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sexta-feira, 19 de março de 2021

Livro "Lampião a Raposa das Caatingas"

 


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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LAMPIÃO EM JUAZEIRO – O TRIUNFO E A GUERRA QUE NÃO HOUVE

Por João Costa

Devidamente apetrechados e montando burros selados a entrada de Virgulino Ferreira e seu bando em Juazeiro do Norte em março de 1926 foi triunfal, cinematográfica, para um encontro com o padre Cícero Romão, líder religioso católico de 82 anos, e com o deputado Floro Bartolomeu, que não pode comparecer pois convalescia de sífilis em estado terminal em um hospital do Rio de Janeiro.

De 4 a 7 de março, Lampião e seu bando ficaram em Juazeiro do Norte, período em que Virgulino aproveita para se reunir com seus familiares residentes na cidade sob a proteção do famoso vigário, visitar ourives, comerciantes e, como bom marqueteiro, fazer propaganda e relações públicas dele mesmo.

Não era segredo para ninguém o objetivo da visita do bandoleiro. Ali estava também em operação militar devido a acertos políticos anteriores feitos pelo deputado Floro para que Lampião e seu bando, devido a capacidade de luta, atuassem como força integrante do Batalhão Patriótico do Juazeiro para interceptar, dar combate e impedir que a Coluna Prestes, uma força integrada por mais de mil soldados ingressasse na chamada “Terra Santa” dos sertanejos.

O bando permanecia nos arredores enquanto Lampião, tendo com sombra Antônio Ferreira e, a média distância, Luiz Pedro e Sabino das Abóboras como reforço de segurança pessoal, posou para fotos ao lado de familiares e do próprio bando, concedeu entrevista, foi à almoços e jantares, distribuiu moedas com a meninada de rua e romeiros miseráveis e pedintes.

Ao velho vigário coube a missão de cumprir o que houvera sido acertado com o deputado Floro: a entrega de armamento e munições novas em uso no Exército Brasileiro, roupas e apetrechos, além da concessão de patente de Capitão para ele e de tenente para o irmão Antônio.

Na entrevista concedida ao médico e jornalista Octacílio Macedo e publicada no jornal O Ceará, em 1926, no dia seguinte ao receber a patente de capitão do Exército Patriótico, Virgulino Ferreira mentiu a seu próprio respeito, se descrevendo como profissional, falando manso e pouco, quase sussurrando, modos tratáveis, mas mantendo seu mosquetão inseparável sem sair das suas mãos.

Falou de protetores e traidores, criou uma áurea de homem injustiçado, enfim fez marketing. Eis um trecho da famosa entrevista.

Qual seu nome e sua origem?

- Chamo-me Virgulino Ferreira da Silva e pertenço a humilde família Ferreira, do riacho de São Domingos, município de Vila Bela. Meu pai sendo constantemente perseguido pela família Nogueira e por José Saturnino, nossos vizinhos, resolveu retirar-se para o município de Água Branca, em Alagoas.

E acrescentou, “Nem por isso cessou a perseguição. Em Água Branca foi meu pai, José Ferreira, barbaramente assassinado pelos Nogueiras e Saturnino, no ano de 1917. Não confiando na ação da justiça pública – porque os assassinos contavam com a escandalosa proteção dos grandes – resolvi fazer justiça por minha conta própria, isto é, vingar a morte do meu progenitor. Não perdi tempo e resolutamente arrumei-me e enfrentei a luta. Não escolhi gente das famílias inimigas para matar e efetivamente consegui dizimá-las consideravelmente”.

Seu grupo recebe proteção de muita gente?

- Não tenho tido propriamente protetores. A família Pereira do Pajeú é quem me tem protegido mais ou menos. Todavia, conto em toda parte com bons amigos que me facilitam tudo e me escondem eficazmente quando acho que estou sendo perseguido pelos governos. Se não tivesse necessidade de procurar meios para manutenção dos meus companheiros, poderia ficar oculto indefinidamente, sem nunca ser descoberto pelas forças que me perseguiam.

A revelação - "De acordo com meus protetores, só um me traiu miseravelmente. Foi o coronel José Pereira de Lima, chefe político de Princesa, homem perverso, falso e desonesto, a quem durante anos servi, prestando os mais vantajosos favores de nossa profissão”.

Como contém um grupo tão volumoso?

- Consigo meios para manter o meu grupo pedindo aos ricos e tomando à força aos usuários que miseravelmente se negam a prestar-me auxilio.”

