Seguidores
sexta-feira, 1 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
ROMEU MENANDRO DA CRUZ: O HOMEM DAS MÃOS MILAGROSAS
Por José
Romero Araújo Cardoso
Examinada a
valise com todos os procedimentos médico-farmacêuticos e conferida a munição do
revólver colt cavalinha calibre 38, Romeu Menandro da Cruz ajeitava seu chapéu
na cabeça, despedia-se de Dona Maria Isabel, companheira inseparável, montava
em seu insubstituível cavalo branco e ganhava as quebradas das serras do alto
oeste paraibano a fim de atender as urgências, os inúmeros pedidos de socorro
partidos daqueles confins onde assistência à saúde era algo distante naqueles
tempos passados marcados pela ausência da ação do Estado, exponencializando-se
a não efetivação em garantir direitos inalienáveis à população que bravamente
teimava em habitar o sertão de outrora.
Homem valente
e destemido, Romeu Menandro da Cruz agia como se nada pudesse ameaçar sua
integridade física. Desafiava com coragem inaudita todos os ditames de uma
terra sem lei, marcada pelas useiras e vezeiras emboscadas, sempre buscando
ajudar o próximo através do grande legado genético que trazia no sangue,
herança genética do avô português de nome Jerônimo Ribeiro Rosado.
Jerônimo Rosado patriarca da família numerada de Mossoró. O autor deste artigo é da mesma família
Trazia consigo
a marca indelével impressa através de milagres impressionantes, tendo salvo
incontáveis vidas, graças ao ofício de farmacêutico prático, o qual aplicava
sem distinção àqueles que o procuravam.
Não se tem a
conta de quantos portadores bateram à sua porta, altas horas das noites
escuras, acordando-os para que se deslocasse para ermas localidades a fim de
salvar vidas ameaçadas. Romeu Menandro da Cruz nunca se esquivou em ajudar seus
semelhantes. Era, verdadeiramente, um homem das mãos milagrosas.
Em sua
farmácia na antiga Jatobá, bem como na que instalou em São José de Piranhas,
dispunha de verdadeiro laboratório que lhe permitia manipular fórmulas
complexas, resultando em inúmeros medicamentos que só eram encontrados em
centros mais desenvolvidos, como penicilina e soro antiofídico.
Casos mais
complexos eram imediatamente destinados a Cajazeiras, onde os recursos da
medicina se encontravam mais evoluídos. Sabia perfeitamente seus limites e
possibilidades, não excedendo-os de forma alguma.
Graças à
dedicação aos trabalhos médicos-farmacêuticos, o casal Romeu Menandro da Cruz e
Maria Isabel César da Cruz apadrinharam dezenas de pessoas, sendo a grande
maioria que eles mesmo ajudaram a vir ao mundo. Dona Maria de Romeu tornou-se
exímia parteira, auxiliando o marido no exercício do nobre ofício em prol da
salvação de incontáveis vidas.
O cangaceiro Sabino Gório
Herói do
histórico dia 28 de setembro de 1926, quando o cangaceiro Sabino Gório e seu
bando sinistro tentaram atacar Cajazeiras, Romeu Cruz ganhou destaque literário
em romance intitulado O Carcará, de autoria de Ivan Bichara Sobreira.
Fotografia
da década de 30 do século XX, tirada no município sertanejo de São José de
Piranhas, no sítio Riacho D’ água, na qual aparece o farmacêutico prático Romeu
Menandro da Cruz montado em vistoso cavalo branco. Ao fundo podemos observar a
presença da Sra. Maria Izabel César da Cruz, esposa do lendário Romeu Cruz.
Personagem importante do romance “O carcará”, de autoria do ex-governador
paraibano
Ser humano
extraordinário, Romeu Menandro da Cruz, pombalense que fez história no alto
oeste paraibano, portou-se em vida de forma digna e honrada, marcando
significativamente a presença do velho Rosado nos anais das crônicas
sertanejas.
José Romero
Araújo Cardoso. Geógrafo. Escritor. Professor-adjunto IV do Departamento de
Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte. Mestre m Desenvolvimento e Meio Ambiente.
Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso
Ilustrado por José Mendes Pereira
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
O DRAMA DA FAMÍLIA CAUAÇU DA CANGACEIRA ANÉSIA CAUAÇU - PARTE III
Por Deoclides de Souza Meira - São Paulo, 1976
Anésia Meira
Sertão e Deoclides de Sousa Meira. Foto do acervo de Regina Garcia
Brito
Lembrando ao
leitor que a mulher que aparece nesta foto ao lado do autor deste trabalho, que
é o Deoclides de Sousa Meira. não é a cangaceira Anésia Cauaçu.
CONTINUA...
