Por Wikipédia
Roberto Carlos
Braga OMC (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de
abril de 1941)[1] é
um cantor, compositor e empresário brasileiro.
Conhecido no
Brasil e na América Latina como "Rei", Roberto Carlos
começou a sua carreira no início da década de 1960 sob influência do samba-canção e
da bossa
nova. Com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o
amigo Erasmo Carlos, fundou as bases para o primeiro
movimento de rock feito
no Brasil. Com a fama, estrelou ao lado de Erasmo e Wanderléa um
programa na RecordTV chamado Jovem Guarda, que daria nome
ao primeiro movimento musical do rock brasileiro,
e que os alçou Roberto ao status de ídolos da geração. Além da
carreira musical, estrelou filmes inspirados na fórmula lançada pelos Beatles -
como Roberto Carlos em Ritmo de
Aventura (1968), Roberto Carlos e o Diamante
Cor-de-rosa (1970) e Roberto Carlos a 300
Quilômetros por Hora (1971).[2]
Na virada para
década de 1970 se tornou um cantor e compositor basicamente romântico, algo que
não modificou desde então. Logo também mudava seu público-alvo, que deixou de
ser o jovem e passou a ser o adulto. Entre 1961 e 1998, Roberto lançou um disco
inédito por ano. Atualmente continua se apresentando com frequência, e estrela
anualmente o especial intitulado Roberto Carlos Especial, exibido na semana
do Natal pela Rede Globo.
Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas, entre os
quais Caetano Veloso, Gal Costa e Maria
Bethânia.
Segundo
a Pro-Música Brasil, Roberto Carlos é o artista
solo com mais álbuns vendidos na história da música popular brasileira,[3] tendo
vendido mais de 140 milhões de cópias,[4] incluindo
gravações em espanhol, inglês, italiano e francês, em diversos países.
Primeiros anos
Nascido na
cidade de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, é o quarto e último filho
do relojoeiro Robertino Braga (1896—1980)[6] e
da costureira Laura Moreira Braga (1914—2010).[7][8] A
família morava numa casa modesta no alto de uma ladeira no bairro do Recanto.
Roberto tinha o apelido de Zunga.[9] Aos
seis anos de idade, no dia da Festa de São Pedro, padroeiro da cidade de
Cachoeiro do Itapemirim, Roberto brincando sobre a linha férrea sofreu fratura
em sua perna direita, socorrido por um agente de viagens da Cruzeiro do Sul,
levado por esse ao Rio, teve de amputar a perna até pouco abaixo do joelho.[10] Até
hoje ele usa uma prótese. Ainda criança aprendeu a tocar violão e piano, a princípio
com sua mãe e, posteriormente, no Conservatório Musical de Cachoeiro de
Itapemirim.[9]
Apesar de seu
sonho de infância de ser arquiteto, caminhoneiro, aviador ou médico, dedicou-se
à música. O ídolo na época era Bob Nelson,
um artista brasileiro que se vestia de cowboy e
cantava música country em português.[11] Incentivado
pela mãe, cantou pela primeira vez em um programa infantil na Rádio Cachoeiro,
aos nove anos.[12] Apresentou-se
cantando o bolero "Amor y más amor".[9] Como
prêmio pelo primeiro lugar, recebeu balas. O cantor recordaria anos depois o
momento, relatado na obra "Roberto Carlos em Detalhes",
de Paulo Cesar de Araújo: "Eu estava
muito nervoso, mas muito contente de cantar no rádio. Ganhei um punhado de
balas, que era como o programa premiava as crianças que lá se apresentavam. Foi
um dia lindo".[13] Tornou-se
então presença assídua do programa, todos os domingos acreditando no seus
sonhos de cantar.
