Seguidores

quinta-feira, 25 de março de 2021

PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

   Por José Mendes Pereira


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

LAMPIÃO CHEGAVA PELA PORTA ABERTA DE MACAPÁ, HOJE JATI-CE.

Por Luís Bento

LAMPIÃO, nas suas frequentes incursões ao Cariri. Via de regra, Lampião chegava pela porta aberta de Macapá, hoje JATI-Ce.

O sítio Serra do Mato ainda hoje de difícil acesso, imagina nos tempos de Lampião! Só vai lá quem tem negócio. O Coronel Antônio Joaquim de Santana era dono de todas as vidas, mandando com mão de ferro nas pessoas e na natureza, verdadeiro paraíso ecológico com muito verde, um engenho de rapadura, frutas e sombras que faziam da quela região um oásis. Lampião ficava hospedado na própria residência do seu proprietário, enquanto os Cangaceiros ocupavam um grande galpão, " batendo pernas" pelas cercanias, absolutamente tranquilos, inclusive bebendo pinga na vilazinha de Gameleira do Pau ou Gameleira de São Sebastião. Ali estavam na vida que pediram a Deus, com paz, segurança e fartura, recuperando os quilos perdidos e dormindo sem sobressaltos.
Ali, a 300 metros, ficava a residência temporária de Júlio Pereira, sendo alfaiate em Juazeiro, casara com a sobrinha do Coronel Antônio Joaquim de Santana e, por herança, receberá uma trincha de terra na própria Serra do Mato, como gostava do Cangaço, ficava a " peruar", as conversas, passando a ser o notório fornecedor de munição a Lampião.
Pois bem, Júlio Pereira comprava munição em Juazeiro, colocava na corona de sua sela, atravessava Barbalha tranquilamente e entregava tudo a Lampião, na Serra do Mato. Em seguida, Lampião voltava para Pernambuco sem dar um tiro, não em atenção ao Padre Cícero, com se diz, mas para não perder este excelente Canal de suprimento, que era Júlio Pereira. Uma vez abastecido, Lampião rumava para os sertões pernambucanos. Portanto, fica assim explicado porque Lampião vinha de duas ou três vezes por ano ao Cariri, " em cujo cofre do Coronel Antônio Joaquim de Santana guardava jóias e dinheiro", segundo dizem.
Assim sendo, Lampião entrava e saía do Cariri pela porta de sempre: Macapá atual JATI, sem dar um só tiro, não em atenção ao Padre Cícero, mas por causa da sua própria sobrevivência. Tanto isso é verdade que, no dia em que, sem dinheiro e sem munição, não encontrou o coronel Santana na Serra do Mato, desesperado, na volta, prendeu o fazendeiro Pedro Vieira Cavalcante no barreiro das Cacimbas, que é Ceará porque é Jardim, cobrou 5 contos de réis de resgate e o matou brutalmente. Por que, desta vez, não teve ele atenção ao Padre Cícero?

Fonte: Napoleão Tavares Neves
Cariri: Cangaço, Coiteiros e Adjacências
Pág 22 - 23.
LUÍS BENTO
JATI 24/03/21.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO...

 Por conrado Matos

Para adquiri-lo entre em contato cm o Conrado Matos através da sua página no facebook.

https://www.facebook.com/photo?fbid=1578459152353963&set=gm.951030882100010

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO...

 Por João de Sousa Lima


https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=1419207861756854%2C1418288481848792%2C1418287931848847%2C1418147985196175%2C1417569811920659&notif_id=1616538245280419&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CANGAÇO EM CASTELO DO PIAUÍ - BLOG DO AUGUSTO JÚNIOR

Por Blog do Augusto Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=XqCrWkotXLo&ab_channel=BlogdoAugustoJ%C3%BAnior

Os cangaceiros foram homens do Sertão que cansados da vida dura, da opressão dos coronéis e do governo, viveram à margem das leis, fazendo as suas próprias, a chamada lei do cangaço. Originalmente eram, sertanejos, vaqueiros e jagunços de coronéis, mas por alguma insatisfação se debandaram para o cangaço. 

Na década de 1930 a localidade Brotas que dista 12 km da sede de Castelo do Piauí, uma furna como dizem os populares se referindo a cavernas, serviu de abrigo e moradia para um cangaceiro de nome Joaquim Francisco. 