Fonte: facebook
Páginas: Mecias
Kawassu
Regina Garcia
Brito
Nota: Este
material foi enviado por Messias Cauaçu bisneto de Antonio Cauaçu,
irmão da cangaceira Anésia Cauaçu. Ele mora em Imperatriz.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
UM DIA INESQUECÍVEL... UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA.
Por Geraldo Júnior
Hoje
29/04/2015 tive a grata satisfação de conhecer pessoalmente a senhora DULCE
MENEZES que durante o cangaço foi companheira do Cangaceiro CRIANÇA.
O cangaceiro Criança
Dona Dulce
para quem ainda não conhece, foi uma das integrantes do bando de Lampião e uma
das sobreviventes do confronto de Angico, onde morreram Lampião, Maria Bonita,
nove cangaceiros e um soldado Volante.
Um encontro
marcante e que ficará guardado em minha lembrança para sempre, pois tenho a
plena convicção que oportunidade semelhante jamais será obtida por mim e por
nem um outro pesquisador do Cangaço, pois essa é a última "peça" e
testemunha ocular dos dias e desfechos finais do cangaço.
Quero agradecer
ao amigo Adauto Silva por
me conceder esse privilégio e aos amigos Ruas Menezes
Ruas (Tião Ruas) e sua esposa Marta e também a Lurdes Menezes (filhas
de Dulce) pela oportunidade que nos concedeu em conhecer essa LENDA viva de
nossa história e pelo acolhimento e receptividade que nos forneceu no seio de
sua família.
Pesquisador e escritor Antonio Amaury
Não posso esquecer de agradecer a D. Cida Serra pela
receptividade e ao nosso amigo Antônio Amaury Corrêa de Araújo (Escritor e
pesquisador) que foi nosso consultor e nos acompanhou nessa aventura e viagem
em busca da história.
Deixo
registrada para sempre a imagem desse encontro... que para mim será
inesquecível.
Geraldo
Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Fonte: facebook
Página: Geraldo JúniorO
Cangaço
DADÁ EM VÍDEO
Por Adauto Silva
Após uma boa
jornada, trago aos senhores este trabalho em vídeo, que marca o centenário de
aniversário de Sérgia Ribeiro da Silva, a lendária cangaceira Dadá, que durante
o tempo que pelejou nas hostes do cangaço, deixou eternizado seu nome nessa
história, que tanto aprendemos a gostar.
Hoje, se estivesse viva, completaria 100 anos. Sou grato aos amigos e
familiares que ajudaram com suas sugestões, documentos, registros históricos...
Podem ter certeza que foram essenciais do princípio até sua conclusão.
Obrigado e deixem suas críticas
Fonte:
Fcebook
O INCRÍVEL “FOGO” DA TATAÍRA
Por Rostand medeiros
(Veremos neste
artigo o desenrolar da coragem do bravo cangaceiro Meia- Noite, que sozinho,
segura um combate contra mais de 80 soldados volantes, durante uma noite
inteira, e mesmo ferido consegue se safar)
"(...)Os
membros do grupo atacante perceberam que estavam diante de um combatente
destemido e preparado. Era tal a quantidade de disparos que saiam do interior
da casa que ficava difícil acreditar que apenas uma arma era disparada por vez.
Tanto as narrativas dos moradores da região, quanto à literatura existente, são
taxativos em afirmar que Zulmira não atirou, mas municiava as armas do
companheiro.
O esperto Meia-Noite tinha certeza que os homens de José Pereira desconheciam a
sua saída do bando de Lampião e passou a admoestar os atacantes com a certeza
que seus companheiros lhe atacariam pela retaguarda. Não é difícil imaginar que
diante da possibilidade do seu grupo ser assim atacado, Manoel Virgulino tenha
dividido o grupo atacante e esta atitude ajudou a prolongar o cerco. O combate
se prolongava, a madrugada estava findando e os atacantes certamente sabiam que
com o eco do tiroteio se expandindo pelas serras, logo outros companheiros das
volantes estariam chegando.