Carreira
musical
1957 - 1961:
The Sputniks e começo da carreira solo
Ver artigo principal: The
Sputniks
Na segunda
metade dos anos cinquenta, Roberto Carlos mudou-se para o Rio de Janeiro e,[14] seguindo
a tendência juvenil da época, entrou em contato com novos ritmos musicais:
o rock and roll e o rockabilly,
passando a ouvir artistas como Elvis
Presley, Bill Haley, Little
Richard, Gene Vincent e Chuck
Berry.[15] Em
1957, Arlênio Lívio Gomes, um colega de escola, levou
Roberto Carlos para conhecer um grupo de amigos que se reunia na Rua do Matoso,
no bairro da Tijuca,
mais especificamente no Bar Divino que era na Rua Haddock Lobo, conhecida como
a Turma do Matoso. Lá conheceu Sebastião Maia, Edson Trindade, José Roberto
"China" e Wellington Oliveira.[16] Formou
com estes o seu primeiro conjunto musical, The
Sputniks. Em 1958, Roberto Carlos, por não encontrar a letra da canção
"Hound
Dog", de Elvis Presley, conheceu aquele que se tornaria o seu maior
parceiro musical, o fã de Elvis daquela turma de amigos, que era Erasmo Carlos.[9][16]
Os Sputniks,
conseguiram uma apresentação no programa “Clube do Rock,” apresentado por Carlos
Imperial na TV Tupi.[17] Após
a apresentação, Roberto procurou Imperial para agendar uma participação solo no
programa.[18] Sebastião
Maia (posteriormente conhecido como Tim Maia)
descobriu a tentativa de apresentação solo de Roberto e, após uma discussão com
o mesmo, saiu dos Sputniks e o grupo foi desfeito.[19] Edson
Trindade, Arlênio e China formaram o grupo The Snakes, chamando Erasmo para ser
vocalista.[20] A
carreira solo de Roberto foi iniciada no mesmo ano como cantor da boate do
Hotel Plaza, em Copacabana, cantando samba-canção e bossa nova.[14] Os
Snakes acompanhavam tanto Roberto Carlos quanto Tim Maia, contudo ambos nunca
fizeram parte do grupo.[20] Nessa
época, Roberto começou a namorar a atriz Maria
Gladys,[21] então
uma das dançarinas do "Clube do Rock". Carlos Imperial costumava
apresentar Roberto Carlos como o "Elvis Presley brasileiro" e Tim
Maia como o "Little Richard brasileiro".[20]
Em 1959,
Roberto Carlos lançou "João e Maria/Fora do Tom", um compacto
simples, onde imitava João
Gilberto.[22] Dois
anos depois, em 1961, ele lançava o primeiro álbum, Louco Por Você. Imperial
compôs boa parte das canções deste disco. O disco não chegou a ter tanto
sucesso e hoje é uma raridade.[23]
1961 - 1969:
Jovem Guarda e consolidação do sucesso
Ver artigos principais: Jovem
Guarda e Jovem Guarda (programa de
televisão)
Roberto Carlos
em sessão de autógrafos, 1966. Arquivo Nacional.
Roberto Carlos
insistiu em investir na música jovem da época e em novembro de 1963 lançou seu
segundo álbum de estúdio, Splish Splash.[24][25] Com
o amigo Erasmo, Roberto compunha versões de hits como "Splish
Splash", original de Bobby
Darin,[26] e
canções próprias, como "Parei na Contramão", que se tornaram grandes
sucessos. No ano seguinte, o cantor novamente esteve nas paradas de sucesso com
o álbum É Proibido Fumar, em
que, além da faixa-título, destacou-se a
canção "O Calhambeque", versão de "Road Hog".[27][28][29]
Agora
conhecido nacionalmente, em 1965 Roberto Carlos foi convidado a apresentar o
programa "Jovem Guarda" aos
domingos, na TV Record, ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa.[30] O
programa geralmente é apontado, para além da influência dos Beatles,
como origem da grande popularidade no Brasil de um movimento musical e cultural
inicialmente chamado de "Iê-iê-iê"
e depois também de "Jovem Guarda".[31] Ainda
em 1965, foram lançados os álbuns Roberto Carlos Canta para a
Juventude - com os sucessos "História de Um Homem Mau",
"Os Sete Cabeludos", "Eu Sou Fã do Monoquíni" e "Não
Quero Ver Você Triste", parcerias com Erasmo Carlos - e Jovem Guarda, com os
sucessos "Quero que Vá Tudo pro Inferno",
"Lobo Mau", "O Feio" (de Getúlio Côrtes) e "Não é Papo Pra Mim".[32][33]
Em 1966,
Roberto Carlos apresentou os programas "Roberto Carlos à Noite",
"Opus 7", "Jovem Guarda em Alta Tensão" e "Todos os
Jovens do Mundo", todos de vida efêmera na TV Record.[34] Foi
ainda nesse mesmo ano que o cantor se apresentou pela primeira vez em Portugal, em
um programa da emissora RTP.[15] Mas
o que mais marcaria aquele ano seria uma briga por motivos profissionais, que
quase colocou fim à parceria entre Roberto e Erasmo Carlos. A razão da
separação foi uma falha da produção do programa "Show em Si… Monal"
do cantor Wilson Simonal, da TV Record, que homenageava
Erasmo. A produção do programa havia preparado um pot-pourri com as composições mais famosas
de Erasmo, entre as quais "Parei na Contramão" e "Quero que Vá
Tudo pro Inferno". A controvérsia foi criada por conta de que estas
canções foram compostas em parceria com Roberto Carlos, mas os créditos foram
dados unicamente a Erasmo. Os dois se desentenderam, e a parceria ficou
suspensa por mais de um ano. Neste mesmo período, Roberto compôs "Querem
Acabar Comigo" e "Namoradinha de um Amigo Meu", que foram
lançadas no LP Roberto Carlos daquele ano. O
disco ainda tinha os sucessos "Eu Te Darei o Céu",
"Esqueça" (versão de Roberto Corte Real), "Negro Gato"
(de Getúlio Côrtes) e "Nossa Canção" (de Luiz
Ayrão).[35]
Roberto Carlos
compôs sozinho sucessos como "Como É Grande o Meu Amor por Você",
"Por Isso Corro Demais", "Quando" e "De Que Vale Tudo
Isso", que seriam lançados no LP Roberto Carlos em Ritmo de Aventura,
trilha sonora do filme homônimo, lançado
no ano seguinte, e que teve produção e direção de Roberto
Farias[36] e
elenco com José Lewgoy e Reginaldo
Faria. O filme tornou-se um grande sucesso de bilheteria do cinema
nacional. A relação entre Erasmo e Roberto Carlos voltaria ao normal por causa
de Em Ritmo de Aventura. Envolvido com diversos compromissos
profissionais, Roberto não conseguia finalizar a letra da canção de "Eu Sou Terrível", que seria a faixa inicial da
trilha sonora do longa-metragem. Então, ele pediu auxílio ao seu parceiro
Erasmo Carlos, que o ajudou a finalizar a letra.[37] Na
mesma época, havia um clima de rivalidade entre Roberto Carlos e o cantor Ronnie Von,
apelidado de "Príncipe" e que havia lançado os sucessos "A
Praça" (de Carlos Imperial) e "Meu Bem" (versão de
"Girl" dos Beatles), além de
apresentar o programa "O Pequeno Mundo de Ronnie Von" aos sábados, na
mesma TV Record. A disputa cresceu quando correu o boato de que Roberto Carlos
teria gravado a canção "Querem Acabar Comigo", com um retrato de
Ronnie Von bem à sua frente, fato este sempre negado pelo cantor. Outras rivalidades
da Jovem Guarda alimentadas pela imprensa da época foram entre Jerry
Adriani,[38] Wanderley
Cardoso, Wanderléa, Martinha, Erasmo Carlos, Carlos Imperial, Roberto Carlos
e Paulo Sérgio, revelado com o sucesso
"Última Canção".[39]

Roberto
Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa durante a gravação do filme Roberto
Carlos e o Diamante Cor-de-rosa, 1970. Arquivo Nacional.