Dizem que você está rico. Até onde isto é verdade?

- Tudo quanto tenho adquirido na minha vida de bandoleiro mal tem dado para as vultosas despesas do meu pessoal – aquisições de armas e munições. Convido notar que muito tenho gasto com a distribuição de esmolas aos necessitados.

É comum dizerem que os cangaceiros por onde passam deixam um rastro de sangue. Como é seu comportamento?

- Tenho cometido violência e depredações vingando-me dos que me perseguem e em represália a inimigos. Costumo, porém, respeitar famílias por mais humildes que sejam, e quando sucede algum do meu grupo desrespeitar uma mulher, castigo severamente.

Consumada a vingança do seu pai, pretende deixar o cangaço?

- Até agora não desejei abandonar a vida das armas com a qual me acostumei e sinto-me bem. Mesmo que não fosse, não poderia deixar essa vida por que os inimigos não se esquecem de mim e por isso eu não posso deixá-los tranquilos. Poderia retirar-me para um lugar longínquo, mas julgo que seria uma covardia, eu não quero nunca passar-me por covarde.

Existe algum tipo de pessoa que tem preferência no relacionamento?

- Gosto geralmente de todas as classes. Aprecio de preferência as classes conservadoras – agricultores, comerciantes, etc. – por serem homens de trabalho. Tenho veneração e respeito pelos padres, por que sou católico. Sou amigo dos telegrafistas, por que alguns já me têm salvado de grandes perigos. Acato aos juízes por que são homens de lei e não atiram em mim. Só uma classe que eu detesto: é a dos soldados, que são os meus constantes perseguidores.

Comprometeu-se com o padre Cícero poupar o Ceará de suas razias; ali mesmo conheceu o secretário particular do vigário, o libanês Benjamim Abraão, com quem se encontraria anos depois.

E partiu. A Coluna Prestes já estaria a este tempo muito longe do Juazeiro. A história relada que do Juazeiro do Norte, Lampião e seu bando saíram bem armados e municiados. Não há relatos do quanto supostamente teria recebido em dinheiro para regatear com o bando.

Fonte: “Apagando o Lampião – Vida e Morte do Reio do Cangaço, de Frederico P. de Mello.

“Lampião, nem herói nem bandido”, de Anildomá Willans de Souza.

Acesse: blogdojoaocosta.com.br

Foto1. Lampião e seus familiares em Juazeiro em 1926. F2. Floro Bartolomeu e Padre Cícero. F3. Virgulino e Antônio Ferreira em Juazeiro.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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OS BICHOS DO COLORADO

 Clerisvaldo B. Chagas, 19 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.493

LOTEAMENTO LUAR DE SANTANA (FOTO: B. CHAGAS).

Visitando o Loteamento Colorado que está aos poucos sendo preenchido com seus 800 prédios, além da beleza do lugar avisto animais selvagens na última quadra colina acima nos seus 340 metros de altitude.  O Loteamento Colorado também é chamado Luar de Santana e fica na margem direita da AL-120 saída para Olho d’Água das Flores. É uma colina que tem início na rodovia e termina justamente no topo com a última rua. De lá, à noitinha avista-se a iluminação de inúmeros sítios rurais como Queimadas do Rio, João Gomes, Serrote dos Bois, Campo de Aviação e muitos outros ainda. Como a família está construindo ali, costumo visitar a obra, cujo Luar do Sertão é cercado de fazendas e matas de caatinga. Além de uma rica flora, sempre avisto Espanta-boiadas, corujas, formigas, teiús e pássaros diversos. Deve ter raposas, tatus, pebas, cobras e mais dezenas de animais miúdos.

Tive, então a ideia de convidar o meu amigo, escritor, professor biólogo e desenhista Fábio Campos para fotografar a fauna e a flora daquele habitat, catalogando animais e plantas num trabalho científico, com os nomes clássicos e correspondentes populares para enriquecer a cultura santanense. Fábio Campos, o contista, aceitou na hora e marcou a possibilidade para depois da Quaresma.  O resultado do futuro trabalho poderá ir à exposição, revistas científicas, aulas específicas nas escolas de Santana e até mesmo venda de painéis para as 800 famílias que se instalarão no Luar de Santana.

