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sábado, 7 de maio de 2022

CANGAÇO_BATE-PAPO EM ANGICO_PARTE 1

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=pwVycHddWfs&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

83 anos após o cerco a Angico estivemos juntos com os pesquisadores Jairo Luiz Oliveira, Afrânio Gomes e Beto Sousa, o perito Victor Portela, os cinegrafistas Felipe Mafuz e André Feijó e o jornalista e documentarista João Marcos revisitando a grota. 

Nesse dia, tivemos um grande bate-papo in loco sobre como teria acontecido o cerco à Grota do Angico em 1938. 

Link desse vídeo: https://youtu.be/pwVycHddWfs

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LUTA ENTRE DOIS GIGANTES - SABINO E LAMPIÃO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=Wxv_CjR-YUg&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Uma história fantasiosa que foi fruto da imaginação do ex-cangaceiro Volta Seca e que foi contada ao jornalista Berliet Júnior do jornal Diário da Noite e que foi apresentada em matérias que foram produzidas e exibidas no supracitado jornal entre os meses de dezembro de 1949 e janeiro de 1950.

De forma errônea e floreada, Volta Seca conta o motivo que levou Lampião ao cangaço e fala sobre um suposto duelo que nunca houve entre Lampião e Sabino das Abóboras. Importante não esquecer que Volta Seca entrou no cangaço no ano de 1929 e Sabino das Abóboras foi morto em março de 1928, portanto não foram contemporâneos no cangaço.
Sem mais delongas. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaçologia Shorts e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

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OS IRMÃOS DE LAMPIÃO | O CANGAÇO NA LITERATURA #155

Por O Cangaço na Literatura 

https://www.youtube.com/watch?v=Vb3nbTS8HRg&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Conhece a história de todos os irmãos de Lampião? Hoje nosso programa foi em busca do lugar onde João Ferreira foi enterrado.

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FOTO RARÍSSIMA - Os donos da Carnaúba

Por Kiko Monteiro

A foto é de 1920.- Acervo: Leandro Cardoso Fernandes.

O casal Napoleão Franco da Cruz Neves, da fazenda Carnaúba em São José do Belmonte,PE (em cujas terras Lampião assume em 1922 a chefia do bando) e Donana Neves do Jardim (Ana Pereira Neves, irmã do coronel Manoel Pereira Lins, o "Né da Carnaúba). Ao lado dela se terno escuro um dos vários Pereiras que se homiziaram em suas terras (segundo Dr. Napoleão estava se recuperando de ferimentos sofridos nas pelejas do Pajeú).

Atrás dele, Joaquim Pereira Neves, pai do Dr. e escritor Napoleão Tavares Neves.

Nesta mesma propriedade, em 1926, Lampião recebera a carta do padre Cícero Romão para ir até o Juazeiro.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2020/06/foto-rarissima.html

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OS FAMOSOS BILHETES DE LAMPIÃO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=JWVOuCz5IGc&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Luiz de Cazuza e Neco de Pautilha: - Morte dos irmãos Antônio e João Néo - Os bilhetes de Lampião - Ganhava dinheiro na volante? - A morte de Lampião - Água no Raso da Catarina Link desse vídeo: https://youtu.be/JWVOuCz5IGc

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CAPARAM PEDRO BATATINHA | O CANGAÇO NA LITERATURA #189

Por O Cangaço na Literatura 

https://www.youtube.com/watch?v=nWprK_CPyS0

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NO RASTRO DOS CABRAS - TENENTE ALFREDO E O CANGACEIRO MORENO

 Por Luís Bento

          

Alfredo Dias da Cruz, Tenente  Alfredo. 

Tenaz perseguidor  ao grupo de Antônio Inácio da Silva o cangaceiro " Moreno ".

Por ordem do chefe maior do cangaço, Lampião, o cangaceiro moreno encontrava-se no sul do Cariri cearense, por volta do ano de 1937 a início de 1938. O cangaceiro Moreno e seu grupo, tinham com finalidade  um acerto de conta com o fazendeiro Antônio Teixeira Leite seu Tonho da Piçarra. Uma dívida do passado, a morte do Cangaceiro Sabino Gomes, lugar tenente  em 27 de março de 1928. Essa missão foi determinada  por Lampião  a Moreno, por ele conhecer muito bem a região, antes mesmo  de ingressar no cangaço,  morou no município de Brejo Santo, bem próximo da Fazenda Piçarra.