A matéria original foi produzida pela TV Antena 10, afiliada da Rede Record no Piauí e contou com a nossa participação.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

http://blogdomendesemendes.blogspot.com



MARIA JOVINA E A TRAIÇÃO AO CANGACEIRO PANCADA

 NAS PEGADAS DA HISTÓRIA

https://www.youtube.com/watch?v=tjWJ8AsXp5A&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

Maria Jovina e a traição ao cangaceiro PANCADA..

Fonte: Youtube

 http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO.

 João Filho de Paula Pessoa

O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto foi um movimento popular que ocorreu no Ceará, na cidade do Crato, entre os anos de 1926 a 1937, liderado pelo Beato José Lourenço, um agricultor paraibano, filho de escravos alforriados, que aos vinte anos de idade migrou para Juazeiro do Norte, conheceu Pe. Cícero e se tornou beato. O Santo Padre lhe encarregou da missão de cuidar e albergar os flagelados da região. Para tanto, o Beato José Lourenço arrendou uma terra num sítio chamado Baixa Dantas, no Crato, por volta de 1894, onde desempenhou atividades agrícolas produzindo cereais e frutas, com divisão igualitária destes produtos entre a comunidade, que rapidamente se desenvolveu tendo ele como líder, pregando a religião e a caridade, o que enfureceu os fazendeiros da região. A comunidade apesar de ter sofrido ataques de jagunços, se manteve vivia e em constante crescimento, pois para lá eram enviados por Pe. Cícero, refugiados, miseráveis, flagelados e todos que precisavam de ajuda. Em 1921, Delmiro Golveia presenteou Pe. Cícero com um boi, chamado Mansinho, que foi entregue aos cuidados do Beato, os Fazendeiros e opositores de Padre Cícero e do Beato, se aproveitaram deste fato e espalharam boatos fantasiosos de que as pessoas daquela comunidade estariam adorando e venerando o boi como se o animal fosse um deus. Diante da boataria a Igreja católica que já estava sobressaltada com os fenômenos sobrenaturais ocorridos em Juazeiro, tidos pela população como milagres, exigiu providências urgente sobre aquela situação e para evitar problemas maiores, o boi Mansinho foi sacrificado e José Lourenço foi preso a mando de Floro Bartolomeu, mas foi solto dias depois a mando de Padre Cícero. Em 1926, o sítio da comunidade foi vendido pelo proprietário, sem nenhuma indenização a comunidade e o novo proprietário exigiu a saída do Beato e de seus seguidores da terra. Pe. Cícero então alojou a comunidade do Beato José Lourenço numa outra fazenda, chamada Caldeirão dos Jesuítas, também no Crato, onde recomeçaram e também prosperou rapidamente, com produção agrícola, que era dividida irmãmente e o excedente vendido para benfeitorias da comunidade, que construiu um cemitério, uma igreja, casas para todos e já contava com mais de mil habitantes, sendo batizada de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto. Em 1932 houve uma grande seca no Nordeste e a comunidade cresceu ainda mais com a chegada dos flagelados da seca e de muitas pessoas deixaram seus trabalhos árduos e foram para o Caldeirão em busca de uma vida melhor, o que continuou enfurecendo os fazendeiros, políticos e poderosos da região. Em 1934, Pe. Cícero faleceu, restando a comunidade órfã de seu protetor. Em 1937, sem a proteção do Santo Padre, a comunidade foi atacada e destruída pelas forças do governo de Getúlio Vargas, sob a acusação de comunismo. Muitos sertanejos sobreviventes se reagruparam em outra localidade próxima para reiniciar uma nova comunidade, mas novamente foi atacada por terra e pelo ar, ocorrendo um grande massacre, com muitas mortes, num número inexato entre quatrocentos e mil vítimas fatais, que foram enterradas em vala comum, com localização até hoje não divulgada pelo exército ou pela polícia. O Beato José Lourenço conseguiu fugir e se refugiou em Exu/Pe, onde morreu em 1946, aos 74 anos, de peste bubônica, tendo sido levado por uma multidão para Juazeiro, onde foi enterrado no cemitério do Socorro. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 24/03/2021.

Assista o filme deste Conto: Clique na foto abaixo

https://www.facebook.com/groups/471177556686759/?multi_permalinks=1163990034072171&notif_id=1616684396764710&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CANGAÇO

 Por Itamar Nunes Art

https://www.facebook.com/groups/471177556686759/?multi_permalinks=1163990034072171&notif_id=1616684396764710&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MARIA BONITA.