Embora tenha feito Geografia na qual dou a preferência aos meios físicos, em especial ao Relevo, tenho plena consciência do seu ramo, a Biogeografia. Entretanto a carga passada para o meu amigo Fábio Campos, pertence com maior profundidade à Ciência Biológica e suas particularidades. Acho que mesmo no ambiente de colina do Luar de Santana, pode haver compartimentações para animais e plantas chamadas nichos ecológicos.  O habitat possui relevo tipo grota e de média altitude, o que é possível encontrar comportamentos diferenciados de bichos e plantas.

E por ser o meu colega escritor mais novo, suas pernas aguentarão por certo, o “barrufo” de subidas e decidas da caatinga periférica do Luar de Santana.

Estou fazendo a minha parte.


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LAMPIÃO ENCONTRA VOLTA SECA (PARTE 1) - CNL - #341

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=Pot0zBRo_n0&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

O Cangaço na Literatura

Quer saber mais desta história? Faça sua inscrição no nosso canal.

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A MÃE DE LAMPIÃO - O CANGAÇO NA LITERATURA #158

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=br7Ll-3b2Gk&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Um programa especial do dia das mães, só pra vocês que querem passar esta tarde de domingo vendo cultura. E aí? Gostou da surpresa? Este é O CANGAÇO NA LITERATURA, não aceite imitação!

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ESTADO MAIOR DAS FORÇAS ORGANIZADAS EM 1925 PELO GENERAL DOR. FLORO BARTOLOMEU PARA COMBATER A COLUNA PRESTES.

 Miguel Nirez Azevedo

Foto do Estado Maior das forças organizadas em 1925 pelo "general" Dr. Floro Bartolomeu da Costa formado para combater a "Coluna Prestes" na sua incursão no Estado do Ceará.

Na foto estão: 1) Capitão Tobias Medeiros; 2) Major José Almeida Cavalcante; 3) Capitão Mário Rosal (Homem do Facão); 4) José Parente, ex-prefeito de Piancó, na Paraíba; 5) João Evangelista; 6) Coronel Pedro Silvino de Alencar; 7) Loiola de Alencar (contador); 8) Major farmacêutico Júlio Gomes; e 9) Capitão Antônio Souto.

Tais patentes foram de nomeação e assinadas pelo médico baiano Floro Bartolomeu da Costa.

O centro das operações foi na cidade de Juazeiro do Norte e depois, por conveniências estratégicas transferidas para a vila de Campos Sales.

Fonte: Museu Histórico do Sr. Odílio Figueiredo, de Juazeiro do Norte, datando de 1936. 

https://www.facebook.com/photo?fbid=4394100987273041&set=a.100692453280604

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O PAI DE LAMPIÃO - O CANGAÇO NA LITERATURA - #198

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=OwaSN58YMQQ&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Já assistiram ao programa da mãe de Lampião? Veja aqui https://www.youtube.com/watch?v=br7Ll...

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LABAREDA E A SALVAÇÃO DA AMA DE CASA.

Por João Filho de Paula Pessoa 

https://www.youtube.com/watch?v=PbrHT3yAu_c&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

No final de 1929, o Bando de Lampião chegou a Vila de Curaçá na Bahia e visitaram as fazendas da região tomando dinheiro e mantimentos. Em uma destas fazendas encontraram apenas uma mulher que cuidava de duas crianças de colo. Zé Baiano e Ezequiel pegaram a mulher à força e estavam levando-a para os matos, quando Labareda chegou a cavalo e perguntou para onde iam com aquela mulher, e a dupla Cangaceira disse que era para ela mostrar onde tinha dinheiro dos patrões enterrado. Labareda então indagou o que aquela mulher sabia sobre dinheiro enterrado, mas ele sabia o que eles queriam fazer com ela nos matos. A mulher que estava agarrada por Zé Baiano e Ezequiel conseguiu escapulir deles e correu para junto de Labareda, que ainda estava montado no cavalo, e agarrou em seu bornal e suplicando disse que não sabia sobre dinheiro, pois era apenas uma ama de casa. Ezequiel pegou a mulher novamente e Labareda mandou-lhe soltar a moça e ele soltou, mas aí Zé Baiano a segurou novamente com força e a puxou bruscamente, que fez ela soltar o bornal de Labareda quase lhe derrubando do cavalo, momento em ele desceu do cavalo e disse que a moça só iria para os matos com eles se ele fosse também, Zé Baiano esbravejou e insinuou enfrentar Labareda que o encarava, mas não o fez e resolveu então solta-la. A Mulher perguntou a Labareda qual seu nome e ao ouvi-lo disse: “Seu Anjo Roque: Deus o livre de macaco, Jesus lhe proteja de bala e lhe livre de tudo quanto for ruim, porque uma ama de casa num sabe de nada, nem onde está o dinheiro do patrão”. Lampião assistiu a tudo sem intervir ou se manifestar, após apitou para juntar o bando para a partida e disse a Labareda para ele partir por último, para ninguém forçar a moça e assim ele fez, ficou em companhia da ama, que chorava muito, até que todos partissem, para só então seguir com o bando, quando se juntou aos demais Lampião falou a todos “O grupo de Cangaceiros da gente num tá tendo mais respeito como já teve. O Cumpade Labareda tem razão. Nós podemos fazer muita coisa, muita miséria, quando for necessário. Mas fazer miséria sem necessidade, não há precisão”. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce.

