrasil.ebc.com.br/
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Tia Jacosa avó materna de Lampião


A 15 de agosto de 1921 foi Lampião ao Poço do Negro, riacho próximo à casa de D. Jacosa, para visitas de cumprimento à avó materna, em seu aniversário natalício. 

Tia Jacosa, como era conhecida por seus familiares, no arrasto dos oitenta e tantos, tinha a cabeça encanecida e, desatados do cocó, fios de cabelo flocavam ao capricho da aragem matutina e doce, finos quiném algodão-seda, empoados de luz, com parença de auréola de santa... 

Quedou-se Virgulino, do lado de fora da casa e sem ainda ser notado, contemplando, por alguns instantes, aquela figura-símbolo de uma geração que alicerçou a economia doméstica sertaneja e lhe deu fama: a Mulher Rendeira!

A viveza do menino, agora crescido, sempre havia atraído as predileções da avó e madrinha. Assim, ao inteirar os cinco anos de idade, conseguiu ela levar o menino para a sua casa, aliás ali perto, a cento e cinquenta metros da casa paterna. 

A influência educativa dos pais, que não cessou, acrescentou-se a desta senhora - a "Mulher Rendeira" - a quem o menino embasbacado admirava quando ela, com incrível rapidez das mãos, trocando e batendo os bilros na almofada e mudando os espinhos nos furos, tecia rendas e bicos de fino lavor. Uma festa, a sua presença. Encontro braiado de contentamento e pesar no coração de todos: alegria de se reverem e mais ainda naquele dia feliz do aniversário de Tia Jacosa que não se cansava, toda ancha e enlevada, de espiar para Virgulino, seu filho de criação e neto de estimação; tristezas e lágrimas com as notícias das trágicas mortes dos pais e o expatriamento, sem destino, dos irmãos menores... 

Quando Virgulino, todo dolero e distinto, relatava outros assucedidos e as alentadas brigas que tivera, Tia Jacosa, sentada bem de perto na frente dele, teve uma visão -"um sonho acordado", conforme ela mesma declarou:

- "Nunca vi Virgulino tão grande!
Ele crescia...crescia...
Parecia o sertão interim!..."

Realmente, ali estava o próprio sertão encarnado num gigante da raça para dar resposta de protesto às injustiças dos poderosos e às condições miseráveis da terra abandonada. Tocado no momento seu espírito artístico por um lampejo de inspiração, prometeu Virgulino fazer uma música bem bonita em homenagem à sua querida avó.

Cinco meses depois, precisamente em 22 de fevereiro de 1922, estava outra vez Lampião no Poço do Negro. Desta feita trazendo uma grande novidade - a canção "Mulher Rendeira", música e letra de sua autoria - prometida homenagem à sua estremecida Tia Jacosa.

Não se teve de emoção a boa velhinha ao ouvir, pela primeira vez cantada e na voz de Virgulino, a sua canção. Comovida e admirando sem cessar a habilidade - "a arte" - de seu neto, disse:

- "Não é que ele aproveitou as palavras que eu costumava dizer a ele quando, menino reinador e desesperado, começava a embirrar com suas teimas?: 

"- Chorou? pru mim não fica,
saluçou? vai pru borná"

E repetia:

- "Ele nunca deixou de fazer arte!
Espie essa agora..."

"Ô, Ô, Mulé rendêra!
Ô, Ô, Mulé rendá!
Chorou? pru mim não fica;
Saluçou? vai no borná".

A alegria explodia de todos os peitos, todos cantando e aplaudindo com palmas e vivas, pois, mais do que da primeira visita, a casa estava cheia.

Tia Jacosa chegou mesmo a ensaiar, com Virgulino e devagarinho, uns bons passos trêmulos de dança que, no momento, inspiraram ao neto a criação da famosa dança cangaceiresca do Xaxado. Os demais, em roda, esquentavam o ambiente, cantando a canção e batendo, em ritmo, o pé e as palmas das mãos.