Em dado momento, Meia-Noite pede garantia de vida para sua companheira. Para a sertaneja Zulmira aquela zoada, aquela tensão era demais. Os homens de Manoel Virgulino informam que ela estava garantida, que nada de mal ocorreria à jovem e que, se Meia-Noite quisesse, ele também estava garantido para seguir para sua cela em Princesa. Valentão e ousado, ir para cadeia era a máxima das desonras para Meia-Noite e a sua resposta foi outra série de impropérios e mais chumbo. Mas diante da situação da jovem e das palavras dos seus inimigos que diziam que ele era covarde por manter a mulher na casa, houve uma trégua e Zulmira deixou a casa de farinha com alguns poucos pertences. Após a saída da sua amada, Meia-Noite despeja fogo e novos insultos contra seus inimigos. Já são quatro horas de troca de tiros quando ecoa na serra o toque de uma corneta. Segundo Érico de Almeida (Op. Cit.Pág.66) era a volante do tenente Manuel Benício, acrescida do pessoal de Clementino Quelé e Francisco Oliveira, que estavam aquartelados no alto da serra do Pau Ferrado. Já Rodrigues de Carvalho (Op. Cit.Pág.284) informa que este grupo se encontrava em um sítio denominado Baixio, a 15 quilômetros da Tataíra e próximo a fazenda Patos, cujo proprietário era Marcolino Diniz. O autor narra as inúmeras dificuldades do grupo de policiais para alcançar a região do conflito e neste aspecto ele estava correto. Visitando a região, esplendorosa em sua beleza serrana, não foi difícil de perceber o enorme grau de dificuldade que os policiais enfrentaram para chegar a Tataíra. Segundo o mapa em escala de 1:100.000, produzido pela SUDENE, a altitude onde se localiza o sítio Baixio é de quase 900 metros, o grupo então desceu em torno de 400 a 450 metros, para o vale onde se situa o antigo casarão da fazenda Patos e tornar a subir a uma cota superior a 800 metros, seguindo para a casa onde se encontrava o terrível e valente cangaceiro, isto tudo em uma época em que a cobertura vegetal era bem mais cerrada. Certamente nesta hora o cangaceiro Meia-Noite deve ter se imaginado perdido, pois sabia que aquela corneta significava a chegada de uma Força Policial, que segundo Érico de Almeida (Op. Cit.Pág.67) chegava a 84 homens. Para a população local o número de combatentes contra o solitário Meia-Noite fica em torno de 100 a 120 homens. Independente do número exato, a desproporção era enorme e logo uma sinfonia de disparos ecoava pelas serras. Mesmo assim, nem com a chegada dos reforços policiais, o valente alagoano refreou seu ímpeto, continuando a dizer todos os palavrões que conhecia e mandando bala. Logo dois membros da polícia foram feridos. Manuel Moraes informou a seu filho que depois do “fogo”, os policiais comentaram na região que “-O negro tanto atirava, como dizia baixarias, recitava versos e até cantava”. Provavelmente Meia-Noite, sozinho dentro da casa, cantava, dizia palavrões e recitava versos populares, para aguentar o cansaço, a tensão e ter forças para continuar a luta. A noite se encerrava. Dentro da casa de farinha Meia-Noite via as munições do fuzil, da pistola e do rifle escassearem rapidamente. Só tinha duas saídas; ou se entregar, ou sair para o “campo da honra” e lutar até a morte. No final das contas Meia-Noite sabia que iria morrer de qualquer jeito. Os atacantes atiravam incessantemente, quando Meia-Noite gritou que iria sair. Certamente um frêmito de vitória correu no meio da tropa e possivelmente alguns até devem ter comemorado antecipadamente. Ele ainda alertou que a polícia preparasse as armas “-Que ele iria sair”. Durante cerca de dez a quinze minutos o silêncio imperou no campo de luta. Os atacantes imaginaram que o cangaceiro estaria morto ou ferido. Existem duas versões para o que ocorreu a seguir: Rodrigues de Carvalho (Op. Cit.Págs.286 e 287) afirma que os atacantes, já perturbados com o silêncio prolongado, achando que Meia-Noite estava ferido ou morto, entraram no recinto e descobriram que ele havia sumido, havia desaparecido. O autor afirma que a quantidade tiros era tão grande, que a fumaça produzida pelas armas foi “capaz de anular a visibilidade”, que o cangaceiro aproveitou este momento e fugiu, deixando um rastro de sangue. Já as pessoas da região, como Anastácio, Antonio Antas e outros, são categóricos em afirmar que Meia-Noite, após anunciar que ia sair, deu um tempo e então atirou um objeto com certo volume diante da casa de farinha. Quem estava de arma pronta meteu bala no que se projetou para fora da casa. Para uns, o que Meia-Noite jogou foi uma mala, para outros um caçuá e para outros um saco. Depois dos inúmeros disparos no objeto, o ágil alagoano de 22 anos aproveitou enquanto o grupo de atacantes se municiava e partiu para fora da casa em desabalada carreira. O comentário na região foi que ele saiu atirando, gritando, colocando nova munição na câmara do seu fuzil, atirando novamente, pulando no meio dos soldados e descendo o aclive onde se situa a casa da Tataíra. Manuel Moraes informou ao seu filho que dois soldados, vendo a figura de Meia-Noite se aproximando, abandonaram o posto onde estavam e fugiram. Mesmo conseguindo furar o cerco inicial, o grupo de atacantes não era pequeno. Mesmo com a visibilidade limitada pela pouca luz, com seu alvo correndo, um policial mais atento fez pontaria com seu fuzil e abriu fogo. O tiro atingiu uma das pernas do cangaceiro. Ele caiu, mas logo se levantou, pulou uma cerca, caiu de novo e continuou a fuga em meio a outros tiros. Não encontrei na região ninguém para corroborar a afirmação de Rodrigues de Carvalho, mas todos são unânimes em comentar, sempre com uma ponta de espanto, a segunda versão da escapada de Meia-Noite. Para as pessoas da região o sucesso inicial da fuga de Meia-Noite, se deveu a ele espertamente aproveitar o lusco fusco da manhã, àquela hora onde a visibilidade ainda não é plena. Houve igualmente um excesso de confiança dos atacantes em relação a sua superioridade numérica, fazendo com que ficassem desatentos. Outra possível causa pode estar no fato que o grupo de Manoel Virgulino, como as tropas de Benicio, Quelé e Oliveira, já estavam muito cansadas. Uns pelo cerco prolongado e os outros pelo sobe e desce de serras elevadas.