Ainda naquele
ano, Roberto Carlos fez em Cannes os primeiros espetáculos no exterior e participou
de alguns festivais de Música Popular Brasileira. Com "Maria, Carnaval e
Cinzas" (de Luís Carlos Paraná), o cantor ficou em quinto lugar.[40] Algumas
pessoas hostilizaram a presença de um ícone da Jovem Guarda - tido como "alienado"
sob a óptica da época.[40] A
crítica não foi em vão, anos depois ele estaria no Festival de Viña del
Mar, no Chile,
concedendo palavras de extrema admiração ao ditador Augusto
Pinochet.[41]
Em 1968, foi lançado
o LP O Inimitável, numa clara referência ao cantor Paulo
Sérgio, que era acusado de ser um "imitador" de Roberto Carlos.[42] Disco
de transição na carreira do cantor, que acabara de deixar o programa Jovem
Guarda, o álbum teve influências na black
music (soul/funk)[42] e
emplacou vários sucessos, como "Se
Você Pensa", "Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo", "É
Meu, É Meu, É Meu", "As Canções que Você Fez Pra Mim" (todas
parcerias com Erasmo Carlos), "Ciúme de Você" (de Luiz Ayrão) e "E Não Vou
Deixar Você Tão Só" (de Antônio
Marcos). Ainda naquele ano, Roberto Carlos se tornaria o primeiro e único
brasileiro a vencer o Festival de Sanremo (na Itália), com
a canção "Canzone Per Te", de Sergio
Endrigo e Sergio Bardotti.[42][43]
A mudança de
estilo do cantor viria definitivamente em 1969. O álbum Roberto Carlos foi marcado por
um maior romantismo em lugar dos tradicionais temas juvenis típicos da Jovem
Guarda.[32][44][45] Entre
os sucessos deste LP estão "As Curvas da Estrada de Santos", "Sua
Estupidez" e "As Flores do Jardim da Nossa Casa", todas
parcerias com Erasmo Carlos.[44][46][47][32][48] Ainda
naquele ano, foi lançado Roberto Carlos e o Diamante
Cor-de-rosa, segundo filme dirigido por Roberto Farias e novo êxito de
bilheteria.[49][50]
1970 - 1980:
Do rock ao romantismo
Roberto Carlos
no início dos anos 1970
A década de
1970 marcaria o fim da Jovem Guarda e o início da carreira de Roberto Carlos
como intérprete romântico, com reconhecimento internacional.[51] O
cantor seria o artista brasileiro que mais venderia discos no país. Várias das
suas canções foram gravadas por artistas como Julio
Iglesias, Caravelli e Ray
Conniff. Em 1970, o cantor fez uma bem-sucedida temporada de shows no Canecão,[52] dirigido
pela dupla Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli (que produziram e dirigiram os
shows de Roberto Carlos durante 24 anos).[53] No
final daquele ano, foi lançado o álbum Roberto Carlos, que trouxe sucessos
como "Ana", "Vista a Roupa Meu Bem" e "Jesus Cristo", canção que também marcava
sua aproximação com a religião católica.[54][55]
Em 1971, foi
lançado Roberto Carlos a 300
Quilômetros por Hora, o último filme da trilogia dirigida por Roberto
Farias e também um grande sucesso nacional.[56] Ainda
neste ano, foi lançado Roberto Carlos, disco que contou com
os sucessos "Detalhes", "Amada Amante", "Todos Estão Surdos", "Debaixo dos Caracóis dos Seus
Cabelos" (homenagem a Caetano
Veloso, que estava exilado em Londres)[57] e
"Como Dois e Dois" (de Caetano).[58][59] O
álbum Roberto Carlos, de 1972, repercutiu
com "Como Vai Você" (de Antônio Marcos e Mário
Marcos), "A Montanha" e "Quando as Crianças Saírem de
Férias", além de ter sido o primeiro LP a atingir a marca de um milhão de
cópias vendidas;[60] e Roberto Carlos, de 1973, teve
arranjos de Chiquinho de Moraes, Jimmy Wisner e Jimmy Haskel,[61] com
"Rotina" e "Proposta" sendo as principais canções.[62]
Em 24 de
dezembro de 1974, a Rede Globo exibiu um especial do cantor, que obteve um
enorme índice de audiência. A partir daquele ano, o programa seria veiculado
anualmente, sempre no final do ano.[63][64][65]
Em 1975, o grande sucesso
seria "Além do Horizonte". No ano seguinte, o cantor
gravaria o "novo LP" nos estúdios
da CBS em Nova
Iorque. O álbum lançou as canções "Ilegal, Imoral ou
Engorda", "Os Seus Botões" e "Minha
Tia" (homenagem a Tia
Amélia). Em 1977,
Roberto Carlos gravou "Muito Romântico" (de Caetano
Veloso), "Cavalgada" e "Pra Ser Só Minha
Mulher" (de Ronnie Von), que havia sido seu maior rival na época da
Jovem Guarda, lançadas "no disco natalino" e que
alcançaram os primeiros lugares nas paradas musicais.