 


Essa missão imposta por Lampião ao cangaceiro Moreno, era matar Antônio da Piçarra e levar a orelha como prova cabal do assassinato. Depois de várias tentativas,o cangaceiro Moreno terminou desistindo, e seu Tonho continuou vivo com sua invejável  lucidez, memória e simpatia irradiante.

Moreno

Em perseguição ao grupo de cangaceiros  que assolavam a região, o tenente Alfredo Dias, montou pontos estratégicos para prender ou até mesmo eliminar o grupo. A primeira  estratégia sugerida  pelo tenente, segundo informações dos moradores do antigo Macapá atual Jati, foi: vigiar todos as fontes d'águas da região, proibiu a venda de feira grandes, que  na época era suspeitas, feira pra cangaceiros. Segundo moradores da região, era oferecida posição de destaque perante a força do governo, a quem fornecerá informação privilegiada.           

Na passagem do Cangaceiro Moreno pela região, houve um desentendimento entre os moradores: Manoel Gomes da Rocha, Nóia Gomes e Pedro Carolino de Sousa no sítio São Francisco em Macapá, Jati. 

Esquerda p Direita, circulados Manoel Gomes da Rocha, Nóia Gomes, Pedro Carolino de Sousa e o Tenente Alfredo.

 

Aconselhados pelo tenente Alfredo Dias, Nóia Gomes e Pedro Carolino, procuraram o Q.G. Quartel General da Cidade de Juazeiro do Norte, incorporaram  a volante do tenente Alfredo Dias da Cruz e deram continuidade a campanha de combate aos cangaceiros em solo nordestino.
           

  *É Diretor de Cultura no município de Jati, CE/19/02/22/.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2022/02/no-rastro-dos-cabras.html

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CASO CARLINHOS - UMA HISTÓRIA QUE NÃO TERMINOU.

 Por José Mendes Pereira

Você que conhece a história do Carlinhos, um dos sete filhos da dona de casa Maria da Conceição Ramires da Costa e do industrial João Mello da Costa, precisa ler o livro "Caso de Carlinhos - Uma História que Ainda não Terminou", que foi sequestrado na noite de 2 de agosto de 1973, por um homem mascarado, que invadiu a casa onde a família morava no Rio de Janeiro, na Rua Alice. O livro é dos escritores Carlos Henrique Pontes e Isnard Martins. 

Mas o Carlos Pontes me revelou algo através de e-mail, o qual recebi hoje. Não ponho aqui, porque faz parte do seu trabalho que deverá sair logo.

Adquira através deste e-mail: - casocarlinhosolivro@gmail.com

PADRE ASSIS É NOMEADO CHANCELER DA CÚRIA METROPOLITANA - ARQUIDIOCESE DE NATAL

 Por Edvaldo Morais

O Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, nomeou o Padre Francisco de Assis de Melo Barbosa, como Chanceler da Cúria Metropolitana de Natal. Padre Assis acumula a função de pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba. Até o momento, a função de Chanceler vinha sendo exercida pelo Padre Rodrigo Fernandes de Souza Paiva, que irá para Roma, onde fará Mestrado em Teologia Fundamental. Padre Assis Melo foi Vigário Paroquial de Ceará-Mirim por doze anos.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10209761281904764&set=a.2007843371719

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sexta-feira, 6 de maio de 2022

IMPORTANTES LIVROS

 Por Kydelmir Dantas


Para que a História da morte de Jararaca seja escrita de forma correta, ver o livro "Nas Garras de Lampião: Diário do Coronel Gurgel. BRITO, Raimundo Soares de & GURGEL, Antonio. Coleção Mossoroense. 2ª edição. 2006. Evitará suposições.


Para saber o número exato dos cangaceiros do bando de Lampião, naquele 13 de junho de 1927, ver o livro: Lampião e o Rio Grade do Norte: A História da Grande Jornada. DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. Natal: Editora Cartgraf, 2005.


Leia também este excelente livro sobre o cangaceiro Jararaca escritor por Marcílio Lima Falcão.