Esta foto foi feita por Benjamin Abraão Botto - Leia a sua biografia clicando no link abaixo: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Abrah%C3%A3o_Botto#:~:text=Benjamin%20Abrah%C3%A3o%20Botto%20(Zahl%C3%A9%2C%20c,anos%2C%20durante%20o%20Estado%20Novo. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TEMPO É CAMALEÃO

 Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.497

Com história detalhada e muito bonita desde o início de tudo, a Matriz da Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Maceió, foi inaugurada pelo imperador D. Pedro II e sua esposa, a Imperatriz Teresa Cristina de Bourbon, em 31 de dezembro de 1859. Tornou-se Catedral no ano de 1900.

Em Santana do Ipanema, Alagoas, a Igreja Matriz de Senhora Santana, teve um período comandada pelo Cônego Bulhões. Não recebeu a presença de nenhum imperador, mas demonstrava excepcional prestígio em todo território alagoano. Durante as celebrações anuais da padroeira avó do Cristo, chegavam cantoras famosas de Penedo para reforço novidade ao coro elevado da Igreja. A convite do Cônego Bulhões também se fazia presente a banda de música daquela cidade ribeirinha, primaz das Alagoas. A fama da banda Musical e das cantoras da Igreja, davam um brilho especial às novenas de tantas repercussões nos quatro cantos do estado.

Após essa fase de ouro, bandas da nossa própria cidade chegaram a tocar dentro da nave, mas depois, por isso ou por aquilo, esse movimento musical passou a tocar somente nas imediações da Matriz, ocasião em que era soltado o tradicional balão de papel seda multicor e decorado. Nunca faltou foguetório e nem carro de fogo no arame da Praça Manoel Rodrigues da Rocha, defronte à Igreja.

O último maestro que eu conheci, foi o senhor Miguel Bulhões que nunca deixava de animar os festejos de julho com os seus pupilos de boa vontade.

O maestro Miguel Bulhões morava à Rua Nova, era um pequeno comerciante e possuía escola de música, bastante concorrida. Décadas de história musical da terra que havia iniciada com a Filarmônica Santa Cecília ainda nos tempos de vila, também encerra esse áureo período de sons, com outra Filarmônica Santa Cecília, como se fosse uma peça única de início, meio e fim.

O seu filho Ivaldo, com o talento da música, não conseguiu reviver o tempo musical do Bulhões, maestro. Santana passou a contar apenas com bandas marciais de colégios que seguiram o mesmo destino das filarmônicas.

Ninguém pode manter o tempo sob cabresto. Nem o antigo, nem o nosso, nem os do porvir. TEMPO É CAMALEÃO.

INTERIOR DA MATRIZ DE SENHORA SANTANA, ATUALMENTE. (FOTO: ACERVO B. CHAGAS).



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 24 de março de 2021


O MAIOR E MAIS IMPORTANTE ENCONTRO DE EX-CANGACEIROS DO BANDO DE LAMPIÃO

Por Geraldo júnior
https://www.youtube.com/watch?v=q_AsBC1fiiI&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

O jornalista Humberto Mesquita que, juntamente com a historiadora Maria Christina Russi da Mata Machado, no ano de 1968 reuniu vários ex-cangaceiros do bando de Lampião, entre outros personagens da história cangaceira, conta com riqueza de detalhes toda a trama que culminou no maior e mais importante encontro realizado entre os antigos comandados de Virgolino Ferreira da Silva o célebre Lampião. 

Um encontro histórico único que foi de fundamental importância para a construção da história cangaceira e que inspirou toda uma geração de estudiosos do tema cangaço. A partir desse encontro de ex-cangaceiros a história tomou novos rumos e muitas novas informações foram acrescidas a história e outras tantas corrigidas. 

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! 

Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVROS

Vandilo Brito 

Hoje recebi mais duas obras para compor a minha biblioteca sobre o cangaço.

Seguindo nos estudos e pesquisa sobre o tema!

Agradeço ao professor Francisco Pereira Lima pelo envio dos livros! Obrigado, mestre!

Abraço fraterno!

https://www.facebook.com/franciscopereira.lima.904

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

BOLSAS CONFECCIONADAS PELA iNDAIÁ sANTOS NETA DE DADÁ E CORISCO.