O certo é que mesmo em grande vantagem numérica, a tropa não se movimentou para caçar o fugitivo, mesmo ele estando ferido(...)".
O cangaceiro Meia Noite
(Casa do sítio Tataíra, onde ocorreu o feroz tiroteio. Na época a casa tinha uma divisão) - Rostand Medeiros
Em dado momento, Meia-Noite pede garantia de vida para sua companheira. Para a sertaneja Zulmira aquela zoada, aquela tensão era demais. Os homens de Manoel Virgulino informam que ela estava garantida, que nada de mal ocorreria à jovem e que, se Meia-Noite quisesse, ele também estava garantido para seguir para sua cela em Princesa. Valentão e ousado, ir para cadeia era a máxima das desonras para Meia-Noite e a sua resposta foi outra série de impropérios e mais chumbo. Mas diante da situação da jovem e das palavras dos seus inimigos que diziam que ele era covarde por manter a mulher na casa, houve uma trégua e Zulmira deixou a casa de farinha com alguns poucos pertences. Após a saída da sua amada, Meia-Noite despeja fogo e novos insultos contra seus inimigos. Já são quatro horas de troca de tiros quando ecoa na serra o toque de uma corneta. Segundo Érico de Almeida (Op. Cit.Pág.66) era a volante do tenente Manuel Benício, acrescida do pessoal de Clementino Quelé e Francisco Oliveira, que estavam aquartelados no alto da serra do Pau Ferrado. Já Rodrigues de Carvalho (Op. Cit.Pág.284) informa que este grupo se encontrava em um sítio denominado Baixio, a 15 quilômetros da Tataíra e próximo a fazenda Patos, cujo proprietário era Marcolino Diniz. O autor narra as inúmeras dificuldades do grupo de policiais para alcançar a região do conflito e neste aspecto ele estava correto. Visitando a região, esplendorosa em sua beleza serrana, não foi difícil de perceber o enorme grau de dificuldade que os policiais enfrentaram para chegar a Tataíra. Segundo o mapa em escala de 1:100.000, produzido pela SUDENE, a altitude onde se localiza o sítio Baixio é de quase 900 metros, o grupo então desceu em torno de 400 a 450 metros, para o vale onde se situa o antigo casarão da fazenda Patos e tornar a subir a uma cota superior a 800 metros, seguindo para a casa onde se encontrava o terrível e valente cangaceiro, isto tudo em uma época em que a cobertura vegetal era bem mais cerrada. Certamente nesta hora o cangaceiro Meia-Noite deve ter se imaginado perdido, pois sabia que aquela corneta significava a chegada de uma Força Policial, que segundo Érico de Almeida (Op. Cit.Pág.67) chegava a 84 homens. Para a população local o número de combatentes contra o solitário Meia-Noite fica em torno de 100 a 120 homens. Independente do número exato, a desproporção era enorme e logo uma sinfonia de disparos ecoava pelas serras. Mesmo assim, nem com a chegada dos reforços policiais, o valente alagoano refreou seu ímpeto, continuando a dizer todos os palavrões que conhecia e mandando bala. Logo dois membros da polícia foram feridos. Manuel Moraes informou a seu filho que depois do “fogo”, os policiais comentaram na região que “-O negro tanto atirava, como dizia baixarias, recitava versos e até cantava”. Provavelmente Meia-Noite, sozinho dentro da casa, cantava, dizia palavrões e recitava versos populares, para aguentar o cansaço, a tensão e ter forças para continuar a luta. A noite se encerrava. Dentro da casa de farinha Meia-Noite via as munições do fuzil, da pistola e do rifle escassearem rapidamente. Só tinha duas saídas; ou se entregar, ou sair para o “campo da honra” e lutar até a morte. No final das contas Meia-Noite sabia que iria morrer de qualquer jeito. Os atacantes atiravam incessantemente, quando Meia-Noite gritou que iria sair. Certamente um frêmito de vitória correu no meio da tropa