Entre em contato com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br
Kydelmir Dantas
Mossoró-RN

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"O GLOBO" - 10-02-1930

 


AMIGOS:

O DOUTOR Fernando Menezes de Góes, advogado e delegado de polícia em Cachoeira, cidade do recôncavo baiano, nos idos de 1930, em entrevista ao "O Globo", publicada na edição do dia 10/02/1930, pessoa que o jornal apresenta como "observador e conhecedor seguro das condições do seu Estado", a respeito da campanha contra Lampião no interior da Bahia, disse, dentre outras coisas, “que todos os crimes e devastações praticados por Lampião e os seus sequazes, no território da Bahia, têm sido instaurados inquéritos rigorosos. Quando for capturado, o bandido será imediatamente entregue à Justiça para julgamento. São diversos os processos-crimes preparados contra o chefe da horda, que é hoje pronunciado pela Justiça do Estado. Quando do ataque feito à estação de Itupimirim, que foi incendiada pelo bando, o próprio Secretário da Polícia, apenas teve conhecimento da ocorrência, se dirigiu à remota localidade, onde a par de outras providências de caráter urgente, determinou e assistiu, em pessoa, à abertura do inquérito sobre o crime. Isso revela o desvelo e o interesse que o Dr. Madureira de Pinho tem dedicado à campanha contra o banditismo errante, o qual se acoita nas caatingas sáfaras do nordeste da Bahia”.

Em face das informações dadas pela autoridade acima, de que inquéritos e ações penais houveram naquela época, na Bahia, contra Lampião, eu pergunto aos amigos se foi fato o que disse o entrevistado; aproveitando para perguntar se temos notícia de alguma sentença condenatória prolatada contra este cangaceiro, na Bahia ou em qualquer outro lugar.

Imagem apresentada pelo "O Globo" como sendo a do Dr. Fernando Menezes de Góes.

Fonte: facebook

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DADÁ É SINÔNIMO DE BRAVURA E CORAGEM

 Por Francimary Oliveira


Os livros mais vendidos no mundo atualmente são os livros de auto ajuda, as livrarias estão cheias deles. Dadá é o melhor livro de auto ajuda que eu conheço. Ela vivenciou cada segundo de sua existência com bravura, coragem e determinação ímpar. Teria se assim quisesse motivos para viver recolhida e afastada, se lamentando por tudo que a vida lhe ofereceu. 


Mas, ela resolve, ainda criança ser líder da sua própria história. E TODAS as coisas que para muitas mulheres seriam impossíveis, para Dadá o impossível não existia. Sua condição de mulher, nascida no sertão nordestino, em uma família pobre não foram motivos para diminuir a sua vontade que tinha de viver. 

E assim foi durante sua passagem pelo Cangaço como companheira de Corisco, e mesmo depois, com o fim do Cangaço, sua luta continuou, agora não com armas, mas com muita Coragem e Bravura que lhe foram constantes durante toda sua existência. Dadá, uma mulher que venceu!

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2015_04_25_archive.html

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'NOSSA HOMENAGEM À SUÇUARANA DO CANGAÇO'

 

A Cangaceira Dadá
(Transcrição)

"Sérgia da Silva Chagas, mais conhecida como Dadá, foi uma das cangaceiras mais importantes que já existiu. Nasceu em 25 de abril de 1915 em Belém de São Francisco e faleceu em fevereiro de 1994, em Salvador. Seu nome correto ainda é uma incógnita, pois enquanto em alguns documentos aparece como Sérgia Ribeira da Silva, em outros aparece como Sérgia da Silva Chagas.

Foi levada de sua casa aos 13 anos de idade por Corisco (Christino Gomes da Silva Cleto) chefe de um bando de cangaceiros, braço direito de Lampião. Segundo ela, foi uma forma de vingança ao seu pai, que foi acusado de delatar um parente de Corisco à polícia.

Até então, Dadá vivia em casa de parentes ou conhecidos de Corisco, pois não era permitido mulheres no cangaço. Somente a partir da entrada de Maria Bonita que Dadá pôde se juntar ao bando de cangaceiros.


Ela era a única cangaceira que carregava um revólver calibre 38 e contribuía na defesa e ataque do grupo. Algumas outras, segundo ela, possuíam uma “pistolinha de brincadeira” apenas.

Após a morte de Lampião em 1938 o cangaço estava fadado ao fim. As volantes possuíam uma arma que o cangaço nunca conseguiu: A Metralhadora. Com isso, as emboscadas tinham mais chances de darem certo. Dadá assumiu o comando do grupo quando Corisco estava com seus dois braços inválidos, coisa que nenhuma mulher jamais pôde fazer. Em 1940, Corisco e seu bando sofreram uma emboscada, Dadá teve ferimentos em sua perna, que se agravaram devido a condições insalubres de higiene que foi exposta na prisão, levando assim à amputação da mesma. Corisco faleceu algumas horas depois.