Adquira-as através da sua página no facebook: Indaiá Santos

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CLEMENTINO QUELÉ À FRENTE DE PARAMILITARES ACOCHA LAMPIÃO

Por João Costa

Acossado pelos homens da lei de Pernambuco por matar ladrões de animais quando exercia a função de subdelegado, Clementino José Furtado, o Clementino Quelé, à frente de irmãos e outros parentes se associou ao bando de Virgulino Ferreira, tornando-se, entre os anos de 1922 e 23, um chefe de subgrupo por contar com extrema confiança de Lampião em decorrência de sua capacidade de liderar, planejar e combater.

Mas foi por pouco tempo. Por conta de um desentendimento sério com o cangaceiro Meia Noite, outro chefe de subgrupo, que não aceitara no bando a presença de um desafeto seu, chamado Terto Barbosa, bandoleiro intimamente ligado a Quelé e que se apresentaria no bando a convite deste.

- Se esse Terto aparecer por aqui eu mato! Foi o aviso claro de Meia Noite, dado tête-à-tête a Clementino.

Quelé sobe o tom de voz, argumenta que Terto é de sua inteira confiança, disposto e valente e que seria de muita serventia ao bando; ainda assim Meia Noite não cedeu, o clima azedou, a turma do “deixa disso, aquieta e arreda” interveio e os ânimos se acalmaram.

Mas bastou Clementino se ausentar do coito para tratar de outros assuntos, eis que Terto Barbosa e um irmão se apresentam para o ingresso no bando a serviço de Clementino.

Meia Noite entendeu a chegada dos irmãos como desaforo, saca de suas armas para matar os dois irmãos, mas é demovido pelos demais cangaceiros. O clima está nessa tensão momento em que Clementino retorna ao coito e é informado do sucedido, fica uma fera e chama Meia Noite para briga.

Clementino saltou no terreiro já insultando Meia Noite de palavrões.

- E se você for homem puxe das armas, e se você, negro safado, está confiante no seu chefe, pode vir os dois pois não tenho medo de homem nenhum nesse mundo de meu Deus!

De novo o “aquieta e arreda” para acalmar as duas feras. Não há como conciliar mais interesses comuns; Clementino deixa o bando de Lampião e passa a ser tratado como inimigo; nos meses seguintes Quelé sentirá na pele o ônus de ter virado inimigo figadal de Virgulino.

Quelé

A recíproca também seria verdadeira.

Numa manhã de janeiro de 1924 Quelé é despertado com a casa cercada por um bando de sessenta cangaceiros e não demorou muito para o “Tamanduá Vermelho” – este era o apelido de Clementino dado pelo próprio Lampião – reconhecer pela brecha da porta seus agora arqui-inimigos Meia Noite e Virgulino Ferreira, além de outros celerados como Antônio Mariano, Félix, José Paulo e Luiz Pedro.

Em meio ao tiroteio pesado Lampião se faz ouvir.

- Vou colocar a casa abaixo e tudo que estiver de pé, anda ou rasteja, hoje vai morrer sem ter pra quem apelar.

- Não se faça de rogado, Virgulino. Se derrubar e entrar, a gente mata na faca, foi a resposta de Quelé.

Cerca duas horas de tiroteio cerrado, a volante do sargento Higino Belarmino aparece em socorro de Quelé, botando o bando de Lampião em fuga.

Enquanto Lampião escapa em direção ao seu coito seguro no Saco dos Caçulas, em Patos do Irerê(PB), Clementino chora a morte do irmão Pedro Quelé ao tempo em que trata dos feridos e organiza uma força paramilitar formada por irmãos, parentes e agregados, para caçar, combater e dar cabo de Virgulino.

- A vingança é minha e descanso eu não tenho até sangrar esse cego miserável, é o mantra repetido por Quelé por onde passa ao longo da divisa de Pernambuco e Paraíba.

Lampião segue sua jornada de saques e incêndios nas cercanias de Triunfo e Flores(PE) ora transitando pelas regiões de Princesa e Conceição para se esconder no lado paraibano, ora escalando as cercanias da Serra do Catolé, tendo como visão a monumental Pedra Bonita, ou do Reino, em São José do Belmonte.

No seu encalço tropas pernambucanas despachadas pelo major Teófanes Torres em combinação com as volantes paraibanas, incluindo os paramilitares de Quelé não dão sossego.