No ano seguinte, foi
lançado "Roberto Carlos", de onde se
destacaram as famosas "Café da Manhã", "Força
Estranha" (de Caetano Veloso) e "Lady Laura" -
esta última dedicada a sua mãe. O disco vendeu um milhão e quinhentas mil
cópias. Além de álbuns que vendiam mais de 1 milhão de cópias por ano, os shows
de Roberto Carlos eram também disputados: em 1978, o cantor percorreu o país
por seis meses, sempre com casas lotadas. Quando visitou o México em 1979, o Papa João Paulo II foi saudado com a
canção "Amigo", cantada por um coro de crianças. O evento foi
transmitido ao vivo para centenas de milhões de pessoas no mundo. Roberto
também se engajou na ONU em prol do Ano Internacional
da Criança. Nesse mesmo ano, seu ex-mordomo Nichollas Mariano publicou o livro
de memórias O Rei e Eu, que foi retirado das livrarias por meio de uma ação
judicial movida por Roberto Carlos.[66]
Década de 1980
No início
da década de 1980, participou de outra campanha, dessa
vez para o Ano Internacional da Pessoa Deficiente. Em 1981, o cantor fez
excursões internacionais e gravou o primeiro disco em inglês -
outros seriam lançados em espanhol, italiano e francês. Também gravou o disco anual, que contou
com sucessos como "Emoções", "Cama
e Mesa" e "As Baleias". Em 1982, Maria
Bethânia participou do álbum anual, no dueto "Amiga".
Era a primeira vez que o cantor convidava um outro artista para participar das
gravações do disco. "Roberto Carlos (1982)" ainda
teve o sucesso "Fera Ferida", outra parceria com Erasmo.
Em 1983,
Roberto Carlos processou o jornalista Ruy Castro por
uma reportagem na revista Status que
detalhava seus romances na época da Jovem Guarda.
Em 1984, sua canção "Caminhoneiro" foi
executada mais de três mil vezes nas rádios do país em um único dia e, no ano
seguinte, "Verde e Amarelo" bateria esta marca ao ser
tocada três mil e quinhentas vezes.[67] Em 1985, participou da
campanha para ajudar as crianças da América
Latina, na canção "Cantaré Cantarás" ao lado de Julio
Iglesias, Gloria Estefan, José
Feliciano, Plácido Domingo, entre outros. Em 1987, Roberto foi
homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu com o enredo "Roberto
Carlos na cidade da fantasia". Ganhou em 1988 o Grammy de
Melhor Cantor Latino-americano e, no ano seguinte, atingiu o topo da parada
latina da Billboard. Ainda em 1989, teve grande
repercussão com "Amazônia". No tradicional especial de fim de
ano da Rede Globo cantou sucessos como Outra Vez ao lado de Simone.
Década de 1990
O cantor
Roberto Carlos cumprimenta o Papa João Paulo II durante a sua visita ao Brasil,
em 1997.
Durante
a década de 1990, o sucesso de Roberto Carlos
prosseguiu tanto em nível nacional quanto internacional. Em 1992, gravou seu nome
na Calçada da Fama em Miami nos
Estados Unidos, para artistas latinos. Em 1993, Roberto Carlos
impediu uma série de reportagens sobre sua infância no jornal Notícias Populares. Em 1994, Roberto Carlos
conseguiu bater os Beatles em vendagens na América Latina, vendendo mais de 70
milhões de discos. No mesmo ano, grandes artistas do rock nacional da época,
como Cássia Eller, Kid Abelha, Skank, entre outros,
gravam o disco REI em que eles interpretam grandes sucessos do cantor,
e este é lançado no mesmo ano. Em 1995, liderados
por Roberto Frejat, grandes nomes do pop-rock brasileiro
como Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Barão
Vermelho e Skank homenagearam Roberto Carlos com a gravação de canções
da época da Jovem Guarda. No ano seguinte, Roberto Carlos emplacou mais um
sucesso em parceria com Erasmo Carlos: "Mulher de 40"; e gravou
ao lado de Julio Iglesias, Gloria Estefan, Plácido Domingo, Ricky
Martin, Jon Secada, entre outros, em espanhol a canção Puedes
Llegar, o tema das Olimpíadas de Atlanta nos
Estados Unidos. Já em 1997, foi lançado o álbum em língua espanhola "Canciones
que amo".