A cangaceira Dadá - Do acervo do pesquisador Geraldo Júnior‎ O Cangaço

Além de ser uma brava cangaceira na luta pela sobrevivência em meio a caatinga nordestina e ao coronelismo, provou também ser uma brava lutadora dos direitos de seus companheiros. Após sair da prisão em 1942, lutou para ver a legislação que garante o respeito aos mortos fosse cumprida, e os restos mortais dos cangaceiros que estavam na mórbida exposição do Museu Nina Rodrigues fossem enterrados (o que só aconteceu em 1969). A cabeça de seu amado também se encontrava na exposição. Teve sete filhos (apenas três sobreviveram), mas não pode criar nenhum devido a dura vida que os cangaceiros levavam. Relatou com muito amor sua história e sua importância em um dos maiores movimentos de resistência já existente no Brasil.

Foi homenageada na década de 80 pela Câmara Municipal de Salvador por sua luta e representatividade feminina. Teve sua vida retratada em muitos filmes, sendo que em um deles trabalhou na Supervisão Histórica e Costumes assegurando a melhor reprodução possível de sua época e história.

Dadá foi uma legítima cangaceira, mesmo não escolhendo entrar no movimento, quando pôde sair não o fez. Decidiu lutar até fim ao lado de seu companheiro do qual tinha muito amor. Dadá era brava, corajosa e muito destemida. Nunca parou de lutar. Não era a toa que seu apelido era Suçuarana".

Fonte :mulheres-incriveis.blogspot.com( ...que pescou nos açudes: Deus e Diabo na Terra do Sol ( 1964)-Glauber Rocha
Corisco, o Diabo Loiro ( 1969) – Carlos Coimbra
Corisco e Dadá ( 1996) – Rosemberg Cariry
A musa do cangaço ( 1982) – José Humberto
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/…/freitas_aps_me_assi…
http://www.cchla.ufpb.br/saecul…/saeculum17_art03_santos.pdf
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/…/ha-70-anos-mor…
http://cafehistoria.ning.com/…/blogs/historia-do-cangaco-ve…)

Fonte: facebook
Página: Luiz Pedro da IngazeiraLampião, Cangaço e Nordeste

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PERTENCES DE LAMPIÃO QUE SE ENCONTRA NO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MACEIÓ - AL

 


Veja, amigo leitor:

Este material pertenceu ao Virgolino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, e observando bem, ele era além de vaidoso. Tudo feito com belas cores, e com esse equipamento todo e bonito, faria qualquer sertanejo desejar usá-lo nas caatingas brasileiras. Claro que não era uma boa opção, mas se eles desejavam, quem era besta de dizer que não. 

Lampião posando para foto como se estivesse costurando

E a maior parte deste equipamento era feito pelo próprio cangaceiro nesta máquina de costura, que ele escolhia as cores, o modelo e tudo mais. 

Eu acredito que dentro dos sertões do nordeste que ele andou com a sua cabroeira, em alguns combates cerrados, eles deixaram algumas máquinas desta para trás, vez que seria muito difícil fugir com um peso nos embornais.

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O VELHO RETRATISTA DO ANTIGO MERCADO

 Por José Cícero

Muitos o tinham simplesmente como 'o retratista'. Outros, o chamavam apenas de 'o batedor de chapa ou de retrato'. Era como se o mesmo não tivesse um nome de batismo. O termo fotógrafo, ainda era pouco usado naquela época pela maioria da população da minha antiga cidadezinha. Coisas de uma M. Velha passado, que hj não existe mais.

Embora já tivéssemos o famoso foto Saraiva do Crato, como ainda, seu Basílio, Gilvan Duarte e Pio Luna. Decerto, apenas os dois últimos tive o prazer de conhecer. O primeiro, apenas pelas narrativas domésticas da minha mãe como por meio das suas fotografias em preto e branco e em papel. Lembro que também já existiam os famosos binóculos(monóculos) coloridos.

Falo do homem quase místico que ficava todas as segundas-feiras com sua lambe-lambe montada sobre um tripé de madeira no portão lateral do velho mercado das confecções que ficava quase em frente a residência de seu Rubens, depois da farmácia Popular de Zé Landim. Mais precisamente entre o café de Toinha de Valentin e a loja dos Quinderés (dona Vicência).