Nas imediações do sítio Jordão, lado pernambucano próximo a Serra do Catolé, Virgulino se depara com essa coalização de volantes, o tiroteio é infernal e, no calor do combate, um tiro de fuzil atinge Lampião e sua montaria.

Lampião ferido no pé fica preso ao animal no chão, em seu socorro vem o cangaceiro Juriti (o primeiro), que abre uma linha de tiro; descargas de fuzis recrudescem, Virgulino se desvencilha do animal e ganha a caatinga se arrastando.

Na Serra do Catolé Virgulino é amparado em coito seguro de um tal José Menezes à espera de tratamento, que chega pelas mãos do cangaceiro Cícero Costa, espécie de curandeiro e enfermeiro do bando.

Mas Clementino está na área e não dá sossego nas diligências, vasculha moita por moita, sítio por sítio, grota por grota, bota pressão em possíveis coiteiros; o acocho é grande e Lampião localizado, mais uma vez.

Mas a hora de Virgulino não havia chegado. Novo cerco, novo tiroteio, e Lampião escapa inexplicavelmente tendo o ferimento no pé se rompido.

O jeito foi voltar para o Saco dos Casulas, onde Marcolino Diniz providencia tratamento médico adequado.

Sem a mesma sorte de Virgulino, o cangaceiro Lavandeira, que durante os tiroteios esbravejava que só ele valia por dez soldados paraibanos, é capturado e o mesmo calvário enfrenta Cícero Costa.

Clementino Quelé sangrou os dois, impiedosamente.

Acesse: Blogdojoaocosta.com.br

Baseado nos livros; “Lampião na Paraíba – Notas para a História, de Sérgio Augusto de Souza Dantas.

Lampião: a raposa das caatingas, de José Bezerra Lima Irmão

E artigos do historiador José Tavares

Foto1. Serra do Catolé e sua Pedra do Reino. F2. Clementino Quelé. F3. Lampião.

 https://www.facebook.com/groups/508711929732768/user/100003883872368

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CHAPÉU DE COURO NA ESTÉTICA DO CANGAÇO PRODUZIDO COM PELE DE SERVIDAE CATINGUEIRO, PELO ARTESÃO QUIRINO LAMPIÃO.

 Por Quirino Silva

https://www.facebook.com/photo?fbid=4199775846699606&set=a.478275805516314

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NOTA DE PESAR!

Por Relembrando Mossoró

O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento do radialista Paulo Bertrand Medeiros de Carvalho, que ocorreu no Estado da Paraíba, vítima de infarto.

Paulo Bertrand Medeiros de Carvalho nasceu no dia 16 de abril de 1952, no município de Mossoró-RN; filho de Paulo da Costa Carvalho e Luiza Medeiros de Carvalho. Sendo de uma família de oito filhos, foi criado no bairro Doze Anos, precisamente à Rua Felipe Camarão.

Estudante da Escola Moreira Dias e Colégio Diocesano Santa Luzia, universitário da antiga FURRN, cursando Geografia e Direito, descobriu que tinha talento para ir além. Caiu nas graças do rádio local, dedicando-se à arte da comunicação por anos.

Ele chegou ao rádio primeiramente na Rádio Rural de Mossoró, através de um concurso, admitido em 01 de fevereiro de 1972. Nesta emissora trabalhou no período de 01 de setembro de 1978, logo após o período de serviço militar no Tiro de Guerra. Antes, porém, trabalhava como substituto no cartório distribuidor e contador da Comarca, ao lado do seu irmão Paulo Bertoldo e, do seu pai, na época o titular, sendo chamado para atuar primeiramente como locutor e redator do noticiário, e posteriormente da Rádio Rural, atuou na Rádio Difusora de Mossoró, no início de 1974, quando da nova direção. Assim, como foi contratado também, como jornalista da sucursal da Tribuna do Norte de Natal, juntamente com Rogério Cadengue que veio de Natal para Mossoró em 1977. Voltou ainda a atuar na Rádio Rural em 1978, e em seguida teve atuação no magistério como professor do Colégio Dom Bosco, no ano de 1979.

Inicialmente, começou como locutor do tradicional "Notas e Avisos" até chegar ao destacado programa "Minha Cidade é um Show", onde o ouvinte participava solicitando sua música preferida e comentava alguma coisa, tanto gravado, na época via telefone, ou através de entrevistas pelos bairros, feitas com gravador de fita cassete, selecionando previamente o ouvinte. Era uma espécie de viva-voz, o que causava maior sucesso. Na Rádio Difusora, trabalhou apresentando o programa "Cidade Aflita" e noticiava nos jornais falados.

