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segunda-feira, 22 de março de 2021

NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".

 


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 

Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Francisco Pereira Lima ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br - fplima1956@gmail.com


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SÃO JOSÉ

 Clerisvaldo B. Chagas, 22 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.494

Já iniciamos o período de outono no último dia 20 e não esquecemos São José em 19 de março. O dia de São José é a última esperança em sinal de chuva para um bom inverno nordestino. A tradição profética chegou a ser imortalizada pelo intérprete Luiz Gonzaga na sua música “A triste Partida”. Não é à toa a coincidência entre ambas as datas.  Nos Sertões de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, o período chuvoso é de outono/ inverno, vindo as chuvas mais cedo ou mais tarde, mas sempre dentro de ambas as faixas de estações do ano. O nome José toma conta de todo o País e muitos abreviam esse dissílabo de registro simplesmente para o apelido “Zé”. É espantoso São José em nome de estabelecimentos comerciais, paróquias, ruas, bairros e logradouros públicos.

José faleceu no início da vida pública de Jesus. Foi avisado que estava na hora da partida e, ainda pediu para visitar o templo de Jerusálém. Sentiu-se mal e faleceu nos braços de Jesus e Maria. Pessoas viram no espaço, anjos conduzindo sua alma aos céus. A tradição é quem explica essas particularidades que não se encontram na Bíblia Sagrada. Apesar de não ser um ferrenho devoto do Santo em questão, perdura o respeito e as considerações pelo carpinteiro pela sua paciência, humildade, honestidade trabalho, que podemos resumir como se diz atualmente: “Um homem de bem”. Vários papas afirmaram que depois de Maria, São José é o santo de maior prestígio no céu. Um inimigo terrível de satanás.

Moramos no Bairro São José, desmembrado do grande Bairro Camoxinga, tão humilde quanto o pai de Jesus. Tendo a chamada COHAB velha como centro, foi construído o Conjunto São João com 18 casas, apelidado Baixada Fluminense, depois o surgimento de ruas e mais ruas, escolas diversas e repartições públicas, a localidade virou bairro também. Há bastante tempo sua igreja foi construída no acesso à COHAB Velha o que assegurou os festejos do padroeiro anualmente. O Bairro São José é contramão para comércio, mas tem muita receptividade e calor humano para os que procuram sossego como opção de vida.

Ontem, dia 21 deu um esperançoso sereninho de São José, em Santana do Ipanema.

Viva o pai de Jesus!

IGREJA DE SÃO JOSÉ NO SEU BAIRRRO, EM SANTANA DO IPANEMA. (Foto: Livro 230/B. CHAGAS). IMAGEM DE SÃO JOSÉ/DVIULGAÇÃO.

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JOÃO FERREIRA E O PRIMO SEBASTO – LAMPIÃO RECEBE ULTIMATO

Por João Costa

A capacidade de Virgulino Ferreira, Lampião, em aglutinar sob seu comando era notável e foi o que aconteceu para o ataque a Mossoró, em junho de 1927; nada menos de cinco subgrupos independentes de cangaceiros estavam sob suas ordens: Jararaca se associou com seus cabras, os chefes de bandos Sabino Gomes e Massilon Leite também se apresentaram porque a promessa de butim era tentadora.

A começar pelo ultimato que Lampião deu a cidade exigindo 400 contos de réis, um valor pelo menos dez vezes superior ao que costumava exigir em situações semelhantes de extorsão.

À frente de uma tropa estimada em 53 cangaceiros, Lampião não contava que à sua espera estavam 150 homens em armas, e inocentes fogos de artifícios em homenagem a Santo Antônio se confundiram com o pipocar intermitente de tiros de fuzis e rifles que partiam de todos os lados.

As baixas logo ocorreram e Lampião não teve outra alternativa ao não ser ordenar a retirada, e esse fracassado ataque seguido de uma debandada atabalhoada se refletiu imediatamente na psicologia do bando por conta do esfacelamento, das deserções e desentendimentos entre Virgulino e seus lugares-tenentes.