Em 1998, em decorrência
da doença de sua esposa Maria Rita, Roberto Carlos teve de conciliar a gravação
do disco anual e o apoio à esposa internada na capital
paulista. "Seu disco anual", que quase não
foi lançado, tinha apenas quatro canções inéditas, entre elas "O
Baile da Fazenda", uma parceria com Erasmo Carlos e que contou com a
participação especial de Dominguinhos,
o restante das músicas foram tiradas de um show realizado pelo cantor no Olympia em São Paulo. Em 1999, o agravamento do
estado de saúde de Maria Rita, seguido de sua morte em dezembro daquele ano,
fez com que o cantor deixasse de apresentar o tradicional especial de final de
ano na Rede Globo e não gravasse o disco anual.[68][69] A
gravadora Sony acabou lançando "Os 30 Grandes Sucessos (Vol. 1 e
2)", uma coletânea dupla com os maiores sucessos da carreira de Roberto e
uma faixa-inédita, a religiosa "Todas as Nossas Senhoras",
escrita com Erasmo, e também o álbum "Mensagens", reunindo as
músicas religiosas gravadas pelo cantor ao longo de sua carreira. Ainda em 99,
uma compilação com 20 sucessos em espanhol do cantor foi lançada em países
latinos, ganhando disco de ouro no Uruguai.[70]
Década de 2000
Roberto Carlos
em abril de 2009.
Depois de um
período de reclusão, Roberto Carlos retomou sua carreira com a turnê "Amor
Sem Limite", inaugurada em Recife, em
novembro de 2000,[71][72] título
da canção - feita em homenagem a Maria Rita - de maior destaque no álbum
lançado em dezembro daquele mesmo ano.[73][74] Ainda
naquele ano, o cantor rompeu o contrato com a gravadora Sony (ex-CBS),[75][76] após
39 anos de parceria.[77] Em 2001, Roberto recebeu
inúmeras homenagens pelo 60º aniversário e gravou o álbum "Acústico MTV",[78] depois
de meses de negociações entre a Rede Globo e a MTV Brasil.[79][80] O
álbum trouxe 14 releituras em versão acústica para antigos sucessos, alguns
cantados com a participação de artistas como Samuel
Rosa, do Skank (em "É Proibido Fumar"), Tony
Bellotto, dos Titãs (em "É Preciso Saber Viver"), entre outros.
No ano seguinte, Roberto
Carlos foi acusado pelo maestro Sebastião Braga de plagiar a melodia da sua
composição "Loucuras de Amor" em "O Careta",
de 1987.[81] Também
foi lançado o DVD "Acústico MTV",[82] que
logo seria retirado de circulação devido a problemas contratuais. Em
comemoração aos 90 anos do Bondinho do Pão de Açúcar, o cantor fez
uma apresentação para 200 mil pessoas no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.[83] Em
dezembro de 2002, Roberto Carlos foi condecorado com a Ordem do Mérito Cultural pelo então
presidente Fernando Henrique Cardoso na biblioteca do Palácio da Alvorada.[84]
No final
de 2003,
apresentou-se no Ginásio do Maracanãzinho,
onde foram gravadas imagens para o tradicional especial natalino na Rede Globo,
e também onde foi divulgado seu novo álbum, "Pra Sempre", totalmente
dedicado a Maria Rita. Com nove canções inéditas, o disco contou com "O
Cadillac" (única faixa escrita com Erasmo), "Acróstico" (cujas
primeiras letras dos versos formam a frase "Maria Rita Meu Amor") e a
bela "Todo Mundo Me Pergunta", além da faixa título "Pra
Sempre".
Em janeiro
de 2004,
Roberto fez um show no Ibirapuera, em São Paulo, como parte das
comemorações dos 450 anos da cidade. Em outubro do mesmo ano, o cantor lotaria
o Estádio do Pacaembu, também na capital
paulista, na apresentação do show "Pra Sempre" e que seria
lançado em DVD. Após iniciar tratamento terapêutico, ele também reconheceu
publicamente sofrer de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo),[85] síndrome
que o levou a um comportamento excessivamente supersticioso e o fez abandonar
do repertório dos espetáculos canções famosas como "Café da
Manhã", "Outra Vez" e "Quero que Vá Tudo pro
Inferno". Em entrevista coletiva, admitiu que poderia voltar a cantá-las,
demonstrando os resultados do tratamento.[86] Desde
fevereiro desse ano, Roberto produz o show Emoções em Alto Mar em
seu cruzeiro MSC
Preziosa.[87] No
final desse ano, comemorou o 30º aniversário do primeiro especial para a Rede
Globo e foi lançado o primeiro volume de sua discografia, em uma caixa por
década, que reúne seus discos em formato mini-LP e sonoridade remasterizada.