e possivelmente alguns até devem ter comemorado antecipadamente. Ele ainda alertou que a polícia preparasse as armas “-Que ele iria sair”. Durante cerca de dez a quinze minutos o silêncio imperou no campo de luta. Os atacantes imaginaram que o cangaceiro estaria morto ou ferido. Existem duas versões para o que ocorreu a seguir: Rodrigues de Carvalho (Op. Cit.Págs.286 e 287) afirma que os atacantes, já perturbados com o silêncio prolongado, achando que Meia-Noite estava ferido ou morto, entraram no recinto e descobriram que ele havia sumido, havia desaparecido. O autor afirma que a quantidade tiros era tão grande, que a fumaça produzida pelas armas foi “capaz de anular a visibilidade”, que o cangaceiro aproveitou este momento e fugiu, deixando um rastro de sangue. Já as pessoas da região, como Anastácio, Antonio Antas e outros, são categóricos em afirmar que Meia-Noite, após anunciar que ia sair, deu um tempo e então atirou um objeto com certo volume diante da casa de farinha. Quem estava de arma pronta meteu bala no que se projetou para fora da casa. Para uns, o que Meia-Noite jogou foi uma mala, para outros um caçuá e para outros um saco. Depois dos inúmeros disparos no objeto, o ágil alagoano de 22 anos aproveitou enquanto o grupo de atacantes se municiava e partiu para fora da casa em desabalada carreira. O comentário na região foi que ele saiu atirando, gritando, colocando nova munição na câmara do seu fuzil, atirando novamente, pulando no meio dos soldados e descendo o aclive onde se situa a casa da Tataíra. Manuel Moraes informou ao seu filho que dois soldados, vendo a figura de Meia-Noite se aproximando, abandonaram o posto onde estavam e fugiram. Mesmo conseguindo furar o cerco inicial, o grupo de atacantes não era pequeno. Mesmo com a visibilidade limitada pela pouca luz, com seu alvo correndo, um policial mais atento fez pontaria com seu fuzil e abriu fogo. O tiro atingiu uma das pernas do cangaceiro. Ele caiu, mas logo se levantou, pulou uma cerca, caiu de novo e continuou a fuga em meio a outros tiros. Não encontrei na região ninguém para corroborar a afirmação de Rodrigues de Carvalho, mas todos são unânimes em comentar, sempre com uma ponta de espanto, a segunda versão da escapada de Meia-Noite. Para as pessoas da região o sucesso inicial da fuga de Meia-Noite, se deveu a ele espertamente aproveitar o lusco fusco da manhã, àquela hora onde a visibilidade ainda não é plena. Houve igualmente um excesso de confiança dos atacantes em relação a sua superioridade numérica, fazendo com que ficassem desatentos. Outra possível causa pode estar no fato que o grupo de Manoel Virgulino, como as tropas de Benicio, Quelé e Oliveira, já estavam muito cansadas. Uns pelo cerco prolongado e os outros pelo sobe e desce de serras elevadas.
O certo é que mesmo em grande vantagem numérica, a tropa não se movimentou para caçar o fugitivo, mesmo ele estando ferido(...)".
(Transcrito)
Foto Rostand
Medeiros(Casa do sítio Tataíra, onde ocorreu o feroz tiroteio. Na época a casa
tinha uma divisão)
Fonte:
facebook
Veja também:
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2013/08/a-historia-do-tiroteio-no-sitio-tataira.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
quarta-feira, 29 de abril de 2015
"CHAPÉU ESTRELADO"
Por Rostand Medeiros
"Chapéu
estrelado" no RN - Hoje estivemos filmando nas zonas rurais de seis
municípios potiguares, onde contamos com o grande apoio do meu amigo Romualdo
Antonio Carneiro Neto Carneiro.
Sem a ajuda desta pessoa tão dedicada a
história e a sua terra natal, a simpática cidade de Marcelino Vieira, teria
sido difícil seguirmos o rastro de Lampião por mais de 110 km, sendo 80 de
barro.