Na rota de fuga de volta ao Ceará, Lampião enfrentou o declínio de sua liderança devido ao salve-se quem puder.

Casca Grossa, Cansanção , Bronzeado e Balão; Gengibre, Coqueiro, José Coco, José Roque, Lua Branca e Luiz Santino; Massilon Leite ( um dos articuladores do ataque), Mormaço, Pinga Fogo e Pontaria; Rouxinol, Tenente, Relâmpago e Vinte-Dois não escondem insatisfação com o fracasso.

Haviam sido deixados para trás Colchete, morto com um tiro no olho e Jararaca, varado com um balaço de fuzil no pulmão, cavou a própria cova antes de ser executado pela Polícia. Na conta das baixas, Virgulino incluiu Azulão, morto em uma refrega, antes do ataque.

Lampião e seus lugares-tenentes não se entendem. Massilon já havia tomado outro rumo, e Sabino da Abóboras encara duramente o chefe e comunica sua decisão de não mais acompanha-lo e que quer permanecer independente.

- Sem queixas e sem arrependimento, estou tomando outro rumo e vamos ver Deus por quem é, no futuro e em outra oportunidade, estarei aqui, pronto para ajudar o chefe, comunicou Sabino Gomes.

Após o debacle do ataque a Mossoró, Virgulino reagrupa seu bando, deixa o Rio Grande do Norte e mergulha, de novo, no Cariri Cearense rumo ao Pajeú pernambucano.

Longe desses acontecimentos, no Recife, a cúpula da segurança pública, chega ao consenso de que é hora de enfrentamento real a Lampião e desbaratamento de sua rede de sustentabilidade formada por coronéis e roceiros coiteiros que são presos, outros intimados e o acocho da polícia é grande.

O governo bota pressão, delegados e juízes são afastados de suas comarcas, coronéis e chefes políticos, conselheiros (hoje vereadores) de Vila Bela, Custódia e arredores enfrentam dissabores. Até o famoso coronel Anjo da Gia é preso e recambiado para Recife.

Sem mais nem menos, do nada, a polícia prende nos domínios do padre Cícero, o tropeiro João Ferreira dos Santos, irmão de Lampião, e imediatamente o transfere para a Casa de Detenção, no Recife.

Nada de interrogatório, nem muito menos espancamento. O irmão pacífico de Lampião enfrenta uma maratona de reuniões secretas com a chefia militar do governo de Pernambuco. Na pauta o ultimato:

Lampião se renderia e, em troca, receberia garantia de vida. Sem alarido; nada de documento assinado e João Ferreira, o irmão pacífico que recebera a missão de cuidar das irmãs e demais parentes; todos da família Ferreira, seriam deixados em Paz.

Com esse ultimato dado pelo governo de Pernambuco, João Ferreira deixa a prisão e, discretamente como sempre se comportara, desaparece no oco do mundo, para em algum momento em lugar incerto e não sabido, encontrar-se e informar ao irmão Virgulino a “oferta irrecusável” feita pelas autoridades em Recife.

Por seu lado, Lampião enfrenta seus piores revezes. Na fazenda da Piçarra, seu velho aliado, o cangaceiro de muitas jornadas e lugar-tenente Sabino Gomes é morto pela voante do tenente Arlindo Rocha. O “Rei do Cangaço” também não conta mais com o assessoramento de Antônio e Livino Ferreira, tombados em combates.

Não se tem conhecimento se João transmitiu esse ultimato a Virgulino. Mas se sabe que um primo de Lampião por parte de mãe, de nome Sebastião Paulo Lopes, Sebasto, o encontrou para tratar do assunto.

É nesse contexto e por esse tempo que o tenente Arlindo Rocha, à frente de uma tropa de 60 homens, já falando e comendo com dificuldade por conta de um balaço sofrido em combate com Lampião, por volta de 1928, chega ao município de Águas Belas com a “missão secreta do chefe de polícia” e ao lado dele sob custódia, estava Sebastião Lopes.