Assista o filme deste Conto: Clique na foto abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=PbrHT3yAu_c&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

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quinta-feira, 18 de março de 2021

NOTA DE PESAR!

Por Relembrando Mossoró

Comunico o falecimento em Natal, de dona Zilda Maria Cabral Freire Costa, onde estava em tratamento de saúde. Ainda não sabemos sobre velório e enterro. Zilda era esposa de Ramalho, do Banco do Nordeste, era filha de Juca Freire e Adelzira. Deixa 4 filhos, todos residentes em Natal.

Zilda Maria foi diretora do Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana, foi Chefe do NURE hoje DIREC e foi pró-reitora. Nasceu em Upanema.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=123367563097628&set=gm.3667202660029804

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LAMPIÃO O TIRO NO PÉ !

Por Valdir José Nogueira

No próximo dia 23 de março, vai completar exatamente 97 anos que, após ser ferido gravemente no pé, o Rei do Cangaço buscou refúgio na “Casa de Pedra” da lendária Serra do Católe, em São José do Belmonte.

Frondosa e ainda existente, a árvore do tipo “pau-ferro”, localizada bem às margens da lendária Lagoa do Vieira, a pouca distância da Pedra do Reino, testemunhou o combate travado no dia 23 de março de 1924, com uma volante comandada pelo major da polícia de Pernambuco Theophanes Ferraz, onde o cangaceiro Lampião foi seriamente atingido no pé e morta sua montaria, tombando o animal sobre sua perna. Tendo se livrado do peso do animal morto e mesmo ferido, o cangaceiro consegue reagir à altura da situação. Na gruta conhecida como Casa de Pedra, na Serra do Catolé município de São José do Belmonte, Lampião se refugiou e iniciou sua recuperação.

O Cariri Cangaço e a visita à Casa de Pedra no Cariri Cangaço São Jose de Belmonte

Interessante apontar que da Casa de Pedra onde se refugiou Lampião, tem-se uma magnífica visão do vale onde fica a famosa área histórica conhecida como Pedra do Reino, retratada no romance de Ariano Suassuna – O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. A Lagoa do Vieira também é citada nesse famoso romance através de uma explicação dada pelo personagem Luís do Triângulo:

“Naquele momento, chegávamos a uma Lagoa rasa, situada à direita da estrada, Luís do Triângulo explicou:
- Essa é a Lagoa do Vieira! Os Vieiras eram parentes do Rei João Ferreira e estiveram, também, metidos na “Guerra do Reino”! Diziam eles que esta Lagoa era encantada e que, aqui, Dom Sebastião tinha uma mina de ouro para os pobres!”.
A famosa notícia do tiro no pé de Lampião ensejou inúmeros escritos jornalísticos e literários. O cronista José Carvalho, carioca da gema, sob o título “Lampião, o tiro no pé” publicou no “Correio da Manhã (RJ)” no ano de 1932, edição 11386, pág. 17:
“Lampião, um dia, numa refrega com a polícia levou uma bala no pé. E com ele sangrando correu a presença de um médico que sabia estacionar perto do lugar em que achava em fuga. Enquanto o médico examinava o ferimento, Virgulino agita-se impaciente, com esse preventimento instintivo que caracteriza e protege certos criminosos.
Mas o doutor queria puxar pela língua do bandido, prelibando, sem dúvida, o gozo de uma entrevista aos jornais. A impaciência de Virgulino aumenta. Não quer conversa.
- Seu dotô, acabe com isto!
- Se é preciso cortar o diabo deste pé, corte logo! Me despache que a poliça não deve tardá por aqui!
Mas o médico ia, calculadamente prolongando o exame e a conversa.
E a outra rogativa inquieta do ferido, obtemperou:
- Ora, deixe de pressa!
- A polícia não vem agora por aqui. Você tem muitos amigos?
E Virgulino:
- Eu me admiro um doutor formado como o senhor dizer uma coisa destas!
E concluiu; conciso, alto, vibrante:
- Bandido não tem amigo!