Extraído da página do facebook do escritor e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros.
http://tokdehistoria.com.br/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
PROGRAMAÇÃO DO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015
CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015
25
de Julho - Sábado
19:30hs Centro Cultural Miguel Arcanjo
Apresentação da Filarmônica Mestre Elísio
19:30hs Centro Cultural Miguel Arcanjo
Apresentação da Filarmônica Mestre Elísio
Formação
da Mesa de Autoridades
Representantes
de Sociedades e Grupos de Estudos
Hino
Nacional
Abertura Oficial Entrega de Diplomas Cariri Cangaço
Abertura Oficial Entrega de Diplomas Cariri Cangaço
20:00hs Palestra:
Piranhas e sua Historia
Deputado
Estadual e Pesquisador
INÁCIO LOIOLA
DAMASCENO FREITAS
21:00hs Apresentação
Cultural do GMAP
Grupo
Musical Armorial de Piranhas
26
de Julho - Domingo
7:30hs
Saída para Maranduba
Poço Redondo
Poço Redondo
9:00hs
O Fogo da Maranduba
MANOEL SEVERO BARBOSA
MANOEL SEVERO BARBOSA
11:00hs
Inauguração
MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA
Poço Redondo
Palestra: O Cangaço e o Legado de Alcino Alves Costa
ARCHIMEDES MARQUES
MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA
Poço Redondo
Palestra: O Cangaço e o Legado de Alcino Alves Costa
ARCHIMEDES MARQUES
13:00hs
Almoço em Poço Redondo
Apresentações Culturais
Apresentações Culturais
14:00hs
Retorno para Piranhas.
15:00hs
Palácio Dom Pedro II - Prefeitura Municipal
O Estudo Cientifico das Cabeças
LAMARTINE ANDRADE LIMA
LANÇAMENTO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DAS ESCADARIAS
IPHAN
Apresentação do Roteiro da Invasão dos Cangaceiros
Trajeto pelas ruas de Piranhas
JOÃO DE SOUSA LIMA
O Estudo Cientifico das Cabeças
LAMARTINE ANDRADE LIMA
LANÇAMENTO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DAS ESCADARIAS
IPHAN
Apresentação do Roteiro da Invasão dos Cangaceiros
Trajeto pelas ruas de Piranhas
JOÃO DE SOUSA LIMA
Centro Cultural Miguel Arcanjo
19:30hs Painel: Corrupção na Época do Cangaço
JORGE REMIGIO
NARCISO DIAS
SOUSA NETO
19:30hs Painel: Corrupção na Época do Cangaço
JORGE REMIGIO
NARCISO DIAS
SOUSA NETO
20:30hs
Palestra: Cinema e História do Cangaço
ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SÁ
VERA FERREIRA
ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SÁ
VERA FERREIRA
21:30hs Centro Histórico
Teatro do Cordel da Rabeca
O amor de Filipe e Maria e a Peleja de Zerramo e Lampião
Teatro do Cordel da Rabeca
O amor de Filipe e Maria e a Peleja de Zerramo e Lampião
27
de Julho - Segunda
8:00hs
Fazenda Picos
Mapeamento da Rota dos Cangaceiros para Invasão de Piranhas
Mapeamento da Rota dos Cangaceiros para Invasão de Piranhas
8:30hs
Fazenda Pau de Arara
Contextualização Histórico-Geográfica da Invasão
INÁCIO DE LOIOLA DAMASCENO FREITAS
Contextualização Histórico-Geográfica da Invasão
INÁCIO DE LOIOLA DAMASCENO FREITAS
10:30hs
Fazenda Cachoeirinha
Ataque a Cachoeirinha
Ataque a Cachoeirinha
Instituto Federal de Alagoas - IFAL
11:45hs Palestra: Uma Viagem Fotografica pelo Cangaço
IVANILDO SILVEIRA
12:30hs Almoço no IFAL
11:45hs Palestra: Uma Viagem Fotografica pelo Cangaço
IVANILDO SILVEIRA
12:30hs Almoço no IFAL
14:00hs
Painel: A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes
CELSO RODRIGUES
ANTONIO AMAURY
SÍLVIO BULHÕES
CELSO RODRIGUES
ANTONIO AMAURY
SÍLVIO BULHÕES
15:00hs
Homenagem a Família de Domingos Ventura
LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DA RESTAURAÇÃO
Fazenda Patos
LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DA RESTAURAÇÃO
Fazenda Patos
15:30hs
Rasga Bode
16:30hs
Retorno à Piranhas
Centro Cultural Miguel Arcanjo
Centro Cultural Miguel Arcanjo
19:30hs
Painel: Arqueologia do Cangaço
Apresentação das Repercussões e Primeiros Resultados
LEANDRO DOMINGUES DURAN
20:30hs Painel: A Sexualidade nos Tempos do Cangaço
WESCLEY RODRIGUES
JULIANA PEREIRA
ADERBAL NOGUEIRA
Apresentação das Repercussões e Primeiros Resultados
LEANDRO DOMINGUES DURAN
20:30hs Painel: A Sexualidade nos Tempos do Cangaço
WESCLEY RODRIGUES
JULIANA PEREIRA
ADERBAL NOGUEIRA
28
de Julho - Terça feira
9:00hs
Missa do Cangaço
Sociedade do Cangaço
VERA FERREIRA
Grota do Angico - Poço Redondo
Sociedade do Cangaço
VERA FERREIRA
Grota do Angico - Poço Redondo
13:00hs Passeio
pelos Canyons do São Francisco
Encerramento
no Karrancas
Cariri Cangaço Piranhas 2015
Realização:
Prefeitura Municipal de Piranhas
Cariri Cangaço do Brasil
Apoio:
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
Sociedade do Cangaço
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
Cariri Cangaço Piranhas 2015
Realização:
Prefeitura Municipal de Piranhas
Cariri Cangaço do Brasil
Apoio:
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
Sociedade do Cangaço
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
Cariri
Cangaço do Brasil
http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Festival VIVA DOMINGUINHOS - Garanhuns 30/04, 1 e 2 de maio 2015
FESTIVAL VIVA DOMINGUINHOS 2015
A 2º edição do Festival Viva
Dominguinhos acontece de 30 de abril a 02 de maio, em Garanhuns, na Praça
Central.