Em seguida, recordou ela, com saudade e entusiasmo - parecendo naquele momento ter rejuvenescido - seus tempos de mocidade... Dia inesquecível para toda a família, memorável pela apresentação dessa canção que se tornou hino de guerra do sertão e hoje pertencente ao cancioneiro popular nordestino e difundida internacionalmente. A famosíssima composição funcionava como condão mágico nas gestas lampeônicas. A seus acordes os cangaceiros vibravam, inflamantes, nos combates. E seu canto ressumava, entusiasta, nas vitórias alcançadas.

Tia Jacosa ainda viveu pouco mais de dois anos ouvindo sua canção divulgada por todo o sertão e fazendo seu neto crescer cada vez mais como "homem" e na "arte".

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2010/12/482597.shtml
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Angico 76 anos depois. Uma importante "revelação - Quem era realmente o cangaceiro "Não conhecid

Por Luiz Ruben (*)

A matéria a seguir chegou às minhas mãos através de uma troca de documentos feita com Marcos Edilson, Doutor em História e autor do livro: "Lampiões Acesos - O Cangaço na Memória Coletiva", atualmente residindo em Palmas Tocantins. Esse intercâmbio aconteceu em 2010 e só agora, em 2014, redescobri essa importante informação que estava em minhas mãos, publicada no Jornal de Alagoas em novembro de 1938.

Na identificação das cabeças cortadas, na famosa foto tirada nas escadarias da Prefeitura de Piranhas em 28 de julho de 1938, o cangaceiro que está entre Cajarana e Diferente, na última fileira, (de baixo para cima), tendo Enedina na outra extremidade, é citado como “não conhecido”. Na matéria do Jornal de Alagoas ele é identificado como sendo "Luiz de Thereza".


Segue a matéria na íntegra, apenas com a ortografia atualizada. Também a foto das cabeças na escadaria e o fac-símile do Jornal de Alagoas.

Espero que esse achado tenha eliminado de vez mais um dos “mistérios de Angico”.
Transcrição:

Jornal de Alagoas, 9 de novembro de 1938

Quem era o bandido que não foi identificado no sucesso de Angicos.

Quando a força policial sob o comando geral do capitão João Bezerra, no feliz reencontro de “Angicoa”, fulminou o facínora “Lampeão” e os mais temíveis de seus asseclas, um dos cangaceiros não fora identificado.

Surgiram até, comentários em torno do bandido desconhecido, pensando algumas pessoas que se tratasse de um aventureiro que houvesse se incorporado ao grupo sanguinário do “Rei do Cangaço”.

Assim, por muito tempo ficou constituindo uma interrogação a identidade do mesmo. Entretanto, agora, chegam ao nosso conhecimento informações a respeito do famigerado desconhecido, enfim sua identificação.

Uma carta ao Cel. Camargo.

Ontem, lemos uma carta ao cel. Theodureto Camargo do Nascimento, comandante do Regimento Policial Militar, a qual lhe fora dirigida pelo senhor Sr. Mauricio Ettingen, residente no município “São Paulo”, no estado de Sergipe, de onde é filho o bandido desconhecido, assim, passamos a transcrever um trecho da referida carta, para ciência dos nossos leitores:

“Era meu desejo escrever-lhe, logo que me chegou às mãos a fotografia dos bandidos que foram mortos no feliz combate de “Angicos”, a fim de identificar o “cabra” desconhecido, o que faço no momento.

Filho de "São Paulo" de Sergipe

O referido bandido era filho deste município, tendo nascido no lugar denominado “Pulgas”, próximo a Carira. Era casado e tinha vários filhos. Incorporou-se ao grupo de “José Sereno”, na noite do último São João, após uma animada dança de que fez parte. Não sei o seu nome por extenso, mas era conhecido aqui, de todos, por “Luiz de Thereza”.