Menino curioso e provinciano, às vezes eu descia da rua Epitácio Pessoa (onde eu morava) no dia da feira, somente para contemplar de perto aquele homem esquisito e de poucas palavras a realizar o seu bonito ofício de retratista. Para mim ele não era apenas um batedor de retrato, mas um grande mágico. De modo que eu achava bonito e profundamente interessante aquele processo quase divino de congelar o tempo e a imagem em 3x4 das pessoas... primeiro diante de um objeto de madeira e pano puido. Depois mergulhando um retalho de papel negativo numa bacia de porcelana cheia de água. Deslumbrado eu achava encantador ver as imagens sendo depuradas paulatinamente. Ganhando contorno e nitidez até a sua forma final. E quando o negativo não funcionava era descartado e eu o levava para casa para brincar de fotógrafo de lambe-lambe.

Um dia minha mãe me levou para que eu fosse retratado por ele. Fiquei literalmente em êxtase. Era uma foto para minha ficha escolar quando adentrei o grupo Novo, o então colégio Francisco Arraes Maia que ficava à margem da linha do trem nas proximidades da indústria Linard entre o antigo Gesso do triângulo de reversão da Reffesa, a rua do besouro e a casa de Zé Leandro.

Ele metia a cara e as mãos naquele tubo de tecido e madeira. Mexia alguma coisa na sua estranha máquina lambe-lambe e no final, saía algo inusitado que, sobre o incrível milagre da bacia d'água ganhava forma no papel.

Recebi a minha foto. Mamãe disse-me que ficara boa, mas eu não. Achei-me parecido demais com o anão que naqueles anos atuava no famoso seriado de TV chamado de A ilha da fantasia. Mas eu estava feliz pq finalmente fui retratado pelas famosas objetivas do homem retratista do portão do mercado. Nunca soube do seu nome e tampouco de onde era e até hoje que fim o levou. Confesso que vivi e nunca esqueço aqueles momentos.

E, como tudo que existe de uma maneira ou de outra está condenado a ser história, memória ou a cair de vez no esquecimento total, eu recordo e escrevo aqui. Porque no fundo, só o que é lembrado com saudade e emoção poderão ser eterno.

José Cícero

M. Velha

https://www.facebook.com/josecicero.silva.33/posts/pfbid02yTPREYZTyuirCsZVKXXDmmnVtdty2eM3sdewd3SHDcwyo2VBbKYdpQHYX1AN4QAkl?comment_id=561009825356260&reply_comment_id=1625485111158801&notif_id=1651863434764004&notif_t=mentions_comment&ref=notif

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REVISTA "A NOITE ILUSTRADA", EDIÇÃO DE 30 DE NOVEMBRO DE 1932 - QUANDO LAMPIÃO FICOU SEM AÇÚCAR

 Por Ivanildo Silveira







Cabeça de Açúcar

(Cortesia de Rubens Antônio)

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ESPIANDO O GADO

 Clerisvaldo B. Chagas, 6 maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.697

 

Maravilha o poder da Web. Inúmeras postagens de vídeos por todos os lugares, principalmente as divulgações amadoras sobre aspectos de feiras e feiras de gado. As feiras de gado estão mostradas pelos estados de Pernambuco e Alagoas, pelo menos são as que mais aparecem. É óbvio que estamos vendo uma melhora significativa no aspecto físico, na qualidade dos bichos, na distribuição do espaço e em mais caprichados currais. Muitas delas respeitando o espaço de cavalos, bovinos e animais menores, mas ainda não vimos postado, um sistema de alimentação, bebida e sombra para isto, a não ser das árvores surgidas do acaso. Feira de gado deveria ser igualmente a uma exposição agropecuária com toda a estrutura para o bem estar animal.

CANAFÍSTULA FREI DAMIÃO (FOTO: TRIBUNA DO SERTÃO).