E caberia a Sebasto ser o portador, mas uma vez, do ultimato. Após dias de viagens secretas por fazendas e vilas, Sebasto chega à fazenda União, em Meirús, distrito de Pão de Açúcar, onde encontra o primo Lampião.

Depois do boas-vindas, goles de cachaça e troca de amabilidades, Lampião vai direto ao ponto.

- Já estava informado de que você estava vindo em meu socorro, o que sucede?” Perguntou Lampião ao primo.

- A oferta é irrecusável, Virgulino. Você tem a opção de baixar as armas e se render ou terá que deixar Pernambuco, disse Sebasto.

- Você não está vendo que ainda não nasceu macaco para me levar preso para Cadeia Nova, em Recife! Pra não piorar a situação, primo Sebasto, volte e diga que não me encontrou”, respondeu Lampião.

Mas Sebasto não se dá por satisfeito ou vencido.

- Você é besta, Virgulino? Pondere bem sua resposta, reflita bem.

Na manhã seguinte, Sebasto levanta acampamento e ouve de Lampião uma resposta enigmática.

- Vou pensar na segunda proposta, mas não prometo nada”.

Sem dizer “sim” nem muito menos “não” ao ultimato e à “oferta” feita pelo governo de Pernambuco, o fato é que Lampião deixou para trás o Cariri Cearense, o Sertão do Pajeú e sua retaguarda de sossego nos coitos do Sertão paraibano, atravessou o rio São Francisco e para começar nova cavalgada de razias e violência na Bahia.

Acesse: blogdojoaocosta.com.br

Fonte: Apagando o Lampião – Vida e Morte do reio de Cangaço, de Frederico Pernambucano de Mello.

Lampião – A Raposa das Caatingas, de José Bezerra Lima Irmão.

Foto. Lampião e pequeno bando chega a Bahia.

 https://www.facebook.com/photo?fbid=1939126262893484&set=gm.805948640009094

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CANGAÇO A CABEÇA ERA DE LAMPIÃO?

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=WQglK8a_v6I&t=20s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Cangaço - A cabeça era de Lampião? O pesquisador Frederico Pernambucano de Mello e o ex cangaceiro Candeeiro atestam que a cabeça era sim de Lampião. Link desse vídeo: https://youtu.be/WQglK8a_v6I

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A ESPETACULAR FUGA DE VOLTA SECA DO CANGAÇO

 Nas Pegadas da História
https://www.youtube.com/watch?v=loqs23jDbM8&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

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VÍDEO... OS RESTOS MORTAIS DE LAMPIÃO...

 Por Volta Seca

Os restos mortais de Lampião e Maria, QUE FIM LEVARAM ? Tirem suas conclusões....

OBS-01: As "cabeças" de Lampião, Maria Bonita e mais 09 cangaceiros, mortos em ANGICO, em 28/07/1938, foram levadas para Maceió. Depois, a de Lampião e Maria, ficaram expostos no Museu Nina Rodrigues/Salvador, até fev/1969, quando, então, foram enterradas.

https://www.youtube.com/watch?v=MM4zWUnYl3Q&ab_channel=AdautoSilva

OBS-02 - Um vídeo editado por

Adauto Silva

, com recortes de vídeos de Aderbal Nogueiria , Alcino Alves Costa. e Pedro Popov..

OBS-3. Para ASSISTIR, CLIC NO LINK ABAIXO DO YOUTUBE.

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NAMORADA DE CANGACEIRO E PARENTE DE ZÉ RUFINO | O CANGAÇO NA LITERATURA #174

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=J9QhSl01pc4&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

O Cangaço na Literatura

Dona Cícera é um amor, nos recebeu em casa para falar sobre sua relação com um dos cabras de Lampião, seu parentesco com Zé Rufino e ela que foi testemunha ocular das cabeças cortadas do bando.