Individuo de má índole 

“Sempre demonstrou ser um indivíduo de má índole, o que se verificava em suas atitudes habituais. Depois que se tornou assecla do grupo, muitas pessoas daqui, ficaram muito apreensivas, uma vez que o cabra conhecia bem o lugar, como também vários proprietários de quem fora empregado.”

Algumas observações

- O município “São Paulo” no estado de Sergipe, citado na matéria, hoje se chama Frei Paulo.

- O cargo do Coronel Theodureto Camargo era de Comandante Geral do Regimento, mas ele era oficial do exército brasileiro.

- “Angicos”, refere-se a Fazenda Angico, local do combate no estado de Sergipe, onde Lampião morreu.

Paulo Afonso - BA, Maio de 2014

Luiz Ruben é Economista e Turismólogo Pesquisador do Cangaço e de Ferrovias.
Democratizando


Se o objeto da pesquisa em destaque é um jornal de época, por que o nome "Zé de Thereza" nunca apareceu antes na literatura cangaceira. Levo ao conhecimento de muitos de nossos seguidores que a identificação das vitimas de Angico não é de consenso geral.

O renomado pesquisador e escritor Antonio Amaury é um dos que contestam veemente a nomeação dos "quatro últimos" cabras que tombaram no 28 de julho de 1938.  Segundo o livro "Cangaceiros de Lampião de A a Z" de autoria de Bismarck Martins, os cangaceiros "Alecrim 2" e "Moeda" eram os irmãos José Rosa e João Rosa naturais da Serra da Guia município de Poço Redondo.

"Colchete 2" irmão do também cangaceiro "Pau Ferro" era o vulgo de Euclides Rodrigues sem mais referencias quanto a sua naturalidade...

...Então fica a pergunta:
  
Zé de Thereza seria nome e vulgo do cangaceiro desconhecido?

Se não, qual seria sua alcunha?

Ou foi o Zé, apelidado de "Macela" já que este não tem qualquer referencia quanto a sua real identidade nas biografias existentes.

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ORAÇÃO DA PEDRA CRISTALINA (para afastar o mal)


ESTA ERA A ORAÇÃO DA PEDRA CRISTALINA QUE LAMPIÃO FAZIA PARA SE DEFENDER DOS INIMIGOS!!!

"Minha Pedra Cristalina, que no mar fostes achada, entre o Cálice Bento e a Hóstia Consagrada. Treme a terra, mas não treme nosso Senhor Jesus Cristo no altar sagrado.

Tremem, porém, os corações dos meus inimigos e dos que me desejam o mal. Eu te benzo em cruz e não tu a mim, entre o sol, a lua, as estrelas e as três pessoas distintas da santíssima trindade.

Deus! Na travessia avistei meus inimigos.

Meu Deus! Eles não me farão mal, pois com o manto da Virgem sou coberto e com o sangue de meu Senhor Jesus Cristo sou protegido. Eles tentarão me atingir, mas não atingirão. Suas setas de maldade se desfarão como o sal na água.

Se tentarem me cortar, não conseguirão. Suas lâminas se dissolverão aos raios do Sol. Se tentarem me amarrar, os nós se desatarão por si. Se me acorrentarem, os elos se quebrarão pelo poder de Deus. Se me trancarem, as portas da prisão ruirão para me dar passagem.

Sem ser visto, passarei por entre meus inimigos, como passou, no dia da ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo por entre os guardas do sepulcro.

Salvo fui, salvo sou, salvo sempre serei. Contra mim nada valerá. Contra os meus ninguém se levantará. E para proteger meu lar, com a chave do sacrário eu o fecharei."

Fonte: facebook
Beto Maia

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domingo, 11 de maio de 2014

Prima de Maria Bonita


Josefina Vieira Cavalcante Albuquerque, prima de Maria Bonita.


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Cangaceiros voltam ao convívio social

Maria Bonita, Sabonete e Lampião

Segundo a Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, Semira Adler Vainsencher, registram-se informações sobre alguns ex-cangaceiros que retornam ao convívio social. 