Clênio Novaes e Kydelmir Dantas e o "Tiro no Pé" no Cariri Cangaço São Jose de Belmonte

A frase deve ficar. Ele que o afirmava era porque sabia. Vale a pena narrar o resto. Depois, como o médico lhe afirmasse que o ferimento poderia ser curado sem precisar cortar o pé, Lampião, envolvendo-o nos trapos que trouxera, corre para o cavalo, cavalga-o e arranca estrada a fora numa disparada homérica. Era tempo; a polícia chegava... Dias depois, esse mesmo médico, numa estrada, vê-se cercado e detido por um grupo de Lampião que lhe exigia dinheiro. E o médico, revestindo-se de calma e como por uma inspiração, revelando intimidade com o bandido ausente, pergunta afavelmente:

- Cadê o Lampa?
Foi como se proferisse uma palavra mágica.
- É amigo! – disse um.
- Sim, sou o médico que lhe fez curativos no pé!
Estava garantido. E foi tratado por todos afetuosamente.
Dizem que esta abreviatura Lampa, é a senha pela qual são conhecidos os amigos.
E o médico acertara casualmente. Teve sorte.
A Antônio Silvino é atribuída esta frase enérgica, sintética, filosófica:
- Minha palavra é um tiro!
Queria dizer: tão certa, tão segura, como é o tiro da arma de um cangaceiro emérito.
É da raça!”

Valdir José Nogueira de Moura
Conselheiro Cariri Cangaço
São José de Belmonte-PE 

JUMENTO CANINDÉ E COLOLÔ

 Clerisvaldo B. Chagas, 18 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2. 491



 

Passamos do dia 15. No sertão se diz: “Mês miou mês findou”. A frase é usada pelos menos instruídos que usam miou no lugar de meiou. E agora que o mês “miou”, passa um bando de aves voando em direção leste e nós logo achamos que elas estão indo em direção ao açude do Bode, na periferia da cidade. O espanta-boiada ou tetéu, em outros lugares chamado quero-quero, gosta muito de mudanças de tempo e frequentam os arredores de rios, lagoas e açudes, embora façam seus ninhos em lugares altos. Ainda madrugada revoam em alaridos anunciando a proximidade da aurora. O espanta-boiada é cheio de histórias, assim como outras aves que metem medo e estão enraizadas no folclore das superstições e das certezas. Não são muito apreciadas pelo povo e servem de apelidos para muita gente feia.

Entre as aves lúgubres do Sertão, apresentam-se a coruja, o caboge, o caboré, o bacurau e o cololô, entre outras. Algumas são parentes entre si e hoje em dia nem os dicionários registram mais nomes já consagrados pelo povo. Lembro-me que fui com o Cololô pegar uma carga de palma no sopé da serra Aguda. Eu, pré-adolescente, Cololô, filho de um nosso empregado rural. O transporte era um jegue da raça Canindé – menor que o jumento pêga – cor de macaco, peludo e força descomunal. Jumento com dois caçuás, viajamos no caminho do sítio Lagoa do João Gomes, beirando a serra Aguda que na época pertencia quase toda ao Sr. Marinho Rodrigues. Mas nós tínhamos um grande cercado de palma por ali. Enchemos os caçuás que o jegue chega impava de tanto peso, Cololô achou pouco e me colocou na garupa do animal. Eu tinha pena, mas esse Cololô não tinha.

Diante daquele cenário de pé de serra, ainda desconhecido para mim, pensei em estudar plantas e animais da região, além das belas paisagens sertanejas. Conduzimos a carga até à Rua Professor Enéas, antiga Rua de Zé Quirino, onde tínhamos cercado na beira do Ipanema, lugar em que o gado leiteiro dormia e comia ração, além de suínos que eram alimentados com abóboras, vindas da nossa fazenda Timbaúba.

Tempos depois Cololô deixou o emprego e passou a frequentar a praça central da cidade numa aventura sem futuro. Parece-me que chegou até motorista, depois... nem notícia do homem.