Em 2005, o Jornal
do Brasil organizou uma votação sobre discos que emplacaram diversos
sucessos ao mesmo tempo na música brasileira. Os primeiro e o segundo lugares
ficaram com Roberto Carlos, com "Roberto Carlos em Ritmo de
Aventura", de 1967 (com sucessos como "Eu Sou Terrível", "Quando" e "Como
É Grande O Meu Amor Por Você") e "Roberto Carlos", de 1977
(com sucessos como "Amigo", "Outra Vez", "Cavalgada", "Falando
Sério", "Pra Ser Só Minha Mulher" e "Jovens
Tardes de Domingo").
Nesse mesmo
ano, chegou a um acordo com o maestro Sebastião Braga, que o acusava de plagiar
uma canção sua.[88] Apesar
do sucesso de vendas, os trabalhos recentes de Roberto Carlos continuam a
desagradar à crítica, que o considera repetitivo. Ainda naquele ano, recebeu
uma indicação e venceu o Grammy
Latino na categoria Melhor Álbum de Música Romântica, pelo álbum "Pra Sempre Ao Vivo no
Pacaembu".[89]
A polêmica
biografia de RC, à venda mesmo depois da apreensão judicial (foto de André
Oliveira/flickr).
Em 2006, o GNR lança
sua versão de "Quero que Vá Tudo pro Inferno", contando,
inclusive, com um clipe em que aparece o vocalista Rui Reininho. Essa nova
versão fez parte do disco ContinuAcção - O Melhor de GNR Vol. 3.
Em dezembro de
2006, foi lançado "Duetos", CD com quatorze faixas e DVD
com dezesseis números, que apresentava momentos tirados dos especiais gravados
para a Rede Globo desde a década de 1970. No mesmo período, a Editora Planeta
lançou o livro "Roberto Carlos em Detalhes", de Paulo Cesar de Araújo,[90] uma
biografia não-autorizada sobre o cantor, resultado de uma pesquisa ao longo de
16 anos e reuniu depoimentos de cerca de 200 pessoas que participaram da
trajetória de Roberto.[91] Roberto
Carlos repudiou a publicação, alegando haver nela inverdades, e anunciou sua
intenção de retirar de circulação a obra. Ainda neste ano Roberto Carlos ganha o
Grammy Latino pelo melhor álbum de música romântica.
Em janeiro
de 2007, o cantor
fez uma viagem à Espanha, onde gravou o primeiro álbum em espanhol em uma
década: "En Vivo". A Justiça deu ganho de causa
a Roberto Carlos e o livro "Roberto Carlos em Detalhes" foi retirado
das lojas ao final de fevereiro de 2007.[92] Em 27 de
abril de 2007, após longa audiência no Fórum Criminal da Barra Funda,
em São Paulo, foi determinado o recolhimento de todos os exemplares do livro.[93] Em
junho, fez apresentações no Canecão. Além de participações especiais dos
cantores Gilberto Gil e Zeca
Pagodinho, dos jornalistas Nelson
Motta e Leda Nagle e atores e atrizes consagrados, o
repertório do show contou com a íntegra de "É Preciso Saber
Viver", canção cujo verso "se o bem e o mal existem" o
cantor se recusava a cantar fazia muito tempo, em função do TOC (transtorno
obsessivo-compulsivo), de que falou descontraído e apontando melhoras.
Em 2008, Roberto e
Caetano Veloso fizeram juntos um show em tributo a Antônio Carlos Jobim que foi registrado
no CD e DVD "Roberto Carlos
e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim". Nesse show participaram com
eles Jaques Morelenbaum, Daniel
Jobim e Wanderléa. Na ocasião em que completou 50 anos de carreira,
em 2009,
iniciou uma turnê de comemoração de 50 anos,
cuja primeira apresentação foi em Cachoeiro de Itapemirim, sua cidade natal, no
dia em que o Rei completou 68 anos. O show foi no Estádio Sumaré, em 19 de abril daquele ano.
Em abril, aconteceu o show "Elas Cantam Roberto - DIVAS",
no Theatro Municipal de São Paulo, que
contou com a participação de grandes cantoras nacionais como Adriana Calcanhoto, Alcione, Ana Carolina, Claudia
Leitte, Daniela Mercury, Fafá de Belém, Fernanda
Abreu, Ivete Sangalo, Luiza
Possi, Marina Lima, Mart'nália, Nana
Caymmi, Paula Toller, Rosemary, Sandy, Wanderléa, Zizi Possi,
a apresentadora Hebe Camargo[94] e
a atriz Marília Pêra. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais
influentes do ano de 2009.[95]
Década de 2010
Em 17 de
março de 2010,
gravou o CD e DVD "Emoções Sertanejas" ao lado de
artistas da música sertaneja, como Paula
Fernandes, Victor & Leo, Bruno
& Marrone, César Menotti & Fabiano, Gian
& Giovani, Tinoco, Sérgio
Reis, Dominguinhos, Milionário & José Rico, Chitãozinho & Xororó, Almir
Sater, Daniel, Leonardo, Nalva
Aguiar, Roberta Miranda, Martinha, Elba Ramalho,
entre outros. O especial foi exibido pela Rede Globo no dia 1º de
abril do mesmo ano e lançado em CD e DVD meses depois. Pela primeira
vez desde 1974 Roberto Carlos fez um show gratuito ao vivo na Praia de
Copacabana no dia 25
de dezembro de 2010 para um público de 700 000 pessoas e transmitido
ao vivo pela Rede Globo. O show contou com participações especiais do grupo de
pagode Exaltasamba, dos sertanejos Bruno & Marrone e da
cantora Paula Fernandes, do sambista Neguinho da Beija Flor e a bateria
da escola de Nilópolis (que levou em
seu desfile a vida do Rei Roberto Carlos para o sambódromo no carnaval de 2011),
além de um coral de 200 crianças da comunidade da Rocinha.