O cangaceiro Criança

Tendo fugido para São Paulo, depois do combate na grota de Angico, Criança adquire casa própria e mercearia naquela cidade, casa-se com Ana Caetana de Lima e tem três filhos: Adenilse, Adenilson e Vicentina.

Zabelê volta para o roçado, assim como Beija-Flor. Eles continuam pobres, analfabetos e desassistidos. Candeeiro segue o mesmo rumo, mas consegue se alfabetizar.

 O cangaceiro Vinte e Cinco

Vinte e Cinco vai trabalhar como funcionário do Tribunal Eleitoral de Maceió, casa com a enfermeira Maria de Silva Matos e tem três filhas: Dalma, Dilma e Débora.

O cangaceiro Volta Seca

Volta Seca passa muito tempo preso na penitenciária da Feira de Curtume, na Bahia. É condenado, inicialmente, a uma pena de 145 anos, depois comutada para 30 anos. Através do indulto do presidente Getúlio Vargas, porém, em 1954, ele cumpre uma pena de 20 anos. Volta Seca se casa, tem sete filhos e é admitido como guarda-freios na Estrada de Ferro Leopoldina.

Ângelo Roque, o cangaceiro labareda

Conhecido também como Anjo Roque, Labareda consegue se empregar no Conselho Penitenciário de Salvador, casa e tem nove filhos.

E, intrigante como possa parecer, o ex-cangaceiro Saracura torna-se funcionário de dois museus, o Nina Rodrigues e o de Antropologia Criminal, os mesmos que expuseram as cabeças mumificadas dos velhos companheiros de lutas.

Recife, 30 de outubro de 2006.
(Texto atualizado em 26 de junho de 2009).

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.phpoption=com_content&view=article&id=542&Itemid=182

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PARABÉNS PARA TODAS AS MAMÃES DO MUNDO!


O nosso blog envia esta mensagem para todas as mamães do mundo.

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AS MENINAS DE CIBOK (OU A DOR DAS MÃES NIGERIANAS)

Por Rangel Alves da Costa*

Vem causando grande comoção mundial o sequestro das meninas nigerianas do vilarejo de Cibok. No início desse mês, o líder do grupo radical islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau, anunciou em vídeo ter sequestrado mais de 200 adolescentes enquanto estas estudavam. Segundo se noticia, o rapto se dera com dupla finalidade: protestar contra o ensino ocidentalizado e vender as menores nos países vizinhos. E com finalidades verdadeiramente aterrorizantes.

As adolescentes raptadas em Cibok são forçadas a servir como mulheres - digam-se abusos sexuais, estupros, lascívias - aos próprios integrantes do grupo radical e também vendidas por pequenas quantias a uma ávida clientela pelas fronteiras. E não é a primeira vez que isso acontece, vez que outros sequestros com a mesma finalidade já foram realizados pelo Boko Haram. Notícias dão conta que os próprios pais das adolescentes são forçados a receber ínfimas quantias por terem perdido suas adolescentes.


Após o sequestro, em vídeo divulgado na internet, o líder Abubakar Shekau informou que as meninas seriam vendidas no mercado. Quer dizer, as que não servissem aos impulsos bestiais dos militantes do grupo, principalmente para estupros coletivos e outras monstruosidades, seriam comercializadas como objetos de uso e abuso e por preço barato. E a verdade é que não faltam compradores nos países fronteiriços à Nigéria.

O Boko Haram, em consonância com a crueldade e violência de seu líder, não possui qualquer consideração por gente, pessoas, comunidades, muito menos por adolescentes ainda sem consciência plenamente formada. É da Shekau a afirmativa que em obediência divina tanto faz matar seres humanos como animais. Uma declaração de 2012 deixa bem claro seu modo de agir: “Gosto de matar quem Deus me pedir para matar, da mesma forma que gosto de matar galinhas e ovelhas”.