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domingo, 21 de março de 2021

TV UNIGRANDE - Destaque - Aderbal Nogueira

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=OjZVKBtoyLw&ab_channel=UNIGRANDE-CENTROUNIVERSIT%C3%81RIO

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LAMPIÃO EM 1936

 Por Wesley Ferreira da Silva

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1856716491170323&set=gm.1606109006264704

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LIVROS SOBRE CANGAÇO É COM O PROFESSOR PEREIRA

 Por Manoel Severo

A  bibliografia do cangaço e temas afins é extensa e diversificada. São centenas de livros à disposição dos estudiosos, pesquisadores, colecionadores e admiradores da história e cultura nordestina.  Mas, infelizmente, dezenas destas obras não são mais encontradas nas livrarias e sebos especializados. São consideradas esgotadas e, em alguns casos, raras. Quando são colocadas à venda, estão com preços exorbitantes, totalmente fora da realidade financeira da maioria das pessoas que desejam adquiri-las.

Faço, por meio deste artigo, uma indagação pertinente e natural: por que esses livros não são reeditados? Não é o meu propósito procurar identificar  e analisar os fatores que dificultam ou impedem essas reedições, mas contribuir, positivamente, com este processo, para que o resultado seja promissor. Aproveito a oportunidade para conclamar,  solicitar aos autores, herdeiros de autores já falecidos ou quem esteja na posse do direito destes trabalhos, que procurem reeditá-los, pois são obras extraordinárias, que demandaram milhares de horas de leituras, pesquisas, viagens e entrevistas, com muito sacrifício, principalmente, em épocas mais remotas, quando os autores não dispunham de meios de transporte, comunicação, e a internet, que podemos utilizar atualmente.

Professor Pereira entre, Kydelmir Dantas e Honório de Medeiros em dia de Cariri Cangaço

Então, não se justifica a ausência destas relíquias, na bibliografia disponível  do cangaço. Faço este apelo,  em nome de milhares de pessoas que necessitam dessas obras para a efetivação das suas pesquisas, descobertas e fundamentações teóricas de monografias, dissertações e teses, no Brasil e mundo afora.Os sites, blogs e comunidades virtuais ligados ao fenômeno do Cangaço, como: SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, O Cariri Cangaço,  Lampião Aceso, Cangaço em Foco, Tokdehistória, Lampião, Rei do Cangaço  entre outros, que estão sempre focados e à disposição da expansão do estudo da história e cultura nordestina,  divulgando  os  lançamentos de edições e reedições de livros, revista e  artigos referentes ao assunto, o que facilita  o acesso deste material pelos pesquisadores, colecionadores e interessados no tema.

Como consequência natural da utilização destas ferramentas,  observo um crescimento considerável de pessoas  interessadas no estudo do Cangaço. Além do uso da Internet na distribuição eficiente  desses livros,  o que contribui e incentiva  os autores a editarem e reeditarem suas obras.  Tomo a liberdade e a iniciativa de citar algumas obras, por ordem cronológica,  que gostaria de vê-las reeditadas e espero que os leitores acrescentem, por meio de seus comentários, outros trabalhos esgotados e raros aqui não relacionados:   