Este ano o evento faz uma homenagem
aos amigos, estudiosos e pesquisadores da obra e vida do sanfoneiro Dominguinhos.
O Troféu Viva Dominguinhos será entregue no sábado dia 02, aos seguintes
homenageados:
Ivo Amaral
Ex-prefeito criador
do Festival de Inverno de Garanhuns;
Mauro Moraes
Filho de
Dominguinhos, residente no Rio de Janeiro-RJ;
Paulo Vanderley
Pesquisador da
obra Gonzaguiana e do Mestre Dominguinhos, de Fortaleza-CE;
Luiz Ceará
Professor e
organizador do epaço cultural ‘Arriégua’, em Recife-PE;
Zé Nobre
Professor, pesquisador
e organizador do Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, em Campina Grande-PB;
Marcos Lopes
Produtor cultural
e criador do Forró da Lua e do Museu do vaqueiro, em São José do Mipibu-RN;
Ney Vital
Jornalista e
radialista paraibano, radicado em Petrolina-PE;
Izaias Regis
Atual prefeito de
Garanhuns;
Zezinho de Garanhuns
Sanfoneiro,
cantor e compositor;
Geraldo Freire
Radialista em
Garanhuns;
Cirlene Leite
Atual secretária de
cultura de Garanhuns;
Antonio Vilela de Souza
Professor, pesquisador, mentor intelectual e criador do Troféu Viva
Dominguinhos.
Todos os acima citados e
merecidamente homenageados, foram amigos pessoais de Mestre Dominguinhos. “Este
evento é uma das manifestações mais importantes da cultura brasileira, pois
valoriza a nossa música, que é nossa identidade", afirmou o prefeito
Izaias Regis.
Grandes nomes da Música Popular
Brasileira darão destaque ao festival, que também conta com shows e rodas de
sanfona. O festival foi criado para homenagear o grande mestre e sanfoneiro
garanhuense José Domingos de Moraes, o Dominguinhos.
Já estão confirmadas a presença
dos artistas: Nádia Maia, Quinteto Violado, Flávio José, Nando Azevedo,
Geraldinho Lins, Petrúcio Amorim, Alcymar Monteiro, Waldonys, Santana e
Dorgival Dantas.
Os shows, abertos ao público,
serão realizados na Praça Cultural Mestre Dominguinhos e terão início sempre às
21h, sendo quatro atrações por noite.
PALCO PRAÇA MESTRE DOMINGUINHOS
Quinta-feira (30)
21h00 – ARAL – Alexandre
Revoredo, Adiel Luna e Rogério Diniz
22h00 – Nádia Maia
23h30 – Quinteto Violado
01h00 – Flávio José
Sexta-feira (01)
21h00 – Nando Azevedo
22h00 – Geraldinho Lins
23h30 – Petrúcio Amorim
01h00 – Alcymar Monteiro
Sábado (02)
21h00 – Kiara Ribeiro
22h00 – Waldonys
23h30 – Santana
01h00 – Dorgival Dantas
Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e Gonzaquiano Kydelmir Dantas
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
TRILHAS DO CANGAÇO: O LOCAL DA MORTE DE LIVINO FERREIRA E A CEGUEIRA DE LAMPIÃO.