A insurgência contra as tradições ocidentais que se instalaram na Nigéria é tida como um dos fundamentos para ação do Boko Haram, mas servindo apenas como desculpa para as verdadeiras intencionalidades. A desestabilização nacional, através do terror, do medo e da violência desmedida, é o verdadeiro motivo para a existência de grupo armado como este. Aliás, apenas mais um dos tantos que covarde e brutalmente atuam no continente africano.

Diante de governos fracos - eles mesmos nascidos em grupos armados -, países sempre desestabilizados politicamente e todos os tipos de misérias, são sempre as camadas mais empobrecidas que acabam reféns dos ensandecidos que atuam misturando religião, violência e sangue. Mas o modus operandi vem sendo extrapolado desde anos atrás, quando meninas, jovens ainda inocentes, passaram a ser alvo da sanha assassina de Abubakar Shekau.

Não é, pois, a primeira vez que o Boko Haram rapta inocentes. Contudo, a aparição do líder em vídeo despertou a atenção internacional para o fato. Mas desde quando essas crianças vivem desprotegidas, desde quando esses bárbaros sangram a alma de famílias, destroem os sonhos adolescentes, estupram, seviciam, tratam com animalidade tantas inocentes? O que é ser menina, com o sonho de frequentar escola, nas áreas distantes e empobrecidas do lugarejo nigeriano de Cibok e de outras regiões africanas?


As lideranças mundiais, agora tão preocupadas em encontrar o restante das crianças, não deveriam agir apenas para resolver esse problema específico. Todo o continente africano terrivelmente sofre com as ações dos muitos grupos armados que ceifam vidas humanas como se fossem animais de caça. Os governos fracos - e também temerosos que tais ações cheguem às suas portas palacianas - certamente louvariam que as elites militares das potências dizimassem de vez estas pragas que se alastram.

Enquanto a situação não é resolvida e um maníaco como Shekau fica ameaçando e brincando com vidas tão jovens e sonhadoras, as meninas de Cibok continuam distantes de suas famílias e entregues à sorte dos abandonados. Usadas sexualmente, exploradas naquilo que verdadeiramente ainda não possuem, e talvez sendo trocadas por duas moedas. Eis, assim, a prova maior que a bestialização humana continua rondando nossos arredores.

Poeta e cronista
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Só para você tomar conhecimento - Estátua do rei do baião foi encontrada no chão

Foto: Alexandre Lopes/Especial para o JC

Estátua de Luiz Gonzaga é parcialmente destruída. Monumento instalado na Praça Visconde de Mauá foi encontrado deitado no chão. 

Clique neste link: 
http://bit.ly/1kBXmdS

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LANÇAMENTO DE LIVRO – HISTÓRIA DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, VITÓRIA NA FRENTE OCIDENTAL, DE MARTIN MARIX EVANS

Publicado em 08/05/2014 por Rostand Medeiros

O lançamento da M.books deste mês examina as táticas de combate preferidas pelos alemães e pelos Aliados, em um trabalho conjunto de comando e controle da artilharia, dos tanques, da infantaria e da aviação, que atingiu um nível de sofisticação jamais visto naquela época.

No início de 1918, as inovações técnicas na fabricação de tanques e aviões, e a entrada dos Estados Unidos na guerra, foram decisivas para a derrota da Alemanha em algumas frentes de batalha. A vitória só poderia ser conquistada com o uso imediato da nova e poderosa tática de combate: a “fire-waltz”, a barreira de fogo da artilharia, e do ataque das tropas de choque da infantaria.

Este livro traz o relato das batalhas na França no último ano da Primeira Guerra Mundial, em uma narrativa envolvente com depoimentos vívidos das trincheiras e dos campos de batalha feitos pelos soldados e oficiais de todas as nações, que participaram da guerra. À medida que os exércitos opostos avançavam e recuavam em meio a batalhas em lugares inóspitos e em circunstâncias adversas, Martin Evans mostra a importância dos progressos técnicos e das novas estratégias para derrotar o inimigo.