Os Cangaceiros, Romances de Costumes Sertanejos 1914, Carlos Dias Fernandes;   Heróes e Bandidos 1917, Gustavo Barroso;  Beatos e Cangaceiros 1920, Xavier de Oliveira;  Ao Som da Viola 1921, Gustavo Barroso;  A Sedição de Joazeiro 1922, Rodolpho Theophilo;  Lampião, sua História 1926, Érico de Almeida;  Lampeão no Ceará, A Verdade em Torno dos Fatos 1927, Moysés Figueiredo;   Padre  Cícero e a População do Nordeste 1927, Simões da Silva;  Os Dramas Dolorosos do Nordeste 1930, Pedro Vergne de Abreu;    Almas de Lama e de Aço 1930, Gustavo Barroso;  O Flagello de Lampião 1931, Pedro Vergne de Abreu;  O Exército e o Sertão 1932, Xavier de Oliveira;  Sertanejos e Cangaceiros 1934, Abelardo Parreira;  Como Dei Cabo de Lampeão 1940, Ten. João Bezerra;  Lampeão, Memórias de um Oficial Ex-comandante de Forças Volantes 1952, Optato Gueiros;  Caminhos do Pajeú 1953, Luís Cristóvão dos Santos;  Solos de Avena s/d, Alício Barreto;  Cangaceiros 1959, Gustavo Augusto Lima;   Rosário, Rifle e Punhal 1960, Nertan Macedo;  Serrote Preto 1961, Rodrigues de Carvalho;  O Mundo Estranho dos Cangaceiros 1965, Estácio de Lima;  Lampião e Suas Façanhas 1966, Bezerra e Silva;  Lampião, O Último Cangaceiro 1966, Joaquim Góis;  Sertão Perverso 19 67, José Gregório;  Lampião, Cangaço e Nordeste 1970, Aglae Lima de Oliveira;  Cinco Histórias Sangrentas de Lampião, Mais Cinco Histórias Sangrentas de Lampião(dois livros)1970, Nertan Macedo;  Vila Bela, Os Pereira e Outras Histórias 1973, Luís Wilson;  Terra de Homens 1974, Ademar Vidal;  Bicho do Cão, Canga, Cangaço, Cangaceiro s/d, José Cavalcanti;  Cangaço: Manifestação de Uma Sociedade em Crise 1975, Célia M. L. Costa;  Figuras Legendárias 1976, José Romão de Castro;  A Derrocada do Cangaço 1976, Felipe de Castro;  Antônio Silvino, O Rifle de Ouro 1977, Severino Barbosa;  Capitão Januário, a Beata e os Cabras de Lampião 1979, José André Rodrigues(Zecandré);  Gota de Sangue Num Mar de Lama, Visão Histórica e Sociológica do Cangaço 1982, Gutemberg Costa;  Volta Seca, O Menino cangaceiro 1982, Nertan Macedo;  Prestes e Lampião s/d, Ten.  Adaucto Castelo Branco;  Sangue, Terra e Pó 1983, José de Abrantes Gadelha;  Lampião, as Mulheres e o Cangaço 1984, Antônio Amaury C. de Araújo;  Lampião e Padre Cícero 1985, Fátima Menezes;  Guerreiros do Sol:  Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil 1985, Frederico Pernambucano de Mello(Será l ançado a 5º edição desse livro, agora em janeiro/2012); Lampião e a Sociologia do Cangaço s/d, Rodrigues de Carvalho;  A Vida do Coronel Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes 1989, Severino Coelho Viana;  Lampião, Memórias de Um Soldado de Volante 1990, Ten. João Gomes de Lira;  Nas Entrelinhas do Cangaço 1994, Fátima Menezes;   Lampião e o Estado Maior do Cangaço 1995, Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena;   Cangaço: Um Certo Modo de Ver 1997, Vera Figueiredo Rocha;  Amantes e Guerreiras: A Presença da Mulher no Cangaço 2001, Geraldo Maia;   Histórias do Cangaço 2001, Hilário Lucetti;   Lampião e o Rio Grande do Norte, a História da Grande Jornada 2005, Sérgio Augusto de Souza Dantas.

Obs. Algumas dessas obras já foram reeditadas, mas, mesmo assim, estão  esgotadas.Está lançado o debate. Vamos à discussão construtiva, formando um elo de entendimento, consultoria,  convergência na direção do resultado positivo, e espero que possamos  colher os frutos num futuro próximo, com novos livros no mercado. Votos de Saúde e paz a todos.