Em 2011, a Beija-Flor foi
a grande campeã do Carnaval carioca, com o enredo "A
simplicidade de um rei", sobre a vida de Roberto Carlos. Com um desfile
tecnicamente perfeito, marca registrada da agremiação, a azul e branco contou
com todo o carisma do Rei, que veio no último carro alegórico e levou a Marquês
de Sapucaí ao delírio. Ao final do desfile, Roberto Carlos disse que chorou e
sorriu na avenida. No segundo semestre o cantor realizou um show para mais de
cinco mil pessoas na cidade de Jerusalém.
O evento na cidade santa foi cantado em várias línguas e gravado CD e DVD com
tecnologia 3D.
Em novembro
de 2012, é
lançado "Esse Cara Sou Eu". O álbum chegou à liderança
do ranking de vendas do iTunes Brasil apenas com compras antecipadas, faltando
ainda uma semana para o lançamento.[96]
Em abril
de 2013,
Roberto Carlos tentou impedir a venda do livro Jovem Guarda: Moda, Música
e Juventude, de Maíra Zimmermann, resultado de uma dissertação de mestrado em moda, cultura e arte nos anos
1960. O livro foi publicado com apoio da FAPESP pela
Estação Letras e Cores.[97] Em
4 de maio de 2013, Roberto Carlos entrou com um processo de indenização contra
o presidente da Venezuela Nicolás
Maduro pelo uso indevido da música Detalhes em sua campanha
eleitoral.[98] Em
novembro de 2013, Roberto Carlos deixou o grupo Procure Saber, formado por
cantores como Caetano Veloso, Chico
Buarque, Djavan,
Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Milton
Nascimento e Marisa Monte, que defendia a autorização prévia para
biografias não autorizadas.[99] Em
dezembro do mesmo ano, Roberto Carlos lançou "Remixed" com 5 faixas
remixadas de antigos sucessos pelo grupo de Junior
Lima e mais DJs.[100]
Em maio
de 2014,
a Companhia das Letras lançou o livro O
Réu e o Rei de Paulo Cesar de Araújo, que conta os bastidores da proibição
da biografia não autorizada Roberto Carlos em Detalhes.[101][102] Em
novembro de 2014, a Friboi rompeu
um contrato de 45 milhões com Roberto Carlos, então garoto-propaganda das
carnes Friboi e dos produtos Swift. O motivo para a polêmica se deu
pelas dúvidas e piadas que surgiram nas redes sociais se o Rei tinha realmente
voltado a comer carne depois de 30 anos.[103][104][105] Nesse
mesmo mês, Roberto Carlos lançou uma fotobiografia com
quase 400 páginas que reúne mais de 4 mil fotos de toda a sua trajetória
artística e pessoal.[106] No
segundo semestre, o cantor realizou um show para mais de 7 mil pessoas na
cidade de Las Vegas. O evento na cidade dos cassinos foi cantado em
várias línguas e ocorreu no hotel MGM Grand Las Vegas e gravado em CD e DVD
também com tecnologia 3D. Em dezembro de 2014, foi lançado "Duetos 2", CD e DVD com doze faixas,
que apresenta momentos tirados dos especiais gravados para a Rede Globo nos
últimos anos. Nesse período, Roberto Carlos processou um empresário paraibano homônimo
por causa do nome de uma empresa. A Justiça de São Paulo julgou improcedente a
ação.[107]
Em março
de 2015, o
deputado federal Tiririca foi condenado a pagar uma
indenização a Roberto e Erasmo Carlos por parodiar a música "O
Portão" nas eleições de 2014.[108] Pouco
tempo antes, em fevereiro de 2015, Roberto Carlos pediu a retirada de suas
músicas dos sites de cifras na internet.[109]
Em outubro de
2015, o advogado Selmo Machado Pereira lançou o livro "STF, Paulo Coelho e
a biografia de Roberto Carlos" pela Editora
Saraiva. Nesse mesmo mês, Roberto Carlos lançou o CD e DVD "Primera Fila", onde
regravou seus grandes sucessos em português e espanhol com arranjos modernos. O
registro ocorreu no lendário Abbey Road Studios, em comemoração aos 50 anos
da primeira gravação do cantor em espanhol.[110]
Em 19 de abril
de 2016,
Roberto Carlos em comemoração aos seus 75 anos, realiza no Estádio Sumaré, na
sua cidade-natal de Cachoeiro de Itapemirim, um show para 12 mil pessoas.[111] Também
em 2016, Roberto Carlos voltou a cantar a canção "Quero que Vá Tudo
pro Inferno" depois de 30 anos no especial daquele fim de ano e
afirmou que melhorou do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).[112][113]
Em abril
de 2017,
Roberto Carlos lançou mais um EP com
as músicas "Sereia",[114] "Chegaste"[115] (em
parceria com Jennifer Lopez), "Vou Chegar Mais Cedo em
Casa" e "Sua Estupidez". O formato de Extended Play
vem sendo mantido na carreira do cantor desde o grande sucesso de vendas
alcançado com o EP "Esse Cara Sou Eu" em 2012.[116]
Em setembro
de 2018,
Roberto Carlos lançou o CD Amor sín Limite,[117] com
dez músicas inéditas em espanhol, quatro delas recém-compostas e seis versões
em espanhol de músicas anteriormente gravadas em português.[118] Entre
as músicas do disco estão "Que Yo Te Vea",[119] "Esa
Mujer"[120][121] (em
parceria com Alejandro Sanz) e "Regreso".[122][123][124] O
álbum também ganhou uma versão em LP, a primeira que o cantor lançou depois de
22 anos.[125][126][127][128]
Em 19 de abril
de 2021, reportagem do jornal "O Globo" celebrou os 80 anos do Rei.