Jumento Canindé e ave Cololô se misturam no baú da memória. Hoje procuro cololô e não o encontro nem mesmo nos melhores dicionário do País.

 


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ASCRIM

 ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO À LIVE DA “ENTREVISTA VIRTUAL DE SOCORRO CAVALCANTI PELA JORNALISTA E ESCRITORA DYANDREIA PORTUGAL”– OF. Nº 017/2021.

   

MOSSORÓ-RN, 16 de MARÇO de 2021.    

PREZADOS SENHORES RESPONSÁVEIS PELO CONVITE QUE NOS FOI ENVIADO, 

- HONRE-NOS COM SUA VISITA AO NOSSO SITE ASCRIM ACADEM, ATRAVÉS DO LINK      

https://www.academiadosescritoresmossoroensesacademascrim.com/      

(IMPORTANTES NOTÍCIAS SOBRE: CAPA-2-ELASTICIDADE PROATIVA DA ASCRIM; ROL DOS ACADEMICOS ATIVOS E JUBILADOS DA ASCRIM; ROL DOS POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS DA ASCRIM E ROL DOS ESCRITORES DA ASCRIM QUE FORAM PREMIADOS EM CONCURSOS LITERÁRIOS.) 

“RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).”    

Quando nos enviam e recebemos um convite, na melhor brevidade, nos reportamos com dignidade e honra !   

 É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, AS ECLÉTICAS DIVULGAÇÕES  DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES E ENTUSIASTAS DE ENTIDADES LITERÁRIAS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.   

     NESTA SINTONIA, UMA DIVULGAÇÃO DE EVENTOS CULTURAIS/SOLENES E A CONFIRMAÇÃO, PERMUTADA, RECÍPROCA DOS PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE, O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.   

    DESTA FORMA, AGRADECENDO PELO CONVITE , QUE NOS FOI REPASSADO PELA ACADÊMICA DA ASCRIM DRA. MARIA DO SOCORRO CAVALCANTI, PRIMEIRA E ÚNICA A SER OUTORGADA COM O TÍTULO HONORÍFICO “EMBAIXADORA LITERÁRIA INTERNACIONAL DA ASCRIM”, DE GRAU SUPERIOR, outorgado a associados regulares que se destacaram, como defensores e divulgando os fins e objetivos LITERÁRIOS da ASCRIM, INTERNACIONALMENTE, RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, AZO DE ENTENDER O COMUNICADO, POR DENOMINAÇÃO HERMENÊUTICA É UM CONVITE, QUE IMPENDE INFERIR, SEJA O LINK INFORMADO, O PASSAPORTE QUE NOS GARANTE UM PASSE DE INGRESSO NA  

“LIVE EM FORMA DE ENTREVISTA”: 

= NO DIA 18.03.2021(QUINTA-FEIRA) às 19h, SOCORRO CAVALCANTI SERÁ ENTREVISTADA VIRTUALMENTE, ATRAVÉS DE LIVE, NO PROGRAMA CONEXÃO SEM FRONTEIRAS, PROMOVIDA PELA JORNALISTA E ESCRITORA DYANDREIA PORTUGAL, PRESIDENTE DA REDE SEM FRONTEIRAS E DA EDITORA LETRAS GRACIOSAS, SEDIADAS EM LISBOA- PORTUGAL.  = 

Para participar basta fazer o seguinte:   

1º) – às 19h, do dia 18.3.2021, abrir o Instagram clicando no seu símbolo;   

2º) – ver, na parte superior, no lado esquerdo, o símbolo da Rede Sem Fronteiras e, quando nele estiver escrito: ao vivo, basta clicar nele que aparecerá, no mínimo, a figura da Dyandreia, a jornalista que vai entrevistar Socorro.  

       PORTANTO, REPASSO, COM SATISFAÇÃO, O ASSUNTO DO ALVO COMUNICADO, DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”, -OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS-, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, SE ADMITIDOS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.     

    CONVIDANDO OS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS DA ASCRIM E DA RECÉM FUNDADA ACADEMIA DE ESCRITORES MOSSOROENSES-ACADEM, SOLICITO COMPARECEREM E SE APRESENTAREM COMO TAIS NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM USAR, RESPECTIVAMENTE, O UNIFORME COMPLETO OFICIAL(PELERINE E MEDALHÃO) DA ASCRIM, OU TRAJE A ALTURA, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.   

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,   

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO   

- PRESIDENTE DA ASCRIM  E ACADEM 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO-VICE 

-PRESIDENTA INTERINA-  

  --- 

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.   