Peça através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br
Francisco Pereira Lima - Prof. Pereira
Advogado, Professor, Membro da UNEHS, SBEC e
Conselheiro do Cariri Cangaço
franpelima@bol.com.br
Cajazeiras - PB


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CONTOS DO CANGAÇO

 Por João Filho De Paula Pessoa

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VISITA AO PALACETE DA BARONESA DE ÁGUA BRANCA

 Por Calyfa Barros

Ontem fui até Água Branca visitar o palacete da Baronesa onde Lampião fez um assalto. Vale lembrar que Água Branca tem muitos outros lugares lindos que podem ser visitados também, riquíssima a arquitetura daquela cidade maravilhosa.

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LIVROS DO CANGAÇO.....PARA ADQUIRIR: 75-988074138

 Por João de Sousa Lima

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QUASE PRONTA... VINDO A PRIMEIRA EDIÇÃO RETIFICADA... CORREÇÕES E ACRÉSCIMOS... MELHORIAS DE IMAGENS E TEXTOS.

 Por Rubens Antonio

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COMO OS EX-CANGACEIROS SILA E ZÉ SERENO FORAM LOCALIZADOS APÓS O CANGAÇO?

 Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=V6tts3tQsqg&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Conheçam também: https://www.youtube.com/channel/UCjSU...

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CANGAÇO - A MORTE DE NENÉM POR ARQUIMEDES MARQUES

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=pOxV91wIGgs&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Cangaço - A morte de Neném por Arquimedes Marques Link desse vídeo: https://youtu.be/pOxV91wIGgs

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A ASSASSINA METRALHADORA DO JOÃO BEZERRA DA SILVA

 Por José Mendes Pereira


Esta é uma das metralhadoras que o tenente João Bezerra da Silva usou para exterminar o bando de Lampião, na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.

Sobre a mira desta metralhadora, apesar da pouca tecnologia na época (e para os dias de hoje elas apenas eram um tipo digamos assim, protótipos, com outras metralhadoras bem mais modernas), foram mortos: o rei do cangaço capitão Lampião, sua rainha Maria Bonita, 9 cangaceiros, e um volante que era comandado pelo o Aspirante Francisco Ferreira de Melo.



Os demais cangaceiros que estavam no coito conseguiram fugir, mesmo no meio de tantas balas lançadas por esta e mais outras duas perversas metralhadoras.

O policial que aparece na imagem acima é o famoso homem que conseguiu exterminar a vida do cruel e sanguinário  cangaceiro Lampião e sua rainha Maria Bonita.

Até hoje, a morte do cangaceiro Lampião continua sendo mistério, vez que alguns estudiosos do cangaço afirmam que o cangaceiro Lampião não morreu neste combate, fugindo para Minas Gerais. Mas todos que estudam cangaço, não têm dúvida da morte do capitão na Grota do Angico naquela madrugada fria e triste.

Na foto, a primeira cabeça sobre a escadaria da prefeitura de Piranhas não há dúvida, é a de Lampião. Mas talvez Lampião tenha feito a foto antes, como se tivesse morrido, e depois fugiu para Minas Gerais.  

Cangaceiro Candeeiro, cineasta Aderbal Nogueira e a esposa do Candeeiro.

Mas os cangaceiros que conseguiram escapar da chacina, inclusive Manoel Dantas Loyola, o Candeeiro, que segundo o cineasta Aderbal Nogueira que teve contato direto com ele e fez gravações, disse que era um home de palavras, sem invencionices afirmou que não há dúvida, o rei do cangaço foi mesmo assassinado lá na Grota juntamente com a sua esposa, nove cangaceiros e mais o volante Adrião. 

Homenagem ao soldado Adrião Parte I - Por Paulo Brito
http://cariricangaco.blogspot.com.br/2011/06/homenagem-ao-soldado-adriao-parte-i-por.html

Volante Pedro Adrião de Souza

"O soldado Adrião Pedro de Souza componente da volante do Aspirante Francisco Ferreira de Melo, veio a ser morto, infelizmente, logo no início do combate de Angico. 