Com curiosidades: 180 é o número de rosas que Roberto Carlos distribui em seus
shows. São 144 vermelhas e 36 brancas.[129] Neste
especial, personalidades foram convidadas com a missão de eleger a melhor
canção do Rei: "Como É Grande O Meu Amor Por Você" (1967) recebeu 5
votos. [130]
Vida pessoal
No período da
Jovem Guarda, ele possivelmente teve um caso passageiro com a modelo Maria Stella Splendore, então mulher do
famoso estilista Dener. Desta relação, há a possibilidade,
até hoje não confirmada, do cantor ser pai da filha de Maria Stella, Maria
Leopoldina Splendore Pamplona de Abreu. Isto teria sido o pivô da separação de
Dener e Maria Stella.[131]
Ao longo dos
anos, o cantor teve casos efêmeros com a cantora Maysa, a socialite
Sílvia Amélia Chagas, neta do médico e sanitarista Carlos
Chagas e a atriz Sônia
Braga.[132][133]
Em 1968,
casou-se em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia),
com Cleonice Rossi,[134] que
morreu de câncer de mama em 1990.[135] Cleonice
é mãe de seus dois filhos: Roberto Carlos Segundo, chamado de Segundinho,
nascido em 1969, e Luciana, nascida em 1971. Segundinho nasceu com glaucoma de
difícil tratamento e hoje tem menos da metade da capacidade visual e anda
sempre de bengala e acompanhado.[136] Roberto
Carlos ainda assumiu a paternidade de Ana Paula Rossi Braga, filha de um namoro
prévio de Cleonice em que o pai do bebê não quis assumir. Roberto, então, por
amor à esposa, se apegou à filha dela e a registrou como
sua filha. Em 1979, o casamento com Cleonice se desfez, iniciando um romance
com a atriz Myrian Rios, com quem teve um casamento que duraria
onze anos, sem filhos.
Na década de
1990, o cantor descobriu que o seu breve relacionamento com a modelo e
comerciante Maria Lucila Torres gerou um filho, Rafael Carlos Torres Braga, que
ele assumiu como seu filho legítimo através de teste de paternidade. À época, Maria Lucila
não quis revelar a Roberto que ele a tinha engravidado por vergonha, pois foi
um caso passageiro que tiveram. Ela sempre falava ao filho que Roberto era seu
pai e Rafael fez o teste para realizar o desejo da mãe. Após alguns meses de
ter descoberto que Roberto era seu pai, Rafael perdeu a mãe: Maria Lucila
morreu de câncer de mama.[137]
Em 1996, o
cantor casou-se com sua antiga namorada, a pedagoga Maria Rita Simões e não
quiseram ter filhos. Eles se conheceram em 1977, quando a enteada de Roberto
Carlos apresentou a amiga ao padrasto em um show no interior de São Paulo, já
que Ana Paula e Maria Rita estudaram juntas, mas o pai de Maria Rita não
aceitou a aproximação dos dois por Roberto ser bem mais velho. Eles se
separaram e só voltaram a se reencontrar quatorze anos depois, em 1991, quando
começaram a namorar.[136] Em
1998, Maria Rita foi diagnosticada com câncer em
todos os órgãos e morreu em dezembro de 1999, fato que abalou profundamente
Roberto Carlos.[138]
Em 17 de abril
de 2010, morreu aos 96 anos Laura Moreira Braga, mãe de Roberto, vítima
de infecção respiratória. A notícia da morte de
sua mãe foi dada durante uma apresentação que Roberto Carlos fez no Radio City Music Hall, em Nova
Iorque.[12][139] Em
16 de abril de 2011, Ana Paula, sua filha adotiva, morreu aos 47 anos nos
braços do marido, o guitarrista Paulo Coelho Soares, que toca na banda de
Roberto. Ana Paula morreu repentinamente de parada cardíaca.[140]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Carlos
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