Destaque em Alagoas é a Feira de Gado de Dois Riachos e a chamada Feira dos Cavalos no distrito palmeirense de Canafístula Frei Damião. E a feira no geral que era coisa da Idade Média, para surpresa de muitos, resistiu à modernidade do Supermercado, do Mercadão, do Mercadinho, do hiper e de outras formas de vendas nas cidades e capitais. Os destaques são justamente as Feiras Camponesas e as feiras de gado que ninguém vai levar uma vaca para vender no Mercadinho. Ao contrário de quem pensava que as feiras iam acabar, viu o diferente: cada vez mais revigoradas e divulgadas. No caso da feira de animais de porte, entra e circula milhões de reais nesses municípios que descobriram a mina. Isso sem contar com as prestações de serviços nos entornos dessas feiras, consideradas comércios miúdos, mas que arrecada muito dinheiro e assegura a dinâmica do movimento feireiro.

Almoço quase sempre com galinha de capoeira, a bebida, os artigos de couro, os doces diversos e até cangas, vara-de-ferrão e acessórios para montarias, tapiocas, milho assado, água de coco e muito mais. Como foi dito, parece um negócio miúdo, porém bastante dinâmico e que assegura a sobrevivência de inúmeras famílias e o próprio andamento da feira. Esse movimento que teve início defronte os castelos medievais, portanto, atesta a força da compra livre e da validade desse sistema secular. Nem o moderníssimo sistema de compras pela Web conseguiu abalar as feiras de gado nordestinas. Para quem gosta do ramo, uma grande atração pessoal.

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quinta-feira, 5 de maio de 2022

O ÚLTIMO REFÚGIO DE LAMPIÃO - PARTE II

 Por TV Maria Bonita

https://www.youtube.com/watch?v=rDZsJQSo8CA&ab_channel=TVMARIABONITA

Violência e morte. Terror no sertão nordestino. Tornou-se um mito. Lampião para uns era um heroi. Para outros um bandido. Ele aterrorizou 7 Estados do Nordeste Brasileiro. Foi no Estado de Sergipe que ele terminou seus dias. Nesse documentário da TV Gazeta de Alagoas, veremos também outro fato terrível pós-morte de Lampião, chamada de Chacina da Fazenda Patos, onde Corisco matou e degolou parte de uma família. Veremos também uma entrevista com membros da família de Maria Bonita e com um coiteiro de Lampião e um soldado da Volante do Tenente João Bezerra, que comandou o ataque ao bando na grota do Angico.

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JORNAIS - A PROVÍNCIA, RECIFE, 20/12/1928

 

Ex-cangaceiros presos na casa de detenção

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PENSANDO NO TEMPO

Por José Cícero da Silva

De uns dias para cá diria para o meu ego e também o meu senso crítico que não moram mais comigo: Simone de Beauvoir, nem Lou Salomé, nem Lilith, nem Eva e nem Anita. Como não habitam mais o meu espirito nem Madalena, nem Jovita, Nem madame Bovary.

Não mexem mais no meu baú de ossos antigos Hatshepsut esposa de Tutmés e a poderosa Rainha de Sabá. Ambas me perguntam o que fazer para não terem filhos. E eu confesso que não sei o que as dizer sem desagradar.

Fiquei sem o amor de Cleópatra como igualmente, sem a dança do ventre de Roxeleane à beira mar. Não mais me encontro em nenhum lugar sem Catarina da Rússia, sem Joana D'arc e sem Dandara em seu cantar. Além de Frida e Quitéria... Joguei fora para sempre toda a minha estante de livros entre outras matérias de amar. Posto que Simone ainda agora só fala em Sartre, Salomé na loucura dantesca e filosófica de Nietzsche. Ainda que Lilith e Eva disputem ferrenhamente o amor de Adão. Cleópatra só enxergasse Marcos Antonio e Júlio César. É imensa minha escuridão.

Jovita, Joana d'arc e Quitéria só falam de guerras e Roxeleana na riqueza de um tal sultão. Dandara em Zumbi e Catarina no seu Czar,

Como de resto, num quarto sem luz Frida e Bovary gritam por sexo quase matando Flaubert. Anita por seu turno, ainda chama por Garibaldi.

E eu me perco nesta solidão do pensamento e na vaguez sem nexo desta cidade sob a esfinge do mais completo estado de estranhamento. Enquanto a rainha persa parece continuar apaixonada por Alexandre. E não por acaso, neste eterno instante da história Madalena ainda geme e chora a cântaros; pelas chagas abertas e o sofrimento de Jesus em Gogota. Não tenho sequer mais meu nome.

Só o pecado da estupidez ainda permanece e me devora. Posto que sobrevivera a todo o caos e toda fome... Como se a própria humanidade dentro do tempo ainda carregasse a sua cruz.

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