Com a subdivisão da tropa comandada pelo Tenente João Bezerra, para a execução do cerco ao acampamento de Lampião, o grupo liderado pelo Aspirante Ferreira, foi quem primeiro teve contato com os cangaceiros, ao ponto de se verem forçados a dar início a ofensiva. Cessado o combate, constatou-se a morte do soldado Adrião, ferimento no braço do soldado Guilherme Francisco da Silva e ferimento transfixante na mão e na coxa, com a bala se alojando no quadril do comandante da volante. 

Em seu livro, o comandante faz o seguinte comentário: “Sofrendo então muitas dores, baleado como estava na perna e na mão, perdendo muito sangue, cansado e sem dormir há mais de 24 horas, via-me em dificuldades para resolver vários problemas que necessitavam ser resolvidos com a máxima urgência".

Diante das afirmativas dos remanescentes da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia", não temos dúvidas. O rei do cangaço morreu mesmo na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.

Historinhas fundidas nas caldeiras do "disse me disse" para venderem livros, contrariam a literatura lampiônica, desconsiderando tudo que os escritores e pesquisadores têm batalhados pela verdade.


Vamos admitir que Lampião fugiu da chacina, e foi embora para Minas Gerais. E quem seria o cangaceiro morto, que supostamente foi indicado como sendo o corpo de Lampião? Hein! Pega na mentira! 

Lampião morreu mesmo na Grota do Angico no Estado de Sergipe.

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sábado, 20 de março de 2021

O VOLANTE MANÉ VÉIO AFIRMA TER MATADO O CANGACEIRO LUIZ PEDRO.

Por José Mendes Pereira

"O homem que afirmou ter matado o cangaceiro Luiz Pedro e participou da chacina aos cangaceiros na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em terras da cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, foi Euclides Marques da Silva, o Manoel Marques da Silva, ou Antônio Jacó, ou ainda Mané Véio, que faleceu em 09 de janeiro de 2003, com 92 anos de idade, na cidade goiana de Pires do Rio na companhia da sua terceira esposa, lá de goiana, dona Nori Alves Marques da Silva. 

Mas eu como simples estudante do cangaço e jamais algum dia serei autoridade no que diz respeito ao tema, por falta de conhecimentos profundos, e não querendo menospresar o que disse o ilustre volante Mané Véio, que foi uma grande peça no que diz respeito ao ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, fico meio confuso, devido as informações sedidas pelos cangaceiros Balão e Vila Nova aos jornais posteriormente.

Luiz Pedro do Retiro

As informações dadas sobre a morte do cangaceiro Luiz Pedro do Retiro ou Cordeiro, são bastantes enfeitadas pelos que forneceram entrevistas a alguns repórteres, pesquisadores e escritores do cangaço, e são eles: o famoso caçador de cangaceiros Mané Véio, um homem de grande coragem, segundo afirmam os pesquisadores (este disse ter o matado. Guilherme Alves o cangaceiro Balão  e Iziano Ferreira Lima, o cangaceiro Vila Nova. Lógico que não me refiro aos estudiosos do cangaço, e sim, aos depoentes, vez que os estudiosos informam o que os seus depoentes falam.

Alcino Alves Costa

O escritor Alcino Alves Costa teve grande motivo para escrever o livro “Lampião Além da Versão" em segundo título, "Mentiras e Mistérios de Angico”, quando diz que o que aconteceu na Grota do Angico não foi o que informaram os depoentes, tanto cangaceiros como policiais, que fizeram parte da chacina aos cangaceiros da “Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia, de propriedade do afamado, perverso e sanguinário Virgolino Ferreira da Silva o rei e capitão Lampião.

Claro que em relação a cangaço eu sou apenas um metido, que vivo lendo o que os depoentes disseram aos pesquisadores..., mas tento confirmar que, o cangaceiro Luiz Pedro foi mesmo assassinado pelas balas disparadas e direcionadas pelas volantes policiais, através da metralhadora que tentava eliminar vida por vida de cangaceiros.