* Por João de Sousa Lima
Dia 25 de abril de 2015, eu e Josué Santana, nos dirigimos a cidade de Calumbí,
Pernambuco, para nos encontrarmos com o amigo Lourinaldo Teles, que nos
convidou para participar de uma reunião com os membros do IHG- Instituto
Histórico e Geográfico do Pajeú, com sede em Serra Talhada. A reunião serviu
para que Lourinaldo pudesse apresentar seu material encontrando onde houve os
famosos combates dos cangaceiros, fatos acontecidos na região que compreende
Serra Talhada, Calumbí, Flores, Ibimirim e outros pontos próximos. Além das
escavações, Lourinaldo vem catalogando punhais que foram do cangaço e
escrevendo um livro sobre os fatos que lhe são narrados por pessoas que viveram
a época. Em vários momentos acompanhei Lourinaldo Teles nessas buscas e
conhecer o local da morte de Livino Ferreira era uma das lacunas de minhas
caminhadas nas estradas das pesquisas. Estivemos no lugar 90 anos depois do
acontecido. Nos escombros da casa de dona Generosa encontramos pedaços de
louças e uma peça que segura a bandoleira das armas
Por
trás a serra onde Livino foi enterrado
Em 1925 Lampião passou na fazenda Melancia, em Flores, Pernambuco. A visita de
Lampião à roça aconteceu para ele dar uma lição em Zé Calú, acusado por José
Josino de Gois, de manter relações sexuais com as filhas.
Lampião
prendeu no curral várias pessoas que passavam com destino a feira da cidade.
Lampião
ordenou amarrarem Zé Calú pelos testículos, no esteio do telhado, com corda de
coro trançado e os cangaceiros suspendiam o agonizante senhor que
desmaiou de dor e assim escapou da morte certa.
Escombros
da casa de Generosa Teles.
Logo após esse
castigo os feirantes anunciaram na cidade o que havia acontecido com Zé Calú
e o delegado Vitoriano telegrafou para a cidade de Princesa Isabel
pedindo reforços. De Princesa seguiu um caminhão com 16 soldados sob o comando
dos sargentos José Guedes e Cícero de Oliveira.
O local da
morte de Livino Ferreira
Na localidade
chamada Baixa do Tenório (sítio do coiteiro José Josino de Gois, coiteiro de
Lampião) houve um confronto e o sargento Cícero de Oliveira foi baleado e
morto.
A cerca onde Livino estava amparado
O capitão José
Caetano e o tenente Higino Belarmino de Morais ouviram os tiros e seguiram para
Flores onde foram informados pelo delegado sobre a passagem dos cangaceiros e a
perseguição acontecida pelos soldados.
À frente das volantes ia o nazareno David Gomes Jurubeba e o combate foi
inevitável. Os cangaceiros estavam próximos a casa de Generosa Teles (tia de
Lourinaldo Teles).
Estrada
onde os cangaceiros e as volantes passaram
David Gomes Jurubeba deixou o depoimento de que foi ele quem atirou em Lampião
e a bala estraçalhou um pé de quipá e os minúsculos espinhos teriam cegado o
olho direto de Lampião.
Umbuzeiro
onde os cangaceiros ficaram
Enquanto
Lampião agonizava com a vista ensanguentada, seu irmão Livino, próximo a um
umbuzeiro foi baleado pela volante. Os cangaceiros bateram em retirada tirando
o baleado do meio do tiroteio e depois mandaram chamar Generosa para
cuidar do ferido.
Material encontrado no lugar
Livino não
suportou o ferimento e morreu sendo enterrado em uma gruta. Lourinaldo Teles
esteve recentemente nessa gruta.
Reunião
do Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú, com material de Lourinaldo
Sabe-se que
Pedro, filho de Espreciosa, mulher que cozinhava para Lampião, foi quem ajudou
no tratamento de Livino e também em seu sepultamento e, tempos depois, retirou
os ossos do irmão do Rei do cangaço e os enterrou em Conceição de dentro,
próximo a cova de José Paulo, primo dos Ferreiras, esse assassinado por
Clementino Quelé.
Punhais
de Lourinaldo
O velho
umbuzeiro que viu o irmão de Lampião ser baleado e morto, ainda está lá,
imponente, ao lado da cerca de madeira que representa a época. São dois
robustos e emaranhados de quase mortas células vegetais enfincados no chão,
como lembranças tétricas de cenas vividas no passado, onde o aço veloz,
certeiro, dilacerante, rasgou as carnes, mortalmente, de um moço-homem que
acompanhou seu irmão nas veredas incertas do cangaço.
João de Sousa
Lima é membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso e membro da SBEC
- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.
Paulo Afonso,
28 de abril de 2015
http://www.joaodesousalima.com/2015/04/nas-trilhas-do-cangaco-o-local-da-morte.html?spref=fb
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Assinar:
Postagens (Atom)









.jpg)
%2B(1).jpg)




















.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)





