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.   

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES EDUCACIONAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.   

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.   

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.   

DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.   

DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM.   

DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM 

De: Maria do Socorro Cavalcanti cavalcanti <cavalcanti.s@hotmail.com>
Enviado: terça-feira, 16 de março de 2021 20:59
Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM <asescritm@hotmail.com>

Assunto: ENTRVISTA INTERNACIONAL

Digno Presidente da ASCRIM
Dr. Silva Neto 

Comunico que no dia 18.3.2021 às 19h, vou ser entrevistada virtualmente, através de Live, no programa Conexão Sem Fronteiras, promovida pela Jornalista e escritora Dyandreia Portugal, Presidente da Rede Sem Fronteiras e da Editora Letras Graciosas, sediadas em Lisboa- Portugal. 

Muito me honraria contar com as presenças dos sócios da ASCRIM nessa live, que será realizada através do Instagram da Rede Sem Fronteiras -RSF. 

Qualquer sócio poderá, se desejar, utilizar o Chat  para se pronunciar  a respeito a  entrevistada,  do conteúdo da entrevista, fazer perguntas, desejar sucesso etc. 

Aguardo, pois, a presença de vocês que muito me estimulará à continuidade da minha missão, como escritora e amante das letras, das artes e da cultura, dado a importância dessas artes, para o desenvolvimento do ser humano, como cidadão e cristão. 

Para participar basta fazer o seguinte:  

1º) – às 19h, do dia 18.3.2021, abrir o Instagram clicando no seu símbolo;  

2º) – ver, na parte superior, no lado esquerdo, o símbolo da Rede Sem Fronteiras e, quando nele estiver escrito: ao vivo, basta clicar nele que aparecerá, no mínimo, a figura da Dyandreia, a jornalista que vai me entrevistar. 

Por gentileza confirme o recebimento desse e-mail e se pronuncie a respeito da possibilidade da presença dos que fazem a ASCRIM.  


Que possamos nos encontrar, virtualmente, com as graças de Deus!     

Obrigada.  

Socorro Cavalcanti

Enviado pela ASCRIM

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A CAPTURA DE ANTÔNIO SILVINO - O CANGAÇO NA LITERATURA - #234

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=G3tS5SsXvAY&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Cangaço na Literatura

Pois bem... chegamos ao episódio 3 de nossa saga. Vejam o 1 e 2 aqui no nosso canal: Parte 1 https://www.youtube.com/watch?v=ynqwm...

 Parte 2 https://www.youtube.com/watch?v=Vb1CT...

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JURITI E A FAZENDA CUIABÁ - CNL - 566

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=Js-lafDphZc&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

O Cangaço na Literatura

História em Quadrinho completa https://www.instagram.com/p/CEXecTuBH...​ FILME JURITI COMPLETO https://youtu.be/mcp5pG2xvHI

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Música

Caruaru em Festa

Artista

Edmilson do Pífano

Álbum

Banda de Pífano Cultural de Caruaru 100% Regional

Licenciado para o YouTube por

ONErpm (em nome de EDMILSON DO PIFANO)

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O FILHO DE JOÃO BEZERRA - O CANGAÇO NA LITERATURA - #246

Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=Lta5J5q8O0g&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

O CANGAÇO NA LITERATURA

Entrevista incrível com Paulo Britto, filho de João Bezerra da Silva. Debatemos sobre Paulo, sobre o pai, sobre cangaço e todas polêmicas que envolvem este que foi o comandante da última gesta de Lampião.

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A MORTE DE LAMPIÃO

 Por José Bezerra Lima Irmão

Puxe o tamborete e vamos conversar.

Me perguntaram se houve festejos por ocasião da morte de Lampião.

Fiz um levantamento dos episódios relatados pelos cronistas sobre esse aspecto e apurei

o seguinte:

Dona Cyra de Brito, mulher do tenente João Bezerra, contou à revista Manchete e depois a Antônio Amaury que estava em casa em seu quarto, de resguardo (ela havia dado à luz naqueles dias), quando escutou um fuzuê lá fora – o barulho aumentava, subindo do rio, muitos gritos, uma confusão medonha, e ela notou aflita que a coisa estava entrando e sua casa: a porta do quarto abriu-se e João Bezerra entrou com os soldados segurando as cabeças ensanguentadas. Dona Cyra, apavorada, debruçou-se sobre o berço da filhinha recém-nascida, enquanto os soldados dançavam e cantavam “Mulher Rendeira”.