Naquela época, o rádio atuava grandes radialistas: Emery, Every e Ellery, além de seu Mané, Benício Filho, Renato Severiano, François Paiva e outros. Na Rádio Difusora onde também ele atuava, fazia tabelinha nos noticiários, igualmente com Givanildo Silva, uma das grandes vozes da época, assim como Paulo Bertrand alcançou ainda Zé Maria Madrid, que tinha retornado de sua vivência pelo Ceará; Caby Costa Lima, destacando nos esportes, com Edmundo Torres, Assis Cabral e os grandes locutores esportivos contratados na época para elevar a audiência das transmissões esportivas: os saudosos Paulo José e Aldir Frazão Doudement, depois Roberto Machado, como também Patrício de Oliveira. Para levantar ainda mais a audiência do “Cidade Aflita” foi trazido de Campina Grande, o saudoso Jota Barbosa, assim como de Natal veio Jota Belmont e todo mundo em evidência na sua área, como Edmilson Lucena e outros mais.

Paulo Bertrand depois abandonou o rádio e foi embora para o Estado da Paraíba, num período de férias passou pela Paraíba, particularmente Campina Grande, onde se estabeleceu concluindo o curso de Direito, atuando também no rádio jornalismo, nos Diários Associados, Rádio Borborema e Diário da Borborema, no início de 1981, onde foi diretor artístico, da Rádio Borborema, reencontrando Jota Barbosa e outros destaques da radiofonia, considerada destacada nacionalmente pela força dos Diários Associados que ainda monopolizavam no Nordeste, onde ficou até 1988.

Em seguida prestou concurso e foi aprovado para delegado de Polícia Civil de carreira, na recém-criada polícia de carreira da Paraíba, onde exerceu diversas funções em várias cidades paraibanas. Ele morava e trabalha em Campina Grande-PB, exercendo como titular na 7ª Delegacia Distrital, e desde então se afastou das atividades no rádio jornalismo.

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O GUARDA, A PESTE E O CANTADOR

 Clerisvaldo B. Chagas, 24 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.496

 

Essa pandemia faz lembrar o combate à peste, doença transmitida pelo rato. Isso já foi após a campanha da varíola que o povo chamava de “bexiga” e matou muita gente. Havia vários guardas de peste em Santana do Ipanema. Na minha rua morava um deles, na Travessa Benedito Melo morava outro e na Avenida N. S. de Fátima também. Inclusive, estourara o escândalo em que uma criança havia sido estuprada pelo guarda da Avenida. Dirigindo-me ao Grupo Escolar Padre Francisco Correia, encontrei multidão defronte a casa do homem, ou pedindo Justiça ou querendo linchá-lo. Nunca soube no que deu. O chamado guarda de peste deixava uma bandeira na porta ou janela da casa visitada, enquanto procurava colocar medicamento nos potes e em outros depósitos d’água. Muita gente fazia como os que hoje não querem usar máscara, isto é, não deixavam o guarda colocar o remédio. Alegavam que o líquido ficava com gosto estranho.

Os dedicados funcionários saiam também pela zona rural e muitas vezes passavam dias fora de casa. Como todo combate às doenças, em alguns lugares eram bem recebidos, em outros, escorraçados.

Certa feita, o poeta repentista já mencionado aqui em outro trabalho, Joaquim Vitorino, descansava numa rede no alpendre de uma fazenda, quando chegou um daqueles guardas. Joaquim fez uma crítica amarga ao futuro concorrente de um bom almoço na casa do fazendeiro. Sapecou-lhe uma décima:

 

Aqui no meu Nordeste

Vem gente igual ao senhor

Goza mais do que doutor

Nesse negócio da peste

Andando pelo agreste

Não lhe falta o que comer

E com esse parecer

A profissão tem regalo

Comendo galinha e galo

Botando o pote a perder

 

Não se brinca com repentistas.

REDE DE DORMIR (FOTO/DIVULGAÇÃO).