SOBRE O AUTOR: MARTIN MARIX EVANS: é historiador especialista em temas militares. Além da pesquisa e de trabalhos acadêmicos sobre a Guerra dos Boêres, a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, Martin trabalhou com pesquisadores locais no campo de batalha de Nasaby por mais de uma década. É autor de Passchendale: The Hollow Victory e Somme 1914-1918: Lessons in War, além de livros sobrea experiência dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

http://tokdehistoria.com.br/2014/05/08/lancamento-de-livro-historia-da-primeira-guerra-mundial-vitoria-na-frente-ocidental-de-martin-marix-evans

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Vinte e Cinco quis formar novo bando

João de Sousa Lima e o ex-cangaceiro Vinte e Cinco

O cangaceiro Vinte e Cinco não se encontrava no coito em Angico, no dia 28/7/1938, pois, estando fora, tinha acertado com Lampião para ali se encontrarem após o cumprimento de uma diligência. Sua missão consistia em ir a Lagoa do Bezerro, em Pernambuco, a fim de apanhar dois fuzis, em companhia dos irmãos Velocidade e Atividade, sob o seu comando. Ao retornarem, saíram de Pão de Açúcar e, na Fazenda Beleza, souberam do acontecimento macabro, em Angico, pelo que guardaram as armas em ocos de paus e, a partir de então, ficaram meio desnorteados.

A lógica – diz ele – era procurar alguém que tivesse condições de formar um grupo, e chegaram a pensar em Corisco. Entretanto – acrescenta – apesar de ele ser muito valente, bom e sagaz, a mulher dele, Dadá, era conhecida como arengueira e mandona, o que os impedia de formar um grupo coeso.

Sentindo-se sem rumo, os cangaceiros resolveram entregar-se às autoridades, uns tendo ido para a Bahia, outros para Sergipe e Alagoas. Vinte e Cinco entregou-se ao sargento Juvêncio, em Poço Redondo, no dia 13/10/1938, de onde saiu para Piranhas, depois Santana do Ipanema, sede do 2º Batalhão da Polícia Militar, terminando na Penitenciária de Maceió, em companhia de Pancada, Cobra Verde, Peitica, Vila Nova, Maria Jovina, Barreira e Santa Cruz, que era seu sobrinho. AS

Na Penitenciária, passou quatro anos, onde aprendeu a ler e escrever com o professor Manoel de Almeida Leite, tendo deixado a prisão com o curso primário completo. Ali gozava de um certo privilégio, pois adquiriu a confiança suficiente para tornar-se o “chaveiro” da prisão.

Certa vez recebeu a visita do Promotor Público Rodriguez de Melo, o qual ao se inteirar da situação dos ex-cangaceiros afirmou que nada poderia fazer em favor deles, a não ser que surgisse um milagre e o fato chegasse ao conhecimento do presidente da República, Getúlio Vargas, haja vista que todos estavam presos sem nenhum processo formalizado, à disposição do governo do Estado.

Utilizando-se da confiança de que desfrutava, Vinte e Cinco recorreu ao engenheiro Ernesto Bueno, que estava preso por crime de homicídio contra um cidadão de Coruripe, pedindo-lhe que, em seu nome, escrevesse uma carta a Getúlio Vargas expondo a situação vexatória em que se encontravam. Seu pedido foi atendido e, usando de uma manobra habilidosa, apelou para uma mulher de nome Maria Madalena, que era encarregada de vender os produtos de artesanatos que os presos fabricavam na Penitenciária, a qual escondeu a carta no seio e a postou nos correios.

Segundo relata Vinte e Cinco, Getúlio Vargas, depois de manter contato com o interventor Ismar de Góes Monteiro e com o Dr. José Romão de Castro, diretor da Penitenciária, baixou um ato e pediu-lhes que os colocassem em liberdade, conseguissem empregos para todos, objetivando evitar o retorno deles à vida nômade do Sertão.