Aquele 28 de julho foi um dia de horror em Piranhas. Cada componente da volante tinha uma versão dos fatos. Como as promoções anunciadas dependiam do grau de participação na luta, estabeleceu-se uma disputa verbal entre eles, cada um invocando para si a glória de ser o autor da morte de Lampião. O aspirante Francisco Ferreira dizia que tinha sido ele quem matou Lampião com uma rajada de metralhadora. Porém o soldado Noratinho assegurava ter sido ele quem atirou na cabeça de Lampião. Por sua vez, o cabo Antônio Bertoldo jurava que quem atirou em Lampião foi ele.

Outra controvérsia foi travada pelos que se vangloriavam de ter decapitado Lampião e Maria Bonita. Porfiavam pela autoria da decapitação de Lampião o sargento Aniceto e os soldados José Panta de Godoy e Santo (Sebastião Vieira Sandes); e pela de Maria Bonita, o cabo Bertoldo e os soldados Cecílio, José Panta de Godoy, Noratinho e Antônio Jacó.

A autoria da morte de Luís Pedro era disputada entre o aspirante Francisco Ferreira e o soldado Antônio Jacó. Teve até briga por isso, e por pouco Antônio Jacó não foi assassinado na mesma semana em Piranhas, na casa do prefeito Correinha.

Quanto ao povo, a impressão era de dúvida, pois já tinha havido várias notícias falsas da morte de Lampião. Os matutos, céticos, comentavam: “Sei não, viu? O tenente João Bezerra matando seu amigo?”

No mesmo dia 28 chegaram a Piranhas levas e levas de moradores de Pedra, Pão de Açúcar, Canindé e Poço Redondo, todos curiosos com o acontecimento.

Não houve reconhecimento dos corpos – o termo de reconhecimento foi assinado pelo tenente-coronel José Lucena, que nunca tinha visto Lampião.

As cabeças ficaram em Piranhas até o dia 30. Começaram a apodrecer. Inchadas. Deformadas.

No transporte das cabeças para Maceió, o povo, já informado, se apinhava no caminho para se certificar se de fato era verdadeira a notícia. As notícias corriam mais que o caminhão. Estrada péssima. O caminhão parava a todo instante, pois todo mundo queria ver as cabeças. O cortejo lúgubre demorou-se em Olho d’Água do Casado, no Talhado, em Pedra.

As cabeças só chegaram a Santana do Ipanema ao anoitecer. Não consta que os moradores festejassem; consta que as cabeças foram recebidas com dobrados tocados pela banda de música, houve missa e o prefeito Pedro Gaia mandou soltar foguetes.

A viagem só foi retomada no dia 31. Por onde o caminhão passava, ia parando, de povoado em povoado e até em sítios.

Já era noite quando chegaram a Maceió. As pessoas lotavam as calçadas, espremiam-se nas janelas, trepavam nas árvores para ver o espetáculo macabro. O caminhão entrou pelo bairro do Bebedouro, passou pelo Bom Parto e pelo Cambona, desceu pela

Avenida Fernandes Lima para a Praça dos Martírios, onde ficava o Palácio do Governo.

O interventor federal Osman Loureiro postou-se com outras autoridades na sacada do palácio. Quando a cabeça de Lampião foi suspensa pelos cabelos, para que todos vissem, um soldado gritou: “Viva o guveeerno!”. E a multidão sugestionada por aquele grito, entoou: “Viiivaaa!”

No percurso entre o Palácio e o necrotério da Santa Casa de Misericórdia, passando pelaRua Boa Vista, Praça Montepio dos Artistas e Praça do Quartel do Regimento, calcula- se que 10 mil pessoas se acotovelavam nas ruas e becos.

Até os nazarenos sentiram a morte de Lampião. Segundo João Gomes de Lira, ex- soldado nazareno, Euclides Flor chorou quando soube da morte do inimigo, e Manoel Jurubeba disse, consternado: “Morreu Lampião. Acabou-se a alegria do sertão”. 

(Texto adaptado a partir do meu “Lampião – a Raposa das Caatingas” -

Quem tiver interesse por este livro, por favor entre em contato comigo (71 9 99851664) ou peça ao Professor Pereira (83 9 9911-8286), ou ainda pelo seu e-mail:  franpelima@bol.com.br.

Texto que foi enviado para o nosso http://blogdomendesemendes.blogspot.com