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANTÔNIO AMAURY EM HOMENAGEM NA REESTREIA DOS GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO 2021

 Por Manoel Severo

Antônio Amaury nos Grandes Encontros Cariri Cangaço 2021

Antônio Amaury Correia de Araújo possui fortes ligações com o Cariri Cangaço. Desde nossa primeira edição ainda no ano de 2009 como um de nossos principais incentivadores e apoiadores, sendo figura principal dentre todos os ilustres convidados daquele que se prenunciava como um dos maiores eventos já realizados sobre a temática cangaço. Ao longo desses últimos dez anos de Cariri Cangaço, tivemos a honra e o grande privilégio de contar com o Mestre Antônio Amaury em incontáveis de nossas agendas, sendo referência na pesquisa e estudo da temática cangaço, muito nos honra em tê-lo na família Cariri Cangaço eternamente.

"Era ainda o ano de 2015, fazia tempo que não encontrava São Paulo tão quente, a sensação térmica estava terrível, a umidade do ar e termômetro marcando 33º C em plena 18:30h só perdiam para a satisfação e alegria em reencontrar queridos e espetaculares amigos. O bairro; Jardim São Paulo;  extremamente agradável e a travessa Guajurus, um recanto onde pontuam preponderantemente residências, pequenos sobrados e pequenas vendas, nos transportam para uma "Sampa" mais tranquila, onde as pessoas ainda se cumprimentam nas calçadas, jogam conversa fora, sorriem juntas... É ali o "coito" de um dos mais respeitáveis pesquisadores sobre o cangaço no Brasil: Antônio Amaury Correia de Araújo, nosso Mestre." Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, sobre uma de suas últimas visitas ao Mestre Amaury...

"Mestre, segundo o "Aurélio" significa: Professor de grande saber e nomeada, o que é versado em qualquer ciência ou arte, oficial graduado de qualquer profissão... Para mim, Mestre é tudo isso e mais: É aquele que coloca a alma, o coração e todos os seus talentos e esforços, naquilo em que acredita, naquilo pelo qual tem paixão, naquilo que faz o olho brilhar. Querido amigo e Mestre Antônio Amaury temos você como nosso Mestre, e saiba que está em nosso coração" Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço.



Dessa forma o Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço na reestreia dos Grandes Encontros Cariri Cangaço presta uma homenagem, não só ao grande pesquisador e escritor, mas ao grande ser humano que foi Antônio Amaury Correia de Araújo, ou como nós costumamos chamar: Doutor AmauryCelebrado neste programa por toda família Cariri Cangaço e os ilustres participantes: pesquisadores e escritores; Conselheiros do Cariri Cangaço, parceiros de Amaury; Dr Leandro Cardoso e Luiz Ruben; além da presença mais que especial de Carlo Araújo, filho e companheiro de todas as horas, do maior pesquisador do cangaço de todos os tempos.


É NESTA PROXIMA QUARTA-FEIRA,
dia 24 DE MARÇO DE 2021 , as 19:30H
no CANAL DO YOUTUBE DO CARIRI CANGAÇO.

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/03/antonio-amaury-em-homenagem-na.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANIVERSÁRIO DO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA

 Por Conrado Matos

Vou falar na linguagem sertaneja. Hoje é aniversário de Padim Ciço. O Padim, considerado um santo pelos sofredores do sertão nordestino, nasceu no dia 24 de março de 1844. Deixo aqui o meu poema em sua homenagem.

REZAR PRA MEU PADIM CIÇO ROMÃO

Poesia de Conrado Matos

Tanta ingratidão no meu sertão

Vou fazer uma reza

Pra meu Padim Ciço Romão

A enchente vem de vez

Mata plantação

E quando não chove, seca tudo

Arrasa com meu feijão

Não tem jeito não

Quando não chove racha chão

Quando vem trovoada

O raio derruba meu mamão

Que perseguição!

Sertanejo nasceu pra sofrer

Prato vazio sem ter o que comer

E de manhã cedo parte pra roça

Antes do sol nascer

Conrado Matos - Psicanalista, Poeta, Filósofo, Escritor sergipano, residente em Salvador há 39 anos. Autor do livro A RECEITA da FELICIDADE vem de VOCÊ. Sócio Honorário do Programa NAÇÃO NORDESTINA. Especialista em Educação em Gênero e Direitos humanos pela Universidade Federal da Bahia/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas UFBA.


https://www.facebook.com/permalink.phpstory_fbid=1578349162364962&id=100005696808637&notif_id=1616597076900543&notif_t=tagged_with_story&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com