A saída dos ex-cangaceiros da prisão passou pelo crivo do Dr. Osório Gatto, que era Juiz da 1ª Vara da Capital, do Dr. José Romão de Castro, diretor da Penitenciária, e do Dr. José Lages Filho. Emitiram pareceres favoráveis à soltura, considerando, inclusive, a personalidade de cada um, pois todos se revelaram disciplinados, obedientes e não ofereciam nenhum perigo à sociedade, fazendo-se impositiva a liberdade vigiada de todos e que não voltassem a residir no Sertão.

Conclusão: Vinte e Cinco iria para a Faculdade de Direito, onde trabalharia como atendente, o que terminou não acontecendo, por razões circunstanciais, mas foi trabalhar no Orfanato São Domingos, depois na Granja da Conceição, em Bebedouro, e parou na Guarda Civil, durante 18 anos.

Certo dia, Vinte e Cinco estava prestando serviço como guarda-civil, em Jaraguá, ocasião em que o Dr. Osório Gatto, que o conhecia, parou o automóvel e, após breve conversa, perguntou-lhe se gostaria de ir trabalhar com ele no Tribunal Regional Eleitoral. Após a resposta afirmativa, disse-lhe que procurasse ler o Diário Oficial do dia seguinte. Dois dias depois estava trabalhando como segurança no TRE, tendo trabalhado ali durante nove anos, onde fez concurso interno para o cargo de escrevente e, daí, passou para Auxiliar Judiciário, que é hoje o cargo de Técnico Judiciário.

Diz não ter arrependimento da vida de cangaceiro, da qual só sente saudades, e agradece a Deus ter chegado aos 95 anos de idade gozando de boa saúde e crendo na previsão do Dr. Pedro Carnaúba, que acredita que ele chegará aos 100 anos, pelo que alimenta, agora, o sonho de publicar um livro sobre a sua vida. AS ‡

http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=209058

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Morre Azulão e acoitadores de Lampião são Presos.






Colaboração e Cortesia do Jornalista correspondente do Diário da Tarde 
e do Jornal de Notícias, Kiko Monteiro.

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Um pouco mais do Fogo das Ipueira dos Xavier

Por Audízio Xavier
Audízio Xavier em noite GECC - Cariri Cangaço

Amigos da família Cariri Cangaço, toda essa história do Fogo das Ipueira dos Xavier só pôde ser resgatada graças ao trabalho da historiadora e escritora Maria do Socorro Cardoso Xavier, que editou duas obras sobre o assunto, narrando tudo que ouvia de sua mãe sobre o Fogo de Ipueira. Sua mãe estava presente no dia em que Lampião atacou e foi rechaçado de Ipueira dos Xavier.

Maria do Socorro Xavier sob as lentes de José Cícero

Vale ressaltar que o distrito de Ipueira localiza-se, no sertão pernambucano, a 22 Km da sede do município (Serrita/PE), 54 Km do município de Exu/PE e 134 Km de Juazeiro do Norte/CE. Ressalte-se ainda que o Fogo de Ipueira perdurou por mais de duas horas sendo combatido principalmente por membros da família Xavier e alguns moradores da Vila de Ipueira e cercanias. 

Para assustar Lampião, Pedro Xavier, após melhorar da crise de asma que foi acometido, gritava a expressão "retaguarda Chico Romão". Quando o Coronel Chico Romão chegou com seus homens, Lampião e seu bando já havia batido em retirada. Grande abraço a todos.

Audízio Xavier
Economista

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A História da Grande Jornada em segunda edição Por:Professor Pereira


Amigos do Cariri Cangaço, aí está a 2ª. edição do livro "Lampião e o Rio Grande do Norte:
A história da grande jornada"
do amigo Sérgio Augusto S. Dantas.
São 452 páginas ao preço de R$ 58,00
com frete incluso.

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Professor Pereira

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8706 - 2819 (OI)

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