Metralhadora que matou os cangaceiros na Grota do Angico

As informações desses três elementos que se dispuseram falar aos entrevistadores como aconteceu a morte do cangaceiro Luiz Pedro, todas são diferentes, e assim, não se tem o autor da morte do afamado cangaceiro e compadre de Lampião e Maria Bonita.

O Cangaceiro Balão

Em 1973, Guilherme Alves alcunhado no mundo do crime por "Balão" cedeu entrevista à Revista Realidade, e para mim, não sei se estou certo, "Balão" foi o cangaceiro que mais fantasiou as suas respostas. É claro que cada um deles queria levar a sardinha para o seu prato, mas não era necessária tanta fantasia. 

Clique no link e faça uma leitura:

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

O cangaceiro "Balão" falou o seguinte: "Luiz Pedro ainda gritou: "- Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião! Não conseguiu. Caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus".

O Cangaceiro Zé Sereno

Ora! Qual é o homem que tem coragem de ver um sujeito cair atingido por balas e de imediatamente ele vai ao seu encontro, para recolher uma arma ou outra coisa do morto, sabendo que quem atirou ainda está por ali? Ele já tinha o seu mosquetão, e para que mais outro? E além do mais, foi apanhá-lo no meio do fogo. Meio duvidoso o que afirmou ele. Pelo dizer do "cangaceiro Balão" quem matou o facínora Luiz Pedro foi uma rajada de balas por uma metralhadora.

Já o cangaceiro Vila Nova disse o que segue: 

"No dia 14 de novembro de 1938, Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota do Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938. Vejam o que ele fala: 

"Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira. Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho, onde o fogo era menor". 

"Uma dúvida que tenho, e tenho certeza que todos estudiosos do cangaço têm, e gostariam de perguntar: O cangaceiro Luiz Pedro estava com dois mosquetões? Porque Balão disse que levou o seu Mosquetão. E o cangaceiro Vila Nova também afirma ter levado a arma do Luiz Pedro".

Continua Vila Nova: "Depois da fuga, fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão, tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. 

Ele diz que morreram 11 cabras. Na verdade foram nove cangaceiros e duas mulheres. O que ele afirma sobre o total de cangaceiros que morreu está correto, mas foram 12 mortos lá na Grota do Angico. 9 cangaceiros, 2 mulheres e um volante de nome Adrião Pedro da Silva. 

Está registrado na literatura do cangaço que quem assassinou o cangaceiro Luiz Pedro foi o volante Mané Veio, ele afirma que saiu perseguindo o cangaceiro Luiz Pedro, que ia meio avexado, caminhando rápido, e ele ao seu encalce, até que chegou em um determinado lugar e disparou sua arma, fechando o cangaceiro.

Mas vejam bem: Durou muito para que o volante assassinasse o cangaceiro, e por que o cangaceiro Balão, o Vila Nova informaram aos pesquisadores que o Luiz Pedro foi assassinado ali, no meio dos outros?

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IRMÃO DA CANGACEIRA DADÁ

 Por João de Sousa Lima

Manuel Gaipó, irmão da cangaceira Dadá completa 112 anos de idade....

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ENGRÁCIAS (INGRÁCIAS).

 Por Geraldo Júnior

O local, a data de registro e os personagens que se encontram nessa fotografia são até então desconhecidos, porém segundo informação que foi a mim repassada pela saudosa amiga Gilaene "Gila" de Souza Rodrigues, filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, trata-se de pessoas pertencentes a família Engrácia da qual saíram famosos cangaceiros a exemplo de Zé Baiano e Zé Sereno, além de outros.

Caso alguém possua informações sobre essas pessoas e o local onde foi realizado o registro fotográfico, deixem as informações no campo destinado aos comentários.

Desde já agradeço a todos que puderem colaborar.

Grato.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

Adendo: 

Quem conhecer ou conheceu estes senhores ponha os seus nomes. José Mendes Pereira

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